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maio 27 2021

Grandes montes de lixo já servem de moradia de algumas famílias

O lixo na cidade de Nampula para além de ser cartão-de-visita é local de produção de insectos e bactérias, tornou-se também em residência de algumas famílias. Alias, é sabido que o lixo é o maior produtor de agentes provocadores de várias doenças e o mau cheiro mas, nem por isso, impede algumas pessoas de lá morarem. A título de exemplo, é a lixeira localizada no bairro de Muhala Expansão, arredores da cidade de Nampula, que por trás dela, acolhe jovens com idades compreendidas entre 25 a 35 anos, que construíram seu habitat naquela lixeira e passam a vida. Alguns desses jovens saem dos distritos da provincia de Nampula mas, a maioria, provêem da vizinha província da Zambézia, a procura de melhores condições de vida. E enquanto a sorte não lhes bate a porta, são obrigados a recorrerem lixeiras como seus aconchegos e sua fonte de sobrevivência. No local, os moradores e captadores do lixo, fazem reciclagem de algum material plástico e metálico que posteriormente levam para vender. Aliás, para além do lixo reciclado, por aqui também apanham restos de alimentos que são depositados pelos moradores ao redor, serve de refeição. O jovem Plácido, de aparentemente 33 anos de idade, natural da Zambézia e por sinal o chefe dos moradores do local, é residente na lixeira há dois anos. Este, entrevistado pela nossa reportagem, conta como é viver junto com o lixo e não esconde a emoção. “Fui acolhido neste local por outras pessoas que também passaram a sua vida aqui, por isso que a lixeira é a minha residência”- avançou o jovem Plácido. Essiaca é mais um jovem que encontrou o seu aconchego na lixeira, vindo do Distrito de Monapo, fugindo de conflitos familiares igualmente como Plácido diz que por viver na lixeira criou uma família que dificilmente vai se afastar dela. Questionado sobre a sua ausência no seio dos familiares, sublinhou que o seu tio com quem vivia o maltratava, facto que o obrigou a procurar um aconchego na lixeira. Para além do Plácido, o Essiaca e outros moradores da lixeira, encontramos o Munguambe junto a sua esposa, um antigo morador da lixeira, e como diz o ditado, bom filho é aquele que volta para casa, ele volta para a lixeira sempre para visitar os amigos que por ali ainda vivem e aconselha-los a optarem por boas práticas para ganharem a vida de forma digna além de recorrerem a furtos e lança um grito de socorros ao governo, para que haja apoio para antigos companheiros que ainda continuam morando no lixo. Munguambe é pai de quatro filhos, e vive maritalmente há vinte anos com dona Maria, nome fictício, a qual também já viveu na mesma lixeira. Gracinda, de 66 anos de idade, disse que mora no bairro desde 2018 mas, desde que se mudou para sua residência, nunca dormiu tranquila por causa de insectos, répteis e mau cheiro que sai da mesma lixeira. Inconformada com a situação, esta procurou o conselho Autárquico da cidade de Nampula e lançou um grito de socorros mas, sem sucesso. (Júlio Assane)

maio 27 2021

Aumentam casos de mulheres com problemas mentais

Consumo excessivo de Droga aumenta problemas mentais nas mulheres em Nampula. Segundo a Directora Provincial de Prevenção e Combate a Drogas de Nampula Isabel Sanfins, só no ano passado a província notificou 64 casos de mulheres com problemas mentais, contra 35 de igual período do ano 2019. Aliás, destas mulheres na sua maioria são jovens com idades compreendidas entre 21 a 25 anos de idade. De acordo com a dirigente, a problemática surge na sequência desta classe social ter iniciado ingerir as drogas na tenra idade, e por falta de uma ocupação facto que propicia o aumento dos estupefacientes. Para reduzir este cenário dentro das comunidades, o sector junto das associações existentes dentro das comunidades, tem vindo a realizar campanhas de sensibilização como forma de evitar que mais mulheres estejam internadas por consumo excessivo das drogas nas comunidades. Das mulheres internadas pelo consumo de estupefacientes na província de Nampula, 35 são por álcool, 11 por consumo de Surruma e 15 por múltiplas drogas. (Júlio Assane)

maio 27 2021

Beneficiários do subsídio da covide-19 frustrados com a vandalização de listas

Os residentes do bairro de Mutauanha arredores da cidade de Nampula, estão num total desespero com a vandalização das listas para ter acesso ao dinheiro alocado pelo Executivo Moçambicano no contexto da Covid-19. Trata-se de chefes de famílias que estão a viver momentos difíceis, realidade esta forçada pela pandemia planetária. Com a vandalização das listas estes dizem que a esperança de ver dinheiro nas suas mãos é menor, mesmo assim sonham em fazer negócios, aumentar seus campos de cultivo através do mesmo fundo. “Já não sabemos onde recorrer para podermos saber se os nossos nomes foram apurados para termos acesso ao dinheiro prometido” avançaram alguns beneficiários desesperados a procura do seu nome. De referir que o dinheiro prometido pelo governo de Moçambique, já foi desembolsado nos distritos de Monapo, Nacala a Velha, Rapale entre outros distritos. (Júlio Assane)

