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out 19 2022

III Vigília Missionaria Nacional

Descarrega a apresentação e o guião da III Vigília Missionaria Nacional  aqui: III Vigília Missionária Nacional_221019_073224

“Sereis minhas testemunhas”

Aqui propomos alguns subsídios úteis para viver o mês Missionário   1) MENSAGEM DE SUA SANTIDADE  PAPA FRANCISCO PARA O DIA MUNDIAL DAS MISSÕES DE 2022 «Sereis minhas testemunhas» (At 1, 8) Queridos irmãos e irmãs! Estas palavras encontram-se no último colóquio de Jesus ressuscitado com os seus discípulos, antes de subir ao Céu, como se descreve nos Atos dos Apóstolos: «Recebereis a força do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, por toda a Judeia e Samaria e até aos confins do mundo» (1, 8) … DMM2022 PAPA   2) Palavra Hoje especial mês Missionário da VIDA NOVA VN PH outubro22   3) Novena Missionária Novena-Missionaria-2022   4) Oração dos Fieis missionárias Oracao-dos-Fieis-2022

12 HORAS DE ORAÇÃO POR OCASIÃO DOS 30 ANOS DO ACORDO GERAL DE PAZ EM MOÇAMBIQUE

12 HORAS DE ORAÇÃO POR OCASIÃO DOS 30 ANOS DO ACORDO GERAL DE PAZ EM MOÇAMBIQUE Dia 1 de Outubro de 2022 “BUSCANDO A VERDADEIRA PAZ EM MOÇAMBIQUE” Este é o roteiro de oração, preparado pela CEM – Conferência Episcopal de Moçambique, que pode ser usado integralmente ou ser enriquecido localmente pelas paróquias, comunidades religiosas, grupos e movimentos eclésias.    Folheto Oração 1 de Outubro de 2022_220929_163217

