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Misericórdia e Fraternidade para sempre

Celebramos 10 anos de pontificado do Papa Francisco (13/3/2013). Foram 10 anos durantes os quais ele trabalhou muito para fazer com que toda a família humana se tornasse cada vez mais humana graças ao Espírito de Deus presente na nossa história. Aqui queremos lembrar alguns dos mais significativos ensinamentos (Exortações Apostólicas) que papa Francisco nos deixou. “Evangelii Gaudium” (2013): papa Francisco chama-nos a ser uma Igreja em saída, uma Igreja-povo de Deus, onde todos e todas sejam sujeitos da evangelização. Nessa dimensão da Igreja em saída, ele fala também dum laicado em saída, que constitui um novo modo de ser Igreja, de ser presença em todos os lugares onde ninguém mais chega aonde nem o padre, o bispo, até o Papa pode ir, mas, nesses lugares, o leigo e a leiga já estão lá porque lá eles moram. Portanto, são sinais desta Igreja presente no mundo. “Laudato Sii” (2015): é a carta que nos convida a cuidar da casa comum, a cuidar do ambiente, da mãe terra como, ao mesmo tempo, cuidar da sociedade para que se consiga chegar a um desenvolvimento integral. Cuidar da casa comum não é simplesmente não cortar as plantas ou não poluir o ambiente em que vivemos, mas é renovar aquilo que está sendo destruído seja a nível ecológico que humano. “Amoris laetitia” (2016): Ele trouxe a família para o centro da atenção pastoral, um olhar para um modo de ser Igreja que é como a família: de co-responsabilidade, de cuidado, de amor, de ternura, de gratuidade. “Fratelli Tutti” (2020): se quisermos viver a fraternidade, devemos reconhecer a verdade fundamental que Deus é nosso Pai. E se Deus é nosso Pai, somos filhos e filhas, todos, sem distinção, e somos irmãos e irmãs. Essa é a raiz, é a verdade central. É a certeza que fecunda o compromisso, o dom da fraternidade. Além disso ele nos convida a recomeçar; se vamos recomeçar a reconstrução da fraternidade temos que recomeça-la a partir dos pobres, para que ninguém fique de lado.   IV Assembleia Nacional de Pastoral Nampula de 17 à 21 de Maio 2023 “Reavivar o Anuncio e o Testemunho da Palavra de Deus hoje”. A Igreja Católica em Moçambique celebra este mês a sua IV ANP: ontem como hoje, à luz da Palavra de Deus, ela quer perceber os sinais dos tempos e acompanhar o povo moçambicano nas suas transformações políticas, sociais, económicas e religiosas. Nas próximas edições da Vida Nova iremos acompanhar e apresentar os trabalhos realizados durante a Assembleia para que sirvam de luz e guia para a pastoral das nossas comunidades.

Deus, é o Deus da Paz e não da Guerra

Celebramos 10 anos de pontificado do Papa Francisco (13/3/2013). Foram 10 anos durantes os quais ele trabalhou muito para fazer com que toda a família humana se tornasse cada vez mais humana graças ao Espírito de Deus presente na nossa história. Aqui queremos lembrar alguns dos mais significativos ensinamentos (Exortações Apostólicas) que papa Francisco nos deixou. “Evangelii Gaudium” (2013): papa Francisco chama-nos a ser uma Igreja em saída, uma Igreja-povo de Deus, onde todos e todas sejam sujeitos da evangelização. Nessa dimensão da Igreja em saída, ele fala também dum laicado em saída, que constitui um novo modo de ser Igreja, de ser presença em todos os lugares onde ninguém mais chega aonde nem o padre, o bispo, até o Papa pode ir, mas, nesses lugares, o leigo e a leiga já estão lá porque lá eles moram. Portanto, são sinais desta Igreja presente no mundo. “Laudato Sii” (2015): é a carta que nos convida a cuidar da casa comum, a cuidar do ambiente, da mãe terra como, ao mesmo tempo, cuidar da sociedade para que se consiga chegar a um desenvolvimento integral. Cuidar da casa comum não é simplesmente não cortar as plantas ou não poluir o ambiente em que vivemos, mas é renovar aquilo que está sendo destruído seja a nível ecológico que humano. “Amoris laetitia” (2016): Ele trouxe a família para o centro da atenção pastoral, um olhar para um modo de ser Igreja que é como a família: de co-responsabilidade, de cuidado, de amor, de ternura, de gratuidade. “Fratelli Tutti” (2020): se quisermos viver a fraternidade, devemos reconhecer a verdade fundamental que Deus é nosso Pai. E se Deus é nosso Pai, somos filhos e filhas, todos, sem distinção, e somos irmãos e irmãs. Essa é a raiz, é a verdade central. É a certeza que fecunda o compromisso, o dom da fraternidade. Além disso ele nos convida a recomeçar; se vamos recomeçar a reconstrução da fraternidade temos que recomeça-la a partir dos pobres, para que ninguém fique de lado.   IV Assembleia Nacional de Pastoral Nampula de 17 à 21 de Maio 2023 “Reavivar o Anuncio e o Testemunho da Palavra de Deus hoje”. A Igreja Católica em Moçambique celebra este mês a sua IV ANP: ontem como hoje, à luz da Palavra de Deus, ela quer perceber os sinais dos tempos e acompanhar o povo moçambicano nas suas transformações políticas, sociais, económicas e religiosas. Nas próximas edições da Vida Nova iremos acompanhar e apresentar os trabalhos realizados durante a Assembleia para que sirvam de luz e guia para a pastoral das nossas comunidades.

