jun 13 2023
Sacramento da Eucaristia é o Centro da fé cristã
A Vida da Igreja católica continua a ser resumida na eucaristia. Essa realidade foi recordada pelo Padre Isac Jacinto Velica, durante a celebração eucarística no último domingo, 11/06, no infantário- Aldeia Esperança, de Momola. Padre Isac observou que “a melhor maneira de o cristão católico participar na ceia do senhor, é recebendo o maior sacramento da eucaristia, que é o resumo de todos os sacramentos”. “Hoje celebramos a festa do corpo e Sangue do nosso Senhor Jesus Cristo, um grande mistério e símbolo da nossa fé.” – recordou o prelado, sublinhando que por meio do corpo e sangue de Jesus Cristo, o cristão comtempla o grande sacramento que é o cume de todos os sacramentos. “A vida pascal, quaresmal e quase toda a vida da igreja, pode estar resumida no sacramento da eucaristia, e, por isso, Ela tem muitos significados”. Anotou, lembrando que a vida do cristão deve se resumir no amor, porque Jesus disse “amai ao próximo como a si mesmo e a Deus sobre todas as coisas”. Nessa homilia, o Padre Isac destacou a necessidade de os cristãos expandirem o amor para o mundo, respeitando a natureza e ao seu irmão segundo as escrituras, o que suscita a paz e tranquilidade no mundo. Hoje o nosso mundo está a ir cada vez mais a abaixo por falta de amor com a natureza, e para com o nosso irmão. – lamentou, implorando que “o nosso amor, deve ser aquele que contemplamos no rosto do nosso senhor Jesus Cristo, que suscita a paz e tranquilidade para todos”. Esta celebração eucarística, aconteceu a margem de uma visita efectuada pelos Peregrinos do Papa Francisco ao Infantário – Aldeia Esperança de Momola. Por Elísio João
jun 10 2023
Síntese do Simpósio de ‘’Diálogo com Lideranças Religiosas’’ Anchilo Junho 2023
O Grupo de Reflexão sobre o Diálogo Intercultural e Inter-religioso de Nampula, realizou nos dias 6-7-8 de Junho 2023, em colaboração com o Centro Sócio-Pastoral São Paulo VI de Anchilo, da Igreja Católica, a Comissão Arquidiocesana para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso, a Plataforma dos Clubes de Paz de Nampula, (Conselho Islâmico de Moçambique – CISLAMO e Conselho Cristão de Moçambique – CCM), em pareceria com o Instituto de Estudos Sociais e Económicos (IESE), um simpósio sobre o tema: “Diálogo com lideranças religiosas”. A seguir vai a síntese dos trabalhos realizados: O pressuposto para uma coexistência respeitosa e pacífica entre confissões religiosas num determinado País, é que o Estado seja laico. O Estado é chamado a garantir que o espaço público pertença a todos, e que nenhum indivíduo possa impor suas crenças e convicções sobre outros. Nasce então uma sociedade que sabe conviver na diversidade, tendo o Estado como garante desse direito. A laicidade do Estado permite que haja sintonia entre todas as crenças, sem restrições, porém dentro dos limites indicados pela legislação do País. O Estado moçambicano encoraja a presença de diferentes confissões religiosas e garante a todas o respeito pelos mesmos direitos e deveres. O Estado não deve interferir nas atividades das várias religiões, mas vigiar pelo cumprimento das prerrogativas legais vigentes, por parte das religiões, para que elas actuem respeitando a lei do País. A presença das lideranças religiosas nos âmbitos institucionais não é má em si mesma, desde que o sistema não desacredite o nome da religião de pertença, forçando aquele líder a adoptar comportamentos inadequados e contrários aos valores promovidos pela sua religião. É necessário velar para que a religião não seja utilizada para fins políticos ou partidários, pois, a laicidade não deve significar o abandono pelo Estado das instituições religiosas, mas sim um ponto de convergência das diferentes tradições religiosas. Assim, evitar-se-á o uso e abuso do fenómeno religioso, como está acontecendo em várias regiões do País, como é o caso de Cabo Delgado. Para que a sociedade possa conviver com as suas diferenças, é necessário cultivar um certo consenso em torno de determinados valores, proporcionando o que é definido como o mínimo ético. Isso pressupõe a procura daquilo que é justo, do correto e do bom. A justiça deve estar sempre na base do mínimo ético. Uma justiça que procure “costurar” as divisões e as diferenças para que sobressaia o bem comum, para