QUINTO DOMINGO DO TEMPO COMUM
LITURGIA DA PALAVRA PRIMEIRA LEITURA Job 7, 1-4.6-7 «Agito-me angustiado até ao crepúsculo» *Leitura do Livro de Job* Job tomou a palavra, dizendo: «Não vive o homem sobre a terra como um soldado? Não são os seus dias como os de um mercenário? Como o escravo que suspira pela sombra e o trabalhador que espera pelo seu salário, assim eu recebi em herança meses de desilusão e couberam-me em sorte noites de amargura. Se me deito, digo: ‘Quando é que me levanto?’. Se me levanto: ‘Quando chegará a noite?’; e agito-me angustiado até ao crepúsculo. Os meus dias passam mais velozes que uma lançadeira de tear e desvanecem-se sem esperança. – Recordai-Vos que a minha vida não passa de um sopro e que os meus olhos nunca mais verão a felicidade». Palavra do Senhor. SALMO RESPONSORIAL Salmo 146 (147), 1-2.3-4.5-6 (R. cf. 3a ou Aleluia) Refrão: Louvai o Senhor, que salva os corações atribulados. Repete-se Ou: Aleluia. Repete-se Louvai o Senhor, porque é bom cantar, é agradável e justo celebrar o seu louvor. O Senhor edificou Jerusalém, congregou os dispersos de Israel. Refrão Sarou os corações dilacerados e ligou as suas feridas. Fixou o número das estrelas e deu a cada uma o seu nome. Refrão Grande é o nosso Deus e todo-poderoso, é sem limites a sua sabedoria. O Senhor conforta os humildes e abate os ímpios até ao chão. Refrão SEGUNDA LEITURA 1 Cor 9, 16-19.22-23 «Ai de mim se não evangelizar!» Leitura da Primeira Epístola do apóstolo S. Paulo aos Coríntios Irmãos: Anunciar o Evangelho não é para mim um título de glória, é uma obrigação que me foi imposta. Ai de mim se não anunciar o Evangelho! Se o fizesse por minha iniciativa, teria direito a recompensa. Mas, como não o faço por minha iniciativa, desempenho apenas um cargo que me está confiado. Em que consiste, então, a minha recompensa? Em anunciar gratuitamente o Evangelho, sem fazer valer os direitos que o Evangelho me confere. Livre como sou em relação a todos, de todos me fiz escravo, para ganhar o maior número possível. Com os fracos tornei-me fraco, a fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, a fim de ganhar alguns a todo o custo. E tudo faço por causa do Evangelho, para me tornar participante dos seus bens. Palavra do Senhor. ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO Mt 8, 17 Refrão: Aleluia. Repete-se Cristo suportou as nossas enfermidades e tomou sobre Si as nossas dores. Refrão EVANGELHO Mc 1, 29-39 «Curou muitas pessoas, atormentadas por várias doenças» Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos Naquele tempo, Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, a casa de Simão e André. A sogra de Simão estava de cama com febre e logo Lhe falaram dela. Jesus aproximou-Se, tomou-a pela mão e levantou-a. A febre deixou-a e ela começou a servi-los. Ao cair da tarde, já depois do sol-posto, trouxeram-Lhe todos os doentes e possessos e a cidade inteira ficou reunida diante da porta. Jesus curou muitas pessoas, que eram atormentadas por várias doenças, e expulsou muitos demónios. Mas não deixava que os demónios falassem, porque sabiam quem Ele era. De manhã, muito cedo, levantou-Se e saiu. Retirou-Se para um sítio ermo e aí começou a orar. Simão e os companheiros foram à procura d’Ele e, quando O encontraram, disseram-Lhe: «Todos Te procuram». Ele respondeu-lhes: «Vamos a outros lugares, às povoações vizinhas, a fim de pregar aí também, porque foi para isso que Eu vim». E foi por toda a Galileia, pregando nas sinagogas e expulsando os demónios. Palavra da salvação. MEDITAÇÃO DA LITURGIA DA PALAVRA Sanidade espiritual para anunciar o Evangelho A doença nos impõe limitações no exercício de algumas actividades. Ninguém desenvolve actividades pesadas ou mesmo que exigem de uma reflexão, da mente, da paz interior enquanto estiver doente. Ao longo da história