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abr 21 2026

Campeões de diálogos e perdedores da reconciliação

(Dr Deolindo Bento Paúa) Se existe alguma coisa em que somos bons é a capacidade de encenar diálogos e, por via disso, encenar também soluções dos nossos problemas. A história reza que o nosso Estado foi fundado, eliminando opiniões discordantes e gerindo conflitos de vária ordem. Tudo parece indicar que só é possível governar Moçambique se se construir pontes e concordâncias de forma honesta e genuína, o que não conseguimos e, por isso, não alcançamos a verdadeira estabilidade. Não se conversa com bandidos A expressão “não se dialoga com bandido” é amplamente atribuída à Frelimo, sobretudo, no contexto da guerra dos 16 anos, para interagir com a Renamo com vista a acabar com o conflito. Até hoje, a palavra “bandido” usada naquele contexto, parece indicar todo aquele que discorda com a opinião oficial vigente. Quem discorda com a governação, com as decisões, com as políticas públicas adoptadas é marginalizado como se de um bandido se tratasse. Podemos então assumir que a dificuldade da Frelimo em dialogar de forma franca é tradicional e que por razões de formalidade e de demonstração de bom senso na arena internacional, ela precisou encenar diálogos. Deus queira que este diálogo em curso não seja uma dessas encenações, porque Moçambique precisa dialogar com franqueza para passar ao próximo capítulo, o capítulo da inclusão, depois de longos anos de exclusão social. De facto, os nossos diálogos sempre estiveram órfãos de verdade e de franqueza, porque sempre houve uns pensando que, por seu esforço, deveriam criar consensos com bandidos, mesmo sem intenção de cumprir os consequentes acordos. A longa guerra dos 16 anos prova o desinteresse em manter um Moçambique unido e reconciliado. Depois, seguem-se os sucessivos conflitos pós-eleitorais cujo apogeu foi as eleições de 2024. Até aqui, os métodos, os canais e os intervenientes dos sucessivos diálogos que têm tido lugar, além de terem sido sempre questionáveis, não produziram efeitos desejados. Hoje, numa mistura de dúvida e esperança movidas por essa história de insucessos, muitas pessoas olham para o Diálogo Nacional Inclusivo em curso como possibilidade de ruptura da tradição improdutiva de diálogos. O diálogo nacional chamado inclusivo Sabemos todos que para responder aos sucessivos conflitos que têm acompanhado a história de Moçambique e, sobretudo para acabar com o conflito instalado após os eventos das eleições de 2024, foi proposto o Diálogo Nacional Inclusivo que, sob a gestão de uma comissão técnica, supõe-se estar a colher sensibilidades de todas as camadas sociais e de todos os grupos de moçambicanos para constituir uma intenção política consensual. A ideia formal é a de criar um pacote legislativo de gestão pública livre de conflitos. Por isso o principal pacote em auscultação é o eleitoral que se supõe que tem facilitado fraudes e gerado desavenças. Se o diálogo funcionar em obediência cega a letra, a intenção pode produzir resultados que criem bases de justiça social e de reconciliação que precisamos estabelecer desde a independência. Elogio a COTE, apesar de partidária Uma das razões que leva