jan 14 2026
Apresentação da Capa de Janeiro
Rumo a uma paz “desarmada e desarmante” O ano 2026 começa com um convite audacioso do Papa Leão XIV, pela paz no mundo. De facto, o 59º Dia Mundial da Paz deste ano é celebrado sob o tema: «A paz esteja com todos vós: rumo a uma paz “desarmada e desarmante”». Num mundo dilacerado pelas guerras, divisões e discórdias, o Papa Leão ergue a voz para propor ao mundo uma peregrinação rumo a uma paz “desarmada e desarmante”. Trata-se dum apelo à reconciliação e ao diálogo, uma paz que encontra em Cristo a sua essência e fundamento, uma paz que constrói pontes dando voz a todos; uma paz que vai além do cessar-fogo das armas e alcança também as palavras: “desarmemos as palavras para desarmar a Terra”.
out 06 2025
Por um Recenseamento humano e fiel
Por um Recenseamento humano e fiel O processo eleitoral é antecedido de recenseamento eleitoral que é atualizado nos anos de realização de eleições, tendo como necessidade abranger maior número de potenciais eleitores. De facto, o artigo 3, da Lei nº 5/2013, de 22 de Fevereiro, Lei do Recenseamento Eleitoral, refere que “é dever de todos os cidadãos moçambicanos, residentes no país ou no estrangeiro, com dezoito anos de idade completos ou a completar à data da realização de eleições, promover a sua inscrição no recenseamento eleitoral”. Após o recenseamento o cidadão recebe um cartão de eleitor que permite verificar se o cidadão está apto ou não para exercer seu direito ao voto, fazendo-se cumprir a lei eleitoral. Como se pode notar, o recenseamento eleitoral é muito importante porque habilita os cidadãos a votar ou ser eleitos tanto nas eleições autárquicas, quanto nas presidenciais ou nas eleições legislativas. Para participar desse processo, a Lei do Recenseamento Eleitoral refere que “O cidadão eleitor inscreve-se no posto de recenseamento eleitoral mais próximo da sua residência habitual”. A história ensinou-nos que os erros iniciais a partir deste momento de recenseamento afectam sobremaneira o decurso de todo processo eleitoral. Com efeito, os partidos políticos e coligações de partidos têm o direito de fiscalizar os actos do recenseamento eleitoral para verificar a sua conformidade com a lei. Devíamos ter aprendido com os erros do passado para melhorar, cada vez mais, a prestação dos serviços públicos. Promover e garantir um recenseamento humano e fiel impõe: «o exercício do poder como serviço do Bem Comum e não como serviço dos seus próprios interesses partidários (Lc 22, 26); um são patriotismo; a participação de todos na construção da Nação; o sentido e a exigência da unidade nacional a atenção particular aos mais pobres e marginalizados da sociedade; o respeito pelo adversário (Mt 5, 44-45); o reconhecimento do primado da dignidade da pessoa humana» (CEM, 03/02/2000). Portanto, o recenseamento será humano e fiel se for inclusivo e respeitando a lei eleitoral; se decorrer sem prejuízo de ninguém e sem preferir algum grupo de eleitores. Ou seja, será humano e fiel se não for manipulado para acomodar interesses obscuros e particulares. Será desumano quando os recenseadores forem instruídos para simular avaria de computadores; quando propositarem inscrever o eleitores de forma incorrecta ou duplicando o mesmo acto em vários postos. Cabe aos órgãos competentes garantir que o recenseamento eleitoral seja uma festa de patriotismo; alto sentido de cidadania activa e factor de desenvolvimento humano integral e de todo país. O recenseamento eleitoral não pode ser factor de agravamento do divisionismo reinante ou para alimentar sentimentos de ódio e vingança de uns contra outros. O recenseamento eleitoral deve abrir caminhos de Esperança, de um futuro promissor de Paz efectiva e de um processo eleitoral bem-sucedido. Lembremos que um dos factores de instabilidade sociopolítica em Moçambique são as eleições mal geridas. Não se pode continuar a atropelar a lei visando apenas acomodar interesses de um grupinho. Unidos na fé! Pe. Cantífula de Castro Não esquecer de assinar à Vida Nova. Ainda estás há tempo!
