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jul 15 2020

Quero ser como Mia Couto

Quero ser como Mia Couto Por Tobias Manuel Sou natural de Gilé, residente em Milange, província da Zambézia. Venho através deste meio pedir conselhos. Sou de baixa escolarização. Por os meus pais apresentarem uma progressiva incapacidade financeira, tive que começar a trabalhar muito cedo e assim suportar as minhas despesas e as dos meus irmãos mais novos mas perdi o meu sonho da infância: ser escritor. Mas ainda não perdi o meu sonho, mesmo sem conhecimentos detalhados sobre literatura. Inspiro-me no escritor moçambicano Mia Couto, sonho com conhecer ele um dia e aprender a fazer literatura. Ponho em seguida um dos meus versos onde espelho a necessidade de ser grande escritor, conhecido não só pela qualidade da minha escrita mas também pelo meu compromisso social como Mia Couto: “Quando eu for Mia Couto, não só apresentarei contos magníficos, mas levarei à todo o canto, o Moçambique de natural encanto”.

jul 15 2020

DEZ CARACTERÍSTICAS DO ACOMPANHAMENTO DA LEITURA DA BÍBLIA PELO MAGISTÉRIO

DEZ CARACTERÍSTICAS DO ACOMPANHAMENTO DA LEITURA DA BÍBLIA PELO MAGISTÉRIO (Parte II) Por: Carlos Mesters Jesus é a chave principal da Sagrada Escritura (DV 2.4.16) Para nós cristãos, Jesus é o centro, a plenitude e o objetivo da revelação que Deus vinha fazendo de si desde o Antigo Testamento (DV 2.3.4.15.16.17). “Os livros do Antigo Testamento adquirem e manifestam sua plena significação no Novo Testamento e, por sua vez, o iluminam e explicam” (DV 16). Sem o Antigo Testamento não se entende o Novo, e sem o Novo não se entende o Antigo. A experiência viva de Jesus na comunidade é a luz nova nos nossos olhos para poder entender todo o sentido do Antigo Testamento (DV 16). Cristo está como que do nosso lado, olhando conosco para o Antigo Testamento, clareando-o com a luz da sua presença. Dizia Santo Agostinho: “Novum in Veterelatet, Vetus in Novo patet”, o que significa “O Novo está escondido no Antigo, o Antigo desabrocha no Novo”. Tudo isto tem uma atualidade muito grande. Não se trata só de descobrir como os primeiros cristãos souberam encontrar as figuras de Jesus no Antigo Testamento (DV 15). Trata-se sobretudo de fazer hoje o que eles fizeram, a saber: descobrir como o nosso “antigo testamento”, isto é, a nossa história pessoal e comunitária, está sendo empurrada pelo Espírito de Deus para a vida plena em Cristo. A conversão para Cristo tira o véu dos olhos e faz entender o sentido da Bíblia e da vida (2 Cor 3,16). De um lado, a Bíblia ajuda a entender e a aprofundar aquilo que estamos vivendo em Cristo. De outro lado, nossa vida e nossa prática nos ajudam a entender melhor o sentido cristológico da Escritura. Antigamente, este sentido era chamado de “sentido espiritual”. Isto é, o Espírito nos ajuda a descobrir o sentido que o texto antigo tem para nós hoje. Também era chamado “sentido simbólico”, pois unia (sym-ballo) a vida e a Bíblia. Aceitar a lista completa dos livros (DV 16) Existem duas listas de livros inspirados: a lista judaica, que compreende o que nós chamamos o Antigo Testamento, e a lista cristã, que compreende os livros do Antigo e Novo Testamento. Aceitar a lista completa é aceitar a unidade dos dois Testamentos e admitir que uma e mesma economia divina une os dois Testamentos