mar 15 2023
A imposição da justiça social exige opções difíceis
No que diz respeito à acção de cidadania, a nossa sociedade moçambicana nota-se cansada e abatida. Os cidadãos que guardam a esperança de um futuro melhor prometido há 47 anos, mas que nunca chega, parecem cansados de lutar pela justiça social, pior quando a cada dia os seus ouvidos são escandalizados por relatos de crimes daqueles a quem cabe o dever de proteger os outros. É que por vezes, a força da injustiça é superior à força de vontade para contradizê-la. Aliás, quando, quem assume o poder é o primeiro a lesar aqueles a quem devia servir, parece mais fácil, para quem devia ser servido, render-se. A tentação de maior parte dos jovens moçambicanos, hoje, que assistem ao assalto impiedoso à sua esperança de emprego, de habitação, de educação, de saúde, etc., é, infelizmente, resignar-se. Auto serviço e corrupção do país Há alguns anos que o nosso país ganha uma nova forma de ser governado assente no auto-serviço e na corrupção. Hoje, enquanto por um lado as condições de sobrevivência e de enriquecimento beneficiam a quem tem poder político, por outro, a corrupção se instala e se solidifica nas instituições do Estado. Não é novidade, infelizmente, que o acesso ao emprego é selectivo; não é também novidade que os altos funcionários do Estado ganham os extraordinários e mais altos salários e bonificações da função pública. Não é igualmente novidade que o poder é usado para influenciar e corromper, manipulando o sistema a favor de determinadas pessoas com interesses em manter os seus benefícios. O que devia ser de todos e para todos serve apenas à família de alguns. Os desafios que caracterizam as circunstâncias que atravessamos parece indicarem que a honestidade perdeu a batalha e ganhou espaço e vitória a desonestidade, a delinquência. Pior é que essa delinquência é encabeçada pelas autoridades que deviam combatê-la. Hoje, contra toda a esperança de um dia construirmos um país de justiça social onde todos sintam orgulho de viver, a nova forma de viver baseada em quem tem mais força, ganhou espaço. Em consequência, como imitação dos demais a quem governa na base de sabotagem ao Estado, os mais pequenos funcionários do Estado seguem o exemplo. Os militares deixaram de proteger o país e começaram a assaltá-lo. Esta é a realidade que nos agride os ouvidos a partir de Cabo Delgado; a polícia deixou de proteger as pessoas e passa a roubá-las. É o que agora sabemos sobre o envolvimento da polícia nos sequestros e nos assaltos por todo o país; os enfermeiros deixaram de tratar os doentes e prevenir a morte de seus concidadãos e agora a provocam com sua negligência. É a reclamação dos pacientes nos maiores hospitais do país onde a corrupção e a negligência sobrepõem-se ao direito à saúde que o indivíduo tem; os políticos deixaram de servir o país e se servem do país roubando e endividando-o para viabilizar seus interesses, os de seus amigos e de seus filhos. Este é o escândalo que nos é dado a partir do julgamento das dívidas ocultas. Qual pode ser a nossa esperança neste cenário como cidadãos? Mais do que uma esperança passiva, o que devemos fazer para mudar? Os poderosos controlam a vontade dos fracos Na situação em que nos encontramos é fácil ver que os espertos abocanham as riquezas. Com as riquezas que possuem e com o poder político que assumem também controlam as vontades dos mais fracos. Controlam os mais compráveis para os ajudar a viciar os votos, cujos resultados os mantêm no poder; controlam a polícia que protege os seus bens ilícitos, controlam os militares contra quem se atrever a reclamar; controlam jovens cobardes que vivem só para si mesmos, etc. Parece tudo perdido, mas na realidade a nossa única esperança para libertar o nosso país dessa postura delinquente e criminosa é agir como cidadãos normais. Quando digo cidadãos