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nov 20 2020

Coronavirus paralisa celebrações litúrgicas

Por Kant de Voronha Desde a declaração do Estalo de Emergência, em Março último, várias comunidades cristãs continuam encerradas sem possibilidades de rezar em comunidade. Esta informação foi partilhada por vários animadores e anciãos presentes na reunião de preparação do ano pastoral 2020/2021 havida na manhã deste sábado (20.11). Muitas comunidades cristãs de Moma e Micane, Angoche e Meconta, por exemplo, ainda não retomaram as suas actividades de celebrações litúrgicas devido às imposições de regras de prevenção da pandemia do coronavirus. De acordo com o Vice-Chanceler da Arquidiocese de Nampula, o Pe António Martinho Canera, os párocos devem dialogar com as lideranças locais para encontrar mecanismos de retoma das celebrações nas suas comunidades. Para isso, “as equipas de vistoria nos distritos e localidades continuam abertas para acolher as propostas das comunidades”, referiu o clérigo. Outra preocupação que aflige os agentes de pastoral prende-se com a situação de elevado número de deslocados que fogem o terrorismo em Cabo Delgado. Em várias paróquias de Nampula chegaram muitas pessoas, sobretudo mulheres e crianças. Como forma de os acolher e acomodar, o governo provincial de Nampula criou um Centro de acolhimento dos deslocados no Posto Administrativo de Corrane, Distrito de Meconta. Por essa razão, torna-se necessário repensar as mensalidades de solidariedade e inserção dos deslocados nas comunidades e paróquias cristãs cientes da dificuldade de língua e carência de documentos que os acompanha.

nov 20 2020

Arquidiocese de Nampula reune-se em preparação do ano pastoral 2020/2021

Por Kant de Voronha Nas vésperas do término do ano pastoral 2019/2020, o Arcebispo de Nampula, reuniu-se neste sábado (20/11), no Salão da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, com os agentes da pastoral. O encontro de um dia visava, entre vários pontos de agenda, a programação do ano pastoral de 2020/2021, cientes que os tempos que correm exigem prontidão em reconhecer os sinais do tempo presente marcado pela pandemia do Coronavirus, o terrorismo em Cabo Delgado e Centro do país. De acordo com a apresentação inicial do Senhor Arcebispo, é urgente repensar a missão do Centro Catequético de Anchilo, criado em 1969, “olhando com gratidão para o passado, vivendo com paixão o presente, e projectando-nos para o futuro com realismo”. A luz desse desejo, decorre desde 2018 um processo de requalificação do Centro Catequético com objectivo de revitalizar as actividades internas à luz do contexto actual. Com efeito, foi constituída uma equipa conjunta entre os Missionários Combonianos e a Arquidiocese de Nampula. Com efeito, foi lançado um inquérito para as Paróquias focalizado em três áreas: a) formação pastoral; b) autonomia económica do Centro; c) auto-sustentabilidade e melhoria da Revista Vida Nova. “O Centro está sendo vítima do seu processo histórico. Porque durante muito as Paróquias contribuíram simbolicamente para a sustentabilidade econômica durante a formação dos agentes de pastoral durante 50 anos”, referiu o Pe Altino, Pároco de Santa Isabel de Namaita. De referir que do encontro participaram padres, irmãs e leigos provenientes de várias paróquias da Arquidiocese de Nampula.

nov 20 2020

“Não há erro sem possível solução”

Por Kant de Voronha Não se pode viver acomodado sobre as dificuldades que a vida apresenta. Muitas vezes, as realidades que preocupam as comunidades cristãs têm sua origem no tempo de sua formação. Os graves problemas econômico-financeiros nascem desde o começo da sua constituição. Por isso, citando o Decreto Pastoral do Vaticano II, Dom Inácio salientou que “as comunidades cristãs devem ser construídas desde o começo de modo que possam por si mesmas prover das suas necessidades” (Ad gentes, nr 15). Assim, o Centro Catequético e a Revista Vida Nova nascem no contexto de impossibilidade de auto-sustentabilidade. Mas isso “é possível ser corrigido” referiu Dom Inácio Saure. É necessário, portanto, aproveitar os recursos humanos e materiais que as Paróquias dispõem para permitir que o processo de requalificação do Centro Catequético e da Revista Nova se efective, apesar das dificuldades.