parte dos moçambicanos a duvidar dos resultados deste diálogo não tem a ver apenas com o facto de diálogos passados não terem produzido efeito, mas também pelo facto da composição comissão técnica que o encabeça ser questionável. Os diálogos passados foram feitos entre o governo da Frelimo e a Renamo, excluindo outras sensibilidades sociais. Esse modelo levou a questionamentos sobre a legitimidade de partidos em representar interesses nacionais. Infelizmente, neste diálogo, o figurino continua. Representantes de partidos políticos, alguns deles sem legitimidade, lideram o processo. A sociedade civil e o resto da população são apenas convidados. O povo é convidado num processo que deveria ser ele a liderar. Parece ser certo que, neste modelo, interesses de partidos vão sempre nortear o rumo do diálogo. E agora, graças aos eventos das últimas eleições, parece haver certeza de que o interesse dos partidos políticos é divergente do interesse nacional, o que os torna efectivamente suspeitos para agir no interesse do povo. O que a CNE, o STAE e Conselho Constitucional se tornaram é resultado da tentativa de acomodação de interesses e garantia de sobrevivência de partidos e não do interesse nacional. A ineficiência desses órgãos e suas decisões tendenciosas nas sucessivas eleições e sobretudo nas últimas, provou-se na exclusão de candidaturas de partidos que seriam uma ameaça à hegemonia dos partidos representados neles. Em suma, no modelo de diálogo vigente, o interesse nacional pode sucumbir sempre ao interesse dos interlocutores partidários que ilegitimamente o encabeçam. No entanto, o trabalho técnico feito pela COTE até aqui demonstra algum profissionalismo. Veremos quando chegar a hora das decisões políticas sobre os resultados da auscultação. A intolerância do PR e os sinais de um diálogo teatral Há décadas que se repete a teoria de que o diálogo político tem que ser feito com verdade e antecedido pela reconciliação. A carta dos bispos católicos de Novembro de 2024 faz recomendações concretas a esse respeito. Assumir a verdade eleitoral, os crimes e os excessos cometidos por todas as partes nos conflitos, reconciliar-se com os factos, com os divergentes e com todos os moçambicanos e só depois ir ao diálogo. Ora, se por um lado a COTE demonstra competência e compromisso no exercício da sua missão de coordenar o diálogo, o Presidente da República não tem dado sinais de compromisso com a reconciliação. Aliás, depois da sua tomada de posse, Daniel Chapo passou os primeiros 6 meses em comícios pelo país, em que tentava convencer aos moçambicanos de que tinha ganho as eleições. Para conseguir isso, definiu apelidos pejorativos concretos para os manifestantes e, sobretudo para os seus líderes. No seu primeiro informe sobre o estado geral da nação, Daniel Chapo voltou a apelidar as manifestações de criminosas, ilegais e inconstitucionais, sem no entanto mencionar a sua causa criminosa. Crimes nas manifestações não fazem manifestações criminosas. Mesmo que tivessem sido criminosas e ilegais, em nome da reconciliação que se supõe existir para que o diálogo produza o efeito desejado, não seria admissível uma tal atitude, um ano depois. Os sucessivos discursos intolerantes do Presidente