Crianças felizes, um mundo feliz!

“As crianças são flores que nunca murcham”, declarava o saudoso presidente da República Popular de Moçambique, Samora Moisés Machel. Consta nos anais históricos que Junho é o mês da criança, sobretudo no dia 01 comemora-se o Dia Mundial da Criança. Uma efeméride assinalada pela primeira vez em 1950 por iniciativa das Nações Unidas, com intenção de chamar a atenção para os problemas que as crianças enfrentavam naquele tempo. De facto, o mês de Junho tem sentido quando todas as crianças, independentemente da raça, cor, religião, origem social, país de origem, gozam do seu direito a afecto, amor e compreensão, alimentação adequada, cuidados médicos, educação gratuita, protecção contra todas as formas de exploração e a crescer num clima de paz e fraternidade. Chegou o dia e o mês da criança. Nada de como pais, irmãos, tios ou encarregados delas abandoná-las à sorte da ventania. Por mais que haja na família dificuldades económicas, nada justifica os maus tratos às crianças. Não são poucas as crianças que hoje vivem dilaceradas por causa da indiferença, ódio, desentendimento dos próprios pais. Muitas delas vivem órfãs com pais vivos. De facto não são poucas as que vivem com pais crocodilos. Pandemia que mais corrói a filhos enteados. Como flores que nunca murcham, as crianças são o presente e o futuro desta sociedade moribunda. Nada de os pais esquecerem-se da sacralidade dos próprios filhos. Eles são um presente que Deus deu à família. Mesmo os enteados merecem atenção. Havendo condições, não é mal comprar-lhes roupa e alimentá-los dignamente. Não são poucas as vezes que encontramos filhos com pais que trabalham e recebem salários mas com roupa rasgada, amarrotada, a cheirar a chulé como se sabão e Omo tivessem fugido do mercado. Os pais podem comprar boa roupa para si mesmos, mas se não investem nos próprios filhos (legítimos ou enteados), não passam de um demónio revestido de carne. De um lobo em carne de cordeiro. Este é o mês para nunca se esquecer que existem homens e mulheres que não conseguem ter filhos. Então, se tem filhos, agradeça a Deus! Não espere ter milhões de meticais para cuidar deles. Basta o mesmo dinheiro com que compra a sua roupa. Nunca esperar dinheiro escrito “filhos legítimos, enteados, empregados”, não. Na verdade, um mundo melhor é possível com crianças felizes, que são adultos felizes de amanhã. Não esquecer de assinar à VN para ficar sempre informado e formado