da humanidade e se calhar até aos nossos dias, tem povos que consideram algumas enfermidades como maldição. Para o cristão, toda vez que enfrenta sofrimento, dor ou doença grave, deve encontrar resposta em Cristo Crucificado. Não é saudável que o cristão esteja perambulando nos advinhos, nos macumbeiros, nos feiticeiros, nos curandeiros excluindo a presença de Deus na sua vida mesmo em momento de sofrimento e dor. Deus está sempre conosco! Ele não nos abandona. Recomendo que a gente leia sempre o livro do Job toda vez que nos encontramos em situação de desespero, angústia e abandono. O que é necessário, então, entender como cristãos diante de vários fenómenos que podem desafiar nossa fé e relação com Deus? 1. Reconhecer que somos pessoas humanas Ao reconhecermos que somos pessoas humanas assumimos igualmente que temos limitações e fraquezas como seres humanos: O tempo é limitado. Ninguém vive para sempre. A saúde é limitada. Todos somos sujeitos a ficar doentes. O espaço geográfico limita-nos por isso ninguém vive para sempre. Chega um momento que a pessoa deve sair desse mundo para a eternidade. A carne já vem com o tempo limitado. O espírito e alma devem ir ao encontro do Criador. Por isso temos que aceitar que apesar de tanta beleza e delícia da vida, a pessoa humana, um dia deve partir. Mas que parta confiante em Deus. Como disse um dos salmos da liturgia de exéquias: alegres vamos a casa do Senhor. 2. Reconhecer a presença de Deus na nossa vida É fácil conviver com a realidade da presença de Deus no momento que estamos bem de vida, de saúde, bem com os outros e talvez ricos. A primeira ideia que surge quando passamos por turbulências é que “Deus abandonou-me”. Não Senhora! Deus nunca abandona seu filho, sua filha. Que fique claro e cultivemos a presença de Deus mesmo em tempos de crises. Que as crises nos ajudem a estar com Deus. Quem abandona quem? Se Deus nunca nos abandona, então é o ser humano que abandona Deus: Construindo na cabeça outros deuses: dinheiro, ciência, poder e todo tipo de riqueza. Entretanto, quando tudo
Papa Francisco nomeia Pe. Inácio Lucas para Bispo de Gurue – Zambézia
Por Kant de Voronha Sua Santidade, O Papa Francisco, nomeou na tarde desta terça-feira (2), o novo Bispo para a Diocese de Gurue. Trata-se do Reverendo Pe Inácio Lucas que até a data da sua nomeação exercia o cargo de Vigário Geral da Diocese de Nacala e Reitor do Santuário Maria Mãe de África de Alua e entra em substituição de Dom Lerma Martinez, perecido a 24 de Abril de 2019. Entretanto, antes da nomeação de Dom Inácio Lucas, o Governo pastoral da Diocese de Gurue esteve sob responsabilidade do Bispo Emérito de Nacala, Dom Germano Grachane, como Administrador Apostólico. A Diocese de Gurue, antiga Vila Junqueira, localiza-se na província da Zambézia e goza do estatuto de cidade e Município desde 1998. A diocese foi erigida a 6 de Dezembro de 1993 pelo Papa João Paulo II através da Bula Enixam Suscipientes, como fruto do desmembramento da Diocese de Quelimane. Dom Inácio Lucas é o terceiro Bispo titular depois de Dom Manuel Chuanguira (1993-2009) e Dom Lerma Martinez (2010-2019). Dom Alberto Vera, Bispo de Nacala, em mensagem de felicitação, convidou os fiéis da sua Diocese a unir-se em oração para que Dom Inácio exerça o seu ministério episcopal movido de amor e fidelidade ao Evangelho de Jesus Cristo. “Parabéns P. Inácio. Conta com as nossas orações. Desejamos-te a continuação no espiscopado de um serviço eclesial caracterizado pelo exemplo de santidade, pela caridade, pela humildade e simplicidade de vida. Para quem está com Deus tudo é possível”, lê-se no Comunicado da Diocese de Nacala. Por outro lado, o Administrador Apostólico de Gurue, Dom Germano Grachane, em seu Comunicado exorta os fiéis e pessoas de boa vontade, enquanto se aguarda com ansiedade o anúncio