ago 31 2020
CENTRO CATEQUÉTICO PAULO VI DE ANCHILO
ENCERRAMENTO DO JUBILEU DE 50 ANOS SEM DATA Por Kant de Voronha A paralisação das actividades motivada pelas sucessivas prorrogações do Estado de Emergência em Moçambique, influenciou negativamente na vida do Centro Catequético de Anchilo. A informação foi dada pelo Director daquele Centro pastoral que falando, em exclusivo, a nossa equipa de redacção, não esconde sua preocupação pelo facto de não ter havido cursos nem outros encontros durante 5 meses deste ano. “Isso prejudicou a presença de grupos assim como a própria auto-sustentabilidade da estrutura. De facto, o Centro cobre uma parte das despesas ordinárias através da venda de livros e das diárias dos cursistas”, disse o Pe Massimo Robol. A pandemia do Coronavírus mexe com toda estrutura existencial. Desde Março último (23) vários sectores da sociedade moçambicana viram-se condicionados na sua operacionalização visando mitigar e prevenir a contaminação massiva de COVID-19. O Centro Catequético Paulo VI não ficou alheio a essa realidade. Cinco meses depois de suspender todo programa de actividades, visando a sua retoma gradual, o Director do Centro em alusão, Pe Massimo Robol, salientou que por enquanto a prioridade vai para pedidos específicos de alguns grupos, aguardando a retoma das celebrações nas paróquias da Arquidiocese de Nampula. Pe Massimo Robol, Director “Neste momento, o Centro está a promover alguns encontros de capacitação e formação, limitando a actividade a alguns pedidos específicos da Caritas de Nacala e da CIRMO de Nampula. Acerca da programação para cursos de formação dos agentes de pastoral, o Centro está a espera que as paróquias retomem a sua actividade ordinária, e que as comissões arquidiocesanas organizem os seus encontros de formação também”. Em Outubro de 2019, o Centro celebrou a abertura do Jubileu dos 50 anos da sua fundação (1969). Porém, o seu encerramento que estava agendado para o dia 13 de Setembro de 2020 fica condicionado “à situação de incerteza que estamos a viver neste tempo da COVID-19. O Jubileu sofreu as limitações impostas pelo Estado de Emergência, assim que não foi possível dar a devida importância ao evento”, explicou Pe Massimo. Mas, porque “não é proibido sonhar”, foi enviado um inquérito a todas as paróquias e comunidades religiosas da Arquidiocese de Nampula com objectivo de colher sensibilidades e propostas sobre uma possível requalificação do Centro em função das prioridades indicadas por todos. Com efeito, a nossa fonte reconhece que “É necessário saber responder a este tempo de mudança com responsabilidade e competência, adequando o serviço às exigências do momento actual”. Como casa de todos, o Centro Catequético “está sempre disponível para acolher grupos ou comissões que queiram oferecer momentos de formação, para aprofundar aspetos da vida social e religiosa dos cristãos da Arquidiocese. O importante é saber aproveitar bem deste espaço, como lugar de encontro, de partilha de experiências pastorais, como laboratório para produzir material de informação e formação para que todos possam viver bem o dom da fé que receberam e são chamados a transmitir. Nisso, é necessário que todos se sintam responsáveis e protagonistas na vivência e na sustentabilidade do Centro, património da história e da tradição cristã da nossa Igreja local” apelou o Pe Massimo. Refira-se que o Centro Catequético “Paulo VI” foi idealizado como uma estrutura polivalente que funcionaria também como Centro Pastoral. A ideia de um Centro Catequético Diocesano datava de meados de 1968, mas só se tornou realidade em Janeiro de 1969, quando na reunião da Conferência Episcopal, realizada no Seminário de S. Pio X em Maputo, foi proposta a criação de três Centros Catequéticos: um no Norte para aquelas que são agora as Dioceses de Nampula, Lichinga e Pemba; outro no Centro para Beira, Quelimane e Tete e outro no Sul para as Dioceses de Inhambane, Xai-Xai e Maputo. Contudo, só na “Semana de Pastoral” realizada em Nampula em finais de Julho e início de Agosto de 1969 é que foi proposta definitivamente a criação de um Centro Catequético e de um Centro Pastoral inaugurado em 14 de Setembro do mesmo ano.
ago 27 2020
1º Aniversário da Visita do Papa Francisco à Moçambique
Por ocasião do 1º Aniversário da visita do Papa Francisco à Moçambique os nossos Bispos nos convidam a celebrar e recordar este acontecimento no Domingo 6 de Setembro 2020. A seguir leia o comunicado da CEM enviado a todas as Comunidades do Pais: Nota Pastoral da CEM alusiva ao 1º aniversário da visita Papa Francisco a Moçambique
ago 27 2020
“Carta de apoio da CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil ao Dom Luiz, bispo de Pemba
carta de apoio ao Bispo de Pemba Dom Luiz Lisboa pela CNBB Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
ago 26 2020
Catequese para os sacramentos ou catequese dos sacramentos?
