jan 28 2026
Mulher que é Mulher: na Vida Doméstica, Familiar, Social, Política e Económica
Discutir sobre as mulheres não é fazer com que elas se conformem a um modelo cultural específico, mas sim entender a gama de funções que desempenham e o valor de sua contribuição para o progresso socioeconómico de um país. De acordo com Sen (2000), um país só pode crescer se as liberdades e a gama de oportunidades disponíveis para todos os seus cidadãos, mulheres em particular, forem aumentadas. Em Moçambique, as mulheres têm sido as protagonistas silenciosas e, em alguns momentos, invisíveis no lar, na família, na economia da agricultura e do comércio informal, na política comunitária e no patrimônio cultural. 1. Mulher que é Mulher no Lar O lar é um dos primeiros locais onde os papéis de gênero se manifestam. Beauvoir (1949) observa que em muitas sociedades, as mulheres são socializadas para serem “a responsável natural” na gestão do lar, o que reforça a suposição de que tal trabalho doméstico é uma função social das mulheres. Na prática, as mulheres acordam ao amanhecer para ir buscar água, preparar refeições, cuidar das crianças e arrumar a casa. Em províncias como Nampula, Zambézia e Cabo Delgado, ainda é comum caminhar longas distâncias para coletar lenha para cozinhar e também caminhar por longos períodos. 2. Mulher que é Mulher na Vida Familiar Na família, como uma das primordiais instituições da sociedade, é onde a mulher está mais presente. Ela exerce maior papel na qualidade das relações familiares e para o desenvolvimento humano. Ela é educadora, mediadora e guarda os valores éticos. Gilligan (1982) afirma que as mulheres são relacionais e assumem responsabilidades que impactam a estabilidade emocional da família. Assim mulher que é mulher na família é a que em grande parte, mesmo em difíceis condições socioeconómicas, assegura a continuidade e a estabilidade da vida da família. A sua autoridade moral dentro da família a fortalece como o principal sustento da sociedade. 3. Mulher que é Mulher na Vida Social A presença da mulher na vida social moçambicana é notável e crescente. Giddens (2001), ao analisar o fenómeno da modernidade, defende que ela amplia a esfera pública. Deste modo, grupos anteriormente marginalizados, como as mulheres, tornam-se visíveis. Nos diversos sectores que integram, como associações comunitárias, grupos religiosos, cooperativas, actividades culturais e movimentos de solidariedade, as mulheres desempenham funções significativas na facilitação da prevenção da violência, na assistência humanitária e na perpetuação de um legado. Contudo, continuam a sofrer com a discriminação social, com a violência baseada no gênero, a educação escassa em algumas regiões, e a marginalidade social. O que se ressalta é a capacidade da mulher em desempenhar o papel de agente de transformação da sua comunidade, assistindo o empoderamento de outras mulheres e a defesa de direitos sociais. 4. Mulher que é Mulher na Vida Política A evolução da democracia é acompanhada pelo desenvolvimento da participação da mulher na política. Quanto aos direitos democráticos, a ONU (2023) afirma que a democracia é legítima na medida em que a mulher faz parte dos processos de decisão. Pitkin (1967) reafirma que a existência de mulheres nos espaços de tomada de decisão é mais do que um detalhe, porque com mulheres se reservam direitos que, de outro modo, poderiam ser ignorados. Moçambique tem facilitado a inclusão da mulher que actualmente é vista nos espaços de tomada de decisão, como nos parlamentos, nos governos provinciais e na justiça. As mulheres têm sido protagonistas nos processos de paz e reconciliação, principalmente, depois do conflito armado. Contudo, padece de: violência política; pressão familiar e social; falta de recursos financeiros para a sua campanha; estereótipos que a posicionam como incapaz de exercer a liderança. Por isso, uma mulher, neste sector, é a que constrói um caminho, representando as outras na conquista paulatina de mais direitos e na desigualdade da distribuição do poder. 5. Mulher que é Mulher na Vida Económica A economia moçambicana depende fortemente do trabalho feminino. Elson (1995) demonstra que o trabalho das mulheres, embora essencial, é frequentemente invisível. Ela destaca que o desenvolvimento económico só é sustentável quando reconhece e valoriza a contribuição das mulheres. As mulheres estão presentes: na agricultura de subsistência e comercial; na pesca artesanal; nos pequenos negócios urbanos e informais; nos mercados municipais; no sector dos serviços, saúde e educação; no empreendedorismo local. Mesmo assim, enfrentam barreiras como: dificuldade de acesso ao crédito e terra; baixa escolaridade em algumas regiões; sobrecarga de tarefas domésticas; vulnerabilidade económica. Apesar de tudo, mulher que é mulher investe, cria, empreende e garante a sobrevivência familiar. São verdadeiras sustentadoras da economia nacional. (Por: Dra. Alice da P. E. Manuel)