Dialogo Nacional inclusivo: Reformas referentes à Governação

Por: Pe. António Bonato A Comissão Episcopal de Justiça e Paz da Igreja Católica oferece às comunidades cristãs e a todos os moçambicanos de boa vontade o subsidio “Cartilha Politica para o diálogo nacional inclusivo” como forma de se prepararem para participar ativamente do processo de Diálogo Nacional Inclusivo lançado oficialmente no dia 10 de Setembro em Maputo Reformas referentes à Governação Reformas do projecto de reconciliação e unidade nacional Depois da independência, era suposto Moçambique trilhar por um caminho de construção da unidade nacional e de busca de desenvolvimento. Mas, pelo contrário, tal caminho foi marcado por conflitos armados, eleitorais e pós-eleitorais, que foram criando feridas não cicatrizadas tanto no projecto da unidade nacional, como no coração dos moçambicanos, feridas que hoje precisam de ser encaradas com determinação para a sua reparação. Ao longo de todo este tempo, os governos e os partidos políticos têm tomado algumas iniciativas para restabelecer um clima de paz e de reconciliação no país. Neste ponto o debate gira em torno do caminho e das falhas da reconciliação e da construção da unidade nacional desde a independência, e contribui com algumas ideias concretas para que o Diálogo Nacional Inclusivo que vai acontecer dê os seus frutos. Que propostas concretas da Igreja sobre tais reformas? Na VIIIª Semana Nacional de Fé e Compromisso Social, a Igreja chamou atenção a alguns passos que precisam de ser dados se queremos buscar a verdadeira reconciliação e a unidade nacional. Tais passos podem ser resumidos no seguinte: a) Construir uma memória colectiva baseada na verdade dos factos: precisamos de enfrentar o que aconteceu de facto, sem omissões, precisamos de reconhecer os erros do passado, pois só assim poderemos curar as feridas não cicatrizadas deste passado. b) Construir uma visão compartilhada (sonhar juntos o mesmo sonho): isso passa primeiro pelo exercício do perdão sincero. Todas as partes envolvidas no diálogo, perdoando-se entre si, precisam de desenvolver uma visão comum de um futuro bom. Por isso, é preciso buscar pontos comuns, trabalhando juntos, frente a frente, com escuta mútua, aberta e sem preconceitos. c) Construir relações de confiança: depois do enfrentamento da verdade e da aceitação mútua, segue a construção de relações de confiança, respeito e cooperação entre todas partes envolvidas, promovendo a reparação dos danos, a justiça restaurativa, a empatia e a identificação de estratégias de resolução de conflitos. d) Operar uma mudança cultural e de mentalidade: isto passa por uma mudança significativa e radical nas atitudes, nos comportamentos e na mentalidade, passando a valorizar o outro, a aceitar as diferenças como riqueza, a vencer os preconceitos e a promover uma cultura de diálogo e compreensão. Tal mudança há-de ser concretizada pela revisão das leis, pela inclusão, pela igualdade de todos perante tais leis, pela promoção da justiça social, pela garantia dos direitos humanos e pela criação de mecanismos funcionais e pacíficos de resolução de conflitos. e) Rever e monitorar a Comissão Técnica para o Diálogo: todas as propostas das alíneas anteriores poderão tornar-se possíveis se houver um trabalho sério por parte desta Comissão. Por isso, dizemos que a constituição desta Comissão é o primeiro passo para se prever o sucesso (ou fracasso) do processo. Por isso, esta Comissão precisa de se examinar constantemente, de se julgar, de ter a certeza de que está a agir pelo bem do país, pela reconciliação de todos moçambicanos, pela paz e pela unidade nacional. Daí que haja a necessidade de garantir a sinceridade, seriedade e honestidade de cada integrante, desde o nível nacional até ao nível das províncias, distritos e comunidades.(3-fim) BOX Princípios orientadores do diálogo nacional inclusivo a) Primazia do Estado de Direito Democrático; b) Respeito pelos direitos fundamentais, pela unidade nacional, inclusão e reconciliação efectiva entre os moçambicanos; c) Priorização do bem-estar, justiça social e transparência; d) Construção de consensos em torno das soluções a serem propostas; e) Interseccionalidade; f) Igualdade e equidade; g) Equilíbrio de género; h) Justiça e transparência; i) Liberdade; j) Participação; k) Publicidade; l) Não causar danos; m) Legalidade. Os valores deste diálogo são: a) Cultura de paz; b) Respeito pelo pluralismo e diversidade; c) Cidadania; d) Equilíbrio de género; e) Tolerância; f) Reconciliação; g) Honestidade.

mar 23 2026

Leis de Comunicação geram polémica em Moçambique

O Parlamento moçambicano aprovou, quinta-feira (19.03), em definitivo, as propostas de lei da comunicação social, radiodifusão e do Conselho Superior da Comunicação Social (CSCS), após cerca de 20 anos de debate. No entanto, as novas leis estão a gerar forte contestação, com críticas de que podem limitar a liberdade de imprensa, sobretudo por incluírem medidas como a restrição do número de profissionais que órgãos estrangeiros podem acreditar no país. Falando a DW, o jornalista e activista Borges Nhamirre considera que as leis não são progressistas e podem prejudicar o exercício do jornalismo em Moçambique. Segundo ele, o artigo 20.º da Lei da Comunicação Social foi criado para limitar a actuação de órgãos internacionais, podendo reduzir o acesso à informação e enfraquecer a liberdade de expressão, num contexto que descreve como de crescente controlo sobre a imprensa.

