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mar 23 2026

V DOMINGO DA QUARESMA – 22/03/2026

Ez 37,12-14; Rom 8, 8-11; Jo 11,1-45 ou Jo 11,3-7.17,20-27.33b-45

Jesus liberta-nos dos nossos túmulos

A liturgia deste Domingo convida-nos a acolher a libertação que Jesus nos traz, a de sairmos dos nossos
túmulos.
A visão de Ezequiel, na primeira leitura, mostra um povo que perdeu a esperança, um povo que se
sentia num sepulcro. Hoje, muitos irmãos dizem: o mundo, a sociedade não muda, os jovens não têm
futuro, só vive quem rouba, as promessas são eternas, mas os resultados são poucos. Esse é o “túmulo”
de nossa consciência.
No evangelho (Jo 11,1-45) Jesus chega ao túmulo de Lázaro e chora. Isto revela uma verdade forte:
Cristo sente a dor do povo. Ele vê as mães que perdem filhos na estrada, os jovens que morrem na
droga, os deslocados que abandonam aldeias, os trabalhadores explorados sem salários dignos, as
famílias destruídas pelo álcool, etc.
Mas Jesus não se limita a chorar. Ele dá uma ordem: “Lázaro, vem para fora!” É uma ordem para todos
os “Lázaros” da nossa sociedade: Lázaro que vive amarrado pelo medo; Lázaro que vive amarrado por
vícios; Lázaro amarrado por má governação; Lázaro amarrado pelo desânimo; Lázaro amarrado por falta
de oportunidades.
Depois Ele diz: “Desatai-o e deixai-o ir.” Ou seja: libertem-no das estruturas injustas, dos sistemas
opressores, dos hábitos que o escravizam. A nossa sociedade precisa ressuscitar. Mas a ressurreição
começa quando alguém tem coragem de remover a pedra. A pedra da corrupção, da mentira, da
violência, da injustiça, da pobreza. Cristo é mais forte do que todos os túmulos.

Compromisso

Cada um de nós identificar o túmulo da sua vida, da sua família, da sua comunidade, e obedecer a
ordem de Jesus: “Lázaro, vem para fora!”.

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