jul 17 2020
Revisão da politica nacional de terras
Revisão da politica nacional de terras: o Estado continuará a ser o proprietário da terra e outros recursos naturais (Presidente Filipe Jacinto Nyusi) “No fim deste exercício, o povo espera ver um quadro legal e institucional ajustado à nova dinâmica social e económica”, disse Filipe Nyusi. O chefe de Estado moçambicano falava durante a cerimónia de lançamento da iniciativa no Instituto de Formação em Administração de Terras e Cartografia, na província de Maputo. Na ocasião, o Presidente moçambicano explicou que o seu executivo quer garantir políticas e leis de terra mais inclusivas, num processo em que as comunidades devem estar envolvidas em todas as etapas. “Embora a legislação esteja clara sobre a obrigatoriedade de consulta comunitária, a sua prática é por vezes problemática”, referiu. “O povo precisa compreender e se envolver no processo para não discutir o resultado. Precisam discutir agora porque o produto final deve ser do interesse dos moçambicanos”, acrescentou. Filipe Nyusi pediu ainda à comissão de revisão que o processo de auscultação seja conduzido de forma “mais transparente”, visando conferir maior legitimidade às soluções trazidas nos instrumentos finais de política e legislação de terras. “O quadro a ser proposto deve responder às preocupações dos cidadãos”, concluiu o Presidente moçambicano. Texto do discurso do Sr. Presidente Filipe Jacinto Nhusi : Discurso – PR Lançamento da Auscultação da Revisão da Política Nacional de Terras
jul 17 2020
Lançamento «manual» Laudato Si’, com mais de 200 «mandamentos» para uma ecologia integral
O Vaticano lançou um “manual” de aplicação da encíclica ecológica e social ‘Laudato Si’, que o Papa publicou em 2015, com mais de 200 recomendações em defesa do ambiente e da vida humana. ‘A caminho para o cuidado da casa comum – Cinco anos depois da Laudato Si’ é o nome do documento, elaborado pela mesa interdicasterial da Santa Sé sobre a ecologia integral, que apresenta como chaves para uma mudança na relação das pessoas com a natureza a “sobriedade”, o “consumo responsável” e o “uso de energias renováveis”. As comunidades católicas de todo o mundo são desafiadas a assumir iniciativas de educação e formação sobre a ecologia, a reciclar, a utilizar meios de transporte menos poluentes e a partilhar veículos (car sharing), a um consumo “crítico e circular” a um “investimento ético” ou a abolir o uso de plásticos descartáveis, entre outras medidas. O Vaticano apela a uma economia com menor impacto ambiental, sem subsídios para energias fósseis e taxas para as emissões de dióxido de carbono (CO2). Na questão dos investimentos, o texto refere que se devem evitar empresas que prejudiquem a “ecologia humana e social”, dando como exemplo a prática do aborto, o comércio de armas ou os combustíveis fósseis. As várias instituições católicas de educação e formação são chamadas a sensibilizar a sociedade para as causas da paz, da justiça e da democracia, promovendo a defesa da dignidade humana e dos direitos de cada pessoa. Nesse sentido, questiona-se a “cultura da eficiência, do usa e deita fora”, que coloca em causa o ser humano com “fragilidade”. Outra série de propostas diz respeito à saúde humana e à defesa da vida, “desde a conceção à morte natural”, criticando “escolhas eutanásicas mascaradas”. Eliminar vidas humanas não é uma política aceitável para defender o planeta e promover o desenvolvimento humano integral”. As preocupações do Vaticano centram-se ainda no chamado “inverno demográfico”, sobretudo no Ocidente, pedindo aos Estados que promovam “políticas inteligentes para o desenvolvimento familiar”. O texto apela ao diálogo entre gerações, à promoção de lideranças juvenis e à educação ambiental desde o início do percurso escolar, estimulando o “contacto com a natureza”. A mudança proposta a partir da ‘Laudato Si’ inclui a dimensão espiritual, com colaboração entre Igrejas Cristãs e outras comunidades religiosas, para encorajar um “estilo de vida profético, contemplativo e sóbrio”. Neste campo são propostos “ciclos de reflexão sobre as raízes éticas e espirituais dos problemas ambientais, a partir da ‘Laudato Si’, para que se encontrem visões alternativas aos modelos dominantes, do “paradigma tecnocrático”. Da catequese à universidade, o Vaticano espera que se estude a “Teologia da Criação”, inserindo as questões ecológicos no quadro do ensinamento moral da Igreja Católica. Ao mundo académico é pedido investimento no estudo sobre as alterações climáticas, sublinhando a necessidade de investigar o impacto da degradação ambiental nas populações e de reconhecer, juridicamente, a categoria de “refugiado climático”. Num momento de pandemia, o documento destaca os “perigos associados à rápida difusão de epidemias virais e bacteriológicas, num mundo caraterizado cada vez mais por uma forte urbanização e mobilidade”. O setor bancário e financeiro é convidado a integrar este esforço, dedicando maior atenção à “inclusão social e à defesa do ambiente”. As propostas pedem o fim dos “paraísos fiscais” para evitar a fuga de capitais e a lavagem de dinheiro. A 24 de maio, o Papa assinalou no Vaticano o quinto aniversário da sua encíclica ecológica e social ‘Laudato Si’, lançando um ano especial que decorre até maio de 2021, com o objetivo de “chamar a atenção para o grito da terra e dos pobres”.