da data de ordenação e tomada de posso do novo Bispo, a “rezarmos pelo nosso Bispo eleito e a prepararmos a manifestação da nossa alegria e o nosso acolhimento”. De referir que Dom Inácio Lucas nasceu no dia 21 de Setembro de 1969, na província de Nampula. Após os estudos primários e secundários em Nacala-Porto, Namirôa e Mirrote (1976-1984), continuou a sua formação em Monapo na Escola Missionária Católica Comboniana de São Daniele (1985-1987). Em 1988 estudou no Seminário Preparatório de São Carlos Lwanga em Nampula. Estudou Filosofia no Seminário da Matola (1990-1992) e Teologia no Seminário de Maputo (1993-1996). Foi ordenado padre no dia 21 de Junho de 1998. É Licenciado em Sagrada Liturgia no Pontifício Ateneu de Santo Anselmo de Roma (2001-2004). Durante o exercício do ministério Presbiteral ocupou vários cargos eclesiais sendo a destacar, o de Vigário paroquial da Catedral de Nacala, Assistente espiritual da Legião de Maria, responsável diocesano pelas vocações e seminaristas (1998-2001). Foi, também, Vigário Paroquial da Catedral de Nacala (2004-2005); Vice-Reitor e Prefeito de Estudos do Seminário Filosófico Santo Agostinho da Matola; Professor de Liturgia no Seminário Teológico de Maputo e no Instituto Superior de Maria Mãe de África (2005-2011); Secretário da Comissão Episcopal para a Liturgia e da Comissão Episcopal para o Clero; Reitor do Seminário Teológico Interdiocesano São Pio X de Maputo (2011-2015); Pároco in solidum de Nossa Senhora da Assunção em Netia (2015-2017). De 2017 até a sua nomeação era Vigário Geral da Diocese de Nacala, Pároco da Paróquia de São João de Deus de Alua e Reitor do Santuário de Nossa Senhora Mãe de África.
COMENTÁRIO DAS LEITURAS DO SEGUNDO DOMINGO DO TEMPO COMUM
*Reflexão da Palavra* Tema: *Chamamento, escuta, resposta e envio do Senhor* As preocupações da vida e o barulho do mundo poderão nos tornar surdos e cegos ao ponto de não ouvirmos o chamado do Senhor nem vermos os sinais dos tempos e as necessidades de respondermos urgentemente ao apelo do Senhor. Nas ruas encontramos jovens e outros desempregados atentos para ouvir e ver algum anúncio de vagas. O que temos que nos questionar é, por que ninguém procura algum anúncio para fazer parte da missão evangelizadora? Por que a Igreja não opta por anúncios em busca de trabalhadores da messe? Quais são as dificuldades para os jovens aderirem aos projectos do Mestre? O que as famílias dão prioridade, ver os filhos formados e se tornarem funcionários públicos e bem remunerados ou ver seus filhos sendo missionários, leigos consagrados num único propósito de anúncio da Palavra de Deus? Se a única preocupação é ver os filhos todos formados em universidades de qualidade e com bons empregos, quem irá responder o chamado do Senhor para a sua messe? A liturgia da Palavra deste domingo nos interpela com o tema de chamado, escuta e disponibilidade em responder ao Senhor. Samuel, na primeira leitura, passou toda noite atento até descobrir que o Senhor o chamava. No Evangelho, o autor narra o chamamento dos primeiros discípulos de Jesus. Para mais aprofundamento da Palavra de Deus, neste Segundo Domingo do Tempo Comum, Ano B, apresento um caminho que poderá nos ajudar a refletir e tomar novas decisões a respeito da nossa vocação na Igreja. *1. Chamamento e escuta* A iniciativa de chamar alguém é de Deus. Ele está interessado em contratar alguns funcionários e funcionárias para sua empresa. O Senhor não está querendo Qualificações nem Competências. O que mais quer é a atenção da pessoa para escutar o chamado. Repito, deve haver muita atenção porque o mundo está cada vez mais insuportável devido às inúmeras propostas e vozes em cada canto que aparentemente são atrativas. Cada família cristã deve iniciar e insistir conversar sobre a vocação de cada integrante da casa. Deve haver