abr 21 2023
Órgãos eleitorais no distrito de Nampula lançam apelos
Os órgãos eleitorais no distrito de Nampula fazem vigorosos apelos no sentido de o pessoal de apoio no processo eleitoral, pautar pela imparcialidade durante as suas actividades. Esses apelos foram lançados por Evaristo Veleta, director do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral no distrito de Nampula, perante brigadistas, que a partir do dia 20 de Abril, estão a garantir o registo dos potenciais eleitores nesta parcela do pais. “Vocês estarão a trabalhar a tempo inteiro, por baixo do sol ou chuva, frio ou calor. Façam tudo que estiver ao vosso alcance para garantir o cumprimento das metas, porque as metas que nos são desafiadas, carecem da nossa entrega abnegada”. – desafiou Evaristo Veleta, garantindo que por parte do STAE, há muito esforço para a criação de condições logísticas, para bom andamento da actividade. Essas palavras foram segundadas pelo Presidente da Comissão Distrital de eleições no distrito de Nampula, Ossufo Ossufo, recordando que durante o processo, todo pessoal de apoio aos órgãos eleitorais, deve despir-se da sua camisola politica, para garantir a participação de todos cidadão. “A Comissão Nacional de Eleições e o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral, são os únicos órgãos oficiais para gerirem as eleições. Não olhem nos vossos partidos, porque podem correr o risco de serem afastados do grupo”. – advertiu Ossufo acrescentando que todos os brigadistas devem levar consigo o slogan –“ Por eleições livres, justas e transparentes”. Arranque do Recenseamento No dia 20 de Abril, arrancou o recenseamento eleitoral em todos os distritos municipalizados do pais, apesar de atrasos em alguns postos de recenseamento, por alegada inoperância das maquinas. Nas 8 autarquias da Província de Nampula, serão recenseados 1.474.465 potenciais eleitores e estão criadas 371 brigadas, sendo 300 fixas e 71 moveis. Os 1.118 brigadistas estarão a trabalhar em 456 postos de recenseamento eleitoral. Porem, o distrito de Nampula prevê recensear 434 mil, 984 potenciais eleitores. Para o efeito, estão montados neste distrito, 87 postos de recenseamento. O primeiro dia do recenseamento, segundo os órgãos eleitorais, foi caracterizado por grande afluxo de potenciais eleitores. Por Elísio João
abr 21 2023
Factores externos contribuíram para fracasso do MDM em Nampula
O Movimento Democrático de Moçambique – MDM, está a preparar seus pilares, para o resgate da terceira maior cidade do País. Nessa senda, o partido do galo está a formar os seus quadros para a participação efectiva no processo eleitoral de Outubro deste ano. O presidente do MDM, Lutero Simango, que fez actividade politica em Nampula de 13 a 16 de Abril, disse falando a comunicação social, que o seu partido, está preparado para as eleições autárquicas de Outubro, razão pela qual trabalhos estão sendo intensificados para a fiscalização do processo de recenseamento que está a decorrer desde 20 de Abril, com o seu fim previsto para 03 de Junho. Para Simango, a fiscalização do recenseamento é preponderante para o seu partido, uma vez que, segundo ele, é neste processo que se pode determinar a vitória. Aquele dirigente, fez saber, sem avançar detalhes, que, factores externos contribuíram para que o seu partido perdesse a autarquia de Nampula. “A nossa fraqueza na cidade de Nampula, deveu-se a factores externos, porque dentro do partido o MDM mostrou uma boa capacidade de liderança”. – comentou o politico que ao mesmo tempo, pediu aos munícipes de Nampula a renovarem confiança pelo MDM, por ser, na sua opinião, o único partido, desde a independência de moçambique, que governou com zelo e dedicação para o bem-estar da cidade de Nampula. Simango, aproveitou a ocasião para implorar aos munícipes de Nampula, no sentido de se fazerem em massa nos postos de recenseamento eleitoral, por forma a operar mudanças em todos os sentidos, uma vez que em todos processos, existem pessoas que procuram interferir negativamente. Por Florêncio Alfredo
