Vivemos um ano atípico

Vivemos um ano atípico

“Os meus planos não são os vossos planos, os vossos caminhos não são os meus caminhos – oráculo do Senhor. Tanto quanto os céus estão acima da terra, assim os meus caminhos são mais altos que os vossos, e os meus planos, mais altos que os vossos planos” (Is 55,8-9).

Termina o ano de 2020 longe dos parâmetros de pensamento humano. Entramos no primeiro de Janeiro ansiosos e com apetite “selvagem” de ver os nossos planos e propósitos realizados. Começou como um ano muito esperado; um ano especial: vinte, vinte.

Entretanto, uma vez que os nossos planos não coincidem com os planos de Deus, veio sobre o mundo a pandemia do coronavírus que paralisou as coisas. Ao mesmo tempo, agudizou-se a insurgência dos terroristas em Cabo Delgado que semeiam luto e lágrimas desde Outubro de 2017.

A Revista Vida Nova celebrou neste ano 60 anos de trabalho intenso e ininterrupto. Criada em Meconta, Província de Nampula em 1960, continua a ser um instrumento indispensável de “Formação e Informação Cristã”. Por isso, no meio da instabilidade vivida neste ano, ela continuou a acompanhar, a par e passo, as consequências da pandemia e da guerra no centro e norte do país na certeza de “novos céus e nova terra”.

Sim. Nada é perpétuo. Tudo passa, mas Deus permanece e é fiel aos seus compromissos de amor.

Aliás, por Deus somos acolhidos e redimidos; a nossa existência se inscreve no horizonte da graça, é guiada por um Deus misericordioso, que perdoa os nossos pecados e nos chama para uma nova vida no seguimento de seu Filho; vivemos da graça de Deus e somos chamados a responder ao seu dom infinitamente dado aos que a Ele se abrem de coração sincero. Eis, então, o apelo à conversão.

Que lições aprendemos com as contrariedades que o tempo nos apresenta? Que mudanças socioeconómicas, políticas, psicológicas, educacionais e religiosas se notam no mundo, no país e nas nossas comunidades em virtude da pandemia e da guerra?

É certo que não se pode continuar a pensar e agir de forma antiga. Mais de metade deste ano passámo-lo privados da sã convivência; forçados ao distanciamento físico; sem possibilidades de estudar nas condições ordinárias que nos eram familiares; rezando sob fortes medidas e restrições; etc. etc. Isso tem o seu impacto imediato. Carecemos de traçar estratégias adequadas para o “novo normal”.

Não se pode ficar inerte. Unamos as forças para vencer as barreiras que travam o desenvolvimento do país e reduzem a nossa Esperança. Abramos a mão aos necessitados e sejamos mais solidários para com os que sofrem.

Aos que assumem o encargo de dirigir o povo, tracem caminhos sinceros e verdadeiros de pacificação de Moçambique. Pois, a guerra só traz prejuízos e soma desgraças.

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