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jul 06 2022

Reitor da UCM preocupado com a falta de ética profissional nas instituições

Para assegurar e materializar a ética no estabelecimento do ensino, o professor doutor, Padre Felipe Sungo, reitor da Universidade Católica de Moçambique, sublinhou que a UCM, enquanto instituição de ensino inspirada por princípios Cristãos Católicos, assume com rigor o projeto educativo, promovendo a formação integral do homem e apostando na qualidade do ensino nos país. Felipe Sungo falava, na manhã desta terça-feira (05/07), à margem da realização da formação dirigida aos membros de Direcção, Directores, Directores-adjuntos e Administrador daquela instituição. A fonte disse que a componente ética deve ser forte no seio da Universidade, porque, segundo suas palavras, está ciente que os pais e encarregados de educação procuram melhores Universidades para educação dos filhos. Com essa preocupação do reitor, a Universidade Católica de Moçambique em Nampula continua a harmonizar as políticas e melhorias dos serviços prestados pelos membros daquela instituição, com vista a assegurar a qualidade do projeto educativo. Sungo disse também que a constante preparação dos professores vai evitar aquilo que constitui vergonha numa instituição do ensino superior. Importa referir que, segundo padre Felipe Sungo, o papel da Universidade Católica de Moçambique não deve ser neutro, mas sim de servir melhor a sociedade

jul 06 2022

Um membro das Forças de Defesa e Segurança, na Academia Militar em Nampula, acusado de agredir fisicamente e de forma cíclica à sua esposa

A acusação vem da Associação Moçambicana de Mulheres e Apoio à Rapariga em Nampula em colaboração com as demais organizações que, na manhã desta segunda-feira, promoveram uma manifestação pacífica defronte à Academia Militar Marechal Samora Machel, como forma de reivindicar os direitos da mulher que, de forma constante, sofria violações com o agente das Forças Armadas de Defesa de Moçambique afecto naquele estabelecimento de ensino. Trata-se de uma jovem de 22 anos de idade a qual o militar levou da vizinha Província de Cabo Delgado, concretamente no distrito de Metuge, há mais de 1 ano com promessas de tornar-se um verdadeiro guardião. Madalena José afirmou que veio a Nampula com promessas de ter o seu marido como sendo seu pai, tio e familiar. Tudo começou bem até que se notabilizou um certo incumprimento das promessas dadas pela primeira vez pelo esposo. Tudo que a jovem necessita do momento é voltar à sua casa, de modo a salvaguardar a sua vida. Entretanto, Felisa Félix, vizinha da vítima, explicou que a situação é chocante, porque, para além das violações físicas, o homem que jurou salvar a pátria traz consigo amantes dentro da sua residência na presença da sua esposa. Na ocasião, Cândido Sapala, chefe da Unidade Comunal de Minicane, Bairro de Muatala, Cidade de Nampula, local onde se encontra a casa do indiciado, disse que na hora da agressão, para despistar a atenção da vizinhança, o homem liga a sua aparelhagem ao som mais alto. A fonte pede às autoridades competentes para a responsabilização do agente pelos actos cometidos. No entanto, Marlene Julane, membro e colaboradora da OPHENTA, uma Associação Moçambicana de Mulheres e Apoio à Rapariga, disse que a manifestação é uma forma de solidarizar-se com esta e outras mulheres que passam por situações de género. Conforme afirmou Julane, após um diálogo com o Departamento de relações públicas da Academia Militar, o agressor será retido até que sejam criadas as condições necessárias da vítima voltar a Metuge, sua terra natal, o mais breve possível. Contudo, para a segurança da vítima, a Associação Moçambicana da Mulher e Apoio à Rapariga responsabiliza-se em cuida-la até que chegue o momento do retorno à sua proveniência. Por questões protocolares não foi possível ouvir a versão do indiciado.  Por Ernesto Tiago    

jul 05 2022

PRM em Nampula reconhece o desempenho dos membros da sua corporação

 Vinte e nove (29) agentes afectos ao Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique, em Nampula, receberam certificados de honra na manhã desta segunda-feira (04/07). O acto foi testemunhado pelo respectivo comandante provincial, o qual encorajou aos membros da Corporação mais dedicação em prol da defesa dos cidadãos. António Bachir disse que o acto manifestado é sinónimo de um trabalho de reconhecimento levado a cabo nos anos de 2021 e 2022, no qual se pede uma responsabilidade acrescida aos membros da Polícia da República de Moçambique. Bachir recordou igualmente a pronta intervenção dos agentes na operação militar que se vive na província nortenha de Cabo Delgado. Aquele dirigente disse também que existiram membros da corporação expulsos por envolvimento em várias irregularidades. Hélder de Nascimento e Rosa Marcelo Martinho Rapeca, alguns dos que foram reconhecidos, mostraram a sua alegria e prometem continuar a manter a ordem e segurança públicas aos moçambicanos, em geral, e os Nampulenses, em particular. Por: Felismino Leonardo  