abr 11 2023
“Karakata” mancha classe jornalística em Nampula
Comemora-se em cada 11 de Abril, o dia do Jornalista moçambicano. Em quase todas as províncias o dia do jornalista moçambicano este ano juntou profissionais da área, que passou sob o lema – “SNJ, 45 anos por um jornalismo digno e responsável”. Na província de Nampula, a data foi caracterizada por um encontro de reflexão sobre a ética e deontologia profissional da classe jornalística, moderado pelo Jurista e Jornalista reformado, Carlos Coelho. Neste encontro, no qual tomaram parte profissionais de comunicação social de diferentes órgãos, houve esclarecimentos de alguns equívocos na área de jornalismo. “Foi bastante concorrido, e partilhamos as nossas experiencias e tivemos esclarecimentos sobre algumas dificuldades, o que valeu a pena”. – disseram alguns participantes que falaram a Rádio e Televisão Encontro. O secretário Provincial do SNJ em Nampula, José Arlindo, anotou que os desafios da comunicação social, continuam os mesmos mas com outra faceta. Segundo José Arlindo, a informação deve ser analisada e com cruzamento de fontes, porque não se constrói uma sociedade digna sem uma informação justa e verdadeira. Ē nesse sentido que o SNJ em Nampula exortou para observância das regras mais elementares da profissão. Sobre a Ética e Deontologia do jornalista, o jurista Carlos Coelho abriu um debate, questionando. – “Será que o jornalismo que temos hoje é digno e responsável, de acordo com o lema escolhido para este ano?” Carlos Coelho anotou que a resposta a esta e outras perguntas, pode levar a uma grande reflexão, uma vez que a responsabilidade de um jornalista é produzir matérias de interesse do público. O Jornalista, no dizer da nossa fonte, deve saber identificar se isto é ou não notícia e articular as suas matérias para que tenham um impacto social que provocam mudança de comportamento na sociedade. A verdade, segundo o orador, é dita como base na profissão jornalística, porque “publicar mentiras é um erro muito grave e violação da ética”. “Uma grande parte dos jornalistas entram na profissão com intuito de ganharem dinheiro.”- anotou Carlos Coelho, sublinhando que não podemos olhar essa profissão como um negócio para ganhar dinheiro. “A nossa profissão tem características éticas diferentes de outras. Não se entra no jornalismo para fazer negócio, porque é isso que infelizmente acontece nos últimos dias, e que nos leva a violar a ética e deontologia”. – rematou, referindo que quando um jornalista faz entrevista e cobra dinheiro, está a violar questões éticas, porque ao receber dinheiro de uma fonte, passa a escrever favorecendo alguém, em detrimento do interesse público. “Quando falamos de “caracata”, estamos a dizer oque?” – admirou Carlos Coelho, lamentando o facto de muitos jornalistas exigirem dinheiro às suas fontes, como condição para publicarem uma certa matéria. Na sua explanação, Carlos Coelho deixou um desafio, sobre a necessidade de se dar formações contínuas na classe, sem esperar que seja um dia de comemorações, como o do Sindicato. Entretanto os jornalistas reconhecem que a vulnerabilidade na classe jornalística esta associada com a fraca formação. Defenderam ser urgente a revisão da lei de imprensa e atribuição da carteira profissional, o que poderia ajudar a limar alguns erros. “Muitos jornalistas fazem jornalismo de fome, devido ao tratamento que são sujeitos nas empresas onde estão afectos.” – referiu um jornalista acrescentando que “muitos colegas trabalham sem remuneração, nem contrato de trabalho, sendo essa uma das razoes para ferirem a ética e deontologia profissional do jornalista”. Entretanto, o Governador da Província de Nampula endereçou felicitações ao Sindicato Nacional de Jornalistas, numa mensagem onde se pode ler que “falar do jornalista moçambicano, é falar de profissionais que imbuídos de altos valores de patriotismo, tem sabido complementar a acção do governo, difundindo mensagens de prevenção e combate as doenças, o combate as uniões prematuras, as gravidezes indesejadas, o alerta antecipado pela ocorrência de fenómenos naturais externos, promoção da democracia e da liberdade de expressão entre outras”. Para o governador de Nampula, uma acção que merece o reconhecimento do seu executivo, está nas excelentes reportagens e artigos relacionados com a acção terrorista no teatro operacional norte. Por Elísio João
