mar 20 2023
Celso Correia “reforça Camaradas” em Nampula
Uma brigada do nível Central de assistência à Província de Nampula, chefiada por Celso Correia, Membro da Comissão Política da Frelimo, está em Nampula desde esta Segunda feira, 20/03, com uma missão bem definida. Trabalhar a todo vapor para que os Candidatos do batuque e da maçaroca vençam as eleições autárquicas, marcadas para Outubro deste ano, em todos os municípios da Província de Nampula, constitui pano de fundo dos camaradas. Numa saudação aos membros da Frelimo na cidade de Nampula, Celso Correia observou que os próximos dias não serão de danças e desfiles, mas sim de muito trabalho político. Desafiou aos seus camaradas a trabalharem para que os municípios de Nampula, Nacala-Porto, Angoche, Ilha de Moçambique, Ribaué, Malema, Monapo e o recém criado de Mossuril, sejam ganhos pelos candidatos da Frelimo, nas eleições autárquicas marcadas para Outubro deste ano. Segundo referiu, “nessas autarquias, o povo precisa da governação da Frelimo”. “Eu estou a ser acompanhado por Membros que conhecem bem Nampula, os quais vão trabalhar convosco nesse processo, porque queremos resolver os problemas da província que já são bem conhecidos por todos”. – disse Celso Correia momento de apresentação da sua equipa de trabalho. Falando em Conferência de imprensa, Celso Correia disse que tem consciência do trabalho interno que está a ser realizado ao nível do seu partido, e isso, lhe dá certeza de que, com bons candidatos e boas propostas de governação, a vitória será assegurada. Questionado o porque de tanta certeza para a vitória da Frelimo nos 8 Municípios da Província de Nampula, Celso Correia respondeu dizendo que “o povo experimentou a governação municipal da oposição, sendo que chegou a altura de voltar a saborear a governação da Frelimo.” Celso Correia e a brigada que chefia, está em Nampula para constituir o Gabinete Provincial de preparação das eleições e dar sequência a divulgação das teses do 12º congresso, para além de fazer acompanhamento das festividades dos 50 anos da Organização da Mulher Moçambicana ao nível desta Província. Por Elísio João
mar 16 2023
Tradução oral da Bíblia – Emakhuwa 2
Na tarde do dia 15 de Março 23 em Nampula relizou-se a cerimónia do lançamento da tradução oral em áudio de histórias bíblicas em quatro variantes da língua eMakhuwa: eMarevoni, eXirima, eSáka e eMakhuwani. Depois de 3 anos de trabalho o projeto de tradução oral da Bíblia para as variantes da língua eMakhuwa, chegou à sua conclusão. A iniciativa surgiu de uma missão Cristã denominada “Wycliffe Bible Translator” baseada na África do Sul, que em 2019 entrou em contacto com a Arquidiocese de Nampula, estabelecendo uma parceria ecuménica. A Arquidiocese de Nampula indicou o Centro Sócio Pastoral São Paulo VI de Anchilo para coordenação e implementação do projeto. Foi assim constituída a equipa técnica e foram selecionados tradutores para cada uma das variantes escolhidas. E daí iniciou a seleção, estudo, tradução (segundo o vocabulário e pronúncia, e a naturalidade da respeitava variante) e gravação de sessenta histórias bíblicas, em estilo narrativo, tendo como base o texto da Bíblia em eMakhuwa, publicada pelo Centro Sócio Pastoral de Anchilo. Os textos gravados em Leitores MP3 e em SD são disponíveis para as comunidades cristãs, igrejas locais, catequistas, agentes de pastoral, professores da Escola Dominical e outras pessoas, para serem escutados individualmente e em grupos, mas também para diversos usos multimédia, segundo a criatividade de cada utilizador, com a certeza que será um meio de grande utilidade no campo evangélico e de conhecimento bíblico. Para mais informações contactar o Diretor do Centro Sócio Pastoral de Anchilo Pe. Massimo Robol aos números: 865484643 / 844452068.