Catequese para os sacramentos ou catequese dos sacramentos? Em todas as comunidades já recomeçaram as actividades da catequese. São milhares os catequistas que se dedicam a transmitir a fé e a ensinar a vivência cristã. Queremos aqui dar um pequeno contributo para ajudá-los na preparação duma catequese viva que possa renovar a vida de cada catecúmeno. Jesus instituiu alguns sinais, chamados pela Igreja de Sacramentos, para nos transmitir a graça e para nos fazer andar no caminho da salvação. Trata-se: do Batismo, da Confirmação, da Eucaristia, da Penitência, da Unção dos Enfermos, da Ordem e do Matrimónio. Para entender melhor: a palavra grega “mysterion”, usada pelos padres da Igreja nos primeiros séculos, foi traduzida para o latim por dois termos: “mysterium” e “sacramentum”. O termo “sacramentum” exprime mais o sinal visível da realidade escondida da salvação, indicada pelo termo “mysterium”. Portanto, os sete sacramentos são sinais e instrumentos pelos quais o Espírito Santo difunde a graça de Cristo, que é a Cabeça, na Igreja, que é seu Corpo. A Igreja contém, portanto, e comunica a graça invisível que ela significa (Cat. Igrej. Cat. 774). Como explicar os sacramentos na catequese Já percebemos que os Sacramentos são sinais da graça de Deus e da sua presença de amor e misericórdia para nós. Então, podemos explicar isso, para os nossos catecúmenos, buscando elementos da nossa vida cotidiana. Por exemplo, uma mãe ou um pai que abraça os seus filhos, demonstra pelo sinal do abraço que os ama. Um namorado que presenteia-se à sua namorada com um buquê de rosas, demonstra pelas flores o sinal do seu afeto por ela. Mas atenção que ao contrário do abraço que sempre estamos desejando e das flores que murcham, os Sacramentos são sinais permanentes e sagrados em nossas vidas. Passar da catequese para os sacramentos, à catequese dos sacramentos A relação entre catequese e sacramentos foi muito estreita e muito diferenciada ao longo da história e nos diversos períodos da Igreja. Primeiro, catequizar ou evangelizar foi o comando que Jesus deixou à Igreja e aos seus discípulos antes de subir ao Céu (Mc 16,19). Assim, seguiram os primeiros cristãos evangelizando e, como consequência, baptizando os que aderiam à fé cristã. O baptismo era sinal visível da conversão: passava-se da velha vida à vida nova no mergulho em Cristo, o Homem Novo. Como nova criatura, o baptizado pertencia a um povo; não estava mais só, não seguia sozinho; fazia parte do caminho, a comunidade dos crentes. No começo da Igreja, no catecumenado, evangelização ou catequese e sacramentos caminhavam juntos. O catecumenado apresentava-se como um itinerário de evangelização. Tendo feito os diversos percursos propostos, os sacramentos da iniciação cristã eram ministrados aos catecúmenos. Mas os catecúmenos não entravam no processo evangelizador para receber os sacramentos, como se fosse um curso preparatório. Eles entravam no catecumenado para fazer o caminho do seguimento de Jesus, para aderir à fé. O baptismo a eles ministrado, juntamente com a participação na Ceia do Senhor, era um sinal de adesão a Jesus Cristo e à comunidade-igreja que os acolhia. Com o passar dos anos, muita coisa mudou. A Igreja, a partir do seculo V começou com a prática do baptismo de crianças. Aqui, o processo catequético se inverteu. Baptizava-se na fé dos pais, na esperança de evangelizar depois. Mas as crianças ainda não eram admitidas à mesa da Eucaristia, adiada para a idade adulta. Pio X, em 1905, autorizou a comunhão para as crianças e, desde então, a catequese ganhou esse contorno que ainda a define hoje. Com isso, a catequese se tornou preparação para recepção de sacramentos: da Eucaristia, para crianças; do Crisma, para jovens. E hoje? Desde então, a catequese ficou atrelada aos sacramentos como condição para recebê-los. Toda a organização da catequese paroquial passou a girar em torno dos sacramentos. Centrada no sacramento, a própria catequese pode levar a pessoa ao afastamento da comunidade eclesial, quando já se recebeu o sacramento desejado. Muitos reclamam da evasão depois da recepção dos sacramentos. Reclamam que as crianças, jovens e também as vezes os próprios catecúmenos, desaparecem das comunidades. De facto, com esse esquema catequético, vamos conseguir segurar uma minoria na comunidade eclesial. As pessoas vêm buscar um produto da fé: o sacramento. Tendo-o recebido, sentem-se dispensadas de continuar na comunidade. Enquanto a nossa catequese for atrelada exclusivamente à recepção dos sacramentos e depender deles para ser efetiva, não vai gerar no coração do catequizando a vontade de seguir Jesus Cristo. Hoje, o problema é que o sacramento, de um sinal do seguimento e da adesão a Jesus, transformou-se em objetivo da catequese, o fim do caminho, a meta alcançada! Enquanto não devolvermos a catequese à sua origem evangélica, que é de fazer discípulos, teremos perdido grandes oportunidades de uma evangelização eficaz.
