jul 16 2021
Arquidiocese de Nampula exorta os párocos e fiéis ao escrupuloso cumprimento das medidas de prevenção da Covid-19
Por Kant de Voronha Em cumprimento das medidas anunciadas pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, na sua comunicação à Nação, na última quinta-feira (15), a Arquidiocese de Nampula emitiu um comunicado de imprensa no qual orienta aos párocos, às equipas missionárias, aos vários animadores das comunidades cristãs, assim como os gestores das instituições católicas de ensino a observar o encerramento das celebrações públicas, por 30 dias a partir do dia 18 de Julho corrente ano. O comunicado assinado pelo Porta-voz da Arquidiocese, Pe Pinho dos Santos Martinhs, prescreve que “Os sacerdotes devem celebrar em privado ou em casas religiosas pelo povo de Deus, e a Rádio Encontro transmitirá celebrações radiofónicas de Segunda-feira a Sábado a partir das 17 horas”. Face a impossibilidade de participação Eucarística, os fiéis da Arquidiocese de Nampula são instruídos a manter sintonia com os seus pastores “rezando o Santo Terço, pedindo a intercessão de Nossa Senhora para o fim da pandemia” O documento que temos vindo a citar refere ainda que “Ficam suspensas todas as palestras, simpósios, congressos, retiros, etc., nas comunidades” e as instituições católicas de ensino deverão seguir “escrupulosamente as orientações do comunicado presidencial”. De salientar que no rol das medidas mais recentes anunciadas pelo PR, o destaque vai para a suspensão das aulas presencias no ensino primário, secundária, ensino superior e técnico-profissional na cidade de Maputo incluindo Marracuene, Xai-Xai, Inhambane, Chimoio, Beira, Dondo e Tete. O sector público passa a funcionar das 8h às 14h e o recolher obrigatório passa para 21h às 4h. Volta a não ser permitida a realização de treinos nas diferentes modalidades, incluindo nas camadas de formação. Por outro lado, as equipas de alta competição treinam sem público nas bancadas. Nyusi garantiu a chegada de 11 milhões de doses de vacinas que chegam entre Julho e Agosto para intensificar o processo de vacinação onde se prevê ainda no presente ano a vacinação de grande parte da população moçambicana.
jul 15 2021
O ninguém da nossa sociedade
Por AB Papa Francisco nos pede para reflectir sobre a parábola do Bom Samaritano (Lc 10,25-37) como o ícone da fraternidade universal onde cada um preocupa-se não tanto com a sua imagem mas com o papel que deve desenvolver para que não existam mais nenhum “ninguém” na nossa sociedade. «Retomemos agora a parábola do bom samaritano que ainda tem muito a propor-nos. Havia um homem ferido no caminho. As personagens que passavam ao lado dele não se concentravam na chamada íntima a fazer-se próximos, mas na sua função, na posição social que ocupavam, numa profissão prestigiosa na sociedade. Sentiam-se importantes para a sociedade de então, e o que mais as preocupava era o papel que devia desempenhar. O homem ferido e abandonado no caminho era um incómodo para este projecto. Era um «ninguém», não pertencia a um grupo considerado notável, não tinha papel algum na construção da história. Entretanto o generoso samaritano opunha-se a estas classificações fechadas, embora ele mesmo estivesse fora de qualquer uma destas categorias, sendo simplesmente um estranho sem um lugar próprio na sociedade. Assim, livre de todas as etiquetas e estruturas, foi capaz de interromper a sua viagem, mudar os seus programas, estar disponível para se abrir à surpresa do homem ferido que precisava dele (101). Que reacção poderia provocar hoje essa narração, num mundo onde constantemente aparecem e crescem grupos sociais, que se agarram a uma identidade que os separa dos outros? (102). Liberdade, igualdade e fraternidade A fraternidade não é resultado apenas de situações onde se respeitam as liberdades individuais, nem mesmo da prática duma certa equidade. Embora sejam condições que