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ago 14 2021

SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DA VIRGEM MARIA

LITURGIA DA PALAVRA LEITURA I – Ap 11,19a;12,1-6a.10ab SALMO RESPONSORIAL – Salmo 44 (45) LEITURA II – 1 Cor 15,20-27 EVANGELHO – Lc 1,39-56 TEMA: NOSSA MÃE É ELEVADA AO CÉU MAS ESTÁ MAIS PERTO DE NÓS Hoje, Jesus ressuscitado acolhe a sua mãe na glória do céu. Hoje, Jesus vivo, glorificado à direita do Pai, põe sobre a cabeça da sua mãe a coroa de doze estrelas. O dogma da Assunção foi definido no ano de 1950, durante o pontificado de Pio XII. É uma solenidade que, correspondendo ao natal (morte) dos outros santos, é considerada a festa principal da Virgem. A Igreja celebra hoje em Nossa Senhora a realização do Mistério pascal. Sendo Maria a “cheia de graça”, sem sombra alguma de pecado, quis o Pai associá-la à ressurreição de Jesus. Maria carrega muitos títulos que mostram a sua grandeza entre todos os homens e mulheres da face da terra. A ladainha de Nossa Senhora é o resumo daquilo que é Maria. Maria, imagem da Igreja. Como Maria, a Igreja gera na dor um mudo novo. E como Maria, participa na vitória de Cristo sobre o Mal. Maria, glorificada na Assunção, é a criatura que atingiu a plenitude da salvação, até a transfiguração do corpo. É a mulher vestida de sol coroada de doze estrelas. É a mãe que nos espera e convida a caminhar para o reino de Deus. A Mãe do Senhor é a imagem da Igreja: luminosa garantia de seu destino de salvação, porque o Espírito do Ressuscitado cumprirá plenamente sua missão em todos nós, como o fez nela, que já é aquilo que nós seremos. Maria assunta ao céu é garantia de que o homem todo se salva, de que os corpos ressurgirão. Para o cristão, a salvação é a ressurreição dos corpos, um mundo novo e a terra nova. Na Eucaristia, pão de imortalidade, se encontram os alimentos-base do homem, frutos da terra, da videira e do trabalho do homem; é precisamente a Eucaristia a garantia quotidiana de que a salvação atinge o homem todo na sua situação concreta, +ara arrebatá-lo à morte, a mais terrível inimiga do progresso. Convidamos a rezar com Maria porque ela está ao nosso lado para nos levar na oração, como uma mãe sustenta a palavra balbuciante do seu filho. Na glória de Deus, na qual nós a honramos hoje, ela prossegue a missão que Jesus lhe confiou sobre a Cruz: “Eis o teu Filho!” Rezar com Maria, mais que nos ajoelharmos diante dela, é ajoelhar-se ao seu lado para nos juntarmos à sua oração. Ela acompanha-nos e guia-nos na nossa caminhada junto de Deus. Compromisso Pessoal Glorificar a Deus pelo dom de viver Exultar ao Senhor pelas maravilhas que Ele opera em nós Alegrar-se no Senhor por cuidar de nós.

ago 07 2021

XIX DOMINGO DO TEMPO COMUM B

LITURGIA DA PALAVRA LEITURA I – 1 Re 19,4-8 SALMO RESPONSORIAL – Salmo 33 (34) LEITURA II – Ef 4,30-5,2 EVANGELHO – Jo 6,41-51 Tema: JESUS, PÃO DA VIDA DESCIDO DO CÉU Neste 19º Domingo do Tempo Comum, a liturgia da Palavra apresenta-nos mais uma vez a vontade e preocupação de Deus em oferecer seus filhos o “pão” da vida plena e definitiva. Deus também convida seus filhos a prescindirem do orgulho e da auto-suficiência e a acolherem, com reconhecimento e gratidão, os dons de Deus. Os sinais da presença de Deus ao lado do seu povo em caminho no deserto foram especialmente dois: o pão vindo do céu (maná) e a água que jorrou da rocha; são também os sinais através dos quais Deus faz sentir sua presença eficaz ao seu fiel profeta. Jesus, o sacramento do Pai no meio dos homens, deixa um sinal que indica não só a presença, mas a sua eficácia. No “pão cozido sobre pedras quentes” e na “bilha de água” com que Deus retempera as forças do profeta Elias, conforme vem relatado no Primeiro Livros dos Reis, manifesta-se o Deus da bondade e do amor, cheio de solicitude para com os seus filhos, que anima os seus profetas e lhes dá a força para testemunhar, mesmo nos momentos de dificuldade e de desânimo. A experiência de Elias é exemplo claro de que Deus não abandona seus profetas, seus mensageiros e seus filhos. João continua apresentando Jesus como pão mas desta vez acrescenta os adjectivos: Jesus é o “pão” vivo que desceu do céu para dar a vida ao mundo. Para que esse “pão” sacie definitivamente a fome de vida que reside no coração de cada homem e mulher, é preciso “acreditar”, isto é, aderir a Jesus, acolher as suas propostas, aceitar o seu projecto, entender quando diz: “vem e segue-me” e dar “sim” a Deus e no amor aos irmãos. Quais são as consequências da adesão a Jesus, o “pão” da vida? Paulo apresenta a postura daquele que acolhe Jesus como o “pão” que desceu do céu, torna-se um Homem Novo, que renuncia à vida velha do egoísmo e do pecado e que passa a viver na caridade, a exemplo de Cristo. Entretanto, ao assumir o Homem Novo, segundo o apóstolo Paulo a pessoa deve abandonar os seguintes comportamentos: azedume, a irritação, os rancores, os insultos, as violências, a má-língua, a inveja, os orgulhos mesquinhos que devem ser totalmente banidos da vida dos cristãos. Os adversários de Jesus discutiam a sua origem e a sua pretensão exorbitante. Devemos reconhecer que a dificuldade dos compatriotas não era pequena. Jesus não tinha nada de extraterrestre. Se estivéssemos lá, talvez tivéssemos a mesma atitude porque hoje, temos, também, tido a dificuldade de acolher nossos missionários locais porque conhecemos os seus segredos de infância e suas culturas. Ora, para descobrir o mistério profundo de Jesus, é preciso ir para além das aparências. Para conhecer Jesus, é preciso acolher a luz que vem da Palavra de Deus, ter o olhar da fé.   Compromisso Pessoal Saborear Deus como pão do céu Saborear Deus como a Palavra viva Saborear a bondade da Criação em toda sua beleza Saborear a presença de Jesus nos irmãos e irmãs Saborear a atitude de tornar-se Homem Novo.

