49 anos para não esquecer

49 anos para não esquecer

Em 25 de Junho de 1975 foi proclamada a Independência do Pais.

49 anos de mudanças estruturais, de sonhos realizados e não realizados, de avanços e retrocessos nos vários âmbitos políticos e sociais, de esperança na construção duma sociedade mais solidária e justa para com todos, de sucessos e fragilidades que marcaram a caminhada democrática, de lutas contra a pobreza que continua a ser um desafio permanente.

49 anos desde a mudança radical da vida política, social e, também religiosa, que oficialmente começou naquele 25 de Junho.

Sim, mudança no âmbito religioso. Em 25 de Junho de 1975 começou a ser lançada a semente de um novo modelo de ser Igreja em sintonia com o Concilio Vaticano II e, obrigatoriamente, influenciado pelo evento da Independência.

Falamos da mudança radical no âmbito eclesial, que germinou na Beira em 1977 com a realização da I ANP: duma visão piramidal para a constituição de pequenas comunidades cristãs ministeriais, onde o povo de Deus se tornava verdadeiro protagonista.

49 anos que marcaram um crescimento notável da Igreja que recuperou também parte do seu património, que tinha sido nacionalizado, e dos seus ministros ordenados, sobretudo sacerdotes diocesanos, religiosos e religiosas nacionais.

49 anos durante os quais tivemos a visita do Papa São João Paulo II e do Papa Francisco que chegaram para confirmar a nossa fé.

49 anos nos quais foram realizadas quatro ANP que forneceram indicações válidas para a consolidação da Igreja que deve fortalecer a sua autonomia económica, a participação activa de todos os intervenientes incentivando a formação através do anúncio e do testemunho da Palavra de Deus.

49 anos ricos de testemunhos de fé, o mártir Cipriano Parite, os mártires catequistas de Guiúa e muitos outros, missionários e leigos, que derramaram o seu sangue nesta terra moçambicana.

49 anos para não esquecer o que fomos, o que somos hoje e o que queremos ser amanhã, promovendo uma cultura de escuta e de diálogo, dentro e fora da Igreja, de forma a preservar, valorizar e contribuir para uma sociedade plural assente no respeito e na fraternidade, que é capaz de discutir os desafios do país com razão, mas também com o coração e com abertura a compromissos baseados nos valores permanentes do Reino de Deus sem procurar privilégios nem corta-matos.

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