normais refiro-me àqueles que não se contentam com a sua casa bonita e o seu pouco dinheiro e pensam que podem ficar alheios às questões políticas; refiro-me àqueles que, movidos pelo patriotismo e pelo amor a sua liberdade, fazem valer o ideal de um país de justiça social. Infelizmente, neste nosso cenário em que o nosso país é praticamente controlado pela vontade dos políticos que são ao mesmo tempo os mais ricos, produzem-se três tipos de cidadãos: os primeiros são os que acham que o que a política faz não lhes interessa. Têm emprego fora das instituições do Estado e pensam que não se podem meter na política porque não é esta que os alimenta; os segundos são aqueles que, para sobreviverem, devem viver à sombra dos políticos e dos mais ricos. A sua fonte de sobrevivência é normalmente a bajulação. Por isso, para estes, patriotismo é concordar e defender quem exerce o poder, não importa que esteja certo ou errado; os terceiros, que considero os piores, são os desistentes. Lutaram pelo bem-estar e pela justiça social, por vários anos, esperaram que as coisas melhorassem, mas como a injustiça e a delinquência estão enraizadas nas instituições do Estado e sua remoção não é fácil, renderam-se. Juntaram-se aos primeiros ou aos segundos. Não desistir na luta contra a injustiça A pior postura de um cidadão é desistir de lutar contra a injustiça do seu país. Entristece-me ver a desistência de muitos jovens académicos cuja crítica era esperança na luta para um Moçambique justo. A cada ano vejo jovens académicos pararem de mostrar o seu descontentamento com o modelo de governação e embarcarem para a bajulação como modo fácil de sobrevivência. O nosso futuro é que fica comprometido porque nenhum país de cobardes consegue implantar a justiça. Se cada um se interessar pelo trabalho que lhe garante sobrevivência singular, estaremos a vender o país. Num país empobrecido como o nosso, a indiferença dos cidadãos é criminosa na mesma proporção que a bajulação. Do mesmo modo que no passado, jovens que partiram de suas famílias para a guerra sem saber se iriam voltar, embarcaram para a luta de libertação nacional com
mar 15 2023
O corpo no espaço litúrgico
O nosso SER é o melhor instrumento de comunicação do mundo. Nenhum equipamento, por mais sofisticado que seja, seria capaz de substituir o nosso SER no processo comunicacional. A comunicação interpessoal ou grupal é presencial, tem calor humano e é afetiva. A afetividade estava presente em toda a pedagogia de Jesus, quando Ele estava no meio do povo. Foi assim com Zaqueu, com Lázaro e suas irmãs, com o cego de Jericó, com as criancinhas, etc. O SER de cada um é concreto e abstrato. Concreto porque é visualizável, palpável e materializado. Abstrato porque é composto de sentimentos, emoções, manifestações espirituais, pensamentos, memórias, inteligências e capacidade de criar. Ao comunicarmo-nos devemos agir combinando o nosso ser concreto com o ser abstrato. Quanto mais conseguirmos agir assim, mais aperfeiçoado será o nosso desempenho e mais qualificada será a nossa comunicação. O equilíbrio entre o concreto e o abstrato do nosso ser possibilita alcançarmos os objetivos desejados no ato comunicacional. O corpo é a manifestação concreta do SER, a exteriorização do que somos e o cartão de visita; é a morada do espírito, da essência humana e o sacrário da mente. O corpo deve estar sempre bem cuidado, asseado, são e em forma. A saúde do corpo é importante para a saúde do espírito, assim como a saúde do espírito é importante para a saúde do corpo. Um não pode viver dissociado do outro. Para que o corpo comunique bem, é preciso: Estar livre das tensões – Desinibir e naturalizar os movimentos do corpo, comunicando através de gestos equilibrados. As tensões vêm da insegurança, do mau humor, da constante vigilância do poder, do policiamento para mascarar as deficiências