set 05 2022

Sagrada Escritura, Tradição e Magistério

Vamos reflectir sobre a relação existente entre a Sagrada Escritura, a Sagrada Tradição e o Sagrado Magistério. Para melhor percebermos a importância deste tema, importa começarmos, em jeito de introdução, por fazer a seguinte pergunta: qual é o fundamento da fé e da moral cristã? Para alguns, o fundamento da fé e da moral cristã é unicamente a Bíblia (Sola Scriptura), interpretada livremente por qualquer pessoa (método do exame livre). Para a Igreja Católica não é assim; a fé e a moral têm três bases ou pilares, a saber: a Sagrada Escritura, a Tradição Apostólica e o Magistério da Igreja (cf. DV. 21). Ou seja, sem negar a grande importância da Bíblia, a Igreja ensina que, além desta, é necessário também ter em conta a Sagrada Tradição e o Sagrado Magistério para a fundamentação da doutrina e da moral da mesma. A nossa reflexão de hoje, portanto, tem, como objectivo, falar de cada uma destas realidades e mostrar a estreita relação que existe entre elas. Visto que nos encontros anteriores falamos abundantemente da Sagrada Escritura, hoje vamos dar particular atenção à Tradição e ao Magistério. Muitas são as passagens do Novo Testamento que nos revelam a importância da Tradição oral e do Magistério. Escutemos: “Muitas coisas tenho a dizer-vos, mas não as podeis suportar agora. Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade…” (Jo 16,12). “O que ouvistes de mim, em presença de muitas testemunhas, confiai-o a homens fiéis, que sejam capazes de ensinar ainda a outros”(2 Tm 2, 2). “Sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus; tudo o que ligares na terra será ligado nos céus…” ( Mt 16, 18-19). “Cuidai de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastorear a Igreja de Deus, que ele adquiriu com o seu próprio sangue. Sei que depois de minha partida se introduzirão entre vós lobos cruéis, que não pouparão o rebanho. Mesmo dentre vós surgirão homens que irão proferir doutrinas perversas, com o intento de arrebatarem após si os discípulos. Vigiai!” (At 20,28-31).   A Tradição Apostólica A palavra “tradição” vem do latim traditio que significa “entrega”, ” “transmissão”. Ela pode indicar tanto o “processo” de transmitir quanto o “conteúdo” transmitido. Por sua vez, a palavra “apostólica” é um adjectivo qualificativo que, primariamente, diz respeito a algo que procede dos apóstolos, ou seja, do grupo dos seguidores de Cristo, composto pelos doze Apóstolos. Por Tradição Apostólica, portanto, entende-se a transmissão oral, pelo exemplo e pelas instituições daquelas coisas que os Apóstolos ou receberam das palavras, da convivência e das obras de Cristo ou aprenderam por inspiração do Espírito Santo (Cf. CIC § 76; cf. DV 7). Enquanto tal, a Tradição Apostólica distingue-se da Sagrada Escritura porquanto esta última é a transmissão “por escrito” feita por “aqueles apóstolos e varões apostólicos que, sob a inspiração do mesmo Espírito Santo, escreveram a mensagem da salvação” (Cf. CIC § 76). A Tradição Apostólica distingue-se igualmente das “tradições” teológicas, disciplinares, litúrgicas ou devocionais surgidas ao longo do tempo, nas Igrejas locais. Estas últimas são expressões adaptadas da Tradição Apostólica aos diversos lugares e às diferentes épocas, sob a orientação do Magistério da Igreja (Cf. CIC, §83). As leituras que acabamos de escutar mostram-nos que a própria Bíblia fala-nos da necessidade, existência e importância da Tradição Apostólica, enquanto transmissão oral da Palavra de Deus feita pelos apóstolos. Nesta primeira leitura, tirada do Evangelho segundo S. João, Jesus, numa das últimas conversas com os Seus discípulos, deixa claro que tinha ainda muitas coisas por ensinar. Entretanto, dada a incapacidade dos Apóstolos de suportar tais ensinamentos, Ele mandaria o Espírito Santo para que este os transmitisse ao longo dos tempos (cf. Jo 16,12). A Igreja entende que aquelas verdades que os Apóstolos foram aprendendo do Espírito Santo são as que, em parte, foram formando a Tradição Apostólica. O mesmo Evangelista João atesta a necessidade de uma transmissão oral da Palavra de Deus, de geração em geração, quando afirma que “Jesus fez, diante dos seus discípulos, muitos outros sinais ainda, que não se acham escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para crerdes que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que crendo, tenhais a vida em seu nome”(Jo 20,30s) e que “Há muitas outras coisas que Jesus fez e que, se fossem escritas uma por uma, creio que o mundo não poderia conter os livros que se escreveriam”(Jo 21,25). Nos dois textos acima citados, o Evangelista João deixa claro que nem todas as coisas que Jesus ensinou aos seus discípulos, com actos e palavras, encontram-se na Bíblia. Aquilo que os Apóstolos e os evangelistas escreveram é só o essencial da mensagem de Jesus. Por isso, não podemos reduzir a pessoa e os ensinamentos de Jesus àquilo que foi escrito sobre Ele, porque a sua mensagem é muito mais do que isso, é Ele próprio. Jesus é mais do que um livro ou um conjunto de livros. Do que acima dissemos, é lógico concluir que muitas outras coisas a respeito da pessoa e dos ensinamentos de Jesus continuaram a ser transmitidas oralmente de geração em geração. Aliás, é o que nos mostra S. Paulo em 2Tm 2,2, ao recomendar vivamente a Timóteo para que aquilo que ele “ouviu” do próprio Paulo, na presença de muitas testemunhas, o confiasse a homens fieis, capazes de, por sua vez, ensiná-lo a outros homens. Estamos aqui, claramente, diante da tradição oral do depósito da fé. Muitas outras passagens bíblicas atestam a existência da transmissão oral da Revelação, de geração a geração. S. João, na sua segunda e terceira epístolas, diz que há ensinamentos que gostaria de confiar aos seus interlocutores de viva voz, e não por escrito: “Embora tenha muitas coisas a vos escrever, não quis fazê-lo com tinta e papel. Mas espero estar convosco e vos falar de viva voz…” (2Jo, 12; cf. 3Jo, 14). S. Paulo,