mar 19 2026

CIP ALERTA PARA FALTA DE TRANSPARÊNCIA NO DIÁLOGO NACIONAL

O Centro de Integridade Pública (CIP) manifestou preocupação com o arranque da segunda fase das auscultações públicas conduzidas pela Comissão Técnica para o Diálogo Nacional Inclusivo (COTE), sem que tenham sido divulgados os relatórios da primeira fase, realizada entre Outubro e Dezembro de 2025, nem os relatórios de progresso dos grupos de trabalho. Para o CIP, esta omissão compromete a transparência e levanta dúvidas sobre a credibilidade do processo, numa altura em que o país enfrenta desafios ligados à estabilidade política no período pós-eleitoral. A organização considera que a falta de divulgação de informação limita o acompanhamento público e impede que os cidadãos compreendam como as suas contribuições estão a ser tratadas. Além disso, alerta que este vazio de informação pode abrir espaço para a influência de interesses políticos, enfraquecendo a qualidade e a legitimidade das reformas que poderão resultar deste diálogo, incluindo possíveis alterações legislativas e constitucionais. Perante este cenário, o CIP defende a adopção urgente de medidas que reforcem a transparência, como a publicação dos relatórios em falta, a divulgação regular de informações técnicas e a criação de mecanismos de prestação de contas. A organização sublinha que só com um processo aberto e transparente será possível garantir confiança pública e assegurar que as decisões finais reflitam verdadeiramente as contribuições da sociedade. (Por: Cremildo Alexandre)

Comissão Episcopal de Justiça e Paz: Reformas referentes à Governação

Cont. Dialogo Nacional inclusivo: o que é? A Comissão Episcopal de Justiça e Paz da Igreja Católica oferece às comunidades cristãs e a todos os moçambicanos de boa vontade o subsidio “Cartilha Politica para o diálogo nacional inclusivo” como forma de se prepararem para participar ativamente do processo de Diálogo Nacional Inclusivo lançado oficialmente no dia 10 de Setembro em Maputo. Reformas referentes à Governação 1. Reformas da política de exploração dos recursos naturais Em relação a questões de terra e recursos naturais, o nosso País tem um quadro legal muito vasto e progressista. Para além da Constituição, que diz que a terra é propriedade do Estado, a Lei de Terras, a Política Nacional de Terra, a Lei de Florestas e Fauna Bravia, a Lei do Ambiente, a Lei do Ordenamento do Território, a Lei de Conservação, a Lei de Minas e a Lei de Petróleos, além dos respectivos regulamentos. Todas estas legislações garantem ao cidadão moçambicano o usufruto dos recursos naturais sem prejuízo do ambiente e dos interesses superiores do Estado. Porém, o debate em curso, olha para os males que a exploração desses recursos está a causar sobretudo nas comunidades locais, e aponta para a reforma dos procedimentos legais com o intuito de garantir uma gestão sustentável desses recursos numa opção preferencial por essas comunidades locais. Que propostas concretas da Igreja sobre tais reformas? Antes e acima de tudo, é preciso definir os recursos naturais (terra, florestas, pescado, petróleos, minérios e hidrocarbonetos) como recursos estratégicos cuja política deve ser estável (não mudar a cada governo) e a sua alteração deve ser por consenso na Assembleia da República. Em termos específicos, é preciso: a) Adiar ou descartar a exploração dos recursos naturais que não criem ligações económicas, fiscais e espaciais no país. b) Fortalecer instituições de regulação e fiscalização com mais autonomia e mais recursos humanos e materiais. c) Aprofundar a reforma fiscal para garantir maior progressividade e captura de valor, acabar com os incentivos fiscais. d) Criar mecanismos mais eficazes de redistribuição de receitas para as comunidades locais, através da resolução de problemas concretos de desenvolvimento local: água potável, vias de acesso, electricidade, etc. 2. Reformas na adopção de medidas de inclusão económica Inclusão económica é o processo que garante que todos os indivíduos e grupos, especialmente aqueles tradicionalmente excluídos, tenham acesso e participação equitativa nos benefícios económicos de uma sociedade. Isso envolve não apenas o acesso a recursos financeiros, mas também a oportunidades de geração de renda, emprego e participação em actividades económicas. Em Moçambique foram criadas algumas plataformas e projectos com vista a promover a inclusão económica e financeira. Porém, o debate em curso é desenvolvido no contexto da inclusão das mulheres e dos jovens, mostrando que as iniciativas já em curso têm os seus pontos benéficos, mas que ainda não são suficientes, pois os resultados são insignificantes. Ainda há há tantos moçambicanos excluídos. Que propostas concretas da Igreja sobre tais reformas? a) Formar os jovens e as mulheres para a geração de renda e emprego: oferecer oportunidades para que as pessoas possam gerar renda de forma sustentável, oferecer apoio a todos os que estão no sector informal, amparando suas actividades produtivas. b) Permitir a participação equitativa no mercado de trabalho: sem barreiras nem discriminação, o que significa dar oportunidade a todos de forma meritória. c) Promover uma educação que capacita para o desenvolvimento de habilidades: formar para produzir e contribuir para a economia e o bem-estar de cada indivíduo, apostar na profissionalização dos jovens e das mulheres, e ajudar a criar condições de produção. d) Criar programas de auxílio financeiro e escolarização: sobretudo para as famílias em extrema pobreza. e) Incentivar o empreendedorismo: oferecendo apoio financeiro, técnico e de gestão para a expansão de negócios e oportunidades. f) Criar programas que oferecem treinamento e capacitação profissional: sobretudo para pessoas desempregadas ou com baixa qualificação. g) Acesso a crédito: Programas que facilitam o acesso a crédito para pessoas de baixa renda, permitindo que elas invistam em seus negócios ou em outras actividades económicas. (2. Cont.)   Por: Pe. António Bonato

