Maio, mês do trabalhador, encontra muitos moçambicanos com um cansaço que não passa no domingo. A OMS classifica burnout como “estresse crónico de trabalho não gerenciado”: exaustão, cinismo e perda de sentido.
O retrato em Moçambique
O estudo “Vulnerabilidade ao burnout em profissionais de saúde de um hospital público no norte de Moçambique”, publicado na Quaderns de Psicología em Julho de 2023, avaliou 300 profissionais. Os dados são alarmantes: 77,3% tinham desgaste psíquico alto, 72% alta indolência e 31,6% baixa ilusão pelo trabalho. Trabalho por turnos e ser mulher aumentaram o risco. Se acontece no hospital, ocorre na machamba, na escola, na igreja.
Teologia do limite
A Bíblia normaliza o descanso. Deus cessou no sétimo dia (Gn 2,2) e ordenou o sábado (Ex 20,8). Jesus se retirava para orar (Lc 5,16). Elias teve burnout em 1Rs 19: Deus respondeu com sono e comida, não cobrança. Descanso é mandamento, não luxo. Teu valor vem de seres imagem de Deus (Gn 1,27), não do teu salário. Marta servia Cristo e ouviu: “Andas inquieta” (Lc 10,41). Até ministério sem limite adoece. Moisés ia colapsar até Jetro mandar delegar (Ex 18,17-18).
Três medidas para Maio
Vigia os sinais: Insônia, irritabilidade, cinismo e “dor de domingo” são luz vermelha.
Guarda o sábado: 24h sem email/trabalho. O cérebro precisa de off para não queimar.
Negocia a carga: Fala com a liderança. Pr 15,22 diz que “planos sem conselho falham”.
Neste mês dos trabalhadores, Moçambique precisa de servos saudáveis, não mártires da produtividade. Deus te chamou para frutificar (Gn 1,28), mas também disse “vinde a mim, cansados” (Mt 11,28). Descansar é mordomia do corpo, templo do Espírito (1Co 6,19).
Desafio: Escolhe um sábado este mês para desligar. Deus sustenta o mundo sem ti por 24h.
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