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HOMENAGENS DESTACAM LEGADO DE FÉ, PAZ E SERVIÇO DE DOM OSÓRIO CITORA

Mensagens de familiares, Missionários da Consolata, comunidade cristã e autoridades marcaram a celebração de despedida de Dom Osório Citora Afonso, realizada este sábado na Sé Catedral de Nossa Senhora de Fátima, em Nampula. Em nome da família, foi recordado o percurso de vida de Dom Osório como um homem de fé, simplicidade, humildade e dedicação ao povo de Deus. Os familiares afirmaram que a sua partida deixa uma dor profunda, mas também um legado de paz, esperança e serviço que continuará vivo entre aqueles que com ele conviveram. Os Missionários da Consolata destacaram Dom Osório como um missionário alegre, próximo das comunidades e profundamente apaixonado pela Palavra de Deus. Recordaram igualmente o seu compromisso com a reconciliação, a paz e a missão evangelizadora, valores que marcaram toda a sua vida sacerdotal e episcopal. Por sua vez, o Governo da Província de Nampula considerou Dom Osório um património de todo o povo moçambicano, sublinhando que o seu testemunho de amor ao próximo, humildade e serviço permanecerá vivo na memória da Igreja e da sociedade. As homenagens convergiram numa mesma mensagem: a vida de Dom Osório foi interrompida pela violência, mas o seu legado continuará a inspirar gerações.

“NÃO BASTA ESCLARECER O CASO DOM OSÓRIO, É PRECISO COMBATER A VIOLÊNCIA PELA RAIZ”

A celebração de despedida de Dom Osório Citora Afonso, realizada este sábado na Sé Catedral de Nossa Senhora de Fátima, em Nampula, ficou marcada por um forte apelo à paz e ao respeito pela vida humana. Na homilia, o Arcebispo de Nampula, Dom Inácio Saúre, classificou o assassinato do bispo de Quelimane como um acto bárbaro e afirmou que o caso se insere numa preocupante onda de violência que continua a atingir Moçambique. Perante milhares de fiéis e diversas autoridades, Dom Inácio recordou que os autores do crime apenas conseguiram matar o corpo de Dom Osório, mas não poderão apagar o seu testemunho de fé, missão e serviço. O prelado destacou ainda que a morte do bispo deve servir de reflexão para toda a sociedade, defendendo que não basta esclarecer apenas este caso, mas que é necessário combater as causas profundas da violência e da cultura da morte no país. O Arcebispo de Nampula apresentou Dom Osório como um pastor fiel ao Evangelho, comprometido com a paz, a reconciliação e a promoção da dignidade humana. No final, apelou para que Moçambique ponha fim aos assassinatos de homens e mulheres de bem e transforme esta tragédia num ponto de viragem para a construção de uma sociedade mais justa e pacífica.

fev 18 2026

Quaresma: Eis o tempo favorável!

