SOLENIDADE DO SANTÍSSIMO CORPO E SANGUE DE CRISTO

SOLENIDADE DO SANTÍSSIMO CORPO E SANGUE DE CRISTO

LITURGIA DA PALAVRA

Primeira Leitura: Ex 24,3-8

Salmo 147

Segunda Leitura: Heb 9, 11-15

Evangelho: Mc 14, 12-16-22-26

 

Tema: Jesus Cristo, o Pão comungado e partilhado entre os irmãos

A Eucaristia é o centro da fé cristã. Pertencer à comunidade cristã é fazer parte da mesa da Palavra e da Eucaristia. Comungar o Corpo e Sangue de Jesus é, acima de tudo, aceitar a sua presença real no Pão e no Vinho consagrados. Comungar é assumir o compromisso de fazer-se pão onde não há pão. Comungar é aceitar a missão de lutar para que não falte pão na mesa do pobre. Comungar tornar-se um Cristo que se doa e se entrega pela causa da humanidade.

O convite a fazer é evitar comungar para ser visto ou se exibir como bom cristão. “Comungar é tornar-se um perigo”, como reza o canto de comunhão na liturgia do Brasil, para significar que o cristão torna-se um “Cristo” que anuncia e denuncia as injustiças e os males do mundo.

Hoje, não é raro encontrar católicos que põem em dúvida esta permanência da presença Jesus no pão eucarístico. As palavras de Jesus esclarecem-nos: «Este é o meu Corpo… Este cálice é a nova Aliança no meu sangue». Estas afirmações de Jesus, na noite de quinta-feira santa, não dependiam nem da fé nem da compreensão dos apóstolos. É Jesus que se compromete, que dá o pão como sendo o seu corpo, o cálice de vinho como sendo o cálice da nova Aliança no seu sangue. Só Ele pode ter influência neste pão e neste vinho.

Hoje, é o sacerdote ordenado que pronuncia as palavras de Jesus, mas não é ele que lhes dá sentido e realidade. É sempre Jesus ressuscitado que se compromete, exactamente como na noite de quinta-feira santa. O sacerdote e toda a comunidade com ele são convidados a aderir na fé a esta acção de Jesus. Mas não têm o poder de retirar a eficácia das palavras que não lhes pertencem. A Igreja tem razão em celebrar esta permanência da presença de Jesus. Que esta seja para nós fonte de maravilhamento e de acção de graças!

É preciso comer para viver. Por isso a nossa vida espiritual tem seu alimento: Jesus Cristo na Eucaristia e quem não se alimenta torna-se anémico espiritualmente, por isso deve regularizar a situação urgentemente.

Numa das catequeses do Papa Francisco sobre a solenidade que celebramos hoje afirma que a Eucaristia insere-se no âmago da «iniciação cristã», juntamente com o Baptismo e a Confirmação, constituindo a nascente da própria vida da Igreja. Com efeito, é deste Sacramento do Amor que derivam todos os caminhos autênticos de fé, de comunhão e de testemunho.

O santo Padre acrescenta ainda que o que vemos quando nos congregamos para celebrar a Eucaristia, a Missa, já nos faz intuir o que estamos prestes a viver. No centro do espaço destinado à celebração encontra-se o altar, que é uma mesa coberta com uma toalha, e isto faz-nos pensar num banquete. Sobre a mesa há uma cruz, a qual indica que naquele altar se oferece o sacrifício de Cristo: é Ele o alimento espiritual que ali recebemos, sob as espécies do pão e do vinho. Ao lado da mesa encontra-se o ambão, ou seja o lugar de onde se proclama a Palavra de Deus: e ele indica que ali nos reunimos para ouvir o Senhor que fala mediante as Sagradas Escrituras, e portanto o alimento que recebemos é também a sua Palavra.

O Papa Francisco sustenta que na Missa, Palavra e Pão tornam-se uma coisa só, como na Última Ceia, quando todas as palavras de Jesus, todos os sinais que Ele tinha realizado, se condensaram no gesto de partir o pão e de oferecer o cálice, antecipação do sacrifício da cruz, e naquelas palavras: «Tomai e comei, isto é o meu corpo… Tomai e bebei, isto é o meu sangue».

Nesta solenidade, importa apontar que a celebração eucarística é muito mais do que um simples banquete: é precisamente o memorial da Páscoa de Jesus, o mistério fulcral da salvação. «Memorial» não significa apenas uma recordação, uma simples lembrança, mas quer dizer que cada vez que nós celebramos este Sacramento participamos no mistério da paixão, morte e ressurreição de Cristo. A Eucaristia constitui o apogeu da obra de salvação de Deus: com efeito, fazendo-se pão partido para nós, o Senhor Jesus derrama sobre nós toda a sua misericórdia e todo o seu amor, a ponto de renovar o nosso coração, a nossa existência e o nosso próprio modo de nos relacionarmos com Ele e com os irmãos.

 

 

Compromisso de vida:

Confessar sempre antes de comungar

Participar activamente da Santa Missa

Partilhar o pão com os necessitados

Testemunhar a presença real de Jesus na Eucaristia

Adorar a Jesus Eucarístico

Agradecer a Jesus pelo Seu Corpo e Seu Sangue

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