ago 26 2020
O DIREITO À TERRA
Por Conferência Episcopal de Moçambique Sabemos todos que no nosso país, nas nossas províncias, nas cidades e distritos incluindo nas nossas aldeias, o povo trava terríveis conflitos de terra. Há pessoas com dinheiro que enganam o povo a vender suas extensões de terra com muito pouco dinheiro. Há outros que até vendem a mesma porção por duas vezes e outros ainda que são arrancados sem ganhar nada. Eis o motivo que nos leva a recordar convosco as reflexões dos Bispos escritos na Carta Pastoral, “Promover a cultura da vida e da Paz” de 15 de Maio de 1996. O direito à terra O direito à terra rege-se pela lei positiva emanada dos poderes públicos e pelo direito costumeiro. A lei positiva nunca poderá ir contra a lei costumeira que é um direito anterior a quaisquer disposições da lei positiva. Isso significa que não é lícito exibir um título de propriedade recentemente adquirido para expulsar populações que desde tempos muito antigos, ocuparam sempre essas terras transmitidas de pais a filhos, ao longo de várias gerações, embora sem nenhum título de propriedade escrito. A Constituição da República de Moçambique em alguns dos seus artigos tem uma legislação sobre o direito à terra. O artigo 109 afirma que “A terra é propriedade do Estado. A terra não deve ser vendida, ou por qualquer outra forma alienada, nem hipotecada ou penhorada. Como meio universal de criação da riqueza e do bem-estar social, o uso e aproveitamento da terra é direito de todo o povo moçambicano.” (Art. 109). Quanto à lei costumeira, tal lei tem estado sujeita a diversas vicissitudes, primeiramente, quanto a sua interpretação e, em segundo lugar, quanto às dificuldades causadas pela deslocação das populações e pelo afluxo das pessoas às zonas urbanas. Nós, Bispos de Moçambique, regozijamo-nos pelo facto de se reconhecer oficialmente, o direito à terra, tanto o consignado na Constituição da República, como o que advém do Direito Costumeiro. Contudo, desejaríamos que tal direito se tornasse um direito concreto e efectivo e fosse um instrumento que assegurasse ao cidadão simples a defesa do direito à terra em que vive e da qual tira o necessário para a sua vida e para o sustento da própria família, sobretudo se ela pertencia aos seus antepassados. O Direito costumeiro Portanto, o Direito Costumeiro, segundo o qual vive a maioria da população relativamente ao uso das terras, não deve reduzir-se a letra morta, mas deve ser efectivo para facilitar a aquisição de títulos de propriedade em favor dos moçambicanos: facilitar a justa distribuição de terras, tendo em conta, primeiramente, os moçambicanos, abrindo possibilidades de créditos bancários ao investimento agrícola; travar o avanço das multinacionais e das grandes empresas ou possíveis investidores estrangeiros que possam contrariar o “direito da terra” para os moçambicanos. Portanto, para nós, o Direito Costumeiro de posse da terra continua a ocupar um lugar fundamental, não podendo qualquer Lei sobre as terras ou qualquer disposição do Governo ignorar ou subestimar tal direito. E não é necessário lembrar que qualquer disposição que ignorasse ou menosprezasse tal direito, poderia causar nas populações uma inquietação em nada favorável à paz e à tranquilidade social. Na verdade, a terra, além de constituir para as famílias e populações um direito que lhes vem dos antepassados, constitui, igualmente, a base fundamental de sobrevivência, quer das pessoas em geral, quer do próprio clã. Por outro lado, o direito à terra é um direito inerente a toda a pessoa (cf. G.S. 69, 74, 87). O Ensino Social da Igreja O Ensino Social da Igreja em muitos dos seus documentos tem afirmado e definido energicamente este direito, ligado à propriedade privada, a