num único projeto de salvação e de libertação, projeto que só se revela plenamente na medida em que o Antigo passa a ser Novo. Esta passagem do Antigo para o Novo começou no momento da Ressurreição de Jesus e ainda não terminou. A cada momento novos povos, novas pessoas e novos setores da nossa vida pessoal e comunitária vão entrando no “Caminho” (At 9,2; 18,25.26). Esta passagem, páscoa, envolve tudo e todos, pois tudo foi criado por Deus para Cristo (Cl 1,16). Assim, cada pessoa, cada grupo, cada comunidade, povo ou nação tem o seu Antigo Testamento, tem a sua história de salvação e deve fazer a sua passagem do Antigo para o Novo, isto é, deve aprofundar a sua vida até descobrir lá na raiz, a presença amiga e gratuita de Deus, empurrando tudo para a plena vida em Cristo. A Bíblia com seus dois Testamentos é norma, é cânon, dado por Deus, para ajudar-nos no discernimento e na realização desta nossa páscoa de salvação e de libertação. “Renovar” é fazer com que também hoje nas nossas vidas o Antigo se torne Novo. A Bíblia é livro da Igreja (DV 21) Quando nos reunimos em torno da Palavra de Deus, formamos um pequeno santuário ou sacrário, tão santo quanto o sacrário que conserva o Corpo de Cristo. Na Igreja existem o Livro e o Cálice (João XXIII), o santuário da Palavra de Deus e o santuário do Corpo de Deus (DV 21). Os inúmeros pequenos santuários da Palavra de Deus que, assim, se espalham pelo mundo, sobretudo entre os pobres, são as pontas finas e frágeis da raiz que dão força e vigor à árvore da Igreja. Estes pequenos santuários em torno da Palavra de Deus são o lugar, onde a Igreja nasce como a água da sua fonte. A Bíblia não é, em primeiro lugar, um livro de piedade individual, nem uma cartilha de transformação social, mas é o livro de fé da comunidade, livro de cabeceira. A Palavra de Deus gera a comunidade. Interpretar a Palavra de Deus não é a atividade individual do exegeta que estudou um pouco mais que os outros, mas é e deve ser uma atividade comunitária, na qual que todos participam, cada um a seu modo com os seus dons, inclusive o exegeta. Deste modo, surge e cresce o sentido comum, aceito e partilhado por todos. É o “sensusecclesiae”, o “sensusfidelium”, o “sentido de fé da Igreja”, com o qual todos se comprometem como se fosse com o próprio Deus. Este “sentido de fé da Igreja”, quando partilhado por todos nos Concílios Ecumênicos e expresso pelo Magistério, cria o quadro de referência dentro do qual se deve ler e interpretar a Bíblia. Levar em conta os critérios da fé (DV 12) Não basta a razão para poder captar todo o sentido que a Bíblia tem para a nossa vida. É necessário levar em conta também os critérios da fé e ler a Bíblia “naquele mesmo Espírito em que foi escrito” (DV 12). Os critérios da fé são três: “Atender com diligência ao conteúdo e à unidade de toda a escritura, levada em conta a Tradição viva da Igreja toda e a analogia da fé” (DV 12). Ou seja, a interpretação cristã da Bíblia deve levar em conta: (1) a “unidade de toda a Escritura”, isto é, a Visão Global da Bíblia; (2) a “tradição viva da Igreja” dentro da qual a Bíblia foi gerada e é transmitida; (3) a “analogia da fé”, isto é, a vida da Igreja dentro da qual e em função da qual a Bíblia é lida e interpretada. Os três têm o mesmo objetivo: descobrir o sentido pleno da Escritura, impedir