set 05 2022

O corpo no espaço litúrgico

O nosso SER é o melhor instrumento de comunicação do mundo. Nenhum equipamento, por mais sofisticado que seja, seria capaz de substituir o nosso SER no processo comunicacional. A comunicação interpessoal ou grupal é presencial, tem calor humano e é afetiva. A afetividade estava presente em toda a pedagogia de Jesus, quando Ele estava no meio do povo. Foi assim com Zaqueu, com Lázaro e suas irmãs, com o cego de Jericó, com as criancinhas, etc. O SER de cada um é concreto e abstrato. Concreto porque é visualizável, palpável e materializado. Abstrato porque é composto de sentimentos, emoções, manifestações espirituais, pensamentos, memórias, inteligências e capacidade de criar. Ao comunicarmo-nos devemos agir combinando o nosso ser concreto com o ser abstrato. Quanto mais conseguirmos agir assim, mais aperfeiçoado será o nosso desempenho e mais qualificada será a nossa comunicação. O equilíbrio entre o concreto e o abstrato do nosso ser possibilita alcançarmos os objetivos desejados no ato comunicacional. O corpo é a manifestação concreta do SER, a exteriorização do que somos e o cartão de visita; é a morada do espírito, da essência humana e o sacrário da mente. O corpo deve estar sempre bem cuidado, asseado, são e em forma. A saúde do corpo é importante para a saúde do espírito, assim como a saúde do espírito é importante para a saúde do corpo. Um não pode viver dissociado do outro. Para que o corpo comunique bem, é preciso: Estar livre das tensões – Desinibir e naturalizar os movimentos do corpo, comunicando através de gestos equilibrados. As tensões vêm da insegurança, do mau humor, da constante vigilância do poder, do policiamento para mascarar as deficiências e não admiti-las para superá-las, do estresse provocado pelo trabalho excessivo em detrimento do lazer. Ser bem colocado em eixo – para que tenha presença marcante no ambiente, numa postura de ânimo e firmeza: Ombros levantados; Tórax aberto (peito para frente. Ele faz parte da nossa caixa de ressonância); Cabeça erguida, olhando para todos os lados, quando estiver comunicando em público, em movimentos moderados e equilibrados; Mãos e braços que se movimentam livres e harmônicos. No caso dos proclamadores da Palavra e comentaristas, não há necessidade de muitos movimentos com os braços. Porém, estes devem estar relaxados. Pernas e pés firmes e apoiados. “Inteligir” (conscientizar: ter noção), o mais possível, todos os gestos – para que sejam expressão consciente e voluntária, no contexto da comunicação que se quer fazer. A comunicação gestual é feita de movimentos soltos, harmônicos e tranquilos, combinando a fala do corpo com a fala da mente e a oralidade; Valorizar a comunicação facial – toda a região que está acima dos olhos tem forte poder de comunicação. O bom comunicador trabalha com a expressão facial, interpretando o significado do que fala com os músculos do rosto. Olhar olho no olho no momento da comunicação interpessoal ou grupal é fundamental para chamar a atenção, envolver os ouvintes e engajá-los no que estamos dizendo. Muitas platéias se dispersam por falta de comunicação gestual e facial dos expositores. A fala sem o auxílio destes recursos se torna monótona. Jesus Cristo conseguia concentrar multidões que O ouviam o dia inteiro, a ponto de escutá-lo com fome, no final de uma tarde. Sua comunicação atraía; Utilizar as mãos – como importante instrumento de comunicação, no auxílio da fala. Há comunicadores confusos na hora de falar em público porque não sabem o que devem fazer com as mãos. Ao invés de as utilizarem no reforço do que está sendo dito, atrapalham-se em gestos desconexos em relação ao acto da comunicação: colocando as mãos nos bolsos, apertando-as umas nas outras ou usando muletas para ocupá-las. Dão a impressão de que as mãos estão atrapalhando. Quase sugerem a amputação. Esse é o tipo de comunicador “maneta”, embora possua as duas mãos. No caso dos leitores, é aconselhável que as mãos fiquem sobre o texto. Quando for olhar para a assembleia, coloque o dedo indicador sobre o texto, evitando, assim, perder-se na leitura; Os olhos – devem estar sempre atentos à leitura. Nos pontos finais, ou seja, nas pausas, olhar para a assembleia. Evite olhar apenas para um dos lados. Caso tenha dificuldades de olhar para a assembleia, no meio da leitura, faça isto no início, quando estiver dizendo “Leitura do Livro do Profeta Isaías” (por exemplo) e no final, ao dizer “Palavra do Senhor”; Cuidar da aparência – cabelos penteados (quem ainda os possui), barba bem feita (ou bem arrumada e asseada, para os que a têm), fossas nasais limpas (inclusive, para facilitar a respiração), ouvidos higienizados, roupa adequada ao nível social do ambiente (limpas, bem passadas, e devidamente arrumadas sobre o corpo: gola, botões, etc.). Isso é sinal de auto-estima. Kant de Voronha