Mais dois Sacerdotes na Arquidiocese de Nampula

Os Padres Jeremias José da congregação São João Baptista e Xavier Ligório, do clero diocesano, foram ordenados no domingo, 25 de Junho. Com a ordenação desses dois sacerdotes, a arquidiocese de Nampula passa a contar com 50 Sacerdotes, sendo 45 padres diocesanos e 5 da congregação São João Baptista. Os dois novos sacerdotes foram ordenados por Dom Inácio Saure, Arcebispo de Nampula, o qual recordou que aquele que entra nessa missão, não pode nem deve ser orgulhoso e tem a obrigação de cumprir integralmente aquilo que disse na sua consagração, que se resume no bem servir o povo de Deus e fazer chegar a sua palavra a toda a humanidade. “Devem ser coerentes e testemunhos fieis de Deus perante o povo, através do vosso modo de viver e em todas as vossas actividades.” –  orientou Dom Inácio, apelando para que “procurem guiar os fieis num único caminho que conduz a Cristo sem os deixar perderem-se”. Recordou que tudo que esteja escondido virá a descoberta.  Numa clara alusão de que os padres, devem dar sempre um bom exemplo, para que o seu sacerdócio não seja desacreditado. “Jesus Cristo nos adverte: Não há nada que esteja coberto que não venha descobrir-se nem oculto que não venha conhecer-se”.- disse Dom Inácio, recordando que teria falado isso noutras homilias, mas que infelizmente sabe que ainda há problemas, mas, referiu, “o povo de Deus acabará sabendo tudo, por isso sejam pessoas de uma oração pessoal e intensa com a qual vos alimenteis espiritualmente e organizar belas celebrações com os fieis, que poderão ser de bom proveito para o povo de Deus mas não para vós mesmos, porque a ser assim serão teatros a baixo custo sem nenhum efeito espiritual sobre as vossas vidas”. Naquela homilia, o Arcebispo de Nampula lembrou que o povo quer ver Deus nos seus servos, numa altura em que o número de Padres continua insuficiente, olhando pelo povo que precisa de ser alimentado com a palavra de Deus.  A igreja precisa de sacerdotes de qualidade e não em quantidade “Vocês querem ter padres sem qualidade?” – questionou Dom Inácio, que dirigindo-se aos fieis e familiares dos dois novos Padres, pediu apoio incondicional como forma de eles conseguirem fazer o trabalho de Deus sem correrem o risco de caírem em tentação. “Não tenhais medo de vos aproximardes deles, para lhes dizer uma palavra de encorajamento quando eles estão no bom caminho mas também de correção fraterna quando se enganarem”. – Advertiu, pedindo atenção dos familiares, no sentido de as suas casas não servirem de esconderijos de filhos feitos as escondidas, pois, disse, “para quem a vida sacerdotal não serve, deve ir para outra vida, porque ninguém é obrigado a ser sacerdote para toda a vida”.   “Não queremos ouvir aquilo que se diz por aí: –Ah, os padres de hoje não prestam”. – disse Dom Inácio pedindo para que todos os fieis orem para os sacerdotes, sem os caluniar. Sejam promotores da paz que continua a ser um bicho de 7 cabeças Através de várias mensagens apresentadas na ocasião, as comunidades assumiram o compromisso de dar o seu apoio aos novos sacerdotes, para que sejam, na verdade, promotores da paz, que continua a ser muito necessária, numa altura em que a província de Cabo Delgado está a sofrer ações terroristas. A Mensagem do Clero Diocesano, por exemplo, apresentada pelo respetivo Secretário, Padre Serafim Muacua, refere que a ordenação dos dois padres, representa um presente que Deus concede ao povo de Nampula, numa altura em que o país, celebrava a sua independência. Dirigimo-nos a vos irmãos em cristo para desejar as nossas notas de boas vindas no ministério sacerdotal e de modo particular ao Padre Xavier Ligório do clero diocesano de Nampula, um clero que apesar dos vários desafios da vida busca viver e se manter na alegria do evangelho, no empenho pastoral com vista a salvação das almas do rebanho que lhe foi confiado”. – lê-se na mensagem, a qual sublinha que “em virtude da vossa ordenação, senhores padres, o espirito do senhor está sobre voz, porque vos ungiu para pregar o evangelho aos pobres”. “Ele vos enviou para proclamar a libertação dos aprisionados e a recuperação de vista aos cegos, para restituir a liberdade aos oprimidos”. – sublinha ainda a mensagem, destacando que “proclamar a libertação dos aprisionados, a recuperação a vista aos cegos e restituir a liberdade aos oprimidos no mundo, sobre tudo no país em que estamos, continua sendo um bicho de sete cabeças”. Recordando a mensagem de Jesus, segundo a qual “deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz”, os padres diocesanos apontam que “por a paz ser um bem necessário, os novos Sacerdotes não podem pensar que seja um trabalho fácil semear a paz através do evangelho, quando ainda aqueles que simulam ser promotores dela, apenas se limitam a cantar – “Paz, paz, paz, paz, com mãos erguidas para o céu, mas com os pés pisando os outros”.   O Sacerdote Diocesano Xavier Ligório foi ordenado com o lema: – “Eis-me aqui, senhor, envia-me a mim”. Enquanto que o Padre Jeremias José, da congregação São João Baptista escolheu o lema –“ Como retribuirei ao senhor por tudo que ele me deu, elevarei o cálice da salvação invocando o nome do senhor”. Padre Xavier Ligório nasceu no distrito de Moma em 1992 e o padre Jeremias José, nasceu em 1983 no distrito de Pebane, na Província de Zambézia. Por Elísio João