jul 31 2021

XVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM B

LITURGIA DA PALAVRA LEITURA I – Ex 16,2-4.12-15 SALMO RESPONSORIAL – Salmo 77 (78) LEITURA II – Ef 4,17.20-24 EVANGELHO – Jo 6,24-35   Tema: O OLHAR DA FÉ E OS PÉS NA REALIDADE A Palavra de Deus traz novamente a mensagem das leituras do passado domingo. Deus está empenhado em oferecer ao seu Povo o alimento que dá a vida eterna e definitiva. O episódio das codornizes, que, provenientes do norte, descem no Sinai a fim de repousar em sua migração para o sul pode ser inteiramente natural; mas naquele momento crítico de Israel no deserto assume um significado providencial. O Deus da providência responde na hora certa. “É o pão que o Senhor vos dará como alimento”. Uma promessa que se realiza no evento do maná (do hebraico: Man hu) que quer dizer “Que é isto?” O povo percebe sinais da presença de Deus ao longo da caminhada. Deus se prontifica em oferecer ao seu Povo, com solicitude e amor, o alimento que dá vida. A acção de Deus não vai, apenas, no sentido de satisfazer a fome física do seu Povo; mas pretende também (e principalmente) ajudar o Povo a crescer, a amadurecer, a superar mentalidades estreitas e egoístas, a sair do seu fechamento e a tomar consciência de outros valores. Deus está também interessado em ver o povo a confiar nele, mas igualmente a partilhar entre si. Ninguém deve se fechar em si em atitudes de ganância e avareza. O Evangelista João coloca no centro Jesus que se apresenta como o “pão” da vida que desceu do céu para dar vida ao mundo. Aos que O seguem, Jesus pede que aceitem esse “pão” – isto é, que escutem as palavras que Ele diz, que as acolham no seu coração, que aceitem os seus valores, que adiram à sua proposta. A missão de cada cristão é escutar o convite e aderir à Mesa da Palavra e Mesa da Eucaristia: encontro entre Jesus e todos irmãos. Paulo na carta aos efésios diz-nos que a adesão a Jesus implica o deixar de ser homem velho, (renúncia, abandono, conversão) e o passar a ser homem novo (nova criatura que nasce do Baptismo e se renova cada dia no Sacramento de Penitência e da Eucaristia). Ser cristão, portanto, implica a mudança radical para que o encontro com Cristo traga frutos: um mundo em que cada pessoa humana se realiza e encontra a felicidade que é o próprio Cristo.   Compromisso Pessoal Olhar Deus como Pai da Divina Providência Acompanhar os sinais da presença de Deus na nossa vida Partilhar os dons recebidos como gratidão a Deus Trabalhar para que Deus realize o milagre da Eucaristia nas nossas comunidades

