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abr 06 2022

“Eu sei em quem pus a minha Esperança” – Missa fúnebre pela Páscoa eterna do Pe César Agostinho

Foram a enterrar, na manhã desta quarta-feira (06), os restos mortais do Pe César Agostinho, do Clero Diocesano de Nampula, perecido na noite do último sábado (02) no Hospital Central de Nampula, vítima de Doença. A Missa fúnebre, Presidida pelo Arcebispo de Nampula, Dom Inácio Saure, teve lugar no Seminário Filosófico Interdiocesano de São Carlos Lwanga de Nampula com participação de familiares do malogrado, sacerdotes, consagrados e consagradas, seminaristas e leigos de diferentes paróquias da Região Pastoral da cidade com destaque para o Grupo dos Cooperadosres Diocesanos de Nampula (CODINA). Dom Inácio Saúre, em sua homilia, explicou que a morte é um facto que entristece e cria desespero quando não assumida com fé. Porém, para os que crêem em Cristo, a vida não tem fim, ela continua na eternidade celeste. “É preciso superar todas crenças que não nos levam a entender a nova vida, plena em Deus”, disse o prelado que acrescentou referindo que se nós pensarmos a ressurreição como reanimação do Corpo não conseguiremos mergulhar na compreensão do verdadeiro sentido da ressurreição iniciada na Páscoa de Cristo. Dom Inácio descreve o Pe Cesar como “Homem de humor”. Na sua última visita, mesmo na reta final de sua vida, o Pe César revelou o alto sentido de humor que lhe era caracteristico e exclamou “como posso estar sereno na presença da autoridade?”, referindo-se da presença do Arcebispo que lhe visitava aquando da visita Pastoral à Paróquia de Nossa Senhora de Fátima- Sé Catedral de Nampula. Em sua mensagem, o Clero Diocesano de Nampula, expressou sentimentos de pesar pelo vazio que fica no seio do Clero. Por isso, o Clero implorou a Misericórdia divina para que a alma do Pe César mereça gozar da eternidade do céu. O Sector de Educação do distrito de Muecate enalteceu o carácter intelectual e extraordinário do finado tendo deixado um legado memorável no seio dos seus colegas professores de Muecate. A mensagem do distrito de Muecate destaca a simpatia, alegria e disponibilidade marcada por alto sentido de simplicidade e humor como sinais de ser um homem de Paz e convivência particular. Nascido a 23/3/1974 em Mutuali, distrito de Malema, Pe César foi ordenado a 18/8/2004 na sua Paróquia de origem (Mutuali). Trabalhou nas Paróquias de Marrere, Corrane, Muecate e Rapale. O Clero Diocesano considera o Pe César como “Homem de sociabilidade indescritível e de generosidade inigualável”. Por Kant de Voronha

fev 27 2022

Santuário Maria Mãe do Redentor de Meconta acolhe Reitor Interino

O Arcebispo de Nampula, Dom Inácio Saure, empossou na manhã deste Domingo (27) o Reitor Interino e Administrador Paroquial do Santuário Maria Mãe do Redentor de Meconta. Trata-se do Pe Salvador Bernardo ordenado Presbítero no passado 2 de Janeiro último na Paróquia de Nossa Senhora de Fátima – Sé Catedral de Nampula. O Recém empossado manifestou total disponibilidade para servir ao Santuário Mariano de Meconta. Pe Salvador entra em substituição do Pe José da Cruz Muluta ora nomeado Vigário Paroquial de Santa Isabel. Vários fiéis e convidados, com destaque para os Amigos do Santuário de Meconta (ASAMARE) acorreram para testemunhar o evento e sentiram-se satisfeitos pela passagem de pastas. Importa destacar que o Pe Salvador cursou os estudos teológicos na Universidade Dehoniana de Taubaté-Brasil. A Dehoniana foi aprovada pelo MEC e possui cursos de Graduação em Teologia e Filosofia. Com quase 100 anos de tradição na cidade de Taubaté, a Dehoniana actua também no segmento de cursos de Pós-Graduação e de cursos de Extensão nas áreas de Filosofia, Teologia, Gestão e Educação, funcionando sob lema: “Por uma fé inteligente, unimos razão e coração.” A partir do presente ano, o Santuário de Meconta passa a acolher a peregrinação anual no mês de Agosto, concretamente na celebração da Solenidade da Assunção da Virgem Maria, Mãe de Deus. Por Kant de Voronha

