Activistas do Projecto COVIDA acusadas de burlar cerca de 50 famílias do povoado de Nasapo

Activistas do Projecto COVIDA acusadas de burlar cerca de 50 famílias do povoado de Nasapo

Por Kant de Voronha

Activistas da Associação Ovarelelana que integram no Projecto COVIDA são acusadas de burlar cerca de 50 famílias do povoado de Nasapo, no Posto Administrativo de Anchilo.

A informação foi partilhada por pais e encarregados de educação da EPC de Mulapane I, aparentemente saturados por constantes acções de descontos irregulares do subsídio de apoio escolar que visa promover a retenção das alunas na escola e desencorajar as uniões prematuras.

O facto ocorreu na última sexta-feira, 09.07, quando activistas e mentoras do Projecto COVIDA se fizeram ao local para distribuir dinheiro num montante não especificado.

Margarida Agostinho, cuja filha foi vítima, conta que sua filha sofreu o desconto forçado de 500,00Mt. “Minha filha recebeu 500mt e lhe tiraram 400,00mt tendo ficado com 100,00mt”. O mesmo sucedeu com várias crianças cujos encarregados mostram-se agastados porque não é pela primeira vez que isto acontece.

Vários documentos de crianças, entre cédulas e cartões de recenseamento dos encarregados estão ainda na posse das activistas.

No acto de distribuição dos valores, a activista Olga é acusada de ter manipulado um grupo de encarregados fantasmas que eram entregues senhas com objectivo de receberem dinheiro que mais tarde viria a ser recolhido pela mentora Olga. A autora era coadjuvada por sua irmã cujo nome não nos foi reportado.

A nossa equipa de reportagem tentatou ouvir a acusada mas sem sucesso.

A coordenadora do Projecto em Anchilo, Emília, diz desconhecer os contornos das cobranças ilícitas perpetradas por sua colega, embora tenha desconfiado o movimento estranho de pessoas não inscritas para o projecto. “Eu não sei dessas cobranças e a colega Olga não me reportou. Mas eu ja tinha exortados todo grupo para não se deixar aliciar com esquemas indevidos”.

O chefe do Posto Administrativo de Anchilo, Herminio Munttharani, lamenta o infortúnio e explicou a população que a taxa normal a ser dada a cada criança é de 1000,00Mt. Para as crianças mais desfavorecidas deveriam receber 1750,00MT. O montante serve para a compra de uniforme e material escolar conexo.

Munttharani exortou a população a manter-se vigilante face a oportunistas que gostam de extorquir o povo. Igualmente apelou a que as pessoas possam coordenar com as lideranças locais denunciando os males que acontecem na sociedade.

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