Reduzem no país casos de descriminação

Em pleno dia Internacional da Conscientização sobre o Albinismo, fala-se da redução dos crimes contra pessoas com albinismo nos últimos tempos. Falando por ocasião do 13 de Junho, dia da Conscientização sobre o Albinismo, a classe em Nampula diz que nos últimos dias há redução de crimes contra ela. Redução de casos de raptos, sequestros, discriminação e tráficos de pessoas com albinismo caracterizam os momentos actuais. Apos uma marcha havida esta terça-feira, 13/06, no âmbito da celebração da data, esta classe social assumiu que a diferença torna uma sociedade única. Membros da Associação Amor a Vida, por nós entrevistados, caracterizam o momento actualmente vivido, como sendo seguro se comparado aos anos anteriores. “Provas de que há, na verdade, uma percepção diferente nas famílias moçambicanas em relação a esta classe social”, – sublinharam os mesmos, observando que hoje em dia crianças com albinismo estudam e brincam com as outras sem descriminação. Outros factos, que de alguma forma tornam-se uma preocupação e ao mesmo tempo desafio para pessoas com problemas de pigmentação da pele é a sua saúde, que exige um investimento para a proteção da pele. As nossas fontes garantiram que através da Associação “Amor a Vida”, um e outro parceiro tem aparecido para prestar o devido apoio. Por Ernesto Tiago

Novo Município de Mossuril na mira da Renamo

A presidente Nacional da Liga Feminina da Renamo, Maria Celeste, garantiu esta terça-feira, 13/06, que o Município de Mossuril, em Nampula, está na mira do Partido Renamo. Maria Celeste falava à margem de um seminário sobre as eleições municipais, direcionado as mulheres da Renamo de todos distritos da província de Nampula. Na capacitação que juntou numero considerável de membros da liga feminina da Renamo, a presidente Nacional do órgão, Maria Celeste avançou que o novato Município de Mossuril é motivo de perda de sono para o seu partido. Aliás, a chefe das mulheres da Renamo disse ter sido um seminário que permitiu as mulheres da Renamo saberem o que fazer no dia das eleições. Maria Celeste, apesar de ter considerado Nampula o campo em que houve mais sabotagem do processo de recenseamento eleitoral, certeza não lhe faltou que a cidade é, e será a casa da Renamo. Em Nampula houve registo de muitos ilícitos durante o recenseamento, em comparação com outras províncias.” – referiu a dirigente das mulheres da Renamo no país sublinhando que “o novo município de Mossuril é um alvo atingido”. Por Ernesto Tiago

Cidade de Nampula adquire Duas Ambulâncias Municipais

De Modo a garantir a saúde dos munícipes desta urbe, o presidente do Conselho Autárquico da Cidade de Nampula Paulo Vahanle adquiriu para os seus munícipes, duas ambulâncias. Depois de várias tentativas sem sucesso,  para construção de centros de saúde na cidade de Nampula, o Conselho Municipal mudou de estratégia adquirindo duas ambulâncias para servir os munícipes desta urbe. Falando na tarde desta segunda-feira, na apresentação publica das duas ambulâncias, Paulo Vahanle referiu que o objetivo é socorrer os munícipes com mais brevidade possível quando enfrentarem problemas de saúde. “No nosso plano de governação municipal, havíamos enquadrado a componente de construção de centros de Saúde, mas que não estamos a ser permitidos, daí que optamos em falar com nossos parceiros de cooperação para nos disponibilizar ambulâncias para ajudar os nossos munícipes em caso de doença”. – explicou a jornalistas o edil de Nampula, acrescentou que “estes meios são produto de uma doação dos parceiros de cooperação, com destaque para o município de Amarante em Portugal”. Disse que “Para Estas duas ambulâncias devidamente equipadas, chegarem até a cidade de Nampula, foram necessários 2 milhões de Meticais, que serviram para alfandegamento e outros documentos, uma vez que o estado  moçambicano não aceitou a isenção de alguns impostos.” Entretanto os munícipes desta urbe louvaram o gesto, do conselho Municipal, uma vez que as viaturas poderão trazer benefícios, facilitando a movimentação de doentes de casa para uma unidade Sanitária, ou de lá para um hospital de referência em tempo aceitável. Por Assane Júnior