provocações e sugestões para que as crianças e adolescentes atinjam a idade da maturidade cientes de que há muitas portas abertas e são livres em responder a uma vocação na qual ao entrar serão felizes. Escutar a voz de Deus implica compreender que pelo Baptismo, o cristão é um potencial discípulo e missionário de Cristo. Porém, deve haver uma constante atenção para perceber como irá se realizar essa missão. Não se trata de todos serem padres e irmãs. O que pretendo advertir é a necessidade de escuta o que o Senhor quer para cada um e cada uma. Abra os seus ouvidos, seu coração para entender o chamado de Deus que tem uma proposta para ti. Nunca se faça de surdo porque a missão é de todos nós. A hora é agora e em cada lugar onde cada um se encontra. *2. Resposta e Envio do Senhor* A indiferença é um dos grandes males da actualidade e isso enfraquece a Igreja, pois há tendência de pensar que quando o Senhor chama quem deve responder é o outro. A resposta acontece quando há disponibilidade e prontidão de cada cristão que deseja ver a sua Igreja com muitos catequistas, muitos jovens atuando em diversas pastorais, muitas famílias vivendo os sacramentos principalmente, através do compromisso do Matrimónio e consagração a Deus. A crise vocacional tem origem na sociedade porque muitos não querem nenhum compromisso com ninguém nem com a própria vida. As poucas pessoas que querem se comprometer aparecem vozes querendo desvia-las. Ver hoje, por exemplo, um jovem e uma jovem se amando para um dia contrariem matrimónio, pode ser motivo de zombaria como se eles tivessem cometido algum crime. O óbvio é colocado como absurdo. Algumas pessoas têm coragem de chamar a uma linda jovem vocacionada a vida religiosa consagrada como um desperdício, perda de tempo. Mas ao mesmo tempo, admiram ver muitas freiras dedicadas aos diversos projectos de evangelização e sociais como a Educação e Saúde. Se tu não podes dar resposta ao chamado de Deus, no mínimo não atrapalhe aos chamados e que querem dar resposta. O Senhor quer ouvir e ver cada família, cada paróquia incentivando as crianças, adolescentes e jovens a darem resposta e prontos para serem enviados. A messe é grande mas os trabalhadores são poucos. São poucos porque muitos não respondem e nem querem ser enviados. São poucos porque ninguém quer assumir mais a missão de rezar pelas vocações específicas. Se na tua família não há gente que pode dar resposta ao chamado do Senhor, então apoie com orações, bens materiais e acompanhamento de jovens como padrinho ou madrinha. É já tempo de ouvir, deixar tudo, responder e seguir o Mestre. É urgente que haja gente disponível para a missão. É urgente que haja mudança de comportamento para que ninguém atrapalhe aos poucos que querem seguir adiante. Reze, acompanhe, doe sua vida e seus bens para que a messe tenha sempre discípulos e missionários. Coragem! Siga em frente! Vinde e vede que o Senhor te chama! *Oração pessoal* *Senhor, mostrai-me o caminho para que eu dê a melhor resposta ao Teu chamado. Amém.* Servo inútil, Pe. Fonseca Kwiriwi, CP.
SEGUNDO DOMINGO DO TEMPO COMUM
*LITURGIA DA PALAVRA* PRIMEIRA LEITURA 1 Sam 3, 3b-10.19 «Falai, Senhor, que o vosso servo escuta» *Leitura do Primeiro Livro de Samuel* Naqueles dias, Samuel dormia no templo do Senhor, onde se encontrava a arca de Deus. O Senhor chamou Samuel e ele respondeu: «Aqui estou». E, correndo para junto de Heli, disse: «Aqui estou, porque me chamaste». Mas Heli respondeu: «Eu não te chamei; torna a deitar-te». E ele foi deitar-se. O Senhor voltou a chamar Samuel. Samuel levantou-se, foi ter com Heli e disse: «Aqui estou, porque me chamaste». Heli respondeu: «Não te chamei, meu filho; torna a deitar-te». Samuel ainda não conhecia o Senhor, porque, até então, nunca se lhe tinha manifestado a palavra do Senhor. O Senhor chamou Samuel pela