qual deve ser considerada como “espaço vital” para a Família (M.M. 45) e como meio idóneo para a afirmação da personalidade (M.M. 113). Com efeito, a propriedade privada comporta desde sempre, uma função social (M.M. 20; 28; 120; 121), sendo por isso necessário que, em todo o tipo de propriedade, se tenha em conta o princípio relativo ao destino universal dos bens (C. A. 30-31). Na defesa do direito de propriedade privada há que ter em conta igualmente o avanço do “capitalismo selvagem” (C. A. 8), assim como os “monopólios” ou os novos donos do mundo, tais como as multinacionais e outros poderes económicos cujas políticas deixam, por via de regra, tantos povos à margem do progresso e do desenvolvimento a que têm direito (C. A. 35). Aflição do povo moçambicano Gostaríamos, por fim, de chamar a atenção para a grande aflição em que vive o povo moçambicano por ver perdidas, de um dia para outro, as terras dos seus antepassados, especialmente as terras mais férteis, assim como para a intranquilidade dos cidadãos ao verem o seu direito à terra impunemente lesado e muitas vezes sem terem, na maior parte dos casos, a quem recorrer para apresentar as suas legítimas reclamações, e verem defendidos os seus direitos. Terminamos, apelando a todos os homens e mulheres do nosso País, a todos os jovens e famílias, a todos os partidos políticos e poderes públicos, ao Governo, à sociedade civil, às Instituições de Educação e de Cultura, às Associações de carácter social, cultural e de direitos humanos, aos Meios de Comunicação Social, às Igrejas e Religiões para que assumam com entusiasmo cada vez maior este combate em favor da vida, em favor da justiça social e da edificação de uma sociedade em liberdade, em favor de um País verdadeiramente desenvolvido, culto, pacífico e democrático. É tempo de anúncio da vida e da vida em abundância! É tempo de paz na justiça e no amor!
ago 19 2020
A solidariedade do Papa para com o povo de Cabo Delgado
Papa Francisco telefonou ao Dom Luiz na manhã do dia 19/8. Ele disse ao Dom Luiz que está próximo da vida do povo de Cabo Delgado e está a acompanhar com muita preocupação aquilo que está a acontecer naquela parcela do País. Ele assegurou que não esqueceu a sua visita à Moçambique e que está preocupado e se solidariza com todas aquelas famílias que neste momento estão a sofrer e estão deslocadas. Encoraja a Igreja de Moçambique, em particular aquela de Pemba, a continuar a apoiar esta humanidade ferida e a não ter medo de denunciar todo o tipo de violência perpetradas contra pessoas inocentes. Assegurou a sua oração e bênção apostólica. Telefonema do Santo Padre Papa Francisco ao Bispo de Pemba Hoje, dia 19 de Agosto de 2020, às 11 h 29’, para minha surpresa e alegria, recebi um telefonema de Sua Santidade, o Papa Francisco que me confortou muito. Ele disse que está bem próximo do Bispo e de todo o povo de Cabo Delgado e acompanha a situação vivida na nossa Província com muita preocupação e que tem rezado por nós. Disse ainda que o bispo lhe diga se há mais alguma coisa que ele possa fazer. Agradeci muito a ele por esse gesto e por ter mencionado a crise humanitária que vive a Província de Cabo Delgado durante a bênção Urbi et Orbi que ele pronunciou no dia da Páscoa, 12 de Abril. Eu disse a ele que depois de sua menção a Cabo Delgado, houve muito mais interesse por parte de todos (países, dioceses de várias partes do mundo, congregações religiosas, organizações internacionais, individualidades) tanto de dentro como de fora de Moçambique e que, a partir daí, Cabo Delgado voltou para o mapa porque parecia que já não estava. Ele disse: “Que bom!” Falei sobre a difícil situação de Mocímboa da Praia que, neste momento, está tomada pelos insurgentes e que duas religiosas da Congregação de São José de Chamberry que lá trabalham estão sem contacto com a Diocese há uma semana, ao que o Papa respondeu: “Que triste!” Prometeu rezar também nessa intenção. O Santo Padre afirmou que lembrava muito bem da sua Visita a Moçambique em 2019 e que já naquela altura se preocupava por Cabo Delgado. Ele pediu que, aquilo que precisarmos, poderemos encaminhar ao Cardeal Czerny, do Dicastério do Desenvolvimento Humano e Integral. Garanti nossa proximidade a ele, Papa Francisco, e afirmei que rezamos todos os dias por ele. Por fim, ele disse que está connosco e nos encorajou: Adelante!, que significa Avante!, Continuem! Para encerrar a nossa conversa, enviou a sua bênção apostólica a todo o povo de Cabo Delgado e de Moçambique. Luiz Fernando Lisboa, cp Bispo de Pemba A seguir acompanhe a conferencia de imprensa: https://web.facebook.com/264387864222794/videos/591986861490185/