abr 10 2023
Educação Cívica Eleitoral lançada na “ausência” do público em Namicopo
Um total de quatrocentos oitenta e quatro mil, cento e setenta e oito cidadãos, com idade eleitoral, poderão ser inscritos para se dirigirem as urnas no dia 11 do mês de Outubro deste ano na cidade de Nampula. Esta informação foi avançada pelo presidente da Comissão Distrital de Eleições, Ossufo Ossufo, no acto do lançamento da campanha de educação cívica eleitoral, que culmina com o recenseamento eleitoral, a arrancar no dia 20 de Abril corrente. De acordo com Ossufo, são no total 108 agentes cívicos envolvidos no processo de educação cívica eleitoral, que vai se estender até Junho próximo. Aquele responsável disse que o número dos agentes envolvidos pode não responder com os desafios ou alcance da meta prevista, daí que, segundo fez saber, há um pedido das lideranças locais no sentido de darem o seu máximo na mobilização. “Pedimos o envolvimento nessa campanha, de todos os actores sociais, com destaque para as lideranças comunitárias, religiosas e politicas, que que possamos atingir as metas previstas”. – implorou a fonte. Importa salientar que as cerimónias do lançamento da campanha de educação cívica eleitoral, ao nível do distrito de Nampula, teve lugar na Sede do Posto Administrativo de Namicopo, nesta cidade, caracterizado por fraca participação dos moradores daquela zona e uma ausência total da liderança local, fenómeno que não agradou ao Administrador do distrito, que foi testemunhar a actividade. Há quem defende que a ausência do público na cerimónia do lançamento da campanha de educação cívica eleitoral, deveu-se pelo facto de ser um período de “Ramadan”, sabido que o bairro de Namicopo, é habitado, na sua maioria, por praticantes da religião muçulmana e que se encontram a observar o jejum. Por Felismino Leonardo
abr 10 2023
Mais Técnicos Médios de Saúde para o mercado de emprego
Mais Técnicos Médios de Saúde para o mercado de emprego O Instituto de Gestão de Ciências de Saúde – IGCS, lançou no último sábado, 08/04, para o mercado de emprego, 398 Técnicos médios de Saúde, nas áreas de SMI, Enfermagem Geral, Técnicos de medicina Geral e de Farmácia. Desse número, 299 são mulheres e 99 homens, os quais em coro, juraram aplicar os conhecimentos adquiridos com zelo e dedicação, valorizando a pessoa humana, em qualquer canto deste moçambique. Numa mensagem, os graduados recordaram os momentos difíceis durante a formação, mas que serviram para amadurecer o espírito de servir com amor aos que precisarem. Para eles, os anos de formação, assim como os de estágio, foram desafiadores e agradeceram todo apoio prestado pela instituição e pelos seus pais e encarregados de educação. A Directora Geral do IGCS, Carima Fátima, recordou que esta é a VI graduação do instituto que dirige, e que durante os 9 anos de sua existência, muitos profissionais foram formados, estando a contribuir neste momento, no sector de Saúde, nas diferentes áreas. Carima Fátima sublinhou que durante os 9 anos, o IGCS mostrou-se comprometido com a qualidade de ensino. Por seu turno, o Presidente do Conselho de Administração do IGCS, Paulo Henriques, recordou aos graduados que desta feita, começa um novo desafio, olhando pelo mercado de emprego. Porém, lamentou o facto de em moçambique, a seleção de pessoas para o emprego, com destaque para a área de saúde, não ser feita de forma justa, tendo pedido a ordem dos enfermeiros para intervir nisso. A Ordem dos Enfermeiros de Moçambique, na pessoa do seu