fev 13 2022

Paróquia do Imaculado Coração de Maria do Anchilo conta com o novo Pároco

Trata-se do Padre Jacinto Augusto, do Clero Diocesano de Nampula, que tomou posse na manhã de hoje, VI Domingo do Tempo Comum (13/2) durante a Missa celebrwtiva. O Director do Secretariado Arquidiocesano de Pastoral, Pe Pinho dos Santos Martins Afonso, que presidiu a Eucaristia e a tomada de posse do novo pároco exortou aos fiéis para que se unam à nova equipa missionária para a edificação de uma pastoral ao espírito da sinodalidade desejada pela Igreja. “A vós membros do Conselho Paroquial e fiéis cristãos exorto-vos à comunhão e trabalho zeloso ao serviço do Reino de Deus unidos aos vosos padres que hoje tomam posse”. Ao novo Pároco, Pe Pinho exortou a servir-se de três (3) pilares no exercício do seu ministério pastoral: “a Palavra de Deus, a Tradição e o Magistério da Igreja”, explicou o clérigo. Durante a cerimónia de juramento e confissão de fé, o novo Pároco mostrou-se disponível de servir ao rebanho do Senhor com zelo e espirito sinodal e em conformidade com os ditames da Santa Igreja. Na ocasião, o Decano do Clero Diocesano, o Pe Avelino Arlindo, leu a provisão do Vigário Paroquial, o Pe Serafim João Muacua igualmente do Clero Diocesano de Nampula. Refira-se que o novo Pároco toma posse em substituição do Pe Cantífula de Castro que serviu a Paróquia do Anchilo por três anos (2019-2021). Por Kant de Voronha

fev 07 2022

Seminário Mater Apostolorum abre ano lectivo com 70 formandos

O Reitor do Seminário Propedêutico Mater Apostolorum de Nampula, o Reverendo Pe Simone Adriano, falando na manhã desta segunda-feira (7/2) em Nampaco, diz esperar que o novo ano letivo e formativo seja consuzido pela força e luz do Espírito Santo. O ensejo foi expresso ao longo da celebração eucarística da Festa das Cinco Chagas do Senhor na Capela do referido Seminário. Pe Simone referiu que o Seminário que dirige tem 70 seminaristas sendo 56 da Arquidiocese de Nampula e 14 da Diocese de Lichinga. Dom Inácio Saure, que presidiu a Eucaristia, encorajou os jovens seminaristas oriundos das dioceses de Nampula e Lichinga e das congregações dos missionários combonianos, São João Baptista, Sagrada Familia e Claretianos. O prelado ficou entusiasmado pelo número elevado de formandos do primeiro ano. Os seminaristas são convidados a revestir-se de simplicidade de vida em todos os contextos porque “A humildade é uma virtude necessária para os ministros sagrados” disse Dom Inácio em sua homilia. Se lhe faltar humildade durante todo tempo formativo depois torna-se um padre arrogante porque não se deixou moldar à semelhança de Cristo que foi trespassado e ferido, mas sem se exaltar valendo-se de sua divindade. “Somos todos discípulos na escola de Cristo” explicou a fonte. Refira-se que a equipa formadora do Seminário Propedêutico Mater Apostolorum de Nampula é constituída pelos padres Simone Adriano (Reitor), Saide Ângelo (Ecónomo), Adelino Lopes Alfredo (Director Espiritual).