ago 30 2022

as leituras dominicais

Estamos a receber muitas mensagens referentes às leituras da liturgia dominical. Infelizmente houve um erro na nossa calendarização. Queremos confirmar que as leituras do domingo 4 de Setembro 2022 correspondem aos do Domingo 23ºdo Tempo Comum contrariamente a como indicado nas páginas da VN de Agosto. A partir da VN de Setembro o erro já foi corrigido. Pedimos desculpas pelos transtornos involuntariamente causados.

maio 15 2022

O Clero Diocesano de Nampula considera Dom Maguenge um líder espiritual incontornável

O Clero Diocesano de Nampula enaltece os feitos realizados por Dom Ernesto Maguengue durante 8 anos de actividade pastoral nas terras de Nampula. O Clero louvou o esforço desmedido na cura pastoral tanto do Clero quanto do amado povo dos fiéis. Em mensagem apresentada aquando da despedida de Dom Maguengue na manhã deste domingo (15/5), na Sé Catedral de Nampula, o Clero Diocesano refere a magnitude dos ensinamentos do prelado: “Com a vossa transferência para pastor da Diocese de Inhambane fica em nós tudo o que nos ensinastes como sacerdotes e como povo de Deus, nas diferentes ocasiões, como nos belíssimos retiros espirituais, nas homilias, etc.). Não restam dúvidas que o vosso empenho pastoral foi de bem trabalhar como um verdadeiro líder espiritual, um bom pastor, que não só quer ver o seu povo a rezar, como também a trabalhar. De onde a expressão “olompa ni ovara muteko” (orar e trabalhar) está impressa em nós sacerdotes e neste povo santo que tanto amastes como seu digno pastor. Fostes no meio de nós um pai simples e de ouvidos abertos para escutar o clamor dos filhos”. Falando do papel de D. Maguenge na Arquidiocese, o Clero realçou a sua proximidade: “A vossa proximidade ao Clero e ao povo de Deus fez-nos contemplar em vós o rosto de Cristo, o Bom Pastor. Desde 2014 que chegastes para o serviço pastoral da nossa Igreja particular de Nampula, antes como Bispo Auxiliar, depois como Administrador Apostólico e finalmente como Bispo Auxiliar, somente encontramos motivos de gratidão pelo bom testemunho que nos destes”, lê-se na mensagem. Pedir desculpas faz parte do ser humano e reconhecer os próprios erros é atitude cristã. Por isso, a mensagem do Clero não hesita em manifestar o pedido de perdão endereçando a Dom Ernesto: “Se um dia vos sentistes mal, de alguma forma, pedimos-vos perdão, pois, filhos de Adão que somos, estamos sujeitos a limitações. Ao mesmo tempo que vos endereçam É com estas palavras do profeta Isaías que, nós padres do Clero Diocesano de Nampula, queremos saudar e dirigir a nossa imensa gratidão a vós, D. Ernesto Maguengue, pelo vosso esforço desmedido na cura pastoral do nosso clero e do amado povo dos fiéis. Com a vossa transferência para pastor da Diocese de Inhambane fica em nós tudo o que nos ensinastes como sacerdotes e como povo de Deus, nas diferentes ocasiões, como nos belíssimos retiros espirituais, nas homilias, etc.). Não restam dúvidas que o vosso empenho pastoral foi de bem trabalhar como um verdadeiro líder espiritual, um bom pastor, que não só quer ver o seu povo a rezar, como também a trabalhar. De onde a expressão “olompa ni ovara muteko” (orar e trabalhar) está impressa em nós sacerdotes e neste povo santo que tanto amastes como seu digno pastor. Fostes no meio de nós um pai simples e de ouvidos abertos para escutar o clamor dos filhos. A vossa proximidade ao clero e ao povo de Deus fez-nos contemplar em vós o rosto de Cristo, o Bom Pastor. Ao mesmo tempo que vos endereçamos os nossos votos de boa pastoral na Igreja particular de Inhambane. Contai com as nossas humildes orações, assim que também vos pedimos rezar incessantemente por nós. Renovamos, finalmente, os nossos votos de muita gratidão e felicidades para onde o Senhor Jesus Cristo vos enviar. Que Nossa Senhora de Fátima, padroeira da nossa Arquidiocese, interceda por vós e ilumine todos os vossos trabalhos pastorais”. O Clero garantiu orar pelo sucesso pastoral pastoral, sem escrúpulos, de D. Maguenge: “Contai com as nossas humildes orações, assim que também vos pedimos rezar incessantemente por nós. Renovamos, finalmente, os nossos votos de muita gratidão e felicidades para onde o Senhor Jesus Cristo vos enviar”. Foram palavras do Clero Diocesano de Nampula, ressaltando o empenho pastoral de Dom Maguenge na Arquidiocese de Nampula.