nov 11 2020

A seca, a desertificação e o plantio de árvores

Por Éden Sansão Mucache Não há dúvida que nestes últimos anos o clima está a mudar:as estações não são as mesmas do passado e as chuvas não respeitam ninguém… O activista ambiental,Dr. Eden Sansão Muchave da Associação Moçambicana para a Saúde e Ambiente,vai-nos ajudar a entender estas mudançase a tomar iniciativas positivas. Uma estiagem, também é conhecida vulgarmente como período de seca e é uma catástrofe natural com propriedades bem características e distintas das demais. Afinal o que é estiagem ou seca? O termo “seca” refere-se ao tempo seco de longa duração. Durante a seca, a água disponível encontra-se abaixo dos parâmetros habituais de uma determinada região geográfica; por conseguinte, a água não é suficiente para satisfazer as necessidades dos seres humanos, os animais e as plantas. A causa mais habitual da seca é a falta de chuvas. Quando não chove durante períodos muito prolongados, surge a seca meteorológica e, se esta se mantiver, resulta numa seca hidrológica. O que causa a seca? Entre as várias causas, encontra-se: O incorrecto ordenamento do território;Insuficientes infraestruturas de armazenamento de água;Uma sobre utilização das reservas hídricas subterrâneas; Uma gestão incorrecta do consumo de água;O desmatamento do território, sem controlo. Como podemos prevenir a seca? Os consumidores têmde reduzir o desperdício e utilizar menos água. Controle de ervas daninhas, uma vez que aceleram a perda de água pela transpiração. Utilização de cobertura morta, como palha, casca de arroz e serragem, bem como à incorporação ao solo, dos restos culturais anteriores, diminuindo o efeito da evaporação e conservando a humidade natural do solo. Adopção da técnica de plantio directo, reduzindo em aproximadamente 30% a perda de humidade. Iniciar a restauração de florestas: as árvores evitam o assoreamento de rios e represas e regulam o clima. Reflorestar é urgente, e o resultado é muito rápido. A desertificação e o plantio de árvores O problema da desertificação passou a despertar o interesse da comunidade científica há 80 anos, contudo somente nos últimos dez anos passou a ser destacado como um sério problema ambiental, devido ao seu impacto social e económico, uma vez que o processo ocorre de forma mais acentuada em áreas correspondentes aos países subdesenvolvidos. O que é desertificação? A desertificação é um fenómeno de degradação dos solos e de áreas agrícolas que afecta centenas de milhares de pessoas em todo o mundo, uma vez que o seu resultado é a perda total ou parcial de regiões agricultáveis, prejudicando as práticas económicas. Esse processo pode ser uma ocorrência tanto de ordem natural muito embora a sua intensificação se deva exclusivamente ao exaustivo uso dos solos pelo ser humano. Quais são as causas da desertificação? As causas da desertificação pelas actividades humanas estão, sobretudo, relacionadas ao empobrecimento dos solos realizado pelas actividades económicas. O desmatamento é o principal vilão, pois deixa a terra exposta às intempéries climáticas e diminui a retenção de água e nutrientes. Além disso, o uso intensificado do solo em áreas agrícolas, o esgotamento de rios e demais recursos hídricos e até a actividade da mineração também estão na lista de acções que levam à expansão desse problema ao longo do espaço geográfico. De maneira geral, como causas da desertificação podem ser apontadas: sobre uso ou uso inapropriado da terra (monoculturas comerciais como a cana-de-açúcar, soja, trigo, milho); desmatamento;utilização de técnicas agropecuárias impróprias; queimadas; uso excessivo de agrotóxicos; poluição ambiental. Como combater a desertificação? Para combater e evitar a expansão da desertificação, a medida mais eficaz é preservar as áreas verdes, evitar queimadas, plantar árvores e praticar o reflorestamento em zonas devastadas. Então: Vamos plantar mais árvores?