ZIMBABWE PODE ADIAR ELEIÇÕES E MUDAR REGRAS PARA MANTER MNANGAGWA NO PODER ATÉ 2030

O Presidente do Zimbabwe, Emmerson Mnangagwa, poderá continuar no poder até 2030 caso o Parlamento aprove uma proposta de revisão constitucional já validada pelo Governo, que prevê o adiamento das eleições presidenciais marcadas para 2028 e altera o modelo de escolha do Chefe de Estado, passando este a ser eleito pelo Parlamento, onde o partido no poder, a Zanu-PF, detém mais de dois terços dos assentos. A medida poderá permitir que Mnangagwa, actualmente com 83 anos, permaneça no cargo para além dos dois mandatos previstos na lei, numa altura em que, pelas regras actuais, estaria impedido de se recandidatar. O estadista assumiu a liderança em 2017, após a queda de Robert Mugabe, mas a oposição considera a iniciativa ilegal, alegando falta de consulta pública e acusando o Governo de alterar as regras em benefício próprio. Enquanto isso, o Executivo aposta numa aprovação célere da reforma, num contexto em que o país enfrenta sérios desafios económicos e níveis elevados de inflação, situação que, segundo críticos, pode agravar ainda mais a instabilidade política e social.

fev 03 2026

Celebra-se hoje o Dia dos Heróis Moçambicanos

Celebra-se hoje, 3 de Fevereiro, o Dia dos Heróis Moçambicanos, data que homenageia todos aqueles que deram a sua juventude e a sua vida na luta contra a ocupação colonial portuguesa. A efeméride assinala também o aniversário da morte de Eduardo Mondlane, primeiro presidente da FRELIMO e arquitecto da unidade nacional. Mondlane foi o principal impulsionador da união dos movimentos de libertação, culminando na criação da FRELIMO, e conduziu a luta pela independência até à sua morte, vítima de um atentado com uma bomba colocada num livro, a 3 de Fevereiro de 1969, em Dar-es-Salaam, Tanzânia. Em todo o país, a data é marcada pela deposição de coroas de flores nos monumentos dos heróis nacionais, nas capitais provinciais, bem como por diversas actividades culturais e políticas. O 3 de Fevereiro é, assim, um momento de reflexão sobre o sacrifício daqueles que abandonaram famílias, estudos e ocupações para se juntarem à causa maior da libertação nacional.