jul 17 2020
Grito da terra, grito dos pobres
A semana da Laudato Si ‘, que celebrámos no passado mês de Maio para recordar o 5º aniversário da publicação da encíclica Laudato Si’ de papa Francisco, teve como tema “Tudo está conectado” procurando assim envolver todas as comunidades católicas espalhadas nos diferentes continentes no mesmo projecto. A semana foi uma proposta concreta para várias instituições religiosas para reflectir e construir um futuro mais justo e sustentável para a Terra e para a humanidade, seguindo as linhas indicadas pela própria encíclica. A iniciativa terminou com um dia mundial de “oração comum pela terra e pela humanidade” que também marcou o começo do Ano Especial dedicado à Laudato si‘ com objectivo de propor um compromisso público comum com a “sustentabilidade total” a ser alcançada em 7 anos. Considerando a realidade que o Covid-19 provocou nas diferentes partes do Mundo, o Dicastério para o Serviço e o Desenvolvimento Humano Integral, com o apoio de um grupo de parceiros católicos planeou várias iniciativas on-line e durante a semana, pessoas empenhadas na defesa da Casa Comum participaram de treinamentos on-line e seminários interactivos, reflectindo sobre o assunto e aprofundando seu compromisso de salvaguardar a Criação e promover uma ecologia integral. Na mensagem de Papa Francisco para ocasião da semana é realçado o papel de cada pessoa na salvaguarda do ambiente: “Que tipo de mundo queremos deixar para os que vierem depois de nós, para as crianças que estão crescendo?… Renovo o meu apelo urgente para responder à crise ecológica, o grito da terra é o grito dos pobres e não podem mais esperar. Vamos cuidar da criação, um presente do nosso bom criador Deus ”. Em cinco anos desde a publicação da Laudato Si ‘, milhares de comunidades em todo o mundo adoptaram acções destinadas a concretizar a visão de ecologia contida na Encíclica. Mas a crise ambiental é tão séria que é preciso fazer mais. Ninguém pode se sentir omitido de acções mais corajosas e impactantes nas várias instituições religiosas. Os ensinamentos da Encíclica são particularmente relevantes no contexto actual da pandemia de coronavírus: “A pandemia afectou em todos os lugares e nos ensina como apenas com o compromisso de todos podemos levantar e derrotar até o vírus do egoísmo social com os anticorpos da justiça, caridade e solidariedade. Ser construtores de um mundo mais justo e sustentável, de desenvolvimento humano integral que não deixa ninguém para trás”. O 5º aniversário de Laudato Si coincide com dois grandes eventos mundiais relacionados ao compromisso de combate a crise ambiental: o prazo final para os países anunciarem seus planos de alcançar os objectivos de ‘O acordo de Paris sobre o clima”, e também com a conferência das Nações Unidas sobre biodiversidade a realizar-se ao longo do ano, a fim de proteger os lugares e espécies que sustentam a vida no planeta. A profunda conversão para trabalhar pela justiça social, económica e ambiental e para a mudança do estilo de vida de cada um, através de várias iniciativas no nosso contexto Moçambicano, nos vai ajudar a colocarmo-nos em rede no cuidado a Casa Comum. Tutelar, cuidar e amar a nossa mãe terra é criar as bases de um futuro sustentável para as gerações vindouras. Texto da papa-francesco enc. laudato si
jul 17 2020
neste tempo de coronavirus: NÃO ESTAIS SOZINHOS
No início do mês de Junho a Conferência Episcopal de Moçambique (CEM) reuniu-se no Maputo para a sua reunião ordinária. Nesta ocasião publicaram 3 documentos importantes para as nossas comunidades. Uma carta dirigida aos irmão de Cabo Delgado que sofrem neste momento particular: Carta-Mensagem da CEM aos Irmãos de Cabo Delgado Plenária de Junho 2020 Uma Nota Pastoral na qual os Bispos fazem uma avaliação da vida das comunidades neste tempo de pandemia e lançam desafios e propostas para toda a Igreja moçambicana. Uma nota digna de reflexão e implementação: Nota Pastoral CEM Plenária Junho 2020 O Comunicado oficial da reunião da CEM: Comunicado oficial CEM Plenária Junho 2020
jul 17 2020
A coragem da Paz e o Compromisso da Missão
«Graça e paz vos sejam dadas da parte de Deus, nosso Pai, e do Nosso Senhor Jesus Cristo. Bendito seja Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, Pai das misericórdias e Deus de toda a consolação, o Qual nos consola em todas as nossas tribulações afim de podermos consolar, com a mesma consolação com que somos consolados, aqueles que estão atribulados». Nós os Bispos Católicos de Moçambique, reunidos no Seminário de Santo Agostinho da Matola, na nossa Segunda Assembleia Plenária Ordinária Anual (Novembro 2019), solícitos em servir e confirmar os irmãos na fé e empenhados em colaborar na promoção do bem para todos os moçambicanos, saudamo-vos com afecto. Comunicado da CEM 2019
jul 15 2020
Conto – Soberba lição!!!
