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jan 02 2023

Recordando papa Bento XVI o 265º Papa da Igreja Católica

Recordando papa Bento XVI o 265º Papa da Igreja Católica Joseph Aloisius Ratzinger nasceu no dia 16 de Abril de 1927, na Alemanha. Ele foi o grande responsável por apresentar um Catecismo actualizado para toda a Igreja. Foi Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e Presidente da Pontifícia Comissão Bíblica e da Comissão Teológica Internacional desde1982. No dia 19 de Abril de 2005, aos 78 anos, o cardeal Joseph Ratzinger foi eleito Papa, assumindo o nome de Bento XVI. “Depois do grande Papa João Paulo II, os senhores cardeais elegeram-me a mim, um simples e humilde trabalhador da vinha do Senhor”. Depois de oito anos de pontificado, aos 85 anos de idade, no dia 11 de Fevereiro 2013, renunciou por não ter mais forças para exercer seu ministério. “Bem consciente da gravidade deste ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de Abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice” (Bento XVI). Após a renúncia, Bento XVI passou a viver no Mosteiro Mater Ecclesiae no Vaticano. Por causa de sua frágil saúde poucas vezes saiu do Mosteiro para participar em algumas celebrações e manteve-se em silêncio, para que pudesse continuar ao serviço da oração. No dia 31 de Dezembro 2022 foi descansar em Paz. Obrigado Papa Bento XVI!