e não admiti-las para superá-las, do estresse provocado pelo trabalho excessivo em detrimento do lazer. Ser bem colocado em eixo – para que tenha presença marcante no ambiente, numa postura de ânimo e firmeza: Ombros levantados; Tórax aberto (peito para frente. Ele faz parte da nossa caixa de ressonância); Cabeça erguida, olhando para todos os lados, quando estiver comunicando em público, em movimentos moderados e equilibrados; Mãos e braços que se movimentam livres e harmônicos. No caso dos proclamadores da Palavra e comentaristas, não há necessidade de muitos movimentos com os braços. Porém, estes devem estar relaxados. Pernas e pés firmes e apoiados. “Inteligir” (conscientizar: ter noção), o mais possível, todos os gestos – para que sejam expressão consciente e voluntária, no contexto da comunicação que se quer fazer. A comunicação gestual é feita de movimentos soltos, harmônicos e tranquilos, combinando a fala do corpo com a fala da mente e a oralidade; Valorizar a comunicação facial – toda a região que está acima dos olhos tem forte poder de comunicação. O bom comunicador trabalha com a expressão facial, interpretando o significado do que fala com os músculos do rosto. Olhar olho no olho no momento da comunicação interpessoal ou grupal é fundamental para chamar a atenção, envolver os ouvintes e engajá-los no que estamos dizendo. Muitas platéias se dispersam por falta de comunicação gestual e facial dos expositores. A fala sem o auxílio destes recursos se torna monótona. Jesus Cristo conseguia concentrar multidões que O ouviam o dia inteiro, a ponto de escutá-lo com fome, no final de uma tarde. Sua comunicação atraía; Utilizar as mãos – como importante instrumento de comunicação, no auxílio da fala. Há comunicadores confusos na hora de falar em público porque não sabem o que devem fazer com as mãos. Ao invés de as utilizarem no reforço do que está sendo dito, atrapalham-se em gestos desconexos em relação ao acto da comunicação: colocando as mãos nos bolsos, apertando-as umas nas outras ou usando muletas para ocupá-las. Dão a impressão de que as mãos estão atrapalhando. Quase sugerem a amputação. Esse é o tipo de comunicador “maneta”, embora possua as duas mãos. No caso dos leitores, é aconselhável que as mãos fiquem sobre o texto. Quando for olhar para a assembleia, coloque o dedo indicador sobre o texto, evitando, assim, perder-se na leitura; Os olhos – devem estar sempre atentos à leitura. Nos pontos finais, ou seja, nas pausas, olhar para a assembleia. Evite olhar apenas para um dos lados. Caso tenha dificuldades de olhar para a assembleia, no meio da leitura, faça isto no início, quando estiver dizendo “Leitura do Livro do Profeta Isaías” (por exemplo) e no final, ao dizer “Palavra do Senhor”; Cuidar da aparência – cabelos penteados (quem ainda os possui), barba bem feita (ou bem arrumada e asseada, para os que a têm), fossas nasais limpas (inclusive, para facilitar a respiração), ouvidos higienizados, roupa adequada ao nível social do ambiente (limpas, bem passadas, e devidamente arrumadas sobre o corpo: gola, botões, etc.). Isso é sinal de auto-estima. Kant de Voronha
mar 15 2023
Detidos sequestradores de um menor em Nampula
A Polícia da República de Moçambique em Nampula apresentou à imprensa na última segunda feira, 14 de Março, um grupo constituído por dois indivíduos, indiciados de roubarem uma criança no posto administrativo de Namaita, distrito de Rapale. O Chefe do departamento de relações públicas no comando provincial da PRM em Nampula, Dércio Samuel, disse que os indiciados foram neutralizados numa residência onde teriam roubado vários bens. Os dois envolvidos no crime, e por sinal parentes, não colaboram com a polícia, visto que um deles alega ser inocente. Entretanto um jovem de 22 anos de idade, que integra o grupo, assume ter cometido o roubo e diz não ser a primeira vez. A Polícia da República de Moçambique, na pessoa do chefe do departamento de Relações Públicas, Dércio Samuel voltou a pedir a colaboração da sociedade no combate ao crime. “Voltamos a pedir mais uma vez a todos os membros da sociedade para que denunciem casos suspeitos que estejam a decorrer na comunidade, para facilitar o trabalho da Polícia”. – implorou Dércio Samuel falando no habitual contacto semanal com a imprensa. Por Eva Bento
