logo

nov 09 2020

Vivência cristã no tempo do coronavírus

Por Pe. Bonifácio Raça  No tempo em que os edifícios religiosos estão fechados e suspensas todas as celebrações litúrgicas por causa do coronavirus, somos convidados a redescobrir a natureza da Igreja Domestica, raiz da família de Deus.  A vida cristã é uma bela aventura com Deus. É diferente da aventura que o mundo oferece. Contudo, ela é sempre acompanhada por situações que a deixa atribulada, sofrida e, até não poucas vezes, entregue à morte. Por isso, é necessário que cada cristão, ao abraçar o compromisso do discipulado, esteja pronto para assumir as vicissitudes da fé que abraça.   As dúvidas humanas Muitas vezes, visto que vemos de forma confusa, como num espelho (cf. 1Cor13,12), ficamos quase que cegos e não conseguimos conciliar o mistério salvador de Deus com a dor e o sofrimento que nos abalam. Daí que surgem questões como:será que Deus se compraz com os nossos sofrimentos? Onde está Deus neste momento de dor? Porque tanto silêncio quando gritamos? Mergulhados nessas dúvidas e dores, incapazes de ler a nossa história à luz da fé, perdemos a oportunidade de contemplar as maravilhas que Deus opera na nossa vida. Concentramos todas as nossas energias na dor, que nos causa desespero.É o que está a acontecer nestes dias com a eclosão da pandemia daCovid19, a humanidade inteira vive aterrorizada pelo medo, ao ponto de criar um desespero universal. As notícias que circulam somente apontam para o mal físico, que pode acontecer em caso de contágio pelo coronavírus. Preocupados excessivamente com esta vida passageira, todo o resto já não conta, apenas a busca de a todo o custo salvaguardar a ‘minha vida, economia, etc.’   Diante desta realidade como deve ser a atitude do Cristão? Perante a dor eo sofrimento que a condição humana e o mundo nos impõem, o melhor que um cristão pode fazer é procurar conselhos na Palavra de Deus. O Apóstolo Pedro dizia: “Caríssimos, não estranheis a fogueira que se ateou no meio de vós para vos pôr à prova, como se vos acontecesse alguma coisa estranha. Pelo contrário, alegrai-vos, pois assim como participais dos sofrimentos de Cristo, assim também rejubilareis de alegria na altura da revelação da sua glória” (1Pd 4,12-13). Na verdade, na caminhada cristã, enquanto Igreja que caminha pelas sendas do mundo, podemos encontrar inúmeros desafios que nos afligem. Mas não podemos desanimar, pois, segundo o Apóstolo, “depois de terdes sofrido um pouco, o Deus de toda a graça, (…) vos restaurará, vos firmará, vos fortalecerá e vos tornará inabaláveis”(1Pd 5,10). A atitude a tomar diante da dor e do sofrimento é a confiança em Deus. Uma confiança que consiste numa fé inabalável, com uma esperança viva. Aliás, Jesus, o nosso Salvador e Mestre ensinou-nos a ter fé n’Ele, confiar em Deus e não temer nada: “Não tenhais medo, pequenino rebanho, pois foi do agrado do vosso Pai dar-vos o Reino” (Lc 12,32). E quando os discípulos pareciam desanimar e atormentados disse-lhes: “Cesse de perturbar-se o vosso coração! Crede em Deus, crede também em Mim” (Jo 14,1).   