representante, Felizardo Raul, anotou que a concorrência no mercado de emprego é um desafio para os recém graduados. Entretanto desencorajou aos novos técnicos a prática de corrupção nas instituições hospitalares onde forem trabalhar, ao mesmo tempo que pediu para não se meterem no esquema de venda de medicamentos, porque, segundo ele, isso poderá manchar a carreira. Outra exortação veio dos serviços de representação do Estado, na voz de Angelino Cipriano, o qual desafiou aos novos técnicos a absterem-se do mau atendimento e que esta consciente de que vão contribuir na redução do défice de profissionais no sector. Para além de entrega de certificados, a VI cerimónia de graduação de Técnicos Médios do IGCS, foi caracterizada por atribuição de prémios aos melhores estudantes dos 4 cursos, acompanhado por atuação de músicos de referência na província de Nampula. Por Elísio João
abr 10 2023
Papa Bento XVI: O guardião da fé
No dia 31 de Dezembro de 2022, o Papa emérito Bento XVI faleceu no Vaticano depois de 9 anos da sua renúncia histórica ao papado. Vamos conhecer melhor este papa que nos deixou um grande legado de fé. Joseph AloisiusRatzinger nasceu no dia 16 de Abril de 1927, em MarktlamInn, Baixa Baviera– Alemanha. Aos 12 anos, fez a sua primeira experiência em um seminário, dando o primeiro passo em direcção à sua vocação. Aos 16 anos (1943), Joseph foi chamado para servir seu país na infantaria alemã, numa bateria antiaérea. Depois de alguns contratempos após a guerra, voltou para casa e junto com seu irmão Georg, foi continuar seus estudos no seminário. Foi ordenado sacerdote no dia 29 de Junho de 1951. Logo depois, começou a leccionar na Escola Superior de Freising. Em 1953, formou-se doutor em Teologia e em 1962 assumiu a função de presidente da Comissão encarregada da preparação do Catecismo da Igreja Católica, de 1986 a 1992. Ele foi o grande responsável por apresentar ao Santo Padre um Catecismo actualizado. Aos 50 anos (1977), Papa S. Paulo VI, o nomeou Arcebispo de Munique e Freising escolhendo como seu lema episcopal: ‘Colaborador da Verdade’. Dom Joseph Ratzinger foi criado cardeal em 1977 por Papa S. Paulo VI e em 1981 o Papa S. João Paulo II o nomeou Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e Presidente da Pontifícia Comissão Bíblica e da Comissão Teológica Internacional, cargos que conservou até a morte do papa S. João Paulo II. No dia 20 de Abril de 2005 tomou posse como 265º sucessor de S. Pedro com o nome de Bento XVI. Ao iniciar o seu pontificado, Bento XVI recordou a missão do Papa enquanto pastor da Igreja e pescador de homens, e no seu discurso da tomada de posse frisou que na missão de pescador de homens e no seguimento de Cristo, se faz necessário conduzir os homens das alienações à terra da vida rumo à luz de Deus. “É precisamente assim: nós existimos para mostrar Deus aos homens. E só onde se vê Deus começa verdadeiramente a vida”. Depois de oito anos de pontificado, Bento XVI apresentou a sua renúncia a toda a Igreja Católica. Na manhã do dia 11 de Fevereiro de 2013, na presença de muitos cardeais, leu a seguinte declaração: “Bem consciente da gravidade deste acto, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de Abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice ”. Após a renúncia, Bento XVI passou a viver recluso no Vaticano, por causa de sua frágil saúde. Poucas vezes saiu do Mosteiro MaterEcclesiae para participar de algumas celebrações e manteve-se em silêncio para que pudesse continuar a serviço da oração. Foi no seu apartamento que faleceu em 31/12/2022. Homilia do funeralm por Papa Francisco «Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc23, 46): são as últimas palavras que o Senhor pronunciou na cruz; quase poderíamos dizer, o seu último suspiro, capaz de confirmar aquilo que caracterizou toda a sua vida: uma entrega contínua nas mãos de seu Pai. Mão de perdão e compaixão, de cura e misericórdia, mãos de unção e bênção, que O impeliram a entregar-Se também