a tornam possível, não bastam para que surja como resultado necessário a fraternidade. Esta tem algo de positivo a oferecer à liberdade e à igualdade. Que sucede quando não há a fraternidade conscientemente cultivada, quando não há uma vontade política de fraternidade, traduzida numa educação para a fraternidade, o diálogo, a descoberta da reciprocidade e enriquecimento mútuo como valores? Sucede que a liberdade se atenua, predominando assim uma condição de solidão, de pura autonomia para pertencer a alguém ou a alguma coisa, ou apenas para possuir e desfrutar. Isso não esgota de maneira alguma a riqueza da liberdade, que se orienta sobretudo para o amor (103). Tampouco se alcança a igualdade definindo, abstractamente, que «todos os seres humanos são iguais», mas resulta do cultivo consciente e pedagógico da fraternidade (104). O individualismo não nos torna mais livres, mais iguais, mais irmãos. A mera soma dos interesses individuais não é capaz de gerar um mundo melhor para toda a humanidade (105). Amor universal que promove as pessoas Para se caminhar rumo à amizade social e à fraternidade universal, há que fazer um reconhecimento basilar e essencial: dar-se conta de quanto vale um ser humano, de quanto vale uma pessoa, sempre e em qualquer circunstância. Se cada um vale assim tanto, temos de dizer clara e firmemente que «o simples facto de ter nascido num lugar com menores recursos ou menor desenvolvimento não justifica que algumas pessoas vivam menos dignamente». Trata-se de um princípio elementar da vida social que é, habitualmente e de várias maneiras, ignorado por quantos sentem que não convém à sua visão do mundo ou não serve os seus objectivos (106). Todo o ser humano tem direito de viver com dignidade e desenvolver-se integralmente, e nenhum país lhe pode negar este direito fundamental. Todos o possuem, mesmo quem é pouco eficiente porque nasceu ou cresceu com limitações. De facto, isto não diminui a sua dignidade imensa de pessoa humana, que se baseia, não nas circunstâncias, mas no valor do seu ser. Quando não se salvaguarda este princípio elementar, não há futuro para a fraternidade nem para a sobrevivência da humanidade (107). Atenção à pessoa Alguns nascem em famílias com boas condições económicas, recebem boa educação, crescem bem alimentados, ou possuem por natureza notáveis capacidades. Seguramente não precisarão dum Estado activo, e apenas pedirão liberdade. Mas, obviamente, não se aplica a mesma regra a uma pessoa com deficiência, a alguém que nasceu num lar extremamente pobre, a alguém que cresceu com uma educação de baixa qualidade e com reduzidas possibilidades para cuidar adequadamente das suas enfermidades. Se a sociedade se reger primariamente pelos critérios da liberdade de mercado e da eficiência, não há lugar para tais pessoas, e a fraternidade não passará duma palavra romântica (109). Liberdade económica A verdade é que «a simples proclamação da liberdade económica, enquanto as condições reais impedem que muitos possam efectivamente ter acesso a ela (…), torna-se um discurso contraditório». Palavras como liberdade, democracia ou fraternidade esvaziam-se de sentido. Na realidade, «enquanto o nosso sistema económico-social ainda produzir uma só vítima que seja e enquanto houver uma pessoa descartada, não poderá haver a festa da fraternidade universal». Uma sociedade humana e fraterna é capaz de preocupar-se por garantir, de modo eficiente e estável, que todos sejam acompanhados no percurso da sua vida, não apenas para assegurar as suas necessidades básicas, mas para que possam dar o melhor de si mesmos, ainda que o seu rendimento não seja o melhor, mesmo que sejam lentos, embora a sua eficiência não seja relevante (110). … Na realidade, se o direito de cada um não está harmoniosamente ordenado para o bem maior, acaba por conceber-se sem limitações e, por conseguinte, tornar-se fonte de conflito e violência» (111).