E que significa isso para nós? Significa que devemos procurar ver as coisas com os olhos de Deus. Esta pandemia oferece-nos a oportunidade de vivermos a nossa fé de maneira diferente. É o momento de fortalecer a Igreja Doméstica. A experiência de oração em comunidades maiores, que muitas vezes nos deixava perdido na massa anónima, traz-nos hoje uma oportunidade de rezar em pequenas comunidades de irmãos de sangue.É o regresso dos momentos iniciais da Igreja em que se reunia nas casas (cf. Act 12,12).Não é o momento de lamentações nem desânimo, mas sim de alegria e fortalecimento da nossa adesão a Deus. Nestes dias, saindo de Belo Horizonte (Minas Gerais) para Guaratinguetá (São Paulo), parei na cidade de Barra Mansa (Rio de Janeiro), onde fui recebido pela família Altamir e Sónia, pois não podia continuar a viagem, devido ao impedimento de circulação por conta da pandemia do coronavírus. Foi uma providência divina. Pois com essa paragem pude colher uma grande experiência de vida de oração de uma família. Vi a alegria da família em me receber e fazer parte da sua vida. Sendo a primeira vez que recebiam um padre na sua casa, encontrei uma verdadeira Igreja Doméstica e me fez pensar: quem me dera que todas as famílias cristãs vivessem desta maneira!A alegria, simplicidade e esperança de dias melhores contagiantes. Partilhei com ela as alegrias da fé. Duranteos quatro dias em que fiquei com eles, rezámos juntos o santo Rosário, e aprendi a importância de aproveitareste período da graça para fortalecer o amor familiar. O calorque recebi da família e a entrega de todos os membros na oração impulsionaram-me a descobrir ainda mais o lado bom do momento em que vivemos.Nisto compreendi o sentido das palavras de Jesus ao descrever a sua crucificação como “hora de glorificação”. Portanto, esta hora é de graça, é “o tempo favorável”de fortalecimento das famílias cristãs, servindo como exemplo de esperança e modelo de alegria na adversidade. É o tempo de as famílias cristãs brilharem como estrelas da aurora, que anunciam o dia, mostrando ao mundo que têm como fonte de alegria a certeza da presença de Deus na sua vida.   A igreja não são os edifícios É verdade que as igrejas estão fechadas, mas a Igreja não são os edifícios; as famílias é que são a verdadeira Igreja. E elas estão sempre abertas e podem viver a sua fé com alegria. É preciso criar momentos de oração em família, de partilha das experiências da vida e meditar a Palavra. A oração em família pode levar-nos a descobrir o tesouro que se esconde nestes momentos difíceis. Lembremo-nos que a Igreja cresce não nos momentos de alegrias mundanas, mas sim nos momentos considerados difíceis. Sim é possível viver a alegria da fé em meio a dor e o sofrimento. Não nos entristeçamos porque não podemos ir à igreja ou à capela do nosso bairro; podemos sim aproveitar a ocasião para fortalecer a Igreja Doméstica: rezando e vivendo dentro da nossa