terceira vez. Ele levantou-se, foi ter com Heli e disse: «Aqui estou, porque me chamaste». Então Heli compreendeu que era o Senhor que chamava pelo jovem. Disse Heli a Samuel: «Vai deitar-te; e se te chamarem outra vez, responde: ‘Falai, Senhor, que o vosso servo escuta’». Samuel voltou para o seu lugar e deitou-se. O Senhor veio, aproximou-Se e chamou como das outras vezes: «Samuel, Samuel!» E Samuel respondeu: «Falai, Senhor, que o vosso servo escuta». Samuel foi crescendo; o Senhor estava com ele e nenhuma das suas palavras deixou de cumprir-se. Palavra do Senhor. SALMO RESPONSORIAL Salmo 39 (40), 2.4ab.7-8a.8b-9.10-11 (R. 8a.9a) Refrão: *Eu venho, Senhor, para fazer a vossa vontade.* Repete-se Esperei no Senhor com toda a confiança e Ele atendeu-me. Pôs em meus lábios um cântico novo, um hino de louvor ao nosso Deus. Refrão Não Vos agradaram sacrifícios nem oblações, mas abristes-me os ouvidos; não pedistes holocaustos nem expiações, então clamei: «Aqui estou». Refrão «De mim está escrito no livro da Lei que faça a vossa vontade. Assim o quero, ó meu Deus, a vossa lei está no meu coração». Refrão «Proclamei a justiça na grande assembleia, não fechei os meus lábios, Senhor, bem o sabeis. Não escondi a justiça no fundo do coração, proclamei a vossa bondade e fidelidade». Refrão SEGUNDA LEITURA 1 Cor 6, 13c-15a.17-20 «Os vossos corpos são membros de Cristo» *Leitura da Primeira Epístola do apóstolo S. Paulo aos Coríntios* Irmãos: O corpo não é para a imoralidade, mas para o Senhor, e o Senhor é para o corpo. Deus, que ressuscitou o Senhor, também nos ressuscitará a nós pelo seu poder. Não sabeis que os vossos corpos são membros de Cristo? Aquele que se une ao Senhor constitui com Ele um só Espírito. Fugi da imoralidade. Qualquer outro pecado que o homem cometa é exterior ao seu corpo; mas o que pratica a imoralidade peca contra o próprio corpo. Não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós e vos foi dado por Deus? Não pertenceis a vós mesmos, porque fostes resgatados por grande preço: glorificai a Deus no vosso corpo. Palavra do Senhor. ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO cf. Jo 1, 41.17b Refrão: Aleluia. Repete-se Encontramos o Messias, que é Jesus Cristo. Por Ele nos veio a graça e a verdade. Refrão EVANGELHO Jo 1, 35-42 «Foram ver onde morava e ficaram com Ele» *Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João* Naquele tempo, estava João Baptista com dois dos seus discípulos e, vendo Jesus que passava, disse: «Eis o Cordeiro de Deus». Os dois discípulos ouviram-no dizer aquelas palavras e seguiram Jesus. Entretanto, Jesus voltou-Se; e, ao ver que O seguiam, disse-lhes: «Que procurais?». Eles responderam: «Rabi – que quer dizer ‘Mestre’ – onde moras?». Disse-lhes Jesus: «Vinde ver». Eles foram ver onde morava e ficaram com Ele nesse dia. Era por volta das quatro horas da tarde. André, irmão de Simão Pedro, foi um dos que ouviram João e seguiram Jesus. Foi procurar primeiro seu irmão Simão e disse-lhe: «Encontrámos o Messias» – que quer dizer ‘Cristo’ –; e levou-o a Jesus. Fitando os olhos nele, Jesus disse-lhe: «Tu és Simão, filho de João. Chamar-te-ás Cefas» – que quer dizer ‘Pedro’. Palavra da salvação.
Baptizados e enviados em Missão
Por Pe Fonseca Kwiriwi Ao celebrarmos o Baptismo de Jesus Cristo, a liturgia da Palavra nos apresenta a riqueza dessa solenidade e seu sentido teológico-pastoral. Por que Jesus foi receber o Baptismo se Ele não era pecador? O Baptismo de João era de penitência e perdão dos pecados. Os judeus aproximavam João Baptista para confessarem seus pecados. Eles voltavam às suas casas purificadose seus pecados perdoados. Para a surpresa de João Baptista, recebe no rio, seu primo Jesus que o pede para ser baptizado. Existe uma resistência da parte de João mas Jesus insiste em ser baptizado. A