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ago 13 2022

Terra abandonada está em disputa na Comunidade de Cupiha, distrito de Rapale, em Nampula

O desconforto das mais de mil famílias que praticam actividades agrícolas na comunidade de Cupiha, no distrito de Rapale, está perto do fim. Já lá vão anos que muitas famílias ocuparam um espaço que outrora pertencia a uma empresa vocacionada no plantio de eucaliptos, num espaço muito extenso na Comunidade de Cupiha. A empresa teria movimentado pessoas que lá residiam e praticavam actividades agrícolas, sendo que algumas dessas pessoas foram indemnizadas e outras não. Anos depois, o projecto de plantio de eucaliptos naquela Comunidade fracassou e a empresa abandonou as terras, que, mais tarde, tornou-se uma mata, onde aconteciam muitos assassinatos. Movidos pela força de procurar sobrevivência, muitas famílias da cidade de Nampula começaram a ocupar parcelas de terra abandonadas pelo projecto para fazer machambas. Nos últimos anos, essa atitude foi tomada por mais de mil famílias, que saindo dos diferentes bairros da cidade de Nampula, foram ocupando espaços e abriram suas machambas em Cupiha, caso que não agradou aos nativos que teriam sido movimentados pelo projecto de eucaliptos. No ano passado, iniciaram os conflitos entre os nativos de Cupiha e os que vindo da Cidade de Nampula estão a produzir várias culturas naquela comunidade. Aliás, por algum tempo, esses nativos acusaram o líder local de estar a vender as terras. O problema que desconforta as famílias camponesas que ocuparam os espaços chegou aos ouvidos das autoridades governamentais do nível distrital de Rapale, que começou a dar o respectivo seguimento. Na última quarta-feira, o Administrador do Distrito de Rapale delegou uma comissão para auscultar as duas partes que, se calhar estiveram em litígio. A Rádio Encontro soube no local que afinal, os nativos exigiam a devolução das suas terras, uma vez terem sido movimentados pelo projecto e que alguns deles não foram indemnizados. As famílias que neste momento estão a explorar as terras, aguardam a decisão do governo do Distrito de Rapale, que apesar de terem sido sensibilizados que não devem construir habitações e nem plantar cajueiros, continuam a praticar agricultura de sobrevivência. O Régulo Cupiha não considera esta situação como um problema, uma vez que depois do abandono pelo projecto de plantio de eucaliptos, aquelas terras tornaram-se uma mata e era local onde se registavam muitas mortes estranhas. Com a intervenção do Governo do Distrito, as famílias esperam um fim feliz. A brigada criada pelo Administrador do Distrito de Rapale, que na quarta-feira trabalhou com os camponeses de Cupiha, recusou-se a falar aos nossos microfones, alegando não estar autorizada. As famílias, que neste momento praticam agricultura na Comunidade de Cupiha, produzem, principalmente, mandioca, feijões e amendoim.   Por Elísio João  

ago 13 2022

Paulo Vahanle continua zangado com o FIPAG e EDM em Nampula

O presidente do Conselho Autárquico de Nampula, Paulo Vahanle, mostra-se agastado com a falta de compromisso por parte de algumas empresas, com destaque para a Electricidade de Moçambique (EDM) e o Fundo de Abastecimento de Água (FIPAG), por não canalizarem os fundos resultantes da taxa de Saneamento. Paulo Vahanle deu esses pronunciamentos na manhã desta sexta-feira (12/08) na abertura do II Conselho Nacional de coordenação que decorre na cidade de Nampula. O edil revelou que passam quinze anos que a Electricidade de Moçambique delegação de Nampula não actualiza os números de clientes que consomem a energia, no sentido de se dar a conhecer o número concreto da população que paga a taxa de lixo, facto que, segundo Vahanle, poderia impulsionar o desenvolvimento da cidade. Calisto Cossa, Presidente da Associação de Municípios (AMUNA), reconhece haver vários desafios, daí que o governo colocou na mesa vários assuntos para o debate com objectivo de desenvolver o nosso País. Por sua vez, Ana Cumbuane, Ministra de Administração Estatal e Função Pública do nosso País, fez saber que o órgão que dirigi privilegia momento de coordenação com vista a criar entendimentos entre instituições. “De entre os vários pontos de agenda que serão debatidos nesse II conselho coordenador Nacional, destaca-se a consolidação da governação a todos níveis”, referiu Ana Cumbuane, Ministra de Administração Estatal e Função Pública do nosso país. Por: Malito João                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        

ago 11 2022

O Ministro da Saúde está de costas voltadas com as irregularidades no sector de saúde, na província de Nampula.