set 25 2021

XXVI DOMINGO DO TEMPO COMUM B

26/09/2021: LITURGIA DA PALAVRA Primeira leitura: Nm 11,25-29 Salmo: 18 (19) Segunda leitura: Tg 5,1-6 Santo Evangelho: Mc 9,38-43.45-47-48 Tema: SER UMA COMUNIDADE ACOLHEDORA, SOLIDÁRIA E DE PARTILHA DE BENS A liturgia da Palavra deste domingo apresenta várias sugestões para que os crentes possam purificar a sua opção e integrar, de forma plena e total, a comunidade do Reino. Uma das sugestões mais importantes é de reconhecer e aceitar a presença e a acção do Espírito de Deus através de tantas pessoas boas que não pertencem à instituição Igreja, mas que são sinais vivos do amor de Deus no meio do mundo. O livro dos Números ensina que o Espírito de Deus sopra onde quer e sobre quem quer, sem estar limitado por regras, por interesses pessoais ou por privilégios de grupo. O verdadeiro crente é aquele que, como Moisés, reconhece a presença de Deus nos gestos proféticos que vê acontecer à sua volta. A comunidade do Povo de Deus é a comunidade do Espírito. O Espírito não é privilégio dos membros da hierarquia; mas está bem vivo e bem presente em todos aqueles que abrem o coração aos dons de Deus e que aceitam comprometer-se com Jesus e com o seu projecto de vida. Mesmo o irmão mais humilde, mais pobre, menos considerado da nossa comunidade possui o Espírito de Deus. O Espírito Santo não é propriedade dos padres ou dos animadores. No Evangelho temos uma instrução, através da qual Jesus procura ajudar os discípulos a procurarem somente os bens do Reino. Nesse sentido, convida-os a constituírem uma comunidade que, sem arrogância, sem ciúmes, sem presunção de posse exclusiva do bem e da verdade, procura acolher, apoiar e estimular todos aqueles que actuam em favor da libertação dos irmãos; convida-os também a não excluírem da dinâmica comunitária os pequenos e os pobres; convida-os ainda a arrancarem da própria vida todos os sentimentos e atitudes que são incompatíveis com a opção pelo Reino. A atitude dos discípulos mostra, antes de mais, arrogância, sectarismo, intransigência, intolerância, ciúmes, mesquinhez, pretensão de monopolizar Jesus e a sua proposta, presunção de serem os donos exclusivos do bem e da verdade… Mas, por detrás da reacção dos discípulos, deve estar também uma grande preocupação com a concretização dos projectos pessoais de prestígio e grandeza que quase todos eles alimentavam. O que me leva a ir a Igreja? Não vivo de ciúmes pelo facto de estar perto do padre, dos missionários ou dos responsáveis da comunidade? Na segunda leitura, Tiago convida os cristãos a não colocarem a sua confiança e a sua esperança nos bens materiais, pois eles são valores perecíveis e que não asseguram a vida plena para o homem. O autor acrescenta apontando contra os que injustamente acumulam bens materiais: a finalidade da sua existência será o afastamento da comunidade dos eleitos de Deus. Tiago denuncia o seguinte: Os luxos e os prazeres dos ricos vivem assim da morte dos pobres. Naturalmente, Deus não pode pactuar com a injustiça e, por isso, não ficará indiferente ao sofrimento do pobre e do oprimido. Tiago critica os ricos, em primeiro lugar porque eles vivem apenas para acumular bens materiais, negligenciando os verdadeiros valores. O acúmulo de bens materiais tornou-se, para tantos homens do nosso tempo, o único objectivo da vida e o critério único para definir uma vida de sucesso. Em pleno tempo de pandemia de covid-19 vimos tanta gente mergulhada na miséria mas também gente cada vez mais rica. Nós, os cristãos, somos chamados a testemunhar que a vida verdadeira brota dos valores eternos – esses valores que Deus nos propõe. O cristão não deve acumular riquezas, mas torna-las fonte de partilha e prática da caridade. Compromisso pessoal Aprender a amar sem orgulho nem arrogância Pedir a Deus a ensinar-nos a humildade Desapegar-se de riquezas ilícitas e cuidar dos bens comuns