jul 24 2021

XVII Domingo do Tempo Comum B

LITURGIA DA PALAVRA Primeira Leitura: 2 Reis 4,42-44 Salmo 144 (145) Segunda Leitura: Efésios 4,1-6 Evangelho: João 6,1-15   TEMA: JESUS É O PÃO DOS POBRES Na nossa actualidade, no contexto como Moçambique, depois de muitos anos de guerra, secas, inundações e total instabilidade económica, o comer, embora seja uma função tão essencial na vida humana ao ponto de ser em algumas religiões um símbolo, um rito, muitas famílias têm única refeição ou passam um dia sem uma refeição completa. Encontramos ainda muitas crianças com problemas de nutrição abrindo espaço para muitas doenças crónicas. Não é de se admirar quando o cristianismo propõe a salvação sobr forma de uma ceia, símbolo e antecipação do banquete eterno. Como é concebido, celebrado o “comer”, o pão na tua cultura? Os tempos preditos pelos profetas como tempos do Messias, se caracterizam por este facto de imediata intuição: “abundância para os pobres”. “Os pobres comerão e serão saciados”. Na primeira leitura, o profeta Eliseu, ao partilhar o pão que lhe foi oferecido com as pessoas que o rodeiam, testemunha a vontade de Deus em saciar a “fome” do mundo; e sugere que Deus vem ao encontro dos necessitados através dos gestos de partilha e de generosidade para com os irmãos que os “profetas” são convidados a realizar. É um desafio, hoje, se comprometer a saciar a fome do povo porque há vários tipos de fome: pão material, pão de justiça, pão da paz, e o grande pão que é a Palavra de Deus. A narração de João indica que Jesus, o Deus que veio ao encontro dos homens, dá conta da “fome” da multidão que O segue e propõe-Se libertá-la da sua situação de miséria e necessidade. Aos discípulos (aqueles que vão continuar até ao fim dos tempos a mesma missão que o Pai lhe confiou), Jesus convida a despirem a lógica do egoísmo e a assumirem uma lógica de partilha, concretizada no serviço simples e humilde em benefício dos irmãos. É esta lógica que permite passar da escravidão à liberdade; é esta lógica que fará nascer um mundo novo. O grande milagre da vida é a partilha porque no final do dia ninguém passa por necessidades. O dom da partilha quando é assumido como regra de ouro, nenhum irmão dorme privado do pão. Paulo, para que a comunidade tenha a essência da vida cristã a exemplo do Mestre, lembra aos crentes algumas exigências da vida cristã. Recomenda-lhes, especialmente, a humildade, a mansidão e a paciência: são atitudes que não se coadunam com esquemas de egoísmo, de orgulho, de auto-suficiência, de preconceito em relação aos irmãos. Jesus é o Deus que Se revestiu da nossa humanidade e veio ao nosso encontro para nos revelar o seu amor. Com seu amor venceu o nosso egoísmo e ódio. O seu projecto concretizado põe Ele mesmo em cada palavra e em cada gesto enquanto percorreu, com os seus discípulos, as vilas e aldeias da Palestina – consiste em libertar os homens de tudo aquilo que os oprime e lhes rouba a vida. A atitude de Jesus é, para nós, uma expressão clara do amor e da bondade de um Deus sempre atento às necessidades do seu Povo. Garante-nos que, ao longo do caminho da vida, Deus vai ao nosso lado, atento aos nossos dramas e misérias, empenhado em satisfazer as nossas necessidades, preocupado em dar-nos o “pão” que sacia a nossa fome de vida. A sua Palavra é o Pão que sacia porque é inesgotável. É o pão que não se compra com dinheiro, mas resposta pessoal e aderência. A nós, portanto, compete-nos abrir o coração ao seu amor e acolher as propostas libertadoras que Ele nos faz. A “fome” que acima demos exemplo, que mata mais gente em Moçambique que a própria malária, a fome de pão que a multidão sente e que Jesus quer saciar é um símbolo da fome de vida que faz sofrer tantos dos nossos irmãos. Quem são os que têm fome hoje e que parece serem condenados a morrer de fome? Os que têm “fome” são aqueles que são explorados e injustiçados e que não conseguem libertar-se; são os que vivem na solidão, sem família, sem amigos e sem amor; são os que têm que deixar a sua terra e enfrentar uma cultura, uma língua, um ambiente estranho para poderem oferecer condições de subsistência à sua família. A fome sentida pelas vítimas de terrorismo. Tantos jovens enganados por falsas promessas, hoje sofrem da fome. Por isso deve haver gente disponível para lhes anunciar que Jesus Cristo é o Pão vivo descido do Céu. Compromisso Pessoal Acolher Jesus como o Pão que sacia Partilhar o pão de cada dia com os necessitados Trabalhar para um mundo sem fome Tornar a vida um pão doado ao serviço do Reino. Por Pe Fonseca Kwiriwi