que se enalteça a paz e a harmonia com todos os seres viventes. A vivência comum implica a ideia de que ninguém está sozinho, mas cada um deve algo a um Outro: Deus, os Antepassados, a Comunidade, a Família. Os princípios éticos, só poderão ajudar a reestabelecer a moral e a justiça se descerem do nível da mente para o nível do coração. Isto significa que o mínimo ético deve ser visto e assumido como uma consciência de cidadania e pluralismo cultural e religioso. Acrescenta-se ainda que para atingir os pressupostos do mínimo ético e de um adequado diálogo inter-religioso, é necessário renunciar ao proselitismo e cultivar os valores da amizade e da fraternidade comum. Em tudo isto, o ponto de partida para uma convivência pacífica é o conhecimento dos fundamentos religiosos das várias crenças, como por exemplo do cristianismo e do Islão. O cristianismo nasce do seguimento de Jesus de Nazaré, e se desenvolve como continuação da sua missão para com toda a humanidade. O Islão tem também a consciência de ter uma missão religiosa na história, a de proclamar a unidade e unicidade de Deus a toda a humanidade. Sendo Deus o Criador, o ser humano é chamado a cumprir com a Sua vontade, em todas as esferas da vida pública e privada. O Islão e o cristianismo partilham valores comuns: o mandamento do amor a Deus e ao próximo; a caridade sem fronteiras; a misericórdia; a fraternidade universal; o testemunho de vida; a centralidade da pessoa humana; o perdão e a reconciliação; a missão de anunciar a mensagem contida nos Livros Sagrados e na tradição profética, a justiça e a paz. A partir da vivência destes princípios, é possível chegar a uma convivência baseada no respeito recíproco, cultivando aquilo que é comum a todos. Não há convivência inter-religiosa sem diálogo inter-religioso. Para chegar a um diálogo inter-religioso é necessário assumir a condição de uma sociedade diversa na sua cultura e na religião. O ser religioso num mundo globalizado deve ter uma visão adequada da sua religião e de outras comunidades, com uma consciência positiva da diversidade. Cada comunidade deve estar ciente da existência do seu próprio grupo e de outros grupos, com todas as diferenças que isso comporta. Tal convivência inter-religiosa tem as suas fraquezas e as suas oportunidades também. Entre as fraquezas, sobressaem as seguintes: a exclusão ou autoexclusão de certos grupos da participação na vida social e religiosa, isso devido a certos complexos de inferioridade ou superioridade; o crescimento do radicalismo ou extremismo religioso; a ignorância em relação aos fundamentos religiosos próprios ou de outros; a manipulação política e ideológica do fenómeno religioso, seja a nível local, nacional ou global. Há também oportunidades, como por exemplo: o crescimento em qualidade e quantidade da liderança religiosa com conhecimento teológico; a história de interação multicultural e multirreligiosa da sociedade moçambicana; a partilha dos princípios de paz, igualdade, generosidade, solidariedade, em todas as religiões; os vários espaços de intercâmbio de conhecimento religioso abertos a todos, como é o caso dos Simpósios promovidos pelo Centro Sócio-Pastoral São Paulo VI de Anchilo – Nampula; o projecto do curso de formação e investigação em Ciências da Religião da Universidade Rovuma em Nampula; a vontade expressa por toda a comunidade em desenvolver um ambiente de paz e igualdade entre os seres humanos. Porém, para dar mais um passo em frente no caminho da convivialidade das diferenças, é importante verificar qual é a influência de valores religiosos numa sociedade multicultural, multiétnica e multirreligiosa. O ponto de partida é a consideração do conhecimento da outra religião como uma oportunidade para viver melhor
jun 05 2023
Simpósio: “Diálogo com lideranças religiosas” – Anchilo 6-7-8 de junho 2023