mar 14 2023
Continua preocupante a descriminação da Mulher com deficiência em Nampula
A Mulher com problemas de deficiência na cidade de Nampula continua a se sentir descriminada e excluída na Sociedade. Numa altura em que se multiplicam esforços para a inclusão da pessoa com deficiência em todas as esferas da Sociedade, Adelaide Maria Marques veio em publico, denunciar que prevalece a falta de inclusão da Mulher na província, Principalmente nos Sectores de Educação e Saúde. Adelaide Marques referiu que as mulheres com problemas de deficiência não são inclusas nos planos traçados, em quase todos os sectores de actividades. Acrescentou que devido a esse factor, elas continuam vulneráveis a várias situações e dependentes. “Estamos a ser descriminados nos diversos sectores de actividades e como consequência disso, somos dependentes e vulneráveis a tudo”. – lamentou Adelaide Marques, que defende a necessidade de a sociedade mudar de comportamento, numa clara alusão de que, segundo a constituição moçambicana, todos somos iguais e membros dessa sociedade. Por sua vez a Oficial de desenvolvimento e capacidades do programa “Aliadas”, Jéssica Manjate, disse que no processo de levantamento de necessidades, surgiu a ideia de empoderar as Associação das Mulheres com Deficiências, disponibilizando ferramentas de Gestão de renda. Por Assane Júnior
mar 14 2023
Pensionistas do INSS em prova anual de vida
O Instituto Nacional de Segurança Social em Nampula pretende confirmar a existência ou não dos pensionistas durante a prova anual de vida. A prova anual de vida lançada esta segunda feira, 13 de Março, poderá terminar em Junho. Para tal, foram criadas na Província de Nampula 10 brigadas, que vão funcionar nos distritos de Nacala-Porto, Angoche, Monapo, Ribaué e Eráti. Durante o processo, o INSS em Nampula espera provar a vida de 8.959 pensionistas. Falando no acto do lançamento da prova anual de vida, o director provincial de justiça e trabalho em Nampula, Cachimo Raul, recordou que a participação de todos os visados no processo é obrigatória, porque com ele, pretende-se certificar a existência física do pensionista. “Essa actividade, permite que o INSS melhore a gestão do sistema de segurança social, garantindo os direitos dos cidadãos. Por isso é necessário que todos participem”. – recordou Cachimo. Foi anunciado no acto do lançamento que o pensionista que na provar a sua vida, até o fim do processo, poderá ver a sua pensão suspensa. A prova de vida, recorde-se, é gratuito e acontece periodicamente, para atualizar o sistema, e ajudar a localizar os beneficiários. Por Amélia Augusto
Os 10 anos de pontificado do Papa Francisco: reflexos dos gestos e ações
Francisco chega aos 10 anos de pontificado: a fraternidade humana, a atenção à família, a ecologia integral, o combate aos abusos na Igreja, a presença na sociedade e uma nova perspectiva para os cristãos leigos, temas de gestos e acções. Nesta segunda-feira, 13 de Março, o Papa Francisco completa 10 anos de pontificado. Nessa década, Francisco tem marcado a realidade com sua presença frente aos desafios no interior da Igreja e às mudanças e conflitos que se manifestam no mundo. A partir dos gestos e dos processos que leva adiante na Igreja, e também dos documentos que produz, tem anunciado o Evangelho e convidado à fraternidade, à proximidade e à ternura, a exemplo de Jesus, como ele mesmo costuma dizer. Dentre