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jun 28 2021

Juventude da Arquidiocese de Nampula reflecte sobre o terrorismo que se abate sobre cabo Delgado e a Covid-19

Por Kant de Voronha Terminou no último sábado, 26/6, em Anchilo a formação de 3 dias que juntou cerca de 35 jovens da Comissão Arquidiocesana da Juventude (CAJUNA) oriundos das 5 regiões pastorais de Nampula. Sobre o tema “ESPERANÇA E FÉ DOS JOVENS EM TEMPO DE INCERTEZA. Jovens lancem as vossas redes para outra margem (Mc,5.35-41)” o encontrou serviu para reflectir em torno do terrorismo em Cabo Delgado e a situação de pandemia que assola o mundo e Moçambique em particular. A Coordenadora da CAJUNA, Irmã Francinete Ribeiro, enalteceu a partilha de ideias levada a cabo pelos jovens e espera que haja repercussão disso nas paróquias como forma de revitalizar a pastoral juvenil esmorecida em virtude das incidências da Covid-19. “Saimos daqui com algo novo e diferente. Que os temas abordados possam penetrar na consciência de cada um deixando-se iluminar pela Palavra de Deus. Os jovens partilharam suas experiências e desafios”, referiu a fonte. Francinete mostra-se motivada a redesenhar a pastoral juvenil para adaptar-se ao ritmo do contexto pandémico para oferecer novo vigor a partir da realidade da juventude. “Mesmo que se tenha este tempo de pequenos números, nós queremos voltar o trabalho com as regiões e nas paróquias. E trabalhar os mesmos temas a partir da realidade dos jovens. Abraçar algo novo na vida e fazer com que eles se sintam capazes de lançar as redes”, declarou. Alguns jovens que participaram da formação comprometem-se a fazer réplica dos conteúdos recebidos nas suas paróquias e regiões paróquias como forma revitalizar os jovens e motiva-los a trabalhar incansavelmente. Refira-se que o encontro de três dias abordou também alguns temas a saber: Diálogo inter-religioso neste tempo de desafio e esperança. O que fazer como jovem? (Documento do Papa Francisco Fratellituti) O que é a CAJUNA (pastoral juvenil Actividades realizadas neste tempo). Tempo para quem deseja ser escutado Disponível para o serviço de escuta Laudato SI Nova organização da pastoral na Arquidiocese de Nampula Como viver a nossa afectividade e sexualidade neste tempo de provações de maneira integrada