O Grupo de Reflexão sobre o Diálogo Intercultural e Inter-religioso de Nampula, vai realizar, em colaboração com o Centro Sócio-Pastoral São Paulo VI de Anchilo, da Igreja Católica, a Comissão Arquidiocesana para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso, a Plataforma dos Clubes de Paz de Nampula, (Conselho Islâmico de Moçambique – CISLAMO e Conselho Cristão de Moçambique – CCM), em pareceria com o Instituto de Estudos Sociais e Económicos (IESE), um simpósio sobre o tema: “Diálogo com lideranças religiosas”. O objectivo do Simpósio é continuar o caminho iniciado há alguns anos em Nampula, entre as várias confissões religiosas, para promover o diálogo intercultural e inter-religioso como caminho; a colaboração comum como conduta; o conhecimento mútuo como método e critério para defender e consolidar a paz, a justiça, a dignidade humana e o cuidado do ambiente. O evento decorrerá nos dias 6-7-8 de Junho 2023, no Centro Sócio-Pastoral São Paulo VI de Anchilo. abaixa o programa do simpósio Simpósio Nampula 2023_230605_143500
maio 31 2023
Missionários Beneditinos terão primeiro mosteiro em território Moçambicano
O Arcebispo de Nampula Dom Inácio Saure procedeu, na terça feira, 30/05, ao lançamento da primeira pedra, para o arranque das obras de construção do primeiro Mosteiro dos Missionários Beneditinos neste solo pátrio. O primeiro mosteiro dos Beneditinos a nível Nacional, será construído numa área de cerca de 4 quilómetros quadrados, na Localidade de Mecua, Posto Administrativo de Corrane, distrito de Meconta. O espaço vai servir para construção de Uma Escola profissional, Unidade Sanitária, e outras infraestruturas de carril religioso, uma vez que os Beneditinos apostam, principalmente, nessas áreas. O superior dos Missionários Beneditinos em Moçambique, Padre Deivis Josef Massão, fez saber que a intenção é apostar na evangelização, educação e Saúde, com o lema “Oração e trabalho”. “Somos Beneditinos missionários de Santa Otília, o nosso mosteiro está localizado na Tanzânia e somos obrigados a observar o lema principal, que é ‘oração e trabalho’. – disse o superior, anotando que, ‘por sermos missionários, somos diferentes de outros Beneditinos, pois isso nos acrescenta outra aza, com a qual temos que voar.” “O nosso principal foco em Moçambique, é servir o povo de Deus, nas áreas de Evangelização, Saúde e educação. Acreditamos que podemos implementar essas tarefas.” – lê-se na mensagem, na qual referem que a partir dessas perspetivas, os missionários Beneditinos estão ansiosos em construir um hospital de qualidade e de nível regional, Centro de educação vocacional, Escola primária, e, no futuro, uma escola para o ensino médio. O Arcebispo de Nampula agradeceu a iniciativa dos Beneditinos, porque, segundo observou, a congregação é de origem Tanzaniana, mas que preferiu construir o seu mosteiro na Arquidiocese de Nampula, o que poderá ajudar em grande medida, na formação dos fieis desta. “Quero, na verdade, dar graças a Deus, por esta presença que está a começar aqui na nossa Arquidiocese de Nampula dos Monges Beneditinos, que por serem missionários, tiveram azas e voaram ate aqui, o que é muito bom para nos.” – disse Dom Inácio, destacando que “as três áreas de acção dos missionários Beneditinos são muito importantes para o povo de Nampula e filhos de Deus, por se tratar de um povo muito religioso, apesar da diversificação de crenças.” Pediu a comunidade local para que receba esses missionários de mãos dadas, porque, segundo avançou, “eles vêm para nos evangelizar, cuidar-nos na saúde e nos potenciar na educação, sendo esse o motivo para eu olhar a presença deles aqui, com esperança e confiança.” A liderança comunitária local, também olha a iniciativa dos Missionários Beneditinos com muita espectativa, uma vez que os jovens locais precisam de oportunidades de emprego. ‘Recebemos com muita alegria esta iniciativa dos missionários, porque essas actividades vão decorrer aqui no regulado de Mecua, onde a população carece de muitas necessidades.”- confidenciou o líder de primeiro escalão Carlos Victorino, que promete mobilizar a população para colaborar na implementação das actividades. O governo local, na pessoa da Chefe da Localidade de Mecua, Olga Ussene, deixou apelos no sentido de a comunidade assumir o empreendimento com responsabilidade, olhando como da sua pertença. “Não gostaríamos de ouvir que há desvio de materiais de construção nem sabotagem, porque tudo que for construído aqui, vai beneficiar a população desta localidade”. – Advertiu, destacando que com uma escola de artes e ofícios, os jovens daquela localidade poderão ser formados em diferentes áreas e criarem o seu auto emprego. O primeiro edifício, a ser erguido no espaço, poderá ser concluído nos próximos 10 meses, segundo garantia do representante do empreiteiro. A localidade de Mecua, com 20.445 habitantes, ainda debate-se com a falta de infraestruturas escolares melhoradas e unidades sanitárias, o que preocupa a população local, dai que olha na instalação do mosteiro, como o principio do fim de uma parte do sofrimento. Informações colhidas no local indicam que num futuro breve, a localidade de Mecua poderá ser iluminada com a energia elétrica da rede nacional. Por Elísio João