set 18 2021

XXV – DOMINGO DO TEMPO COMUM B

19/09/2021: LITURGIA DA PALAVRA Primeira leitura: Sab 2,12.17-20 Salmo: Salmo 53 (54) Segunda leitura: Tg 3,1-4,10 Evangelho: Mc 9,30-37 Tema: ESCOLHER A SABEDORIA DE DEUS PARA VENCER OS MALES DO MUNDO Neste Domingo, a Palavra de Deus nos convida a prescindir da “sabedoria do mundo” e a escolher a “sabedoria de Deus”. Só a “sabedoria de Deus” dará ao homem o acesso à vida plena, à felicidade sem fim. São Marcos apresenta-nos uma história de confronto entre a “sabedoria de Deus” e a “sabedoria do mundo”. Jesus, imbuído da lógica de Deus, está disposto a aceitar o projecto do Pai e a fazer da sua vida um dom de amor aos homens; os discípulos, imbuídos da lógica do mundo, não têm dificuldade em entender essa opção e em comprometer-se com esse projecto. Jesus avisa-os, contudo, de que só há lugar na comunidade cristã para quem escuta os desafios de Deus e aceita fazer da vida um serviço aos irmãos, particularmente aos humildes, aos pequenos, aos pobres. Tiago exorta os crentes a viverem de acordo com a “sabedoria de Deus”, pois só ela pode conduzir o homem ao encontro da vida plena. Ao contrário, uma vida conduzida segundo os critérios da “sabedoria do mundo” irá gerar violência, divisões, conflitos, infelicidade, morte. O Baptismo é, para todos os crentes, o momento da opção por Cristo e pela proposta de vida nova que Ele veio apresentar; é o momento em que os crentes escolhem a “sabedoria de Deus” e passam a conduzir a sua vida pelos critérios de Deus. A partir desse momento, a vida dos crentes deve ser expressão da vida de Deus, dos valores de Deus, do amor de Deus. Num mundo que se constrói, tantas vezes, à margem de Deus, os cristãos devem ser os rostos dessa vida nova que Deus quer oferecer ao mundo. Estou consciente desta realidade? Tenho vivido de forma coerente com os compromissos que assumi no dia do meu Baptismo? Os valores que conduzem a minha vida são os valores que brotam da “sabedoria de Deus”? Como cristãos temos que aceitar ser perseguidos porque remamos contra as ideologias que dividem a sociedade. Sendo assim, teremos escolhido a sabedoria de Deus. A primeira leitura avisa os crentes de que escolher a “sabedoria de Deus” provocará o ódio do mundo. Contudo, o sofrimento não pode desanimar os que escolhem a “sabedoria de Deus”: a perseguição é a consequência natural da sua coerência de vida. A coerência, a honestidade, a fidelidade dos “justos” constituem um permanente espinho que magoa os “ímpios” e que não os deixa sentirem-se em paz com a sua consciência. Por isso os justos são perseguidos. Mesmo com obrigação de escolhermos partidos que propagam ódio e violência, a postura do cristão é recusar e denunciar essa atitude contra o bem-estar do povo. A atitude dos discípulos mostra a dificuldade que os homens têm em entender e acolher a lógica de Deus. Contudo, a reacção de Jesus diante de tudo isto é clara: quem quer seguir Jesus tem de mudar a mentalidade, os esquemas de pensamento, os valores egoístas e abrir o coração à vontade de Deus, às propostas de Deus, aos desafios de Deus. Não é possível fazer parte da comunidade de Jesus, se não estivermos dispostos a realizar este processo. O Evangelho de hoje convida-nos a repensar a nossa forma de nos situarmos, quer na sociedade, quer dentro da própria comunidade cristã. A instrução de Jesus aos discípulos que o Evangelho deste domingo nos apresenta é uma denúncia dos jogos de poder, das tentativas de domínio sobre os irmãos, dos sonhos de grandeza, das manobras para conquistar honras e privilégios, da busca desenfreada de títulos, da caça às posições de prestígio.   Compromisso pessoal: Escolher, com ajuda do Espírito Santo, a sabedoria de Deus Assumir o compromisso cristão de defender o bem Lutar por um mundo justo e fraterno. Fazer sempre a vontade de Deus

