Deus, é o Deus da Paz e não da Guerra

Deus, é o Deus da Paz e não da Guerra

Deus, é o Deus da Paz e não da Guerra

O Dia Mundial da Paz é comemorado em 1 de Janeiro e foi criado pelo Papa Paulo VI em 8 de Dezembro de 1967. Infelizmente, hoje 2023, partes da humanidade continuam em conflito. Entre muitas recordamos a guerra entre a Ucrânia e Rússia, o eterno conflito no Norte do Kivu na Republica Democrática do Congo e na Somália; o 6º aniversário do conflito em Cabo Delgado, que já se estendeu até as província de Nampula e Niassa causando milhares de deslocados e muitos mortos.

Desde 24 de Fevereiro de 2022, início da invasão russa e da guerra na Ucrânia, o Papa Francisco não cessou de lançar constantes apelos pela Paz e para esconjurar o risco de uma catástrofe global. Ele implora aos governantes para evitar a catástrofe humana e promover a fraternidade humana.

Aqui vão algumas intervenções mais significativas:

Uma derrota para todos

“Que tipo de vitória será aquela que coloca uma bandeira sobre uma pilha de escombros?” (Ângelus 10/4/2022). “Que o Espírito do Senhor nos liberte a todos dessa necessidade de autodestruição”.

Um ato sacrílego

A guerra é, de fato, um insensato “lugar de morte onde pais e mães enterram os seus filhos, onde os homens matam os seus irmãos sem sequer os terem visto, onde os poderosos decidem e os pobres morrem”. É uma loucura que não tem justificativa “devasta não só o presente, mas também o futuro de uma sociedade. Significa destruir o futuro, provocar traumas dramáticos nos menores e mais inocentes entre nós”. (Ângelus 20/3/2022)

O sonho e o pesadelo

“De fato, Deus é apenas o Deus da paz, não da guerra” e “fica com os artífices de paz” (Ângelus 27/2/2022); “quem apoia a violência profana seu nome” (Ângelus 13/3/2022).

O risco de uma ruína

Constatando a impotência da Organização das Nações Unidas (Audiência Geral 6/4/2022) e na convicção de que “cada dia de guerra piora a situação para todos”, pediu que “aos interesses de parte sejam antepostas iniciativas políticas e acções a serviço da fraternidade humana, com um premente apelo: “Não levem a humanidade à ruína, por favor!”

“Um “diálogo sério” é de fato a única solução e “as armas não são o caminho” (Ângelus 12/12/2021).

A lógica diabólica das armas

A guerra nunca está do lado do homem: “não olha para a vida concreta das pessoas, mas coloca na frente de tudo interesses de parte e poder. Confia-se à lógica diabólica e perversa das armas, que é a mais distante da vontade de Deus. E distancia-se das pessoas comuns, que querem a paz; e que em cada conflito são a verdadeira vítima, que paga na própria pele as loucuras da guerra”.

Para servir a causa da paz

“Também nós temos esta vocação profética: todos os batizados receberam o Espírito e todos são Profetas. E, como tal, não podemos fingir que não vemos as obras do mal, deixar-nos estar tranquilos na vida para não sujarmos as mãos. Um cristão, mais cedo ou mais tarde, tem de sujar as mãos para viver a sua vida cristã e dar testemunho. Pelo contrário, recebemos um Espírito de profecia para trazer à luz o Evangelho com o nosso testemunho de vida” (Discurso em Bahrein 6/11/23).

As Bem-aventuranças

“Bem-aventurados os pacificadores: constatamos como a paz de Jesus é muito diferente do que imaginamos. Todos desejamos paz, mas muitas vezes o que queremos não é precisamente a paz, é estar em paz, ser deixados em paz, não ter problemas, mas tranquilidade. Por outro lado, Jesus não chama bem-aventurado os tranquilos, aqueles que estão em paz, mas aqueles que fazem a paz e lutam para fazer a paz, os construtores, os pacificadores. De facto, a paz tem de ser construída, e como qualquer construção requer empenho, colaboração, paciência… A paz não é alcançada conquistando ou derrotando alguém, nunca é violenta, nunca está armada” (Ângelus 1/11/22).

 

 

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