Um membro das Forças de Defesa e Segurança, na Academia Militar em Nampula, acusado de agredir fisicamente e de forma cíclica à sua esposa

Um membro das Forças de Defesa e Segurança, na Academia Militar em Nampula, acusado de agredir fisicamente e de forma cíclica à sua esposa

A acusação vem da Associação Moçambicana de Mulheres e Apoio à Rapariga em Nampula em colaboração com as demais organizações que, na manhã desta segunda-feira, promoveram uma manifestação pacífica defronte à Academia Militar Marechal Samora Machel, como forma de reivindicar os direitos da mulher que, de forma constante, sofria violações com o agente das Forças Armadas de Defesa de Moçambique afecto naquele estabelecimento de ensino.

Trata-se de uma jovem de 22 anos de idade a qual o militar levou da vizinha Província de Cabo Delgado, concretamente no distrito de Metuge, há mais de 1 ano com promessas de tornar-se um verdadeiro guardião.

Madalena José afirmou que veio a Nampula com promessas de ter o seu marido como sendo seu pai, tio e familiar.

Tudo começou bem até que se notabilizou um certo incumprimento das promessas dadas pela primeira vez pelo esposo. Tudo que a jovem necessita do momento é voltar à sua casa, de modo a salvaguardar a sua vida.

Entretanto, Felisa Félix, vizinha da vítima, explicou que a situação é chocante, porque, para além das violações físicas, o homem que jurou salvar a pátria traz consigo amantes dentro da sua residência na presença da sua esposa.

Na ocasião, Cândido Sapala, chefe da Unidade Comunal de Minicane, Bairro de Muatala, Cidade de Nampula, local onde se encontra a casa do indiciado, disse que na hora da agressão, para despistar a atenção da vizinhança, o homem liga a sua aparelhagem ao som mais alto.

A fonte pede às autoridades competentes para a responsabilização do agente pelos actos cometidos.

No entanto, Marlene Julane, membro e colaboradora da OPHENTA, uma Associação Moçambicana de Mulheres e Apoio à Rapariga, disse que a manifestação é uma forma de solidarizar-se com esta e outras mulheres que passam por situações de género.

Conforme afirmou Julane, após um diálogo com o Departamento de relações públicas da Academia Militar, o agressor será retido até que sejam criadas as condições necessárias da vítima voltar a Metuge, sua terra natal, o mais breve possível.

Contudo, para a segurança da vítima, a Associação Moçambicana da Mulher e Apoio à Rapariga responsabiliza-se em cuida-la até que chegue o momento do retorno à sua proveniência.

Por questões protocolares não foi possível ouvir a versão do indiciado.

 Por Ernesto Tiago

 

 

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