nov 09 2020

As incidências do terrorismo em Cabo Delgado

Pela Redacção No dia 5 de Outubro de 2017, a sede do distrito de Mocímboa da Praia (Cabo Delgado) foi atacada por indivíduos armados. Este ataque que não foi reivindicado, visou essencialmente instituições do Estado, nomeadamente da polícia local. Desde então, os ataques têm sido recorrentes em quase todos os distritos nortenhos de Cabo Delgado até, em Março a ocupação momentânea das sedes dos distritos de Mocímboa da Praia e Quissanga, onde os atacantes içaram uma bandeira semelhante à do Estado Islâmico. Entretanto, depois de dois anos e meio para as autoridades continua o mistério em torno da identidade e motivações deste grupo persiste. Sérgio Chicava, pesquisador do IESE (Instituto de Estudos Sociais e Económicos), apresentou numa sua publicação (Boletim Ideias n. 127) as diferentes hipóteses, enunciadas pelo governo moçambicano, sobre a identidade e objectivos destes insurgentes que podem ser resumidas em quatro: Indivíduos com objectivo de instalar um Estado Islâmico; Antigos garimpeiros das minas de Rubi em Montepuez; Grupo de empresários Moçambicanos residentes na Beira e Forças externas.   Instalar um Estado Islâmico Logo após o ataque de 5 de Outubro de 2017 a Mocímboa da Praia, o governo afirmou que se tratava de um grupo constituído por indivíduos (estrangeiros e moçambicanos) que tinha como objectivo, instalar um Estado Islâmico em Moçambique. Em virtude disso, imediatamente após os ataques, diversos cidadãos muçulmanos em Cabo Delgado foram presos sob a acusação de pertencerem ao “AlShabaab” e várias mesquitas encerradas. Esta situação criou um mal-estar no seio da comunidade muçulmana moçambicana tanto que  as autoridades moçambicanas mudaram de discurso, declarando que não tinhama certeza que os ataques tivessem a ver com um grupo com motivações religiosas e que ainda continuam sem saber os seus objectivos. Igualmente, é preciso realçar que a comunidade muçulmana moçambicana sempre se distanciou dos ataques em Cabo Delgado. Antigos garimpeiros das minas de Rubi em Montepuez De acordo com as autoridades moçambicanas, os garimpeiros locais (a chegada da Montepuez RubyMining, nos princípios de 2017, para explorar as minas de rubis, foi precedida pela expulsão violenta de garimpeiros “ilegais” pelas forças policiais) estariam a ser manipulados por “estrangeiros” oriundos da Tanzânia e República Democrática do Congo (RDC), que tinham sido expulsos das minas de rubi, onde estavam a fazer exploração clandestina, provocando o caos para poderem continuar a fazer exploração ilegal de recursos naturais em Cabo Delgado. Grupo de empresários Moçambicanos residentes na Beira O governo de Moçambique diz também que alguns empresários moçambicanos residentes na cidade da Beira, descontentes com o combate feito pelo Estado ao tráfico ilegal da madeira estariam a financiar os “insurgentes”. Contudo, até agora, não houve mais desenvolvimentos quanto a esta hipótese, não se sabendo a que conclusões as autoridades chegaram em relação aos “falsos empresários” ou aos empresários da Beira. Forças externas  A outra hipótese avançada pelo governo moçambicano, é a de que se trata de uma guerra movida por forças “externas” em conluio com alguns moçambicanos. Os líderes dos “insurgentes” seriam congoleses, que recrutavam e treinavam moçambicanos na RDC para fazer guerra em Moçambique. Nesta empreitada, os congoleses estariam a agir em colaboração com tanzanianos, somalis e malianos. Uma guerra movida por pessoas de fora e pessoas que têm dinheiro com o objectivo de instrumentalizar o tribalismo para dividir os moçambicanos. Os sem rosto, têm rosto? Que leitura se pode fazer destas diferentes versões? Evidências no terreno mostram claramente que o país está perante a presença de um grupo radical islâmico. Primeira hipótese inicialmente avançada pelo governo e que por razões pouco claras foi “abandonada”. Contudo, os recentes ataqueis , onde a reivindicação de um Islão radical está bem patente, deixa poucas dúvidas da ligação entre o “Al Shabaab” e o Estado Islâmico, o que deita por terra a tese de que se trata de atacantes “sem rosto” nem “mensagem”.