nas mãos dos seus irmãos… Também nós, firmemente unidos às últimas palavras do Senhor e ao testemunho que marcou a sua vida, queremos, como comunidade eclesial, seguir as suas pegadas e confiar o nosso irmão (papa Bento XVI) às mãos do Pai: que estas mãos misericordiosas encontrem a sua lâmpada acesa com o azeite do Evangelho, que ele difundiu e testemunhou durante a sua vida (cf.Mt25, 6-7). Bento, fiel amigo do Esposo, que a tua alegria seja perfeita escutando definitivamente e para sempre a sua voz!». Testamento espiritual 29/8/2006 «Rezo para que a nossa terra permaneça uma terra de fé e vos peço, queridos compatriotas: não vos distraiais da fé. E finalmente agradeço a Deus por todo o belo que pude experimentar em todas as etapas do meu caminho, especialmente, porém, em Roma e na Itália, que se tornou a minha segunda pátria… Vi e vejo como do emaranhado das hipóteses tenha emergido e emerja novamente a razoabilidade da fé. Jesus Cristo é realmente o caminho, a verdade e a vida — e a Igreja, com todas as suas insuficiências, é realmente o Seu corpo. Por fim, peço humildemente: rezem por mim assim que o Senhor, não obstante todos os meus pecados e insuficiências, me acolher nas moradas eternas. A todos aqueles que me são confiados, dia após dia, vai de coração a minha oração». (papa Bento XVI)
abr 10 2023
Porque confessamos os pecados a uma pessoa também susceptível ao pecado?
Por Adérito J. Sitoe O pecado é a ruptura de comunhão com Deus, que nos desordena internamente e nos faz romper com a Igreja e com os irmãos de fé. O pecado provoca uma ferida não só em nós mesmos, mas também no Corpo de Cristo, a Igreja. Nós somos membros desse Corpo, e um membro ferido prejudica todo o Corpo do Senhor. Com a Confissão e a Penitência, vem a Reconciliação, as feridas são curadas e o membro volta a ficar são e todo o Corpo ganha (Mc 2,7-12; Mt 16,19; 18,18; Jo 20,22ss). Jesus envia os seus Apóstolos, com a autoridade na terra de perdoar os pecados. E os Apóstolos confirmaram que receberam esta missão directamente do Senhor Jesus, como vemos na Escritura: “Tudo isso vem de Deus, que nos reconciliou consigo por Cristo e nos confiou o Ministério da Reconciliação” (2Cor 5, 18). Porque confessar os pecados ao padre? Porque é ele o ministro deste Sacramento. “Jesus Cristo confiou o Ministério da Reconciliação aos seus Apóstolos, aos seus sucessores, os bispos, e aos presbíteros, seus colaboradores, os quais são instrumentos da Misericórdia e da Justiça de Deus. Eles exercem o poder de perdoar os pecados em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (CIC 1461-1466/1495). Porque esta é a maneira como Deus quer que nos confessemos. Na carta de S.Tiago 5, 16, Deus, por meio da Bíblia, diz-nos: “Confessai mutuamente vossos pecados”. Veja que as Escrituras não dizem “confessai os seus pecados directamente com Deus e só com Deus”; a Bíblia pede-nos para confessarmos os nossos pecados com o outro. Quando os católicos confessam os seus pecados a um padre, estão simplesmente seguindo o plano estabelecido por Jesus Cristo. Ele perdoa os pecados através de um sacerdote: é o poder de Deus, mas o sacerdote leva a cabo esse poder mediante o seu ministério. A Bíblia pede-nos que confessemos os nossos pecados uns aos outros. Também nos diz que Deus deu autoridade aos homens na terra para perdoar os pecados. Jesus envia seus discípulos com autoridade na terra para perdoar os pecados. A belíssima fórmula de absolvição sacramental revela, de modo admirável, o sentido do Sacramento da Reconciliação: “Deus Pai de Misericórdia, que pela Morte e Ressurreição de Seu Filho reconciliou o mundo consigo e infundiu o Espírito Santo para a remissão dos pecados, te conceda, pelo Ministério da Igreja, o perdão e a paz. Eu te absolvo dos teus pecados, em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém!E todo cristão fiel católico sabe quanto peso sai de suas costas logo após ouvir estas santas palavras. “Vai e não tornes a pecar” (Jo 8, 11c).