jan 01 2023

CRONICANDO: PESSOAS DE COSTAS QUENTES

Repetidas vezes ouvi e oiço dizer que “Cada um por si e Deus por todos”. Se por um lado isto contribui para o predominante desequilíbrio social entre a minoria cada vez mais rica e a maioria de pobres cada vez mais empobrecidos, por outro lado, alimenta o espírito de nepotismo e a crescente corrupção. Cada um quer ser primeiro e o mais importante. E a cadeia é longa. Quem se beneficia disso são os socialmente bem posicionados. E quem fica prejudicado são os pobres e desconhecidos. Penso que nas nossas sociedades aplica-se mal a palavra padrinho. Ao invés de ser o nosso conselheiro, muitas vezes o padrinho aparece como advogado defendendo até em situações de pecado grave. Há padrinhos do hospital, padrinhos do banco, padrinhos dos ritos de iniciação, padrinhos dos sacramentos, padrinhos do registo civil, padrinhos do bairro, padrinhos da escola, padrinhos da cadeia, padrinhos da barraca, padrinhos das dívidas ocultas, padrinhos de etc., padrinhos de tudo o que há debaixo do céu. E só me falta ver padrinhos visíveis do cemitério. Será que ninguém gosta de defender os mortos? Aliás, mesmo no cemitério há padrinhos para garantir lugar onde cavar a sepultura até nos cemitérios oficialmente fechados. É certamente isto que nos pode provar que cada coisa tem o seu padrinho. Mas são as ditas pessoas de costas quentes que aumentam o número de padrinhos. Geralmente, essas pessoas, não querendo fazer bicha por se acharem mais ocupadas e importantes que as outras, suplantam os outros, passam-lhes a perna e são atendidas imediatamente. O grito silencioso dos pobres é quase inaudível. Pena é que não sabem que o coração dos outros fica dolorido com esse tipo de comportamento que revela falta de educação e de humanismo. Somos iguais em direitos. Não há motivos de nos pisarmos em vão. Sim!!! De acordo com o artigo 35 da Constituição, “todos os cidadãos são iguais perante a lei e gozam dos mesmos direitos e estão sujeitos aos mesmos deveres, independentemente da cor, raça, sexo, origem étnica, lugar de nascimento, religião, grau de instrução, posição social, estado civil dos pais, a sua profissão ou a sua preferência política. A realidade que vemos todos os dias, no entanto, nos apresenta esse artigo como mais uma utopia criada para que nos enganemos e nos deixemos levar pelas condições e situações de conformismo. Essa afirmação nos permite, muitas vezes, tolerar todos os dias as diferenças que vemos, seja no noticiário, seja ao vivo, das discrepâncias criadas em relação a factos e pessoas, não conseguindo convencer muitas pessoas da desigualdade que temos em nosso país. E isso tudo, por que motivo? Na vivência comum do dia-a-dia, podemos entender que diferenças podem ocorrer em vista de um sistema criado por seres humanos que, naturalmente, são falhanços, não são perfeitos. Em nossa sociedade os que não têm costas quentes são postos na cadeia e até podem desaparecer ou apodrecer lá mesmo sem o mínimo de julgamento ou abertura do processo criminal. Por isso mesmo, as cadeias moçambicanas são lotadas por pessoas que roubam galinhas, artigos de vestuário, etc. Mas os que possuem costas quentes não conhecem o caminho da esquadra. Se eles cometerem crime, têm advogados que os inocentam à custa de avultadas somas de dinheiro. As pessoas de costas quentes podem até matar, corromper, defraudar a nação inteira, ninguém lhes toca porque têm os seus padrinhos vitalícios. O corruptor fica livre e o corrompido entra na cadeia. É a lei da apadrinhagem moçambicana. Podemos crer na igualdade, sim, a partir do momento em que tivermos diante de nossos olhos o resultado incontestável para os delitos, quando tivermos a garantia de que, enquanto estamos à nossa mesa, matando a nossa fome, todos os moçambicanos estarão na mesma condição; ou quando tivermos a certeza de que não haverá falta de vaga numa creche infantil para aquela empregada doméstica que trabalha todos os dias em nossa casa para nos satisfazer as pequenas vontades; ou quando entendermos que a democracia entende que todos são iguais perante a lei, eliminando aqueles que se consideram mais iguais que os iguais. Seremos perfeitamente iguais quando fugirmos das condições estabelecidas na “Revolução dos Bichos” (George Orwell) e nos encontrarmos frente a frente com a “Utopia” (Thomas More). Ou, enfim, quando estivermos preparados para viver efectivamente numa “República” (Platão). E aqueles que têm costas arrefecidas quando é que serão reconhecidos como merecendo atendimento rápido? Será que há um lugar onde não há costas quentes? Onde? Não sei se existe. Mesmo para arrumar um cadáver numa gaveta melhor na casa mortuária é preciso costas quentes. Tenho medos que nos queimem com as vossas costas esquentadas. Quem nos livrará disso? Começa contigo! E mais não disse! Por Kant de Voronha, in Anatomia dos factos