set 11 2021

XXIV – DOMINGO DO TEMPO COMUM

12/09/2021: LITURGIA DA PALAVRA Primeira leitura: Is 50,5-9a Salmo responsorial: Salmo 114 (115) Segunda leitura: Tiago 2,14-18 Santo Evangelho: Mc 8,27-35 Tema: DEFENDER A VIDA DO OUTRO É ABRAÇAR O PROJECTO DE DEUS A Palavra de Deus neste domingo, convida-nos a abraçar o projecto de Deus que passa necessariamente pela defesa da vida numa altura que parece bastante fragilizada. Defender a vida significa, inicialmente acreditar que ela é dom de Deus. O relato de Isaías apresenta-nos um profeta anónimo, chamado por Deus a testemunhar a Palavra da salvação e que, para cumprir essa missão, enfrenta a perseguição, a tortura, a morte. Contudo, o profeta está consciente de que a sua vida não foi um fracasso: quem confia no Senhor e procura viver na fidelidade ao seu projecto, triunfará sobre a perseguição e a morte. O “Servo” sofredor, apresentado por Isaías, que põe a sua vida, integralmente, ao serviço do projecto de Deus e da salvação dos homens mostra-nos o caminho: a vida, quando é posta ao serviço da libertação dos pobres e dos oprimidos, não é perdida mesmo que pareça, em termos humanos, fracassada e sem sentido. Darias a sua vida para defender a vida dos outros? Na guerra provocada por terroristas, acompanhamos testemunhos de muitas pessoas que deram a vida pelos outros. Sejamos corajosos para defender a vida que está muito fragilizada. O Evangelista Marcos apresenta Jesus como o Messias libertador, enviado ao mundo pelo Pai para oferecer aos homens o caminho da salvação e da vida plena. Pedro professa sua fé em Jesus, o Messias. Para Marcos, Jesus cumpre o plano do Pai. Jesus mostra aos discípulos que o caminho da vida verdadeira não passa pelos triunfos e êxitos humanos, mas pelo amor e pelo dom da vida (até à morte, se for necessário). Jesus vai percorrer esse caminho; e quem quiser ser seu discípulo, tem de aceitar percorrer um caminho semelhante: dar a vida aos outros no sofrimento paciente. A segunda leitura lembra aos crentes que o seguimento de Jesus não se concretiza com belas palavras ou com teorias muito bem elaboradas, mas com gestos concretos de amor, de partilha, de serviço, de solidariedade para com os irmãos. O autor apresenta a relação entre a fé e as obras. A fé sem obra é morta. O cristão não deve viver de utopias mas de uma realidade que parte pela acção concreta como fruto da sua fé em Cristo. Nas nossas paróquias, os livros de registo de sacramentos, encontramos milhares de baptizados, mas poucos vivem “o ser cristão autêntico”. A nossa caminhada cristã não é um processo teórico e abstracto concretizado num reino de bons discursos que parecem de campanha eleitoral; mas é um compromisso efectivo com Cristo que tem de se traduzir, a cada instante, em gestos concretos em favor dos irmãos. Quem é Jesus para ti? O que é que “os homens”, seus amigos, familiares, outras religiões dizem de Jesus? Jesus não é um simples profeta nem um nacionalista. Por isso ele pergunta a todos: “E vós, quem dizeis que Eu sou?” É uma pergunta que deve, de forma constante, ecoar nos nossos ouvidos e no nosso coração. Responder a pergunta de Jesus obriga-nos a pensar no significado que Cristo tem na nossa vida, na atenção que damos às suas propostas, na importância que os seus valores assumem nas nossas opções, no esforço que fazemos ou que não fazemos para o seguir… Quem é Cristo para mim? Jesus tornou-se um de nós para concretizar os planos do Pai e propor aos homens e mulheres do seu tempo e do nosso – através do amor, do serviço, do dom da vida – o caminho da salvação, da vida verdadeira. Jesus nos ensina  a “renunciar a si mesmo”, o que implica a não deixar que o egoísmo, o orgulho, o comodismo, a auto-suficiência dominem a vida. Jesus nos ensina também a “tomar a cruz”, que significa amar até às últimas consequências, até à morte. Compromisso Pessoal Vivenciar gestos de gentileza, de serviço, de perdão, de partilha na família, na comunidade e na sociedade. Suportar com paciência as perseguições e os sofrimentos deste mundo. Seguir o caminho de Cristo conscientes de que a cruz é pesada.