Sacramento da Eucaristia é o Centro da fé cristã

A Vida da Igreja católica continua a ser resumida na eucaristia. Essa realidade foi recordada pelo Padre Isac Jacinto Velica, durante a celebração eucarística no último domingo, 11/06, no infantário- Aldeia Esperança, de Momola. Padre Isac observou que “a melhor maneira de o cristão católico participar na ceia do senhor, é recebendo o maior sacramento da eucaristia, que é o resumo de todos os sacramentos”. “Hoje celebramos a festa do corpo e Sangue do nosso Senhor Jesus Cristo, um grande mistério e símbolo da nossa fé.” – recordou o prelado, sublinhando que por meio do corpo e sangue de Jesus Cristo, o cristão comtempla o grande sacramento que é o cume de todos os sacramentos. “A vida pascal, quaresmal e quase toda a vida da igreja, pode estar resumida no sacramento da eucaristia, e, por isso, Ela tem muitos significados”. Anotou, lembrando que a vida do cristão deve se resumir no amor, porque Jesus disse “amai ao próximo como a si mesmo e a Deus sobre todas as coisas”. Nessa homilia, o Padre Isac destacou a necessidade de os cristãos expandirem o amor para o mundo, respeitando a natureza e ao seu irmão segundo as escrituras, o que suscita a paz e tranquilidade no mundo. Hoje o nosso mundo está a ir cada vez mais a abaixo por falta de amor com a natureza, e para com o nosso irmão. – lamentou, implorando que “o nosso amor, deve ser aquele que contemplamos no rosto do nosso senhor Jesus Cristo, que suscita a paz e tranquilidade para todos”. Esta celebração eucarística, aconteceu a margem de uma visita efectuada pelos Peregrinos do Papa Francisco ao Infantário – Aldeia Esperança de Momola. Por Elísio João