maio 23 2023
CONCLUÍDA EM NAMPULA A IV ASSEMBLEIA NACIONAL DE PASTORAL
Durante cinco dias, a cidade de Nampula (norte de Moçambique), acolheu a IV Assembleia Nacional de Pastoral – IV ANP, um evento eclesial que juntou Bispos, Sacerdotes, Religiosos e Religiosas e leigos provenientes de todas as dioceses moçambicanas. A fase nacional da IV ANP, foi marcada pela análise de quatro (04) questões fundamentais, nomeadamente, à Avaliação da caminhada da Igreja em Moçambique através das anteriores assembleias nacionais; o discernimento dos sinais dos tempos no momento atual no qual a igreja é chamada a exercer a sua missão; aprofundar o significado núcleo do anúncio cristão e os meios a privilegiar para reavivar o anúncio e o testemunho da palavra de Deus. A IV Assembleia nacional de pastoral, aconteceu depois da realização de diferentes fases, que tiveram seu ponto de partida nas pequenas comunidades, passando pelas paróquias, dioceses e províncias eclesiásticas, este facto favoreceu a participação e auscultação de maior número de fiéis, o que ajudou a tomar a consciência do caminho sinodal, segundo explicou Dom Inácio Saure, Arcebispo de Nampula e Presidente da Conferência Episcopal de Moçambique, durante o discurso do encerramento da fase nacional do evento. O Presidente da CEM, partilhou ainda que durante os trabalhos realizados na Assembleia de Pastoral, foi possível perceber que há necessidade de consolidar-se o ser uma Igreja de discípulos que escutam e caminham juntos, pois a missão é comunitária, por isso, também é necessário a promoção de uma Pastoral de conjunto. A Igreja em Moçambique, é chamada com urgência a ser Serva de Deus e dos outros, a semelhança de Maria, que escutou religiosamente a palavra, saiu apressadamente ao encontro e ao serviço da humanidade, especialmente dos pobres e marginalizados, disse o Prelado. Ainda no discurso do encerramento da IV Assembleia Nacional de Pastoral, Dom Inácio Saure explicou que a revitalização da Igreja, passa pela redescoberta da palavra de Deus, através da promoção da pastoral bíblica. Alguns participantes ouvidos em Nampula, partilharam sua experienciam após o evento, deixando promessas com vista a implementação das recomendações da IV ANP. Nos próximos dias, a Conferência Episcopal de Moçambique emitirá o documento conclusivo resultante das contribuições do evento, para posterior implementação ao nível das comunidades paroquiais. Rogério Maduca (Rádio Pax – Beira)
maio 23 2023
Missa de encerramento da IV ANP, Nampula 2023 HOMILIA DE DOM INACIO Arcebispo de Nampula e Presidente da CEM
Celebramos a festa da Ascensão do Senhor ao Céu. A palavra “Ascensão” poderia levar-nos a imaginações para representar, fisicamente, aquilo que é, na verdade, um imenso mistério da fé. O texto de Mateus, diferentemente daquele de Lucas que ouvimos na 1ª leitura tirada do livro dos Actos dos Apóstolos, não nos fala da ascensão, mas de uma nova presença. Ele convida-nos a não celebrar esta festa como uma partida de um ente querido que se acompanha ao aeroporto para ir apanhar um avião, como o faremos com nostalgia dos nossos irmãos que vieram à IV Assembleia Nacional de Pastoral… Leia na integra a homilia de dom Inácio Saure Homilia da Missa de encerramento da IV ANP
maio 23 2023
MENSAGEM FINAL DA IV ASSEMBLEIA NACIONAL DE PASTORAL AO POVO DE DEUS QUE ESTÁ EM MOÇAMBIQUE
Reunidos em pleno Tempo Pascal, para a fase celebrativa da IV Assembleia Nacional de Pastoral, nos dias 17-21 de Maio na Arquidiocese de Nampula, nós, bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas, leigos e leigas, provenientes de todas as dioceses, como Família de Deus em Moçambique, sob a guia do Espirito Santo e confortados com a presença de ilustres convidados, queremos, deste modo, dirigir-vos a nossa fraterna e calorosa saudação e partilhar convosco os frutos dos trabalhos desta etapa determinante do itinerário da IV Assembleia Nacional de Pastoral… Leia o documento final na sua integra Mensagem Final IV Assembleia Nacional de Pastoral_230522_202127 Leia o documento final na sua integra Mensagem Final IV Assembleia Nacional de Pastoral_230522_202127