jul 14 2021
Felizes os que choram, porque serão consolados
CARTA PASTORAL DE DOM INÁCIO SAURE O Arcebispo de Nampula, Dom Inácio Saure, na sua Carta Pastoral para o ano pastoral de 2020/2021, com o lema: “Felizes os que choram, porque serão consolados” destaca várias reflexões ligadas a instabilidade de Pemba e os efeitos nefastos da pandemia do Coronavírus. Com efeito, na presente edição iremos partilhar parte dessas reflexões. A voz do sangue do povo clama da terra até Deus Como outrora disse Deus a Caim, que matara seu irmão Abel, “a voz do sangue do teu irmão clama da terra até mim” (Gn 4,10), Ele interpela hoje a consciência de todos os que matam seus irmãos na nossa terra, dizendo: a voz do sangue dos teus irmãos mortos e atirados como lixo no troço entre as aldeias de Nahipa e Napuri, em Corrane, no distrito de Meconta, a voz do sangue do povo de Cabo Delgado, de Manica e de Sofala, clama da terra até mim. Aos ouvidos dos nossos corações tem chegado, com um estrondoso ruído, o choro das mães que perderam seus filhos, das esposas que perderam seus maridos, dos netos que perderam seus avôs, em Cabo Delgado, ou vivem sem tecto, separados compulsivamente deles, em Nampula, Niassa, Zambézia e um pouco por quase todo o país (nº 4). As bem-aventuranças hoje A primeira palavra da pregação de Jesus é a Felicidade. As bem-aventuranças são o anúncio de felicidade, uma boa notícia e constituem uma espécie de resumo de todo o Evangelho (nº 9). O que há na proclamação das bem-aventuranças é a revelação de uma certa ideia de Deus: Deus encontra honra em tornar felizes, misteriosamente, aqueles que são privados de toda a felicidade. Se tu queres, tu podes ser feliz (nº 13). O imperativo divino de consolar o povo Face à pandemia do Coronavírus, o mundo tornou-se como um barco que, depois de um forte embate contra um iceberg no alto mar, todos os passageiros, desprevenidos, entram em pânico face a um iminente naufrágio colectivo. Assim acontece no barco em que viaja hoje toda a humanidade: pequenos e grandes, todos, somos vulneráveis, todos podemos ser infectados pelo novo Coronavírus, pequenos e grandes. O novo Coronavírus mudou o nosso modo de viver, mudou o curso da história (nº 16). Infelizmente, também Moçambique não escapa da lista dos países africanos que, depois da independência, uma minoria enriqueceu-se explorando a maioria pobre através da corrupção e da injustiça social. Podemos imaginar que filho nasceu do casamento da dona corrupção moçambicana com o senhor mundial Coronavírus, matrimónio contraído ao som da música do ribombar das armas do terrorismo que fustiga Cabo Delgado desde 5 de Outubro de 2017 e da guerra (fratricida?) no centro do país (Manica e Sofala)? É um autêntico monstro (nº 19). Vai tu e faz também o mesmo Vai tu consolar o povo de Deus. O povo caiu nas mãos dos salteadores, que continuam a despojá-lo, humilhá-lo, enche-lo de pancadas, abandona-lo meio morto e, não raras vezes, cadavérico, em Cabo Delgado, Manica, Sofala e em Nampula também. É preciso abrir os olhos do coração para ver as assimetrias e/ou exclusões sociais, os abandonos da parte dos membros da nossa comunidade cristã ou da sociedade, para curar as feridas das vítimas destas graveis ofensas à dignidade do homem e do próprio criador. Consolemos os nossos irmãos deslocados internos. Para isso, é preciso conhecer os deslocados para os compreender. Convido todos os diocesanos a procurar ir ao encontro dos deslocados, para entrar em contacto pessoal com eles, para os conhecer. Não bastam os números vistos na TV ou ouvidos na Rádio, nas redes sociais. Os deslocados não são números (realidades abstractas), são pessoas, que é preciso ver, conhecer e amá-las de verdade (nº 21). Efeitos devastadores da pandemia do novo Coronavírus O tempo do confinamento que vivemos por conta da pandemia da Covid-19 e o actual estado de Calamidade são extremamente difíceis para todos. Ninguém estava previamente preparado para isso. O estado de emergência e a situação de calamidade pública são experiências novas para todos. Por isso, o futuro assume hoje uma imprevisibilidade de magnitude sem precedentes. Perante tal