maio 17 2023
GOVERNO ENALTECE O CONTRIBUTO DA IGREJA CATOLICA
Manuel Rodriguês encoraja a igreja a continuar no desenvolvimento do capital humano no país Falando na cerimónia de abertura da 4ª Assembleia Nacional da pastoral, o governador de Nampula repisou que a Igreja Católica tem sabido adaptara-se as várias mudanças do nosso país, enquadrando-se aos desafios actuais. Como exemplo disso, Manuel Rodriguês aponta o mundo digital e a globalização. Foi dai que Manuel Rodrigues reconheceu que ser cristão Católico é uma grande graça e responsabilidade, porque carrega nos seus ombros a missão de praticar actos que promovam a paz e concórdia entre o ser humano. Essas ações, no dizer do Governador de Nampula, complementam a Acção do governo para o bem estar de todos os moçambicanos. Na componente de formação do homem, Manuel Rodriguês apontou a instalação de Faculdades da Universidade Católica um pouco por todo o país, incluindo na província de Nampula, e da Rádio Encontro, como que ajudam em grande medida para o desenvolvimento do capital humano. A igreja Católica no dizer do dirigente, está evoluída na promoção da paz e divulgação de mensagens sobre cidadania, promoção da educação e Saúde. “Reconhecemos a os esforços da Igreja Católica, que está presente em todo território Nacional” – disse a terminar o governador de Nampula, que desafiou aos fiéis católicos a colaborarem no combate aos actos de desinformação sobre a origem da cólera, que ocorrem um pouco por todo o país.
maio 17 2023
CONFERENCIA EPISCOPAL DE MOCAMBIQUE
Há necessidade de caminharmos juntos Por ocasião da realização da 4ª Assembleia Nacional da Pastoral, a Conferência Episcopal de Moçambique – CEM, endereçou uma mensagem na qual refere que este encontro acontece numa altura em que se prepara o sínodo dos Bispos. A mensagem apresentada pelo respetivo Presidente da CEM, Dom Inácio Saure, adianta que a 4ª Assembleia Nacional da Pastoral poderá procurar responder os desafios globais actuais, sendo que acontece numa altura em que é pertinente caminharmos juntos. Para além desta mensagem da Conferência Episcopal de Moçambique, foram também apresentadas outras, com destaque para a do MBISA que igualmente lançou desafios para a igreja local. Por Elísio João
maio 17 2023
Na Celebração Eucarística
Dom Inácio anotou que o Missionário deve ser para todos e não o contrário Uma celebração eucarística, na Sé Catedral de Nampula, esta quarta feira, 17/05, marcou o início dos trabalhos da IV Assembleia Nacional da Pastoral, que este ano, decorre sob o lema – Reavivar o Testemunho e a vivência da Palavra de Deus hoje. Presidida pelo Arcebispo de Nampula e presidente da Conferência Episcopal de Moçambique, Don Inácio Saure, aquela celebração serviu igualmente para, segundo o Evangelho de São Lucas, recordar que a Ceara continua grande e os ceifeiros são poucos. Foi durante a homilia que Dom Inácio Saure recordou-se do envio dos discípulos, por Jesus Cristo, para uma missão específica. Para o Arcebispo de Nampula, o cristão deve ter a cultura de ir ao encontro do outro para o ver e ouvir, dar palavras de conforto, deixando-se levar pela compaixão. Lamentou o facto de nos dias que correm, as pessoas se cruzarem e nunca se encontrarem, sendo, este, o momento para o homem abster-se de toda a imoralidade. Esperando que a 4ª Assembleia Nacional abra novas estradas, Dom Inácio Saure realçou que um missionário deve ser ao serviço de todos e não todos por um missionário. Por Elísio João
maio 16 2023
Nampula: IV ANP 2023
Nampula 16/5/23: Conferencia de imprensa em preparação da IV ANP. Os delegados das Arquidiocese e Diocese de Moçambique já estão a chegar a Nampula.