jun 26 2021

DÉCIMO TERCEIRO DOMINGO DO TEMPO COMUM B

LITURGIA DA PALAVRA Primeira Leitura: Sabedoria 1,13-15; 2,23-24 Salmo 29 (30) Segunda Leitura: 2 Coríntios 8,7.9.13-15 Evangelho: Marcos 5,21-43 Tema: Deus nos ensina a amar a vida Deus ama a vida! Ele quer apenas a vida! “Deus criou o homem e a mulher para serem incorruptíveis. Pelo seu Filho, salva-nos da morte: eis porque Lhe damos graças em cada Eucaristia. Na sua vida terrena, Jesus sempre defendeu a vida, pois afirma que “Eu vim para que todos tenham vida, vida em abundância”. Em Marcos, no Evangelho, há duas cenas que assinalam a defesa da vida: Ele cura, Ele levanta. Ele torna todas as pessoas livres, dá-lhes toda a dignidade e capacidade para viver plenamente. Será que tu sabes firmar diante de Jesus que Ele é a tua alegria de viver? Vamos celebrar este domingo o Deus apaixonado pela vida. Vamos também nos apaixonar pela vida e defendermos a vida. O Livro da Sabedoria apresenta o rosto de Deus: Um Deus apaixonado pela. Este anúncio deve ser proclamado com força, porque vem contradizer ideias ainda muito espalhadas, segundo as quais agradaria a Deus fazer morrer o homem. A morte vem de outro, pois “não foi Deus quem fez a morte”. Pelo contrário, Ele cria a vida e dá-la à humanidade, modelada à sua imagem. Ele restaura a vida, quando esta está em perigo de se apagar. Dá a vida quando está perdida, como testemunha o Evangelho deste domingo. Portanto, quando alguém aparece acusando Deus como autor da vida, vamos recorrer a Sagrada Escritura que mostra claramente que nosso Deus é Deus da vida e cuida dela. Animados pelo Deus da vida, as primeiras comunidades cristãs praticaram a solidariedade e a partilha, não apenas entre os seus membros, mas também entre comunidades. Paulo solicitou-as nesse sentido. Por isso tinha organizado um peditório junto das comunidades que tinha fundado na Ásia Menor, na Macedónia e na Grécia, em favor dos irmãos de Jerusalém que estavam em dificuldades. Esta iniciativa correspondia às orientações da jovem Igreja. Paulo justifica esta acção de partilha pela generosidade de Cristo: esta é modelo para os cristãos e eles próprios já beneficiaram dela. O Reino de Deus é a vida. Jesus percorre o país para anunciar e estabelecer esse Reino. Ele fala e age. A sua fama espalha-se, porque uma força brota d’Ele, é a força da ressurreição, o Espírito de vida. O Deus da vida o impele para anunciar a vitória da vida sobre a morte. “Sê curada”. O imperativo de Jesus tem algo de afectuoso para com esta mulher, restaurada na sua dignidade, restabelecida na sociedade que excluía o seu mal. Este “sê curada” aparece também como uma constatação: é a sua fé que a salvou, e Jesus alegra-Se por isso. A cura é consequência da fé, que é sempre fonte de vida e de felicidade. A fé é um remédio muito importante. Por isso vamos pedir sempre que tenhamos o dom da fé quem vem temperar o dom da vida. “Levanta-te”. Este segundo imperativo do Evangelho deste dia é dinâmico e traduz perfeitamente este louco desejo de Deus em ver o homem vivo, o seu amor incondicional pela vida. “Adormecida”, no “sono da morte”… um estado do qual Deus nos quer fazer sair, um estado do qual Jesus nos salva. “Eu te ordeno: levanta-te”. A palavra evoca a ressurreição, o novo surgir da vida, o amor divino que nos coloca de pé. Jesus pede ao pai da jovem apenas uma coisa: “basta que tenhas fé”. Deus nos tira da morte, do pecado, do mal para que estejamos no seu lado que é por excelência vida e ressurreição. Jesus lida não só com a multidão mas de forma particular com pessoas concretas. Hoje somos sufocados pela massa, a multidão que exclui, que também sufoca os mais fracos. Jesus nos ensina a dar prioridade os excluídos na sociedade. Nas nossas comunidades, os que têm voz chegam ao nosso encontro a hora que quiserem, mas os pobres não têm ocasião de, pelo menos, nos tocar porque não damos essa chance. Jesus, Fonte de Vida, nos ensine a cuidar da vida, a valorizar a vida e defender a vida quando está em perigo, nas mãos dos assassinos, terroristas e tiranos.   Compromisso de vida: Ser sinal de vida e de esperança no meio dos excluídos Ajudar alguma menina a não cometer aborto Resistir contra as leis que defendem o aborto Rezar pelas crianças abandonadas pelos pais e vítimas de guerra.