futuro desconhecido, importa estarmos atentos à leitura dos sinais dos tempos, à luz da fé e da histórica sabedoria cristã. Devemos partir com determinação para a implementação de iniciativas pastorais corajosas, ousadas. Chegou o tempo de não procurarmos a sobrevivência sozinhos (nº 21, e). Não se deixar inquietar por nada Chegou o tempo de não nos deixar inquietar por estar nem abaixo nem acima dos outros, porque todos somos irmãos, como no-lo ensinou o Senhor Jesus e nos Lembra o Papa Francisco na sua carta encíclica Frateli Tutti (todos irmãos), ao afirmar que precisamos de construir “uma fraternidade aberta, que permite reconhecer, valorizar e amar todas as pessoas, independentemente da sua proximidade física, do ponto da terra onde nasceu ou habita” (FT, nº 1). Jovens não desistais de ser jovens A pandemia do novo Coronavírus ditou o adiamento, por tempo indeterminado, da clebração da 2ª Jornada Nacional da Juventude, que devia ter acontecido de 12 a 16 de Agosto de 2020, com o tema: “Encontrámos o Messias (Jo 1,24). Acompanhar os jovens na Igreja e na Sociedade hoje”. O grande desejo de os jovens se encontrarem para, juntos e à luz da fé, construírem pondes de amizade, de esperança, de fraternidade, de solidariedade e de paz em Moçambique, com um olhar solidário ao mundo inteiro, prevalece. Ao Comité Organizador Local do evento, a boa vontade de servir os jovens não falta. Infelizmente, o Coronavírus continua teimoso a devastar o mundo e Moçambique também (nº 23). Concomitantemente, a guerra vai alastrando-se em Cabo Delgado e nas províncias de Manica e Sofala. Segundo os dados tornados públicos, mais de duas mil pessoas morreram da guerra em curso em Cabo Delgado, 53 das quais eram jovens na aldeia de Xitaxi, distrito de Muidumbe (nº 24). Jovens, há ainda uma esperança de futuro para vós, porque em Cristo não há causas perdidas. Convido-vos, portanto, a
jul 12 2021
LINEAMENTA “REAVIVAR O ANÚNCIO E O TESTEMUNHO DA PALAVRA DE DEUS HOJE”
CONFERÊNCIA EPISCOPAL DE MOÇAMBIQUE IVª ASSEMBLEIA NACIONAL DE PASTORAL “REAVIVAR O ANÚNCIO E O TESTEMUNHO DA PALAVRA DE DEUS HOJE” LINEAMENTA Lineamenta IVª ASSEMBLEIA NACIONAL DE PASTORAL Texto Final MAPUTO, 2021 “Em todos os baptizados, desde o primeiro ao último, actua a força santificadora do Espírito que impele a evangelizar… Em virtude do Baptismo recebido, cada membro do povo de Deus tornou-se discípulo missionário (cf. Mt 28, 19). Cada um dos baptizados, independentemente da própria função na Igreja e do grau de instrução da sua fé, é um sujeito activo de evangelização, e seria inapropriado pensar num esquema de evangelização realizado por agentes qualificados enquanto o resto do povo fiel seria apenas receptor das suas acções. A nova evangelização deve implicar um novo protagonismo de cada um dos baptizados. Esta convicção transforma-se num apelo dirigido a cada cristão para que ninguém renuncie ao seu compromisso de evangelização…” (Papa Francisco, Evangelii Gaudium, 119-120) APRESENTAÇÃO Caríssimos Irmãos e Irmãs A Igreja Católica em Moçambique, alicerçada e inspirada na sua história e caminhada eclesial prepara-se para celebrar a IVa Assembleia Nacional de Pastoral (IVªANP). Ontem como hoje, à luz da Palavra de Deus, queremos perceber os sinais dos tempos e acompanhar o Povo Moçambicano nas suas vicissitudes políticas, sociais, económicas e religiosas. As três Assembleias Nacionais de Pastoral (ANP) – a IªANP na Beira (1977) sobre as comunidades ministeriais; a IIª ANP sobre a consolidação da Igreja local, na Matola (1991); e a IIIª ANP sobre a evangelização, também na Matola (2005) – constituem momentos fortes desse trabalho de discernimento dos sinais dos tempos e de acompanhamento do Povo Moçambicano nos seus variados momentos. Há naturalmente uma linha de continuidade entre as três Assembleias que mostra a unidade do caminho da Igreja local, mas cada uma enfatizou aspectos próprios como forma de responder aos desafios concretos que cada contexto lançava para a missão evangelizadora da Igreja em Moçambique. A IVª Assembleia de Nacional de Pastoral, a realizar-se em 2023, sob o lema “Reavivar o Anúncio e o Testemunho da