set 04 2021

XXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM

5/9/2021 – LITURGIA DA PALAVRA Primeira Leitura: Is 35,4-7a Salmo: 145 (146) Segunda Leitura: Tiago 2,1-5 Evangelho: Mc 7,31-37 Tema: SER PROFETA DE ESPERANÇA E DO AMOR Neste Domingo, a Palavra de Deus fala-nos de um Deus comprometido com a vida e a felicidade da pessoa humana, obra das suas mãos. Deus está continuamente apostado em renovar, em transformar, em recriar a pessoa humana, com o propósito de fazê-lo atingir a vida plena do Homem Novo renovado em Cristo. Na primeira leitura, Isaías garante aos exilados, afogados na dor e no desespero, que Deus está prestes a vir ao encontro do seu Povo para o libertar e para o conduzir à sua terra. Nas imagens dos cegos que voltam a contemplar a luz, dos surdos que voltam a ouvir, dos coxos que saltarão como veados e dos mudos a cantar com alegria, o profeta representa essa vida nova, excessiva, abundante, transformadora, que Deus vai oferecer a Judá. Em momento em que o mundo está a passar muitos problemas, como por exemplo, da pandemia Covid-19, das guerras, precisamos de cristãos com uma visão profética para dar esperança ao povo para superar o desespero e a angústia. Deve haver gente que saiba interpretar os sinais de Deus consolando Seu povo. No Evangelho, São Marcos relata o cenário no qual Jesus é o cumpridor da profecia de Isaías o mandato que o Pai Lhe confiou: abre os ouvidos e solta a língua de um surdo-mudo. No gesto de Jesus, revela-se esse Deus que não Se conforma quando o homem se fecha no egoísmo e na auto-suficiência, rejeitando o amor, a partilha, a comunhão. O encontro com Cristo leva o homem a sair do seu isolamento e a estabelecer laços familiares com Deus e com todos os irmãos, sem excepção. Hoje mais que do nunca, é uma urgência a acção e o testemunho cristão que assume a posição de Cristo – sinal visível da presença de Deus no meio do povo. O cristão não se conforma com o sofrimento do outro, mas antes se empenha na libertação dos pobres e excluídos. Na segunda leitura, Tiago dirige-se àqueles que acolheram a proposta de Jesus e se comprometeram a seguir o Mestre no caminho do amor, da partilha, da doação. Tiago convida aos cristãos a não discriminar ou marginalizar qualquer irmão e a acolher com especial bondade os pequenos e os pobres. Para os optimistas, os profetas do bem, o nosso tempo é um tempo de grandes realizações, de grandes descobertas, em que se abre todo um mundo de possibilidades ao homem. Embora haja pandemia, há descoberta de vacinas, há solidariedade; alguns países ricos partilham seus bens. Porém, o profeta deve também denunciar os males sem no entanto ser pessimista. O profeta deve apontar o uso abusivo dos recursos naturais verificando-se a eliminação das florestas que trazem consequências do sobreaquecimento do planeta, de subida do nível do mar, de destruição da camada do ozono. Isto é, os males que verificamos, são provocados pelos homens e não se trata de castigo ou abandono de Deus. O problema da discriminação e da marginalização das pessoas põe-se também – e talvez com maior ênfase nos actuais fenómenos de refugiados e deslocados de guerra e de diversos conflitos e desempregos. O cristão é convidado a denunciar não só em palavras mas dando o exemplo de acolhimento e partilha de bens.   Compromisso Pessoal Olhar os sinais dos tempos e transformá-los em ocasião de profecia. Ser profeta de esperança para animar os pobres e excluídos. Incentivar a comunidade cristã a acolher os deslocados e refugiados. Ser testemunhas do amor de Deus revelado por Cristo.

ago 28 2021

XXII Domingo do Tempo Comum B

LITURGIA DA PALAVRA LEITURA I – Dt 4,1-2.6-8 SALMO RESPONSORIAL – Salmo 14 (15) LEITURA II – Tg 1,17-18.21-22.27 EVANGELHO – Mc 7,1-8.14-15.21-23 TEMA: MOMENTO DE CONSERVAR OU DE MUDAR? Neste 22º Domingo do Tempo Comum, a Liturgia propõe-nos uma reflexão sobre a “Lei”. Deus quer a realização e a vida plena para o homem e, nesse sentido, propõe-lhe a sua “Lei”. A “Lei” de Deus indica ao homem o caminho a seguir. Contudo, esse caminho não se esgota num mero cumprimento de ritos ou de práticas vazias de significado, mas num processo de conversão que leve o homem a comprometer-se cada vez mais com o amor a Deus e aos irmãos. A primeira leitura garante-nos que as “leis” e preceitos de Deus são um caminho seguro para a felicidade e para a vida em plenitude. Por isso, o autor dessa catequese recomenda insistentemente ao seu Povo que acolha a Palavra de Deus e se deixe guiar por ela. Enquanto no Evangelho, Jesus denuncia a atitude daqueles que fizeram do cumprimento externo e superficial da “lei” um valor absoluto, esquecendo que a “lei” é apenas um caminho para chegar a um compromisso efectivo com o projecto de Deus. Na perspectiva de Jesus, a verdadeira religião não se centra no cumprimento formal das “leis”, mas num processo de conversão que leve o homem à comunhão com Deus e a viver numa real partilha de amor com os irmãos. A imposição de leis aos outros mesmo as que não conseguimos cumprir é contra a proposta de Jesus que quer que a lei defenda a vida e o amor entre irmãos. Paulo convida aos cristãos a escutarem e acolherem a Palavra de Deus; mas avisa que essa Palavra escutada e acolhida no coração tem de tornar-se um compromisso de amor, de partilha, de solidariedade com o mundo e com os homens e mulheres. No meio das actividades frenéticas, as correrias do mundo, o cristão é convidado a encontrar tempo para escutar Deus, para meditar as suas propostas, para repensar as suas leis e preceitos, para descobrir o sentido da nossa acção no mundo. Sem a escuta da Palavra, a nossa acção torna-se um “fazer coisas” estéril e vazio que, mais tarde ou mais cedo, nos leva a perder o sentido do nosso testemunho e do nosso compromisso. Hoje encontramos muitos escribas e fariseus a investirem seu tempo para aprovar leis que no final quem passará mal é o pobre. Os jovens são um elemento activo dessa dinâmica de transformação de estruturas e tradições inadequadas. Porém, deve haver respeito por essa transformação para não atropelar nada. Não se deve assumir brigas em nome da transformação. Os jovens devem aprender com os erros e realizações de boas práticas dos mais velhos com vista a projectar um futuro com uma abertura madura. Os jovens devem ser livres para apresentar fantasia e utopia suficientes para acelerar bastante as mudanças, ou a revisão de usos, costumes e relações de dependência, de modo a conduzir a comunidade. A força dos jovens impele uma comunidade para o futuro.   Compromisso Pessoal Ser flexível nas mudanças Ser aberto para novos desafios Ser acolhedor das experiências novas.