jun 29 2022

15 Membros da Comissão Distrital de Eleições tomaram posse na última terça-feira (28/06), em Nampula

A instalação dos órgãos eleitorais do nível distrital, na Província de Nampula, acontece sob vigorosos apelos, no sentido de que as eleições autárquicas do próximo ano sejam livres e de maior participação dos cidadãos. A última terça-feira (28/06) foi o dia de tomada de posse dos Membros da Comissão Distrital de Eleições no Distrito de Nampula, numa cerimónia na qual o respectivo Administrador do distrito, Rafael Tarcísio, recordou aos empossados, que são o garante da fiscalização de todo o processo eleitoral e que devem trabalhar com transparência e boa conduta. Rafael Tarcísio garantiu que o governo do distrito de Nampula tudo fará para que os processos eleitorais, que se avizinham, possam decorrer num ambiente pacífico. Enquanto isso, a mandatária do Presidente da Comissão Provincial de Eleições, em Nampula, Alzira Manhiça, disse esperar dos novos Membros da Comissão Distrital um alinhamento de ações, compromisso, confiança mútua e trabalho em equipa. Alzira Manhiça lembrou que o papel dos órgãos eleitorais é garantir a realização de eleições sem facilitar nem dificultar a eleição de um ou outro candidato. A fonte reconheceu que continua como desafio melhorar os processos eleitorais no sentido de promover e elevar cada vez mais a imagem dos órgãos de Administração e gestão eleitoral. Nessa perspectiva, disse ser necessário limar algumas irregularidades havidas nos processos eleitorais anteriores. Desafiou aos 15 membros da CDE a respeitarem os valores que constituem pilares do seu trabalho, que se resumem na Liberdade, Justiça, Transparência, Integridade, Profissionalismo, eficiência e eficácia, fazendo com que esses prevaleçam acima de qualquer interesse individual. Alzira Manhiça espera numa Comissão Distrital de Eleições humilde e que dá ouvidos ao cidadão, pacífica e exemplar na missão de supervisionar o processo eleitoral no seu todo. Renovou o apelo de não se guiarem pelo relógio nem pelos dias de semana, durante as suas actividades, como forma de garantir uma preparação robusta do processo e a sua realização com êxito. Na ocasião, foi feita uma exortação para todos os intervenientes do processo eleitoral no sentido de colaborarem incansavelmente com os órgãos criados para o sucesso das sextas eleições autárquicas. Constam da lista dos empossados André Jana, Jumita Gilberto da Costa, Teresa Alves Trindade, Barros Carlos Timpua, Luís Muhapa, Álvaro André Teófilo, Ossufo Ossufo, Júnior António, Luciano Maulana, Tina Beatriz Niquia, Sérgio Sumaila Armando, Anifa Adamo, Milú Ismael Buandão, Jorge Munissa e Alfane Amorim. Esses 15 Membros da Comissão Distrital de Eleições são provenientes de Partidos políticos, confissões religiosas e da Sociedade Civil. André Jana foi eleito Presidente da Comissão Distrital de Eleições de Nampula e Barros Carlos Timpua, Vice-presidente do Órgão. Recorde-se que as próximas eleições Autárquicas, as sextas na história dos país, estão marcadas para dia o 11 de Outubro de 2023. Por Elísio João  

jun 27 2022

O medo de passar o poder aos outros desequilibra a Democracia moçambicana, observa D. Inácio Saure, Arcebispo de Nampula.