Dom Constantino propõe ‘diplomacia das águas’ para travar cheias na África Austral
O novo Bispo da Diocese de Caia, no centro de Moçambique, Dom António Constantino, manifestou gratidão pela confiança depositada na sua nomeação, reconhecendo ao mesmo tempo os grandes desafios da missão numa diocese rural, sem infraestruturas e com 12 distritos no Vale do Zambeze. Em entrevista à Vatican News, o prelado destacou que a criação da Diocese de Caia concretiza um antigo sonho dos primeiros missionários e permitirá uma maior proximidade dos pastores com o povo, fortalecendo a evangelização e o crescimento da Igreja moçambicana. No contexto das cheias que afectam Moçambique e toda a África Austral, Dom Constantino lançou um forte apelo à solidariedade nacional e internacional, sublinhando que as inundações não são um problema isolado de um só país, mas resultado de um sistema regional de águas que envolve países como África do Sul, Zâmbia e Malawi. Segundo o bispo, citado pela Vatican News, é urgente uma gestão conjunta das barragens e uma cooperação efectiva entre os países da região, através do que chamou de “diplomacia das águas”, para prevenir e mitigar os impactos cíclicos das cheias. O prelado reforçou ainda a necessidade de cuidar do meio ambiente e da “Casa comum”, lembrando que as mudanças climáticas afectam a todos. Na sua mensagem final, Dom Constantino deixou palavras de esperança às vítimas das cheias, exortando à partilha, à entreajuda e à rejeição de qualquer oportunismo. Conforme destacou à Vatican News, mesmo em tempos de sofrimento é preciso manter a esperança, dar a mão uns aos outros e garantir que a ajuda chegue a quem mais precisa.
jan 23 2026
Cheias e inundações afectam mais de 700 mil pessoas em Moçambique
As cheias e inundações que se abateram sobre várias regiões de Moçambique entre os dias 10 e 22 de Janeiro de 2026 já afectaram, de forma cumulativa, 723.532 pessoas, correspondentes a 154.472 famílias, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Gestão do Risco de Desastres (INGD). O balanço provisório aponta para 124 óbitos, 99 feridos e 6 pessoas desaparecidas. No sector habitacional, foram registadas 11.519 casas parcialmente destruídas, 4.989 casas totalmente destruídas e 82.634 casas inundadas. As infra-estruturas sociais também sofreram danos significativos, com 169 unidades sanitárias afectadas e 44 casas de culto danificadas. No sector da educação, 320 escolas foram impactadas, envolvendo 592 salas de aula e 57 blocos administrativos, afectando directamente 135.031 alunos e 2.625 professores. De acordo com o INGD, as cheias danificaram ainda 7 pontes, 27 aquedutos e cerca de 2.957 quilómetros de estradas. No sector produtivo, registou-se a morte de 64.743 animais (bovinos, caprinos e aves), além de 166.308 hectares de área agrícola afectada, dos quais 74.769 hectares correspondem a área perdida. No total, 115.092 agricultores foram impactados. Os dados referem igualmente danos em 94 embarcações, 338 tanques piscícolas, 3.933 artes de pesca, 193 postes tombados e 27,30 quilómetros de linhas eléctricas quebradas. Sete sistemas de abastecimento de água foram afectados, embora não se tenham registado torres de telecomunicações tombadas. No âmbito da resposta humanitária, 17.524 pessoas foram resgatadas e encaminhadas para centros de acomodação. Actualmente, estão abertos 96 centros, que acolhem 106.053 pessoas, enquanto 97.325 encontram-se em centros activos. Outros 11 centros já foram encerrados, depois de terem acolhido 8.728 pessoas. Paralelamente, o INGD apresenta também um balanço específico apenas das cheias e inundações, que indica 585.627 pessoas afectadas, correspondentes a 127.486 famílias, com 13 óbitos, 2 feridos e 4 desaparecidos. Neste período, foram registadas 2.867 casas parcialmente destruídas, 743 totalmente destruídas e 71.560 casas inundadas. O impacto estendeu-se igualmente ao sector da educação, com 146 escolas afectadas, 88 salas de aula e 23 blocos administrativos, atingindo 75.656 alunos e 1.665 professores. No sector produtivo, morreram 58.621 animais e cerca de 60.544 hectares de área agrícola foram afectados, dos quais 58.670 hectares correspondem a área perdida, impactando 83.370 agricultores. As províncias do Centro e Sul do país, com destaque para Sofala, Manica, Gaza e Inhambane, figuram entre as mais afectadas, segundo o mapa de impacto humano divulgado pelo INGD.
