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out 13 2026

O professor: Herói nacional!

Caros amigos leitores! Chamo-me Zefanias Faruque e gostaria de expressar a minha mais elevada estima àqueles que considero os maiores heróis deste país. Todo o mundo diz que Moçambique é belo e rico e, concordo indubitavelmente. Pesa-me, porém, observar tristemente que aqueles que se matam dia após dia para continuarem a erguer este País, para fazerem milhões de crianças, adolescentes e jovens moçambicanos e moçambicanas sorrir, aprender a escrever, a ler, a contar e a bem se exprimir, vivem entregues à própria sorte, inventando e reinventando a cada dia.   É triste ver um professor viver em situações desumanas, dando aulas em condições inaceitáveis que nem ouso expressar, porque todos as conhecemos e, por mais que elevemos a voz como a nossa colorida bandeira, ninguém ouve. Este herói de quem falo hoje não pegou em armas, como fizeram os camaradas, mas as suas mãos seguram o pau de giz e os seus pulmões estão repletos de pó inalado do giz a cada vez que escreve no quadro-preto, que em alguns lugares mal existe. Enquanto os primeiros reivindicam governar eternamente este país, por meio deles ou dos seus descendentes, estes últimos clamam por melhores condições de trabalho, um salário melhor e digno. Mas, neste País, parece-me que as armas são mais importantes do que o giz, que os quartéis valem mais do que as salas-árvores, que a farda diz mais do que a bata branca. Valorizemos mais os nossos professores: eles são os nossos heróis nacionais. Zefanias Faruque, Nampula   VN: Querido amigo Zefanias! A tua carta é uma poderosa crónica que espelha a realidade da educação no País. De facto, o professor desempenha um papel muito importante na nossa sociedade. As condições que proporcionamos aos professores não são das melhores. Infelizmente, é uma questão estrutural que não somente afecta os professores, mas todo um sistema. Oxalá que um dia saibamos dar o devido valor ao trabalho de quantos dedicam a vida a uma causa tão nobre como a do professor.   Dedicatória ao professor e ao missionário Olá a todos os assinantes e leitores da VN! O meu nome é Joaquim João. Escrevo-vos de Pemba! Quero desejar a todos os professores e missionários um feliz mês de Outubro. Vós sois o sal da terra e a luz do mundo. Com o vosso trabalho, a vida ganha sabor e tem sentido. Com o vosso esforço, muitos se erguem e continuam a lutar pela vida. Com o vosso exemplo, ninguém fica sem norte, pois todos sabemos para onde ir e com quem ir. Bem-haja a todos os fazedores do bem e construtores da paz. Joaquim João, Pemba   VN: É verdade, caro Joaquim! Outubro é também conhecido como o Mês Missionário no seio da Igreja. É bom rezar e participar na missão. Este mês recorda-nos que cada baptizado é chamado a ser o protagonista da missão.

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