Todos os anos a Igreja vive quarenta dias em fervorosa oração, permanente jejum e admirável espírito de caridade. Estes quarenta dias que antecedem a Páscoa, começando pela Quarta-feira de Cinzas, são conhecidos, entre os cristãos, como Quaresma. Pelos quarenta dias da Grande Quaresma, diz o Catecismo da Igreja Católica, a Igreja se une ao mistério de Cristo no deserto (CIgC 540). O deserto além de ser um lugar geograficamente inóspito e árido, adquire na espiritualidade cristã uma significação particular de um tempo de provação, solidão, confronto e dependência de Deus. Por isso, a Quaresma é também conhecida como o tempo favorável de mudança, o tempo de conversão e penitência, o tempo de preparação intensiva, eleição e escrutínios dos catecúmenos, bem como, o tempo de preparação dos fiéis para a celebração do mistério da Morte e Ressurreição de Jesus. Este é o tempo favorável e, particularmente, apropriado para os exercícios espirituais, os retiros, as liturgias penitenciais, as peregrinações em sinal de penitência, as privações voluntárias como o jejum e a esmola (cf. CIgC 1438). Estas práticas contribuem para fazer adquirir o domínio sobre os nossos instintos e a liberdade de coração e manifestar provas concretas de conversão de modo a melhor viver o mistério Pascal. Qual a razão do número 40? O número quarenta, no Antigo Testamento, designa normalmente uma geração. Encontramos muitas referências a este número. De seguida, são assinaladas algumas destas referências: – Dilúvio: 40 dias e 40 noites (Gn 6,9); – Moisés no Sinai: 40 dias e 40 noites (Ex 24,18;34,28; Dt 9,9) – Apelo do profeta Jonas em Nínive: 40 dias e 40 noites (Jn 3,4) – Israel no deserto: 40 anos (Js 5,6; Nm 14,34) – A caminhada de Elias: 40 dias e 40 noites (1 Rs 19,8) – Jesus no deserto: 40 dias e 40 noites (Mt 4,2; Lc 4,2) Com base nestas experiências, o número 40 passou a significar o tempo necessário para uma libertação e purificação espiritual. Liturgia quaresmal No referente à disposição das leituras para a Quaresma, a estrutura do ordenamento das leituras da Missa estabelece o que se segue para os domingos e dias feriais: Nos domingos, as leituras do Evangelho estão distribuídas do seguinte modo: no primeiro e segundo domingos conservam-se as narrações da Tentação e da Transfiguração do Senhor, que se leem, no entanto, segundo os três sinópticos. Nos três domingos seguintes foram restabelecidos para o ano A o Evangelho da Samaritana, do cego de nascença e da ressurreição de Lázaro; estes Evangelhos, por serem da maior importância relativamente à iniciação cristã, podem ler-se também nos anos B e C, sobretudo onde houver catecúmenos. No entanto nos anos B e C propõem-se também outros textos: no ano B, textos de São João sobre a futura glorificação de Cristo pela Cruz e Ressurreição; no ano C, textos de São Lucas sobre a conversão. No “Domingo de Ramos na Paixão do Senhor”, para a procissão foram escolhidos os textos que se referem a entrada solene do Senhor em Jerusalém, tomados dos três sinópticos; na Missa, lê-se a narração da Paixão do Senhor. As leituras do Antigo Testamento referem-se à história da salvação, que é um dos temas próprios da catequese quaresmal. Em cada ano há uma série de textos que apresentam os principais elementos desta história da salvação, desde o princípio até a promessa da nova aliança. As leituras do Apóstolo foram seleccionadas de maneira a corresponderem às leituras do Evangelho e do Antigo Testamento e, na medida do possível, a haver entre elas uma adequada conexão. Nos dias feriais, as leituras do Evangelho e do Antigo Testamento que foram seleccionadas têm mútua relação entre si e tratam diversos temas próprios da catequese quaresmal, apropriados ao sentido espiritual deste tempo. A partir da segunda-feira da quarta semana, é proposta a leitura semi-contínua de São João, na qual aparecem os textos deste Evangelho que melhor correspondem às características da Quaresma. Como as leituras da Samaritana, do cego de nascença e da ressurreição de Lázaro se leem agora nos domingos, mas apenas no ano A (e nos outros facultativamente), pretendeu-se tornar possível a sua leitura também nos dias feriais: assim, no princípio das semanas terceira, quarta e quinta, inseriram-se “Missas facultativas” com aqueles textos; estas Missas podem utilizar-se em qualquer dia ferial da semana correspondente, em vez das leituras do dia. Uma mensagem de esperança É este o tempo favorável (2 Cor 6,2)! É este o tempo da conversão! É este o tempo da salvação! Nada está perdido. Ainda é possível mudar e acreditar. Ainda é possível renascer, deixando de lado ódios, violências, feitiçaria, inimizades, contenda, ciúme, fúrias, ambições, discórdias, partidarismos, invejas, etc. Só assim sairemos victoriosos do deserto como Jesus, amando a todos como irmãos e aceitando o Seu reino de amor, justiça, paz e alegria. (Pe. Sérgio M. Vilanculo)