nov 09 2020

Espiritualidade do Tempo Comum

Por Pe Fonseca Kwiwiri O Tempo Comum vem sempre após a celebração de Pentecostes. O tempo comum tem 34 domingos, divididos em duas partes: a primeira começa no domingo em que se celebra o Baptismo de Jesus e dependendo do início da Quaresma pode durar de cinco a sete semanas. A segunda é logo depois de Pentecostes até à solenidade de Cristo, Rei do Universo. Entretanto, a Igreja celebra as solenidades do Senhor dentro do tempo comum que são:Apresentação do Senhor, Santíssima Trindade, Sagrado Coração de Jesus, o Corpus Christi, Transfiguração e Exaltação da Santa Cruz. Temos também a presença forte de Maria (Assunção, Natividade, entre outras) e a vida dos Santos, seus amigos que nos precederam na caminhada de fé (João Baptista, Pedro e Paulo, Apóstolos, Mártires, todos os Santos).   Espiritualidade do Tempo Comum O quotidiano é o chão de onde brota a espiritualidade do Tempo Comum. Conforme sustenta José Bortolini, trata-se de um tempo que pode tornar-se kairós, tempo especial de graça, pois se encontra sob a custódia do Espírito que pousou sobre Jesus na festa do seu Baptismo, e que nos foi dado na solenidade de Pentecostes. É o espírito a conduzir-nos à comunhão da Trindade e à verdade plena, recordando-nos e ensinando-nos tudo o que o Senhor Jesus disse e fez. A espiritualidade do Tempo Comum inspira-se sobretudo nos evangelhos sinópticos proclamados nesses domingos que, juntos, somam mais de metade do ano: Mateus (com Jo 1,29-34 – Ano A), Marcos (com Jo 1,35-42 e cap. 6 – Ano B) e Lucas (com Jo 2,1-11 – Ano C). Nos dias de semana, os três frequentam, por turnos, as celebrações eucarísticas.   O Evangelho durante o ano Litúrgico O evangelista Mateus (Ano A) apresenta Jesus como o Mestre da Justiça. São estas as suas primeiras palavras, ao ser baptizado por João Baptista: “Por enquanto deixe como está! Porque devemos cumprir toda a justiça”. Um ponto adiante, no Sermão da Montanha, Jesus exigirá dos seus seguidores uma prática da justiça superior à burocrática e formal das lideranças judaicas: “Se a vossa justiça não superar a dos doutores da Lei e dos fariseus, não entrareis no Reino do Céu”. Marcos (Ano B) é o patriarca dos evangelhos, certamente escritos para servir de guia aos adultos que se preparavam ao Baptismo. Duas perguntas norteiam o seu evangelho:  Quem é Jesus? Qual é o perfil do discípulo que Jesus procura? Marcos responde à primeira questão com factos, narrando os milagres que o Mestre realizou, deixando ao leitor a tarefa de responder à questão. Quanto à segunda pergunta, o evangelista convida à humildade de quem sabe recomeçar a cada passo, pois nesse evangelho os discípulos padecem de ignorância crónica a respeito de quem é Jesus. Lucas (Ano C) é o evangelho da misericórdia e da paz. O caminho da paz começa com o anúncio do nascimento do Salvador, chega a Jerusalém – cidade que rejeita o portador da Paz – e pela acção do Espírito se estende até os extremos da terra, com o livro dos Actos. A misericórdia é um tema forte nesse evangelho, que apresenta a Trindade compassiva: Jesus que se compadece da viúva de Naim; o samaritano, que se enche de compaixão pelo ferido à beira da estrada; o pai do filho rebelde, que o abraça trepidando de compaixão.

out 30 2020

COVID-19 obriga cancelamento da Peregrinação anual ao Santuário de Meconta

Por Kant de Voronha A crise mundial provocada pela pandemia do coronavírus obrigou o cancelamento da peregrinação anual ao Santuário Mariano, Maria Mãe do Redentor de Meconta na Arquidiocese de Nampula. Um Comunicado divulgado na manhã desta sexta-feira, (30.10) realça ser tradição, na Arquidiocese de Nampula, a realização da peregrinação anual, um evento religioso que teria lugar no passado dia 24 de Outubro corrente. Entretanto, abre-se a possibilidade de visitas individuais ou em pequenos grupos de fiéis ao Santuário observando a rigor todas as medidas de prevenção da Covid-19 e o protocolo do Ministério da Saúde. Com efeito, os interessados deverão realizar uma prévia inscrição junto a Reitoria do Santuário de Meconta, indicando “o nome do grupo, a paróquia e a hora de chegada e saída do Santuário”. O Porta-Voz da Arquidiocese de Nampula, o Pe Pinho dos Santos, que apresentou o Comunicado em alusão sublinhou que as visitas ao Santuário “são vivamente encorajadas”. Por outro lado, os cristãos são chamados a testemunhar em todos os momentos da sua vida o amor “à nossa mãe, a Mãe do nosso divino Redentor!” A nossa fonte esclareceu que a Campanha de contribuições para recolha de fundos a serem utilizados para criação de infra-estruturas, abastecimento eficaz de água e construção de balneários que decorre desde 1 de Dezembro de 2019 prolonga-se até a realização da próxima peregrinação prevista para os dias 30 e 31 de Outubro de 2021. A Arquidiocese de Nampula manifesta seu apreço e conforto aos milhares de deslocados de guerra de Cabo Delgado, encorajando aos que assumem o papel de autênticos Bom Samaritanos “a continuarem a servir Cristo sofredor na pessoa do nosso próximo que é todo aquele que necessita do nosso apoio”. De referir que a Arquidiocese de Nampula possui dois Santuários onde anualmente se realizam peregrinações sendo um Santuário Mariano situado em Meconta e outro Santuário Sacerdotal situado na Paróquia do Sagrado Coração de Jesus em Rapale.