mar 16 2023
Apreciada em Nampula, Proposta de Lei que cria Fundo soberano de Moçambique
A Comissão do Plano de Orçamento da Assembleia da República promoveu, na quarta feira, 15 de Março, uma mesa redonda, na cidade de Nampula, para auscultação da proposta de Lei que cria o fundo Soberano de Moçambique. A auscultação da proposta em causa, foi dirigida por António Niquice, presidente da Comissão Parlamentar do Plano e Orçamento, o qual sublinhou que o povo deve estar acima de tudo em toda e qualquer reflexão. Niquice disse ser fundamental deixar que o povo diga o que deve ou não ser feito na possível Lei que cria o fundo Soberano, pois, é o legitimo detentor do poder. Niquice assegurou na ocasião, que o terrorismo em Cabo Delgado pode estar na origem da descoberta de quantidades enormes de gaz. Entretanto, Titos Orlando Quise, representante do ministério da economia e finanças, que apresentou a proposta de Lei que cria o fundo Soberano, disse que o fundo pode trazer eficiência na gestão dos recursos e ainda assegurar que o país se distancie de choques externos. Os representantes de organizações governamentais e não governamentais que participaram no encontro, deixaram ficar suas opiniões, propondo uma e outra coisa que a proposta não dispõe. Por Ernesto Tiago
mar 16 2023
Histórias bíblicas traduzidas em 4 variantes da língua Emakhuwa
O Arcebispo de Nampula Dom Inacio Saure considera que as historias bíblicas traduzidas em línguas locais, vão ajudar as comunidades a entender melhor a boa nova de Deus. Dom Inacio que falava ontem, quarta feira, no acto de lançamento da tradução oral em Áudio de histórias bíblicas em quatro variantes da língua Emakhuwa, Emarrevoni, Exirima, Esaka e Emakhuwani consideradas variantes mais faladas pelo povo macua, observou que o projecto pode ser exemplo para outros grupos linguísticos em Moçambique. O líder da Igreja Católica em Nampula encorajou ao Centro Sócio Pastoral de Anchilo e outros parceiros, a continuarem a trabalhar nesta iniciativa ecuménica, para que a mensagem da salvação chegue a todas as pessoas. “Este trabalho, que e de melhor qualidade e de relevância importância, vai fazer com que as pessoas entendam melhor a palavra de Deus na sua própria língua, o que poderá, consequentemente, ajudar para o enriquecimento espiritual das nossas comunidades”.- Observou Dom Inacio Saure que disse ter escutado uma parte das 60 histórias já traduzidas e gravadas nas quatro variantes da língua Emakhuwa. Entretanto o Bispo Dom Manuel Ernesto, que também assistiu a cerimónia de lançamento da tradução oral das histórias bíblicas, recordou que a fé vem, também, através de ouvir a palavra de Deus e não apenas pela leitura. Disse que está convicto de que a partir desse trabalho, a palavra de Deus vai ser encarnada no povo. “A Fé cresce também em ouvir a palavra de Deus, por isso, e olhando como este trabalho está a ser recebido, estamos a notar que a palavra de Deus vai ser encarnada no povo”. – Sublinhou Bispo Dom Manuel. Outros atores que participaram no projecto, afirmaram que a obra ora terminada, é gratificante mas que encaminha para um desafio enorme. “Este trabalho nos obriga a ter mais responsabilidade, visto que é uma excelente ferramenta que vai nos facilitar a levar a mensagem de Deus para mais pessoas, e que vão entender na sua própria língua”. – Disse o Pastor Gervásio Raimundo. Como base das traduções, foi usada a bíblia em emakhuwa, publicada pelo Centro Sócio Pastoral de Anchilo. Os textos gravados, estão disponíveis para as comunidades cristãs, igrejas locais, catequistas, agentes de pastoral, professores da Escola Dominical e outras pessoas, para serem escutados individualmente e em grupos, mas também para diversos usos multimédia, segundo a criatividade de cada utilizador, com a certeza de que será um meio de grande utilidade no campo evangelístico e de conhecimento bíblico. A iniciativa nasceu de uma missão cristã baseada na África do Sul, que entrou em contacto com a arquidiocese de Nampula em 2019, estabelecendo uma parceria ecuménica. Por seu turno a arquidiocese de Nampula indicou o Centro Sócio Pastoral São Paulo VI de Anchilo para coordenação e implementação do projecto. Por Elisio Joao