jun 21 2021

Génese do Coral da Região da cidade marcada por discriminação e incompreensões

Por Kant de Voronha Passados 5 anos desde a constituição e primeira animação litúrgica do Grupo Coral da Região Pastoral da Cidade de Nampula, ficam memórias de discriminação e incompreensões. A informação foi partilhada no último Domingo (20/06) pela respectiva Coordenadora, Felicite Nsipanil Luvuezo, a margem da celebração dos 5 anos de fundação, no Seminário Filosófico São Carlos Lwanga. A fonte referiu que o coral nasce como iniciativa do Arcebispo Emérito de Nampula, Dom Tomé Makhwéliha, com objectivo de animar grandes eventos arquidiocesanos como ordenações e outras cerimónias lirúrgico-pastorais. “O nosso grupo nasce a 19 de Junho de 2016 na ordenação Sacerdotal dos padres Jeremias, Raça e Chuva. Não foi tão fácil permanecer até chegar a comemorar estes 5 anos. As tempestades não faltaram. No início houve discriminação porque diziam que o grupo não podia ser coordenado por uma estrangeira. Mesmo assim não desanimei até este dia” referiu Luvuezo. Como perspectivas para o futuro, o Coral da Cidade pretende gravar um CD e compilar um livro à semelhança de Niwipele Apwiya da Diocese de Nacala. Felicite diz que o grupo carece de uma sede onde os membros se possam reunir, conservar seu material e realizar as suas actividades livremente. “Gostaria que os nossos Bispos junto com os padres ajudassem o grupo a ter um lugar onde possa guardar seu material, realizar seus ensaios e outras actividades”. O Coordenador Arquidiocesano de Liturgia em Nampula, o Pe. Jeremias do Rosário, no seu discurso por ocasião da Missa de 5 anos da sua turma manifestou gratidão pelas orações de quantos acompanham os passos do exercício ministerial do seu grupo presbiteral. Pe clérigo destacou ainda o sofrimento por que passa o Pe Agostinho Chuva que há dois anos sofreu agressão por desconhecidos em sua Paróquia, em Namitória, tendo sido submetido a uma cirurgia na cabeça e encontra-se em convalescença. “Agradecemos aos nossos Bispos que nos acolhem. Ao Pe Alberto Ferreiro que nos acompanhou durante o nosso retiro espiritual. Rezamos insistentemente ao nosso confrade PE Agostinho, estamos em comunhão e oração”. Refira-se que o grupo Coral da Região Pastoral da cidade de Nampula é composto por cristãos oriundos das Paróquias da Sé Catedral, São José, São João Baptista do Marrere, São Pedro de Napipine, Santa Maria, Nossa Senhora da Paz, Santa Isabel, São Francisco Xavier e Santa Cruz.