out 30 2020

Beneficiários do apoio no âmbito da COVID-19 denunciam falta de transparência no processo de selecção

Por Júlio Assane Salas abandonadas e pessoas sentadas ao sol e de baixo das mangueiras, é desta forma que está a decorrer o processo de cadastro dos beneficiários ao apoio do INAS no âmbito da covid-19, no posto instalado na Escola Primária completa de Mutauanha. Aqueles beneficiários, explicaram que, têm se deparado com pessoas que consta o seu nome em sete cadernos ou mais casos que contribuem no não atendimento dos outros que ali estão a procura de ter o subsídio. Num outro desenvolvimento disseram que no acto de selecção das pessoas os secretários dos bairros não foram justos. “Eles escreviam os seus familiares e pessoas mais próximas” apontaram aqueles beneficiários do apoio ao combate do novo coronavirus. Outro constrangimento que aqui se vive, circunscreve-se com o abandono sistemático por parte dos técnicos, forçando aos beneficiários a se fazer ao local, mais de dois dias sem o devido registo. Entretanto, o delegado do INAS em Nampula, assegurou que numa primeira fase, a província de Nampula, terá 249 mil beneficiários, que terão ao todo 9000 meticais em seis meses, sendo 1500 por mês. Segundo Assane Juma, delegado do Instituto Nacional de Acção Social em Nampula, a transferência dos valores, será mediante uso duma plataforma digital concebida para o efeito.

out 30 2020

Na província de Nampula: Mais pessoas chegam fugindo de ataques em Cabo Delgado

Por Júlio Assane Mais de 150 pessoas entram diariamente em Nampula, na sequência dos ataques terroristas feitos por indivíduos não identificados. Nos últimos dois dias, mais de 200 deslocados de Cabo Delgado, chegaram ao centro de acomodação de Corrane, distrito de Meconta, Província de Nampula, onde o grosso número é de mulheres e crianças, segundo Charles Moniz, vice coordenador da Comissão Episcopal para Migrantes, Refugiados e Deslocados de Nampula, um organismo da Igreja Católica. E para minorar o sofrimento destas famílias vindas por conta dos ataques de Cabo Delgado, o governo junto das organizações não-governamentais estão a construir tendas naquele distrito para a sua acomodação. Os deslocados por conta dos que se encontram no distrito de Corrane, na província de Nampula, estão a ser assistidos e assegurada a sua permanência definitiva naquele distrito e fornecidos produtos alimentares e vestuário disponibilizado pela CIMIRDE através das doações de pessoas de boa vontade. A fonte voltou a exortar as comunidades e pessoas de boa vontade, para continuarem a ser humildes na disponibilização de produtos alimentares, vestuários e tendas para o amparo das famílias que pretendem recomeçar a sua vida nesta província. A Comissão Episcopal para Migrantes, Refugiados e Deslocados em Nampula, está a assistir mais de 500 deslocados acomodados no centro de Corane distrito de Meconta localizado a 70 quilómetros da cidade de Nampula.