jan 09 2026
“Nenhuma fé justifica a guerra”, adverte o cardeal Pietro Parolin em Cabo Delgado
A Igreja Católica, através da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Nampula, manifestou profunda preocupação com as mortes registadas recentemente nas zonas de garimpo de Mogovolas e Moma, na província de Nampula. O caso é marcado por versões contraditórias quanto ao número e à identidade das vítimas. Enquanto a Polícia da República de Moçambique (PRM) afirma que morreram seis civis e um agente da polícia, organizações da sociedade civil e fontes da Igreja no terreno indicam que o número de vítimas poderá ser significativamente superior, envolvendo sobretudo jovens civis que recorriam à exploração artesanal de recursos naturais como meio de sobrevivência. Segundo o padre Benvindo Tapua, coordenador da Comissão de Justiça e Paz, a origem do conflito está ligada à falta de verdade, à exclusão sistemática dos jovens no acesso aos recursos naturais e a práticas de corrupção. O sacerdote sublinha que a Igreja não pode permanecer em silêncio perante a perda de vidas humanas. A Igreja Católica apela, por isso, à realização de investigações sérias, transparentes e independentes, defendendo que apenas com verdade, justiça e respeito pela dignidade humana será possível restaurar a confiança social e construir uma paz duradoura em Moçambique. Se quiser, posso:
Eliminação do ensino nocturno levanta preocupações sobre inclusão educativa em Moçambique
A proposta de eliminação do ensino nocturno tem suscitado preocupações entre educadores, analistas sociais e encarregados de educação, num contexto nacional marcado por conflitos armados, raptos de professores e alunos, bem como por deslocações forçadas de populações do meio rural para os centros urbanos. Para muitos cidadãos que, no passado, não tiveram acesso à escolarização regular, o ensino nocturno constitui a principal — e em muitos casos a única — oportunidade de continuidade dos estudos. A sua eventual extinção é vista por diversos especialistas como um retrocesso no esforço de inclusão educativa num país ainda marcado por profundas desigualdades sociais. Dados e experiências no terreno indicam que o ensino nocturno tem desempenhado um papel relevante na promoção da justiça social, acolhendo trabalhadores, pais e mães de família que, devido a compromissos laborais e responsabilidades domésticas, não conseguem frequentar aulas durante o dia. A eliminação desta modalidade poderá conduzir ao abandono definitivo do sistema educativo por parte de milhares de estudantes, com impactos diretos na taxa de escolarização e na empregabilidade. A aposta no ensino à distância como alternativa também levanta reservas, sobretudo devido às limitações de acesso à internet, à escassez de equipamentos tecnológicos e às condições socioeconómicas que caracterizam grande parte da população estudantil. Perante este cenário, permanece a interrogação central: a eliminação do ensino nocturno contribuirá para a melhoria da qualidade do ensino ou aprofundará os mecanismos de exclusão de jovens e adultos do sistema educativo em Moçambique?
jan 06 2026
Diálogo Nacional Inclusivo: o que é?