abr 10 2023
O que podemos dizer da sanidade e integridade dos nossos deputados?
Por Dr. Deolindo Paúa Quando o filósofo italiano Norberto Bobbio aconselhou que os representantes do povo tinham de ser seleccionados entre as pessoas mais idóneas e honestas, a sua pretensão era também a de colocar na consciência das pessoas a ideia de que representar um povo é tarefa desafiante, mas nobre. Não se pode querer representar um povo partindo de ambições pessoais. O grau mais alto de representação política é o de ser legislador, em nome do povo. Por isso, o deputado, como representante do povo, deve viver a realidade do povo, sentir as deficiências do povo, conhecer as suas aflições para lhe saber representar à vontade. Servir bem ao povo não é obrigação exclusiva do deputado, mas também de todo aquele que exerce a sua actividade profissional no sector público. Como se vê, o Estatuto dos Funcionários e Agentes do Estado, lei que regula a actividade profissional no sector público, obriga que quem exerce qualquer função a favor do Estado tenha integridade moral e psicológica. De facto, o povo não pode ser servido por pessoas com problemas morais e psicológicos graves, mesmo que a função seja das mais básicas. O povo deve ser servido por pessoas moral e mentalmente saudáveis, pior quando se trata de serviço em um órgão de soberania. Ora, há dias fomos surpreendidos com a informação de que um deputado se apresentou embriagado na plenária da Assembleia da República (AR). Verdade ou não, a minha preocupação é de que a função pública está a ser banalizada e este é apenas um exemplo. Estávamos habituados a ouvir e ver professores, enfermeiros ou policiais a não prestarem seu serviço ao Estado devidamente por causa do consumo excessivo do álcool até, inclusive, a perderem seu emprego por isso. Mas o que é sanidade? Na generalidade, a sanidade mental pode referir a integridade psicológica para exercer uma actividade ou assumir uma responsabilidade. Refere sobretudo uma mente livre de qualquer doença, qualquer substância ou produto que influencie o seu normal funcionamento. O normal funcionamento da mente mede-se pela coerência e clareza com que se pode julgar as coisas, a sensibilidade que se pode ter com a realidade, a ligação entre a actividade desenvolvida e o efeito desejado. Quer dizer, a sanidade deve ajudar o indivíduo a fazer uma ligação natural e honesta entre aquilo que ele faz e os resultados que são esperados dessa actividade. Se entendermos a sanidade neste contexto, haverá na AR alguém cuja sanidade seja íntegra? Esta pode ser uma pergunta injusta, por possivelmente faltar a solidariedade com alguns deputados íntegros, também pode ser uma pergunta perigosa mas, apesar de tudo, a pergunta é pontual. Penso que agora, mais do que nunca, muitos concordamos que a história do desempenho da nossa AR é inglória. O seu funcionamento tem sido amarrado a vontades políticas. Não faz sentido que deputados que deviam representar o povo legislem contra aquele que deviam representar. Deputados que agem a reboque Cerca de 30 milhões de habitantes não podem ser representados por 250 indivíduos cuja conduta e comportamento não deixa a maioria confortável. Mais do que por militância partidária, o deputado devia ser proposto e eleito pela sua competência, idoneidade, honestidade e integridade moral. Na nossa AR, estas qualidades parece faltarem a muitos representantes do povo. De facto, é difícil reconhecer integridade moral e sanidade mental em pessoas que trabalham de forma egoísta para seus próprios benefícios, sem contarem com o prejuízo daqueles a quem deveriam representar. O nível assustador de desemprego já é prova da exclusão social; a corrupção