mar 15 2023
A imposição da justiça social exige opções difíceis
No que diz respeito à acção de cidadania, a nossa sociedade moçambicana nota-se cansada e abatida. Os cidadãos que guardam a esperança de um futuro melhor prometido há 47 anos, mas que nunca chega, parecem cansados de lutar pela justiça social, pior quando a cada dia os seus ouvidos são escandalizados por relatos de crimes daqueles a quem cabe o dever de proteger os outros. É que por vezes, a força da injustiça é superior à força de vontade para contradizê-la. Aliás, quando, quem assume o poder é o primeiro a lesar aqueles a quem devia servir, parece mais fácil, para quem devia ser servido, render-se. A tentação de maior parte dos jovens moçambicanos, hoje, que assistem ao assalto impiedoso à sua esperança de emprego, de habitação, de educação, de saúde, etc., é, infelizmente, resignar-se. Auto serviço e corrupção do país Há alguns anos que o nosso país ganha uma nova forma de ser governado assente no auto-serviço e na corrupção. Hoje, enquanto por um lado as condições de sobrevivência e de enriquecimento beneficiam a quem tem poder político, por outro, a corrupção se instala e se solidifica nas instituições do Estado. Não é novidade, infelizmente, que o acesso ao emprego é selectivo; não é também novidade que os altos funcionários do Estado ganham os extraordinários e mais altos salários e bonificações da função pública. Não é igualmente novidade que o poder é usado para influenciar e corromper, manipulando o sistema a favor de determinadas pessoas com interesses em manter os seus benefícios. O que devia ser de todos e para todos serve apenas à família de alguns. Os desafios que caracterizam as circunstâncias que atravessamos parece indicarem que a honestidade perdeu a batalha e ganhou espaço e vitória a desonestidade, a delinquência. Pior é que essa delinquência é encabeçada pelas autoridades que deviam combatê-la. Hoje, contra toda a esperança de um dia construirmos um país de justiça social onde todos sintam orgulho de viver, a nova forma de viver baseada em quem tem mais força, ganhou espaço. Em consequência, como imitação dos demais a quem governa na base de sabotagem ao Estado, os mais pequenos funcionários do Estado seguem o exemplo. Os militares deixaram de proteger o país e começaram a assaltá-lo. Esta é a realidade que nos agride os ouvidos a partir de Cabo Delgado; a polícia deixou de proteger as pessoas e passa a roubá-las. É o que agora sabemos sobre o envolvimento da polícia nos sequestros e nos assaltos por todo o país; os enfermeiros deixaram de tratar os doentes e prevenir a morte de seus concidadãos e agora a provocam com sua negligência. É a reclamação dos pacientes nos maiores hospitais do país onde a corrupção e a negligência sobrepõem-se ao direito à saúde que o indivíduo tem; os políticos deixaram de servir o país e se servem do país roubando e endividando-o para viabilizar seus interesses, os de seus amigos e de seus filhos. Este é o escândalo que nos é dado a partir do julgamento das dívidas ocultas. Qual pode ser a nossa esperança neste cenário como cidadãos? Mais do que uma esperança passiva, o que devemos fazer para mudar? Os poderosos controlam a vontade dos fracos Na situação em que nos encontramos é fácil ver que os espertos abocanham as riquezas. Com as riquezas que possuem e com o poder político que assumem também controlam as vontades dos mais fracos. Controlam os mais compráveis para os ajudar a viciar os votos, cujos resultados os mantêm no poder; controlam a polícia que protege os seus bens ilícitos, controlam os militares contra quem se atrever a reclamar; controlam jovens cobardes que vivem só para si mesmos, etc. Parece tudo perdido, mas na realidade a nossa única esperança para libertar o nosso país dessa postura delinquente e criminosa é agir como cidadãos normais. Quando digo cidadãos normais refiro-me àqueles que não se contentam com a sua casa bonita e o seu pouco dinheiro e pensam que podem ficar alheios às questões políticas; refiro-me àqueles que, movidos pelo patriotismo e pelo amor a sua liberdade, fazem