jun 19 2021

DÉCIMO SEGUNDO DOMINGO DO TEMPO COMUM B

LITURGIA DA PALAVRA Primeira Leitura: Job 38,1.8-11 Salmo 106 (107) Segunda Leitura: 2 Coríntios 5,14-17 Evangelho: Marcos 4,25-1-41 Tema: Deus nunca abandona o seu povo A liturgia da Palavra deste domingo diz-nos que Deus caminha com seu povo apesar dos acontecimentos que aparentam a ausência de Deus Pai. Ele cuida com amor de pai, de tio e de mãe oferecendo-lhe a cada passo a vida e a salvação. Deus é presente mesmo quando pensamos que está surdo. A experiência de Job na primeira leitura destaca que Deus majestoso e omnipotente, domina a natureza e que tem um plano perfeito e estável para o mundo. O homem, na sua pequenez e finitude, nem sempre consegue entender a lógica dos planos de Deus; resta-lhe, no entanto, entregar-se nas mãos de Deus com humildade e com total confiança como fez o personagem de livro chamado por Job. Paulo, na segunda leitura, garante-nos que o nosso Deus não é um Deus indiferente, que deixa os homens abandonados à sua sorte. A vinda de Jesus ao mundo para nos libertar do egoísmo, da inveja, do ódio que escravizam a pessoa humana e para nos propor a liberdade do amor e fraternidade mostra que o nosso Deus é um Deus interveniente, que nos ama e que quer ensinar-nos o caminho da vida. Marcos propõe-nos uma catequese sobre a caminhada dos discípulos em missão no mundo. O Evangelista garante-nos que os discípulos nunca estão sozinhos a enfrentar as tempestades que todos os dias se levantam no mar da vida. Os discípulos nada têm a temer, porque Cristo vai com eles, ajudando-os a vencer a oposição das forças que se opõe à vida e à salvação dos homens. A história relatada por Job serve de pretexto para reflectir sobre certos temas fundamentais sobre as quais o homem sempre se interroga, por exemplo, a questão do sofrimento do justo, do bondoso e do inocente, a situação do homem diante de Deus e a atitude de Deus face ao homem.Apresenta-nos a história de um homem bom e justo (Job), repentinamente atingido por um vendaval de desgraças que lhe rouba a riqueza, a família e a própria saúde. Depois de vários relatos de resistência diante do sofrimento, desafios, dificuldades, a história termina com Job a perceber o seu lugar, a reconhecer a transcendência de Deus e a incompreensibilidade dos seus projectos, a entregar-se nas mãos de Deus com humildade e confiança. O objectivo pelo qual Deus se manifesta é responder às questões de Job e fazer Job perceber a insensatez das suas críticas. Acontece com cada ser humano no momento da dor tentamos criticar Deus sem nos lembrar que Ele é Pai. Enquanto Job inicia criticando Deus pela sua atitude, Paulo fez a experiência do amor de Cristo e deixou-se absorver por esse amor. A sua acção tem apenas como objectivo levar o amor de Cristo ao conhecimento de todos os homens. Paulo vive uma experiência única na sua vida e se isso fosse, humanamente falando, um encontro entre um jovem e sua namorada diríamos que Paulo está não só apaixonado mas também entregue ao colo e coração da sua amada. Paulo enfatiza que Cristo morreu por todos, a fim de que os homens, aprendendo a lição do amor que se dá até às últimas consequências, deixassem a vida velha, marcada por esquemas de egoísmo e de pecado. Contemplando o Cristo que oferece a sua vida ao Pai e aos irmãos, os homens não viverão, nunca mais, fechados em si mesmos; mas viverão, como Cristo, com o coração aberto a Deus e aos outros homens. É esta “boa nova” que absorve Paulo completamente e que ele quer passar a todos os seus irmãos. Paulo admite e faz uma confissão pública que, no passado, entendeu Cristo “à maneira humana” e não percebeu que a sua doação até à morte era expressão de um amor ilimitado; mas, depois de se ter encontrado com Cristo ressuscitado na estrada de Damasco, Paulo passou a ver as coisas de forma diferente Paulo quer anunciar – por mandato de Cristo – que a adesão a Cristo faz desaparecer o homem velho do egoísmo e do pecado e faz surgir uma nova criatura. Ele experimentou o amor de Cristo e tornou-se uma nova criatura. Agora, ele sente que Deus o manda testemunhar essa experiência diante de todos os homens. Somos convidados a experimentar uma vida com Cristo renunciando o velho, os males que sempre nos escravizaram. Temos que dar um novo passo rumo ao homem novo em Cristo. Marco Situa o barco com Jesus e os discípulos “no mar”, que significa colocá-los num ambiente hostil, adverso, perigoso, caótico, rodeados pelas forças que lutam contra Deus e contra a felicidade do homem. Por outro lado, a “noite” é o tempo das trevas, da falta de luz; aparece como elemento ligado com o medo, com o desânimo, com a falta de perspectivas. O “mar” e a “noite” definem uma realidade de dificuldade, de hostilidade, de incompreensão, de guerra com as forças que dificilmente o ser humano compreende. No contexto africano, o mar pode ser visto como ambiente de “majine”, espíritos do mal que atrapalham a pessoa humana. A “tempestade” significa as dificuldades que o mundo opõe à missão dos discípulos. É provável que Marcos estivesse a pensar numa “tempestade” concreta, talvez a perseguição de Nero aos cristãos de Roma, durante a qual foram mortos Pedro e Paulo, bem como muitos outros cristãos anos 64-68. Marcos alerta que os discípulos terão de enfrentar ao longo do seu caminho histórico, até ao fim dos tempos muitas tempestades: perseguições e guerras contra a Igreja e seus membros. Encontramos a imagem de um barco cheio de discípulos convidados por Jesus a passar “à outra margem do lago” e a dar testemunho dessa vida nova que Deus quer oferecer aos homens é uma boa definição de Igreja. Por isso temos que tomar consciência de que a comunidade que nasce de Jesus é uma comunidade missionária, cuja tarefa é ir ao encontro dos homens e