dez 21 2022

De Ahlu Sunna Wal Jamaa ao Estado Islâmico Moçambique

Embora a insurgência tenha enfrentado desafios consideráveis desde seu pico em 2020 e no primeiro semestre de 2021, ela permaneceu robusta e capaz. Evidências sugerem que ele tem sido consistente em sua ideologia e objetivos. Apesar de operar com uma liderança descentralizada e uma estrutura de células, sua liderança permaneceu focada e coerente diante dos recursos significativos implantados contra ela. A associação com o EI deu ao grupo uma identidade mais clara, mesmo que as implicações práticas desse relacionamento às vezes flutuante permaneçam obscuras. Embora enraizada em Cabo Delgado, a insurgência sempre foi de natureza transnacional. A sua seita religiosa antecedente, com escolas e mesquitas em Mocímboa da Praia e noutros locais, fazia parte de redes de religiosos e grupos armados de ideologia islâmica semelhante em toda a África Oriental. Alguns de seus professores originais vieram da Tanzânia e dos Grandes Lagos. Um grupo armado semelhante na Tanzânia, promovendo uma interpretação socialmente divisiva semelhante do Islã, foi violentamente desmantelado pelas forças de segurança tanzanianas em meados de 2017. Seus líderes escaparam por rotas provavelmente bem trilhadas para o sul até Cabo Delgado, e noroeste para a RDC, via Burundi. Tal como na Tanzânia, os insurgentes em Cabo Delgado não projectaram uma identidade clara para os forasteiros. O grupo inicialmente assumiu o nome Ahlu Sunnah Wal Jamaa (ASWJ) para demonstrar sua autenticidade espiritual, mas o Al Shababpassou a ser usado com mais frequência. Se este último era um descritor usado pela comunidade e adotado pelos insurgentes sempre foi incerto. Na costa leste africana, “Shabab”, que significa “juventude”, era no passado recente tão provável de aparecer em uma música pop, quanto na propaganda oficial de recrutamento. ASWJé raramente usado agora, com a possível exceção do SAMIM. A incorporação da insurgência na Província da África Central do EI em junho de 2019, por meio de uma reivindicação de ataque ao Escritório Central de Mídia do EI, foi, portanto, um reflexo justo das redes transnacionais existentes. Elementos das Forças Democráticas Aliadas na RDC tinham uma relação significativa com o EI. No entanto, não há evidências de que a taxa de crescimento da insurgência naquela época tenha sido devido à mão-de-obra ou apoio externo. Acredita-se que tenha até 1.500 pessoas em suas fileiras em meados de 2019, a maioria de Cabo Delgado, de acordo com fontes de segurança. A ideologia foi crucial para semear a insurgência. A resiliência que a insurgência demonstrou ao sobreviver à considerável perturbação provocada pela intervenção militar internacional provavelmente dependeu da organização interna em primeira instância, tanto quanto de qualquer apoio externo. O que sabemos disso é esboçado e depende em grande parte do testemunho de ex-insurgentes e cativos libertados ou fugidos. Evidências parciais que temos para essa resiliência apontam para pelo menos três fatores: o uso intencional da ideologia islâmica violenta em assuntos internos, uma liderança confortável operando em redes e uma capacidade de adaptar uma série de abordagens militares. Cativos que escaparam ou foram libertados, e combatentes que desertaram, têm consistentemente referido a importância da ideologia na indução de recrutas e cativos. Um programa ativo para reforçar a orientação ideológica foi confirmado por materiais recuperados de campos insurgentes pelas forças de segurança. Ao promover a rejeição da autoridade do Estado laico, da educação e das hierarquias tradicionais, espera-se que a lealdade ao novo grupo seja induzida, seja por medo ou de outra forma. Também houve evidências de estruturas departamentais para a administração de assuntos do dia-a-dia, como serviços de saúde, que ilustram a disciplina necessária para gerenciar qualquer grande organização. Tais estruturas são uma exigência do EI das suas províncias, são funcionais e não apenas operacionais, e informaram a decisão do EI de anunciar a sua Província de Moçambique em Maio de 2022. Enquanto os Estados Unidos em março de 2021 declararam Abu Yasir Hassan como o líder do EI Moçambique, sua liderança tem sido entendida como coletiva. Figuras que conhecemos, como Bonomade Machude Omar, Abu Dardai Jongo, Andre Idrissa e Ansumane Vipodozi, normalmente trabalharam como pequenos comerciantes ou empresários, muitas vezes operando regionalmente. Eles estão, portanto, provavelmente mais confortáveis trabalhando em redes colaborativas baseadas em confiança do que em organizações hierárquicas. A capacidade de operar efetivamente em redes de apoio mútuo foi fundamental para a sobrevivência do grupo em 2021 e além. As operações das forças de intervenção, particularmente o Ruanda, expulsaram com sucesso os insurgentes dos distritos de Palma e Mocímboa da Praia, bem como de algumas das bases bem estabelecidas em Nangade e Macomia. A queda nos eventos organizados de violência política envolvendo os insurgentes em Palma foi vertiginosa, de 58 no primeiro semestre de 2021 para apenas nove no segundo semestre, e seis nos primeiros seis meses de 2022. Mocímboa da Praia assistiu a uma intensificação da atividade. Os eventos organizados de violência política envolvendo os insurgentes subiram para 44 no segundo semestre de 2021, caindo para apenas sete nos seis meses seguintes. Isso refletiu a retomada da sede do distrito pelas forças ruandesas e pelo FDS em agosto de 2021, após um ano de ocupação pelos insurgentes, e a tomada de seus principais campos, Siri 1 e Siri 2, no sul do distrito em setembro de 2021. Essas operações deram à insurgência um duro golpe, levando a um declínio significativo em seu número, resultando em uma queda significativa nas mortes relatadas e na proporção de civis entre as fatalidades. No entanto, eles não foram embora. Grupos móveis menores de combatentes seguiram para o distrito de Nangade, no oeste, onde a atividade insurgente mais do que dobrou para 70 incidentes no primeiro semestre de 2022, em comparação com os seis meses anteriores. Seguiram também para sul, abrindo uma nova frente nos distritos meridionais da província, bem como na província de Nampula, em meados de 2022. Não há evidências de qualquer perturbação grave do grupo de liderança. O Cabo Ligado entende que pelo menos dois dos líderes pré-intervenção ainda estão ativos – Bonomade Machude Omar, no distrito de Macomia, e Abu Dardai Jongo, no sul. Outros líderes permaneceram ativos em Nangade. Relatórios consistentes por parte