jul 17 2021

XVI Domingo do Tempo Comum B

LITURGIA DA PALAVRA Primeira Leitura: Jeremias 23,1-6 Salmo 22 (23) Segunda Leitura: Efésios 2,13-18 Evangelho: Marcos 6,30-34   TEMA: CHAMADOS A SER SERVOS DO REBANHO DO SENHOR Na celebração deste domingo, somos desafiados a assumir uma missão de pastores que ama o rebanho e denunciar os pastores que roubam os pobres. Jesus Cristo, o bom pastor, deve ser a única inspiração para todos os chamados a ser servos do Senhor. O pastor que deve ser guia é um homem com duas características: por um lado é um homem forte, capaz de defender seu rebanho contra os animais ferozes. Por outro lado é um homem delicado para com suas ovelhas, conhecendo sua condição, adaptando-se a sua situação, levando-as no colo, amando ternamente cada uma como uma filha. A autoridade do bom pastor é indiscutível, baseada na dedicação e no amor. Mas quer no contexto dos antigos pastores quer alguns actuais, existe a tentação de não se buscar o exemplo de Jesus Bom Pastor. Jesus é o chefe (pastor) que reúne, o povo se constitui em virtude de um poder régio extrínseco, enquanto o novo povo é convocado pela palavra de Jesus. Ele faz com amor e por amor. Esse amor e essa solicitude traduzem-se, naturalmente, na oferta de vida nova e plena que Deus faz a todos os homens e mulheres. É Amor doação e auto entrega. Marcos recorda-nos que a proposta salvadora e libertadora de Deus para os homens, apresentada em Jesus, é agora continuada pelos discípulos, por mim e por você. É continuada por cada baptizado e comprometido pelo Reino de Deus. Os discípulos de Jesus são – como Jesus o foi – as testemunhas do amor, da bondade e da solicitude de Deus por esses homens e mulheres que caminham pelo mundo perdidos e sem rumo, “como ovelhas sem pastor”. A missão dos discípulos tem, no entanto, de ter sempre Jesus como referência. Nunca busquemos outra referência nem ídolo, nem famoso ou rico… Com frequência, os discípulos enviados ao mundo em missão devem vir ao encontro de Jesus, dialogar com Ele, escutar as suas propostas, elaborar com Ele os projectos de missão, confrontar o anúncio que apresentam com a Palavra de Jesus. É a Jesus que temos que prestar o relatório do trabalho prestado como servos inúteis. Paulo fala aos cristãos da cidade de Éfeso, e hoje fala a cada um de nós, da solicitude de Deus pelo seu Povo que manifestou-se na entrega de Cristo, que deu a todos os homens e mulheres, sem excepção, a possibilidade de integrarem a família de Deus. Reunidos na família de Deus, os discípulos de Jesus são agora irmãos, unidos pelo amor. Tudo o que é barreira, divisão, inimizade, ficou definitivamente superado. Quem não supera esses elementos ruins é considerado inimigo do projecto de Jesus. Compromisso Pessoal Assumir a missão de bom pastor das ovelhas de hoje Ter a paciência no cuidado das ovelhas Escutar as ovelhas feridas pelas situações da vida Se inspirar no próprio Jesus, o Bom Pastor Fugir da tentação de ser autoritário abraçando a humildade

jul 14 2021

Procedimentos para o Registo do casamento

Por Judite Macuacua Se olharmos para o B.I. da maioria dos cidadãos moçambicanos iremos descobrir que a maioria são solteiros. Como é possível isto? É possível porque a maioria das pessoas contraem o matrimónio sob forma de “casamento tradicional” que não exige nenhuma registração civil. É tempo de mudarde atitude e registrar os casamentos. Deus criou o homem e mulher à sua imagem: “E o homem, deixará o seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher e se tornarão uma só carne” (Gen. 2,24). É nessa base, que a maioria das mulheres espera que no seu relacionamento, o casamento seja o selo da relação amorosa. Daí que, também se diz que, “quem encontra uma esposa, encontra algo excelente, e recebe a bênção do Senhor” (Prov. 18,22). Por coincidência, neste mês celebramos o dia da mulher moçambicana, em que a 7 de Abril celebra-se o Dia da Mulher Moçambicana que habitualmente é festejada com muita pompa e circunstância. Mas, infelizmente, devido à pandemia da COVID-19, as festividades desta data podem ser assombradas, à semelhante de outras realizações, desde que eclodiu este mal. Aliás, não é só no nosso país, que vários eventos não têm sido celebrados com originalidade, mas também a nível mundial. Contudo, a mulher moçambicana não deixará passar esta data em branco e estamos em crer que poderá o fazer de forma simbólica, respeitando as normas de precaução, sobejamente conhecidas.   Casamento canónico e civil Segundo as leis Canónica e Civil, por definição, o Casamento é união que é efectuada de modo voluntário entre duas pessoas do sexo oposto, e é sancionado de acordo com a lei, dando origem a uma família. Pode ser uma cerimónia civil e/ou religiosa, em que se celebra a acção do casamento. Por outro lado, sendo o Casamento Religioso ou o Matrimónio não Religioso, uma celebração em que se estabelece o vínculo matrimonial segundo as regras de uma determinada religião, submete-se somente às regras da respectiva religião e não depende do seu reconhecimento pelo Estado ou pela Lei Civil para ser válido no âmbito da religião em questão.   Tipos de casamento: Casamento Cristão: Católico ou Protestante Casamento Tradicional: contrato entre famílias Casamento de outras religiões: Judaico, Islâmico,Hinduísta, etc. Importa salientar que o Sacramento do Matrimónio em cada um dos contextos acima descritos, existe um denominador comum, cuja finalidade é, em primeiro lugar, a procriação e a educação dos filhos, em segundo lugar, a fidelidade e a ajuda mútua entre os esposos.   Como organizar o processo do casamento Religioso católico O processo inicia-se sempre numa Conservatória do Registo Civil, com a manifestação da intensão de contrair o casamento. Com efeito, o Casamento Católico está investido de Direito Canónico e também, de Direito Civil, pelo que dispensa a assinatura do contrato do casamento perante o Conservador. Por outro lado, segundo a lei canónica, a organização do processo do casamento, pode ser requerida pelos noivos, pelos seus Procuradores, com poderes especiais ou, no caso dos casamentos religiosos prestados pelo Pároco ou pelo Ministro do culto da Igreja ou da Comunidade Religiosa, mediante requerimento. Por isso,os que decidirem “casar pela igreja”, o primeiro passo é falar com o Pároco ou com o sacerdote da paróquia que escolheram para a cerimónia. Assim, as assinaturas são realizadas no dia do casamento, no final da cerimónia religiosa.   Particularidades da Igreja Para além do Certificado de “nula osta”, e apesar de cada igreja cristã ter as suas normas, para a católica são pedidos os seguintes documentos: Certidão de Baptismo e Crisma dos noivos Assento de Nascimento e documentos pessoais Nomes e residências completas das duas testemunhas de casamento (padrinhos) e cópias dos respectivos Documentos de Identificação. Alguns detalhes sob ponto de vista organizacional do casamento segundo a Lei Civil, os noivos, escolhem o local onde pretendem casar e o regime de bens desejado. Para tal, a Conservatória deverá lavrar um Edital, o qual é fixado durante nove dias ou mais, nas outras Conservatórias da área de residência de ambos os noivos. Ao fim deste tempo, se não existirem impedimentos para a efectivação do casamento, a Conservatória onde o processo deu entrada, emitirá uma declaração ou despacho que o autoriza. Ainda no caso do casamento civil tal como o religioso, também é exigida a instrução dum processo de habilitação matrimonial, destinado a comprovar que nada se opõe ao casamento e que existe livre consentimento dos nubentes. Esse despacho terá de chegar à paróquia onde os noivos querem casar. Deste modo, se foi a igreja a tratar de todo o processo, recebe da Conservatória do Registo Civil, a Declaração de autorização para o casamento, sem a qual, a cerimónia não poderá ter lugar.