jun 12 2021

DÉCIMO PRIMEIRO DOMINGO DO TEMPO COMUM B

LITURGIA DA PALAVRA Primeira Leitura: Ezequiel 17,22-24 Salmo 91 (92), Segunda Leitura: 2 Coríntios 5,6-10 Evangelho: Marcos 4,26-34   Tema: Olhar a Deus e a vida com confiança e esperança A Liturgia da Palavra convida-nos a olhar para a vida e para o mundo com confiança e esperança. Deus, fiel ao seu plano de salvação, continua, hoje como sempre, a conduzir a história humana para uma meta de vida plena e de felicidade sem fim. Ezequiel, na primeira leitura, assegura ao Povo de Deus, exilado na Babilónia, que Deus não esqueceu a Aliança, nem as promessas que fez no passado. Apesar de todos desafios e sofrimento, Israel deve continuar a confiar nesse Deus que é fiel e que não desistirá nunca de oferecer ao seu Povo um futuro de tranquilidade, de justiça e de paz para sempre. Paulo, na segunda leitura, lembra-nos que a vida nesta terra, marcada por coisas transitórias, deve ser vivida como uma peregrinação ao encontro de Deus, da vida definitiva. O cristão deve estar consciente de que o Reino de Deus como consta no Evangelho de hoje, só atingirá a sua plena maturação no final dos tempos, quando todos os homens e mulheres se sentarem à mesa de Deus e receberem de Deus a vida que não acaba. Neste contexto, o imediatismo e a vida descartável a que somos impostos deve ser defendido e resistido na esperança de que Deus vos concederá paz, isto é, toda riqueza do céu, no tempo oportuno. Que haja resiliência em todas as circunstâncias que põem em risco o Reino de Deus. Marcos apresenta a catequese de Jesus sobre o Reino de Deus que é um projecto que, avaliado à luz da lógica humana, pode parecer condenado ao fracasso; mas ele encerra em si o dinamismo de Deus e acabará por chegar a todo o mundo e a todos os corações. Também nos dias actuais, todos acontecimentos na Igreja e contra a Igreja parecem definir o rumo de fracasso. No entanto, a experiência da Igreja Primitiva deve ser exemplo no tempo presente, na actualidade, para superarmos cada obstáculo, cada desafio, confiantes no Mestre. Deus, autor da aliança, não esqueceu a promessa feita, por intermédio dos profetas. Hoje são muitos profetas que se entregam ao serviço do Reino para fazer chegar a mensagem de Deus nos corações de cada pessoa. O projecto de salvação que Deus tem para a humanidade revela-se no anúncio do Reino, feito por Jesus de Nazaré. Nas suas palavras, nos seus gestos, Jesus propôs um caminho novo, uma nova realidade; lançou a semente da transformação dos corações, das mentes e das vontades para que a vida dos homens e das sociedades se construa de acordo com os esquemas de Deus. Essa semente não foi lançada em vão: está entre nós e cresce por acção de Deus. A semente do Reino de Deus deve ser lançada em cada realidade onde o cristão se encontra hoje. Não deve haver preguiça de se semear pensando que Deus não irá cuidá-la. A nossa missão é semear. Vamos deixar o resto nas mãos de Deus confiando a sua intervenção poderosa na hora certa. A outra atitude importante é acolhimento da semente e deixar que Deus realize a sua acção. E como discípulos de Jesus, temos de continuar a lançar essa semente do Reino, a fim de que ela encontre lugar no coração de cada homem e de cada mulher da nossa aldeia, cidade, sociedade e nação.   Compromisso de vida: Meditar a Palavra de Deus Encontrar uma pessoa nova ou estranha para partilhar com ela a Palavra de Deus Cultivar na vida o espírito missionário. Viver plenamente o ensinamento da Palavra de Deus.