todas as realidades nas quais a Igreja toca com sua presença, algumas foram escolhidas para serem destacadas neste momento em que Francisco chega aos 10 anos de pontificado: a fraternidade humana, a atenção à família, a ecologia integral, o combate aos abusos na Igreja, a presença na sociedade e uma nova perspetiva para os cristãos leigos. Fratelli tutti Um dos marcos do pontificado do Papa Francisco foi a oferta à humanidade da encíclica Fratelli tutti, documento que apresenta o desejo de que, como humanidade, “possamos reviver em todos a aspiração mundial à fraternidade”. Para o subsecretário adjunto de Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Marcus Barbosa Guimarães, a carta encíclica “é um grande presente do Papa Francisco para a Igreja e para a nossa humanidade”. “De modo especial, entre os inúmeros pontos, as inúmeras contribuições que a Fratelli tutti nos traz, eu destacaria duas chaves que parecem centrais: a primeira, como lembra o Papa: se quisermos viver a fraternidade, devemos reconhecer a verdade fundamental que Deus é nosso Pai. E se Deus é nosso Pai, somos filhos e filhas, todos, sem distinção, e somos irmãos e irmãs. Essa é a raiz, é a verdade central. É a certeza que fecunda o compromisso, o dom da fraternidade”. “A segunda inspiração que me vem dessa carta, ao lê-la, é o que o Papa Francisco nos diz que precisamos recomeçar. E se vamos recomeçar a reconstrução da fraternidade, de um modo artesanal… devemos recomeça-la a partir dos pobres, para que ninguém fique de lado”. Família A realidade da família tem sido outro destaque no pontificado do Papa Francisco. Foram duas assembleias sinodais, uma exortação apostólica, um ano temático e dezenas de catequeses sobre o tema. “Nesses 10 anos de pontificado, temos muito que agradecer ao Papa Francisco pela sua dedicação e o seu amor pela família. Com o Sínodo, trouxe a família para o centro da atenção pastoral, um olhar para um modo de ser Igreja que é como a família: de co-responsabilidade, de cuidado, de amor, de ternura, de gratuidade”, comentou o bispo de Rio Grande (RS) e presidente da Comissão para Vida e a Família da CNBB, dom Ricardo Hoepers. Para dom Ricardo, a Amoris Laetitia “veio confirmar o trabalho que já vinha sendo feito pela Pastoral Familiar” e trouxe para os sectores inspirados na Familiaris Consortio, de São João Paulo II, “um ar de renovação, uma motivação ainda maior para cuidarmos das fragilidades das famílias”. Ecologia Integral Francisco deu especial atenção ao cuidado da casa comum nesses primeiros anos de pontificado. Marca disso foi a encíclica Laudato Si’ – sobre o cuidado da casa comum. A leiga Patrícia Cabral, que faz parte das articulações da Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), do Laicado, e do Comitê Repam no Regional Norte 1, aponta como o “grande diferencial” a proposta da reflexão do tema da ecologia integral com a encíclica Laudato Si’ “que, aqui no Brasil, casou com a Campanha da Fraternidade dos biomas e “fez com que a gente pudesse reflectir mais sobre a maneira como nós cuidamos dessa casa comum, e entender a nossa pertença a esse corpo, que não estamos isolados”. Para ela, essa ideia de pertença favorece a compreensão da necessidade de cuidar. “Não é simplesmente não cortar as plantas, mas renovar aquilo que está sendo destruído de outra forma”, pontua. Presença na sociedade O arcebispo de Goiânia (GO), dom João Justino de Medeiros Silva, destacou a experiência de cuidado com a vida da Igreja e a relação com a sociedade durante o pontificado de Francisco. Sobre a presença na sociedade, ele destacou que o Papa tem contribuído com diversas abordagens, como o cuidado e o zelo com a educação na proposta do Pacto Educativo Global; o cuidado com o tema da ecologia, “com a sua belíssima encíclica Laudato Si’ – sobre o cuidado da casa comum”; e a Economia de