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mar 27 2026

VI DOMINGO DE RAMOS NA PAIXÃO DO SENHOR – 29/03/2026

Is 50,4-7; Filip 2,6-11; Mt 26,14-27,66 ou Mt 27,11-5 Vida Cristã, Caminho do “Hosana ao Crucifica-O Neste domingo de Ramos, a liturgia da palavra convida-nos a entrarmos com Jesus em Jerusalém. Ao mesmo tempo que nos insere na Semana das semanas, a Semana Santa. É nesta semana que se resume a história da nossa Salvação com o mistério da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. O povo agita ramos, canta, louva. Mas pouco depois, o mesmo povo, manipulado pelos líderes, grita: “Crucifica-O!” Um grito cada vez mais actual para a nossa sociedade: um povo frequentemente manipulado por discursos políticos, por promessas de campanha, por mensagens de ódio tribal, por influências externas, por propaganda que cria ilusões. O Cântico do Servo de Isaías demostra força interior: “O Senhor Deus veio em meu auxílio; por isso não me deixei abater”. A carta aos Filipenses recorda-nos que Jesus não procurou poder, mas baixou-se, serviu, deu a vida. Este é o modelo de liderança que o nosso mundo precisa: líderes que lavem os pés do povo, líderes que não façam da política um negócio familiar, líderes que pensem no bem comum, líderes que não governem por medo, mas por serviço. A paixão de Jesus mostra que a injustiça tem um sistema, os inocentes podem ser condenados, os bons podem ser calados, a verdade pode ser distorcida. Mas também mostra que Deus não abandona quem é fiel. A ressurreição está à frente. Compromisso – A fé cristã é profundamente social e política, porque Deus se fez homem num mundo cheio de injustiças. – Sigamos Jesus não só com ramos na mão, mas com compromisso na vida.

mar 23 2026

V Domingo da Quaresma – 22/03/2026

Ez 37,12-14; Rom 8, 8-11; Jo 11,1-45 ou Jo 11,3-7.17,20-27.33b-45 Jesus liberta-nos dos nossos túmulos A liturgia deste Domingo convida-nos a acolher a libertação que Jesus nos traz, a de sairmos dos nossos túmulos. A visão de Ezequiel, na primeira leitura, mostra um povo que perdeu a esperança, um povo que se sentia num sepulcro. Hoje, muitos irmãos dizem: o mundo, a sociedade não muda, os jovens não têm futuro, só vive quem rouba, as promessas são eternas, mas os resultados são poucos. Esse é o “túmulo” de nossa consciência. No evangelho (Jo 11,1-45) Jesus chega ao túmulo de Lázaro e chora. Isto revela uma verdade forte: Cristo sente a dor do povo. Ele vê as mães que perdem filhos na estrada, os jovens que morrem na droga, os deslocados que abandonam aldeias, os trabalhadores explorados sem salários dignos, as famílias destruídas pelo álcool, etc. Mas Jesus não se limita a chorar. Ele dá uma ordem: “Lázaro, vem para fora!” É uma ordem para todos os “Lázaros” da nossa sociedade: Lázaro que vive amarrado pelo medo; Lázaro que vive amarrado por vícios; Lázaro amarrado por má governação; Lázaro amarrado pelo desânimo; Lázaro amarrado por falta de oportunidades. Depois Ele diz: “Desatai-o e deixai-o ir.” Ou seja: libertem-no das estruturas injustas, dos sistemas opressores, dos hábitos que o escravizam. A nossa sociedade precisa ressuscitar. Mas a ressurreição começa quando alguém tem coragem de remover a pedra. A pedra da corrupção, da mentira, da violência, da injustiça, da pobreza. Cristo é mais forte do que todos os túmulos. Compromisso Cada um de nós identificar o túmulo da sua vida, da sua família, da sua comunidade, e obedecer a ordem de Jesus: “Lázaro, vem para fora!”.

