set 29 2020
No próximo ano Governo de Nampula espera produzir 85.1 mil milhões de meticais
O governo da província de Nampula prevê uma produção global de 85.1 mil milhões de meticais para o próximo ano económico. A informação foi tornada pública hoje (29.09) pelo governador da província de Nampula, Manuel Rodrigues Alberto, durante a realização da II Sessão Extraordinária alargada aos Administradores Distritais, que teve como ponto, a apreciação do plano económico e social do ano de 2021 e do seu respectivo orçamento. Manuel Rodrigues contou que com a produção global orçada em 85.1 mil milhões de meticais, a província terá um crescimento de 6 por cento. A fonte afiançou-nos que para o ano de 2021, o governo irá realizar actividades que vão aumentar o nível de produção e de produtividade agrícola e fomento pecuário nos distritos de Erate, Mecubúri, Nacaroa, Muecate e Rapale, na distribuição de 100 gados bovinos divididos em vinte (20) para cada distrito. No mesmo período em alusão, aquele dirigente referiu que o seu executivo vai realizar igualmente a construção de 130 fontes de água para toda extensão da província de Nampula e, construir 15 pequenos sistemas de abastecimento de água que poderão elevar a cobertura de abastecimento de água para o próximo ano em 15.4 por cento. “A província de Nampula dispõe de uma quantidade extensa de terras aráveis para a realização da actividade agrícola. Por isso a necessidade do governo investir cada vez mais no crescimento da agricultura na província de Nampula”, sublinhou Manuel Rodrigues. (Júlio Assane)
set 28 2020
EM ANCHILO-DISTRITO DE NAMPULA
Acidente de viação mata quatro pessoas Quatro pessoas morreram carbonizadas e 16 ficaram feridas na noite do último domingo (27.08) no posto administrativo de Anchilo distrito de Nampula, em consequência de um acidente de viação entre duas viaturas. Envolveram-se no acidente, ocorrido por volta das 21horas, uma viatura ligeira e outra pesada que carregava inertes. Segundo os dados divulgado pela responsável dos serviços do banco de socorros, Dalva Khosa, até neste momento os corpos não foram identificados pelos seus familiares devido o estado avançado de carbonização. A fonte contou que dos 16 feridos do acidente que envolveu uma viatura ligeira e uma pesada somente 11 estão internados para serem assistidos durante esta semana. Para além dos quatro corpos não identificados, Dalva Khosa disse que o hospital registou durante o final de semana a entrada de seis mortos de um acidente de viação ocorrido no Distrito de Angoche, onde foi apontado o excesso de velocidade como a causa do sinistro Haua Sufane uma das sobreviventes do acidente ocorrido no distrito de Angoche declarou que quando o carro rebentou os pneus de frente e atrás foi cuspida para fora da viatura e, na ocasião, uma das suas sobrinhas que vinha junto com ela perdeu um braço. Num outro desenvolvimento, aquela fonte exortou aos condutores para evitar o excesso de velocidade como forma de escapar casos de género. (Júlio Assane)
set 23 2020
POR CONSUMO EXCESSIVO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS
Cidadão de 34 anos morre no bairro de Muhala Expansão Um cidadão que responde pelo nome de Jamal Patricio, de 34 anos de idade, foi encontrado morto na manhã de hoje (23.09) no bairro de Muhala Expansão na cidade de Nampula. O cidadão em alusão era consumidor assíduo de bebidas alcoólicas e poucas vezes conseguia ter refeições principais das são recomendadas a cada cidadão por dia. O irmão do malogrado que responde pelo nome de Alfredo Jamal explicou a nossa reportagem que, a família recebeu a notícia logo nas primeiras horas de hoje através de vizinhos e amigos que ali se faziam passar para os seus locais de trabalho. Alfredo disse que o seu irmão não sofria de nenhuma doença e não era ladrão, mas ele tinha o vicio de beber constantemente e que não lhe dava tempo de comer e nem de tomar banho para o bem estar da sua saúde. “Fisicamente ele tinha alguns defeitos que foram provocados pela bebida” sublinhou o nosso entrevistado, quem acrescentou que, todo o corpo dele estava inchado e com aparências de ter anemia devido o consumo excessivo da bebidas alcoólicas. Ricardo Niyapi chefe da unidade comunal, Paulo Samuel Khomkhomba, disse que o cidadão Jamal antes de morrer apresentava algumas aparências de estar ainda em vida, mas por causa de não querer comer morreu. “A vida do malogrado era só consumir bebida alcoólica todo o santo dia” sublinhou o chefe do Quarteirão. Refira-se que este é o segundo caso a ser registado neste ano naquele bairro. Abudo Rosário, chefe do Posto de Namwatto A falou que depois de ter tomado conhecimento da morte do cidadão reuniu a sua equipa para aguardar o corpo até a chegada da equipa do SERNIC para a sua remoção. Alguns moradores entrevistados pela nossa reportagem, disseram que o cidadão não apresentava sinais de agressão, e a sua morte torna-se a ser uma lição de vida para os consumidores que ainda estão vivos de modo a se prevenirem. (Júlio Assane)
set 22 2020
PRM em Nampula Deteve suposto falsificador de dinheiro
Um cidadão de 37 anos está a ver o sol aos quadradinhos, em Nampula, acusado de falsificar dinheiro. Na posse do cidadão agora detido pela Polícia, foi encontrado um valor de 14 mil meticais e o material que o mesmo indiciado usava para fabricar dinheiro falso. O indiciado que responde pelo nome de Justino André negou ser o proprietário do material e o dinheiro encontrado e disse que, o material de falsificação de dinheiro que a Polícia encontrou na sua posse, sai da província vizinha de Cabo Delgado que seria entregue a um certo senhor que está alojado numa das residências situadas no bairro da Memória, Clube 5. Aquele indiciado, explicou que durante a sua detenção, um dos agentes da polícia que lhe interpelou pediu ao cidadão para que tirasse um valor de 100 mil meticais como forma de terminar o assunto. “Estou aqui porque a Polícia pediu-me dinheiro em troca da minha liberdade” explicou o indiciado. O porta-voz da Polícia da República de Moçambique em Nampula, Zacarias Nacute, explicou que a detenção do individuo é fruto do trabalho que a Polícia está a realizar no bairro da Memória. Nacute disse ainda que o cidadão foi interpelado na unidade comunal Marian Ngwabi na posse do material que era usado para falsificar dinheiro e questionado sobre a proveniência do mesmo, tentou sem sucesso subornar os agentes da lei e ordem que ali estavam afectos com um valor de 15 mil meticais. Nacute explicou que o cidadão será condenado por falsificação de dinheiro e por tentativa de suborno a um agente da Polícia da República de Moçambique. Zacarias Nacute disse que este é o primeiro caso a ser registado pela Polícia de um cidadão ser detido por falsificação de dinheiro na província de Nampula. Como forma de prevenção da falsificação de dinheiro, o porta voz da PRM em Nampula disse que a corporação está a intensificar acções de patrulhamento nas comunidades e ruas desta cidade. (Júlio Assane)
set 20 2020
Governação autárquica: um atestado de semelhança de partidos?