dez 16 2022

Papa Francisco: “juntos” é o nome da paz em 2023

Na mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2023, o Papa faz um convite a refletir sobre as lições deixadas pela pandemia e pela guerra na Ucrânia e indica o caminho para a paz: “É juntos, na fraternidade e solidariedade, que construímos a paz, garantimos a justiça, superamos os acontecimentos mais dolorosos.” “É hora de pararmos um pouco para nos interrogar, aprender, crescer e deixar transformar”: este é o convite do Papa Francisco contido na mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2023, celebrado em 1º de janeiro. O tema escolhido pelo Pontífice é “Ninguém pode salvar-se sozinho. Juntos, recomecemos a partir da Covid-19 para traçar sendas de paz”. Ouça e compartilhe: Passados três anos, é justamente a experiência da pandemia o fio condutor da mensagem. “A Covid-19 precipitou-nos no coração da noite, desestabilizando a nossa vida quotidiana, transtornando os nossos planos e hábitos, subvertendo a aparente tranquilidade mesmo das sociedades mais privilegiadas, gerando desorientação e sofrimento, causando a morte de tantos irmãos e irmãs.” Os efeitos foram de longa duração: além do luto, o vírus causou um mal-estar generalizado, ameaçou a segurança laboral de muitas pessoas, agravou a solidão em nossas sociedades, fez aflorar contradições e desigualdades e fragilidades. Então vem a pergunta: “O que é que aprendemos com esta situação de pandemia?”. Francisco não tem dúvidas: “A maior lição que Covid-19 nos deixa em herança é a consciência de que todos precisamos uns dos outros, que o nosso maior tesouro, ainda que o mais frágil, é a fraternidade humana, fundada na filiação divina comum, e que ninguém pode salvar-se sozinho”. Por conseguinte, é urgente buscar e promover, juntos, os valores universais que traçam o caminho desta fraternidade humana. A própria pandemia favoreceu atitudes positivas, como um regresso à humildade; uma redução de certas pretensões consumistas; um renovado sentido de solidariedade, bem como um empenho, “em alguns casos verdadeiramente heroico”, de muitas pessoas que se doaram para que todos conseguissem superar do melhor modo possível o drama da emergência. O segredo, aponta o Papa, está na palavra “juntos”. “Com efeito, é juntos, na fraternidade e solidariedade, que construímos a paz, garantimos a justiça, superamos os acontecimentos mais dolorosos. De fato, as respostas mais eficazes à pandemia foram aquelas que viram grupos sociais, instituições públicas e privadas, organizações internacionais unidos para responder ao desafio, deixando de lado interesses particulares.” Mas quando o mundo ainda se recuperava do trauma, eis que outro fato colocou a humanidade à dura prova: a guerra na Ucrânia. Francisco fala de “desgraça”, “flagelo” que, diferentemente da Covid, foi pilotado por “opções humanas culpáveis”. A guerra ceifa vítimas inocentes e suas consequências vão além-fronteiras, como demonstram o aumento do preço do trigo e energia. “Não era esta, sem dúvida, a estação pós-Covid que esperávamos ou por que ansiávamos”, lamenta o Pontífice, definindo a guerra uma “derrota da humanidade” para a qual ainda não há vacina. “Com certeza, o vírus da guerra é mais difícil de derrotar do que aqueles que atingem o organismo humano, porque o primeiro não provem de fora, mas do íntimo do coração humano, corrompido pelo pecado.” E vem a última pergunta: “Que fazer?” Antes de mais nada, deixar que Deus transforme nossos corações. E depois, pensar em termos comunitários. Não existe mais o espaço dos nossos interesses pessoais ou nacionais, mas “é hora de nos comprometermos todos em prol da cura de nossa sociedade e do nosso planeta”. Outra lição deixada pela pandemia é que as crises morais, sociais, políticas e econômicas estão interligadas. “E assim somos chamados a enfrentar, com responsabilidade e compaixão, os desafios do nosso mundo.” E os desafios, infelizmente, não são poucos: guerras, alterações climáticas, desigualdades, desemprego, migração e o “escândalo dos povos famintos”. “Compartilho estas reflexões com a esperança de que, no novo ano, possamos caminhar juntos valorizando tudo o que a história nos pode ensinar”, conclui o Santo Padre, fazendo os melhores votos aos Chefes de Estado e de Governo, aos Responsáveis das Organizações Internacionais, aos líderes das várias religiões. “Desejo a todos os homens e mulheres de boa vontade que possam, como artesãos de paz, construir dia após dia um ano feliz! Maria Imaculada, Mãe de Jesus e Rainha da Paz, interceda por nós e pelo mundo inteiro.” (Vatican News)   Leia a Mensagem do Papa Francisco para o dia Mundial da Paz 1/1/2023 mensagem Paz 2023

