Moradores da zona da barragem na cidade de Nampula exigem construção duma ponte sobre o rio Monapo

Moradores da zona da barragem na cidade de Nampula exigem construção duma ponte sobre o rio Monapo

Para chegar a Localidade de Saua-Saua na zona da barragem, subúrbio do distrito de Nampula, com um potencial em produção agrícola e um dos celeiros da cidade capital, a população percorre longas distâncias e é sujeita a vários riscos quando tenta ultrapassar o rio Monapo. Esta situação ocorre, sobretudo na época chuvosa, devido a falta de um meio de transporte que explore a rota, para além da própria estar a clamar por uma reabilitação pelo acentuado estado de degradação que ela apresenta.

Zita Armando é uma de entre várias camponesas que pratica suas actividades agrícolas na outra margem do rio, concretamente na Localidade de Saua-saua, diz que sempre que chega a época chuvosa vive num autêntico martírio, devido as dificuldades que esta e outros enfrentam para a travessia, assim como na fase de escoamento dos excedentes para suas residências.

“Várias pessoas já foram arrastadas pela fúria das águas quando tentam atravessar para outra margem na busca dos seus excedentes para as suas residências” daí que exigem das autoridades competentes a construção de uma ponte sobre este rio, como forma de minimizar a dor e angústia que passamos quando chega a época chuvosa”, disse a nossa entrevistada visivelmente agastada com a situação.

Por seu turno, o líder comunitário da zona confirmou que na última época chuvosa, pelo menos duas pessoas perderam a vida depois de serem arrastadas pela fúria das águas sobre o rio Monapo, e solta um grito de socorro para as entidades governamentais.

“Estamos a pedir a construção de uma ponte sobre este rio, porque perdemos várias pessoas de entre amigos e conhecidos que pretendiam fazer-se a outra margem”, disse o líder comunitário, tendo afirmado que, em tempos de campanha eleitoral promessas não faltaram para a construção de uma ponte sobre este rio, facto que virou a ser um piripiri para os nossos olhos e pedra no sapato para os nossos pés”.

Júlio Assane

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