CEM: Justiça e Paz A Comissão Episcopal de Justiça e Paz da Igreja Católica oferece às comunidades cristãs e a todos os moçambicanos de boa vontade o subsídio “Cartilha Política para o diálogo nacional inclusivo” como forma de se prepararem para participar ativamente do processo de Diálogo Nacional Inclusivo, lançado oficialmente no dia 10 de Setembro em Maputo. O decreto presidencial no 17/2025 de 5 de Maio aprovou o Regulamento da Organização e Funcionamento da Comissão Técnica criada para a materialização do Compromisso Político para um Diálogo Nacional Inclusivo. Este Regulamento, no seu artigo 21o, cria dez Grupos de Trabalho, de acordo com os seguintes dez temas: assuntos constitucionais, assuntos eleitorais, assuntos fiscais, assuntos económicos, administração pública e despartidarização, recursos naturais, defesa e segurança, justiçam, reconciliação e unidade nacional, e descentralização e desconcentração. Como forma de tornar mais perceptíveis todos estes temas, a Cartilha Política da comissão Justiça e Paz da CEM destacou temáticas referentes à revisão constitucional (sobre a reforma do Estado e sobre a reforma do sistema eleitoral) e temáticas referentes à governação (sobre a reforma da política de exploração dos recursos naturais, sobre a adoção de medidas de inclusão económica, sobretudo para mulheres e jovens, e sobre a reconciliação e unidade nacional). Reformas referentes à revisão constitucional Reformas do Estado: aqui são debatidos assuntos li gados ao nosso sistema político, aos poderes do Presidente da República, à questão da despartidarização das instituições do Estado, à questão da descentralização e desconcentração política, económica e financeira. Quais são as propostas concretas da Igreja sobre tais reformas? a) Limitar as competências do Presidente quanto à designação dos titulares dos órgãos dos poderes públicos: Tribunal Supremo e Vice-Presidente; Conselho Constitucional; Tribunal Administrativo. Que estes os titulares sejam eleitos entre os pares que compõem o Conselho Superior das Magistraturas; b) Que a nomeação dos Reitores e Vice-Reitores das Universidades Públicas seja feita entre os pares que compõem os Conselhos Académicos e Científicos. c) Que igualmente seja banida a figura do Secretário do Estado nas Província. Isso evitaria a duplicação de estruturas de governação e pouparia no orçamento do Estado. Reformas do sistema eleitoral O debate gira em torno da definição de um novo modelo do sistema eleitoral, da composição dos órgãos da administração eleitoral, da legislação eleitoral, dos órgãos de justiça eleitoral, entre outros aspetos que contribuam para a integridade de todo o processo eleitoral. Quais são as propostas concretas da Igreja sobre tais reformas? A fonte dos nossos conflitos eleitorais é conhecida. Assim, aproveitando o Diálogo Político Nacional Inclusivo em curso, para resolver definitivamente os problemas que nos induzem a conflitos eleitorais, seria bom: a) Despartidarizar a CNE e o STAE e investir de honestidade e idoneidade as pessoas que os compõem: A ideia de paridade, além de não ter resolvido o problema, multiplicou os conflitos, bem como piorou a exclusão dos partidos extraparlamentares que não são representados. O país possui pessoas que, pertencendo ou não a certos partidos, possuem integridade e idoneidade comprovadas para conduzir processos com honestidade e justiça. Mas isso também pressupõe a honestidade, integridade e idoneidade de quem escolhe tais pessoas. b) Introduzir votação electrónica ou outra forma que não dê espaço de manobras ilícitas: o nosso país é vasto. Compilar dados eleitorais de forma manual e nas etapas estabelecidas por lei pode levar a actos tendenciosos. Uma votação com contagem automática pode reduzir a desconfiança nas pessoas que actualmente manuseiam o processo. Além disso, não existe garantia para um processo eleitoral íntegro que demora dias a ser analisado. Os votos não devem ser analisados, mas apenas contados, para evitar interpretações legais tendenciosas que induzam a resultados enganosos, tal como aconteceultimamente. c) Garantir um apuramento de MMV’s (Membros das mesas de Votos) com honestidade e responsabilidade: o processo eleitoral é um acto patriótico. Por isso, não se deve optar por pessoas cuja conduta e escolaridade não permitem aferir o seu grau de responsabilidade em relação a um exercício de soberania. O processo de recrutamento, selecção, formação e aplicação de MMV’s deve garantir que as pessoas a aplicar sejam cabalmente responsáveis de seus actos. É necessário que a sua transparência, integridade e honestidade sejam objectivamente comprovados. A lei deve ser, objectiva, dura e implacável para casos de viciação de resultados nas mesas de votação. (1-cont.).