jul 12 2021

Liturgia da páscoa no contexto actual

Pe. Jeremias do Rosário No contexto da pandemia, muitas práticas ruíram e ganharam novos rumos. Este mal afecta directamente a vida das pessoas e o ritmo de trabalho em várias dimensões. Isso significa que também a dimensão religiosa sofreu algum retrocesso a nível da sua essência. É neste contexto que também podemos afirmar que a nossa fé murchou e automaticamente a nossa vida espiritual enfraqueceu-se.   Implicações da pandemia na liturgia Com o anúncio do Estado de emergência em Março do ano passado (2020), a liturgia pascal foi celebrada de forma atípica, com inúmeras medidas de prevenção que foram implementadas. A celebração da páscoa no nosso país e no mundo inteiro aconteceu sem a presença do povo de Deus. As pessoas foram sujeitas a encontrar outras formas de rezar acompanhando a celebração da páscoa através dos meios de comunicação social: rádio, televisão ou as redes sociais. Como é do conhecimento de todos, a religião cristã nasce do mistério pascal. Assim, sem a celebração da páscoa, os cristãos perdem a oportunidade de renovar a sua fé em Jesus Cristo. Pois, as cerimónias que acontecem na noite da páscoa, no dia da páscoa e em todo o tempo pascal de cerca de cinquenta dias, são importantes para o crescimento e maturidade da fé dos cristãos. A experiência vivida pelo povo de Deus dentro do contexto da pandemia foi dura e ao mesmo tempo uma novidade. Não era incomum ouvir adultos comentando que desde que nasceram nunca tinham ouvido que a igreja parou. As portas da igreja estão fechadas. Em tempo de pandemia não só o povo não viveu a sua fé pascal mas também não viveu os momentos marcantes como os da celebração dos baptismos sobretudo na vigília pascal.   Sentido da liturgia pascal A liturgia da noite de páscoa está colorida de muitas simbologias de fé que ajudam no crescimento espiritual dos cristãos como: a cerimónia do fogo novo que significa Cristo Luz do mundo ressuscitado e vivo; o hino pascal (precónio) que é uma interpretação da essência da liturgia pascal e a celebração dos baptismos ponto central da renovação da fé dos cristãos. O Catecismo da Igreja Católica discute também o tema sobre o “Mistério pascal nos sacramentos da Igreja” (CIC § 1122 A 1130). A igreja entende que “os sacramentos não só supõem a fé, mas por palavras e coisas também a alimentam, a fortalecem e a exprimem. Por esta razão são chamados “sacramentos da fé”. Pois, Cristo enviou seus apóstolos para que “em seu Nome fosse proclamado a todas as nações o arrependimento para a remissão dos pecados” (Lc 24,47). “Fazei que todos os povos se tornem discípulos, baptizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28,19). A missão de baptizar, portanto a missão sacramental, está implícita na missão de evangelizar, pois o sacramento é preparado pela Palavra de Deus e pela fé, que é assentimento a esta Palavra: O povo de Deus congrega-se antes de mais nada pela Palavra do Deus vivo. (…) A proclamação da Palavra é indispensável ao ministério sacramental, pois se trata dos sacramentos da fé, e esta nasce e se alimenta da Palavra [PO 4] .   Finalidade dos sacramentos Como diz o Catecismo, o sacramento é preparado pela Palavra de Deus e pela fé, que é assentimento a esta Palavra. “Os sacramentos destinam-se à santificação dos homens, à edificação do Corpo de Cristo e ainda ao culto a ser prestado a Deus. Sendo sinais, destinam-se também à instrução. Não só supõem a fé, mas por palavras e coisas também a alimentam, a fortalecem e a exprimem. Por esta razão são chamados sacramentos da fé” [SC 59]. Portanto, os sacramentos que se recebem na Páscoa supõem a fé e não têm sentido senão para os que crêem. De contrário, estamos a fazer um teatro mal ensaiado. Por outro lado, é um testemunho da fé aproximar-se dos sacramentos. Expressamos nossa fé ao pedir o baptismo de uma criança, comprometendo-nos a educá-la na fé da nossa Igreja ou, se for adulto, assumindo o compromisso e deveres de cristão e católico.   Páscoa e coronavírus Pela Sua pregação e pela Sua morte e ressurreição, Jesus é não só a revelação de Deus, mas a presença salvífica de Deus no mundo. Quem de nós não sente necessidade da misericórdia de Deus e de sua copiosa redenção? Jesus ressuscitou e habita no meio de nós. Os escritos do Novo Testamento não relatam quem Jesus era, mas quem Ele é. Ele veio para nos revitalizar e garantiu: “Venho para que tenham a vida e em abundância” (Jo 10,10). Nos nossos dias nota-se que o número dos infectados está aumentando drasticamente, situação que nos leva a acreditar que mais uma vez a fé dos cristãos vai ser colocada em provação. Daí que há uma necessidade de os cristãos empenharem-se na oração para que esta pandemia passe. Depois da oração está também a necessidade da formação da consciência não só dos cristãos mas também de todos os cidadãos para que esta doença não se prolifere. O Senhor assegure todos cristãos para que neste ano venham cheios de alegria a celebração das festas pascais. Como cristãos coloquemos a nossa fé em Jesus Cristo e peçamos o Espírito Santo que anime a nossa fé de modo que nunca cessemos de confiar na misericórdia de Deus Pai.    