ago 17 2020
Retoma de cultos em Nampula
Redução de número de fiéis preocupa CISLAMO em Nampula Mais de 60 mesquitas na província de Nampula estão em condições para voltarem aos cultos no dia 18 de Agosto do corrente ano. Sheik Abdul Magid António falando aos membros do Conselho Islâmico de Nampula explicou que realizaram actividades de monitoria e fiscalização em diferentes distritos desta província para verificar se as mesmas reúnem condições para retomarem aos cultos. “O desafio que neste momento estamos a enfrentar, como Conselho Islâmico de Nampula, tem haver com a redução do número de fiéis para 50” sublinhou Sheik Abdul Magid António, e referiu que estão a realizar campanhas de sensibilização aos fieis de modo que eles se adaptem com a nova regra de adorar a Deus. “Os espaços já foram demarcados para acolher 50 fiéis” – avançou Abdul Magid António o qual garante que os membros e seus respetivos dirigentes foram exortados a trabalhar juntos para evitar que as mesquitas depois de iniciarem os cultos no dia marcado pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, não contribuam no aumento de casos do novo coronavírus na província. (Júlio Assane)
ago 17 2020
Bauman e a dificuldade de amar e egocentrismo exagerado
Bauman e a dificuldade de amar e egocentrismo exagerado A minha breve reflexão está basicamente inspirada no Amor líquido de Bauman e a actual conjuntura que estamos mergulhados. A primeira questão que coloco a todos é se há clara compreensão sobre o amor e quando pronunciamos o que pretendemos atingir. A outra verificação embora não muito profunda é a “alegria” dos egocêntricos neste tempo de COVID-19. Pois é, eles estão bem e são os mais felizes porque se antes se incomodavam ao encontrar e conviver com os outros, com o distanciamento social ninguém os incomoda. Mas até quando essa alegria vai durar? Se por um lado os egocêntricos estão em festa os joviais e amigáveis estão de luto pois não conseguem partilhar a vida devidamente devido às restrições. Coragem! Isso tudo vai passar. Nos dois lados, os extremos: egocêntricos e amigáveis, há um aprendizado muito além da capacidade humana. Uns querem continuar se isolando e outros querem estar com os outros brevemente. Aristotéles diz que o ser humano é um ser social, mas hoje podemos trazer nova afirmação: alguns seres humanos são seres sociais e outros são seres selvagens. Dependendo do ambiente em que a pessoa cresce e como ela assimila as coisas, umas são sociais e outras são selvagens. Cabe o estado isolar os selvagens para uma correção e posterior reintegração na sociedade. Outros selvagens continuarão a conviver conosco porque não cometem crimes mas se distanciam de todos por causa dos seus comportamentos de pensarem que os outros são inimigos. Podemos passar anos e anos sem compreender como os egocêntricos processam suas mentes e suas emoções. Vamos ao nosso amigo Zygmunt Bauman que é autor de inúmeras obras com a palavra líquido em seu título. A noção de liquidez proposta pelo filósofo e sociólogo polonês, já falecido, é aplicada aos mais variados temas como a modernidade, o amor, o medo, a vida e o tempo, expressando a fluidez, isto é, a imensa facilidade com que estes elementos escorrem pelas mãos do homem moderno. Nesse tempo de COVID-19, o medo perpassa nos vários cenários sociais: na Educaçao todos têm o medo de perder o ano lectivo e atrasar os projectos dos filhos e filhas. Na saúde, os governos temem um colapso total do sistema de saúde. Os pobres e os ricos têm medo da morte. Os ricos têm medo de perder toda riqueza. Os fundamentalistas têm medo que Deus esteja a condenar a humanidade. E você qual é o seu medo? Ao escrever este texto direciono me a si para que saia do medo e covardia. Abra seu coração para viver o agora com todos os desafios mas pense sempre nos outros e na complexidade da vida. A seguir trago o que Bauman no livro sobre o amor líquido, num dos capítulos no qual ele fala sobre a dificuldade de amar o próximo destacando o modo como lidamos com os estranhos. O medo de amar o