valer o ideal de um país de justiça social. Infelizmente, neste nosso cenário em que o nosso país é praticamente controlado pela vontade dos políticos que são ao mesmo tempo os mais ricos, produzem-se três tipos de cidadãos: os primeiros são os que acham que o que a política faz não lhes interessa. Têm emprego fora das instituições do Estado e pensam que não se podem meter na política porque não é esta que os alimenta; os segundos são aqueles que, para sobreviverem, devem viver à sombra dos políticos e dos mais ricos. A sua fonte de sobrevivência é normalmente a bajulação. Por isso, para estes, patriotismo é concordar e defender quem exerce o poder, não importa que esteja certo ou errado; os terceiros, que considero os piores, são os desistentes. Lutaram pelo bem-estar e pela justiça social, por vários anos, esperaram que as coisas melhorassem, mas como a injustiça e a delinquência estão enraizadas nas instituições do Estado e sua remoção não é fácil, renderam-se. Juntaram-se aos primeiros ou aos segundos. Não desistir na luta contra a injustiça A pior postura de um cidadão é desistir de lutar contra a injustiça do seu país. Entristece-me ver a desistência de muitos jovens académicos cuja crítica era esperança na luta para um Moçambique justo. A cada ano vejo jovens académicos pararem de mostrar o seu descontentamento com o modelo de governação e embarcarem para a bajulação como modo fácil de sobrevivência. O nosso futuro é que fica comprometido porque nenhum país de cobardes consegue implantar a justiça. Se cada um se interessar pelo trabalho que lhe garante sobrevivência singular, estaremos a vender o país. Num país empobrecido como o nosso, a indiferença dos cidadãos é criminosa na mesma proporção que a bajulação. Do mesmo modo que no passado, jovens que partiram de suas famílias para a guerra sem saber se iriam voltar, embarcaram para a luta de libertação nacional com
mar 15 2023
O corpo no espaço litúrgico
O nosso SER é o melhor instrumento de comunicação do mundo. Nenhum equipamento, por mais sofisticado que seja, seria capaz de substituir o nosso SER no processo comunicacional. A comunicação interpessoal ou grupal é presencial, tem calor humano e é afetiva. A afetividade estava presente em toda a pedagogia de Jesus, quando Ele estava no meio do povo. Foi assim com Zaqueu, com Lázaro e suas irmãs, com o cego de Jericó, com as criancinhas, etc. O SER de cada um é concreto e abstrato. Concreto porque é visualizável, palpável e materializado. Abstrato porque é composto de sentimentos, emoções, manifestações espirituais, pensamentos, memórias, inteligências e capacidade de criar. Ao comunicarmo-nos devemos agir combinando o nosso ser concreto com o ser abstrato. Quanto mais conseguirmos agir assim, mais aperfeiçoado será o nosso desempenho e mais qualificada será a nossa comunicação. O equilíbrio entre o concreto e o abstrato do nosso ser possibilita alcançarmos os objetivos desejados no ato comunicacional. O corpo é a manifestação concreta do SER, a exteriorização do que somos e o cartão de visita; é a morada do espírito, da essência humana e o sacrário da mente. O corpo deve estar sempre bem cuidado, asseado, são e em forma. A saúde do corpo é importante para a saúde do espírito, assim como a saúde do espírito é importante para a saúde do corpo. Um não pode viver dissociado do outro. Para que o corpo comunique bem, é preciso: Estar livre das tensões – Desinibir e naturalizar os movimentos do corpo, comunicando através de gestos equilibrados. As tensões vêm da insegurança, do mau humor, da constante vigilância do poder, do policiamento para mascarar as deficiências e não admiti-las para superá-las, do estresse provocado pelo trabalho excessivo em detrimento do lazer. Ser bem colocado em eixo – para que tenha presença marcante no ambiente, numa postura de ânimo e firmeza: Ombros levantados; Tórax aberto (peito para frente. Ele faz parte da nossa caixa de ressonância); Cabeça erguida, olhando para todos os lados, quando estiver comunicando em público, em movimentos moderados e equilibrados; Mãos e braços que se movimentam livres e harmônicos. No caso dos proclamadores