jun 06 2021

SOLENIDADE DO SANTÍSSIMO CORPO E SANGUE DE CRISTO

LITURGIA DA PALAVRA Primeira Leitura: Ex 24,3-8 Salmo 147 Segunda Leitura: Heb 9, 11-15 Evangelho: Mc 14, 12-16-22-26   Tema: Jesus Cristo, o Pão comungado e partilhado entre os irmãos A Eucaristia é o centro da fé cristã. Pertencer à comunidade cristã é fazer parte da mesa da Palavra e da Eucaristia. Comungar o Corpo e Sangue de Jesus é, acima de tudo, aceitar a sua presença real no Pão e no Vinho consagrados. Comungar é assumir o compromisso de fazer-se pão onde não há pão. Comungar é aceitar a missão de lutar para que não falte pão na mesa do pobre. Comungar tornar-se um Cristo que se doa e se entrega pela causa da humanidade. O convite a fazer é evitar comungar para ser visto ou se exibir como bom cristão. “Comungar é tornar-se um perigo”, como reza o canto de comunhão na liturgia do Brasil, para significar que o cristão torna-se um “Cristo” que anuncia e denuncia as injustiças e os males do mundo. Hoje, não é raro encontrar católicos que põem em dúvida esta permanência da presença Jesus no pão eucarístico. As palavras de Jesus esclarecem-nos: «Este é o meu Corpo… Este cálice é a nova Aliança no meu sangue». Estas afirmações de Jesus, na noite de quinta-feira santa, não dependiam nem da fé nem da compreensão dos apóstolos. É Jesus que se compromete, que dá o pão como sendo o seu corpo, o cálice de vinho como sendo o cálice da nova Aliança no seu sangue. Só Ele pode ter influência neste pão e neste vinho. Hoje, é o sacerdote ordenado que pronuncia as palavras de Jesus, mas não é ele que lhes dá sentido e realidade. É sempre Jesus ressuscitado que se compromete, exactamente como na noite de quinta-feira santa. O sacerdote e toda a comunidade com ele são convidados a aderir na fé a esta acção de Jesus. Mas não têm o poder de retirar a eficácia das palavras que não lhes pertencem. A Igreja tem razão em celebrar esta permanência da presença de Jesus. Que esta seja para nós fonte de maravilhamento e de acção de graças! É preciso comer para viver. Por isso a nossa vida espiritual tem seu alimento: Jesus Cristo na Eucaristia e quem não se alimenta torna-se anémico espiritualmente, por isso deve regularizar a situação urgentemente. Numa das catequeses do Papa Francisco sobre a solenidade que celebramos hoje afirma que a Eucaristia insere-se no âmago da «iniciação cristã», juntamente com o Baptismo e a Confirmação, constituindo a nascente da própria vida da Igreja. Com efeito, é deste Sacramento do Amor que derivam todos os caminhos autênticos de fé, de comunhão e de testemunho. O santo Padre acrescenta ainda que o que vemos quando nos congregamos para celebrar a Eucaristia, a Missa, já nos faz intuir o que estamos prestes a viver. No centro do espaço destinado à celebração encontra-se o altar, que é uma mesa coberta com uma toalha, e isto faz-nos pensar num banquete. Sobre a mesa há uma cruz, a qual indica que naquele altar se oferece o sacrifício de Cristo: é Ele o alimento espiritual que ali recebemos, sob as espécies do pão e do vinho. Ao lado da mesa encontra-se o ambão, ou seja o lugar de onde se proclama a Palavra de Deus: e ele indica que ali nos reunimos para ouvir o Senhor que fala mediante as Sagradas Escrituras, e portanto o alimento que recebemos é também a sua Palavra. O Papa Francisco sustenta que na Missa, Palavra e Pão tornam-se uma coisa só, como na Última Ceia, quando todas as palavras de Jesus, todos os sinais que Ele tinha realizado, se condensaram no gesto de partir o pão e de oferecer o cálice, antecipação do sacrifício da cruz, e naquelas palavras: «Tomai e comei, isto é o meu corpo… Tomai e bebei, isto é o meu sangue». Nesta solenidade, importa apontar que a celebração eucarística é muito mais do que um simples banquete: é precisamente o memorial da Páscoa de Jesus, o mistério fulcral da salvação. «Memorial» não significa apenas uma recordação, uma simples lembrança, mas quer dizer que cada vez que nós celebramos este Sacramento participamos no mistério da paixão, morte e ressurreição de Cristo. A Eucaristia constitui o apogeu da obra de salvação de Deus: com efeito, fazendo-se pão partido para nós, o Senhor Jesus derrama sobre nós toda a sua misericórdia e todo o seu amor, a ponto de renovar o nosso coração, a nossa existência e o nosso próprio modo de nos relacionarmos com Ele e com os irmãos.     Compromisso de vida: Confessar sempre antes de comungar Participar activamente da Santa Missa Partilhar o pão com os necessitados Testemunhar a presença real de Jesus na Eucaristia Adorar a Jesus Eucarístico Agradecer a Jesus pelo Seu Corpo e Seu Sangue

maio 31 2021

Emakhuwa Consultoria e Serviços lançou 30 novos profissionais ao Mercado de emprego