out 06 2025
Misericórdia e Fraternidade para sempre
Celebramos 10 anos de pontificado do Papa Francisco (13/3/2013). Foram 10 anos durantes os quais ele trabalhou muito para fazer com que toda a família humana se tornasse cada vez mais humana graças ao Espírito de Deus presente na nossa história. Aqui queremos lembrar alguns dos mais significativos ensinamentos (Exortações Apostólicas) que papa Francisco nos deixou. “Evangelii Gaudium” (2013): papa Francisco chama-nos a ser uma Igreja em saída, uma Igreja-povo de Deus, onde todos e todas sejam sujeitos da evangelização. Nessa dimensão da Igreja em saída, ele fala também dum laicado em saída, que constitui um novo modo de ser Igreja, de ser presença em todos os lugares onde ninguém mais chega aonde nem o padre, o bispo, até o Papa pode ir, mas, nesses lugares, o leigo e a leiga já estão lá porque lá eles moram. Portanto, são sinais desta Igreja presente no mundo. “Laudato Sii” (2015): é a carta que nos convida a cuidar da casa comum, a cuidar do ambiente, da mãe terra como, ao mesmo tempo, cuidar da sociedade para que se consiga chegar a um desenvolvimento integral. Cuidar da casa comum não é simplesmente não cortar as plantas ou não poluir o ambiente em que vivemos, mas é renovar aquilo que está sendo destruído seja a nível ecológico que humano. “Amoris laetitia” (2016): Ele trouxe a família para o centro da atenção pastoral, um olhar para um modo de ser Igreja que é como a família: de co-responsabilidade, de cuidado, de amor, de ternura, de gratuidade. “Fratelli Tutti” (2020): se quisermos viver a fraternidade, devemos reconhecer a verdade fundamental que Deus é nosso Pai. E se Deus é nosso Pai, somos filhos e filhas, todos, sem distinção, e somos irmãos e irmãs. Essa é a raiz, é a verdade central. É a certeza que fecunda o compromisso, o dom da fraternidade. Além disso ele nos convida a recomeçar; se vamos recomeçar a reconstrução da fraternidade temos que recomeça-la a partir dos pobres, para que ninguém fique de lado. IV Assembleia Nacional de Pastoral Nampula de 17 à 21 de Maio 2023 “Reavivar o Anuncio e o Testemunho da Palavra de Deus hoje”. A Igreja Católica em Moçambique celebra este mês a sua IV ANP: ontem como hoje, à luz da Palavra de Deus, ela quer perceber os sinais dos tempos e acompanhar o povo moçambicano nas suas transformações políticas, sociais, económicas e religiosas. Nas próximas edições da Vida Nova iremos acompanhar e apresentar os trabalhos realizados durante a Assembleia para que sirvam de luz e guia para a pastoral das nossas comunidades.