jul 10 2021

XV Domingo do Tempo Comum B

LITURGIA DA PALAVRA Primeira Leitura: Amós 7,12-15 Salmo 84 Segunda Leitura: Efésios 1,3-14 Evangelho: Marcos 6,7-13 TEMA: SOMOS ENVIADOS PARA ANUNCIAR A BOA NOVA Neste décimo Domingo do Tempo Comum retomamos o tema do profetismo. Deus actua no mundo através dos homens e mulheres que Ele chama e envia como testemunhas do seu projecto de salvação. Esses “enviados” devem ter como grande prioridade a fidelidade ao projecto de Deus e não a defesa dos seus próprios interesses ou privilégios. O profetismo, no sentido restrito da palavra, nunca é em Israel uma instituição como a realeza e o sacerdócio. Pode ser o motivo pelo qual não é bem acolhido. Israel pode providenciar um rei, mas não um profeta. O profeta é um dom de Deus, objecto de uma promessa, mas concedido livremente. Alguém se torna profeta por um especial chamado e iniciativa de Deus, não por designação ou consagração dos homens. Por que muitos negam ser profetas: padres, irmãs consagradas, catequistas e animadores? O profeta não é um assalariado. Ele trabalhado gratuitamente. Como está claro em Marcos, o profeta tem uma vocação especial, ou melhor, uma missão, que o põe numa situação especial, não análoga a nenhuma outra profissão humana. Trata-se de um homem aparentemente desarraigado de seu mundo e de si mesmo, e disponível para anunciar uma palavra que não é sua, mas de Deus. O desapego recomendado pelo Mestre constitui em si como uma exigência: “E ordenou-lhes que não levassem nada para a viagem, além de bastão”. A leveza na missão deve ser compreendida como a forma de deixar que a missão corra bem sem nenhum embaraço. O profeta deve ser livre de interesses humanos, de ideologias a defender, de compromissos com as potências do mundo. Essas coisas não lhe permitem estar livre, mas condicionam-no, embaraçam-lhe o trabalho, enfraquecem-lhe o zelo, impedem-no de merecer crédito. Deve haver o despojo total. O profeta não deve confiar nas suas próprias capacidades nem em seu espírito de iniciativa para se tornar “mensagem”, uma mensagem que é a proposta de um plano do qual só Deus tem a iniciativa. O homem é chamado a colaborar para construção de uma história em cujo termo está o encontro com o Pai. A incapacidade de resposta do homem é superada pela redenção mediante o Sangue do Filho bem-amado, o dom do Espírito no Baptismo se torna garantia, segurança do caminhado para uma unificação cósmica numa comunhão trinitária. É imprescindível saber que a Palavra de Deus e o seu reino não se devem confundir com os meios humanos, com os nossos planos, com nossas estratégias. Quando os cristãos, no decorrer da história, confiaram demasiadamente em seus meios, por exemplo, capacidades palavras, o dinheiro etc, substituindo o divino pelo humano, sua mensagem fica mutilada, perdeu o vigor. O projecto salvífico desde sempre esteve na mente do próprio Deus. Esse projecto, apresentado aos homens através de Jesus Cristo, exige de cada um de nós uma resposta decidida, total e sem hesitações. Importa partilhar que a escolha dos instrumentos, homens e mulheres, para serem profetas, não se limita só ao respeito da pessoa que escuta, mas também ao modo de escolha do Cristo. Portanto, urge a cada um de nós, escutar o chamado de Deus, discernir e dar uma resposta que nos deixará realizados e felizes pelo anúncio da Boa Nova. A missão dos profetas, Apóstolos e dos anunciadores do Evangelho de hoje, é, pois, de lutar contra o mal que divide e corrompe. Então, compreendemos melhor porque Jesus dá conselhos de pobreza. Encher-se de riquezas materiais é arriscar cair na armadilha da possessão egoísta, é entrar no círculo infernal da vontade de poder, da inveja. É centrar-se sobre si mesmo em lugar de dar lugar aos outros. É obscurecer o seu olhar interior e não ser mais suficientemente disponível para acolher o outro. Compromisso Pessoal Aprender a desapegar-se de tudo que nos prende na missão de profeta Partilhar os dons recebidos gratuitamente Combater o espírito de ganância e vaidade Defender os direitos dos pobres e marginalizados Empenhar-se na luta pelo bem comum Defender a casa comum dos todos os males