Emakhuwa Consultoria e Serviços em Nampula lançou no mercado de emprego 30 novos profissionais. Trata-se de estudantes do curso de Jornalismo e Emakhuwa que participaram nos cursos de curta duração promovidos pela instituição. Aliás, destes graduados, 24 são do curso básico de jornalismo e 6 de Emakhuwa. “Nós estamos apostados em servir a nossa sociedade e contribuir no crescimento e para formação integral da pessoa humana” disse o Director Executivo da Emakhuwa Consultoria e Serviços Cantífula de Castro no seu discurso de abertura. Aos graduados no curso Básico de Jornalismo Aquele dirigente avançou que no exercício das suas atividades encontrarão várias dificuldades e que serão um impasse para a materialização e concretização dos seus trabalhos, tendo em conta que actualmente o mundo foi dominado pelas fake news, os graduados devem comunicar a verdade, com imparcialidade e fazer da comunicação fonte de transmissão de mensagens que sejam do povo e para o povo. Para os finalistas do Curso de Emakhuwa O Director Executivo apelou para que trabalhem para o resgate da língua Emakhuwa que nos últimos tempos tem vindo a ser esquecida no seio da comunidade, daí que a necessidade de traduzirem mais livros para que a língua não seja completamente esquecida. Os graduados na sua mensagem disseram que os três meses de formação intensa, nos dois cursos, foi de grande dificuldade devido as limitações financeiras decorrente do cenário económico do país. Daí que prometeram não esvaziar as mentes dos conhecimentos que tiveram dos seus formadores, de matéria, lições de vida, provocações intelectuais e muito menos a inspiração que lhes foi transmitida com brilho e com rigor nos olhos. “Nós estamos cientes dos desafios que nos esperam, porque o trabalho de emprego está difícil no nosso país” avançaram os graduados no seu discurso. (Júlio Assane)

maio 27 2021

Detido suposto falsificador de documentos em nampula

A Direção provincial de Identificação Civil aborta tentativa de falsificação de documentos em Nampula. O caso deu-se num passado não  distante quando um cidadão cuja identidade não conseguimos apurar, na posse de certidão de nascimento com dados falsos tentou sem sucesso tratar o documento de identificação civil num dos cartórios localizados na cidade de Nampula. Martinho Salimo, Chefe de Departamento de Identificação Civil de Nampula, avançou que após a neutralização do mesmo foi encaminhado aos calaboços duma das subunidades policiais da cidade de Nampula. A fonte avançou que de género não tem sido frequentes naquela instituição, dai que exortou aos cidadãos que pretendem enveredar para essas vias para que não o façam e sigam as exigências que lhes são dadas pelo sector como forma de ter o seu documento. De Janeiro a esta parte os serviços provinciais de Identificação civil de Nampula ja registaram e entregaram cerca de 43 mil documentos. De referir que este é o primeiro caso a ser registado a nivel da Direção provincial de identificação civil na cidade de Nampula. (Julio Assane)  

maio 27 2021

Edil de Nampula promete mão dura aos funcionários incompetentes

Uso indevido dos meios do município, Vahanle ameaça explusar de motoristas. O edil de Nampula fez estas declarações na manhã da última Terça-feira, no acto de entrega de três meios circulantes. Contudo, ameaçou impor mão dura aos funcionários que usam para fins alheios. Paulo Vahanle avançou que nos tempos que correm os motoristas da Autarquia têm vindo a usar as viaturas para o seu uso pessoal, no transporte de areia para pessoas singulares fora do perimetro de trabalho, dai que promete mão dura para esses funcionários. “As nossas viaturas são usadas para transporte de areia para pessoas fora do periodo de trabalho” – disse Vahanle. Num outro desenvolvimento aquele dirigente avançou que as viaturas adquiridas vêm reforcar o processo de remoção de residuos sólidos que tem vindo assolar de forma assustadora esta que é a terceira maior cidade do país. De referir que para a sua aquisição, custaram para os cofres dos parceiros do conselho municipal da cidade de Nampula, Sete milhões e oitocentos mil meticais. Julio Assane  

maio 27 2021

Banda Marrove lança o seu primeiro CD

Evento solidário para com as vitimas do terrorismo em Cabo Delgado marca lançamento do primeiro CD da Banda Marrove. Foi no último final de semana em que o anfiteatro da Academia Militar Marechal Samora Machel em Nampula, acolheu ao lançamento do primeiro CD da Banda Marrove, evento que se juntou a solidariedade para com as crianças deslocadas que se encontram no centro de Corrane. O director da casa provincial de Cultura em Nampula juntou-se a este mega evento e enalteceu a iniciativa. O album ora lançado é intitulado por  “owani ti weno” e composto por 12 faixas musicais. O evento foi abrilhantado com a presença de diversos convidados com destaque para os irmãos Filomena e Messias Maricoa, Tony, Felex entre outros (Julio Assane)

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