mar 13 2026

IV Domingo da Quaresma – 15/03/2026

1 Sam 16, 1b.6-7.10-13a; Ef 5,8-14; Jo 9,1-41 ou Jo 9,1.6-9.13-17.34-38 Curar a cegueira colectiva: ver como Deus vê Neste Domingo IV da Quaresma somos convidados a curar a cegueira individual e colectiva para ver como Deus vê. Na primeira leitura, Deus manda Samuel ungir um novo rei. Todos os irmãos de David passam à frente, homens fortes, altos, preparados. Mas Deus diz: “O homem vê as aparências, mas Deus vê o coração.” Quantas vezes, nas nossas nações, fazemos escolhas pelas aparências, só porque alguém fala bonito, pertence à nossa etnia, faz promessas, tem dinheiro ou porque distribui camisetes. E depois, lamentamos os resultados. No Evangelho, Jesus cura o cego de nascença. Mas há uma ironia: quem não vê é quem se acha iluminado. Os fariseus recusam a verdade, tapam os olhos, distorcem os factos. Esta é a cegueira que também atinge a nossa sociedade: cegueira à pobreza extrema em que milhões da população ainda vivem; cegueira política que impede de reconhecer erros; cegueira económica que faz das riquezas naturais uma maldição em vez de bênção; cegueira social que ignora a violência contra mulheres e crianças; cegueira espiritualmente perigosa: a de achar que estamos bem quando estamos longe de Deus. O Apóstolo Paulo diz “Outrora éreis trevas; agora sois luz no Senhor.” Ser luz é denunciar o que está mal e anunciar o que pode ser transformado. Compromisso A Quaresma é tempo de recuperar a visão, não apenas para ver com os olhos, mas ver com o coração.

mar 06 2026

III Domingo da Quaresma – 08/03/2026

Ex 17,3-7; Rom 5,1-2.5-8; Jo 4,5-42 ou Jo 4,5-15.19b-26.39a.40-42 A água viva de Cristo, fonte de justiça e de verdade No deserto, o povo tem sede e murmura contra Moisés. Esta sede não é só física, é também sede de esperança e dignidade. Quando olhamos para o mundo, vemos um povo igualmente sedento: sede de paz verdadeira, sobretudo no Norte; sede de emprego digno; sede de estradas que não matem; sede de líderes que não mintam; sede de instituições que não vendam justiça; sede de serviços de saúde que não humilhem o pobre. E muitos, desesperados, procuram água em lugares errados: nos discursos políticos vãos que prometem muito e realizam pouco, na feitiçaria e superstição, nas igrejas de exploração, no álcool que destrói famílias, na corrupção “de sobrevivência”, nas redes de mentira e manipulação. A samaritana também procurava água onde nunca seria satisfeita. Jesus senta-se junto dela, não para acusar, mas para curar a sede que ela escondia. O Senhor diz: “Quem beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede.” Ele quer oferecer ao nosso país uma água nova: a água da verdade numa sociedade onde a mentira se tornou normal; a água da justiça para um povo cansado de ver culpados soltos e inocentes presos; a água da paz que não depende de acordos secretos, mas de reconciliação real; a água da dignidade humana, tantas vezes atropelada por interesses económicos. Compromisso Lutar pela transformação do mundo, bebendo da água da verdade, justiça, paz e conversão interior.

fev 18 2026

Quaresma: Eis o tempo favorável!