surpresa será maior ainda durante e após o Baptismo. Vamos por isso aprender o sentido do baptismo que celebramos neste domingo. *1. Baptismo de Jesus: Como Deus, Jesus recebe o Baptismo para inaugurar um novo baptismo no qual todo aquele que for baptizado será renovado: homem novo. Deus revela sua relação com seu Filho: “Ele é o meu Filho muito amado”. Ele deve ser recebido e amado. Deve ser seguido e acolhido porque é também Deus. Como Homem, Jesus deve ser baptizado para receber o Espírito Santo, o dom de Deus. Para a sua missão do anúncio da Boa Nova, Ele deve ser baptizado com água e Espírito Santo dando um novo sentido ao Baptismo dos membros da Nova comunidade que nasce em Cristo. *2. Baptismo da Igreja O Baptismo é o primeiro sacramento de iniciação cristã. Após uma caminhada catecumenal que implica a conversão total, mudança de vida e novo propósito de caminhada, a pessoa é baptizada. Morrer com Cristo e ressuscitar com Ele. Morrer do pecado e ganhar uma vida nova em Cristo. Ser um novo membro da comunidade daqueles que foram renovados em Cristo e vivem os princípios cristãos. Eles formam um só corpo, uma só alma. Tudo têm em comum. Não há necessitado porque partilham seus dons. A Igreja baptiza as crianças a pedido dos pais que assumem a responsabilidade de educar a prole na fé cristã. Os pais que serão os primeiros catequistas ensinam a doutrina na qual acreditam. Por isso nenhum pai , nenhuma mãe deve baptizar sua criança se não acredita no Baptismo, se não participa da comunidade e se não terá tempo de instruir os filhos segundo o Evangelho. *3. Sentido teológico-pastoral O Baptismo de Jesus Cristo abre novo caminho da salvação. No Baptismo, temos três dimensões que todos temos que saber e viver: *3.1. Filiação divina O baptizado é filho adoptivo em Jesus Cristo. Ele participa da filiação que só Jesus gozava. Uma nova fase junto com o Pai que acolhe o baptizado em Cristo. Por isso o Baptismo de Jesus tem esse poder. *3.2. Purificação do pecado original.* O baptizado é purificado do pecado original vindo de Adão e Eva. Após o Baptismo, o neófito goza da Graça de Deus. Está repleto do Espírito Santo. 3.3. Membro da Igreja Todo baptizado é por excelência membro da Igreja. Ele vive todo direito e exigência eclesiais. Ou seja, assume uma vida de Cristo e em Cristo. Ele é testemunha da Boa Nova. Ele participa do projecto salvífico de Jesus Cristo. Portanto não há cristão de primeiro nem de último grau. Somos baptizados e enviados à missão. Jesus envia seus discípulos com o seguinte mandato: “Ide e fazei meus discípulos todos os povos, baptizando-os em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Esse compromisso é para todos os cristãos e tem um significado profundo não só pela da universalidade mas também de inclusão que o Baptismo tem pois todos são baptizados em Cristo. Quem acreditar em Jesus e pedir o Baptismo deve ser baptizado. Atenção! Não se trata de distribuir de qualquer maneira o sacramento. Quem acredita, quer dizer, deve ser submetido na catequese, mostrar-se firme que irá viver seu Baptismo. A comunidade deve acompanhar os candidatos até ao Baptismo e os inserir na comunidade com todas exigências. Os candidatos ao Baptismo devem ter seus padrinhos e madrinhas que são seus pais na fé. A Igreja desencoraja quem escolhe padrinho ou madrinha por motivos materiais e familiares. A comunidade deve tambem instruir aos candidatos ao Baptismo para que escolham uma pessoa de boa reputação na Igreja e na Sociedade, que vive sua vida cristã. No Baptismo de Jesus renovamos nossos compromissos baptismais para que animados continuemos testemunhas do Evangelho e tenhamos coragem de ir ao encontro daqueles que precisam de Cristo. Somos baptizados e enviados para sermos novos “cristos”, os ungidos do Senhor.Deus abençoe a ti e renove cada dia seu Baptismo.