Em condições políticas normais, a democracia complementa-se com a alternância política, ou seja, obedece a um ciclo em que quem gere o país ou algum território dentro dele provém ora de um partido, ora de outro em cada período legalmente estabelecido. Em Moçambique essa alternância, até aqui, só foi possível ao nível autárquico. Ora, a alternância política não se faz apenas por razões cosméticas, ou seja, para simplesmente trocar as pessoas que assumem o poder. Faz-se, sobretudo com a intenção de imprimir melhorias na gestão pública e melhorar a vida dos cidadãos. Em outras palavras, o povo decide mudar de um líder ou de certos governantes quando sua governação não foi satisfatória ou quando seu programa não coincide com seus anseios. É por esta razão que em democracia os partidos devem ser maduros e suficientemente alternativos uns aos outros para garantirem a multiplicidade de opções do povo. No nosso caso moçambicano, a questão é relativamente dramática. A experiência que temos da alternância em algumas autarquias não ofereceu, no geral, grandes mudanças. Mudaram os partidos na gestão autárquica, mas os problemas que emperram o progresso continuaram os mesmos. Penso que já não é novidade dizer que a marca de governação da Frelimo está ferida pela corrupção, pelo nepotismo e abuso do poder, problemas que se tornaram institucionais e arrastam o país à miséria pela desigualdade que implantam. Mas ao mesmo tempo, quando partidos da oposição deviam ser alternativa para corrigir estes males intencionalmente mantidos, ao assumirem o poder nada mudam. Os municípios geridos por partidos políticos da oposição como Beira, Nampula e outros tantos podem provar que a mudança de partidos não resolveu aqueles problemas. Sob gestão da oposição ainda temos relatos de corrupção, de nepotismo e de clientelismo, atitudes que pensávamos pertencerem apenas ao modo de governação de um só partido. Nas últimas eleições autárquicas a Cidade Nampula, por exemplo, decidiu mudar novamente optando pela governação da Renamo. Quando se esperava dias melhores pela alternância feita, eis que a cidade desceu mais fundo em termos de corrupção, abuso de poder e de má governação, pelo menos de acordo com informações dos órgãos de comunicação social. Esta situação levanta sempre a questão sobre a seriedade dos partidos: o que realmente muda na gestão autárquica com a mudança de partidos? A resposta que cada cidadão pode dar a esta pergunta pode ser perigosa para a democracia. O risco é sempre o de induzir aos cidadãos a se acobardarem e se fecharem no seu egoísmo político, se desinteressando por processos legítimos que poderiam servir para a mudança de uma nação, uma mudança para o melhor. De facto, neste drama, é fácil pensar que é inútil alternar os partidos ao poder se o resultado final é o mesmo. Mas a verdade é que essa conclusão é errónea, porque o problema não é da alternância política, mas da falta de maturidade patriótica dos partidos. Não se constrói uma verdadeira democracia e uma genuína alternância política onde os partidos políticos são medíocres ao não assimilarem os anseios populares. Se não há diferença objectiva de princípios e de práticas de gestão entre os vários partidos, se eles todos olham para a gestão de fundos públicos como oportunidade de enriquecimento de seus membros, se partilham os mesmos defeitos, se todos eles são depositários de membros interesseiros e egoístas, então não são diferentes. Contra toda esta palha de partidos políticos mercantis, há duas responsabilidades para nós os cidadãos: a primeira responsabilidade é a de estimular o crescimento e activismo da sociedade civil até que esta seja capaz de oferecer uma alternativa independente, patriótica e moral para regular a anarquia da nossa gestão pública; a segunda é a de insistir na alternância política ao nível local e central, exigindo de forma mais enérgica aos gestores o compromisso com a causa nacional, até que a imaturidade patriótica dos nossos políticos se transforma em compromisso com os ideais de um povo. As duas responsabilidades exigem de nós o aumento e solidificação da nossa participação política. Precisamos de nos tornar exigentes e induzir aos partidos à mudança, uma mudança de critérios de selecção de candidatos a postos públicos despida do critério de afinidades, do critério do longo tempo de militância e do critério da capacidade de viabilizar negócios do grupo e apostarem num único critério: o da competência e grau de assimilação dos valores nobres de Justiça social, transparência e de boa governação. Por Deolindo Paúa