nov 10 2020

Bíblia: Palavra de Deus revelada aos homens

Por Bíblia católica online As Sagradas Escrituras, que englobam o Antigo e o Novo Testamento, foram inspiradas por Deus (2Tm 3,16). Foi o Espírito Santo que guiou os autores bíblicos a escreverem aquilo que Ele desejava revelar. Alguns cristãos dizem: “A Bíblia é tudo o que preciso”, contudo, tal afirmação não se encontra na própria Bíblia. Na verdade, a Bíblia ensina justamente o contrário, como se lê em 2Pd 1,20-21 e 2Pd 3,15-16. “Sabei primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação, porque a profecia nunca foi proferida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2 Pedro 1,20-21). Além disso, a teoria de que “somente a Bíblia basta” nunca foi professada pela Igreja primitiva. Ainda que seja popular em muitas igrejas cristãs, a teoria de que “somente a Bíblia basta” simplesmente não funciona na prática. A experiência histórica desaprova essa ideia, pois em cada ano vemos surgir mais e mais religiões, cada qual com uma interpretação bíblica diferente. Existem hoje dezenas de milhares de denominaçõesreligiosas, cada qual afirmando que asua interpretação particular da Bíblia é a correta. As divisões que geram, causam confusões indescritíveis entre milhões de cristãos sinceros, mas desorientados. É suficiente abrir as páginas amarelas da lista telefónica para verificarmos quantas denominações diferentes estão catalogadas, cada uma dizendo que “somente a Bíblia basta”, mas nenhuma concordando exactamente com a interpretação bíblica de todas as demais. Porém, podemos ter a certeza de uma coisa: o Espírito Santo não pode ser o autor de toda essa confusão (cf. 1Cor 14,33). Os livros que compõem a Bíblia são 73, sendo 46 do Antigo Testamento e 27 do Novo Testamento: Antigo Testamento: são todos os livros escritos a partir do séc. XV a.C. até ao nascimento de Cristo. Contém a Lei de Deus dada a Moisés, a história do povo de Israel e assuas reflexões de sabedoria e de louvor, bem como as profecias da previsão da vinda do Messias, que se deu com a vinda de Jesus Cristo. Novo Testamento: são todos os livros escritos após a vinda de Jesus até ao final do séc. I d.C. Livros do Evangelho: narram a vida, os ensinamentos, os milagres e a obras do Messias Jesus Cristo descrevendo a vida e as obras de Jesus, a criação e a expansão da Igreja, além de documentos de formação do povo cristão. Livro Histórico: apresenta a instituição e expansão da Igreja Cristã, primeiro na Palestina e, a seguir, no mundo até então conhecido. Epístolas: são as doutrinas e exortações escritas por alguns Apóstolos de Cristo e encaminhadas a comunidades ou fiéis cristãos. Livro Profético: traz a vitória de Cristo e sua Igreja sobre as forças do mal e o juízo final.