da Palavra e comentaristas, não há necessidade de muitos movimentos com os braços. Porém, estes devem estar relaxados. Pernas e pés firmes e apoiados. “Inteligir” (conscientizar: ter noção), o mais possível, todos os gestos – para que sejam expressão consciente e voluntária, no contexto da comunicação que se quer fazer. A comunicação gestual é feita de movimentos soltos, harmônicos e tranquilos, combinando a fala do corpo com a fala da mente e a oralidade; Valorizar a comunicação facial – toda a região que está acima dos olhos tem forte poder de comunicação. O bom comunicador trabalha com a expressão facial, interpretando o significado do que fala com os músculos do rosto. Olhar olho no olho no momento da comunicação interpessoal ou grupal é fundamental para chamar a atenção, envolver os ouvintes e engajá-los no que estamos dizendo. Muitas platéias se dispersam por falta de comunicação gestual e facial dos expositores. A fala sem o auxílio destes recursos se torna monótona. Jesus Cristo conseguia concentrar multidões que O ouviam o dia inteiro, a ponto de escutá-lo com fome, no final de uma tarde. Sua comunicação atraía; Utilizar as mãos – como importante instrumento de comunicação, no auxílio da fala. Há comunicadores confusos na hora de falar em público porque não sabem o que devem fazer com as mãos. Ao invés de as utilizarem no reforço do que está sendo dito, atrapalham-se em gestos desconexos em relação ao acto da comunicação: colocando as mãos nos bolsos, apertando-as umas nas outras ou usando muletas para ocupá-las. Dão a impressão de que as mãos estão atrapalhando. Quase sugerem a amputação. Esse é o tipo de comunicador “maneta”, embora possua as duas mãos. No caso dos leitores, é aconselhável que as mãos fiquem sobre o texto. Quando for olhar para a assembleia, coloque o dedo indicador sobre o texto, evitando, assim, perder-se na leitura; Os olhos – devem estar sempre atentos à leitura. Nos pontos finais, ou seja, nas pausas, olhar para a assembleia. Evite olhar apenas para um dos lados. Caso tenha dificuldades de olhar para a assembleia, no meio da leitura, faça isto no início, quando estiver dizendo “Leitura do Livro do Profeta Isaías” (por exemplo) e no final, ao dizer “Palavra do Senhor”; Cuidar da aparência – cabelos penteados (quem ainda os possui), barba bem feita (ou bem arrumada e asseada, para os que a têm), fossas nasais limpas (inclusive, para facilitar a respiração), ouvidos higienizados, roupa adequada ao nível social do ambiente (limpas, bem passadas, e devidamente arrumadas sobre o corpo: gola, botões, etc.). Isso é sinal de auto-estima. Kant de Voronha
mar 15 2023
Detidos sequestradores de um menor em Nampula
A Polícia da República de Moçambique em Nampula apresentou à imprensa na última segunda feira, 14 de Março, um grupo constituído por dois indivíduos, indiciados de roubarem uma criança no posto administrativo de Namaita, distrito de Rapale. O Chefe do departamento de relações públicas no comando provincial da PRM em Nampula, Dércio Samuel, disse que os indiciados foram neutralizados numa residência onde teriam roubado vários bens. Os dois envolvidos no crime, e por sinal parentes, não colaboram com a polícia, visto que um deles alega ser inocente. Entretanto um jovem de 22 anos de idade, que integra o grupo, assume ter cometido o roubo e diz não ser a primeira vez. A Polícia da República de Moçambique, na pessoa do chefe do departamento de Relações Públicas, Dércio Samuel voltou a pedir a colaboração da sociedade no combate ao crime. “Voltamos a pedir mais uma vez a todos os membros da sociedade para que denunciem casos suspeitos que estejam a decorrer na comunidade, para facilitar o trabalho da Polícia”. – implorou Dércio Samuel falando no habitual contacto semanal com a imprensa. Por Eva Bento
mar 14 2023
Continua preocupante a descriminação da Mulher com deficiência em Nampula