maio 19 2023
A tristeza do verdadeiro Cristão se converterá em alegria.- Recorda Dom João Carlos
Dirigindo-se aos fieis católicos na Se Catedral de Nampula, o Arcebispo de Maputo, Dom João Carlos recordou que, segundo as escrituras, nada e ninguém pode tirar a alegria recebida de Deus. Foi nessa homilia, no terceiro dia da Assembleia Nacional de Pastoral, na qual Dom João Carlos referiu que, como cristãos, sejamos felizes nas provações e fortes no Senhor. Não temas, continua a falar e não te cales, – recordou Dom João Carlos, acrescentando que com essas palavras, o Senhor está a confirmar a missão de nós reavivarmos a sua palavra, porque, segundo Jesus Cristo, “Haveis de chorar e lamentar, ao passo que o mundo há-de alegrar. Vós haveis de estar tristes mas a vossa tristeza vai converter-se em alegria”. Esta, segundo o prelado, “trata-se de uma alegria que supera a tristeza, porque Jesus Cristo, dirigindo-se aos seus discípulos, deixou claro que mesmo com coisas desafiadoras, nada pode tirar a alegria daqueles que permanecem na palavra de Deus”. O encontro esta a criar muitas espectativas para o povo da província de Nampula. Alguns munícipes entrevistados esta sexta feira, 19/05, esperam que os representantes da Igreja Católica em Moçambique, reunidos nesta cidade, possam criar mecanismos para o fim do terrorismo em Cabo Delgado e consolidar a união dos cristãos. “Espero que a Assembleia Nacional de Pastoral, poderá renovar a fé dos irmãos e converter os corações dos malfeitores que aterrorizam a província de Cabo Delgado”. – disse Francisco Muamunue, crente Católico residente na cidade de Nampula. A espectativa de Francisco Muamunue foi partilhada por Adélia Navalha, da Paróquia Santa Cruz em Nampula, e membro da Associação das Mamas Católicas de Moçambique- AMACAMO, a qual espera que os problemas enfrentados pela igreja Católica, relacionados com a fraca maturidade na fé, venham a ser ultrapassados, a partir desse encontro Nacional da Igreja Católica. “Parece-me que a fé de muitos irmãos Católicos está a esfriar e como consequência disso, entregam-se em outras ceitas religiosas, onde há promessas de prosperidade”. – referiu a nossa fonte, pedindo para que esse pormenor seja discutido no encontro Nacional de Pastoral, porque segundo ela, “a igreja está a perder muitos fieis”. Em conferência de imprensa, no término dos trabalhos do segundo dia, o porta voz da IV Assembleia Nacional de Pastoral, Dom João Carlos, referiu que os órgãos de comunicação social que pertencem a igreja, têm o desafio de anunciarem a palavra de Deus usando a Internet e trabalhando em comunhão. Algumas arquidioceses e Dioceses do nosso pais, têm suas Rádios e outros meios de comunicação social, seria bom que criassem uma rede para trabalharem em comunhão. – Observou Dom João Carlos, esperando que essa seria uma das formas de fazer chegar a palavra de Deus as comunidades que ainda precisam dela. Nesta 6ª feira, 19/05, os Arcebispos e Bispos de todo país reservaram o dia para falarem da pastoral da Família e Pastoral Juvenil, Catequese e formação cristã, assim como o Cristão e o compromisso Social na componente da sustentabilidade da Igreja. Por Elísio João
maio 18 2023
A Palavra de Deus continua viva e eficaz
Durante as apresentações dos temas que vão merecer debate na IV Assembleia Nacional da Pastoral, ficou claro que a Palavra de Deus, por ser viva e eficaz, pode produzir frutos na vida e no coração de cada discípulo. Apresentando o tema sobre a Palavra de Deus e a Igreja, o Padre Marcos Mubanco, falou da centralidade dela na vida e na missão da Igreja. Sobre os meios de anúncio da Palavra de Deus, que constituiu um dos eixos, o Secretário Geral da Conferência Episcopal, Padre Salvador Biv, mostrou que para anunciar, urge a necessidade de identificação dos meios, sendo que o primeiro, é a própria palavra de Deus que se faz carne e habita em nós. Nessa apresentação, o Padre Salvador referiu que outros meios úteis devem ser identificados com clareza, a fim de tornar a vida das pessoas mais