XXIV – DOMINGO DO TEMPO COMUM

XXIV – DOMINGO DO TEMPO COMUM

12/09/2021: LITURGIA DA PALAVRA

Primeira leitura: Is 50,5-9a

Salmo responsorial: Salmo 114 (115)

Segunda leitura: Tiago 2,14-18

Santo Evangelho: Mc 8,27-35

Tema: DEFENDER A VIDA DO OUTRO É ABRAÇAR O PROJECTO DE DEUS

A Palavra de Deus neste domingo, convida-nos a abraçar o projecto de Deus que passa necessariamente pela defesa da vida numa altura que parece bastante fragilizada. Defender a vida significa, inicialmente acreditar que ela é dom de Deus.

O relato de Isaías apresenta-nos um profeta anónimo, chamado por Deus a testemunhar a Palavra da salvação e que, para cumprir essa missão, enfrenta a perseguição, a tortura, a morte. Contudo, o profeta está consciente de que a sua vida não foi um fracasso: quem confia no Senhor e procura viver na fidelidade ao seu projecto, triunfará sobre a perseguição e a morte.

O “Servo” sofredor, apresentado por Isaías, que põe a sua vida, integralmente, ao serviço do projecto de Deus e da salvação dos homens mostra-nos o caminho: a vida, quando é posta ao serviço da libertação dos pobres e dos oprimidos, não é perdida mesmo que pareça, em termos humanos, fracassada e sem sentido. Darias a sua vida para defender a vida dos outros? Na guerra provocada por terroristas, acompanhamos testemunhos de muitas pessoas que deram a vida pelos outros. Sejamos corajosos para defender a vida que está muito fragilizada.

O Evangelista Marcos apresenta Jesus como o Messias libertador, enviado ao mundo pelo Pai para oferecer aos homens o caminho da salvação e da vida plena. Pedro professa sua fé em Jesus, o Messias. Para Marcos, Jesus cumpre o plano do Pai. Jesus mostra aos discípulos que o caminho da vida verdadeira não passa pelos triunfos e êxitos humanos, mas pelo amor e pelo dom da vida (até à morte, se for necessário). Jesus vai percorrer esse caminho; e quem quiser ser seu discípulo, tem de aceitar percorrer um caminho semelhante: dar a vida aos outros no sofrimento paciente.

A segunda leitura lembra aos crentes que o seguimento de Jesus não se concretiza com belas palavras ou com teorias muito bem elaboradas, mas com gestos concretos de amor, de partilha, de serviço, de solidariedade para com os irmãos. O autor apresenta a relação entre a fé e as obras. A fé sem obra é morta. O cristão não deve viver de utopias mas de uma realidade que parte pela acção concreta como fruto da sua fé em Cristo.

Nas nossas paróquias, os livros de registo de sacramentos, encontramos milhares de baptizados, mas poucos vivem “o ser cristão autêntico”. A nossa caminhada cristã não é um processo teórico e abstracto concretizado num reino de bons discursos que parecem de campanha eleitoral; mas é um compromisso efectivo com Cristo que tem de se traduzir, a cada instante, em gestos concretos em favor dos irmãos.

Quem é Jesus para ti? O que é que “os homens”, seus amigos, familiares, outras religiões dizem de Jesus? Jesus não é um simples profeta nem um nacionalista. Por isso ele pergunta a todos: “E vós, quem dizeis que Eu sou?” É uma pergunta que deve, de forma constante, ecoar nos nossos ouvidos e no nosso coração. Responder a pergunta de Jesus obriga-nos a pensar no significado que Cristo tem na nossa vida, na atenção que damos às suas propostas, na importância que os seus valores assumem nas nossas opções, no esforço que fazemos ou que não fazemos para o seguir… Quem é Cristo para mim?

Jesus tornou-se um de nós para concretizar os planos do Pai e propor aos homens e mulheres do seu tempo e do nosso – através do amor, do serviço, do dom da vida – o caminho da salvação, da vida verdadeira. Jesus nos ensina  a “renunciar a si mesmo”, o que implica a não deixar que o egoísmo, o orgulho, o comodismo, a auto-suficiência dominem a vida. Jesus nos ensina também a “tomar a cruz”, que significa amar até às últimas consequências, até à morte.

Compromisso Pessoal

Vivenciar gestos de gentileza, de serviço, de perdão, de partilha na família, na comunidade e na sociedade.

Suportar com paciência as perseguições e os sofrimentos deste mundo.

Seguir o caminho de Cristo conscientes de que a cruz é pesada.

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