A Mulher com problemas de deficiência na cidade de Nampula continua a se sentir descriminada e excluída na Sociedade. Numa altura em que se multiplicam esforços para a inclusão da pessoa com deficiência em todas as esferas da Sociedade, Adelaide Maria Marques veio em publico, denunciar que prevalece a falta de inclusão da Mulher na província, Principalmente nos Sectores de Educação e Saúde. Adelaide Marques referiu que as mulheres com problemas de deficiência não são inclusas nos planos traçados, em quase todos os sectores de actividades. Acrescentou que devido a esse factor, elas continuam vulneráveis a várias situações e dependentes. “Estamos a ser descriminados nos diversos sectores de actividades e como consequência disso, somos dependentes e vulneráveis a tudo”. – lamentou Adelaide Marques, que defende a necessidade de a sociedade mudar de comportamento, numa clara alusão de que, segundo a constituição moçambicana, todos somos iguais e membros dessa sociedade. Por sua vez a Oficial de desenvolvimento e capacidades do programa “Aliadas”, Jéssica Manjate, disse que no processo de levantamento de necessidades, surgiu a ideia de empoderar as Associação das Mulheres com Deficiências, disponibilizando ferramentas de Gestão de renda. Por Assane Júnior
mar 14 2023
Pensionistas do INSS em prova anual de vida
O Instituto Nacional de Segurança Social em Nampula pretende confirmar a existência ou não dos pensionistas durante a prova anual de vida. A prova anual de vida lançada esta segunda feira, 13 de Março, poderá terminar em Junho. Para tal, foram criadas na Província de Nampula 10 brigadas, que vão funcionar nos distritos de Nacala-Porto, Angoche, Monapo, Ribaué e Eráti. Durante o processo, o INSS em Nampula espera provar a vida de 8.959 pensionistas. Falando no acto do lançamento da prova anual de vida, o director provincial de justiça e trabalho em Nampula, Cachimo Raul, recordou que a participação de todos os visados no processo é obrigatória, porque com ele, pretende-se certificar a existência física do pensionista. “Essa actividade, permite que o INSS melhore a gestão do sistema de segurança social, garantindo os direitos dos cidadãos. Por isso é necessário que todos participem”. – recordou Cachimo. Foi anunciado no acto do lançamento que o pensionista que na provar a sua vida, até o fim do processo, poderá ver a sua pensão suspensa. A prova de vida, recorde-se, é gratuito e acontece periodicamente, para atualizar o sistema, e ajudar a localizar os beneficiários. Por Amélia Augusto
Os 10 anos de pontificado do Papa Francisco: reflexos dos gestos e ações
Francisco chega aos 10 anos de pontificado: a fraternidade humana, a atenção à família, a ecologia integral, o combate aos abusos na Igreja, a presença na sociedade e uma nova perspectiva para os cristãos leigos, temas de gestos e acções. Nesta segunda-feira, 13 de Março, o Papa Francisco completa 10 anos de pontificado. Nessa década, Francisco tem marcado a realidade com sua presença frente aos desafios no interior da Igreja e às mudanças e conflitos que se manifestam no mundo. A partir dos gestos e dos processos que leva adiante na Igreja, e também dos documentos que produz, tem anunciado o Evangelho e convidado à fraternidade, à proximidade e à ternura, a exemplo de Jesus, como ele mesmo costuma dizer. Dentre todas as realidades nas quais a Igreja toca com sua presença, algumas foram escolhidas para serem destacadas neste momento em que Francisco chega aos 10 anos de pontificado: a fraternidade humana, a atenção à família, a ecologia integral, o combate aos abusos na Igreja, a presença na sociedade e uma nova perspetiva para os cristãos leigos. Fratelli tutti Um dos marcos do pontificado do Papa Francisco foi a oferta à humanidade da encíclica Fratelli tutti, documento que apresenta o desejo de que, como humanidade, “possamos reviver em todos a aspiração mundial à fraternidade”. Para o subsecretário adjunto de Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Marcus Barbosa Guimarães, a carta encíclica “é um grande presente do Papa Francisco para a Igreja e para a nossa humanidade”. “De modo especial, entre os inúmeros pontos, as inúmeras contribuições que a Fratelli tutti nos traz, eu destacaria duas chaves que parecem centrais: a primeira, como lembra o Papa: se quisermos viver a fraternidade, devemos reconhecer a verdade fundamental que Deus é nosso Pai. E se Deus é nosso Pai, somos