já foi praticamente institucionalizada no nosso país e, mais recentemente, os desajustes salariais já mostraram a clara pretensão de controlar os cargos de chefia, para a partir deles controlar os funcionários de base; as dívidas ocultas provaram a captura do Estado. Enfim, a representação ganhou novos conceitos, ajustados ao narcisismo dos governantes. Diante destas situações, o que tem feito a AR? O que fazem os deputados? Nada! Este “nada” pode ser sustentado por uma destas duas razões: ou a AR não exerce o poder que devia exercer por não possuir ainda soberania suficiente para tal, ou os deputados estão limitados tal que não podem agir. Assim, podemos entender o medo de cada deputado de tomar a sua própria iniciativa, fora da “manada” e defender a sua integridade. Mas, se o medo o proíbe de ser coerente e íntegro, então, não pode ser mentalmente sadio. É um deputado covarde, interesseiro e que por isso não tem condições morais e mentais para representar um povo. O medo é responsável pelo facto de na nossa AR, 250 deputados andarem a reboque de líderes partidários. Mas é um medo doentio porque é sustentado pelo egoísmo. Ninguém quer arriscar a exigir demais em favor do povo, porque teme perder o cargo. Por exemplo, há dias foi aprovada pelo governo a proposta de revisão da política nacional de terras. Apesar do grito da sociedade civil sobre a injustiça que tal lei vai implantar nas comunidades e famílias rurais, o documento foi aprovado pelo governo. Dentre os vários problemas que a proposta da nova política de terras provoca está o facto de ela poder expropriar com facilidade as terras das comunidades ao colocá-las nas mãos de uma família singular. Esta lei, de longe, visa facilitar a expropriação de terras, já que na lei anterior o conceito de terras comunitárias tornava as coisas complicadas quando o governo quisesse hipotecá-las a farmeiros estrangeiros. Ao analisar tal proposta de lei, os deputados têm a oportunidade de provar a sua integridade e o seu compromisso, mais com o povo do que com as elites políticas interesseiras.
abr 09 2023
Páscoa é mistério de vida
Ao celebrarmos a Páscoa da Ressurreição temos que nos centrar na Pessoa de Jesus Cristo, sacrifício da Nova Aliança e fazermos Memória como cumprimento do Seu mandato: “fazei isto em memória de mim”. Em toda a celebração da santa Missa, nos Domingos, dia do Senhor, celebramos a Páscoa da Ressurreição como a maior herança de Cristo, o Redentor. No Antigo Testamento, o povo de Israel lembra a passagem do Mar Vermelho. O termo Páscoa é transliteração grega do aramaico paschá e do hebraico pesah. A teologia israelita assumiu o termo memorável festa primaveril Javé “saltou, passou adiante” das casas dos israelitas assinaladas pelo sangue do cordeiro sacrificado, poupando-as (Ex 12,13.23.27). No Novo Testamento, a festa é conhecida com dois elementos de origem diferente que se desenvolveram juntos até chegar a formar uma unidade: a verdadeira e autêntica celebração nocturna em torno do cordeiro (pesah); e a semana dos ázimos. Páscoa, centro da vida cristã A centralidade da celebração pascal na vida do povo de Deus, e a coincidência da morte e Ressureição de Jesus com a páscoa judaica, faz com que esta celebração se torne o centro e o ponto mais alto da nossa fé e do nosso agir. Na semana Santa a Igreja faz-nos percorrer e reviver, fazendo memória, a Instituição da Eucaristia e do Sacerdócio, na quinta e da Paixão de Jesus na sexta, para chegar a noite da vigília pascal na qual o grito de aleluia é o clamor do povo de Deus que acolhe a grande notícia que o Crucificado já é Ressuscitado. Trata-se da Mãe de todas as noites, a Grande noite. O canto do exulte enfatiza