ago 21 2021

XXI DOMINGO DO TEMPO COMUM B

LITURGIA DA PALAVRA LEITURA I – Jos 24,1-2a.15-17.18b SALMO RESPONSORIAL – Salmo 33 (34) LEITURA II – Ef 5,21-32 EVANGELHO – Jo 6,60-69 TEMA: ESCOLHER A CRISTO COMO MAIOR VALOR A Palavra de Deus neste 21º Domingo do Tempo Comum fala-nos de opções. Recorda-nos que a nossa existência pode ser gasta a perseguir valores efémeros e estéreis, ou a apostar nesses valores eternos que nos conduzem à vida definitiva, à realização plena. Cada homem e cada mulher têm, dia a dia, de fazer a sua escolha. O que escolheste hoje? Qual é a tua maior escolha na tua vida? Tens dificuldades de fazer escolhas? Crer em Jesus é uma escolha e por sinal é a melhor escolha num mundo sem referências e com mais evidência cada dia de que os fãs de plantão se decepcionam. Jesus não quer nenhum fã mas quer um discípulo, isto é, alguém capaz de crer, acolher e testemunhar o Jesus de Nazaré. Na primeira leitura, Josué convida as tribos de Israel reunidas em Siquém a escolherem entre “servir o Senhor” e servir outros deuses. O Povo escolhe claramente “servir o Senhor”, pois viu, na história recente da libertação do Egipto e da caminhada pelo deserto, como só Jahwéh pode proporcionar ao seu Povo a vida, a liberdade, o bem-estar e a paz. O Evangelista João coloca diante dos nossos olhos dois grupos de discípulos, com opções diversas diante da proposta de Jesus. Um dos grupos, prisioneiro da lógica do mundo, tem como prioridade os bens materiais, o poder, a ambição e a glória; por isso, recusa a proposta de Jesus. Outro grupo, aberto à acção de Deus e do Espírito, está disponível para seguir Jesus no caminho do amor e do dom da vida; os membros deste grupo sabem que só Jesus tem palavras de vida eterna. É este último grupo que é proposto como modelo aos crentes de todos os tempos. Escolher e aderir a Cristo é uma adesão incondicional. A opção no meio de tantas alternativas é a adesão a Cristo a opção que salva: “Tu tens palavra de vida eterna”. Na segunda leitura, Paulo diz aos cristãos de Éfeso que a opção por Cristo tem consequências também ao nível da relação familiar. Para o seguidor de Jesus, o espaço da relação familiar tem de ser o lugar onde se manifestam os valores de Jesus, os valores do Reino. Com a sua partilha de amor, com a sua união, com a sua comunhão de vida, o casal cristão é chamado a ser sinal e reflexo da união de Cristo com a sua Igreja.   Compromisso Pessoal Rezar para saber fazer as escolhas na vida Escutar Jesus para realizarmos nossa vocação Seguir Jesus como a melhor opção Aderir ao projecto salvífico de Jesus.

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