Papa Bento XVI: O guardião da fé

Papa Bento XVI: O  guardião da fé

No dia 31 de Dezembro de 2022, o Papa emérito Bento XVI faleceu no Vaticano depois de 9 anos da sua renúncia histórica ao papado. Vamos conhecer melhor este papa que nos deixou um grande legado de fé.

Joseph AloisiusRatzinger nasceu no dia 16 de Abril de 1927, em MarktlamInn, Baixa Baviera– Alemanha. Aos 12 anos, fez a sua primeira experiência em um seminário, dando o primeiro passo em direcção à sua vocação.             Aos 16 anos (1943), Joseph foi chamado para servir seu país na infantaria alemã, numa bateria antiaérea. Depois de alguns contratempos após a guerra, voltou para casa e junto com seu irmão Georg, foi continuar seus estudos no seminário.

Foi ordenado sacerdote no dia 29 de Junho de 1951. Logo depois, começou a leccionar na Escola Superior de Freising. Em 1953, formou-se doutor em Teologia e em 1962 assumiu a função de presidente da Comissão encarregada da preparação do Catecismo da Igreja Católica, de 1986 a 1992.

Ele foi o grande responsável por apresentar ao Santo Padre um Catecismo actualizado.

Aos 50 anos (1977), Papa S. Paulo VI, o nomeou Arcebispo de Munique e Freising escolhendo como seu lema episcopal: ‘Colaborador da Verdade’.

Dom Joseph Ratzinger foi criado cardeal em 1977 por Papa S. Paulo VI e em 1981 o Papa S. João Paulo II o nomeou Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e Presidente da Pontifícia Comissão Bíblica e da Comissão Teológica Internacional, cargos que conservou até a morte do papa S. João Paulo II. No dia 20 de Abril de 2005 tomou posse como 265º sucessor de S. Pedro com o nome de Bento XVI. Ao iniciar o seu pontificado, Bento XVI recordou a missão do Papa enquanto pastor da Igreja e pescador de homens, e no seu discurso da tomada de posse frisou que na missão de pescador de homens e no seguimento de Cristo, se faz necessário conduzir os homens das alienações à terra da vida rumo à luz de Deus. “É precisamente assim: nós existimos para mostrar Deus aos homens. E só onde se vê Deus começa verdadeiramente a vida”.

Depois de oito anos de pontificado, Bento XVI apresentou a sua renúncia a toda a Igreja Católica. Na manhã do dia 11 de Fevereiro de 2013, na presença de muitos cardeais, leu a seguinte declaração:

“Bem consciente da gravidade deste acto, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de Abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice ”.

Após a renúncia, Bento XVI passou a viver recluso no Vaticano, por causa de sua frágil saúde. Poucas vezes saiu do Mosteiro MaterEcclesiae para participar de algumas celebrações e manteve-se em silêncio para que pudesse continuar a serviço da oração. Foi no seu apartamento que faleceu em 31/12/2022.

Homilia do funeralm por Papa Francisco

«Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc23, 46): são as últimas palavras que o Senhor pronunciou na cruz; quase poderíamos dizer, o seu último suspiro, capaz de confirmar aquilo que caracterizou toda a sua vida: uma entrega contínua nas mãos de seu Pai. Mão de perdão e compaixão, de cura e misericórdia, mãos de unção e bênção, que O impeliram a entregar-Se também nas mãos dos seus irmãos… Também nós, firmemente unidos às últimas palavras do Senhor e ao testemunho que marcou a sua vida, queremos, como comunidade eclesial, seguir as suas pegadas e confiar o nosso irmão (papa Bento XVI) às mãos do Pai: que estas mãos misericordiosas encontrem a sua lâmpada acesa com o azeite do Evangelho, que ele difundiu e testemunhou durante a sua vida (cf.Mt25, 6-7). Bento, fiel amigo do Esposo, que a tua alegria seja perfeita escutando definitivamente e para sempre a sua voz!».

Testamento espiritual 29/8/2006

«Rezo para que a nossa terra permaneça uma terra de fé e vos peço, queridos compatriotas: não vos distraiais da fé. E finalmente agradeço a Deus por todo o belo que pude experimentar em todas as etapas do meu caminho, especialmente, porém, em Roma e na Itália, que se tornou a minha segunda pátria… Vi e vejo como do emaranhado das hipóteses tenha emergido e emerja novamente a razoabilidade da fé. Jesus Cristo é realmente o caminho, a verdade e a vida — e a Igreja, com todas as suas insuficiências, é realmente o Seu corpo. Por fim, peço humildemente: rezem por mim assim que o Senhor, não obstante todos os meus pecados e insuficiências, me acolher nas moradas eternas. A todos aqueles que me são confiados, dia após dia, vai de coração a minha oração». (papa Bento XVI)

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