dez 15 2020
Igreja Católica cada vez mais preocupada e próxima às vitimas dos ataques armados no centro e norte do país
Por: Gelácio Rapieque A preocupação da Igreja Católica nos chega de quase todos os quadrantes do mundo, que assiste com enorme tristeza a intensificação de actos terroristas, que já causaram a morte de vários moçambicanos e desalojou milhares de famílias, colocando-as em situação de deslocados e consequentemente carentes de quase tudo, abrigo, alimentação, segurança entre outros bens. Constrangida com a situação, por várias vezes, a Igreja Católica local e até ao seu mais alto nível, através do Papa Francisco,veio ao público repudiar estes actos, apelando para necessidade urgente de restabelecimento da Paz e Reconciliação nacional. Recentemente a Igreja Católica da África do Sul e da Suazilândia enviaram para Moçambique delegações compostas por bispos e religiosos, que acompanhadas pelos representantes da Conferência Episcopal de Moçambique, na pessoa do Arcebispo de Nampula Dom Inácio Saure e o Bispo de Pemba Dom Luiz Lisboa, escalaram a cidade de Pemba e alguns distritos da província de Cabo Delgado, afectados pelo terroristo, onde foram consolar de perto o povo. Segundo Dom Inácio Saure, a situação no tereno é totalmente desumana, chocante e lamentável. Diante desta difícil realidade, Dom Inácio diz mesmo que a sua equipa concluiu que, o povo moçambicano em geral e o de Cabo Delgado em particular está a ser profundamente humilhado na sua própria terra. Por isso, a Igreja Católica apela aos promotores a pararem com este mal para que se restabeleça rapidamente a paz e reconciliação nacional. A paz é o melhor presente que o povo moçambicano pode e deve receber, afirmou. Aos afectados, a equipa de bispos moçambicanos, sul africanos e da Esuwatine, renovaram o seu apelo e encorajamento no sentido de manterem firme a fé e esperança em Cristo, príncipe da Paz. Dom Inácio Saure, disse por outro lado que a Igreja Católica agradece a todos que de forma solidaria e generosa têm dado pouco de si, em favor das vitimas deste mal e comprometeu-se em continuar a apoiar tanto na procura da paz, assim como no acolhimento e integração dos afectados.
nov 30 2020
“A Coragem e a Confiança em Deus: Luiz Fernando, Amor à Vida e à Missão”
Obra sobre a atuação de Dom Luiz Fernando Lisboa, bispo de Pemba que tem denunciado a situação humanitária que se vive no norte de Moçambique, foi lançada em Pemba. A obra com título: “A Coragem e a Confiança em Deus: Luiz Fernando, Amor à Vida e à Missão” destaca a bravura e entrega, de Dom Luiz, à causa da defesa dos direitos humanos no conflito que se arrasta há três anos na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique. O autor do livro, Pe. Latifo Fonseca, entende que, perante o desenrolar dos acontecimentos em Cabo Delgado e a aparente aversão de se falar sobre o fenômeno entre a maior parte da população local, a postura de Dom Luiz Fernando Lisboa demonstra o que ele próprio sempre defendeu: a necessidade de os povos não se aprisionarem devido ao medo. “Aponto ali o medo como algo que nos pode escravizar. Aprendi com Dom Luiz que se deve superar o medo para o bem de todos,” afirmou o autor. Comentando sobre o livro a si dedicado, Dom Luiz Fernando Lisboa, insistiu na necessidade de os povos lutarem juntos para vencer o medo porque, de acordo com o prelado, este sentimento diminui a capacidade das pessoas de agirem em prol do que é para o seu bem. “O medo é uma doença que paralisa, é também uma doença que apequena as pessoas. O medo é um mau que tem cura. Quando nos unimos e falamos juntos, o medo pode ser vencido,” defendeu. Dom Luiz defendeu, durante o lançamento da obra em sua homenagem, a urgência de se vencer a indiferença e o medo como elementos que podem ajudar na edificação de uma sociedade mais justa para todos. “Quero incentivar a todos para que sejamos patriotas. Amemos África, amemos Moçambique, mas também assumamos a responsabilidade de construir uma sociedade melhor. Não fiquemos esperando que as transformações caiam do céu ou que vão chegar por alguns iluminados que vão mudar tudo. Não! A construção vai ser conjunta e ela depende de todos nós“, disse. “Cobremos uns aos outros, aos nossos amigos, às instituições, ao Governo, seja quem for que tem responsabilidade, porque nós queremos um Moçambique melhor,” concluiu. Latifo Fonseca, autor da obra “A Coragem e a Confiança em Deus: Luiz Fernando, Amor à Vida e à Missão”, é um padre católico, natural de Chiúre em Cabo Delgado, e mestre em Gestão Educacional. (cf. DW 29/11)
nov 21 2020
Para este ano a Revista Vida Nova arrecadou 17.553 assinantes a nível nacional
Por Julio Assane Um total de cerca de 17 mil assinantes é o número que a Revista Vida Nova, com sede no Posto Administrativo de Anchilo, provincia de Nampula conseguiu arrecadar nos primeiros onze meses do corrente ano. Estes dados representam uma redução de 2.53 por cento comparativamente ao igual período do ano passado, no qual foram registados 17 mil 571 assinates 17 mil 17.553 assinantes para este ano. Estes dados foram divulgados na manhã deste sábado durante um encontro anual que a revista manteve com os seus colaboradores e quadros para fazer a avaliação das actividades que foram realizadas neste ano, e que serviu para criar novas estratégias para angariação de mais assinaturas nas paróquias, instituições e pessoas singulares. “O número dos assinantes a nível nacional aumentou de forma significativa apesar da pandemia mundial do novo coronavirus” sublinhou o padre António Bonato, director da Revista Vida Nova na provincia de Nampula. Na ocasião, Padre Bonato desafiou aos colabores e quadros daquela instituição para que trabalhem para conseguir conquistar mais novos leitores das instituições públicas e privadas e oh assinantes simgjlares. Os colaboradores e quadros prometeram continuar a trabalhar e tudo fazer para o crescimento da revista de “Formação e informação cristã”. De referir que a Revista Vida Nova completou este ano 60 anos de existência desde a sua fundação em 1960 e a sua primeira publicação teve início no mês de Agosto, com o no,e de Boa Nova e regida sob lema: “boletim de formação religiosa e informação missionaria”.