out 30 2020

INGC em Nampula Recebe 10 toneladas de produtos alimentares

Por Júlio Assane O Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) recebeu dez toneladas de produtos alimentares para ajudar as vítimas dos ataques terroristas de Cabo Delgado. Os donativos entregues ao INGC são fruto de contribuição dos funcionários do Instituto Nacional da Indústria e Comércio e parceiros. Manuel Rodrigues Alberto, governador da província de Nampula, sublinhou que os donativos entregues ao instituto de gestão nacional de calamidade INGC, delegação de Nampula, vão minimizar a vida de muitas famílias que neste momento se encontram desprovidas de alimentos e vestuário. A fonte voltou a apelar as outras organizações a consciencializarem-se com a causa de ajuda de forma continua as famílias que neste momento precisam de apoio de todos os moçambicanos e não só. Por seu turno, o Secretário do Estado da província de Nampula, Mety Oreste Gondola, avançou que neste momento a província de Nampula conta com um total de 31.559 deslocados de guerra de Cabo Delgado e com apoio oferecido as mesmas famílias poderá de certa forma ajudar uma parte destas famílias que se encontaram acomodadas em diversos locais desta província da região norte dom pais. Num outro desenvolvimento, Mety Gondola avançou que na próxima semana vai iniciar o processo de reassentamento de algumas famílias ao posto administrativo de Corrane distrito de Meconta. Por fim, o Ministro da Indústria e Comércio, Carlos Mesquita, frisou a necessidade de se continuar a criar mais grupos de ajuda aos deslocados, pelo facto dos números que a província de Nampula neste momento apresenta ser assustador. A fonte explicou que as contribuições que os funcionários daquele órgão estão a fazer estendem-se as outras pessoas que têm a vontade de ajudar as famílias que se encontram nesta província.

out 30 2020

Nampula continua como a província mais populosa de Moçambique segundo dados do INE

Por Júlio Assane Um total de 6.183·.883 habitantes são um número que o Instituto Nacional de Estatística, delegação de Nampula, registou no último censo realizado no ano de 2017. A nível do país, feito o censo, o Instituto registou o número crescente de população, onde o pais apesenta um número de 30.066.648 de habitantes. Destes números o INE revelou que a região económica de Moçambique apresenta um número crescente da população ao nível de todo o país. Segundo o chefe de planificação do Instituto Nacional de Estatística Delegação de Nampula, Luís Lopes, o censo realizado há três anos foi satisfatório embora o número da população tenha subido dos 5 milhões e 900 mil habitantes para 6.183.883. A fonte revelou que o número da população está a crescer, por isso, a necessidade dos serviços sociais aumentarem como forma de ajudar a população a ter uma saúde digna sem complicações. Aquele chefe, explicou que a divulgação do número total da população da província e do pais em geral, é para ajudar as pessoas a perceberem melhor quantos éramos antes do último censo e depois do censo qual foi o número que foi conseguido.

out 24 2020

Reunião multissectorial da Arquidiocese de Nampula desenha o futuro de requalificação do Centro Catequético de Anchilo