Todos os anos a Igreja vive quarenta dias em fervorosa oração, permanente jejum e admirável espírito de caridade. Estes quarenta dias que antecedem a Páscoa, começando pela Quarta-feira de Cinzas, são conhecidos, entre os cristãos, como Quaresma. Pelos quarenta dias da Grande Quaresma, diz o Catecismo da Igreja Católica, a Igreja se une ao mistério de Cristo no deserto (CIgC 540). O deserto além de ser um lugar geograficamente inóspito e árido, adquire na espiritualidade cristã uma significação particular de um tempo de provação, solidão, confronto e dependência de Deus. Por isso, a Quaresma é também conhecida como o tempo favorável de mudança, o tempo de conversão e penitência, o tempo de preparação intensiva, eleição e escrutínios dos catecúmenos, bem como, o tempo de preparação dos fiéis para a celebração do mistério da Morte e Ressurreição de Jesus. Este é o tempo favorável e, particularmente, apropriado para os exercícios espirituais, os retiros, as liturgias penitenciais, as peregrinações em sinal de penitência, as privações voluntárias como o jejum e a esmola (cf. CIgC 1438). Estas práticas contribuem para fazer adquirir o domínio sobre os nossos instintos e a liberdade de coração e manifestar provas concretas de conversão de modo a melhor viver o mistério Pascal. Qual a razão do número 40? O número quarenta, no Antigo Testamento, designa normalmente uma geração. Encontramos muitas referências a este número. De seguida, são assinaladas algumas destas referências: – Dilúvio: 40 dias e 40 noites (Gn 6,9); – Moisés no Sinai: 40 dias e 40 noites (Ex 24,18;34,28; Dt 9,9) – Apelo do profeta Jonas em Nínive: 40 dias e 40 noites (Jn 3,4) – Israel no deserto: 40 anos (Js 5,6; Nm 14,34) – A caminhada de Elias: 40 dias e 40 noites (1 Rs 19,8) – Jesus no deserto: 40 dias e 40 noites (Mt 4,2; Lc 4,2) Com base nestas experiências, o número 40 passou a significar o tempo necessário para uma libertação e purificação espiritual. Liturgia quaresmal No referente à disposição das leituras para a Quaresma, a estrutura do ordenamento das leituras da Missa estabelece o que se segue para os domingos e dias feriais: Nos domingos, as leituras do Evangelho estão distribuídas do seguinte modo: no primeiro e segundo domingos conservam-se as narrações da Tentação e da Transfiguração do Senhor, que se leem, no entanto, segundo os três sinópticos. Nos três domingos seguintes foram restabelecidos para o ano A o Evangelho da Samaritana, do cego de nascença e da ressurreição de Lázaro; estes Evangelhos, por serem da maior importância relativamente à iniciação cristã, podem ler-se também nos anos B e C, sobretudo onde houver catecúmenos. No entanto nos anos B e C propõem-se também outros textos: no ano B, textos de São João sobre a futura glorificação de Cristo pela Cruz e Ressurreição; no ano C, textos de São Lucas sobre a conversão. No “Domingo de Ramos na Paixão do Senhor”, para a procissão foram escolhidos os textos que se referem a entrada solene do Senhor em Jerusalém, tomados dos três sinópticos; na Missa, lê-se a narração da Paixão do Senhor. As leituras do Antigo Testamento referem-se à história da salvação, que é um dos temas próprios da catequese quaresmal. Em cada ano há uma série de textos que apresentam os principais elementos desta história da salvação, desde o princípio até a promessa da nova aliança. As leituras do Apóstolo foram seleccionadas de maneira a corresponderem às leituras do Evangelho e do Antigo Testamento e, na medida do possível, a haver entre elas uma adequada conexão. Nos dias feriais, as leituras do Evangelho e do Antigo Testamento que foram seleccionadas têm mútua relação entre si e tratam diversos temas próprios da catequese quaresmal, apropriados ao sentido espiritual deste tempo. A partir da segunda-feira da quarta semana, é proposta a leitura semi-contínua de São João, na qual aparecem os textos deste Evangelho que melhor correspondem às características da Quaresma. Como as leituras da Samaritana, do cego de nascença e da ressurreição de Lázaro se leem agora nos domingos, mas apenas no ano A (e nos outros facultativamente), pretendeu-se tornar possível a sua leitura também nos dias feriais: assim, no princípio das semanas terceira, quarta e quinta, inseriram-se “Missas facultativas” com aqueles textos; estas Missas podem utilizar-se em qualquer dia ferial da semana correspondente, em vez das leituras do dia. Uma mensagem de esperança É este o tempo favorável (2 Cor 6,2)! É este o tempo da conversão! É este o tempo da salvação! Nada está perdido. Ainda é possível mudar e acreditar. Ainda é possível renascer, deixando de lado ódios, violências, feitiçaria, inimizades, contenda, ciúme, fúrias, ambições, discórdias, partidarismos, invejas, etc. Só assim sairemos victoriosos do deserto como Jesus, amando a todos como irmãos e aceitando o Seu reino de amor, justiça, paz e alegria. (Pe. Sérgio M. Vilanculo)