maio 10 2023
Dom Inácio Visita Sé-Catedral, na véspera da IV ANP
O Arcebispo de Nampula, Dom Inácio Saure, está a efectuar visita pastoral de 6 dias, a paróquia Nossa Senhora de Fátima, Sé-Catedral de Nampula. Dom Inácio Saure, vai visitar uma paróquia, onde há fraca participação dos jovens dos grupos de oração nas actividades pastorais, segundo o Coordenador paroquial dos Jovens da Catedral. O jovem Dércio, espera que a visita do Arcebispo de Nampula desperte nos jovens da Catedral a motivação, entrega e empenho nas actividades pastorais. A fonte garante que nos últimos tempos, há uma boa colaboração entre os jovens e os papás da Catedral, tudo graças a intervenção do pároco, que permitiu que a juventude esteja integrada no grupo coral paroquial. A Rádio e Televisão Encontro ainda não tem o programa oficial da visita pastoral do Arcebispo de Nampula a Catedral, mas sabe que, durante a sua estadia naquela paróquia, Dom Inácio Saure, deslocar-se-á aos grupos de oração, vai manter encontros com algumas comissões paroquias, incluindo jovens e conselho paroquial. Isso acontece numa altura em que falta uma semana para a realização da quarta Assembleia Nacional de Pastoral, um encontro de reflexão profunda sobre a vida da Igreja Católica em Moçambique. O evento que terá lugar de 17 a 21 de Maio corrente, portanto, na próxima semana, na cidade de Nampula, vai juntar na mesma sala, Bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas, leigos e leigas, e fiéis delegados de todas as dioceses e Arquidioceses do país. Em comunicado, emitido esta segunda feira, 08/05, o Arcebispo de Nampula, Dom Inácio Saure, convida aos fies desta parcela do país, a participarem em massa nas cerimónias de abertura e enceramento do evento. A cerimónia de abertura está marcada para o dia 17 de Maio, pelas 8 horas, na Sé-Catedral de Nampula, o mesmo local que vai acolher o encerramento, já no dia 21 de Maio, pelas 9 horas, lê-se no comunicado. Ainda no documento que temos vindo a citar, o Arcebispo de Nampula exorta a todos a manterem o espírito acolhedor durante a realização do evento. Por Gelácio Rapieque
maio 08 2023
Quem quer ser maior na Igreja, seja o menor de todos – Diz Dom Inácio Saure
O Arcebispo de Nampula Dom Inácio Saure voltou a pedir aos fieis Católicos a serem mais trabalhadores cada um no seu ministério, para o crescimento da Igreja, sem correrem para o poder. Numa homilia, na missa do 5º domingo da Páscoa, Dom Inácio Saure desencorajou a corrida pelo poder na igreja, recordando que na igreja há lugar para todos. “Quem procura ser o maior, seja o menor de todos”. – recordou o arcebispo de Nampula, momentos depois de orientar o sacramento de crisma a 244 fieis, na paroquia Santa Isabel. Dirigindo-se aos crismados, Dom Inácio Saure desafiou-os a serem exemplo e discípulo de Jesus Cristo diante dos homens, mostrando a sua maturidade espiritual. “Vocês devem mostrar que já foram iniciados”. – sublinhou, recordando que um iniciado deve ser diferente dos outros que ainda não conhecem a verdade. Redação
abr 10 2023
Papa Bento XVI: O guardião da fé
No dia 31 de Dezembro de 2022, o Papa emérito Bento XVI faleceu no Vaticano depois de 9 anos da sua renúncia histórica ao papado. Vamos conhecer melhor este papa que nos deixou um grande legado de fé. Joseph AloisiusRatzinger nasceu no dia 16 de Abril de 1927, em MarktlamInn, Baixa Baviera– Alemanha. Aos 12 anos, fez a sua primeira experiência em um seminário, dando o primeiro passo em direcção à sua vocação. Aos 16 anos (1943), Joseph foi chamado para servir seu país na infantaria alemã, numa bateria antiaérea. Depois de alguns contratempos após a guerra, voltou para casa e junto com seu irmão Georg, foi continuar seus estudos no seminário. Foi ordenado sacerdote no dia 29 de Junho de 1951. Logo depois, começou a leccionar na Escola Superior de Freising. Em 1953, formou-se doutor em Teologia e em 1962 assumiu a função de presidente da Comissão encarregada da preparação do Catecismo da Igreja Católica, de 1986 a 1992. Ele foi o grande responsável por apresentar ao Santo Padre um Catecismo actualizado. Aos 50 anos (1977), Papa S. Paulo VI, o nomeou Arcebispo de Munique e Freising escolhendo como seu lema episcopal: ‘Colaborador da Verdade’. Dom Joseph Ratzinger foi criado cardeal em 1977 por Papa S. Paulo VI e em 1981 o Papa S. João Paulo II o nomeou Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e Presidente da Pontifícia Comissão Bíblica e da Comissão Teológica Internacional, cargos que conservou até a morte do papa S. João Paulo II. No dia 20 de Abril de 2005 tomou posse como 265º sucessor de S. Pedro com o nome de Bento XVI. Ao iniciar o seu pontificado, Bento XVI recordou a missão do Papa enquanto pastor da Igreja e pescador de homens, e no seu discurso da tomada de posse frisou que na missão de pescador de homens e no seguimento de Cristo, se faz necessário conduzir os homens das alienações à terra da vida rumo à luz de Deus. “É precisamente assim: nós existimos para mostrar Deus aos homens. E só onde se vê Deus começa verdadeiramente a