dez 14 2022

1 de Janeiro 2023: 56ª Jornada Mundial da Paz

Proximamente será apresentada a Mensagem do Papa Francisco para a 56ª Jornada Mundial da Paz que será celebrada no dia 1 de Janeiro 2023. Tema: “Ninguém pode salvar-se sozinho. Recomeçar depois da COVID 19 para traçar juntos caminhos de Paz”  

dez 13 2022

Nomeação do Bispo auxiliar da Arquidiocese da Beira

O papa Francisco nomeou como bispo auxiliar da Arquidiocese da Beira o Pe. António Manuel Bogaio Costantino da congregação dos Missionários Combonianos do Coração de Jesus (MCCJ). Até o momento Superior Provincial dos Missionários Combonianos em Moçambique e antigo Director da Revista Vida Nova (2008-2011). Parabéns e tantas orações   Leia o comunicado de nomeação e curriculum vitae do Pe. António Manuel Bogaio Costantino Ofício Nomeação e CV Pe Constantino_221213_135552 Escute a primeira entrevista com o Bispo nomeado

dez 13 2022

Igreja Católica assina Memorando com o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano

A igreja Católica através da Conferência Episcopal de Moçambique  (CEM) assinou no dia 12 de Dezembro  em Maputo o memorando de entendimento com o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MEDH). O mesmo foi assinado pela Sua Excelência Reverendíssima, Dom Ernesto Manguengue, Bispo de Inhambane e Presidente da Comissão Episcopal da Educação na CEM e pela Ministra da Educação e Desenvolvimento Humano, Carmelita Namashulua Leia aqui o Memorando memorando educação MEDH e CEM

dez 08 2022

Cinco Anos de Conflito no Norte de Moçambique

Cinco Anos de Conflito no Norte de Moçambique  Cinco anos em resumo Estatísticas Vitais   O ACLED (Armed Conflict Location and Event Data Project) é um projecto de colecta de dados desagregados, análise e mapeamento de crises. A ACLED colecta informações sobre datas, atores, locais, fatalidades e tipos de violência política relatada e eventos de protesto em todo o mundo. O ACLED registou 35 eventos organizados de violência política na província de Cabo Delgado em Outubro de 2022, resultando em 73 mortes registadas. De Outubro de 2017 a Outubro deste ano, um total de 1.475 eventos organizados de violência política tiveram lugar em Cabo Delgado, com 4.332 mortes registadas. Em Outubro de 2022, as mortes relatadas foram maiores nos distritos de Ancuabe e Nangade, onde insurgentes realizaram ataques contra civis e entraram em confronto com forças estatais e milícias comunais. No entanto, ao longo do período de cinco anos desde Outubro de 2017, as mortes registadas foram mais elevadas nos distritos de Mocímboa da Praia, Macomia e Palma. Outros eventos tiveram lugar nos distritos de Chiure, Macomia, Montepuez, Muidumbe e Nambuno, em Cabo Delgado, em Outubro de 2022. Desde Outubro de 2017, os distritos de Macomia, Mocímboa da Praia, Nangade, Palma e Muidumbe têm tido o maior número de eventos organizados de violência política. Tendências Vitais Nos últimos cinco anos, o conflito na província de Cabo Delgado custou mais de 4.000 vidas, mais de 40% desses civis. No seu quinto aniversário, tinha tocado a maioria dos distritos da província, bem como as províncias vizinhas do Niassa e Nampula, e a região de Mtwara, na Tanzânia. Quase um milhão de pessoas foram deslocadas. O conflito é internacional, moldando a insurgência e a resposta a ela. Os insurgentes, embora principalmente moçambicanos, sempre tiveram ligações regionais com a África Oriental e Central. A assimilação dos insurgentes, e sua rede regional, em estruturas do Estado Islâmico (EI) aguçou esse aspecto da insurgência. Há evidências de que isso moldou a mensagem pública da insurgência, bem como suas estruturas internas. A resposta também tem sido necessariamente internacional. Reunir e dirigir a intervenção militar internacional tem sido um desafio significativo para as autoridades moçambicanas. Avanços significativos foram feitos contra a insurgência. No entanto, os mais afectados pelo conflito, sejam