Por Kant de Voronha Com objectivo de monitorar o processo de requalificação pastoral e económico-financeira do Centro Catequético, Paulo VI de Anchilo, reuniu-se na manhã deste sábado um encontro multissectorial da Arquidiocese de Nampula no local. O Director do Centro Catequético, Pe Massimo Robol, disse que o Centro trabalha em 3 áreas: “Formação dos agentes de pastoral, Cursos de inserção sociocultural dos missionários recem chegados na Arquidiocese e produção de materiais de pastoral e Revista Vida Nova”. Com relação aos novos ventos sociopastorais, e no contexto da requalificação, o inquérito aponta duas sensibilidades diferentes para as paróquias. Por um lado, há os que julgam ser indiferentes os serviços oferecidos pelo Centro e, por outro lado, há paróquias que dizem ser pertinente que ainda sejam oferecidos os cursos ordinários para a formação dos agentes de pastoral. Falando do aspecto económico-financeiro, Pe Massimo, diz ser urgente criar mecanismos de autossustentabilidade do Centro Catequético como forma de oferecer serviços de qualidade. O Centro foi ajudado por 30 anos por doadores internacionais que depois terminaram com o seu apoio julgando ser suficiente o tempo de acompanhamento que foi feito. E por enquanto, há recursos escassos para a gestão integral do Centro. O Administrador do Centro Catequético, Ir. Neto, salientou a necessidade urgente de alocar um administrador auxiliar da Arquidiocese para fortalecer o trabalho da equipa e ir acompanhando paulatinamente a vida, a gestão e dinamização das actividades. Por outro lado, destacou que a taxa actual aplicada aos agentes de pastoral para alojamento e toda logística de formação está aquém do desejado e sufoca a economia local. “Os cursos que são ministrados no Centro são um elemento prejudicial para a economia do Centro. Esta é a situação nua e crua actual”, lamentou o Pe Massimo. Está em curso o processo de requalificação do terreno do Centro e cerca de 20 hectares foram negociados como uma empresa imoboliária. Os participantes da reunião salientaram a pertinência do trabalho realizado pelo Centro catequético e a urgência por oferecer novos serviços adequando-os ao tempo actual. Ademais, “o que fazer de hoje em diante para autossustentar o Centro? Onde encontrar investimento para autonomia do Centro? Que recursos para garantir as formações dos agentes pastorais?” interrogou o Pe Pinho, Director do Secretariado da Pastoral, para quem o Centro poderia servir como local de pensar a acção pastoral e formar formadores cujos cursos seriam ministrados nas regiões pastorais da Arquidiocese. E as suas instalações podiam ser reaproveitadas para outras aplicações rentáveis. “É preciso elaborar um plano de negócios que sejam viáveis” sentenciou António Muagerene que recomenda manter para o Centro um património que seja gerível. “Requalificar o Centro sem uma meta concreta pode ser ineficaz” disse Dom Ernesto. Hoje é preciso pensar as acções do Centro à luz do contexto globalizado. Dom Inácio Saure, comentando sobre a falta de dinheiro, falou que “houve um erro de partida na implantação do Centro Catéquetico” porque não foi desenhado um plano económico com clarividência de que poderia sobreviver o Centro, para além das ajudas externas. Por outro lado, Dom Inácio incentivou aos participantes para a possibilidade de constituir uma equipa responsável pela elaboração de um plano estratégico de requalificação do Centro. De referir que participaram da reunião multissectorial os Bispos de Nampula (Dom Inácio e Dom Ernesto), o Director do SECAPAN, a equipa conjunta de gestao do Centro, o Conselho Arquidiocesano para os assuntos económicos, membros da equipa do património e gestão de projectos eo vice-chanceler da Cúria Metropolitana.

out 16 2020

Em tempos de emergência A ophenta atendeu cerca de 16 casos de violência sexual em menores

Por Júlio Assane Cerca de 16 casos deram entrada na Acção Moçambicana de Mulheres e apoio a raparigas (OPHENTA) no período que o país estava em estado de emergência. Estes números crescentes de violência sexual em menores de 16 anos de idade na província de Nampula, têm vindo a preocupar aquela organização e ao governo, pelo facto de só, no ano passado terem sido registados 177 casos de violência sexual na província de Nampula. Marlene Julane assistente de programas na OPHENTA explicou que fazendo junção dos 17 casos que foram registados em tempos de quarenta, soma um total de 35 casos que foram atendidos nos primeiros 8 meses do ano corrente. “Em cada semana a OPHENTA atende cerca de dois casos de violência sexual que envolve menores de 16 anos de idade” avançou Marlene Julane segundo a qual para reduzir os casos de violência nas comunidades desta cidade aquela organização está a realizar actividades de sensibilização junto dos líderes comunitários. Segundo um relatório do Centro de Atendimento a família vítima de Violência a nível nacional, mostra que no ano passado foram reportados um total de 28.101 casos de violência baseada no género, dos quais 1488 são relacionados com a violência sexual envolvendo mulheres e raparigas. Destes números, a província de Nampula teve o registo de 197 casos de violência sexual contra mulheres e raparigas. Marlene Julane encorajou aos líderes comunitários para que continuem a colaborar junto das autoridades competentes em casos de ser registado algum caso de violência baseada no género. “A violência não tem perdão” disse Julane assistente de programas da OPHENTA na província de Nampula.

Nossa Localização

© 2025 Revista Vida Nova – Propriedade do Centro Catequético de Anchilo. Todos os direitos reservados.