Francisco, “proposição que interpela a economia, a partir da participação de jovens”. “Esses três temas são muito interessantes, poderíamos citar tantos outros, mas creio que são de uma importância muito grande para pensar a presença da Igreja na sociedade”, comentou dom Justino. Leigos Francisco tem marcado a Igreja com um novo impulso ministerial para os leigos, de forma especial para as mulheres e, com a proposta do Sínodo, propõe uma nova dinâmica nas relações entre as diversas vocações. Marilza Schuina, membro do Conselho Nacional do Laicado do Brasil, avalia que o Papa Francisco “nos chama a uma Igreja em saída, uma Igreja-povo de Deus, onde todos e todas sejam sujeitos da evangelização”. Em relação aos cristãos leigos e leigas, Marilza considera que Francisco “vê e espera um laicado maduro, capaz de discernir sobre os sinais dos tempos, em comunhão com a sua comunidade, buscar o melhor caminho, um laicado que assuma a vocação no mundo, na história, um laicado capaz de semear, trazer os sinais do Reino da justiça, do amor e da paz”. “Francisco, nessa dimensão da Igreja em saída, fala de um laicado em saída, que ofereça à Igreja, um novo modo de ser Igreja, de ser presença em todos os lugares onde ninguém mais chega, onde ninguém mais vá ou aonde o padre, o bispo, até o Papa pode ir, mas, nesses lugares, o leigo e a leiga não vai, ele está lá, ele vive lá, ele mora
mar 13 2023
Escribas de Nampula familiarizam-se sobre o CNAQ
A Presidente do Conselho Nacional de Avaliação de Qualidade do Ensino Superior, Maria Luísa, encorajou aos profissionais de comunicação social, a colaborarem com o organismo que dirige, para a melhoria da qualidade do ensino superior no Pais. Maria Luísa falava no último Sábado, 11 de Marco, em Nampula, à margem de uma sessão de capacitação dirigida a jornalistas, sobre a garantia do ensino superior em moçambique. No encerramento dessa capacitação, a fonte anunciou que está a decorrer a nível nacional, um concurso de Jornalismo, no qual o CNAQ pretende premiar os melhores artigos jornalísticos nas categorias de Rádio, Televisão e Imprensa Escrita. “O concurso de jornalismo esta a decorrer a nível Nacional e gostaria de encorajar os jornalistas de Nampula a participarem”. – disse Maria Luísa para depois acrescentar que “não há necessidade de regionalizar esse concurso, para fazer valer a Unidade Nacional”. Maria Luísa pediu todos os profissionais de comunicação social a aderirem nesse concurso, na perspetiva de que os jornalistas são importantes nessa luta para a melhoria da qualidade de ensino superior. Para ela, os jornalistas de Nampula são capazes de concorrerem em pé de igualdade com outros profissionais dessa área das restantes províncias do pais. A Presidente do CNAQ acredita que com a capacitação, os jornalistas passarão a escrever com conhecimentos sólidos sobre o ensino superior no pais. “As vossas contribuições nessa capacitação, vão nos ajudar a melhorar as nossas actividades”. Referiu. Capacitações do género já tiveram lugar na Cidade da Beira para jornalistas da região Centro, em Maputo para a região Sul e ultimamente na Cidade de Nampula para os profissionais do norte do pais. Por Elísio João
mar 10 2023
Forjaram facturas e caíram nas celas do SERNIC
O Serviço Nacional de investigação Criminal – SERNIC em Nampula, apresentou esta sexta feira, 10 de Março, seis indivíduos acusados de falsificarem facturas, numa empresa de produção de chapas de zinco, por sinal onde alguns deles são operários. Os indiciados são apontados como que, nesse processo, desviaram mais de 5 mil metros de chapa de zinco, do tipo IBR, avaliados em cerca de três milhões de meticais. Falando momentos depois de terem sido apresentados à jornalistas, os enquadrantes do grupo negam terem praticado essa Acção, e contaram que faziam o seu trabalho normalmente sem se meterem em esquemas de roubo. “Toda