vida”. Depois de oito anos de pontificado, Bento XVI apresentou a sua renúncia a toda a Igreja Católica. Na manhã do dia 11 de Fevereiro de 2013, na presença de muitos cardeais, leu a seguinte declaração: “Bem consciente da gravidade deste acto, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de Abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice ”. Após a renúncia, Bento XVI passou a viver recluso no Vaticano, por causa de sua frágil saúde. Poucas vezes saiu do Mosteiro MaterEcclesiae para participar de algumas celebrações e manteve-se em silêncio para que pudesse continuar a serviço da oração. Foi no seu apartamento que faleceu em 31/12/2022. Homilia do funeralm por Papa Francisco «Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc23, 46): são as últimas palavras que o Senhor pronunciou na cruz; quase poderíamos dizer, o seu último suspiro, capaz de confirmar aquilo que caracterizou toda a sua vida: uma entrega contínua nas mãos de seu Pai. Mão de perdão e compaixão, de cura e misericórdia, mãos de unção e bênção, que O impeliram a entregar-Se também nas mãos dos seus irmãos… Também nós, firmemente unidos às últimas palavras do Senhor e ao testemunho que marcou a sua vida, queremos, como comunidade eclesial, seguir as suas pegadas e confiar o nosso irmão (papa Bento XVI) às mãos do Pai: que estas mãos misericordiosas encontrem a sua lâmpada acesa com o azeite do Evangelho, que ele difundiu e testemunhou durante a sua vida (cf.Mt25, 6-7). Bento, fiel amigo do Esposo, que a tua alegria seja perfeita escutando definitivamente e para sempre a sua voz!». Testamento espiritual 29/8/2006 «Rezo para que a nossa terra permaneça uma terra de fé e vos peço, queridos compatriotas: não vos distraiais da fé. E finalmente agradeço a Deus por todo o belo que pude experimentar em todas as etapas do meu caminho, especialmente, porém, em Roma e na Itália, que se tornou a minha segunda pátria… Vi e vejo como do emaranhado das hipóteses tenha emergido e emerja novamente a razoabilidade da fé. Jesus Cristo é realmente o caminho, a verdade e a vida — e a Igreja, com todas as suas insuficiências, é realmente o Seu corpo. Por fim, peço humildemente: rezem por mim assim que o Senhor, não obstante todos os meus pecados e insuficiências, me acolher nas moradas eternas. A todos aqueles que me são confiados, dia após dia, vai de coração a minha oração». (papa Bento XVI)
abr 10 2023
Porque confessamos os pecados a uma pessoa também susceptível ao pecado?
Por Adérito J. Sitoe O pecado é a ruptura de comunhão com Deus, que nos desordena internamente e nos faz romper com a Igreja e com os irmãos de fé. O pecado provoca uma ferida não só em nós mesmos, mas também no Corpo de Cristo, a Igreja. Nós somos membros desse Corpo, e um membro ferido prejudica todo o Corpo do Senhor. Com a Confissão e a Penitência, vem a Reconciliação, as feridas são curadas e o membro volta a ficar são e todo o Corpo ganha (Mc 2,7-12; Mt 16,19; 18,18; Jo 20,22ss). Jesus envia os seus Apóstolos, com a autoridade na terra de perdoar os pecados. E os Apóstolos confirmaram que receberam esta missão directamente do Senhor Jesus, como vemos na Escritura: “Tudo isso vem de Deus, que nos reconciliou consigo por Cristo e nos confiou o Ministério da Reconciliação” (2Cor 5, 18). Porque confessar os pecados ao padre? Porque é ele o ministro deste Sacramento. “Jesus Cristo confiou o Ministério da Reconciliação aos seus Apóstolos, aos seus sucessores, os bispos, e aos presbíteros, seus colaboradores, os quais são instrumentos da Misericórdia e da Justiça de Deus. Eles exercem o poder de perdoar os pecados em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (CIC 1461-1466/1495). Porque esta é a maneira como Deus quer que nos confessemos. Na carta de S.Tiago 5, 16, Deus, por meio da Bíblia, diz-nos: “Confessai mutuamente vossos pecados”. Veja que as Escrituras não dizem “confessai os seus pecados directamente com Deus e só com Deus”; a Bíblia pede-nos para confessarmos os nossos pecados com o outro. Quando os católicos confessam os seus pecados a um padre, estão simplesmente seguindo o plano estabelecido por Jesus Cristo. Ele perdoa os pecados através de um sacerdote: é o poder de Deus, mas o sacerdote leva a cabo esse poder mediante o seu ministério. A Bíblia pede-nos que confessemos os nossos pecados uns aos outros. Também nos diz que Deus deu autoridade aos homens na terra para perdoar os pecados. Jesus envia seus discípulos com autoridade na terra para perdoar os pecados. A belíssima fórmula de absolvição sacramental revela, de modo admirável, o sentido do Sacramento da Reconciliação: “Deus Pai de Misericórdia, que pela Morte e Ressurreição de Seu Filho reconciliou o mundo consigo e infundiu o Espírito Santo para a remissão dos pecados, te conceda, pelo Ministério da Igreja, o perdão e a paz. Eu te absolvo dos teus pecados, em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém!E todo cristão fiel católico sabe quanto peso sai de suas costas logo após ouvir estas santas palavras. “Vai e não tornes a pecar” (Jo 8, 11c).