“𝗡𝗘𝗡𝗛𝗨𝗠𝗔 𝗙𝗘́ 𝗝𝗨𝗦𝗧𝗜𝗙𝗜𝗖𝗔 𝗔 𝗚𝗨𝗘𝗥𝗥𝗔” 𝗣𝗔𝗥𝗢𝗟𝗜𝗡 𝗔𝗗𝗩𝗘𝗥𝗧𝗘 𝗘𝗠 𝗖𝗔𝗕𝗢 𝗗𝗘𝗟𝗚𝗔𝗗𝗢

O Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, reuniu-se na última terça-feira (09/12) com o Centro Inter-Religioso para a Paz (CIPAZ), num encontro que juntou líderes muçulmanos, cristãos e representantes de outras confissões religiosas. Segundo a página oficial da Diocese de Pemba no Facebook, Parolin destacou que “a religião não é, nem deve ser, pretexto para a violência”, sublinhando que a fé autêntica rejeita o ódio, a exclusão e qualquer forma de discriminação. Reforçou ainda que religião e paz “devem caminhar juntas” e reafirmou o compromisso da Igreja em manter um diálogo inter-religioso sincero e respeitoso. Ainda de acordo com a Diocese de Pemba, o Presidente do Conselho Islâmico de Cabo Delgado, Domingos Arlindo, agradeceu a presença do Cardeal, afirmando que a sua visita ocorre num momento em que as comunidades clamam pela paz e harmonia social. Sublinhou que a presença de Parolin fortalece a união entre as religiões e encoraja o esforço conjunto para pôr fim à violência extremista. O encontro terminou com um apelo para que o Cardeal visite mais vezes a província, gesto que, segundo o líder muçulmano, honra profundamente as comunidades locais. Imagens: Pagina da Diocese Pemba

Dom Lúcio Andrice Muandula nomeado novo bispo de Chimoio

O Papa Leão XIV nomeou, esta quarta-feira, 17 de dezembro, Dom Lúcio Andrice Muandula como novo bispo da Diocese de Chimoio, segundo informação divulgada pela Santa Sé. Até então bispo da Diocese de Xai-Xai, Dom Lúcio Andrice Muandula nasceu a 9 de outubro de 1959, em Maputo. Possui formação em Filosofia e Teologia pelo Seminário São Pio X e é doutor em Teologia Bíblica pela Universidade Gregoriana de Roma. Ordenado sacerdote em 1989 para a Arquidiocese de Maputo, foi nomeado bispo de Xai-Xai em 2004, diocese onde exerceu o seu ministério episcopal até à nova missão pastoral agora confiada em Chimoio.