jun 13 2023
Reduzem no país casos de descriminação
Em pleno dia Internacional da Conscientização sobre o Albinismo, fala-se da redução dos crimes contra pessoas com albinismo nos últimos tempos. Falando por ocasião do 13 de Junho, dia da Conscientização sobre o Albinismo, a classe em Nampula diz que nos últimos dias há redução de crimes contra ela. Redução de casos de raptos, sequestros, discriminação e tráficos de pessoas com albinismo caracterizam os momentos actuais. Apos uma marcha havida esta terça-feira, 13/06, no âmbito da celebração da data, esta classe social assumiu que a diferença torna uma sociedade única. Membros da Associação Amor a Vida, por nós entrevistados, caracterizam o momento actualmente vivido, como sendo seguro se comparado aos anos anteriores. “Provas de que há, na verdade, uma percepção diferente nas famílias moçambicanas em relação a esta classe social”, – sublinharam os mesmos, observando que hoje em dia crianças com albinismo estudam e brincam com as outras sem descriminação. Outros factos, que de alguma forma tornam-se uma preocupação e ao mesmo tempo desafio para pessoas com problemas de pigmentação da pele é a sua saúde, que exige um investimento para a proteção da pele. As nossas fontes garantiram que através da Associação “Amor a Vida”, um e outro parceiro tem aparecido para prestar o devido apoio. Por Ernesto Tiago
jun 13 2023
Cidade de Nampula adquire Duas Ambulâncias Municipais
De Modo a garantir a saúde dos munícipes desta urbe, o presidente do Conselho Autárquico da Cidade de Nampula Paulo Vahanle adquiriu para os seus munícipes, duas ambulâncias. Depois de várias tentativas sem sucesso, para construção de centros de saúde na cidade de Nampula, o Conselho Municipal mudou de estratégia adquirindo duas ambulâncias para servir os munícipes desta urbe. Falando na tarde desta segunda-feira, na apresentação publica das duas ambulâncias, Paulo Vahanle referiu que o objetivo é socorrer os munícipes com mais brevidade possível quando enfrentarem problemas de saúde. “No nosso plano de governação municipal, havíamos enquadrado a componente de construção de centros de Saúde, mas que não estamos a ser permitidos, daí que optamos em falar com nossos parceiros de cooperação para nos disponibilizar ambulâncias para ajudar os nossos munícipes em caso de doença”. – explicou a jornalistas o edil de Nampula, acrescentou que “estes meios são produto de uma doação dos parceiros de cooperação, com destaque para o município de Amarante em Portugal”. Disse que “Para Estas duas ambulâncias devidamente equipadas, chegarem até a cidade de Nampula, foram necessários 2 milhões de Meticais, que serviram para alfandegamento e outros documentos, uma vez que o estado moçambicano não aceitou a isenção de alguns impostos.” Entretanto os munícipes desta urbe louvaram o gesto, do conselho Municipal, uma vez que as viaturas poderão trazer benefícios, facilitando a movimentação de doentes de casa para uma unidade Sanitária, ou de lá para um hospital de referência em tempo aceitável. Por Assane Júnior
jun 05 2023
Jovens sofrem intimidação em África
Uma celebração eucarística deu o início da comemoração do dia do padroeiro do Seminário Filosófico, São Carlos Lwanga de Nampula. O jovem africano, e seus 21 companheiros, foi mártir em 1886 e em cada 03 de Junho é recordado e apontado como exemplo de jovens que não vacilam no anúncio da palavra de Deus, mesmo com várias ameaças. Na sua homilia, o Arcebispo de Nampula Dom Inácio Saure lamentou o facto de ainda existirem em África, pessoas que intimidam os jovens, quando estes querem jogar o seu papel na sociedade. “A juventude africana, continua a ser desafiada pela pobreza, doenças, Injustiças e opressão, e que não está a conseguir lutar com sucesso devido a várias barreiras que lhe são impostas”. – lamentou Dom Inácio, sublinhando que “os jovens nunca devem cruzar os braços perante essas injustiças e meias verdades impostas ao continente Africano”. O líder da Igreja Católica em