jul 15 2020

DEZ CARACTERÍSTICAS DO ACOMPANHAMENTO DA LEITURA DA BÍBLIA PELO MAGISTÉRIO

DEZ CARACTERÍSTICAS DO ACOMPANHAMENTO DA LEITURA DA BÍBLIA PELO MAGISTÉRIO (Parte I) Por: Carlos Mesters Nos anos depois do Concílio saíram vários documentos da parte do Magistério para estimular e orientar a leitura e a interpretação da Bíblia na Igreja. Pois a fidelidade à Igreja, à Tradição e ao Magistério é tão importante para a interpretação da Bíblia quanto a raiz para a árvore. Apresentamos aqui dez normas hermenêuticas (de interpretação), frutos do Vaticano II, que estão orientando a leitura e a interpretação da Bíblia na Igreja hoje.   Crer que a Bíblia é Palavra de Deus (DV 11) A fé de que a Bíblia é Palavra de Deus é o que mais caracteriza a leitura cristã da Bíblia. É por ser Palavra de Deus que a Bíblia tem aquela autoridade. A Palavra de Deus, porém, não está só na Bíblia. Deus também fala pela vida, pela natureza, pela história (DV 3). A leitura da Palavra escrita da Bíblia ajuda a descobrir a Palavra viva de Deus na vida. Santo Agostinho ensina que Deus escreveu dois livros. O primeiro livro é a criação, a natureza, a vida. O segundo livro é a Bíblia, inspirada por Deus para nos “devolver o olhar da contemplação”, para que possamos ler e interpretar melhor o Livro da Vida e da Natureza. Por ser Palavra de Deus, a Bíblia, quando “lida e interpretada naquele mesmo Espírito em que foi escrita” (DV 12), comunica a luz e a força deste mesmo Espírito aos que a lêem. Por isso, a Palavra de Deus tem força para realizar o que transmite (DV 21).   É Palavra de Deus em linguagem humana (DV 12) A linguagem usada por Deus para comunicar-se conosco na Bíblia é, em tudo, igual à nossa linguagem, menos no erro e na mentira. Por isso ela deve ser interpretada com a ajuda dos mesmos critérios que se usam para interpretar a linguagem humana: crítica textual, crítica literária, pesquisa histórica, etnologia, arqueologia, etc (DV 12; Pio XII 20). Do contrário, caímos no erro do fundamentalismo que tanto mal faz, pois desliga a Bíblia do contexto da realidade humana daquela época, isola o leitor e a leitora da comunidade e da tradição e separa vida e fé.   Deus se revela a si mesmo na sua Palavra (DV 20) O povo cristão procura e encontra na Bíblia “o conhecimento de Deus e do homem e a maneira pela qual o justo e misericordioso Deus trata com os homens” (DV 15). A Leitura Orante faz com que o modo de pensar de Deus, aos poucos, se torne o nosso modo de pensar. Por isso mesmo, ela ajuda a descobrir e quebrar em nós as falsas ideologias, e contribui para que aprendamos a olhar a vida com os olhos de Deus. Antes de ser um catálogo de verdades, a Bíblia é a revelação da graça e da misericórdia de Deus (DV 2). Ele nos amou primeiro! Para os pobres e oprimidos, esta revelação significa, desde sempre, que Deus se inclina para escutar o seu clamor e estar com eles na sua aflição, para caminhar com eles e libertá-los do cativeiro (Ex 3,7-8; Sl 91,14s). O objetivo primeiro da Bíblia é ajudar-nos a descobrir na vida esta presença amiga de Deus e experimentar o seu amor libertador. A leitura da Bíblia funciona como um colírio que vai limpando os olhos. Esta revelação e experiência de Deus são fruto, ao mesmo tempo, da graça de Deus e do esforço humano. De um lado, a revelação que Deus faz de si mesmo provoca nossa colaboração e participação e exige a observância da Aliança. De outro lado, ela “nos faz participar dos bens divinos que superam inteiramente a capacidade da mente humana” (DV 6). Eficiência e gratuidade, luta e festa, natureza e graça, ambos se misturam na caminhada conflituosa em direção a Deus. Este olhar libertador, nascido de Deus, liberta e abre o sentido da Bíblia.