Soberba lição!!! Dois homens, ambos gravemente doentes, estavam no mesmo quarto de hospital. Um deles podia sentar-se na sua cama durante uma hora, todas as tardes, para que os fluidos circulassem nos seus pulmões. A sua cama estava junto da única janela do quarto. O outro homem tinha de ficar sempre deitado de costas. Os homens conversavam horas a fio. Falavam das suas mulheres, famílias, das suas casas, dos seus empregos, dos seus aeromodelos, onde tinham passado as férias… E todas as tardes, quando o homem da cama perto da janela se sentava, passava o tempo a descrever ao seu companheiro de quarto todas as coisas que conseguia ver do lado de fora da janela. O homem da cama do lado começou a viver à espera desses períodos de uma hora, em que o seu mundo era alargado e animado por toda a actividade e cor do mundo do lado de fora da janela. A janela dava para um parque com um lindo lago. Patos e cisnes, chapinhavam na água enquanto as crianças brincavam com os seus barquinhos. Jovens namorados caminhavam de braços dados por entre as flores de todas as cores do arco-íris. Árvores velhas e enormes acariciavam a paisagem e uma tênue vista da silhueta da cidade podia ser vislumbrada no horizonte. Enquanto o homem da cama perto da janela descrevia isto tudo com extraordinário pormenor, o homem no outro lado do quarto fechava os seus olhos e imaginava as pitorescas cenas. Um dia, o homem perto da janela descreveu um desfile que ia apassar: Embora o outro homem não conseguisse ouvir a banda, conseguia vê-la e ouvi-la na sua mente, enquanto o outro senhor a retratava através de palavras bastante descritivas. Dias e semanas passaram. Uma manhã, a enfermeira chegou ao quarto trazendo água para os seus banhos, e encontrou o corpo sem vida, o homem perto da janela, que tinha falecido calmamente enquanto dormia. Ela ficou muito triste e chamou os funcionários do hospital para que levassem o corpo. Logo que lhe pareceu apropriado, o outro homem perguntou se podia ser colocado na cama perto da janela. A enfermeira disse logo que sim e fez a troca. Depois de se certificar de que o homem estava bem instalado, a enfermeira deixou o quarto. Lentavelmente, e cheio de dores, o homem ergueu-se, apoiado no cotovelo, para contemplar o mundo lá fora. Fez um grande esforço e lentamente olhou para o lado de fora da janela que dava, afinal, para uma parede de tijolo! O homem perguntou à enfermeira o que teria feito com que o seu falecido companheiro de quarto lhe tivesse descrito coisas tão maravilhosas do lado de fora da janela. A enfermeira respondeu que o homem era cego e nem sequer conseguia ver a parede. Talvez quisesse apenas dar-lhe coragem… Moral da História: Há uma felicidade tremenda em fazer os outros felizes, apesar dos nossos próprios problemas. A dor partilhada é metade da tristeza, mas a felicidade, quando partilhada, é dobrada. Se te queres sentir rico, conta todas as coisas que tens que o dinheiro não pode comprar. ” O dia de hoje é uma dádiva, por isso é que o chamam de presente.”
jul 15 2020
O HOMEM É MAIS MACACO DO QUE O MACACO
O HOMEM É MAIS MACACO DO QUE O MACACO Por José João Tute, Facebook. Eu nunca vi um macaco a fabricar armas para matar outros macacos nem nunca vi macacos sequestrados por outros macacos para traficar os seus órgãos; ou corpos de macacos espalhados nas ruas. Porém, já vi nas notícias, corpos de homens espalhados, mortos, pessoas sequestradas, tráfico de órgãos e mais. Até às vezes me pergunto se os macacos não são mais inteligentes do que os homens.