estranho aprisiona muita gente mas como dissemos acima, essa dificuldade tem a ver com a própria forma como cada um é criado. Quem cresceu tomando surra e quase numa cadeia domiciliar, qualquer atitude do outro pode abrir as sequelas das torturas antigas. Eu acredito que nessa dificuldade de amar é que se encontra a raiz de tantos dos nossos problemas seja na esfera pessoal ou pública. Se não consegue amar então vai odiar ou invejar. O pior é quando uma pessoa olha aos outros como inimigos ou responsáveis pela desgraça que vive. Outro ponto discutido pelas novas atitudes do homem moderno está no consumismo e possessão. Vivemos em uma sociedade fortemente marcada pelo conflito “*ser*” versus “*ter*” na qual o homem passa a se expressar pelas suas posses, ou seja, isso é meu, este é meu marido, esta é minha esposa, este é meu pai, esta é minha mãe etc, elementos definidores de sua própria identidade, o que reflete na busca por certa conformidade que ceifa a pluralidade de existências e segrega o que é diferente, estranho. O termo “nosso” é aplicado para um determinado grupo e o resto não. O modo como as cidades se dividem é exemplo de possessão, os nichos considerados seguros são aqueles onde todos se parecem, exacerbando a nossa dificuldade em lidar com os estranhos que passam a ser evitados através de sistemas de segurança, muros, investimento de cães bravos etc. A ideia que aparece é a resposta imediata do que o estado não providencia que é a segurança. Será que estamos seguros mesmo quando nossa casa esteja com todo aparato de segurança? A ideia de ser seguro engana muita gente. Como posso ficar unicamente seguro se ao lado está uma palhota que pode pegar fogo facilmente? Como posso estar na minha casa seguro se a cidade que vivo está a enfrentar na luta contra diferentes crimes? Muita gente evita a todo custo o incômodo de estar na presença de estranhos, começar a enxergar naquele que sequer se sabe o nome é visto como um inimigo em potencial e desconfiar de tudo e de todos só é possível graças ao desengajamento e ruptura de laços como sustenta Bauman. Se levarmos em conta que amar outra pessoa não é amar o que projetamos nela e sim a sua humanidade e singularidades, não será difícil compreender que o amor é um desafio nos tempos de modernidade líquida. A busca pela felicidade individual nos transforma em tribunais individuais e, na disputa pela sentença a ser proferida, não raro, o que se vê é sair vencedor aquele que se recusa a ouvir o outro. Facilmente, pois, livramo-nos dos compromissos e de tudo aquilo que nos pareça incômodo. Ninguém quer compromissos longos como casamento porque vai sofrer por toda vida. Por isso encontramos pessoas que namoram hoje e dia seguinte abandonam. Trocam parceiros como se estivesse a trocar de roupa. Ainda que tão agarrados a nós mesmos, paradoxalmente, é bastante comum que a solidão seja companhia (e problema) constante de quem vive a descartar. No entanto, a solidão solitária, colocar-se numa ilha deserta, é início de um
ago 17 2020
20 OBRAS DE MISERICÓRDIA PARA CONTIGO
20 OBRAS DE MISERICÓRDIA PARA CONTIGO Por Marta Rocha Disse Maria Robinson: «Ninguém pode voltar atrás e fazer um novo começo, mas qualquer um pode começar hoje a fazer um novo fim.» Pára de desperdiçar o teu tempo com as pessoas erradas A vida é curta demais para gastares o teu tempo com pessoas que sugam a tua felicidade. Se alguém te quiser na sua vida, eles vão arranjar espaço para ti. Não deves ter de lutar por um lugar. Nunca insistas em alguém que continua a desvalorizar os teus esforços. Lembra-te, não são as pessoas que estão ao teu lado quanto estás no teu melhor, mas aquelas que ficam contigo quando estás no teu pior; esses sim, são os teus verdadeiros amigos. Pára de fugir dos teus problemas Enfrenta-os de cabeça. Não, não será nada fácil. Não existe nenhuma pessoa no mundo capaz de aguentar todos os murros que a vida lhe dá. Na verdade, fomos feitos para ficar tristes, desmotivados, magoados, tropeçarmos e cairmos. Porque essa é a verdadeira essência da vida – enfrentar problemas, aprender, adaptar e resolvê-los ao longo do tempo. Isso será o que nos irá moldar na pessoa que um dia seremos. Pára de mentir a ti mesmo(a) Podes mentir a qualquer pessoa no mundo, mas não podes mentir a ti mesmo. Tudo fica mais fácil quando aceitamos a situação em que estamos, sem