enlutados, feridos ou deslocados, dependerão das instituições domésticas para prestação de contas e reconstrução futura. O equilíbrio dos interesses internos com o leque de partes interessadas agora envolvidas no conflito continuará a testar os líderes políticos de Moçambique. Resumo de cinco anos O progresso feito pelos insurgentes nos dois anos e meio até maio de 2020 foi considerável. Embora concentrados em cinco distritos no norte da província, e ao longo da costa, eles também haviam sondado até o sul de Ancuabe e Metuge naquela época. As autoridades já haviam perdido o controlo de grande parte do norte da província. Em Março de 2020, as sedes dos distritos de Quissanga e Mocímboa da Praia foram brevemente ocupadas. Em Abril, a sede de Muidumbe foi ocupada e, no mês seguinte, foi a vez da sede de Macomia. Esta capacidade atingiria o seu pico em agosto de 2020, quando os insurgentes, após meses de actividade, assumiram o controlo sobre a cidade de Mocímboa da Praia, expulsando as forças governamentais. Um ataque semelhante à cidade de Palma em Março de 2021 finalmente precipitaria um apoio militar internacional significativo. Isso mudaria a forma do conflito nos 18 meses subsequentes, impactando significativamente a dinâmica do conflito, mas, sem dúvida, não o aproximando de uma conclusão. No final de 2020, o conflito também se internacionalizou inquestionavelmente em ambos os lados do conflito. O Estado moçambicano tinha em 2019 contratado com o Wagner Group, e depois com o Dyck Advisory Group (DAG) em 2020 nos seus esforços para lidar com a crescente ameaça interna. O rápido crescimento da insurgência nos primeiros três anos colocou uma pressão considerável sobre Moçambique para aceitar o apoio bilateral e multilateral. Isso veio de muitos quadrantes, incluindo a África do Sul, a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), a antiga potência colonial Portugal, os Estados Unidos, o Reino Unido e a União Europeia. O EI incluía, desde Junho de 2019, Moçambique na sua autodenominada Província da África Central através dos seus anúncios do Gabinete Central de Comunicação Social. Como discutimos abaixo, isso essencialmente reconheceu os vínculos existentes com elementos na República Democrática do Congo (RDC) e, provavelmente, no Burundi e na Tanzânia, que estavam mais adiantados em afiliação com o EI. Em maio de 2020, apontamos para a possibilidade de divisões dentro da insurgência, apontando para os exemplos da África Ocidental, bem como da Somália e da RDC, onde a afiliação ao EI foi seguida por faccionalismo e divisões. No norte de Moçambique, este não tem sido o caso, e apesar dos insights limitados sobre o quadro organizacional do movimento, uma estrutura de liderança plana e colegial permaneceu unida e estrategicamente focada nos últimos cinco anos. O conflito cresceu exponencialmente ao longo deste período, com fatalidades aumentando ano após ano. O número total de mortes relatadas foi de 204 em 2018, o primeiro ano completo do conflito. Em 2019, isso mais do que triplicou para 619. Em 2020, foram registradas 1.720 mortes. Dentro dos dados sobre fatalidades, é impressionante que a proporção de mortes de civis relatadas caia drasticamente nos primeiros três anos, de 87% em 2018 para 47% em 2020. Embora ainda alarmantemente alta, a taxa de fatalidades causadas pelos insurgentes nos primeiros três anos se aproxima cada vez mais, se não igualando, a taxa de fatalidades das forças estatais. Isso provavelmente reflecte a lentidão na mobilização e, possivelmente, o surgimento de milícias comunais nos primeiros três anos do conflito. Esses dados sombrios também se reflectiram no crescimento do número de insurgentes. Foi estimado por fontes do sector de segurança que seu número cresceu de pouco mais de 150 em 2017 para quase 3.000 até o final de 2020, quando ameaçaram pela primeira vez o projecto em construção para a gestão de gás natural liquefeito (GNL) em Palma.