fev 17 2026

Eis o Tempo Favorável: ainda é possível recomeçar

Com a imposição das cinzas, iniciamos a Quaresma, tempo de conversão, penitência e renovação espiritual. A Quaresma não pode ser reduzida a um mero exercício ritualista. Ela interpela a consciência pessoal e colectiva, exigindo uma fé encarnada na nossa realidade concreta. Num país como o nosso que persistem as desigualdades estruturais, fragilidade institucional, pobreza crónica e crises de valores, a Quaresma é um tempo ainda mais profundo e exigente para o povo moçambicano. Na realidade política, Moçambique vive tensões recorrentes ligadas à governação, à corrupção- ção, à exclusão social e à fragilidade da justiça. Nesse plano, a Quaresma interpela profundamente tanto os governantes quanto os governados. Converter-se não significa apenas rezar mais, mas romper com práticas que atentam contra a dignidade humana. Neste sentido, a Quaresma deveria ser tempo de exame de consciência sobre o uso dos recursos públicos, a manipulação das instituições e o silenciamento da voz dos pobres. O jejum quaresmal denuncia a “fome” causada pela má governação e desafia os líderes a jejuarem da corrupção, do autoritarismo e da indiferença. Para os cidadãos, a Quaresma interpela a passividade, o medo e a resignação. A conversão quaresmal exige uma cidadania activa, ética e responsável, que recuse normalizar a injustiça e a violência política. Assim, a fé cristã deixa de ser ópio e torna-se fermento de transformação social. O sentido do jejum quaresmal torna-se particularmente provocador num país onde grande parte da população já vive em jejum forçado devido à pobreza extrema, ao desemprego, ao aumento do custo de vida e às desigualdades regionais. O verdadeiro jejum quaresmal deve ser solidário e profético: jejuar do consumismo, da exploração económica, da acumulação egoísta e da indiferença face ao sofrimento alheio. A esmola quaresmal, por sua vez, não pode limitar-se a gestos assistencialistas. Ela deve ser ex-pressão de partilha justa, promoção da dignidade e questionamento das causas profundas da pobreza. No campo religioso, Moçambique assiste a um crescimento significativo de expressões religiosas, algumas marcadas por sincera busca de Deus, outras por discursos de prosperidade fácil, milagres imediatos e espiritualidade desvinculada da ética social. Neste cenário, a Quaresma impõe um sério discernimento. A verdadeira espiritualidade quaresmal não aliena o crente da realidade, mas compromete-o com ela. A oração, um dos pilares da Quaresma, não pode ser fuga dos problemas sociais, mas força interior para enfrentá-los com coragem e lucidez. Uma fé que não questiona a injustiça, que legitima o sofrimento como “vontade de Deus”, trai o sentido bíblico da conversão. A Quaresma chama também a Igreja a uma auto-crítica: até que ponto as comunidades cristãs são voz profética diante das injustiças. Até que ponto os líderes religiosos denunciam o pecado estrutural e não apenas os pecados individuais. (Coordenação VN)

jan 22 2026

𝗦𝗘𝗠𝗔𝗡𝗔 𝗗𝗘 𝗢𝗥𝗔𝗖̧𝗔̃𝗢 𝗣𝗘𝗟𝗔 𝗨𝗡𝗜𝗗𝗔𝗗𝗘 𝗗𝗢𝗦 𝗖𝗥𝗜𝗦𝗧𝗔̃𝗢𝗦 𝟮𝟬𝟮𝟲 𝗗𝗘𝗖𝗢𝗥𝗥𝗘 𝗗𝗘 𝟭𝟴 𝗔 𝟮𝟱 𝗗𝗘 𝗝𝗔𝗡𝗘𝗜𝗥𝗢

A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2026, que decorre de 18 a 25 de Janeiro, é um momento forte de reflexão, oração e compromisso com a unidade entre todos os cristãos. De acordo com o Padre Massimo Robol, presidente da Comissão Arquidiocesana de Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso. Celebrada há mais de 100 anos, esta iniciativa resulta do trabalho conjunto entre a Comissão Fé e Constituição e o Dicastério para a Promoção da Unidade dos Cristãos da Igreja Católica. As datas têm um significado especial: 18 de Janeiro assinala a festa da Cátedra de São Pedro e 25 de Janeiro celebra a conversão de São Paulo, dois pilares fundamentais da fé cristã. Os textos e o tema deste ano foram preparados pelos fiéis da Igreja Apostólica Arménia, em colaboração com a Igreja Católica e Igrejas Evangélicas Arménias, inspirados em antigas tradições de oração. O tema escolhido, retirado da Carta de São Paulo aos Efésios (4,4) “Há um só corpo e um só Espírito, assim como fostes chamados a uma só esperança”, destaca a unidade profunda da Igreja. A Semana de Oração é, assim, um convite à vivência concreta da fé, do diálogo, da fraternidade e do amor mútuo entre todos os cristãos.