maio 21 2021

Município de Nampula acusado de fraca capacidade na gestão de resíduos sólidos

A falta de recolha e tratamento do lixo na cidade de Nampula atingiu níveis preocupantes, o que, na óptica dos munícipes, denuncia a incapacidade da edilidade de gerir os recursos disponíveis. Segundo alguns moradores que falaram com exclusividade a Revista Vida Nova na manhãdesta sexta-feira (20.5), avançaram que o lixo que se encontra defronte do mercado 25 de Junho vulgo Matadouro já tem dez anos de existência sob-olhar impávido das autoridades municipais. Estes cidadãos explicaram que por conta da não recolha daquele lixo, três pessoas foram encontradas mortasincluindo um feto deitado naquela lixeira, dai que voltam a exigir das autoridades a remoção urgente daquele lixo. Uma outra preocupação manifestada pelos moradores, tem a ver com os materiais cirúrgicos que são depositados naquela lixeira. Aliás, os nossos entrevistados temem que os seus filhos possam vir contrair doenças perigosas por conta do lixo que é depositado naquele recinto. Aqueles moradores sublinharam que várias vezes sem conta dirigiram-se ao conselho autárquico de Nampula para exigir que o lixo fosse removido, mas atéao momento não passa de um piripiri preço nos seus olhos. Numa ronda efectuada por alguns bairros da urbe pela nossa reportagem, a exemplo de Muhala-Expansão e Namutequeliua, Napipine constatamos a existência de montes de lixo e águas negras estagnadas, facto que propicia a proliferação de ratos e mosquitos. Os cidadãos não só denunciam como também reclamam que, nos últimos tempos, algumas ruas dos bairros periféricos da cidade estão a ser invadidas por lixo, dificultando a circulação de pessoas e bens. (Júlio Assane)

maio 21 2021

Furto de bens na via pública preocupa munícipes em Nampula

Circular na via pública nos últimos tempos na cidade de Nampula, tornou-se perigo devido a escalada de cadastrados perigosos, que com recursoa motorizadas empreendem fugas, assaltam cidadãos indefesos, sobretudo mulheres cujo alvo são as bolsas. A nossa reportagem saiu a rua na manhã desta sexta-feira para colher a sensibilidade dos munícipes, em torno da prontidão combativa pelos homens da lei e ordem no sentido de travar tal situação. Alguns Munícipes da Cidade de Nampula avançam que mesmo nos chapaz-cem tem sido perigoso tirar o seu celular para atender uma ligação com medo de ser arrancado pelos larápios denominados águias. Vezes sem conta, os moto-taxistas são apontados como os que engrossam as fileiras deste grupo de assaltantes baptizados por águias, mas estes distanciam-se, justificando-se que não se trata de taxistas mas sim de ladrões. De referir que num passado não distante uma mulher foi arrancada a sua bolsa contento um valor superior a 72 mil meticais por meliantes baptizados por águias. Julio Assane

maio 14 2021

INAE encerra Instituto Muniga por falta de Alvará

INAE encerra as actividades no Instituto Privado de Formação de Professores Muniga temporariamente por não dispor de Alvará. Uma equipa multi-sectorial composta por INAE, PRM e assuntos sociais, onde encerraram de forma temporária as actividades no Instituto Privado de Formação de Professores Muniga. Aliás, as actividades foram suspensas pelo facto daquela Instituição não dispor de um alvará que os autoriza a realização da actividade. O inspector Muaruri Abílio disse que depois de terem colocado o papel que indicava o encerramento temporário da instituição no dia anterior, que indicava a suspensão de todas as actividades naquele instituição de ensino, eles removeram os disseres depois que a equipa saiu do instituto e voltaram a leccionar as actividades como se nada fosse feito. “Depois de nos apercebemos que o primeiro dizer foi removido viemos novamente para informar aos gestores desta instituição que o instituto encontra-se suspenso por cinco dias até que eles mostrem o documento (Alvará) que os permite a realização desta actividade”. De novo viemos cá para fazer a segunda fase do trabalho que, também, consiste no encerramento da instituição”, continuou a fonte, que prossegue que “numa primeira fase, a instituição não apresenta o alvará. Aliás, por causa da retirada do termo estampado ontem (quarta-feira), estes incorrem ao crime de desobediência”-sublinhou Muaruri Abílio avançando que, os gestores do instituto pautaram pela desobediência, tendo em conta que esta é a terceira vez que o Instituto Muniga é suspenso por não apresentar documentos que os permite realizar esta actividade de formação de formação de professores. Para além de não ter um documento para o exercício válido de formação de professores naquele estabelecimento de ensino, os professores afectos naquele instituto reclamam a falta de pagamento de salário dos meses de Outubro, Fevereiro, Abril até esta parte. De referir que a suspensão das actividades naquele estabelecimento de ensino coloca na incerteza um pouco mais de 7 mil alunos que depositaram a confiança no instituto para a sua formação profissional. (Júlio Assane)