Armindo Tiago, que falou à imprensa, na manhã desta quinta-feira (11/08), disse que são vários os casos reportados que deixam a desejar o seu ministério, com destaque para o mau atendimento, cobranças ilícitas, e o desvio sistemático de fármacos nas farmácias hospitalares. De referir que arrancou, a nível nacional, uma campanha multissectorial, que envolve o pessoal de saúde, a população e o pessoal de comunicação, na perspectiva de denunciar casos de corrupção. Tiago disse, porém, que a campanha iniciou em Nampula, visto que a situação na Província é bastante crítica, dai que há essa necessidade de ser escolhida no sentido de desencorajar as tais práticas que mancham o sector de saúde. Aquele dirigente deu a conhecer que o controlo será renhido, e que, segundo fez saber, cada funcionário em pleno exercício deve, de forma obrigatória, estar devidamente identificado com uma fotografia visível   Armindo Tiago prometeu tomar as devidas medidas, assim que forem detectadas algumas irregularidades nas unidades sanitárias, que poderão culminar com a expulsão imediata da parte de agentes envolvidos.   Por Felismino Leonardo  

ago 11 2022

O Secretário das Comunicações na CEM felicita a Arquidiocese de Nampula pela formação dos membros da comunicação Social naquela Arquidiocese.

Falando telefonicamente, Marcolino Vilanculos, louvou a iniciativa que Arquidiocese de Nampula tomou em formar seus membros porque, segundo seu entender, vai impulsionar aos comunicadores a nível desta Arquidiocese e noutras Dioceses do País. A fonte disse que através dos meios de comunicação Social os comunicadores devem anunciar a boa nova que é a Palavra de Deus, daí que destacou algumas actividades daquele organismo eclesial. Por Malito João    

ago 11 2022

A Comissão da Comunicação Social (CCS) desafia aos párocos a criarem o sector de comunicação nas suas paróquias

O desafio foi lançado pelo coordenador daquela comissão, Gelácio Rapieque, no término de uma capacitação de cerca de 30 comunicadores oriundos de várias paróquias da Arquidiocese de Nampula, acto que teve lugar no Centro Catequético de Paulo VI de Anchilo, província de Nampula. Aquele coordenador salientou que a comunicação social é um dos meios indispensáveis na componente de formação do homem: “e a criação dessa comissão nas comunidades e Paróquias não é questão de gozo ou luxo, mas sim, de necessidade para formação e informação da comunidade cristã nesta Diocese ”, -disse Rapieque, que pede o envolvimento de todos os párocos para materialização desse desafio. A fonte acrescentou que este processo abrange a todas as regiões pastorais da Arquidiocese, razão pela qual a capacitação poderá decorrer nas regiões de Angoche e Iapala, que vão culminar com a eleição dos representantes dessa comissão de cada região Pastoral da Arquidiocese de Nampula. É nesse contexto em que os enviados às paróquias e participantes da capacitação comprometeram-se dinamizar esta comissão nas comunidades e Paróquias. Por Ofélio Adriano  

ago 09 2022

Comissão da Comunicação Social (CCS) capacita seus membros em técnicas de leitura e uso das redes sociais