jul 03 2021

XIV Domingo do Tempo Comum B

LITURGIA DA PALAVRA Primeira Leitura: Ezequiel 2,19-22 Salmo 122(123) Segunda Leitura: 2 Coríntios 12,7-10 Evangelho Marcos 6,1-6 Tema: REJEIÇÃO A CRISTO É PECADO GRAVE Se a idolatria caracteriza as nações pagãs, a incredulidade afecta o próprio povo de Deus. Toda a história de Israel é semeada de incredulidade, de rejeição, de nostalgias e de voltas para os ídolos, de confiança nos deuses dos povos vizinhos, de confiança nas grandes alianças com os povos pagãos. Expressão impressionante dessa rejeição é a condição do profeta, sempre obstaculizado pelo povo, nunca aceito, frequentemente perseguido: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados…” (Mt 23,37). A incredulidade do povo sempre foi um escândalo. Muitas são as razões do fracasso e da rejeição do povo eleito. Antes de tudo, os erros de interpretação da Lei. O povo sufocou sob a letra um documento cheio de tensão escatológica; reduziu a missão e a figura do Messias às dimensões de um quadro demasiadamente humano e nacionalista. Algumas classes do povo acreditaram poder ser suficientes a si mesmas e se fecharam a toda iniciativa de Deus. Cegos pela preocupação de vantagens terrenas, outros judeus desprezaram os sinais que Deus lhes enviava. O culto também foi deformado pelo formalismo, e o templo se tornou um lugar de prestação de contais cultuais, sem verdadeira participação pessoal. O incidente de Nazaré, conforme relata Marcos, assume significado simbólico. Jesus se apresenta na sua cidade natal, não como simples cidadão que faz uma visita à família; ele aí vai com seus discípulos no pleno exercício de sua qualidade de Rabí (Rabuni), dotado de sabedoria e de autoridade fora do comum, qualidades excepcionais que são postas em evidente contraste com sua origem; sua gente “se escandaliza com ele” e não aceita como aquilo que ele verdadeiramente é. Para a reflexão da liturgia da palavra, podemos nos questionar. Partindo da compreensão de que os “profetas” não são um grupo humano extinto há muitos séculos, mas são uma realidade com que Deus continua a contar para intervir no mundo e para recriar a história. Quem são, hoje, os profetas? Onde estão eles? Como acolhes seu catequista, animador, ancião da comunidade? Recebes o seu padre para lhe orientar espiritualmente ou está em busca de um apoio material? Não se escandaliza quando o profeta da sua casa, da sua aldeia, bairro e cidade denuncia os males praticados pela sociedade incluindo a si? Quando o seu animador não aceita incluir seu filho na lista de baptismo por falta de preparação, como tem sido a sua reacção? Para mais aprofundamento da Palavra de Deus: Como lidamos com a injustiça e com tudo aquilo que rouba a dignidade dos homens, como a guerra, a corrupção, o preconceito, a perseguição das pessoas de boa vontade? O medo, o comodismo, a preguiça, alguma vez nos impediram de ser profetas? Grande parte dos judeus não reconheceu o Cristo, mas as razões que explicam esta recusa dizem respeito também a nós: estamos também continuamente em perigo de querer salvar-nos sozinhos, de pôr nossa confiança só nos recursos exteriores, de pôr em nosso culto mais formalismo que interioridade, de restringir, com as nossas interpretações demasiadamente humanas e presas a um ambiente determinado, a universalidade da nossa religião. Nós também temos a contínua tentação de fazer calar os profetas, porque nos incomodam em nossas posições alcançadas e destroem nossas seguranças. O pecado é recusa de comunhão com Deus e desagregação do povo que Deus convocou; ofensa a Deus, e, portanto, verdadeira e radical alienação do homem. O desígnio de Deus é comunicar-se a si mesmo em Jesus Cristo, com uma riqueza que transcende toda compreensão e transpõe todo obstáculo. O cristão, mesmo que atormentado pela necessidade e o dever de combater contra o pecado e suas consequências, é sustentado cada dia por uma esperança que não decepciona. O Cristão participa, por meio do Espírito de Jesus, da própria vida de Deus. Compromisso Pessoal Aceitar com coragem e determinação a missão de profeta Rezar pelos actuais profetas para que não desanimem Denunciar os males da sociedade, da Igreja e da família Colaborar com a construção da justiça social Cultivar o espírito de paz interior e das nações Viver as propostas do Evangelho que é por excelência a construção do Reino de Deus

