Missionários Beneditinos terão primeiro mosteiro em território Moçambicano

Missionários Beneditinos terão primeiro mosteiro em território Moçambicano

O Arcebispo de Nampula Dom Inácio Saure procedeu, na terça feira, 30/05, ao lançamento da primeira pedra, para o arranque das obras de construção do primeiro Mosteiro dos Missionários Beneditinos neste solo pátrio.

O primeiro mosteiro dos Beneditinos a nível Nacional, será construído numa área de cerca de 4 quilómetros quadrados, na Localidade de Mecua, Posto Administrativo de Corrane, distrito de Meconta.

O espaço vai servir para construção de Uma Escola profissional, Unidade Sanitária, e outras infraestruturas de carril religioso, uma vez que os Beneditinos apostam, principalmente, nessas áreas.

O superior dos Missionários Beneditinos em Moçambique, Padre Deivis Josef Massão, fez saber que a intenção é apostar na evangelização, educação e Saúde, com o lema “Oração e trabalho”.

“Somos Beneditinos missionários de Santa Otília, o nosso mosteiro está localizado na Tanzânia e somos obrigados a observar o lema principal, que é ‘oração e trabalho’. – disse o superior, anotando que, ‘por sermos missionários, somos diferentes de outros Beneditinos, pois isso nos acrescenta outra aza, com a qual temos que voar.”

“O nosso principal foco em Moçambique, é servir o povo de Deus, nas áreas de Evangelização, Saúde e educação. Acreditamos que podemos implementar essas tarefas.” – lê-se na mensagem, na qual referem que a partir dessas perspetivas, os missionários Beneditinos estão ansiosos em construir um hospital de qualidade e de nível regional, Centro de educação vocacional, Escola primária, e, no futuro, uma escola para o ensino médio.

O Arcebispo de Nampula agradeceu a iniciativa dos Beneditinos, porque, segundo observou, a congregação é de origem Tanzaniana, mas que preferiu construir o seu mosteiro na Arquidiocese de Nampula, o que poderá ajudar em grande medida, na formação dos fieis desta.

“Quero, na verdade, dar graças a Deus, por esta presença que está a começar aqui na nossa Arquidiocese de Nampula dos Monges Beneditinos, que por serem missionários, tiveram azas e voaram ate aqui, o que é muito bom para nos.” – disse Dom Inácio, destacando que “as três áreas de acção dos missionários Beneditinos são muito importantes para o povo de Nampula e filhos de Deus, por se tratar de um povo muito religioso, apesar da diversificação de  crenças.”

Pediu a comunidade local para que receba esses missionários de mãos dadas, porque, segundo avançou, “eles vêm para nos evangelizar, cuidar-nos na saúde e nos potenciar na educação, sendo esse o motivo para eu olhar a presença deles aqui, com esperança e confiança.”

A liderança comunitária local, também olha a iniciativa dos Missionários Beneditinos com muita espectativa, uma vez que os jovens locais precisam de oportunidades de emprego.

‘Recebemos com muita alegria esta iniciativa dos missionários, porque essas actividades vão decorrer aqui no regulado de Mecua, onde a população carece de muitas necessidades.”- confidenciou o líder de primeiro escalão Carlos Victorino, que promete mobilizar a população para colaborar na implementação das actividades.

O governo local, na pessoa da Chefe da Localidade de Mecua, Olga Ussene, deixou apelos no sentido de a comunidade assumir o empreendimento com responsabilidade, olhando como da sua pertença.

“Não gostaríamos de ouvir que há desvio de materiais de construção nem sabotagem, porque tudo que for construído aqui, vai beneficiar a população desta localidade”. – Advertiu, destacando que com uma escola de artes e ofícios, os jovens daquela localidade poderão ser formados em diferentes áreas e criarem o seu auto emprego.

O primeiro edifício, a ser erguido no espaço, poderá ser concluído nos próximos 10 meses, segundo garantia do representante do empreiteiro.

A localidade de Mecua, com 20.445 habitantes, ainda debate-se com a falta de infraestruturas escolares melhoradas e unidades sanitárias, o que preocupa a população local, dai que olha na instalação do mosteiro, como o principio do fim de uma parte do sofrimento.

Informações colhidas no local indicam que num futuro breve, a localidade de Mecua poderá ser iluminada com a energia elétrica da rede nacional.

Por Elísio João

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