nov 25 2022

HCN supera a meta de 120 para 125 pacientes com catarata

As cirurgias decorreram com sucessos segundo fez saber Marta Abudo, médica oftalmologista em serviço na maior unidade e responsável das cirurgias. A fonte sublinhou que está em curso neste momento a 2ª etapa da campanha que diz respeito ao controlo. A médica insta aos pacientes com estes problemas de forma a aderirem as campanhas que são realizadas trimestralmente. Aliás, a meta prevista para este ano é de 2800 cirurgias, o que a médica acredita que será alcançada: “neste momento nós ainda não terminamos, mas conseguimos cumprir com aquilo que são as nossas metas”. A médica fez saber que a província tem um número elevado de pessoas com problemas de catarata, pelo que é um desafio lutar para reduzir os casos pese embora seja uma doença que tem que ver com a idade, facto que pode tornar difícil eliminar. “À medida do possível gente vai tentar reduzir, por isso que fizemos as cirurgias também ao nível dos distritos”, cimentou Marta Abudo. E porque é uma patologia ligada ao factor idade, Marta deixa algumas recomendações que possam retardar: “evidentemente existem algumas formas que maior parte dos casos estão ligados com a serenidade, pelo que todos são chamados para vir ao hospital central”.    Rádio e Televisão Encontro (RTE)

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