Um total de 30 membros da comissão das comunicações Sociais na Arquidiocese de Nampula foi potenciado de uma capacitação em matérias de Técnica de Leitura e uso das redes sociais, suas vantagens e desvantagens. A formação, que teve lugar no Centro Catequético Paulo Sexto de Anchilo, contou com a participação de coordenadores da comunicação Social das paróquias e de outras regiões pastorais desta Arquidiocese. Os participantes disseram que aprenderam muita coisa sobre a comunicação Social e prometeram mudar a forma de executar as suas actividades nas suas paróquias. “Não há motivos para repetir os mesmos erros passados porque já fomos blindados de uma bagagem sólida para comunicar melhor” – disseram afirmaram as nossas fontes. Falando à margem da formação, Gelácio Rapieque, coordenador da comissão Arquidiocesana de Comunicação Social, disse acreditar que depois daquela capacitação, os membros poderão fazer a réplica daquilo que aprenderam junto dos comunicadores nas suas paróquias. Rapieque revelou que o pano de fundo naquela formação era uniformizar a comunicação Social a nível da Arquidiocese de Nampula e ter um ponto focal da comunicação em cada Paróquia ou comunidade. Por Seu turno, Dionísia Agostinho, vice coordenadora daquela comissão, disse que tudo correu bem graças à colaboração dos párocos que responderam positivamente, enviando os nomes dos participantes atempadamente para aquele encontro. A nossa fonte lembrou que muitas pessoas têm-se preocupado com o crescimento do grupo da C.C.S, facto que lhe custou reiterar agradecimentos de uma forma singular. Aliás, Dionísia aproveitou os nossos microfones para agradecer de forma particular sua Excelência Reverendíssima Dom Inácio Saure, Arcebispo de Nampula, por se envolver directamente e ajudar no crescimento espiritual do grupo. Importa lembrar que a capacitação teve a duração de três dias intensivos, e os comunicadores tiveram acompanhamento Espiritual de Júlio André, membro sénior da Associação dos Professores Católicos de Moçambique. Por Malito João              

ago 09 2022

Comissão Parlamentar de Plano e Orçamento vai propor revisão da Lei, para acomodar o código fiscal no País

Quantidades consideráveis de produtos perecíveis deterioram-se no país devido à morosidade processual, depois de confiscados pela Autoridade Tributária. Por causa dessa situação, a Comissão Parlamentar do Plano e Orçamento da Assembleia da República vai propor a revisão da lei para ajustar o Código Fiscal com algumas realidades específicas actuais. A intenção foi partilhada pelo Presidente dessa Comissão, António Niquice, que, falando recentemente a jornalistas em Nampula, disse que ao invés de se deixar produtos em armazéns a se deteriorarem, deveriam ser canalizados aos hospitais ou centros de caridade. “Não faz sentido que em Nampula, onde os níveis de desnutrição são altos, estejam produtos apreendidos a se estragarem, por causa da morosidade processual” – disse António Niquice, sublinhando que o nosso código fiscal está desajustado com a realidade actual. Essa observação da Comissão do Plano e Orçamento da Assembleia da República é feita numa altura em que estão a ser apreendidas quantidades consideráveis de produtos perecíveis pela Autoridade Tributária em Nampula. Uma entidade que pretende expandir suas acções para Nacala-à-Velha, Malema, Ribaué, Namialo e Erate. A Delegada Provincial da Autoridade Tributária de Moçambique em Nampula, Muanjuma Sualé, disse que para uma implantação efectiva dos serviços nesta parcela do país, são necessários 70 milhões de meticais. “A nossa expansão depende do factor financeiro. Mas se tivéssemos esses postos a funcionarem, facilitaria a nossa tarefa de colecta de receitas, porque actualmente estamos a fazer de forma sazonal e precisamos de nos deslocar para as potenciais regiões” –  sublinhou Muanjuma Sualé, Delegada Provincial da Autoridade Tributária em Nampula, falando da intenção da expansão física dos Postos Fiscais e de Cobrança. Por Elísio João      