“E a primeira situação mais clara que faz tremer a democracia em Moçambique é a falta de vontade e atitude de liberdade interior de passar o poder para o outro”. Dom Inácio Saure fez estes pronunciamentos em plena homilia, no último domingo (26/06), durante a missa de encerramento da peregrinação ao Santuário do Sagrado Coração de Jesus de Rapale. O prelado aproveitou-se das leituras do dia, particularmente a primeira leitura dos Reis, onde o profeta Elias mostra-se disposto a ceder o seu poder a Eliseu, algo raro quando se fala de governação do país. Dom Inácio lembra com preocupação o que acontece durante e depois das eleições em Moçambique e diz estar apreensivo com as próximas eleições. De acordo com D. Inácio, em África, os dirigentes são como macaco velho, pois, quando sobem não gostam de descer do poder. Segundo revelou a fonte, infelizmente, isto não acontece apenas no poder político, nas Igreja também acontece, facto que, muitas vezes, culmina com feitiçarias e curandeirismo. Algo simplesmente deplorável, que faz com que Dom Inácio Saure levante vários questionamentos, tudo para entender o que realmente interessa aos que estão e querem o poder em Moçambique. Sem reservas, o Arcebispo de Nampula pede disponibilidade e humildade de cedência de poder aos que assumem lideranças nas igrejas e na governação do país. Daí que apela aos dirigentes serem capazes de aprender a se despedir do poder sem confusão, mas na paz, pois, entende Dom Inácio, não é possível vivermos unidos enquanto nos mordemos e nos matamos por causa do poder, por causa de comida, por causa de homens e de mulheres. A peregrinação à Rapale é um evento tradicional da Igreja Católica em Nampula, que acontece anualmente, dando oportunidade de os cristãos manterem um contacto mais profundo com Deus através de orações e adoração. Desta vez, pouco mais de 10 mil pessoas, entre cristãos, convidados e curiosos, participaram da peregrinação a Rapale. Por Gelácio Rapieque

jun 27 2022

Um mar de gente fiel católica acorreu, no último final-de-semana, à primeira peregrinação ao Santuário do Sagrado Coração de Jesus de Rapale, em Nampula

E não era para menos, a peregrinação deste ano aconteceu depois de dois anos de interrupção devido à eclosão da Covid-19. Com o abrandamento da situação da doença, neste fim-de-semana, centenas de fiéis peregrinaram ao Santuário do Sagrado Coração de Jesus de Rapale, alegadamente para matarem a fome e sede de encontro com Deus. Um evento igualmente marcado por apelos para o fim da guerra, desigualdades e vinganças sociais. O Arcebispo de Nampula, Dom Inácio, que presidiu às cerimónias, disse ter ficado maravilhado com o nível de aderência dos fiéis e afirmou esperar que o momento tenha servido para uma verdadeira reconstrução espiritual e humana. “Diante das situações que o mundo de hoje vive, é preciso Romper radicalmente com o pecado e passar a praticar o bem”. Só assim, entende prelado, as orações ou adorações feitas no santuário farão sentido. Uma verdadeira alusão de que o cristão deve ser exemplo de vida. Por seu turno, o Director do Secretariado Pastoral, Padre Pinho dos Santos, louvou a presença de todos, tendo lembrado que contrariamente ao que acontecia nos anos anteriores, a peregrinação ao Santuário de Rapale é para todos, e não apenas para jovens. O reitor do Santuário de Rapale, padre Joaquim Ernane, por sua vez, enalteceu a presença e o carinho de todos peregrinos. Já os crentes, ouvidos pela nossa reportagem, eram os mais felizes ao afirmar que encararam a peregrinação como momento de adorar a Deus, rezando pela paz no mundo, e em Moçambique de modo particular. Presente no evento, Salvador Talapa, Administrador de Rapale, saudou o trabalho evangélico e social da Igreja Católica, chegando a afirmar que “o governo olha a Igreja Católica como parceiro na luta para o desenvolvimento e bem-estar do país”. Cânticos, louvores, orações e adorações caracterizaram a primeira peregrinação a Rapale depois de dois anos da pandemia da covid-19. Por Gelácio Rapieque

jun 13 2022

Moçambique para membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas “ONU”.

Dom Inácio Saure, presidente da Conferência Episcopal de Moçambique, disse que como moçambicano, recebeu com alegria a notícia da eleição do país para aquele que é o mais importante órgão das Nações Unidas. De acordo com o prelado, o facto vai dar maior visibilidade e vai abrir maiores oportunidades para o país. Também entende que, a eleição de Moçambique vai dar espaço para o país opinar nos temas importantes do mundo. Acrescenta que este também poderá ser um espaço de projeção do nosso país no mundo. Dom Inácio Saure espera, por outro lado, que com esta presença de Moçambique no Conselho de Segurança das Nações Unidas se possam revelar os motivos e os respetivos mandantes da guerra que se vive na província de Cabo Delgado, desde 2017. Dom Inácio diz que basta a guerra, bastam as matanças e basta de conflitos em Moçambique, em particular, e no mundo em geral. Por isso, insta aos protagonistas desta guerra a parar urgentemente com este mal e apela aos cristãos a não se cansarem de orar para o fim dos conflitos no país e no mundo. Por: Gelacio Rapieque

jun 13 2022

O Arcebispo de Nampula faz um balanço positivo do decurso da fase Arquidiocesana da IV Assembleia Nacional de Pastoral