set 17 2020
POR MEDO DO NOVO CORONAVIRUS
Há utentes que dão dados errados depois de serem feitos teste da COVID-19 O Hospital Central de Nampula denunciou ontem (16.09) a existência de utentes que fornecem dados falsos no preenchimento de boletim de identificação do doente (BDI). A denúncia foi feita pela directora dos serviços de urgências de Banco de Socorros Dalva Khosa, durante o habitual briefing quinzenal de apresentação de casos que se registam naquela maior unidade sanitária. A nossa fonte explicou que o facto começou a registar-se depois de ser anunciado o novo normal nas unidades sanitárias e a retoma das consultas externas e cirurgias electivas. Dalva Khosa disse, por outro lado, que a situação está a dificultar aquilo que é o trabalho dos profissionais de saúde que ali estão afectos, em localizar o doente e os seus respectivos familiares, para dar a conhecer a situação do doente e para informar ao mesmo em casos de estar infectado com a doença do novo Coronavírus e dar seguimentos dos contactos. Um outro problema apontado por Khosa tem que ver com a falta de sangue desde o inicio da pandemia da COVID-19. Isso é acrescido com a falta de doadores que por medo da COVID-19 os mesmo não se fazem sentir naquele hospital para doar sangue. A fonte instou os cidadãos desta província para voltarem a doar sangue como forma de salvar vidas das pessoas que se encontram internadas naquela maior unidade sanitária. Khosa explicou que com a falta de sangue naquele Hospital torna difícil a realização de cirurgias de pacientes que carecem de sangue. (Júlio Assane)
set 17 2020
GOVERNO DE NAMPULA PREOCUPADO COM O AUMENTO DE CASOS DA DESNUTRIÇÃO CRÓNICA
O Governador da província de Nampula, Manuel Rodrigues Alberto, mostra-se preocupado com o aumento de casos de desnutrição crónica em mulheres gestantes e crianças menores de cinco anos de idade. O aumento de casos da desnutrição crónica em mulheres e crianças na província de Nampula segundo o governador Manuel Rodrigues deve-se, pelo número crescente de pobreza que tanto assola a população moçambicana em particular a província de Nampula. A fonte explicou que o sucesso no combate da desnutrição crónica está dependente da participação e envolvimento e entrega de todas forças vivas da sociedade moçambicana. “O nível de desnutrição crónica só na província de Nampula superam aos que são registados nas outras províncias” sublinhou o governante para quem os recursos que forem oferecidos pelos parceiros, serão usados para criação de programas e actividades que têm que ver com o melhoramento da dieta alimentar para a mudança de comportamento, atitudes e de hábitos alimentares das populações. A fonte explicou que a província de Nampula é rica na produção de produtos alimentares e não se justifica que a mesma seja uma das primeiras do país com maior índice de desnutrição crónica em mulheres e crianças de zero a cinco anos de idade. O governador explicou ainda que o seu executivo vai continuar a trabalhar nos próximos cinco anos, para tudo fazer na redução de casos de desnutrição crónica em mulheres e crianças nesta parcela do país. (Júlio Assane)
set 16 2020
INSS EM NAMPULA