𝗙𝗶𝗱𝗲𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗦𝗮𝗰𝗲𝗿𝗱𝗼𝘁𝗮𝗹 𝗾𝘂𝗲 𝗖𝗼𝗻𝘀𝘁𝗿𝗼́𝗶 𝗼 𝗔𝗺𝗮𝗻𝗵𝗮̃ 𝗱𝗮 𝗜𝗴𝗿𝗲𝗷𝗮

Na Carta Apostólica “Uma fidelidade que gera futuro”, publicada por ocasião dos 60 anos dos Decretos conciliares Optatam totius e Presbyterorum Ordinis, o Papa Leão XIV reafirma que o futuro da Igreja passa por uma vivência fiel, renovada e missionária do ministério presbiteral. Partindo do encontro pessoal com Cristo como base da vocação, o Papa sublinha a importância da formação permanente, da fraternidade entre os sacerdotes, da sinodalidade e do discernimento responsável no uso das mídias, num mundo marcado por rápidas mudanças culturais e tecnológicas. Longe de ser mera comemoração, o documento é um forte apelo à conversão quotidiana, à caridade pastoral e ao serviço humilde da evangelização, lembrando que o sacerdócio é dom, compromisso e amor eucarístico vivido para que Cristo seja conhecido e amado por todos.

mar 15 2023

O corpo no espaço litúrgico

O nosso SER é o melhor instrumento de comunicação do mundo. Nenhum equipamento, por mais sofisticado que seja, seria capaz de substituir o nosso SER no processo comunicacional. A comunicação interpessoal ou grupal é presencial, tem calor humano e é afetiva. A afetividade estava presente em toda a pedagogia de Jesus, quando Ele estava no meio do povo. Foi assim com Zaqueu, com Lázaro e suas irmãs, com o cego de Jericó, com as criancinhas, etc. O SER de cada um é concreto e abstrato. Concreto porque é visualizável, palpável e materializado. Abstrato porque é composto de sentimentos, emoções, manifestações espirituais, pensamentos, memórias, inteligências e capacidade de criar. Ao comunicarmo-nos devemos agir combinando o nosso ser concreto com o ser abstrato. Quanto mais conseguirmos agir assim, mais aperfeiçoado será o nosso desempenho e mais qualificada será a nossa comunicação. O equilíbrio entre o concreto e o abstrato do nosso ser possibilita alcançarmos os objetivos desejados no ato comunicacional. O corpo é a manifestação concreta do SER, a exteriorização do que somos e o cartão de visita; é a morada do espírito, da essência humana e o sacrário da mente. O corpo deve estar sempre bem cuidado, asseado, são e em forma. A saúde do corpo é importante para a saúde do espírito, assim como a saúde do espírito é importante para a saúde do corpo. Um não pode viver dissociado do outro. Para que o corpo comunique bem, é preciso: Estar livre das tensões – Desinibir e naturalizar os movimentos do corpo, comunicando através de gestos equilibrados. As tensões vêm da insegurança, do mau humor, da constante vigilância do poder, do policiamento para mascarar as deficiências e não admiti-las para superá-las, do estresse provocado pelo trabalho excessivo em detrimento do lazer. Ser bem colocado em eixo – para que tenha presença marcante no ambiente, numa postura de ânimo e firmeza: Ombros levantados; Tórax aberto (peito para frente. Ele faz parte da nossa caixa de ressonância); Cabeça erguida, olhando para todos os lados, quando estiver comunicando em público, em movimentos moderados e equilibrados; Mãos e braços que se movimentam livres e harmônicos. No caso dos proclamadores da Palavra e comentaristas, não há necessidade de muitos movimentos com os braços. Porém, estes devem estar relaxados. Pernas e pés firmes e apoiados. “Inteligir” (conscientizar: ter noção), o mais possível, todos os gestos – para que sejam expressão consciente e voluntária, no contexto da comunicação que se quer fazer. A comunicação gestual é feita de movimentos soltos, harmônicos e tranquilos, combinando a fala do corpo com a fala da mente e a oralidade; Valorizar a comunicação facial – toda a região que está acima dos olhos tem forte poder de comunicação. O bom comunicador trabalha com a expressão facial, interpretando o significado do que fala com os músculos do rosto. Olhar olho no olho no momento da comunicação interpessoal ou grupal é fundamental para chamar a atenção, envolver os ouvintes e engajá-los no que estamos dizendo. Muitas platéias se dispersam por falta de comunicação gestual e facial dos expositores. A fala sem o auxílio destes recursos se torna monótona. Jesus Cristo conseguia concentrar multidões que O ouviam o dia inteiro, a ponto de escutá-lo com fome, no final de uma tarde. Sua comunicação atraía; Utilizar as mãos – como importante instrumento de comunicação, no auxílio da fala. Há comunicadores confusos na hora de falar em público porque não sabem o que devem fazer com as mãos. Ao invés de as utilizarem no reforço do que está sendo dito, atrapalham-se em gestos desconexos em relação ao acto da comunicação: colocando as mãos nos bolsos, apertando-as umas nas outras ou usando muletas para ocupá-las. Dão a impressão de que as mãos estão atrapalhando. Quase sugerem a amputação. Esse é o tipo de comunicador “maneta”, embora possua as duas mãos. No caso dos leitores, é aconselhável que as mãos fiquem sobre o texto. Quando for olhar para a assembleia, coloque o dedo indicador sobre o texto, evitando, assim, perder-se na leitura; Os olhos – devem estar sempre atentos à leitura. Nos pontos finais, ou seja, nas pausas, olhar para a assembleia. Evite olhar apenas para um dos lados. Caso tenha dificuldades de olhar para a assembleia, no meio da leitura, faça isto no início, quando estiver dizendo “Leitura do Livro do Profeta Isaías” (por exemplo) e no final, ao dizer “Palavra do Senhor”; Cuidar da aparência – cabelos penteados (quem ainda os possui), barba bem feita (ou bem arrumada e asseada, para os que a têm), fossas nasais limpas (inclusive, para facilitar a respiração), ouvidos higienizados, roupa adequada ao nível social do ambiente (limpas, bem passadas, e devidamente arrumadas sobre o corpo: gola, botões, etc.). Isso é sinal de auto-estima. Kant de Voronha