Nampula, recordou que os Jovens são chamados a continuarem a escrever novas e belas páginas de mártires do nosso tempo, acrescentando que “os mártires africanos relançam uma nova era de regeneração cristã,” daí que desafiou aos estudantes de filosofia, no Seminário Filosófico São Carlos Lwanga de Nampula, a se deixarem guiar por nobres ideais de uma civilização aberta às formas mais altas da vida social. Os jovens em formação sacerdotal no seminário filosófico São Carlos Lwanga, se identificam com o padroeiro e acham que apesar das várias dificuldades, é possível seguir o exemplo do mártir. Sabemos que estamos perante muitos desafios, mas isso não retira de nós a esperança que temos”. – disse um seminarista que pede aos outros jovens para saberem escolher prioridades na vida. O magnífico reitor do Seminário Filosófico São Carlos Lwanga, o Padre Avelino Arlindo, e da opinião de que apesar das dificuldades, ainda existe espaço para os jovens serem verdadeiros mártires, tomando em conta a mensagem que o mártires africanos quiseram transmitir para a humanidade. “A vida morre, mas a fé vive para sempre”, – segundo palavras de Dom Inácio Saure, Arcebispo de Nampula e Presidente da Conferência Episcopal de Moçambique, durante a celebração eucarística, no ultimo Sábado, por ocasião do dia do padroeiro do Seminário filosófico inter-diocesano, São Carlos Lwanga de Nampula. Por Elísio João
maio 24 2023
Mais meios circulantes para garantir fiscalização e combate a corrupção
O governador da Província de Nampula Manuel Rodrigues exige maior fiscalização nos transportes rodoviários. O chefe do executivo provincial Manuel Rodrigues renovou esse desafio na cerimónia de entrega de duas viaturas a direção Provincial dos transportes e Comunicações de Nampula O dirigente referiu que a Direção Provincial de Transportes e Comunicações deve garantir um sistema de comunicação e que as viaturas ora entregues possam resolver o problema da burocracia assim como combate a corrupção. ʺQue a Direção Provincial de Transportes e Comunicações continue a prestar melhores serviços aos nossos cidadãos, o cidadão é nosso padrão, a direção dos transportes é aquela que assume a responsabilidade de fiscalizar os transportes rodoviários de passageiros e de cargas. A direção de transportes e comunicações deve garantir a instalação de sistemas de comunicação em toda província de Nampula até as localidades e tem uma área muito exigente que é de emissão de cartas de condução através da delegação do INATER. Desafiou Manuel Rodrigues, acrescentando que estes meios sejam devidamente usados e sejam exatamente para resolver a questão da burocracia e combate a corrupção, mas também para tornar o sector mais dinâmico na prestação de serviços a toda populaçãoʺ. No que concerne a fiscalização, disse que o sector deve combater o encurtamento das rotas e as especulações na definição de Tarifas ʺVamos combater o encurtamento das rotas a especulação na definição de tarifas para o transporte de passageiros. Disse, para depois afirmar que “os nossos concidadãos estão a reclamar, por isso usem as viaturas para fazer a fiscalização principalmente nas rotas problemáticas como a rota Nampula-Nacala, Nampula- Angoche, Nampula-Malema e Nampula- Eráti.” Segundo a fonte, “São rotas onde os transportadores infelizmente pela ausência da fiscalização, se aproveitam para especular preços, que prejudicam os nossos concidadão, por aplicarem tarifas muito além daquilo que é o normalʺ. Entretanto o diretor Provincial de Transportes e Comunicações Emiliano Maniquela disse que a responsabilidade de fiscalizar o encurtamento de rotas é do município e não do sector que dirige. ʺO encurtamento de rotas não é da responsabilidade da direção Provincial, mas sim, do município e nós como executivo provincial não entramos na questão das autarquias.” Explicou, anotando que o governo apenas pode dar assistência, mas, que fique claro de que não tem nenhuma obrigação de marcar fiscalização de rodoviasʺ. Por Assane Júnior