Governador de Nampula considera a província, berço do cajú

Essa consideração foi feita durante a primeira reunião nacional de concertação de actores de cadeia de valor de caju, um encontro que juntou sectores públicos e privados nas áreas de produção, comercialização e processamento do cajueiro que a província acolheu pela primeira vez, durante dois dias para uma reflexão. Isso acontece numa altura em que a província está embalada numa crescente consolidação como maior produtora e processadora da castanha de caju no pais e que contribui para a reafirmação de Moçambique no panorama internacional como maior produtora do pseudofruto. Para Manuel Rodrigues Alberto, o caju é uma das fontes fundamentais na renda das comunidades da provincia, tendo em conta que dos vinte e três distritos que compõem, dezanove produzem essa cultura. ̎O cajú é uma das principais fontes de renda para nossa população em Nampula, se tomarmos em conta que cerca de 83%, isto é dos 23 distritos que compõem a nossa província de Nampula, 19 são produtoras desta cultura de rendimento,  envolvendo  mais de 300 Mil produtores de cajú na província de Nampula ̏.- disse o governador da província, Manuel Rodrigues. O dirigente recuou no tempo e disse que no ano de 2021 a província comercializou mais de 67 mil toneladas de castanha de caju contra os 77 mil da última campanha, ao que encoraja a província na reafirmação do quadro nacional como a melhor província produtora do caju. ̋Agrada-nos constatar que tem havido anualmente um emcremento dos volumes de comercialização de castanha de cajú. Em 2021 por exemplo, a nossa província comercializou 67.338 Toneladas de castanha de caju, para os cerca de 77 Mil toneladas comercializadas na campanha passada. Como podemos depreender o volume de castanha de cajú comercializado tem estado a crescer na nossa província e tem estado a nos encorajar que realmente a província de Nampula, ira continuar a reafirmar -se no panorama nacional como sendo a província produtora de castanha de caju ̏ referiu Manuel Rodrigues. Segundo dados divulgados na ocasião, a província de Nampula conta com 37 empresas processadoras e 13 fabricas, exploradas por vinte empresas que exportam o produto. ̏A nossa província de Nampula conta com 37 empresas processadoras e 13 fábricas e quatro fabriquetas exploradas com um número visível de empresas que igualmente fazem a exportação em número de 20. “Deste numero de unidades de processamento, constatarmos que, infelizmente apenas seis estão operacionais, o que significa que temos muitos nossos concidadãos que neste momento estão no desemprego ̎;  Lamentou Manuel Rodrigues Alberto. Entretanto o representante do chefe do estado moçambicano na província de Nampula Jaime Neto, referiu que nos últimos tempos tem-se registado melhorias dos níveis de comercialização da castanha de caju, mas a indústria nacional do processamento, apesar de possuir uma capacidade enorme para absorver a produção em todo país, não é explorado duma forma integral por diversos motivos. Destacou a guerra entre a Rússia e a Ucrânia como um fenómeno que contribuiu para a redução da capacidade das empresas processadoras, e consequentemente condiciona a falta do financiamento. ̎Nos últimos anos temos registado um aumento significativo dos níveis da comercialização da castanha de caju, no entanto a indústria nacional de processamento apesar de registar uma enorme capacidade para absorver a produção nacional não é integralmente explorado por motivos conjunturais e adversos, dos quais se destacam baixo preço no mercado internacional, resultado da retracção da economia mundial e do quadro global de inflação originado pela guerra Rússia-Ucrânia, que resultam em elevados custos de en  ergia, com destaque para os preços do petróleo.” – anotou Jaime Neto, reparando qu “este fenómeno reduz a capacidade de tesouraria das empresas de processamento o que condiciona a capacidade de financiamento. O ministério da agricultura e desenvolvimento rural junto dos seus parceiros, segundo a fonte, tem vindo a evitar esforços para melhorar a capacidade de financiamento das empresas . Jaime Neto referiu que o crescimento é também notório no processamento secundário do pseudofruto que satisfaz o mercado interno de consumo de amêndoas assim como a alimentação de mercados de países vizinhos. ̎ É notório o crescimento do sector do processamento secundário da castanha que tem agregado valor a este produto, satisfazendo o mercado interno no consumo de amêndoas e alimentando os mercados de países vizinhos”. Disse a fonte, acrescentando que “nesta área temos o desafio de organizar melhor este seguimento de produção para que consiga melhores resultados”. ̎O nosso país dispõe de condições  agro-climáticas  para o desenvolvimento do sector do cajú, bem como a disponibilidade de terra e mão-de-obra para o aumento da produção  e processamento da castanha, podendo conduzir o país a competir de forma vantajosa com os países que lideram actualmente esta cultura ̎. Afirmou o Secretário do Estado na Provincia de Nampula. Por Assane Júnior