jan 22 2026

Bispos apelam à solidariedade nacional face às cheias em Moçambique

A Conferência Episcopal de Moçambique (CEM) divulgou esta quarta-feira uma mensagem de solidariedade com as vítimas das cheias e inundações que têm afectado várias regiões do país com especial gravidade nas zonas Centro e Sul. Assinada pelo presidente da CEM, D. Inácio Saure, a nota combina solidariedade pastoral, apelo à acção e um chamado à esperança cristã. Na mensagem, os bispos manifestam proximidade espiritual e solidariedade fraterna para com as famílias enlutadas, desalojadas e todas aquelas que viram comprometida a sua dignidade e futuro. Os bispos lembram a passagem do apóstolo Paulo: «Alegrai-vos com os que se alegram; chorai com os que choram» (Rm 12,15), sublinhando que a palavra de Deus interpela a comunidade a não permanecer indiferente perante o sofrimento alheio. A CEM apela com «sentido de urgência» à mobilização conjunta de fiéis, instituições públicas e privadas, organizações da sociedade civil, confissões religiosas e parceiros internacionais, a fim de garantir apoio imediato às populações afectadas e recursos para a recuperação e reconstrução das comunidades. A mensagem destaca igualmente o papel da Cáritas Moçambicana, presente com delegações em todas as dioceses, como uma estrutura já empenhada na assistência às populações. Para além da resposta imediata, os bispos renovam o apelo a um compromisso sério com a prevenção, protecção da vida e cuidado da casa comum, para que o país esteja cada vez mais preparado para enfrentar cheias semelhantes no futuro.

jan 14 2026

GIRAPAZ: Iniciativa Inter-Religiosa para a Promoção da Paz, Estabilidade Social e Convivência Harmoniosa

Para a PAZ e a ESTABILIDADE SOCIAL Apresentamos a iniciativa de um grupo de líderes de diferentes confissões religiosas da Província de Nampula, membros de Igrejas do Conselho Cristão de Moçambique, Igrejas Pentecostais, Igreja Católica e do Conselho Islâmico de Moçambique, unidos pelo propósito de fomentar o diálogo inter-religioso e fortalecer o papel das religiões na construção da paz e estabilidade social combatendo a intolerância religiosa e os desafios sociais que impactam a convivência pacífica entre comunidades de distintas crenças. Este grupo surge como resposta aos desafios identificados durante a II Conferência Provincial das confissões religiosas, realizada em Setembro de 2024, onde se destacou a importância da liberdade religiosa e do combate ao terrorismo como pilares fundamentais para uma sociedade estável, aliado a onda de manifestações violentas decorrentes após a realização das eleições gerais em Outubro passado, onde alguns irmãos que professam várias religiões tiveram a sua fé tentada e se envolvendo em comportamentos inadequados à postura religiosa. Programa de acção O objectivo do GIRAPAZ é criar e operacionalizar um grupo inter-religioso de reflexão e acção que promova o diálogo contínuo entre diferentes confissões religiosas e a sociedade civil, fortalecendo as relações entre elas e colaborando para estabilidade social nos distritos da Província. Este projecto será implementado num período de 12 meses, de Setembro de 2025 a Agosto de 2026, com o foco especial na criação de espaços de debate e colaboração inter-religiosa. Os temas de reflexão escolhidos são: Paz e estabilidade social; Liberdade religiosa e Cooperação Inter-religiosa; Combate a intolerância e ao Extremismo; Promoção de valores Comunitários e Respeito pelas Diferenças. Os encontros de reflexão serão apresentados em diferentes Distritos, garantindo que a iniciativa alcance diversas comunidades e estimule a cultura do diálogo como caminho; a colaboração comum como conduta; o conhecimento mútuo como método e critério; para além da tolerância e respeito. Estratégias de trabalho a) Criação e coordenação de grupos para promover a troca de conhecimentos e experiências. b) Diálogo comunitário nos Distritos: Os grupos inter-religiosos realizarão debates periódicos nos Distritos. c) Parcerias institucionais: Será estabelecida colaboração com órgãos governamentais, organizações não-governamentais, organizações da sociedade civil e instituições académicas. d) Capacitação dos líderes religiosos: Oficinas e formações serão promovidas para fortalecer a abordagem de tolerância e resposta entre as confissões religiosas. Reflexões em duas perspectivas, sendo uma cristã e outra islâmica. e) Campanhas de sensibilização: Utilização de meios de comunicação, redes sociais e outros, para o reforço de mensagens de paz e coexistência. f) Monitoramento e avaliação: O projecto será avaliado continuamente para garantir seu impacto e ajustar estratégias conforme necessário ao longo dos 12 meses de implementação. Resultados esperados Dentre vários resultados esperados com a implementação deste projecto há que destacar os seguintes: a) Compreensão mais profunda dos conceitos de paz, estabilidade social e convivência harmoniosa nas comunidades abrangidas; b) Maior compreensão do papel da religião na promoção da paz e mediação de conflitos, assim como o fortalecimento do espírito de tolerância religiosa e respeito pela diversidade cultural, étnica e social; c) Redução de discursos de ódio, preconceitos e práticas discriminatórias entre e dentro das comunidades religiosas; d) Compromisso com a disseminação de mensagem de paz, respeito e solidariedade nas suas comunidades de fé; e) Integração de temas de paz e direitos humanos nos sermões, palestras e actividades religiosas; f) Contribuição dos líderes religiosos para a implementação de políticas locais de inclusão e desenvolvimento sustentável