maio 14 2021

Enfermeiros em Nampula Exigem melhores condições de trabalho

Em meio a pandemia, Enfermeiros em Nampula exigem melhores condições de trabalho e aumento salarial. Trata-se de uma classe de profissionais de saúde, que está na linha da frente no combate a várias doenças com destaque para a Covid-19, Malária, Cólera, entre outras enfermidades. As exigências destes profissionais de saúde foram levantadas a propósito do dia internacional do enfermeiro celebrado a 12 de Maio corrente. Na sua mensagem de ocasião, estes disseram ainda estar a trabalhar em condições não favoráveis, e pedem ao governo o aumento de mais quadros da área, com vista a responder a demanda dos pacientes que procuram os serviços de saúde. Para este ano, o dia dos enfermeiros, foi escolhido para lembrar o aniversário de Florence Nightingale por ser considerada a fundadora da enfermagem materna. (Júlio Assane)

maio 14 2021

Município de Nampula continua no encalço de ruas degradadas para sua pavimentação

Três quilómetros de estradas custam 27 milhões de meticais para os cofres da edilidade em Nampula A obra Financiada através do Fundo de Investimento Autárquico, a obra vai consistir na pavimentação da faixa de rodagem e colocação de pavê, num troço de três quilómetros ligando a estrada nacional numero 1, e o posto administrativo de Muatala. Paulo Vahanle, presidente do conselho autárquico de Nampula, que procedeu o lançamento da primeira pedra para a pavimentação da rua, avançou que a reabilitação do troço de 3 quilómetros é cumprimento do manifesto eleitoral que tinha prometido aos munícipes durante a campanha para a sua eleição a presidente da autarquia de Nampula. Vahanle disse que a obra estará a cargo da edilidade e com a duração de 180 dias. Aliás aquele dirigente afirmou que vai continuar a trabalhar para melhorar a transitabilidade na capital nortenha da pérola do indico. Alguns munícipes entrevistados, disseram que a sua reabilitação será uma mais-valia, porquanto, vai facilitar a circulação de pessoas e bens, sem sobressaltos, tendo em conta que em períodos chuvosos a transitabilidade tem sido condicionada. (Júlio Assane)

maio 14 2021

MDM Suspende Tocova e três outros membros em Nampula

O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) em Nampula confirma a suspensão de Manuel Tocova e outros membros do partido. Sem avançar as razões da suspensão dos membros, Lopes Aquimo Muatamuro, delegado do Movimento Democrático de Moçambique em Nampula disse que a decisão tem em vista a chamada de atenção de outros membros para o cumprimento dos estatutos desta formação politica. Entretanto, os visados não confirmam a sua suspensão e afirmam que vão continuar a frequentar o partido até que venha um mandato da ordem central que ordena a sua saída de forma definitiva. Importa salientar que, a suspensão dos 13 membros, com destaque para Manuel Tocova, Antigo Edil Interino do Conselho Municipal de Nampula, Luciano Tarieque, Ex-Delegado da Cidade e Maria Maroviça Membro da Assembleia Municipal entre outros foi a mando do conselho jurisdicional deste partido em Novembro do ano passado. (Júlio Assane)

maio 14 2021

Empresários de Nampula sensibilizados com a fome desdobram-se na mobilização de apoios

Na sequência da fome aguda que assola os distritos de Monapo e Ilha de Moçambique, na província de Nampula, os empresários desta parcela do país, redobraram esforços que culminaram com a colecta de oito mil toneladas de diversos produtos alimentares. Segundo o presidente do CTA Muhamed Abdul Gani, o lote inclui igualmente material plástico como baldes e pratos que serão entregues as famílias carenciadas dos mencionados distritos. De acordo com o empresário, esforços em curso com vista a minimizar o sofrimento de mais famílias não termina por aqui, porquanto, a campanha irá prosseguir nos próximos dias até que mais famílias sejam abrangidas pela causa. “Nós vamos continuar a ajudar as famílias que recorreriam a tubérculos para se alimentar“-sublinhou o presidente do CTA Muhamed Abdul Gani. De recordar que a fome aguda que vem assolando os dois distritos, deriva por um lado a falta de chuvas, que fez com que centenas de famílias recorressem ao consumo de tubérculos e outros produtos silvestres.

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