ago 04 2022

Crónica do dia – Um cego não pode guiar outro cego

O sistema de educação do nosso país está doente. Está de baixa na sala de reanimação de onde voltar ou não tudo se mistura como produtos homogéneos, num clima de desespero total e completo. Está doente de um cancro que não aceita nem cuidados paliativos. Essa incompetência é demais. Morremos de vergonha e somos julgados pelo mundo como piores analfabetos. Nunca pensei, menos imaginei, que, depois da vergonha do conteúdo errado do livro da 6ª classe, voltássemos a assistir cenários tristes de erros, até nos testes finais. Erros de cálculos e de conteúdo. Parece que os autores daqueles conteúdos tomam “sicuta” de Sócrates. Não sei ao certo o que está acontecer no sistema educativo moçambicano. O que sei é que há um suicídio intelectual provocado ou espontâneo. Há uma necessidade de reforma no sistema educativo, até de demissão de alguns, do topo à base. As constantes reclamações de eficiência e satisfação no trabalho comprovam a presença do “veneno da incompetência” nos diversos sectores públicos da nossa sociedade. Este fenómeno acontece em pleno século XXI, era em que existem muitas instituições de formação para diferentes áreas profissionais, cada uma arrogando-se estar na posse da capacidade de oferecer melhores serviços e formações de qualidade. Muitos são os quadros formados e graduados, mas poucos são os que sabem exercer com eficiência o seu trabalho. A corrupção de que fala Mia Couto é um assunto sério. De facto, o pedido cancerígeno de “refresco em notas” no mercado de emprego e noutros sectores de interesse público faz dos nossos sectores profissionais covis de incompetentes. Olhando para o cenário da falta de emprego, nos dias actuais, é possível constatar que muitas pessoas se encontram trabalhando nos ministérios, não por vocação, mas por refúgio profissional. Porque “na falta do melhor o pior serve”. Muitos profissionais da educação são simples refugiados, daqueles que tentaram ser enfermeiros, pedreiros, engenheiros, sem sucesso. A falta de motivação salarial também está na raiz de tanta incompetência. Como é possível haver concentração diante das irregularidades da Tabela Salarial Única? Na verdade, quando o salário não compensa, morre também a vontade de trabalho sério. A preguiça física e psicológica associada ao consumo de drogas é outro factor detrás destes erros gritantes de conteúdos nos livros e nos testes. Pois, muitos trabalhadores, até de alto escalão profissional, vivem de fumos e babalazas. E no comando de todo seu trabalho está a inconsciência do que fazem. No quadro da degradação académico-intelectual no nosso país, está a negligência de fazer reciclagem, posto que muitos não participam das capacitações, rejeitam quaisquer observações dos colegas, e primam por trabalhar segundo o seu coração coberto de véu de ignorância. Frutos concretos já começamos a colher, pois nenhum cego pode guiar outro cego. Quem tem ouvidos, ouça! Giovanni Muacua, 04 de Agosto de 2022      

ago 02 2022

Saiu negativo o teste do caso suspeito de varíola de Macaco em Moçambique

  As autoridades de Saúde em Nampula anunciaram, esta manhã (02/08), que feitas as análises do caso suspeito da varíola de macaco concluiu-se que não se trata dessa doença. Falando à imprensa, o Chefe do Departamento de Saúde Pública na Direção Provincial de Saúde em Nampula, Geraldino Avalinho, disse que até então não existe nenhum caso relacionado com a varíola de macaco e que os profissionais de Saúde continuam de alerta. “Recebemos o resultado das análises no Sábado e dão conta de que não se trata de varíola de macaco, como algumas pessoas faziam crer” – disse Avalinho, acrescentando que as análises foram feitas na África do Sul, tendo sido seguidas todas as normas internacionais de controlo da Varíola de Macaco. A fonte explica que a Varíola de Macaco é altamente contagiosa mas menos mortífera. Os profissionais de Saúde estão também em alerta máximo com a Poliomielite, estando prevista mais uma campanha de vacinação contra a doença. “Gostaríamos de agradecer a todos os pais pela sua colaboração nas fases passadas e pedir para que façam o mesmo para a próxima fase, como forma de eliminarmos essa doença que periga o futuro das crianças” – afirmou a fonte. Por Elísio João  

ago 01 2022

A Comissão do plano e orçamento da AR satisfeita com o cumprimento do plano económico e social em Nampula

De visita à província de Nampula, a Comissão do plano e orçamento da Assembleia da República faz uma avaliação positiva do grau de cumprimento do plano económico e social nesta parcela do país. Falando esta segunda-feira (01/08) em Conferência de Imprensa, António Niquice, presidente da 2ª comissão, disse ter constatado com satisfação o grau de produção global ao nível da província, que atingiu uma média de cerca de 83 mil milhões de meticais. Os níveis baixos do grau de execução da despesa do orçamento da província é que preocupam a comissão. Entretanto, a fonte garantiu para breve, a retoma de edificação de infra-estruturas, sobretudo escolares nas zonas afetadas pelas tempestades, para além de outras acções que visam minimizar os impactos das mudanças climáticas na província. O combate a malária que tem ceifado vidas humanas constitui um desafio, de entre vários, lançado pela comissão ao executivo provincial. A comissão do plano e orçamento da Assembleia da República tem entre varias atribuições e competências, a missão de fiscalizar o grau de cumprimento do plano económico e social e orçamento do Estado. Por: César Rafael

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