O Centro de Integridade Pública (CIP) manifestou preocupação com o arranque da segunda fase das auscultações públicas conduzidas pela Comissão Técnica para o Diálogo Nacional Inclusivo (COTE), sem que tenham sido divulgados os relatórios da primeira fase, realizada entre Outubro e Dezembro de 2025, nem os relatórios de progresso dos grupos de trabalho. Para o CIP, esta omissão compromete a transparência e levanta dúvidas sobre a credibilidade do processo, numa altura em que o país enfrenta desafios ligados à estabilidade política no período pós-eleitoral.
A organização considera que a falta de divulgação de informação limita o acompanhamento público e impede que os cidadãos compreendam como as suas contribuições estão a ser tratadas. Além disso, alerta que este vazio de informação pode abrir espaço para a influência de interesses políticos, enfraquecendo a qualidade e a legitimidade das reformas que poderão resultar deste diálogo, incluindo possíveis alterações legislativas e constitucionais.
Perante este cenário, o CIP defende a adopção urgente de medidas que reforcem a transparência, como a publicação dos relatórios em falta, a divulgação regular de informações técnicas e a criação de mecanismos de prestação de contas. A organização sublinha que só com um processo aberto e transparente será possível garantir confiança pública e assegurar que as decisões finais reflitam verdadeiramente as contribuições da sociedade. (Por: Cremildo Alexandre)
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