nov 10 2020

Dom Manuel Vieira Pinto: herança e desafios

Pela Redacção No dia 30 de Abril deixou-nos Dom Manuel Vieira Pinto, arcebispo emérito de Nampula de 1967 até 2001, testemunha do Senhor ressuscitado na história de Moçambique. O seu legado para as comunidades cristãs continua a ser a conjugação positiva entre a fé e a vida de cada dia iluminada. Resumo dum texto já publicado por P. Zé Luzia autor de várias e prestigiadas publicações sobre a figura de Dom Manuel. “Cristianismo e religião – Fé e revolução” foi o título da carta-pastoral do Bispo Manuel Vieira Pinto no Natal de 1978. Num tempo de ateísmo militante, tratou-se de uma proposta e de um desafio a um diálogo sereno com os ideólogos marxistas da Frelimo. Afinal, a religião não tem de ser, fatalmente, ópio do povo, mas também pode ser fonte de rebeldia revolucionária, de inspiração transformadora da sociedade. Dom Manuel, também nisto se revelou o pastor intrépido, seguro de que as vicissitudes por que a Igreja católica passava, às mãos da Frelimo, eram o dedo de Deus a fazê-la renascer no coração do Povo como genuinamente moçambicana. Nada de anticomunismo primário ou de tentação de resistência à proposta de reconstrução nacional. Manuel Vieira Pinto foi, também, tranquilamente, catequista dos políticos. Por isso pode responder à conhecida interpelação de Samora: “Deus não precisa que o defendam. O Homem sim!”. Atenção aos últimos Dom Manuel, como verdadeiro discípulo de Jesus, foi um incontornável defensor da dignidade de todo o humano. E foi-o, especialmente das pessoas mais pobres, mais abandonadas nas margens do mundo, ou perseguidas pela sua entrega ao serviço das causas da verdade e da paz; e mais ainda, e, tantas vezes, sacrificadas e massacradas na estupidez de todas as guerras, enfatizando, aqui, sua querida terra moçambicana, a tristemente inesquecível guerra civil – a tal dos 16 anos – de que ainda ninguém se penitenciou. Nem Frelimo nem Renamo. O silêncio parlante: a Doença A pandemia do COVID 19 obrigou a que o seu funeral não tivesse a solenidade que todos desejávamos e tivesse sido feito na exiguidade e nos constrangimentos de todos conhecidos. Um dia, convocar-nos-emos de novo para fazermos a celebração da glorificação pascal da vida tão plena de tão grande pastor. Por causa da sua doença prolongada, já nos tínhamos habituado ao seu silêncio, à sua ausência de cena, à sua voz emudecida pela doença. Afinal, mesmo roubado pela doença, há anos, ao nosso convívio, todos continuávamos a senti-lo vivo, palpitante, como se fosse nosso eterno companheiro nesta peregrinação terrestre. A “Irmã Morte” veio despertar-nos, a todos, da letargia em que vivíamos e trouxe para a ribalta mediática, sociológica, política e eclesial, o nosso Pai (como tão carinhosamente, sobretudo os mais humildes do Povo Moçambicano, me perguntavam por ele). Recordar é viver e crescer “Eu, muito jovem (ndr.Pe. Zé Luzia) , cheguei a Nampula, ao convívio do Bispo Manuel, em 1968. Eu, aprendiz de missionário e de padre, logo me dei conta do pastor sempre aproximado de toda a gente. A “Diocese”, designação, então da casa do Bispo, deixava de ser o palácio distante onde os pobres nunca tinham acedido. Como, 45 anos depois, viria a dizer o Papa Francisco, “um Pastor com cheiro a ovelhas”. De facto, o Bispo Manuel foi, como agora Francisco, sempre surpreendente nas palavras e nos gestos. Atrevido, avantajou sempre as asas dos nossos voos de jovens insatisfeitos e rebeldes, arroteando caminhos por abrir. Ousado! Tanto na pastoral em sentido mais estrito, como nas suas incidências políticas, como o testemunham as homilias “Repensar a guerra” (1974), interpelando o governo e a sociedade coloniais, que o levou à expulsão; e “A Coragem da Paz” (1984), desafiando, em nome do Povo, o Presidente Samora a entabular o diálogo com a Renamo”. Dom Manuel em sintonia com Papa Francisco Como Igreja, conheci, na prática, um Bispo não-clerical. Com ele aprendi a ser animador de uma genuína Igreja de Todos, crescentemente livre do vício clerical, pela participação de todos os baptizados, do pé descalço ao engravatado, tanto ao gosto, hoje, do Papa Francisco. Nessa linha, aprendi a ser padre mais da “Igreja das Palhotas”, das pequenas e humildes comunidades emergentes, do que da grandiosidade das empoladas catedrais por impressionantes que elas possam ser. Com efeito, foi também o atrevimento e a aposta do Bispo Manuel que fez, dos animadores paroquiais, homens e mulheres simples e de pé no chão, protagonistas do renascimento da Igreja católica em Moçambique, e mais particularmente, na Diocese de Nampula, no contexto do ateísmo a seguir à independência. Convite a não esquecer É necessário que o mundo académico, a começar pelos nossos seminários e as instituições universitárias, produzam trabalhos de pensamento que rentabilizem a preciosa herança que ele nos deixou. Apesar de ele ter sido, entre outros, alvo duma “ingratidão” por parte do governo que nem se lembrou de lhe manifestar a sua gratidão com a consolação de o brindar com a nacionalidade (pedido que ele nunca fez por uma questão de evitar equívocos e mal-entendidos), Dom Manuel fica como um marco indiscutível da história religiosa e cívica de Moçambique. Os dias do Moçambique de hoje no-lo exigem. A guerra que lavra no centro do país, e o terrorismo criminoso de Cabo Delgado, desafiam-nos como cidadãos e como cristãos. Infelizmente, Dom Manuel