consentânea com o evangelho. Um aspecto a destacar nesta apresentação, e que foi corporado pela assembleia, tem que ver com a necessidade de a Igreja apostar nos meios de comunicação, sobretudo na internet e na Televisão. Sobre este pormenor, os participantes anotaram que algumas Arquidioceses, com o exemplo da Arquidiocese de Nampula, está a provar que de facto, é importante que a Igreja aposte nesses meios. Repisaram que o que não aparece na Internet ou noutros meios de comunicação, não existe para os jovens e nas pessoas que acompanham as noticias e os acontecimentos a partir desses meios. O percurso das Assembleias Nacionais de Pastoral em moçambique, foi um dos assuntos, apresentado por Dom Ernesto Maquenke, onde mostrou que falar da IV Assembleia Nacional, significa um percurso histórico feito pela Igreja. Foram aqui apresentados quais são os problemas que as anteriores Assembleias procuraram responder e os respetivos desafios. Os participantes ouviram os testemunhos brilhantes de Dom Januário, o primeiro Bispo de Moçambique e Irma Eduarda, que participaram na primeira Assembleia Nacional da Pastoral, os quais partilharam as suas experiências e a alegria de participarem nesta Assembleia, a IV. A Leitura da realidade dos sinais dos tempos, tema exposto pela Irma Ester Lucas, que procurou vingar o facto de que antes do inicio de cada percurso ou missão, deve existir um encontro. Citando as Palavras do Papa Francisco, referiu que é preciso que haja o encontro com Jesus Cristo, porque sem Cristo, não há missão nem caminho de igreja. Anotou que somos chamados a evangelizar numa realidade muito complexa e desafiadora, exigindo-se que o discípulo encontre-se com Cristo a fim de anunciar a ELE mesmo “O Cristo” que brota no seu coração. Os outros dias foram reservados para debates em volta da igreja em saída- decididamente missionaria, desafios do mundo digital para a igreja e pra a evangelização, diálogo entre evangelho e cultura, movimentos eclesiais e novas comunidades com enfoque para o desafio das seitas religiosas, pastoral da família, catequese e formação crista, e o cristão e o compromisso social. Esta IV Assembleia Nacional da Pastoral está a ser vista como uma oportunidade para Deus dar um outro caminho de esperança e alegria a igreja de moçambique e os seus fieis católicos. Esta visão foi manifestada pelo Arcebispo da Beira, Dom Balazuana, numa homilia, no segundo dia do encontro, o qual disse ser estranho que a igreja esteja ainda a viver a mesma experiência daquela antes da ressurreição de Jesus, onde reinavam duvidas e falta de esperança nos discípulos. No entender do Arcebispo da Beira, na nossa comunidade, algumas pessoas se apresentam diferentes quando estão na igreja e no posto de trabalho. No segundo dia da IV Assembleia Nacional da Pastoral, foram debatidos temas relacionados com a Missão, na perspetiva de como dar novo dinamismo a evangelização, Uma igreja completamente missionária, que se coloca ao serviço do evangelho a caminho, anunciando a boa nova. O Porta voz da IV Assembleia Nacional da Pastoral, Dom João Carlos, Arcebispo de Maputo, esclareceu que o primeiro dia serviu para fazer alinhamento dos 5 eixos temáticos, sendo que os dias subsequentes serão de debates em grupos de trabalho. Por Elísio João
maio 17 2023
CEM Ē PELA CONVIVENCIA DEMOCRĀTICA
Os alarmes no recenseamento, não podem ser motivo para mã convivência A Conferência Episcopal de Moçambique alerta que os sinais de alarme registados nos Postos de Recenseamento Eleitoral um pouco por todo o país, podem constituir motivo para mã convivência democrática no país. Uma Mensagem da CEM, apresentada esta quarta feira, 17/05, por Dom Inácio Saure, a margem da abertura da 4ª Assembleia Nacional da Pastoral, refere que os cristãos Católicos são chamados a fazerem tudo para que os próximos pleitos eleitorais constituam momentos de convivência democrática genuína. O Governo provincial reconhece a existência de casos que poderão manchar o processo eleitoral, daí que o Governador de Nampula Manuel Rodriguês pediu aos cidadãos com capacidade eleitoral, a dirigirem-se aos postos de recenseamento, para adquirirem os seus cartões, mas de forma pacífica. O recenseamento eleitoral termina no próximo dia 3 de Junho em todos os distritos municipalizados. Por Elísio João