Decorrido de 09 a 11 de Junho corrente, no Centro Catequético de Anchilo em Nampula, a referida Assembleia tinha, entre outros objectivos, refletir e propor algumas ideias a serem discutidas na fase da província Eclesiástica de Nampula da IV Assembleia Nacional de Pastoral, a ter lugar em Outubro próximo. No final dos três dias de trabalho, o Arcebispo de Nampula, Dom Inácio Saure, que presidiu o encontro, disse que avaliando o nível de debates, o envolvimento dos participantes e as conclusões dela tiradas, a Assembleia de Nampula foi positiva. E porque no encontro foram eleitos os 10 representantes da Arquidiocese de Nampula para fase da Província Eclesiástica, que vai reunir na mesma sala as Dioceses de Nampula, Nacala, Gurué, Pemba e Lichinga, Dom Inácio Saure instou-os a dignificarem a sua Arquidiocese. Os participantes, por sua vez, não esconderam a satisfação de terem participado do encontro. Os organizadores também estavam satisfeitos com a forma como tudo aconteceu. Participaram do encontro, 40 delegados oriundos das 5 regiões da pastoral da Arquidiocese de Nampula. Lembre-se que a Assembleia Nacional de Pastoral terá lugar nesta Arquidiocese, em Maio do próximo ano. Por: Gelacio Rapieque

jun 10 2022

Os Delegados da Assembleia Arquidiocesana de Pastoral de Nampula, reunidos em Anchilo, fazem balanço positivo das actividades do segundo dia de reflexão

Visando o bem-estar da Igreja local, o foco de reflexão para segundo dia de reflexão (10/06) foi sobre a Pastoral da Família, a Pastral Juvenil, Movimentos e novas Comunidadedes Eclesiais e o desafio das seitas religiosas e a resposta pastoral. Falando à Rádio Encontro, o padre Pinho dos Santos Martins, Director do Secretariado de Pastoral da Arquidiocese de Nampula, diz ser muito “produtiva a Assembleia em termos dos contributos dados pelos delegados” (leigos e consagrados), o que manifesta maior interesse da parte deles na construção da Igreja Local. Por seu turno, o padre Jacinto Augusto, membro da equipe de coordenação do Centro Catequético e da Assembleia Arquidiocesana de Nampula, avançou que para a pastoral da família, foi lançada “formação das famílias, dos casais, a propostas de um Catecismo de preparação para o matrimónio, e que também as catequeses para o matrimónio sejam dadas por pessoas que têm experiência matrimonial, e não por solteiros e solteiras…”. Em relação à pastoral juvenil, o clérigo deu a conhecer que foi lançada a proposta de formação, visando incutir nos jovens o sentido de pertença à Igreja Católica: “formação dos jovens nas paróquias e das comunidades, para que os jovens saibam o que é ser um jovem católico, dar oportunidade de ocupação aos jovens”, ensinando-os a tocar instrumentos musicais, a prática de desporto. De recordar que os delegados das diferentes regiões pastorais da Arquidiocese de Nampula encontram-se reunidos em Assembleia Arquidiocesana de Pastoral, no Centro Catequético de Anchilo, desde dia 08 de Junho, um evento que vai terminar no próximo dia 11 do mês em curso. Por Serafim João  

jun 09 2022

Moradores de Topene (Rapale – NPL) clamam por cuidados sanitários

Os moradores da Comunidade de Topene, Localidade de Muterua, no distrito de Rapale (Nampula) exigem uma unidade sanitária mais próxima. Segundo os nossos interlocutores, não tem sido fácil percorrer a distância de Topene para a vila sede de Rapale, que fica a 10 quilómetros daquela povoação. Alguns moradores, entrevistados pela Rádio Encontro, exigem a quem de direito para resolver o problema que periga a vida da comunidade, com destaque para mulheres em tempo de gestação. Entretanto, a luta pela igualdade de género é uma das prioridades para os moradores da comunidade de Topene. Fernando Toquele, líder comunitário local, disse que várias actividades são levadas a cabo no sentido de incutir um censo comum saudável entre homens e mulheres muito mais o empoderamento da mulher naquela comunidade. Fernando Toquele afirmou que todas actividades domésticas devem ser efetuadas por todos. Para Toquele, apesar do homem ser chefe de um lar, todos têm os mesmos direitos. Algumas progenitoras, que deram os seus depoimentos, afirmam que o amor não se pode trocar com violência, visto que existem homens que batem nas suas mulheres alegando que estão a exigir respeito. No entender das nossas fontes, os violadores dos direitos da mulher não podem se refugiar no ciúme, porque, segundo afirmam, o amor não prejudica mas sim é carinhoso. Por Malito João  

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