filhos e filhas, todos, sem distinção, e somos irmãos e irmãs. Essa é a raiz, é a verdade central. É a certeza que fecunda o compromisso, o dom da fraternidade”. “A segunda inspiração que me vem dessa carta, ao lê-la, é o que o Papa Francisco nos diz que precisamos recomeçar. E se vamos recomeçar a reconstrução da fraternidade, de um modo artesanal… devemos recomeça-la a partir dos pobres, para que ninguém fique de lado”. Família A realidade da família tem sido outro destaque no pontificado do Papa Francisco. Foram duas assembleias sinodais, uma exortação apostólica, um ano temático e dezenas de catequeses sobre o tema. “Nesses 10 anos de pontificado, temos muito que agradecer ao Papa Francisco pela sua dedicação e o seu amor pela família. Com o Sínodo, trouxe a família para o centro da atenção pastoral, um olhar para um modo de ser Igreja que é como a família: de co-responsabilidade, de cuidado, de amor, de ternura, de gratuidade”, comentou o bispo de Rio Grande (RS) e presidente da Comissão para Vida e a Família da CNBB, dom Ricardo Hoepers. Para dom Ricardo, a Amoris Laetitia “veio confirmar o trabalho que já vinha sendo feito pela Pastoral Familiar” e trouxe para os sectores inspirados na Familiaris Consortio, de São João Paulo II, “um ar de renovação, uma motivação ainda maior para cuidarmos das fragilidades das famílias”. Ecologia Integral Francisco deu especial atenção ao cuidado da casa comum nesses primeiros anos de pontificado. Marca disso foi a encíclica Laudato Si’ – sobre o cuidado da casa comum. A leiga Patrícia Cabral, que faz parte das articulações da Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), do Laicado, e do Comitê Repam no Regional Norte 1, aponta como o “grande diferencial” a proposta da reflexão do tema da ecologia integral com a encíclica Laudato Si’ “que, aqui no Brasil, casou com a Campanha da Fraternidade dos biomas e “fez com que a gente pudesse reflectir mais sobre a maneira como nós cuidamos dessa casa comum, e entender a nossa pertença a esse corpo, que não estamos isolados”. Para ela, essa ideia de pertença favorece a compreensão da necessidade de cuidar. “Não é simplesmente não cortar as plantas, mas renovar aquilo que está sendo destruído de outra forma”, pontua. Presença na sociedade O arcebispo de Goiânia (GO), dom João Justino de Medeiros Silva, destacou a experiência de cuidado com a vida da Igreja e a relação com a sociedade durante o pontificado de Francisco. Sobre a presença na sociedade, ele destacou que o Papa tem contribuído com diversas abordagens, como o cuidado e o zelo com a educação na proposta do Pacto Educativo Global; o cuidado com o tema da ecologia, “com a sua belíssima encíclica Laudato Si’ – sobre o cuidado da casa comum”; e a Economia de Francisco, “proposição que interpela a economia, a partir da participação de jovens”. “Esses três temas são muito interessantes, poderíamos citar tantos outros, mas creio que são de uma importância muito grande para pensar a presença da Igreja na sociedade”, comentou dom Justino. Leigos Francisco tem marcado a Igreja com um novo impulso ministerial para os leigos, de forma especial para as mulheres e, com a proposta do Sínodo, propõe uma nova dinâmica nas relações entre as diversas vocações. Marilza Schuina, membro do Conselho Nacional do Laicado do Brasil, avalia que o Papa Francisco “nos chama a uma Igreja em saída, uma Igreja-povo de Deus, onde todos e todas sejam sujeitos da evangelização”. Em relação aos cristãos leigos e leigas, Marilza considera que Francisco “vê e espera um laicado maduro, capaz de discernir sobre os sinais dos tempos, em comunhão com a sua comunidade, buscar o melhor caminho, um laicado que assuma a vocação no mundo, na história, um laicado capaz de semear, trazer os sinais do Reino da justiça, do amor e da paz”. “Francisco, nessa dimensão da Igreja em saída, fala de um laicado em saída, que ofereça à Igreja, um novo modo de ser Igreja, de ser presença em todos os lugares onde ninguém mais chega, onde ninguém mais vá ou aonde o padre, o bispo, até o Papa pode ir, mas, nesses lugares, o leigo e a leiga não vai, ele está lá, ele vive lá, ele mora