ilusões e sem acreditar que algo é de uma forma quando tu próprio sabes que não é. Procura ser um pessoa mais honesta com ela própria! Pára de colocar as tuas necessidades em segundo plano Não há nada mais doloroso do que te perderes durante o processo de amares alguém, e esqueceres que tu também és especial. Sim, ajuda outros; mas ajuda-te a ti próprio. Se existe um momento para seguires a tua paixão e fazeres algo de significante para ti, esse momento é agora! Pára de tentar ser uma pessoa que não és Um dos maiores desafios na vida é tentares ser tu próprio num mundo que está sempre a tentar que seja como qualquer outro. Alguém será sempre mais bonito, alguém será sempre mais inteligente, alguém será sempre mais novo, mas esse alguém nunca será como TU. Não mudes para que as pessoas gostem de ti. Sê tu próprio e as pessoas certas vão adorar o teu verdadeiro eu. Pára de ter medo de cometer erros Fazer alguma coisa e falhar é pelo menos dez vezes mais produtivo do que não fazer nada. Cada sucesso tem um imenso historial de erros por trás, e cada um deles aproxima-te cada vez mais do sucesso. Tu irás acabar por te arrepender MUITO MAIS das coisas que não fizeste do que das coisas que acabaste por fazer. Todos cometemos erros, temos problemas e arrependemos-nos de coisas no nosso passado. Mas tu não és os teus erros, não és os teus problemas, e tu estás aqui AGORA com o poder de moldares o teu dia e o teu futuro. Pára de pensar que não estás pronto(a) Nunca ninguém se sente 100% preparado quando uma oportunidade aparece. Isto porque as melhores oportunidades na vida fazem com que tenhamos que crescer para além da nossa zona de conforto, o que significa que não nos vamos sentir confortáveis no início. Pára de te envolveres em relacionamentos pelos motivos errados Os relacionamentos devem ser escolhidos convenientemente. É melhor ficares sozinho do que em má companhia. Não precisas de te apressar. Se algo estiver destinado a acontecer, vai acontecer – na altura certa, com a pessoa certa, e pela razão certa. Apaixona-te quando estiveres pronta, não quando estiveres sozinha. Pára de tentar competir com todas as pessoas Não te preocupes com o que os outros possam estar a fazer melhor que tu. Concentra-te em bateres os teus próprios recordes todos os dias. O sucesso é uma batalha entre ti e os teus resultados. Pára de reclamar e sentir pena de ti A vida dá-te vários desafios por uma razão – para mudar o teu rumo na direcção certa para ti. Podes não ver ou perceber no momento em que acontece, e pode até ser bastante duro, mas reflecte um pouco sobre os difíceis desafios que já tiveste. Vais reparar que isso te levou a lugares melhores, pessoas melhores, situações melhores. Por isso, SORRI! Deixa que todos saibam que hoje estás muito mais forte do que estavas ontem, e amanhã estarás ainda melhor. Pára de guardar rancor Não vivas a tua vida com ódio no coração. Vais acabar por te magoares muito mais do que às pessoas que odeias. Perdoar não é dizer, “o que me fizeste está ok”. É dizer, “Eu não vou deixar que o que me fizeste arruíne a minha felicidade para sempre”. Perdoar é a resposta… deixa passar, encontra paz, liberta-te! Pára de perder tempo a dares explicações aos outros Os teus amigos não vão precisar e os teus inimigos não vão acreditar de qualquer maneira. Faz aquilo que achas que é certo no teu coração. Pára de negligenciar os pequenos momentos Aproveita as melhores coisas na vida, porque um dia podes olhar para trás e veres que elas eram as coisas maiores. A grande parte da tua vida serão os momentos pequeno em que passas a sorrir com alguém que é importante para ti. E isso é maravilhoso. Pára de seguir o caminho mais fácil A vida não é fácil, especialmente quando pensas em conseguir algo significativo. Não escolhas a saída mais fácil, faz algo extraordinário. A recompensa será muito maior. Pára de fingir que está tudo bem quando não está Nem sempre tens que fingir que és forte, e não há necessidade de provares constantemente que tudo te corre bem. Não te deves preocupar com o que as outras pessoas vão pensar. Chora, se precisares; é saudável e quanto mais cedo fores capaz de fazer isso, mais cedo serás capaz de voltar a sorrir novamente. Pára de culpar os outros pelos teus problemas A medida em que podes realizar os teus
ago 17 2020
Qual a origem do símbolo da paz?