que se trata da noite que muitos povos esperaram, uns viram e outros não. A sequência da Celebração da Páscoa é: Liturgia da Luz, procissão para o local da Missa, canto do exulte, proclamação da Palavra de Deus e homilia, rito do Baptismo e a parte da Liturgia Eucarística. Aleluia e Vinde Santo Espírito O Período da Páscoa é de Cinquenta dias, encerrando com o domingo de Pentecostes. Páscoa da Ressurreição é o centro da vida cristã que se prepara durante quarenta dias que é o tempo da Quaresma. Páscoa é de tempo da Salvação Páscoa é tempo de alegria Páscoa é tempo de vida renovada em Cristo Páscoa é tempo de sair da Morte para a Vida Páscoa é tempo de abraçar novos projectos pessoais e comunitários Páscoa é tempo de renovar os compromissos do Baptismo Páscoa é tempo de acolher novos irmãos em Cristo Páscoa é comunhão e unidade Páscoa é buscar um mundo justo e fraterno Páscoa é tornar-se “Cristo” hoje e dar vida aos outros Páscoa é deixar que nossa família seja a nova Jerusalém que acolhe a Grande Notícia de que Jesus ressuscitou verdadeiramente, Aleluia. O Jesus Crucificado é agora Ressuscitado – aleluia. Por Pe. Fonseca Kwiriwi, CP
abr 07 2023
Crónica – A FESTA DE LÁGRIMAS
Comemoramos hoje o 07 de Abril, dia mulher moçambicana. Momento em que é lembrado o aniversário da morte de Josina Machel (1945-1971), combatente da liberdade de Moçambique e heroína nacional. Consta dos anais históricos que até 25 de Junho de 1975, Moçambique era uma das colónias portuguesas em África, quando nesta data, após uma década de guerra pela libertação, conquistou sua independência. Uma mulher que tomara consciência do seu papel na conquista da libertação moçambicana do jugo colonial. Apesar do forte confronto e empenho da Josina Machel no combate aos inimigos da liberdade deste país, ainda hoje continuam vivos os rios de lágrimas na vida de muitos cidadãos, entre homens e mulheres. O tempo presente está sendo marcado por grandes dificuldades da vida: aumento doentio do clima de corrupção, acidentes de viação, desemprego, perseguições, subida de preço do pão e do combustível, greves, terrorismo em Cabo Delgado e noutros pontos do país. Sobretudo, o mundo feminino vive dilacerado ante vários fenómenos que reflectem ódio profundo ao seu sucesso. Mulheres vítimas de desigualdades sociais, assédio e violência sexual, humilhação doméstica, multiplicação do analfabetismo, o fracasso do direito à educação e ao emprego, etc. Diante de tudo isso, a falta de unidade entre as mulheres à causa comum é o grande veneno da libertação feminina. Porque, como Josina Machel, todas mulheres podem ser heroínas, claro, cada uma a seu modo. Mas tudo exige decisão. Continuarão longe do esquema do sucesso se ainda prevalecer, nesta sociedade, o empenho das famílias na promoção de casamentos prematuros, enquanto continuar cerrada a cultura de estudos e formação, na confiança de que basta se casar. O 7 de Abril deste ano é diferente de muitos outros. Coincide com a Sexta-Feira Santa, Dia da Paixão e Morte de Jesus na Cruz. Momento mais intenso de oração, jejum e prática de esmola para um verdadeiro cristão e uma verdadeira fiel, mulheres e homens que seguem Cristo em espírito e verdade. É dia de conhecer quem são os verdadeiros Judas Iscariotes e Judas Iscariotas, os traidores e traidoras de Jesus. Não é dia de faltar a Igreja por se tratar de 7 de Abril. Não é dia bater wines e cabangas, nem de comer carnes, menos ainda de promover a cultura do “primo, vou jobar, ou prima, vou ser jobada”. É dia de jejum de calúnias, fofocas, murmúrios, ciúme selvagem, inveja, consumismo de drogas e do álcool, etc. Ouviram? Quem tem ouvidos, ouça! Giovanni Muacua, 07 de Abril de 2023