Síntese do Simpósio de ‘’Diálogo com Lideranças Religiosas’’ Anchilo Junho 2023

O Grupo de Reflexão sobre o Diálogo Intercultural e Inter-religioso de Nampula, realizou nos dias 6-7-8 de Junho 2023, em colaboração com o Centro Sócio-Pastoral São Paulo VI de Anchilo, da Igreja Católica, a Comissão Arquidiocesana para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso, a Plataforma dos Clubes de Paz de Nampula, (Conselho Islâmico de Moçambique – CISLAMO e Conselho Cristão de Moçambique – CCM), em pareceria com o Instituto de Estudos Sociais e Económicos (IESE), um simpósio sobre o tema: “Diálogo com lideranças religiosas”. A seguir vai a síntese dos trabalhos realizados:  O pressuposto para uma coexistência respeitosa e pacífica entre confissões religiosas num determinado País, é que o Estado seja laico. O Estado é chamado a garantir que o espaço público pertença a todos, e que nenhum indivíduo possa impor suas crenças e convicções sobre outros. Nasce então uma sociedade que sabe conviver na diversidade, tendo o Estado como garante desse direito. A laicidade do Estado permite que haja sintonia entre todas as crenças, sem restrições, porém dentro dos limites indicados pela legislação do País. O Estado moçambicano encoraja a presença de diferentes confissões religiosas e garante a todas o respeito pelos mesmos direitos e deveres. O Estado não deve interferir nas atividades das várias religiões, mas vigiar pelo cumprimento das prerrogativas legais vigentes, por parte das religiões, para que elas actuem respeitando a lei do País. A presença das lideranças religiosas nos âmbitos institucionais não é má em si mesma, desde que o sistema não desacredite o nome da religião de pertença, forçando aquele líder a adoptar comportamentos inadequados e contrários aos valores promovidos pela sua religião. É necessário velar para que a religião não seja utilizada para fins políticos ou partidários, pois, a laicidade não deve significar o abandono pelo Estado das instituições religiosas, mas sim um ponto de convergência das diferentes tradições religiosas. Assim, evitar-se-á o uso e abuso do fenómeno religioso, como está acontecendo em várias regiões do País, como é o caso de Cabo Delgado. Para que a sociedade possa conviver com as suas diferenças, é necessário cultivar um certo consenso em torno de determinados valores, proporcionando o que é definido como o mínimo ético. Isso pressupõe a procura daquilo que é justo, do correto e do bom. A justiça deve estar sempre na base do mínimo ético. Uma justiça que procure “costurar” as divisões e as diferenças para que sobressaia o bem comum, para que se enalteça a paz e a harmonia com todos os seres viventes. A vivência comum implica a ideia de que ninguém está sozinho, mas cada um deve algo a um Outro: Deus, os Antepassados, a Comunidade, a Família. Os princípios éticos, só poderão ajudar a reestabelecer a moral e a justiça se descerem do nível da mente para o nível do coração. Isto significa que o mínimo ético deve ser visto e assumido como uma consciência de cidadania e pluralismo cultural e religioso. Acrescenta-se ainda que para atingir os pressupostos do mínimo ético e de um adequado diálogo inter-religioso, é necessário renunciar ao proselitismo e cultivar os valores da amizade e da fraternidade comum. Em tudo isto, o ponto de partida para uma convivência pacífica é o conhecimento dos fundamentos religiosos das várias crenças, como por exemplo do cristianismo e do Islão. O cristianismo nasce do seguimento de Jesus de Nazaré, e se desenvolve como continuação da sua missão para com toda a humanidade. O Islão tem também a consciência de ter uma missão religiosa na história, a de proclamar a unidade e unicidade de Deus a toda a humanidade. Sendo Deus o Criador, o ser humano é chamado a cumprir com a Sua vontade, em todas as esferas da vida pública e privada. O Islão e o cristianismo partilham valores comuns: o mandamento do amor a Deus e ao próximo; a caridade sem fronteiras; a misericórdia; a fraternidade universal; o testemunho de vida; a centralidade da pessoa humana; o perdão e a reconciliação; a missão de anunciar a mensagem contida nos Livros Sagrados e na tradição profética, a justiça e a paz. A partir da vivência destes princípios, é possível chegar a uma convivência baseada no respeito recíproco, cultivando aquilo que é comum a todos. Não há convivência inter-religiosa sem diálogo inter-religioso. Para chegar a um diálogo inter-religioso é necessário assumir a condição de uma sociedade diversa na sua cultura e na religião. O ser religioso num mundo globalizado deve ter uma visão adequada da sua religião e de outras comunidades, com uma consciência positiva da diversidade. Cada comunidade deve estar ciente da existência do seu próprio grupo e de outros grupos, com todas as diferenças que isso comporta. Tal convivência inter-religiosa tem as suas fraquezas e as suas oportunidades também. Entre as fraquezas, sobressaem as seguintes: a exclusão ou autoexclusão de certos grupos da participação na vida social e religiosa, isso devido a certos complexos de inferioridade ou superioridade; o crescimento do radicalismo ou extremismo religioso; a ignorância em relação aos fundamentos religiosos próprios ou de outros; a manipulação política e ideológica do fenómeno religioso, seja a nível local, nacional ou global. Há também oportunidades, como por exemplo: o crescimento em qualidade e quantidade da liderança religiosa com conhecimento teológico; a história de interação multicultural e multirreligiosa da sociedade moçambicana; a partilha dos princípios de paz, igualdade, generosidade, solidariedade, em todas as religiões; os vários espaços de intercâmbio de conhecimento religioso abertos a todos, como é o caso dos Simpósios promovidos pelo Centro Sócio-Pastoral São Paulo VI de Anchilo – Nampula; o projecto do curso de formação e investigação em Ciências da Religião da Universidade Rovuma em Nampula; a vontade expressa por toda a comunidade em desenvolver um ambiente de paz e igualdade entre os seres humanos. Porém, para dar mais um passo em frente no caminho da convivialidade das diferenças, é importante verificar qual é a influência de valores religiosos numa sociedade multicultural, multiétnica e multirreligiosa. O ponto de partida é a consideração do conhecimento da outra religião como uma oportunidade para viver melhor

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