Arrecadou nos primeiros seis meses mais de 400 milhões de meticais Mais de 400 milhões de meticais é o valor que o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) em Nampula arrecadou nos primeiro 6 seis meses do corrente ano. A informação foi tornada pública na manhã desta terça-feira (15.09) pelo respectivo delegado provincial do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) Arone Uamba num encontro de balanço das actividades desenvolvidas por aquele sector durante os 31 anos de existência daquela instituição. O encontro de balanço das actividades desenvolvidas pelo INSS, tem por objectivo colher informações credíveis dos beneficiários, se os mesmos estão satisfeitos com o trabalho que o INSS está a realizar nesta parcela dos país. Arone Uamba espera que o encontro com os beneficiários do INSS possa trazer resultados satisfatórios para o bom funcionamento daquela organização na capital económica do país. O Delegado provincial do Instituto Nacional de Segurança Social, Arone Uamba, explicou que a província de Nampula até neste momento conta com um total de 12 mil e 280 contribuintes, 139 mil e 138 beneficiários e 2.006 trabalhadores que fazem a contribuição no Instituto Nacional de Segurança Social por conta própria. A fonte disse que o INSS está a trabalhar junto com as empresas para acabar com as irregularidades que estão a acontecer de, um trabalhador receber dois pagamentos de forma simultânea, da empresa e do INSS. No que diz respeito a prevenção da COVID-19 na província e no país, aquele dirigente explicou que o sector que dirige já distribuiu 39 mil máscaras de fabrico caseiro para os seus funcionários e pessoas vulneráveis e a nível nacional foram entregues um total de 300 mil máscaras também de fabrico caseiro. (Júlio Assane)
set 16 2020
REDE PROVINCIAL DE NUTRIÇÃO
Capacita Membros da Assembleia provincial em matéria de desnutrição crónica Cerca de 20 membros da Assembleia provincial da cidade de Nampula estão a ser capacitados em matéria de desnutrição crónica em mulheres e crianças menores de cinco anos de idade. A capacitação que está a ser promovida pela rede provincial de nutrição, representada pela associação dos facilitadores para o desenvolvimento comunitário (AFDC) no âmbito do movimento SAN, tem por objectivo munir os membros da Assembleia provincial de Nampula de conhecimentos sobre como pode ser evitada a desnutrição crónica em crianças menores de cinco anos e em mulheres em estado de gestação. Osvaldo Neto gestor nacional da H.K.I, disse que a capacitação dos membros da Assembleia é de transmitir informações sobre a nutrição em várias áreas, para que eles possam usar essas informações que lhes forem dadas para, influenciar políticas e actividades de Campo durante o seu exercício como membro da Assembleia provincial. A fonte explicou que a capacitação também visa reduzir o número de desnutrição crónica em mulheres e crianças, tendo em conta que a província de Nampula apresenta grandes indicadores de casos de desnutrição crónica. “Vamos continuar a ajudar as organizações da sociedade Civil e o governo no combate aos casos de desnutrição crónica em mulheres e crianças do país” sublinhou Osvaldo Neto gestor nacional da Rede H.K.I. Amisse António Cololo, Director da Assembleia provincial de Nampula disse que a capacitação que os membros da Assembleia estão a receber, vai ajudar aos mesmos a disseminarem informações sobre a prevenção e combate da doença nas comunidades e dentro das suas casas. E porque a província de Nampula é a mais afectada com um número elevado de casos de desnutrição crónica, Amisse Cololo sublinhou a necessidade dos produtores desta província, usarem os seus produtos não só para a venda mas também para o consumo próprio nas suas casas. (Júlio Assane)
set 16 2020
A coragem da Paz e o compromisso da Missão
Continuamos a apresentação da Carta pastoral da CEM no que se refere à Igreja de Moçambique acompanhando o ensinamento do Papa Francisco. Como chuva fecunda são as palavras que o Papa deixou para a Igreja moçambicana: «Os tempos mudam e devemos reconhecer que muitas vezes não sabemos como inserir-nos nos novos tempos e nos novos cenários» (24). «A vocação da Igreja é evangelizar; a identidade da Igreja é evangelizar… O que se deve procurar é que a pregação do Evangelhose expresse com categorias próprias da cultura onde é anunciado e provoque uma nova síntese com essa cultura» (25).