Qual a origem do símbolo da paz? Quantas vezes já viste o símbolo da paz em t-shirts, bandeiras, paredes, entre outros? Quando vemos este símbolo, todos pensamos em paz, mas o que é que este símbolo significa em concreto? Quem o inventou e quando? Hoje cientista, vamos contar-te tudo sobre os segredos escondidos desta figura, uma vez que hoje se celebra o Dia Internacional da Paz! Quantos símbolos da paz existem? Até hoje já deves ter visto muitos símbolos da paz, como a pomba branca com um ramo de oliveira, a imagem com origens judias-cristãs e a CND (Campanha pelo Desarmamento Nuclear), normalmente conhecido como o símbolo do “Hippie”. No entanto, há muitos outros, como o Tubo da Paz, usado pelos nativos americanos (mais conhecidos como índios) para estabelecer a paz entre duas tribos; o “Senbazuru” do Japão, cuja lenda diz que uma grua concederá um milagre para quem conseguiu criá-los e que se tornou mais popular depois de uma menina desejar superar a sua doença causada pela radiação de uma bomba atómica; o círculo de três pontos, usado pelos barcos como um símbolo de rendição e paz; e muitos outros. Interessante, não é cientista? Qual a origem desses símbolos da paz? Embora haja um número infinito de símbolos de paz, há essencialmente dois que são mais conhecidos: a pomba branca e o símbolo do hippie, mas … por quê? O símbolo da pomba branca é um dos símbolos de paz mais conhecidos! No continente europeu essencialmente, devido às suas origens, uma vez que estas são as duas religiões predominantes neste continente. A sua origem encontra-se na Bíblia, mas só em 1949 é que se tornou símbolo da paz, após a Segunda Guerra Mundial. Pablo Picasso foi quem desenvolveu este símbolo, quando pintou algumas sobre o tema Paz. Para além disso, uma das suas pinturas foi imagem principal de um Congresso Mundial da Paz em 1949. Em relação ao símbolo CND (Campanha para o Desarmamento Nuclear), foi criado para uma proposta diferente. O seu autor, Gerald Holtom, criou-o como um símbolo para representar a luta pelo desarmamento de um armamento nuclear da indústria nos arredores de Londres em 1958. No entanto, começou logo a tornar-se popular! O movimento Hippie começou a usá-lo para lutar contra o racismo e a Guerra Vietnam, e transformou-o num símbolo pacifista. Mais tarde, os punks e outros grupos também o usaram, sendo atualmente considerado um símbolo de paz universal. Curiosidades: O símbolo CND foi originalmente criado com apenas um cartão e palitos. Olhando para o alfabeto da bandeira marinha, o significado do símbolo CND é um “N” e “D” sobreposto. Acredita-se que os antigoss egípcios usaram um ganso como um símbolo de paz. A palavra “calumet” (origem francesa) também é usada para se referir ao Tubo da Paz. O Círculo de Três Pontos foi estabelecido como uma bandeira da paz no Acordo de Paz de Roerich em 1935. Agora que já conheces um pouco mais sobre os diferentes símbolos de paz, podes fazer algo mais cientista … usa-os! Comemora o Dia Internacional da Paz e perdoa aqueles com quem estás chateado!