nov 10 2020

O papel das matronas

Por Judite Macuacua Pinto No nosso País, as Matronas, nas Comunidades Rurais, desempenham um papel muito importante, no tocante à ajuda que prestam às jovens mulheres a dar à luz. Na sua maioria, são mulheres de uma idade avançada, respeitáveis, influentes e experientes quanto à matéria da maternidade, nas suas respectivas comunidades ou no seio familiar. Infelizmente, a sua figura, embora muitas vezes esquecida e inexistente em muitos países, em Moçambique, sobretudo nas zonas desprovidas de unidades sanitárias, continua a ser considerada um Património da Humanidade e uma das profissões mais antigas. Muitos partos que acontecem fora do hospital, é graça a estas mulheres humildes e sem conhecimento académico, mas que se fazem valer pelas suas experiências de mães. Aliás, segundo alguns relatos populares e históricos, desde os tempos primórdios, estas sempre foram assistentes das parturientes durante o trabalho do parto e no momento de expulsão. Segundo Marcela Bueno, Neuropsicóloga Brasileira, à semelhança do que acontece noutros países, em Moçambique, principalmente nas zonas rurais, cabe às Matronas, proporcionar às futuras mães, cuidados e a atenção que necessitam, desde o momento de concepção até que se termine o puerpério. Além disso, é responsabilidade destas mulheres, a instrução às jovens mães, sobre os primeiros cuidados com o bebé. Por outro lado, as Matronas, em algumas situações excepcionais, no seu âmbito de actuação, podem ser solicitadas em algumas Unidades Sanitárias existentes na Comunidade, nas famílias ou mesmo para um atendimento domiciliar particular. A Matrona na gravidez Mais adiante, a nossa fonte refere que, a Matrona, é responsável por preparar o corpo da futura mãe para a gestação (planeamento), o adequado seguimento da gravidez e o parto seja natural ou de cesárea. E também ajuda a aplicar medidas de emergência, caso seja necessário. Além disso, auxilia a gestante nas muitas mudanças emocionais, escutando e respondendo as inúmeras dúvidas, tais como os temores frente ao parto, a dor, a prematuridade, a morte súbita, os problemas que podem ocorrer a um recém-nascido e também apoiando-a em todas as etapas. No momento do parto Por vezes, nas Comunidades próximas de algum centro de saúde, as Matronas são solicitadas para acompanhar as grávidas, ao hospital e as levam à sala de dilatação, onde são atendidas durante todo o período de dilatação e expulsão. Se ao longo deste momento, aparecer alguma complicação, a Matrona avisa a Obstetra ou a Parteira para entrar em acção. Assim, quando chegar o momento adequado, se encarrega de avisar o anestesista, caso a gestante o exija. Caso contrário, actua em todo o período expulsivo. Apos o nascimento Ainda de acordo com a Marcela, chegada a esta etapa, a Matrona, na Comunidade ou no seio familiar, ainda tem o papel de controlar a mãe e o bebé, durante as 3 horas posteriores à expulsão, sinónimo da responsabilidade que as Matronas assumem em todas as etapas.   ……………………… BOX ROSTO DA MULHER Violência Doméstica … Durante o tempo do Coronavirus alertamos toda a sociedade para os potenciais aumentos da frequência e do grau de violência contra mulheres e crianças. Com efeito, de todo o mundo surgem indícios de aumento da violência doméstica e violência contra crianças devido à insegurança e ao confinamento domiciliar forçado. O nosso País não é excepção, pois o convívio quotidiano prolongado e forçado em casa pode propiciar o agravamento de actos de violência contra as mulheres, dada a estrutura hierarquizada e autoritária das relações de poder desiguais em casa. Essa violência pode ser não só física como sexual e psicológica, havendo fortes probabilidades de se estender também às crianças e com particular incidência nas crianças de sexo feminino. As cidadãs e os cidadãos, bem como as autoridades dos bairros, devem ser mobilizadas/os para estar atentas/os e para intervir em caso de suspeita de violência, mesmo dentro das casas, pois assim se poderão salvar vidas e a integridade física de mulheres e crianças. (Comunicado da associação Mulheres ComVida)