jul 15 2020

ÁFRICA: MALDIÇÃO DO MINÉRIO Por: José Vieira A África é rica em recursos naturais, mas quase metade dos africanos vive abaixo da linha da pobreza. A África é depósito de cerca de um terço dos recursos naturais do planeta: tem 80 por cento das reservas de platina, fornece mais de metade dos diamantes brutos comercializados, produz 40 por cento do ouro; um quinto do tântalo usado em telemóveis, computadores e outros produtos de tecnologia digital vem da República Democrática do Congo, que tem metade das reservas globais de cobalto, um mineral necessário para a produção de superligas usadas na aviação; a Guiné-Conacri possui uma das maiores reservas de bauxite, o minério com que se faz o alumínio, a liga que domina a indústria global; Nigéria e Angola extraem juntas mais de quatro milhões de barris de crude por dia… Com tanta riqueza a jorrar das entranhas da África, como é possível haver tantos pobres na região?   A Pilhagem de África Li o livro A Pilhagem de África de Tom Burgis para tentar perceber o que se passa no continente. Burgis é um jornalista de investigação que escreve sobre «senhores da guerra, oligarcas, multinacionais, contrabandistas e o roubo da riqueza africana». Analisou a indústria da extração de recursos naturais em vários países – incluindo Angola, República Democrática do Congo, Nigéria, Guiné-Conacri e Níger – e encontrou um padrão que se repete: estrangeiros extraem riquezas imensas que as elites partilham para enriquecimento próprio. Chama-lhe «a maldição dos recursos». Os governantes celebram contratos opacos com multinacionais ou investidores sem rosto em condições especiais a troco de favores pessoais. As mineradoras são isentas de impostos, pagam uma taxa mínima pelo que extraem e movem capitais por meio de engenharias financeiras que defraudam o erário púbico dos países produtores. As populações locais sofrem as consequências da mineração: deslocações forçadas, poluição, empobrecimento. Os ganhos? Esses vão direitinhos para os bolsos dos investidores e dos detentores do poder, políticos e militares, e respectivas clientelas. Governantes corruptos criam sistemas paralelos para gerir contratos através de esquemas nebulosos. A indústria extrativa mantém no poder «dinossauros da corrupção» como Teodoro ObiangNguemaMbasogo, da Guiné Equatorial, e José Eduardo dos Santos, de Angola, ambos no poder há 36 anos, e Robert Mugabe, do Zimbabué, presidente há 35 anos. O Banco Mundial documentou a existência de um saco azul de mais de 32 mil milhões de dólares da venda de petróleo angolano para o regime cuidar das clientelas. A exportação de matérias-primas e a importação de bens de consumo também empobrece a economia africana: o processamento dos minerais chega a aumentar o seu valor até 400 vezes. Esta situação tem de mudar! Depois há a violência por parte das autoridades ou de rebeldes para controlar as jazidas – como aconteceu com os diamantes de sangue em Angola e Serra Leoa e acontece no Zimbabué e no Leste da República Democrática do Congo. E de grupos que lutam para tentar aceder ao bolo das riquezas naturais ou para defender o direito a uma vida melhor. Há também a constante chinesa: empresas estatais e privadas que oferecem crédito barato a regimes africanos párias, cobrando as dívidas em género: petróleo e minerais. A economia chinesa aumentou oito vezes entre 2000 e 2012 e devora quantidades enormes de crude e minerais para se alimentar. Durante o mesmo período o volume de negócios da China com a África cresceu de 13 mil milhões de dólares para 180 mil milhões. A China está a financiar dois terços das obras públicas africanas e empresta mais dinheiro ao continente que o Banco Mundial. Esta situação tem de mudar! O cardeal ganês Peter Turkson disse ser «moralmente inaceitável, politicamente perigoso, ambientalmente insustentável e economicamente injustificável que os povos em vias de desenvolvimento continuem a alimentar o desenvolvimento dos países mais ricos à custa do seu presente e do seu futuro».

