3º Domingo de Páscoa

3º Domingo de Páscoa

Act. 5, 27-41; Ap. 5, 11-14; Jo. 21, 1-19

Jesus ressuscitado guia o trabalho da pesca

Pescar é a missão da Igreja. Ao chamar os Apóstolos, Jesus tinha-lhes dito: farei de vós, pescadores de homens. Pescar peixes é matá-los. Pescar homens é salvá-los. No Evangelho de hoje vemos alguns Apóstolos em missão. Andam no meio do mar (o lugar do perigo, do sofrimento, do mal e da morte, para os humanos). Tinham visto o trabalho de Jesus de libertar as pessoas do mal (em todas as suas manifestações); viram-no vencer a morte… e, agora, também eles se metem no mar da vida, enfrentam a morte e se entregam generosamente, como Jesus, para tirar da morte os que, na vida, andam prisioneiros do mal.

Pedro diz: vou pescar! E os outros seguem-no corajosamente. No barco estão 7 discípulos (número simbólico que representa a totalidade dos verdadeiros discípulos de Jesus, de todos os tempos). Jesus não está na barca (a Igreja). De facto já não estava visivelmente no meio dos discípulos. O Apocalipse mostra-o sentado no trono da sua realeza, cheio de glória, com os sinais do seu amor pela humanidade, como Cordeiro imolado. No entanto, Jesus não está longe da barca.

Nem sempre a fé da Igreja é suficiente para sentir a presença de Jesus. Por isso ela se vê muitas vezes incapaz de ser salvadora da humanidade: a pesca não rende. Mas a fé da Igreja nunca morre totalmente: alguém vê que Jesus está perto – o discípulo predilecto. E, quando os 7 pescadores obedecem à Palavra de Jesus, com fé, a pesca torna-se abundante.

Esta catequese é muito válida também para nós: tantas vezes temos a sensação que estamos sozinhos na realização da missão: não se vêem os frutos do nosso trabalho; o mal parece que aumenta cada vez mais e a salvação do mundo está mais longe (ver as dificuldades dos primeiros cristãos, na 1ª leitura). Mas não é verdade: não estamos sós. Podemos ser salvadores. Basta que também nós, hoje, sigamos a Palavra de Jesus. Esta, tal como a Pedro, nos pede que deixemos os projectos de glória, de honra e de grandeza pessoal, para nos convertermos ao amor desinteressado aos irmãos, tornando-nos seus pastores, ou melhor, seus pescadores.

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