nov 10 2020

O MUNDO VESTIU-SE DE MÁSCARAS

Por Kant de Voronha  Agora o mundo vestiu-se de máscaras. A humanidade experimentou e ainda enfrenta o confinamento dentro das casas e com medo de um inimigo invisível, o Coronavírus que tem nome famoso ao qual chamam Covid 19. Sim. É essaCovid 19 em todas as línguas. A humanidade foi desafiada passando por um tempo de profunda provação. Pois, fecharam as Igrejas, fecharam as mesquitas, fecharam as escolas, fecharam as universidades, fechou a alegria, fechou o horizonte de 2020 ser um ano carregado de prosperidade. Baixou a economia mundial; baixou o poder aquisitivo; baixou o fluxo de viagens nacionais e internacionais. Será que ficámos iludidos na passagem ao ano novo? Tínhamos muitos projectos e propósitos. Esperávamos que 2020 fosse um ano intensamente de muitos sucessos. Quem ainda continuaa dizer isso? Perdemos a esperança? Apagou-se a torcida que fumegava? Até alguns perguntam: “porque Deus permite esta pandemia? Mas ainda é cedo para atirar pedras a Deus. A Bíblia ensina que “Para tudo há um momento e um tempo para cada coisa que se deseja debaixo do céu” (Ecle 3,1-8). Agora estamos no tempo de Coronavírus. O tempo das máscaras. O tempo do distanciamento social; o tempo de quarentena; o tempo de isolamento; o tempo de túneis de desinfecção; o tempo de lavar as mãos com água e sabão ou cinza; o tempo de não abraçar nem beijar; o tempo de bater cotovelos ou os pés ou ainda de vénias em jeito de saudação; o tempo de rezar intensamente em família; o tempo das igrejas e mesquitas fechadas; o tempo das aulas suspensas e escolas encerradas; o tempo de estudos online; o tempo em que o professor é opróprio encarregado de educação; o tempo de pagar mensalidades mesmo sem aulas presenciais; o tempo de saudades; o tempo em que a liberdade é coarctada,etc. etc. Mas o que é que vamos aprender com este tempo? Será que aprendemos a manter a higiene pessoal e colectiva? Aprendemos a cultivar a virtude da oração em nossa casa? Aprendemos a reconhecer que a Igreja não são os templos das 4 paredes, mas somos nós? Aprendemos a ensinar os nossos filhos sobre matérias escolares? Aprendemos a confiar em Deus? Qual é a lição que você vai tirar deste tempo? Essa coisa de máscaras iiiiiii!!!Nas ruas vimos todos tipos possíveis de máscaras: de pano, de coco, de folhas de árvores, de panelas, de alumínio, de ferro, da farmácia, etc. Às vezes para reconhecer alguém que usa máscara não é fácil. É normal cruzar com um amigo e não o reconhecer; cruzar com um bandido que parece pessoa sadia. As máscaras escondem a nossa face real. Quando alguém está sorrindo ou nervoso não se nota. Por isso os hipócritas usam máscaras. O inimigo desconhecido vestiu-nos com máscaras. Para exigir o cumprimento das medidas de prevenção da pandemia e as exigências do decreto presidencial durante a vigência do estado de emergência, vimos acções violentas e cruéis de alguns agentes da Polícia da República de Moçambique. Não sei se foi por ajuste de contas. Mas não faltaram exageros de indisciplina ou excesso de zelo que culminaram com a morte de uns e ferimento de outros. Mas esse agir era indistinto. Pois, alguns fiscais entre polícias e outras entidades autorizadas quando encontravam bêbados reunidos em convívio, o tratamento variava consoante o aliciamento que se lhes dava. Em alguns lugares o acto era voluntário: “embrulhavam” o chefe (polícia) com um envelope de 100Mt ou menos e o chefe fazia de contas que não viu nada. Ao passar por esse local, as pessoas continuavam a conviver, normalmente. Noutros lugares onde os vendedores oferecessem resistência, choviam chambocos, algemas arbitrárias, detenções e até balas verdadeiras para dispersar os cidadãos. Na ocasião, um chefinho gritava com voz de macho: “Onde está o meu refresco?” Este cenário lembrou-me o discurso do saudoso Presidente Samora Machel que dizia: “O polícia deve ser um elemento político, altamente educado e cortês. Um polícia não pode dar um pontapé a ninguém! O polícia que dá um pontapé a um cidadão, não respeita e não sabe o que representa a farda que enverga. Um polícia a espancar as pessoas é o cúmulo da vergonha! Este elemento não serve para a estrutura do Estado. O nosso polícia não tem privilégios. O seu privilégio é servir bem a República, é zelar pela aplicação da Constituição, é fazer respeitar as leis, educar os cidadãos. O polícia deve preocupar-se em conhecer as leis para as fazer respeitar, conhecer a Constituição para a saber defender. Ele deve respeitar o sofrimento dos outros”. Parece que Samora via de longe que no tempo de Coronavírus haveria crueldade. Continuemos vigilantes na observância das medidas de precaução, implorando que Deus faça chover sobre a humanidade “novos céus e nova terra” purificados pela Covid-19. Continuemos vigilantes e perseverantes na oração. “Não se perturbem os vossos corações. Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém pode ir até ao Pai senão por mim” disse Jesus (Jo 14,1.6). E mais não disse!

nov 09 2020

O que é Covid-19?