jul 15 2020

USO DA MÚSICA PARA COMBATER VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Grupo de cantoras africanas usa música para combater a violência contra a mulher Por Natália da Luz De Bamako, no Mali, um grupo de cantoras usa a música para combater a violência contra mulheres que vivem bem longe dali. Em Kivu do Sul, na República Democrática do Congo, o abuso sexual contra meninas e mulheres é crescente e usado como arma de guerra. Para chamar a atenção do mundo sobre violações que acontecem contra as congolesas, ‘LesAmazones d’Afrique‘ cantam pelo fim da violência e impunidade. -Esse projeto veio num momento em que estávamos fartas de situações terríveis contra mulheres de todo o mundo. Em campos de batalha, a violência sexual é utilizada como um meio para desintegrar comunidades. As mulheres têm sido maltratadas por muito tempo. Pode parecer ingênuo, mas acreditamos que a música pode aliviar a dor – disse Pamela Badjogo em entrevista exclusiva ao Pordentro da África . O grupo foi formado há um ano em Bamako, quando MariamDoumbia, Pamela Badjogo e MariamKoné uniram suas vozes, baterias, guitarras, baixos e koras (uma harpa mandinka construída a partir de uma grande cabaça cortada ao meio e coberto com pele de vaca). Depois, MamaniKeita, KandiaKouyate, Nneka, InnaModja, Imany, RokiaKoné e MouneissaTandina completaram o grupo que canta “I playtheKora”, um hino de igualdade e de reconciliação entre homens e mulheres.   “Homem, os nossos problemas e dores são as nossas armas e nós, mulheres, queremos partilhá-las contigo.” Além da composição lançada em junho, elas criaram uma campanha de crowdfunding, cujas receitas contribuirão para financiar cirurgias da Fundação Panzi, criada em 1999 pelo ginecologista Denis Mukwege, indicado ao Nobel da Paz. O congolês que é herói de milhares de mulheres escravizadas física e emocionalmente, tem a sua missão contada no documentário O homem que conserta as mulheres. Dr Denis Mukwege no hospitalPanzi, na República democrática do Congo – Divulgação Por conta do seu trabalho, ele se tornou o maior especialista em danos provocados por violações, chegando a trabalhar mais de 18 horas por dia fazendo mais de 10 cirurgias. No total, em 15 anos, cerca de 40 mil mulheres já foram operadas pela equipe de Mukwege. E muitas mais ainda serão atendidas, já que o trabalho do hospital permanece. O contexto de guerra que caracteriza a República Democrática do Congo, sobretudo o leste do país, fez das mulheres e meninas seus principais alvos. O estupro em massa praticado por soldados e rebeldes é rotineiro, e as crianças-soldado também são vítimas dessa trágica guerra. Com isso, as mulheres têm perdido o seu lugar na sociedade, após serem estigmatizadas e rejeitadas. Os estupros, muitas vezes, envolvem facas e objetos perfurantes que não apenas atingem a vagina. Nesses ataques, muitas mulheres perdem a vida ou ficam com a saúde e a vida sexual comprometidas. -Acreditamos que a música pode contribuir para a mudança de mentalidade, que ela possa se transformar em um ativo para a mudança social, seja na República Democrática do Congo ou em qualquer outro lugar. Estamos otimistas com a repercussão do nosso trabalho. Torcemos para que o governo do Mali também se envolva para lutar contra a violência em zonas de guerra – ressaltou Pamela.   Riqueza musical no Mali A música do Mali é diversa e repleta de influências das culturas mandinga, fula, songai e tuareg, por exemplo. À frente do ‘LesAmazones d’Afrique’, um dos nomes mais famosos malineses é MariamDoumbia, da dupla Mariam e Amadou. Da nova geração, InnaModja é a principal representante. -Algumas de nossas canções lidam com a feminilidade e como também temos que ganhar o respeito das pessoas. No Mali, enfrentamos, diariamente, alguns preconceitos quando não aceitamos as diferenças. Um dos maiores desafios para as mulheres na África Ocidental talvez seja permanecer na escola, lutando contra a cultura do casamento precoce – contou Mariam. “Não me proíbam de ir à escola.quero aprender como contar, como escrever.” O primeiro disco do grupo, que está sendo gravado em Paris e Bamako, será lançado no início de 2017. As 13 faixas misturam línguas da Nigéria (igbo), Mali (bambara) e Senegal (wolof). Em todas elas, está o som do kora, que também é tocado na Guiné Conacri, Guiné-Bissau, Burkina Faso e Gâmbia. Com suas koras, ‘LesAmazones d’Afrique’ saem em turnê em homenagem às mulheres de todo o mundo. “Nós, mulheres, queremos construir um mundo melhor. O futuro de África também pode ser feminino.”