nov 20 2020
Coronavirus paralisa celebrações litúrgicas
Por Kant de Voronha Desde a declaração do Estalo de Emergência, em Março último, várias comunidades cristãs continuam encerradas sem possibilidades de rezar em comunidade. Esta informação foi partilhada por vários animadores e anciãos presentes na reunião de preparação do ano pastoral 2020/2021 havida na manhã deste sábado (20.11). Muitas comunidades cristãs de Moma e Micane, Angoche e Meconta, por exemplo, ainda não retomaram as suas actividades de celebrações litúrgicas devido às imposições de regras de prevenção da pandemia do coronavirus. De acordo com o Vice-Chanceler da Arquidiocese de Nampula, o Pe António Martinho Canera, os párocos devem dialogar com as lideranças locais para encontrar mecanismos de retoma das celebrações nas suas comunidades. Para isso, “as equipas de vistoria nos distritos e localidades continuam abertas para acolher as propostas das comunidades”, referiu o clérigo. Outra preocupação que aflige os agentes de pastoral prende-se com a situação de elevado número de deslocados que fogem o terrorismo em Cabo Delgado. Em várias paróquias de Nampula chegaram muitas pessoas, sobretudo mulheres e crianças. Como forma de os acolher e acomodar, o governo provincial de Nampula criou um Centro de acolhimento dos deslocados no Posto Administrativo de Corrane, Distrito de Meconta. Por essa razão, torna-se necessário repensar as mensalidades de solidariedade e inserção dos deslocados nas comunidades e paróquias cristãs cientes da dificuldade de língua e carência de documentos que os acompanha.
nov 20 2020
Arquidiocese de Nampula reune-se em preparação do ano pastoral 2020/2021
Por Kant de Voronha Nas vésperas do término do ano pastoral 2019/2020, o Arcebispo de Nampula, reuniu-se neste sábado (20/11), no Salão da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, com os agentes da pastoral. O encontro de um dia visava, entre vários pontos de agenda, a programação do ano pastoral de 2020/2021, cientes que os tempos que correm exigem prontidão em reconhecer os sinais do tempo presente marcado pela pandemia do Coronavirus, o terrorismo em Cabo Delgado e Centro do país. De acordo com a apresentação inicial do Senhor Arcebispo, é urgente repensar a missão do Centro Catequético de Anchilo, criado em 1969, “olhando com gratidão para o passado, vivendo com paixão o presente, e projectando-nos para o futuro com realismo”. A luz desse desejo, decorre desde 2018 um processo de requalificação do Centro Catequético com objectivo de revitalizar as actividades internas à luz do contexto actual. Com efeito, foi constituída uma equipa conjunta entre os Missionários Combonianos e a Arquidiocese de Nampula. Com efeito, foi lançado um inquérito para as Paróquias focalizado em três áreas: a) formação pastoral; b) autonomia económica do Centro; c) auto-sustentabilidade e melhoria da Revista Vida Nova. “O Centro está sendo vítima do seu processo histórico. Porque durante muito as Paróquias contribuíram simbolicamente para a sustentabilidade econômica durante a formação dos agentes de pastoral durante 50 anos”, referiu o Pe Altino, Pároco de Santa Isabel de Namaita. De referir que do encontro participaram padres, irmãs e leigos provenientes de várias paróquias da Arquidiocese de Nampula.