abr 09 2023
Páscoa é mistério de vida
Ao celebrarmos a Páscoa da Ressurreição temos que nos centrar na Pessoa de Jesus Cristo, sacrifício da Nova Aliança e fazermos Memória como cumprimento do Seu mandato: “fazei isto em memória de mim”. Em toda a celebração da santa Missa, nos Domingos, dia do Senhor, celebramos a Páscoa da Ressurreição como a maior herança de Cristo, o Redentor. No Antigo Testamento, o povo de Israel lembra a passagem do Mar Vermelho. O termo Páscoa é transliteração grega do aramaico paschá e do hebraico pesah. A teologia israelita assumiu o termo memorável festa primaveril Javé “saltou, passou adiante” das casas dos israelitas assinaladas pelo sangue do cordeiro sacrificado, poupando-as (Ex 12,13.23.27). No Novo Testamento, a festa é conhecida com dois elementos de origem diferente que se desenvolveram juntos até chegar a formar uma unidade: a verdadeira e autêntica celebração nocturna em torno do cordeiro (pesah); e a semana dos ázimos. Páscoa, centro da vida cristã A centralidade da celebração pascal na vida do povo de Deus, e a coincidência da morte e Ressureição de Jesus com a páscoa judaica, faz com que esta celebração se torne o centro e o ponto mais alto da nossa fé e do nosso agir. Na semana Santa a Igreja faz-nos percorrer e reviver, fazendo memória, a Instituição da Eucaristia e do Sacerdócio, na quinta e da Paixão de Jesus na sexta, para chegar a noite da vigília pascal na qual o grito de aleluia é o clamor do povo de Deus que acolhe a grande notícia que o Crucificado já é Ressuscitado. Trata-se da Mãe de todas as noites, a Grande noite. O canto do exulte enfatiza que se trata da noite que muitos povos esperaram, uns viram e outros não. A sequência da Celebração da Páscoa é: Liturgia da Luz, procissão para o local da Missa, canto do exulte, proclamação da Palavra de Deus e homilia, rito do Baptismo e a parte da Liturgia Eucarística. Aleluia e Vinde Santo Espírito O Período da Páscoa é de Cinquenta dias, encerrando com o domingo de Pentecostes. Páscoa da Ressurreição é o centro da vida cristã que se prepara durante quarenta dias que é o tempo da Quaresma. Páscoa é de tempo da Salvação Páscoa é tempo de alegria Páscoa é tempo de vida renovada em Cristo Páscoa é tempo de sair da Morte para a Vida Páscoa é tempo de abraçar novos projectos pessoais e comunitários Páscoa é tempo de renovar os compromissos do Baptismo Páscoa é tempo de acolher novos irmãos em Cristo Páscoa é comunhão e unidade Páscoa é buscar um mundo justo e fraterno Páscoa é tornar-se “Cristo” hoje e dar vida aos outros Páscoa é deixar que nossa família seja a nova Jerusalém que acolhe a Grande Notícia de que Jesus ressuscitou verdadeiramente, Aleluia. O Jesus Crucificado é agora Ressuscitado – aleluia. Por Pe. Fonseca Kwiriwi, CP
abr 06 2023
Entrevista exclusiva: “Sou Bispo sem deixar de ser Comboniano”
“Em tudo a sabedoria do Senhor” Dom António Constantino, missionário comboniano e antigo director da Vida Nova, foi consagrado Bispo auxiliar da Arquidiocese da Beira no dia 19 de Fevereiro. Aqui vai a entrevista para os nossos leitores. VN – O que quer dizer ser um bispo missionário em Moçambique? Dom AC –Em primeiro lugar queroagradecer ao Senhor pelo chamamento à vida missionária; segundo, vou para uma missão com confiança porque o Papa Francisco, que me nomeou, colocou a sua confiança em mim, enviando-me a ajudar e colaborar na Igreja que está na Arquidiocese da Beira; terceiro, agradecer aos Missionários Combonianos, que continuam a ser a minha família religiosa, onde entreguei a minha vida com a consagração religiosa para o serviço missionário. De facto, foram eles que me fizeram crescer e me acompanharam nodia-a-dia até chegar neste momento. Hoje é também um dia de alegria,porque a Igreja de Moçambique, na qual nasci e cresci,me acolhe como seu Pastor. É um sinal de maturidade para a nossaIgreja.De facto, uma igreja que não tem seus filhos para serem pastores, essa Igreja não está a crescer. O crescimento duma Igreja é quando ela tem filhos capazes de assumir as responsabilidades, tais como aquelas que têm um bispo, e que nos faz dizer: “afinal, entre nós também existem pessoas que possam servir!”