nov 24 2022

Maputo acolhe em 2025 a III Jornada Nacional da Juventude Moçambicana

Maputo acolhe em 2025 a III Jornada Nacional da Juventude Moçambicana Com a Celebração eucarística, no último domingo (20/11), solenidade de Cristo Rei do Universo e Dia Mundial da Juventude, encerrou na cidade de Nampula, a II Jornada Nacional da Juventude, e a III terá lugar em Maputo, em 2025. Foi na voz de Dom Inácio Saúre, Arcebispo de Nampula e Presidente da Conferência Episcopal de Moçambique (CEM), que os jovens Católicos participantes na II Jornada Nacional da Juventude (JNJ) em Nampula, receberam a emocionante notícia, especialmente para os jovens da arquidiocese de Maputo, durante a Missa do encerramento e envio dos peregrinos, no domingo, 20 de Novembro, na solenidade de Cristo Rei do Universo e Dia Mundial da Juventude. Depois de saber que a cidade de Maputo será a próxima a colher o maior evento da juventude católica do País, o coordenador da delegação desta arquidiocese, Hamilton Caetano, explicou que a delegação que representa acolhe a notícia com júbilo, acrescentando que a mesma constitui uma grande responsabilidade. Participantes na II Jornada Nacional da Juventude, ouvidos pela equipe da Emissora católica da Beira em Nampula, dizem-se satisfeitos e com os olhos postos para as próximas jornadas. Para além dos jovens peregrinos e os demais fiéis de Nampula, estiveram presentes na Missa de encerramento, membros do Governo local, com destaque para Manuel Rodrigues, Mety Gondola e Paulo Vahanle, este último Presidente da autarquia de Nampula, e uma delegação do Comité Organizador Local da Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023, oriunda de Portugal para convidar os jovens moçambicanos a aderirem ao evento mundial da juventude. (Rogério Maduca – Radio Pax, Moçambique, Vaticanews)

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