out 06 2025
Deus, é o Deus da Paz e não da Guerra
Celebramos 10 anos de pontificado do Papa Francisco (13/3/2013). Foram 10 anos durantes os quais ele trabalhou muito para fazer com que toda a família humana se tornasse cada vez mais humana graças ao Espírito de Deus presente na nossa história. Aqui queremos lembrar alguns dos mais significativos ensinamentos (Exortações Apostólicas) que papa Francisco nos deixou. “Evangelii Gaudium” (2013): papa Francisco chama-nos a ser uma Igreja em saída, uma Igreja-povo de Deus, onde todos e todas sejam sujeitos da evangelização. Nessa dimensão da Igreja em saída, ele fala também dum laicado em saída, que constitui um novo modo de ser Igreja, de ser presença em todos os lugares onde ninguém mais chega aonde nem o padre, o bispo, até o Papa pode ir, mas, nesses lugares, o leigo e a leiga já estão lá porque lá eles moram. Portanto, são sinais desta Igreja presente no mundo. “Laudato Sii” (2015): é a carta que nos convida a cuidar da casa comum, a cuidar do ambiente, da mãe terra como, ao mesmo tempo, cuidar da sociedade para que se consiga chegar a um desenvolvimento integral. Cuidar da casa comum não é simplesmente não cortar as plantas ou não poluir o ambiente em que vivemos, mas é renovar aquilo que está sendo destruído seja a nível ecológico que humano. “Amoris laetitia” (2016): Ele trouxe a família para o centro da atenção pastoral, um olhar para um modo de ser Igreja que é como a família: de co-responsabilidade, de cuidado, de amor, de ternura, de gratuidade. “Fratelli Tutti” (2020): se quisermos viver a fraternidade, devemos reconhecer a verdade fundamental que Deus é nosso Pai. E se Deus é nosso Pai, somos filhos e filhas, todos, sem distinção, e somos irmãos e irmãs. Essa é a raiz, é a verdade central. É a certeza que fecunda o compromisso, o dom da fraternidade. Além disso ele nos convida a recomeçar; se vamos recomeçar a reconstrução da fraternidade temos que recomeça-la a partir dos pobres, para que ninguém fique de lado. IV Assembleia Nacional de Pastoral Nampula de 17 à 21 de Maio 2023 “Reavivar o Anuncio e o Testemunho da Palavra de Deus hoje”. A Igreja Católica em Moçambique celebra este mês a sua IV ANP: ontem como hoje, à luz da Palavra de Deus, ela quer perceber os sinais dos tempos e acompanhar o povo moçambicano nas suas transformações políticas, sociais, económicas e religiosas. Nas próximas edições da Vida Nova iremos acompanhar e apresentar os trabalhos realizados durante a Assembleia para que sirvam de luz e guia para a pastoral das nossas comunidades.
out 06 2025
Crianças felizes, um mundo feliz!
“As crianças são flores que nunca murcham”, declarava o saudoso presidente da República Popular de Moçambique, Samora Moisés Machel. Consta nos anais históricos que Junho é o mês da criança, sobretudo no dia 01 comemora-se o Dia Mundial da Criança. Uma efeméride assinalada pela primeira vez em 1950 por iniciativa das Nações Unidas, com intenção de chamar a atenção para os problemas que as crianças enfrentavam naquele tempo. De facto, o mês de Junho tem sentido quando todas as crianças, independentemente da raça, cor, religião, origem social, país de origem, gozam do seu direito a afecto, amor e compreensão, alimentação adequada, cuidados médicos, educação gratuita, protecção contra todas as formas de exploração e a crescer num clima de paz e fraternidade. Chegou o dia e o mês da criança. Nada de como pais, irmãos, tios ou encarregados delas abandoná-las à sorte da ventania. Por mais que haja na família dificuldades económicas, nada justifica os maus tratos às crianças. Não são poucas as crianças que hoje vivem dilaceradas por causa da indiferença, ódio, desentendimento dos próprios pais. Muitas delas vivem órfãs com pais vivos. De facto não são poucas as que vivem com pais crocodilos. Pandemia que mais corrói a filhos enteados. Como flores que nunca murcham, as crianças são o presente e o futuro desta sociedade moribunda. Nada de os pais esquecerem-se da sacralidade dos próprios filhos. Eles são um presente que Deus deu à família. Mesmo os enteados merecem atenção. Havendo condições, não é mal comprar-lhes roupa e alimentá-los dignamente. Não são poucas as vezes que encontramos filhos com pais que trabalham e recebem salários mas com roupa rasgada, amarrotada, a cheirar a chulé como se sabão e Omo tivessem fugido do mercado. Os pais podem comprar boa roupa para si mesmos, mas se não investem nos próprios filhos (legítimos ou enteados), não passam de um demónio revestido de carne. De um lobo em carne de cordeiro. Este é o mês para nunca se esquecer que existem homens e mulheres que não conseguem ter filhos. Então, se tem filhos, agradeça a Deus! Não espere ter milhões de meticais para cuidar deles. Basta o mesmo dinheiro com que compra a sua roupa. Nunca esperar dinheiro escrito “filhos legítimos, enteados, empregados”, não. Na verdade, um mundo melhor é possível com crianças felizes, que são adultos felizes de amanhã. Não esquecer de assinar à VN para ficar sempre informado e formado


