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jan 09 2026

“NENHUMA FÉ JUSTIFICA A GUERRA”, ADVERTE O CARDEAL PIETRO PAROLIN EM CABO DELGADO

A Igreja Católica, através da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Nampula, manifestou profunda preocupação com as mortes registadas recentemente nas zonas de garimpo de Mogovolas e Moma, na província de Nampula. O caso é marcado por versões contraditórias quanto ao número e à identidade das vítimas.

Enquanto a Polícia da República de Moçambique (PRM) afirma que morreram seis civis e um agente da polícia, organizações da sociedade civil e fontes da Igreja no terreno indicam que o número de vítimas poderá ser significativamente superior, envolvendo sobretudo jovens civis que recorriam à exploração artesanal de recursos naturais como meio de sobrevivência.

Segundo o padre Benvindo Tapua, coordenador da Comissão de Justiça e Paz, a origem do conflito está ligada à falta de verdade, à exclusão sistemática dos jovens no acesso aos recursos naturais e a práticas de corrupção. O sacerdote sublinha que a Igreja não pode permanecer em silêncio perante a perda de vidas humanas.

A Igreja Católica apela, por isso, à realização de investigações sérias, transparentes e independentes, defendendo que apenas com verdade, justiça e respeito pela dignidade humana será possível restaurar a confiança social e construir uma paz duradoura em Moçambique.


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