jul 15 2020
A COMUNIDADE E OS QUE MORREM
A COMUNIDADE E OS QUE MORREM Carta assinada, Paróquia São Pedro de Napipine Querida amiga Vida Nova: a minha inquietação está no Diretório da Pastoral da Arquidiocese de Nampula que fala sobre o funeral de um cristão que vive numa situação “irregular”. O DP, no nº 84, diz: “A igreja, neste caso, tem seguido as seguintes normas: Não se pode realizar uma celebração solene do funeral. Não se pode pretender que esteja presente o Padre, animador, ancião ou ministro dos funerais a presidir a cerimónia religiosa, quer em sua casa quer no cemitério, ou que se leve o cadáver à Igreja para rezar por ele. No entanto, não é proibido rezar para um irmão que morre não estando a praticar a religião ou que não recebe os sacramentos. A família pode e deve rezar por ele. Se estiverem os cristãos presentes, é bom que acompanhem nas orações pelos defuntos.” Acontece que num funeral deste tipo, sai um irmão da comunidade e começa a dizer o seguinte: “Vocês do grupo de oração negam rezar por este irmão com alegações que ele era irregular e nunca rezou convosco, mas nós testemunhamos que ele foi batizado, crismado e todo aquele que reúne estes requisitos, mesmo que não vá à Igreja regularmente, deve ser acompanhado com oração presidida pelo Padre, ancião ou animador e ainda dizem que quem pode julgar pelos pecados é só Deus. Não devem rezar por ele porque? Por ser irregular? E vocês não são irregulares? Jesus fazia milagres apenas para cristãos em estado regular?”. Será que estamos a interpretar mal o DP? Se assim for, porque é que as pessoas ligadas a estes regulamentos não nos atualizam para nos tirar da vergonha que tem vindo a registar-se nas cerimónias e em frente de pessoas estranhas à nossa religião? Algumas pessoas esperam um acontecimento deste tipo para difamar os responsáveis do grupo de oração ou núcleo. Ajudem-nos a sair desta vergonha. Resposta Vida Nova: Amigos de Napipine. Muito obrigado pela vossa carta (que tivemos que resumir por falta de espaço). Na verdade, a vossa é uma preocupação muito legítima. O problema está na interpretação deste número do DP. O Diretório não proíbe rezar pelo defunto, pelo contrário, aconselha-o. A palavra chave é “solene”; diz também que “não se pode pretender…”, isto é, não se pode exigir um tratamento igual para uma pessoa que viveu como cristão verdadeiro e para outra que, mesmo batizada e crismada, voluntariamente abandonou o seguimento de Cristo; quis, com os seu comportamento, deixar de viver como cristão-católico. Porém, estes casos devem ser resolvidos no Conselho Paroquial pois, neste espaço, corremos o risco de não entender o contexto da situação que também é muito importante para dar uma resposta. Aconselhamos que apresentem o caso ao vosso Pároco ou ao Bispo. Por último: nunca deixem de praticar os gestos de caridade com os que sofrem e com as famílias dos defuntos, como fez Jesus.
jul 15 2020
Resposta à carta “Anciãos sem casamento canónico”
Resposta à carta “Anciãos sem casamento canónico”, VN setembro 2016 Por Comunidade São João de Deus, Nampula A carta em referência é da autoria de um grupo pequeno de cristãos descontentes que usam mal a sua liberdade de expressão enveredando pelo caminho da difamação. Como resposta a esta carta, queremos esclarecer o seguinte: a comunidade de São João de Deus é dirigida por uma anciã (pela primeira vez na historia da comunidade sede), eleita com 156 votos válidos, contra 80 votos do seu seguidor mais direto. A nossa anciã é uma cristã comprometida, batizada, crismada e viúva há mais de dez anos. Por causa da sua maturidade na fé desempenhou alguns ministérios na comunidade e na paróquia. Como anciã, ela conseguiu dinamizar a comunidade ao ponto de iniciar a construção da nossa sede paroquial, coisa que nunca se viu na história da paróquia. Alguns descontentes da comunidade não toleram, que uma mulher consiga tantas proezas e daí que começa tal difamação contra ela. Para nós, não há nenhum impedimento para que a nossa anciã desempenhe o seu trabalho. Encorajamo-la a prosseguir com o seu vigor e dinamismo espiritual.
jul 15 2020
Comer a farinha do próprio saco
Comer a farinha do próprio saco Abílio de Gouveia Latão, e-mail. É triste ver jovens que não têm opções de vida. Uns pautam pelos crimes, alguns optam pela delinquência, outros tantos se refugiam na droga, no álcool, na violação sexual…. Caros jovens: é do suor onde pode provir a riqueza e o bem estar. Riqueza fácil não dignifica o beneficiário. Meu falecido pai dizia: “Quem cobiça algo sem sacrifício, acabará comendo-o com as mãos sujas”. E hoje vejo isso no meu belo país. Comamos do suor do nosso sacrifício. Nada de invadir casas alheias ou roubar bens dos outros. Sejamos honestos e comamos a farinha do nosso próprio saco!