maio 15 2022

Dom Ernesto Maguengue despede-se da Arquidiocese de Nampula com sentimento de gratidão

Dom Ernesto Maguengue, Bispo titular de Inhambane, presidiu na manhã deste Domingo (15/5) a Eucaristia de despedida havida na Sé Catedral de Nampula concelebrada pelo Arcebispo Dom Inácio Saure e pelo Presbitério local representado por alguns sacerdotes. Na sua pregação, Dom Ernesto convidou os fiéis para que imitem o amor de Cristo que se despojou até ao fim dando-se a si próprio pela sua morte na cruz. Na ocasião, o prelado disse não encontrar palavras adequadas para dirigir ao povo de Deus pela sua estadia na Arquidiocese de Nampula no decurso de 8 anos. Foi um percurso no qual se sentiu bem acolhido de forma multiforme em todas as vertentes. Em Nampula, Dom Ernesto, aprendeu o significado de ATOKWÈNE (chefe grande ou mais velho), mas na sua língua significa chimpanzé. E em todos os fiéis, Presbíteros, agentes de pastoral, lideres civis e governantes encontrou reverência e consideração como atokwène. “No primeiro momento tive um impacto assustador quando ouvisse os anciãos a chamar-me atokwène porque na minha língua esta palavra significa chimpanzé. Mas depois fui explicado que atokwène quer significar Mais Velho”, referiu. Durante a sua presença na Arquidiocese de Nampula, Dom Ernesto diz que sonhava em formar um movimento forte de papás cristãos “o meu sonho era ter um grande movimento dos papás na nossa Arquidiocese por isso fiz vários encontros com eles”. Dom Ernesto exortou as famílias cristãs para que não se cansem de reavivar o seu enlace matrimonial. Com efeito, recorreu às expressões Otethèrya e wìsélela (reacender e soprar o fumo) como impulsos do amor reciproco. Convidou a todos para que continuem motivados na fé em colaboração com o Arcebispo. Últimas recomendações: “1. Que continuem a ser cristãos com duas pernas e uma cabeça. Oração/olompa (perna direita) diária, trabalhar/ovara muteko (perna esquerda) diariamente. Estudar/osoma (usando a cabeça) sempre. 2. Trabalhar para vencer o medo interior que devasta muitas pessoas. 3. É preciso que todos os cristãos amarrem a lenha. Juntar forças para alcançar a vitória que se deseja em todas dimensões da vida” Refira-se que Dom Ernesto chegou na Arquidiocese de Nampula no ano de 2014 como Bispo Auxiliar, posteriormente foi nomeado Administrador Apostólico da mesma Arquidiocese e com a nomeação de Dom Inácio Saure para Arcebispo de Nampula, Dom Ernesto voltou a exercer a tarefa de Bispo Auxiliar. Desde 4 de Abril último, o Papa Francisco nomeou-o como Bispo Titular de Inhambane. Por Kant de Voronha

