Moçambique é conhecido pela sua rica potencialidade agrícola. O País conta com pouco mais de 36 milhões de hectares de terra arável que até já atraiu megaprojetos como SUSTENTA e PROSAVANA. De acordo com o Inquérito Agrário Integrado (IAI 2023) do Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas, a área cultivada foi de cerca de 6.9 milhões de hectares nas pequenas e médias explorações, onde 5,7% das explorações usaram pesticidas nos seus campos, 5,2% usaram estrume, 9,1% usaram fertilizantes químicos e 7,7% usaram a rega. Estes dados indicam que até então, Moçambique não tinha ainda conseguido passar dos 20% na exploração agrária do seu solo, apesar do Plano Estratégico de Desenvolvimento do Sector Agrário (PEDSA 2030), em harmonia com a Estratégia Nacional de Desenvolvimento (ENDE), orientar-se para o alcance de grandes objectivos estratégicos, nomeadamente: (1) Segurança Alimentar; (2) Aumento do Rendimento Familiar; (3) Criação de Emprego/Inclusão Social e (4) Aumento da Produção e Produtividade.
A agricultura exerce um papel dominante na vida da população moçambicana e, particularimente, das nossas comunidades cristãs nas zonas rurais, peri-urbanas, constituindo a sua principal fonte de emprego e rendimento familiar para a maioria delas. Entre as principais culturas nas diversas explorações indicadas pelo IAI 2023 encontram-se o Milho, Arroz, Mapira, Amendoim, Feijão Nhemba, Feijão Boer, Mandioca, Gergelim e Cana-de-açucar. Contudo, o Milho continua a dominar, sendo cultivado em 82,8% das explorações.
O que nos pode transmitir este indicador?
A maioria das nossas comunidades cristãs do interior pratica a agricultura, nela encontra a sua renda e dela sobrevive. Compreender e impulsionar a sustentabilidade delas passaria necessariamente por compreender, antes de mais nada, o seu modo de vida e as suas fontes de receitas.
Em muitas das nossas comunidades rurais, actualmente, também encontramos certas iniciativas locais de autossustentabilidade que são de louvar e deveriam ser encorajadas. Hoje em dia, podemos observar iniciativas como: Uma comunidade, uma machamba. Trata-se de projectos que assistimos surgindo no meio rural, sobretudo, que consiste em cada comunidade local ou um grupo da comunidade possuir pelo menos uma machamba, na qual pratica uma determinada cultura, geralmente a dominante no local ou a que é mais fácil de comercializar. O valor que se adquire da campanha é aplicado pelas comunidades para levar em frente os seus projectos e demais iniciativas locais ou para suprir as necessidades previamente identificadas. Em alguns lugares, temos observado comunidades que se tem desenvolvido com estas iniciativas locais.
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