Por Júlia Tarrua É um vírus que causa infecções semelhantes a uma gripe comum e pode provocar infecções respiratórias. Sintomas da Covid-19 Os sintomas comuns são: febre, cansaço, tosse seca e dificuldades respiratórias. Alguns pacientes podem sentir dores, congestão nasal, comichão no nariz, garganta inflamada ou diarreia. Estes sintomas geralmente são leves e começam gradualmente. Algumas pessoas infectadas não apresentam sintomas e sentem-se bem.   Medidas preventivas da Covid-19 Lave frequentemente as mãos com água e sabão ou cinza, ou então higienize com álcool em gel a 70%; Ao tossir ou espirrar, cubra o nariz e a boca com lenço ou com o braço e não com as mãos; Evite tocar os olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas; Mantenha uma distância mínima de cerca de 2 metros ou 1 metro e meio de qualquer pessoa tossindo ou espirrando; Evite abraços, beijos e aperto de mãos. Adopte um comportamento amigável sem contacto físico, mas sempre com um sorriso no rosto; Higienize com frequência o celular e os brinquedos das crianças; Não compartilhe objectos de uso pessoal como toalha, talheres, pratos e copos; Mantenha os ambientes limpos e bem ventilados; Evite circulação desnecessária nas ruas, estádios, mercados, shows, lugares de culto e escolas; Se puder, fique em casa; Se estiver doente, evite contacto físico com outras pessoas e fique em casa até melhorar; Utilize máscaras caseiras ou artesanais, feitas de tecido, em situações de saída de sua residência.  

nov 09 2020

Artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos

Como escrevemos no primeiro texto sobre os Direitos Humanos, a Declaração começou a ser elaborada no ano de 1946. Porém, a Declaração foi oficialmente adoptada pela ONU no dia 10 de Dezembro de 1948. O conceito de direitos humanos envolve os direitos e as liberdades básicas necessárias para garantir uma vida digna aos indivíduos. Estes direitos devem ser assegurados a todas as pessoas, independentemente de qualquer distinção, como etnia, nacionalidade, género, religião ou orientação sexual. A Declaração dos Direitos Humanos é composto por 30 artigos que destacam temas chave como: a vida, a liberdade, a segurança, a educação, a igualdade e a liberdade de expressão. Apontamos abaixo os principais direitos previstos na Declaração Universal dos Direitos Humanos: Todos osseres humanos são livres e iguais em direitos e dignidade. Capacidade e liberdade para viver sem discriminação. Direito à vida, liberdade e segurança. Nenhuma pessoa deve ser escravizada. Ninguém deve ser torturado ou receber tratamento cruel. Direito de reconhecimento como pessoa. Igualdade perante a lei. Direito de acesso à justiça quando osdireitos forem violados. Ninguém deve ser preso arbitrariamente. Todas as pessoas têm direito a julgamento justo. Direito à presunção de inocência até que a culpa seja provada Protecção à vida privada e familiar. Liberdade de movimentação e de deixar e voltar a qualquer país. Direito de procurar asilo em outros países. Direito de ter uma nacionalidade. Direito ao casamento e à família. Protecção da propriedade. Liberdade de fé e prática religiosa. Liberdade de expressão e de opinião. Liberdade para participação em associações. Acesso ao governo e ao serviço público do seu país. Direito à segurança e protecção do Estado. Direito ao trabalho e protecção ao desemprego. Direito ao descanso e ao lazer. Padrão de vida que garanta saúde e bem-estar à família. Direito à educação gratuita nos anos fundamentais. Acesso às artes, cultura e ciências. Direito de viver numa sociedade justa e livre. Cumprimento de deveres com a comunidade, de acordo com os princípios das Nações Unidas. Protecção dos direitos determinados na Declaração.

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