𝗕𝗶𝘀𝗽𝗼𝘀 𝗩𝗲𝗻𝗲𝘇𝘂𝗲𝗹𝗮𝗻𝗼𝘀 𝗖𝗹𝗮𝗺𝗮𝗺 𝗽𝗼𝗿 𝗨𝗻𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗲 𝗣𝗮𝘇 𝗲𝗺 𝗠𝗲𝗶𝗼 𝗮̀ 𝗖𝗿𝗶𝘀𝗲 𝗡𝗮𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹

Diante dos graves acontecimentos vividos na Venezuela, os bispos do país apelam ao povo para perseverar na oração pela unidade, pela paz e pelo bem comum, pedindo a Deus que conceda serenidade, sabedoria e força a todos os venezuelanos. O episcopado manifesta solidariedade para com os feridos e as famílias enlutadas, rejeita firmemente toda forma de violência e exorta a população a viver a esperança com mais intensidade, promovendo o encontro, o apoio recíproco e decisões que sirvam sempre os interesses do povo. Confiando o país à intercessão de Nossa Senhora de Coromoto, os bispos reforçam o apelo por paz nos corações e na sociedade.

𝗚𝘂𝗶𝗻𝗲́-𝗕𝗶𝘀𝘀𝗮𝘂 𝗲𝗺 𝗰𝗿𝗶𝘀𝗲 𝗮𝗽𝗼́𝘀 𝗱𝗲𝘁𝗲𝗻𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗼 𝗣𝗿𝗲𝘀𝗶𝗱𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗲 𝗶𝗻𝘁𝗲𝗿𝘃𝗲𝗻𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗺𝗶𝗹𝗶𝘁𝗮𝗿

Militares deteram esta quarta-feira o Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, após confrontos armados junto ao palácio presidencial, assumiram o controlo do país, suspenderam o processo eleitoral e fecharam as fronteiras, segundo anunciou a France-Presse. Além do chefe de Estado, foram também detidos os responsáveis máximos das Forças Armadas e o ministro do Interior, num contexto de forte tensão política surgido três dias depois das eleições, em que tanto o Presidente como o opositor Fernando Dias da Costa reclamam vitória, enquanto a oposição denuncia uma tentativa de golpe para manipular os resultados eleitorais.

Novo Município de Mossuril na mira da Renamo

A presidente Nacional da Liga Feminina da Renamo, Maria Celeste, garantiu esta terça-feira, 13/06, que o Município de Mossuril, em Nampula, está na mira do Partido Renamo. Maria Celeste falava à margem de um seminário sobre as eleições municipais, direcionado as mulheres da Renamo de todos distritos da província de Nampula. Na capacitação que juntou numero considerável de membros da liga feminina da Renamo, a presidente Nacional do órgão, Maria Celeste avançou que o novato Município de Mossuril é motivo de perda de sono para o seu partido. Aliás, a chefe das mulheres da Renamo disse ter sido um seminário que permitiu as mulheres da Renamo saberem o que fazer no dia das eleições. Maria Celeste, apesar de ter considerado Nampula o campo em que houve mais sabotagem do processo de recenseamento eleitoral, certeza não lhe faltou que a cidade é, e será a casa da Renamo. Em Nampula houve registo de muitos ilícitos durante o recenseamento, em comparação com outras províncias.” – referiu a dirigente das mulheres da Renamo no país sublinhando que “o novo município de Mossuril é um alvo atingido”. Por Ernesto Tiago

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