jun 26 2021

DÉCIMO TERCEIRO DOMINGO DO TEMPO COMUM B

LITURGIA DA PALAVRA Primeira Leitura: Sabedoria 1,13-15; 2,23-24 Salmo 29 (30) Segunda Leitura: 2 Coríntios 8,7.9.13-15 Evangelho: Marcos 5,21-43 Tema: Deus nos ensina a amar a vida Deus ama a vida! Ele quer apenas a vida! “Deus criou o homem e a mulher para serem incorruptíveis. Pelo seu Filho, salva-nos da morte: eis porque Lhe damos graças em cada Eucaristia. Na sua vida terrena, Jesus sempre defendeu a vida, pois afirma que “Eu vim para que todos tenham vida, vida em abundância”. Em Marcos, no Evangelho, há duas cenas que assinalam a defesa da vida: Ele cura, Ele levanta. Ele torna todas as pessoas livres, dá-lhes toda a dignidade e capacidade para viver plenamente. Será que tu sabes firmar diante de Jesus que Ele é a tua alegria de viver? Vamos celebrar este domingo o Deus apaixonado pela vida. Vamos também nos apaixonar pela vida e defendermos a vida. O Livro da Sabedoria apresenta o rosto de Deus: Um Deus apaixonado pela. Este anúncio deve ser proclamado com força, porque vem contradizer ideias ainda muito espalhadas, segundo as quais agradaria a Deus fazer morrer o homem. A morte vem de outro, pois “não foi Deus quem fez a morte”. Pelo contrário, Ele cria a vida e dá-la à humanidade, modelada à sua imagem. Ele restaura a vida, quando esta está em perigo de se apagar. Dá a vida quando está perdida, como testemunha o Evangelho deste domingo. Portanto, quando alguém aparece acusando Deus como autor da vida, vamos recorrer a Sagrada Escritura que mostra claramente que nosso Deus é Deus da vida e cuida dela. Animados pelo Deus da vida, as primeiras comunidades cristãs praticaram a solidariedade e a partilha, não apenas entre os seus membros, mas também entre comunidades. Paulo solicitou-as nesse sentido. Por isso tinha organizado um peditório junto das comunidades que tinha fundado na Ásia Menor, na Macedónia e na Grécia, em favor dos irmãos de Jerusalém que estavam em dificuldades. Esta iniciativa correspondia às orientações da jovem Igreja. Paulo justifica esta acção de partilha pela generosidade de Cristo: esta é modelo para os cristãos e eles próprios já beneficiaram dela. O Reino de Deus é a vida. Jesus percorre o país para anunciar e estabelecer esse Reino. Ele fala e age. A sua fama espalha-se, porque uma força brota d’Ele, é a força da ressurreição, o Espírito de vida. O Deus da vida o impele para anunciar a vitória da vida sobre a morte. “Sê curada”. O imperativo de Jesus tem algo de afectuoso para com esta mulher, restaurada na sua dignidade, restabelecida na sociedade que excluía o seu mal. Este “sê curada” aparece também como uma constatação: é a sua fé que a salvou, e Jesus alegra-Se por isso. A cura é consequência da fé, que é sempre fonte de vida e de felicidade. A fé é um remédio muito importante. Por isso vamos pedir sempre que tenhamos o dom da fé quem vem temperar o dom da vida. “Levanta-te”. Este segundo imperativo do Evangelho deste dia é dinâmico e traduz perfeitamente este louco desejo de Deus em ver o homem vivo, o seu amor incondicional pela vida. “Adormecida”, no “sono da morte”… um estado do qual Deus nos quer fazer sair, um estado do qual Jesus nos salva. “Eu te ordeno: levanta-te”. A palavra evoca a ressurreição, o novo surgir da vida, o amor divino que nos coloca de pé. Jesus pede ao pai da jovem apenas uma coisa: “basta que tenhas fé”. Deus nos tira da morte, do pecado, do mal para que estejamos no seu lado que é por excelência vida e ressurreição. Jesus lida não só com a multidão mas de forma particular com pessoas concretas. Hoje somos sufocados pela massa, a multidão que exclui, que também sufoca os mais fracos. Jesus nos ensina a dar prioridade os excluídos na sociedade. Nas nossas comunidades, os que têm voz chegam ao nosso encontro a hora que quiserem, mas os pobres não têm ocasião de, pelo menos, nos tocar porque não damos essa chance. Jesus, Fonte de Vida, nos ensine a cuidar da vida, a valorizar a vida e defender a vida quando está em perigo, nas mãos dos assassinos, terroristas e tiranos.   Compromisso de vida: Ser sinal de vida e de esperança no meio dos excluídos Ajudar alguma menina a não cometer aborto Resistir contra as leis que defendem o aborto Rezar pelas crianças abandonadas pelos pais e vítimas de guerra.

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