Jovens sofrem intimidação em África

Jovens sofrem intimidação em África

Uma celebração eucarística deu o início da comemoração do dia do padroeiro do Seminário Filosófico, São Carlos Lwanga de Nampula.

O jovem africano, e seus 21 companheiros, foi mártir em 1886 e em cada 03 de Junho é recordado e apontado como exemplo de jovens que não vacilam no anúncio da palavra de Deus, mesmo com várias ameaças.

Na sua homilia, o Arcebispo de Nampula Dom Inácio Saure lamentou o facto de ainda existirem em África, pessoas que intimidam os jovens, quando estes querem jogar o seu papel na sociedade.

“A juventude africana, continua a ser desafiada pela pobreza, doenças, Injustiças e opressão, e que não está a conseguir lutar com sucesso devido a várias barreiras que lhe são impostas”. – lamentou Dom Inácio, sublinhando que “os jovens nunca devem cruzar os braços perante essas injustiças e meias verdades impostas ao continente Africano”.

O líder da Igreja Católica em Nampula, recordou que os Jovens são chamados a continuarem a escrever novas e belas páginas de mártires do nosso tempo, acrescentando que “os mártires africanos relançam uma nova era de regeneração cristã,” daí que desafiou aos estudantes de filosofia, no Seminário Filosófico São Carlos Lwanga de Nampula, a se deixarem guiar por nobres ideais de uma civilização aberta às formas mais altas da vida social.

Os jovens em formação sacerdotal no seminário filosófico São Carlos Lwanga, se identificam com o padroeiro e acham que apesar das várias dificuldades, é possível seguir o exemplo do mártir.

Sabemos que estamos perante muitos desafios, mas isso não retira de nós a esperança que temos”. – disse um seminarista que pede aos outros jovens para saberem escolher prioridades na vida.

O magnífico reitor do Seminário Filosófico São Carlos Lwanga, o Padre Avelino Arlindo, e da opinião de que apesar das dificuldades, ainda existe espaço para os jovens serem verdadeiros mártires, tomando em conta a mensagem que o mártires africanos quiseram transmitir para a humanidade.

“A vida morre, mas a fé vive para sempre”, – segundo palavras de Dom Inácio Saure, Arcebispo de Nampula e Presidente da Conferência Episcopal de Moçambique, durante a celebração eucarística, no ultimo Sábado, por ocasião do dia do padroeiro do Seminário filosófico inter-diocesano, São Carlos Lwanga de Nampula.

Por Elísio João

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