«Porque as distâncias, os regionalismos e os partidarismos, a construção constante de muros, minam a dinâmica da encarnação, que derrubou o muro que nos separava. Vós, que fostes testemunhas de divisões e rancores que acabaram em guerras, tendes de estar sempre dispostos a «visitar-vos», a encurtar as distâncias. A Igreja de Moçambique é convidada a ser a Igreja da Visitação; não pode ser parte do problema das competências, menosprezos e divisões de uns contra os outros, mas porta de solução, espaço onde sejam possível o respeito, o intercâmbio e o diálogo». (26)«É preciso sair dos lugares importantes e solenes; é preciso voltar aos lugares onde fomos chamados, onde era evidente que a iniciativa e o poder eram de Deus. Nenhum de nós foi chamado para um lugar importante. Às vezes sem querer, sem culpa moral, habituamo-nos a identificar a nossa actividade quotidiana de sacerdotes, religiosos, consagrados, leigos, catequistas com certos ritos, com reuniões e colóquios, onde o lugar que ocupamos na reunião, na mesa ou na aula é de hierarquia». (27) «A renovação do nosso chamamento «passa, muitas vezes, por verificar se os nossos cansaços e preocupações têm a ver com um certo «mundanismo espiritual» ditado «pelo fascínio de mil e uma propostas de consumo a que não conseguimos renunciar para caminhar, livres, pelas sendas que nos conduzem ao amor dos nossos irmãos, ao rebanho do Senhor, às ovelhas que aguardam pela voz dos seus pastores». «Renovar o chamamento passa por optar, dizer sim e cansar -nos com aquilo que é fecundo aos olhos de Deus, que torna presente, encarna o seu Filho Jesus». (32) «Jesus não nos convida a um amor abstracto, etéreo ou teórico… O caminho que nos propõe é o que Ele percorreu primeiro, o caminho que o fez amar aqueles que o traíram, julgaram injustamente aqueles que o matariam». (34) «Jesus convida a amar e a fazer o bem… Pede-nos também que os abençoemos e rezemos por eles; isto é, que o nosso falar deles seja um bendizer gerador de vida». (35) Também a Igreja Católica em Moçambique é uma terra fértil, mas sedenta e, por vezes, rochosa. É uma «Igreja abençoada pelo martírio e testemunho dos seus cristãos. Laicado comprometido pastoralmente numa Igreja ministerial. Rede de comunidades cristãs presente em todos os distritos do país.Celebrações litúrgicas enriquecidas pela riqueza cultural do povo. Muitos católicos presentes na vida social e política. Presença significativa e profética da Igreja na sociedade. Presença e empenho da Igreja na educação, na saúde e em outras áreas. Aumento de vocações nativas para a vida consagrada e sacerdotal. Trabalho silencioso de muitos missionários nas zonas recônditas do país.Episcopado e Igreja Católica unidos. Esforço da Igreja para o diálogo.» (37) O Evangelho chegado a Moçambique como pequena semente tornou-se árvore frondosa. Acolhemos como graça de Deus ser Igreja neste povo. (38) Porém, há ainda muita estrada a percorrer porque temos uma Igreja não sempre preparada para fazer frente aos desafios que a realidade nos apresenta e aos anseios dos jovens. Insuficiente formação, consciência crítica e sensibilidade social. Mais ocupada em “atender” do que em transformar; em “fazer coisas” do que em ser testemunha. Mais preocupada na auto-subsistência do que na evangelização. Catequese insuficiente para formar autênticos discípulos de Cristo. Falta de testemunho e coerência entre a fé e a vida (na família, no serviço, na vida social e nos cargos públicos).Falta de proximidade, entusiasmo e entrega apostólica de muitos consagrados. (39) Os frutos esperados: Igreja com consciência cristã comprometida e missionária Consolidamos: a nossa identidade e missão que é evangelizar: conduzir à experiência de Deus com uma formação adequada, vivendo uma pastoral de proximidade e misericórdia, fazendo de todos os baptizados, nomeadamente dos jovens, discípulos missionários. (42) A Igreja Católica em Moçambique quer empenhar-se, segundo as orientações deixadas pelo Papa Francisco, na renovação da vida pastoral, através de uma acção pastoral que coloque o sentido da missão em todas as suas iniciativas: pastoral da visitação, missões populares, missão jovem, formação dos agentes de pastoral, etc. (43) Para isso, vamos programando a IVª Assembleia Nacional de Pastoral para acolhermos juntas as indicações do Santo Padre e sermos cada vez mais uma Igreja “em saída”, uma “Igreja da visitação”. (44)