abr 13 2022

O Arcebispo de Nampula critica o uso abusivo das redes sociais

  Falando por ocasião da Missa Crismal, celebrada nesta Terça-feira (12/04), na Sé Catedral de Nampula, D. Inácio Saure confessou estar apreensivo com a indisciplina e libertinagem no uso dos meios de comunicação social, que invade os jovens e, nalgum momento, o clero. Ao mesmo tempo que constatou que o mundo digital em que vivemos exige de todos, e especialmente dos sacerdotes a formação de consciência. “O mundo digital em que vivemos exige de todos, e especialmente de vós sacerdotes, um elevado sentido de responsabilidade pelos outros, no uso das redes sociais. Nunca serdes causadores de danos à humanidade com abuso no uso das redes sociais”. Realçando a importância dos meios de comunicação social, D. Inácio afirmou que o seu correcto uso pode contribuir eficazmente para o bem-comum e maior progresso da sociedade humana. Sublinhou ainda que a veiculação das notícias deve respeitar as leis morais do homem, o seu legítimo direito e a dignidade. Perante o cenário perigoso, o Arcebispo instou aos sacerdotes, que, como pais na fé, procurem a fomentar a boa imprensa, genuinamente católica, capaz de criar, formar e promover a opinião pública que não se contraponha ao direito natural. Por: Serafim J. Muacua

abr 06 2022

MORRE PADRE CÉSAR AGOSTINHO VÍTIMA DE DOENÇA PROLONGADA

Foram a enterrar esta manhã (Quarta-Feira, 06/04) os restos mortais do padre César Agostinho, do Clero Diocesano de Nampula, vítima de doença prolongada. O padre César partiu para Deus no último sábado (02/04), com apenas 48 anos de idade, no Hospital Central de Nampula. Em sua homilia, o Arcebispo de Nampula, D. Inácio Saure, que presidiu a missa exequial e a cerimónia fúnebre, no Seminário Filosófico Interdiocesano de São Carlos Lwanga de Nampula, referiu que a morte deve ser encarada com “um olhar de fé em Jesus Cristo, Pão da vida”. O prelado chamou a atenção a que se não perceba a ressurreição nos moldes de reanimação dos corpos ou uma mera reencarnação das almas, mas uma profunda comunhão com Deus. Falando do finado, Dom Inácio disse que o padre César era uma pessoa de bom-humor e não hesitou em descrever o seu estado crítico de saúde: “E se posso dizer alguma palavra sobre o padre César Agostinho, é que era um homem de bom-humor. Tive a graça de estar com ele um dia antes da sua chamada ao Pai, na residência dos sacerdotes da Sé Catedral, visivelmente debilitado, já com dificuldades de locomoção, com dificuldade de articulação, mesmo da palavra, de falar, e ali com o padre Ligório, médico (…), todos nós preocupados a preparar soro para aplicar, notamos uma certa serenidade e pôs-se alongado ao colchão…”. Por seu turno, a mensagem do Clero Diocesano de Nampula, apresentada pelo padre Serafim Muacua, Secretário do Clero, descreve o padre César Agostinho como “Um padre de sociabilidade extraordinária, amigo de todos e de generosidade imensurável”. E disse que, “como Jesus, nunca hesitou ir às periferias existenciais para se encontrar com os marginalizados desta sociedade para os regatar. Homem de poucas palavras. Sempre carregado de alegria e divertido que semeava alegria e esperança aonde quer que fosse”. Acrescentou o clero a que se não possa fazer julgamentos na base de “sentimentalismos preconceituosos sobre isto ou aquilo”. O padre César, nascido a 23 de Março de 1974, em Mutuáli, Distrito de Malema, ingressou no Seminário Propedêutico Mater Apostolorum de Nampula a 10 de Fevereiro de 1993, onde em 1995, concluiu o ano propedêutico. De 1996-1998 cursou-se em Filosofia no Seminário Filosófico Interdiocesano da Matola. De 1999 2002 formou-se em Teologia no Seminário de S. Pio X de Maputo. Depois de ter feito o seu estágio diaconal e pós-diaconal, em 2003, em Marrere, a 18 de Julho de 2004 foi ordenado Presbítero, na Paróquia de Santa Teresa do Menino Jesus, em Mutuáli. O desdobramento da sua experiência pastoral foi nas paróquias de Marrere, Corrane, Muecate e Rapale; já teve ano sabático no Brasil de onde regressara com um entusiasmo crescente. Redacção

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