acusação que cai sobre nós, não constitui a verdade, porque nunca estivemos metidos nesse problema”. – disse um indiciado que, segundo suas palavras, não sabe porque está detido. A Porta voz do SERNIC em Nampula, Enini Tsinini, disse à imprensa que os acusados foram flagrados em plena actividade, apesar de hoje contarem outra versão sobre o seu envolvimento nesse crime. “Durante as investigações todos assumiram terem participado nessa acção, que lesou a empresa mais de 3 milhões de meticais”. – disse Tsinini, que não entende o porque que, perante os jornalistas eles procuram fugir com a “seringa no rabo”. Tudo isso aconteceu numa das fábricas de chapas de zinco, no bairro de Namutequelia, na cidade de Nampula. Por Eva Bento
mar 10 2023
ACAMO em Nampula será desalojada em Maio deste ano
A Associação dos Cegos e Amblíopes de Moçambique – ACAMO está mergulhada num mar de dificuldades na Província de Nampula. De entre as dificuldades, o Secretário Provincial da ACAMO em Nampula destaca a falta de fundos e instalações para o seu funcionamento. Osório José Muianga falava a propósito dos 28 anos que a Associação completou esta sexta feira, 10 de Março, dia que serviu para uma reflexão sobre a necessidade de inclusão das pessoas portadoras de deficiência visual. O mau atendimento da pessoa portadora de deficiência visual nas instituições públicas, continua a ser a grande dor dos membros da ACAMO na província de Nampula. “Continuamos a registar reclamações dos nossos membros sobre mau atendimento nas instituições publicas, com destaque para as unidades sanitárias e isso nos preocupa muito”. – lamentou Osório Muianga. Expandir a ACAMO para mais 12 distritos de Nampula, onde ainda não se faz representar, é outro desafio apontado pelo Secretário Provincial dessa agremiação. Sobre a falta de infraestrutura para os escritórios da ACAMO, Osório Muianga disse tratar-se de um problema que tira sono aos associados, numa altura em que estão a ser pressionados para abandonarem as instalações onde trabalham atualmente, porque eram emprestadas. “Recebemos uma notificação de que devemos abandonar essas instalações ate próximo mês de Maio”. – explicou a fonte, lamentando o facto de a Associação não dispor de meios financeiros para arrendar uma casa. A ACAMO em Nampula conta com mais de Mil e Seiscentos membros, entre homens e mulheres, número que se espera venha a aumentar nos próximos tempos, uma vez que continuam a decorrer trabalhos de registo de novos membros nas comunidades. A ACAMO foi criada a 10 de Março em 1995, e os 28 anos são celebrados sob o lema – ACAMO, 28 anos promovendo a inclusão e participação das pessoas com deficiência visual na sociedade, em todas as esferas da vida. Por Amelia Augusto
mar 10 2023
Governo da Província de Nampula encoraja o empreendedorismo Juvenil
O encorajamento foi feito pelo Governador da Província de Nampula Manuel Rodrigues Alberto, num Work shop direcionado aos membros da Associação Nacional dos Jovens Empresários neste ponto do pais. Manuel Rodrigues disse que o Governo está a fazer esforços na mobilização dos jovens para que pratiquem o emprego formal. O Governante sublinhou que a população desta Província é maioritariamente composta por Jovens mulheres. O dirigente aconselhou aos jovens empresários a formalizarem as suas empresas. Por outro lado, Manuel Rodrigues encoraja aos Jovens empresários a entrarem no Mercado empresarial determinados, com ideias e planos claros. O Governador desafiou a Associação Nacional dos Jovens Empresários a expandirem a iniciativa nos distritos, Postos Administrativos e nas Localidades. Por seu turno, o Delegado da ANJE- Associação Nacional dos Jovens Empresários, Elvis Mário Saíde, disse que a agremiação tem como Objetivo Promover o empreendedorismo Juvenil, através de criação de Oportunidades de financiamento. Por: Assane Júnior