jul 15 2020

7 COISAS QUE OS PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS DETESTAM

7 COISAS QUE OS PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS DETESTAM Por: Lisa Wade Ensino numa escola superior há alguns anos e, durante este tempo, tenho descobertouma curiosa lista de coisas que espevitam os nervos dos instrutores e,então, resolvi partilhar. Não use a linguagem informal. Comunique-se com os seus professores como se estivesse no seu local de trabalho, pois você está. A linguagem deve ser cuidada e respeitosa, seja ela escrita ou falada, o estudante deve ser capaz de perceber quando a comunicação é ou não é a apropriada. Não questione ao professor se você “perdeu alguma coisa importante” durante uma ausência. Se realmente estiver preocupado com o que perdeu, faça leituras, obtenha apontamentos a partir de um colega de turma. Procure o professor no escritório, durante as horas normais de expediente, para discutir qualquer coisa não compreendida. Não arrume as suas coisas antes do fim da aula. Não faça isso. Espere mais 10 segundos até que a aula esteja realmente terminada. Se você não fizer isso, o professor pensará que você estava morrendo de vontade de sair da sala. Não faça uma pergunta sobre as lições ou deveres antes de verificar o plano analítico da cadeira. Faça um esforço de boa-fé para descobrir a resposta antes de perguntar ao professor. Não peça melhor classificação. Pode procurar o professor no seu escritório, durante o horário de expediente, para saber como estudar melhor ou melhorar o seu desempenho, mas não espere mudar a mente de seu professor em relação as suas notas. Reclamar uma suposta falha de classificação é aceitável, mas não pressione demais. Aplique a sua energia nos estudos e nas próximas avaliações. Não brinque com a formatação do trabalho. O trabalho não é longo o suficiente? Acha que o docente não conhece a diferença entre as fontes 11 e 12, ou entre “Arial” e “Times New Roman”? Não faça isso. Invista na sua pesquisa, não nas configurações do documento. Não encha de tolices as suas introduções e conclusões. Em sua conclusão, diga algo inteligente.

jul 15 2020

O CATECUMENADO: CAMINHADA DAS TREVAS PARA A LUZ

O CATECUMENADO: CAMINHADA DAS TREVAS PARA A LUZ (1Sam. 16, 1b.6-7.10-13ª; Ef. 5, 8-14; Jo. 9, 1-41) A caminhada do cego corresponde à dos catecúmenos. O momento que marca o encontro com a Luz é o dia do batismo. É interessante que o cego não vê a Luz (não chega à fé em Jesus) de repente. Primeiro Jesus suja-lhe os olhos (para que reconheça que é pecador e confie naquele que o pode libertar do mal). Só mais tarde, fazendo o que Jesus mandou (a luz nasce da obediência ao Evangelho), ao lavar-se na piscina de Siloé (o batismo), é que começa a ver. Mas ainda não consegue ver tudo. Só depois de ser provado pelas dificuldades que lhe foram criadas pelos chefes do povo e até pelos seus próprios familiares, depois de ser maltratado pelo nome de Jesus é que o cego se prostra diante do seu Salvador, o Filho do Homem (o Filho de Deus que assumiu a natureza humana para a libertar do pecado, pela morte na cruz) e proclama: Eu creio em ti, Senhor! Caro catecúmeno: Dizer “eu creio em Ti, Senhor” não são palavras para serem ditas da boca para fora. Para veres a Luz tens que estar disposto a deixar-te lavar os olhos, a ver as coisas com o olhar de Jesus (o Evangelho) e a enfrentar com firmeza e decisão as forças que te querem fazer desistir: não deixes que nada te faça desanimar. Então chegarás à Páscoa e verás a Luz em todo o seu esplendor!

jul 15 2020

A SAMARITANA ENCONTRA O CAMINHO DE JESUS

A SAMARITANA ENCONTRA O CAMINHO DE JESUS (Ex. 17, 3-7; Rom. 5,1-2. 2, 5- 8; Jo. 4, 5-42) A mulher da Samaria percorre um caminho semelhante ao do catecúmeno, na compreensão de Jesus. Ela só conhecia a água do poço (uma felicidade material, relações amorosas com muitos homens). Pouco a pouco, na conversa com Jesus (as várias etapas do catecumenado) ela descobre coisas admiráveis: primeiro, que está a falar com uma pessoa extraordinária; depois, começa a ver que ele pode ser o messias prometido; por fim, sente que ele faz nascer dentro dela uma fonte de água viva (sente-se respeitada e amada como nunca tinha sido: o seu coração fica preso a Jesus, mas não fica ciumenta por outros o terem para eles, porque vai chamar toda a gente para conhecer Aquele que ela tinha encontrado). Ela termina proclamando Jesus como o Salvador do mundo. Caro catecúmeno, caro cristão: esta descoberta de Jesus parece fácil. Podes imaginar que, com a água do batismo, a amizade com Jesus vai ser tudo um mar de rosas. Mas, tal como aos Israelitas, que foram libertos do Egito e passaram pelo batismo do Mar Vermelho, não lhes faltaram dificuldades e até murmuraram contra Deus, assim o caminho do catecúmeno, mesmo depois do batismo, não está isento de sofrimentos que até lhe hão-de fazer pensar que Deus se esqueceu dele. Mas Deus é fiel às suas promessas: a felicidade da vida nova, que jorra da amizade com Jesus, constrói-se aos poucos, com paciência, na fidelidade aos compromissos do batismo. É uma caminhada longa como a dos israelitas no deserto, durante quarenta anos.