. Serviço é a chave para entender qualquer ministério dentro da Igreja, mas em particular para aquele episcopal porque, como o lema que escolhi para o meu brasão: “em tudo a sabedoria do Senhor”, temos que deixar que a sabedoria do Senhor envolva todo o nosso serviço para o Reino de Deus e nos ajude a ser instrumento desta sabedoria para que todos alcancem a salvação. VN – Você foi director da VN, acha que o seu papel de formar e informar as comunidades, que tem continuado ao longo dos 63 anos da sua existência, possa ainda ser válido para o hoje da nossa Igreja local? Dom AC – Antes de ser ordenado Bispo, como padre formei-me em jornalismona Espanha e trabalhei vários anos como director da VN. Portanto, a VN continua estar no meu coração e acredito firmemente que, apesar da sua idade, continua a ser um válido instrumento para formar e informar as comunidades cristãs espalhadas pelo país. A VN não é simplesmente a revista da Arquidiocese de Nampula, porque aí nasceu há 63 anos. Ela é a revista de toda a Igreja moçambicana que com os seu valiosos conteúdos procura actualizar as comunidades para que a Boa Nova continue ser Boa Nova para todos. Não esqueçamos que a maioria das nossas comunidades situa-se no meio rural onde “os megas e os andróides” são espécies raras, assim como outra imprensa, mas a VN chega lá aonde nem sequer imaginamos… é um verdadeiro milagre que se perpetua desde 1960. VN – Vida Nova, imprensa escrita, continua manter o seu papel in/formativo ainda hoje apesar de estarmos num mundo mais digitalizado? Dom AC –Sim, apesar da tecnologia digital no campo da comunicação ter crescido muito nestesanos, a VN continua a ser um válido instrumento de formação e informação para aqueles que estão nas zonas rurais, mas também nas zonas urbanas. Olha, muitas comunidades que eu visitei, a VN é lida com gosto. Por exemplo, o comentário à Palavra de Deus dominical é muito utilizadopelos responsáveis das comunidades que o lêem com “devoção” para a suaassembleia. Naturalmente, é tempo também para que a VN se abra cada vez mais ao mundo digital para alcançar mais gente, em particular a camada juvenil. VN – Como antigo Director da Vida Nova, o que quer deixar aos leitores da revista? Dom AC –Primeiro, estão todos de parabéns porque são as pessoas que continuam a nos sustentar. De facto, um dos desafios que existe na VN é mesmo o sustentoda revista. A revista ainda continua com os custos muito baixos para poder alcançar um público maior. Mas eu espero que pouco a pouco, como Igreja, possamos ganhar a mentalidade de suportar mais a VN, para além de pagar a própria assinatura, também pensar naquele meu irmão que esta lá na zona recôndita e que talvez não tenha os meios suficientes para assinar e assim poder formar-se e informar-se com a VN. Outra coisa que acho muito importante éa tarefa de todos os leitores, encontrar estratégia para procurar mais assinantes e leitores para não deixar morrer a VN. Enfim, desejo para todos os leitores da VN que as bênçãos de Deus caiam abundantemente sobre cada um de vós. E não esqueçais, como sempre nos recorda o papa Francisco, de rezar pelos vossos Bispos.