“𝗡𝗘𝗡𝗛𝗨𝗠𝗔 𝗙𝗘́ 𝗝𝗨𝗦𝗧𝗜𝗙𝗜𝗖𝗔 𝗔 𝗚𝗨𝗘𝗥𝗥𝗔” 𝗣𝗔𝗥𝗢𝗟𝗜𝗡 𝗔𝗗𝗩𝗘𝗥𝗧𝗘 𝗘𝗠 𝗖𝗔𝗕𝗢 𝗗𝗘𝗟𝗚𝗔𝗗𝗢

O Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, reuniu-se na última terça-feira (09/12) com o Centro Inter-Religioso para a Paz (CIPAZ), num encontro que juntou líderes muçulmanos, cristãos e representantes de outras confissões religiosas. Segundo a página oficial da Diocese de Pemba no Facebook, Parolin destacou que “a religião não é, nem deve ser, pretexto para a violência”, sublinhando que a fé autêntica rejeita o ódio, a exclusão e qualquer forma de discriminação. Reforçou ainda que religião e paz “devem caminhar juntas” e reafirmou o compromisso da Igreja em manter um diálogo inter-religioso sincero e respeitoso. Ainda de acordo com a Diocese de Pemba, o Presidente do Conselho Islâmico de Cabo Delgado, Domingos Arlindo, agradeceu a presença do Cardeal, afirmando que a sua visita ocorre num momento em que as comunidades clamam pela paz e harmonia social. Sublinhou que a presença de Parolin fortalece a união entre as religiões e encoraja o esforço conjunto para pôr fim à violência extremista. O encontro terminou com um apelo para que o Cardeal visite mais vezes a província, gesto que, segundo o líder muçulmano, honra profundamente as comunidades locais. Imagens: Pagina da Diocese Pemba

Dom Lúcio Andrice Muandula nomeado novo bispo de Chimoio

O Papa Leão XIV nomeou, esta quarta-feira, 17 de dezembro, Dom Lúcio Andrice Muandula como novo bispo da Diocese de Chimoio, segundo informação divulgada pela Santa Sé. Até então bispo da Diocese de Xai-Xai, Dom Lúcio Andrice Muandula nasceu a 9 de outubro de 1959, em Maputo. Possui formação em Filosofia e Teologia pelo Seminário São Pio X e é doutor em Teologia Bíblica pela Universidade Gregoriana de Roma. Ordenado sacerdote em 1989 para a Arquidiocese de Maputo, foi nomeado bispo de Xai-Xai em 2004, diocese onde exerceu o seu ministério episcopal até à nova missão pastoral agora confiada em Chimoio.

𝗙𝗶𝗱𝗲𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗦𝗮𝗰𝗲𝗿𝗱𝗼𝘁𝗮𝗹 𝗾𝘂𝗲 𝗖𝗼𝗻𝘀𝘁𝗿𝗼́𝗶 𝗼 𝗔𝗺𝗮𝗻𝗵𝗮̃ 𝗱𝗮 𝗜𝗴𝗿𝗲𝗷𝗮

Na Carta Apostólica “Uma fidelidade que gera futuro”, publicada por ocasião dos 60 anos dos Decretos conciliares Optatam totius e Presbyterorum Ordinis, o Papa Leão XIV reafirma que o futuro da Igreja passa por uma vivência fiel, renovada e missionária do ministério presbiteral. Partindo do encontro pessoal com Cristo como base da vocação, o Papa sublinha a importância da formação permanente, da fraternidade entre os sacerdotes, da sinodalidade e do discernimento responsável no uso das mídias, num mundo marcado por rápidas mudanças culturais e tecnológicas. Longe de ser mera comemoração, o documento é um forte apelo à conversão quotidiana, à caridade pastoral e ao serviço humilde da evangelização, lembrando que o sacerdócio é dom, compromisso e amor eucarístico vivido para que Cristo seja conhecido e amado por todos.

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