jul 15 2020

DEUS PROVOCA O CRISTÃO, COMO A ABRAÃO

DEUS PROVOCA O CRISTÃO, COMO A ABRAÃO (Gen. 12, 1-4; 2Tim. 1, 8b-10; Mat. 17,1-9) Abraão é chamado por Deus a deixar a sua terra, isto é, a deixar a vida que tinha vivido até àquele dia. Ao entrar para o catecumenado também cada um de nós é chamado por Deus a deixar a vida antiga: corrupção, injustiça, mentiras, bebedeiras, roubo, prostituição, etc. Embora essas coisas não dessem a verdadeira felicidade, sempre davam alguma satisfação. Mas Deus promete uma vida muito melhor, onde o amor a Ele e aos irmãos enche o coração, na vivência da liberdade sobre os vícios que escravizam, a liberdade que dignifica a pessoa. Durante o catecumenado cada um é convidado a percorrer um caminho de libertação. Como a Abraão, Deus não lhe diz todo o percurso. Vai-o guiando aos poucos. O que importa é estar disponível para ser guiado. No Evangelho ouve-se a voz de Deus: “Este é o meu Filho. Escutai-o”. De facto, Jesus é o guia que nos vai dizendo por onde temos que ir. Ele explica o que Moisés e Elias tinham profetizado e mostra que, para chegar à glória e à felicidade que o seu rosto luminoso anuncia, (a felicidade dos filhos de Deus) é preciso passar pela cruz (a entrega da vida em favor dos irmãos). Esse é o caminho do catecúmeno, para se tornar cristão, o caminho de Cristo.

jul 15 2020

MESMO DEPOIS DO BATISMO SOMOS TENTADOS

MESMO DEPOIS DO BATISMO SOMOS TENTADOS (Gen. 2, 7-9; 3, 1-7; Rom. 5, 12-19; Mat. 4, 1-11) A Quaresma é um pequeno resumo do catecumenado e, ao longo de 5 Domingos, são apresentadas as várias etapas dessa caminhada. No 1º Domingo, o catecúmeno é convidado a conhecer as tentações que o levam a pecar, olhando para Adão e para Jesus. Apesar de ter conhecido a amizade com Deus, Adão deixa-se seduzir pelo desejo de ser dono da vida e escolhe fazer o que é contrário à vontade de Deus, tornando-se infeliz, porque demasiado orgulhoso e inclinado à satisfação dos próprios interesses. Por isso deixa de ser uma pessoa de comunhão com os outros e com Deus. Toda a pessoa humana cai na mesma tentação em que caiu Adão. A única forma de vencer as tentações é seguir Jesus e deixar-se atrair pela sua humildade e obediência ao Pai. Também as tentações de Jesus são como as nossas: servir-nos do poder que temos para nosso benefício, para nos safarmos da melhor maneira (sem pensar nos outros nem em Deus, claro!); pretender que Deus faça o que queremos, em vez de fazermos nós o que Ele quer; preocupar-nos com ser famosos, ricos e mais do que os outros, em vez de estar ao serviço dos mais pobres e necessitados. Para vencer as tentações Jesus usou sempre as Sagradas Escrituras, onde encontrou uma sabedoria diferente da sabedoria humana. Caro cristão, que uso fazes da Palavra de Deus (Bíblia)?

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