Palavra de Deus Hoje”, cuja preparação estamos a iniciar, insere-se na pegada das anteriores Assembleias Pastorais procurando responder aos desafios pastorais do tempo actual. A IVª Assembleia Nacional de Pastoral terá 2 fases: 1ª Fase: Fase Preparatória: 2021-2022 -Janeiro 2021: Constituição da Comissão Diocesana de preparação da IVa ANP -Janeiro-Fevereiro 2021: Tradução do texto dos Lineamenta nas línguas locais -Páscoa 2021: Entrega do documento dos Lineamenta às paróquias e comunidades -Abril-Agosto 2021: Estudo dos Lineamenta nas paróquias e comunidades -Setembro-Outubro 2021: Assembleias Paroquiais -Outubro 2021-Abril 2022: Assembleias Diocesanas e escolha dos Delegados à IVª ANP Agosto 2022: Assembleias das Províncias Eclesiásticas: Estudo dos contributos aosLineamenta e síntese Setembro-Outubro 2022: Preparação do Instrumento de Trabalho da IVª ANP Novembro 2022: Apresentação do Instrumento de Trabalho na IIª Plenária da CEM 2ª Fase: Fase Celebrativa: 2023 Maio 2023: Celebração da IVa ANP Apresentação dos Lineamenta da IVª ANP Para ajudar o caminho de preparação da IVa Assembleia Nacional de Pastoral, a Conferência Episcopal de Moçambique preparou um Documento Preparatório que se chama LINEAMENTA (Linhas gerais) que agora apresentamos às comunidades cristãs e a todos os fiéis católicos. Qual é o objectivo do documento dos Lineamenta? O objectivo é encorajar e animartodos os agentes de pastoral a participar na reflexão para que se possa discutir, fazer um inventário pastoral e apresentar propostas de actuação. Qual a função do documento dos Lineamenta? -Ajudar a reflexão das Comunidades cristãs, Paróquias e Dioceses sobre os temas da IVa ANP. -Fazer uma análise da situação, no plano da Igreja e da sociedade em geral. -Buscar uma fundamentação teológica que abra pistas às iniciativas a propor à Igreja em Moçambique. Qual o contéudo dos Lineamenta? Estrutura: -Leitura da realidade -Fundamentação Teológica -Propostas Operativas -Perguntas para a reflexão e partilha Quais são os temas dos Lineamenta? O temas propostos e desenvolvidos nos Lineamenta são os seguintes: I.Missão: Ser Igreja em Saída, decidamente Missionária II.Diálogo entre o Evangelho e a Cultura III.Catequese e formação cristã IV.Pastoral da Família V.Pastoral Juvenil VI.Os Movimentos Eclesiais e Novas Comunidades VII.O Desafio das Seitas e resposta pastoral VIII.O Cristão e o compromisso social em Moçambique IX.Auto-sustentabilidade da Igreja Local X.Os desafios do mundo digital para a Igreja e para a evangelização. Qual a metodologia de trabalho? Cada Diocese deve nomear uma Comissão Diocesana de Preparação da IVª ANP a qual é responsável pela animação do trabalho de preparação da Assembleia na Diocese. Como primeiro trabalho, recomenda-se a tradução do texto dos Lineamenta nas principais linguas locais em uso na Diocese para uma melhor compreensão por parte de todos os intervenientes na reflexão e partilha a nível de comunidade cristã e paróquia. Os Lineamenta serão estudados primeiro nas comunidades cristãs e nas zonas pastorais, devendo-se dar resposta às perguntas referentes aos temas. Em seguida, cada Paróquia, numa especial assembleia pastoral, fará a partilha e síntese das propostas apresentadas. A sintese diocesana das resposta aos Lineamenta será realizada pela Comissão Diocesana de Preparação da IVª ANP. Esta é uma proposta de caminho metodológico que pode ser adaptado à realidade e às necessidades locais.O mais importante é que esta fase de preparação a nível diocesano permita fazer um inventário da situação pastoral local (luzes e sombras) e apresente propostas pastorais pertinentes. Conclusão Caríssimos Irmãos e Irmãs Com a preparação e celebração da IVa Assembleia Nacional de Pastoral (2021-2023) queremos fazer juntos uma experiência de ESCUTA, DISCERNIMENTO e COMUNHÃO ECLESIAL que coloque todo o Povo de Deus (fiéis católicos) a exprimir o que as Comunidades Cristãs e os Católicos dispersos vivem em todo o Moçambique.A partir daí, inspirados pelas soluções que o Espírito Santo suscitar no meio dos crentes, toda a Igreja Católica em Moçambique traça RUMOS DE ACÇÃO COMUM para uma pastoral de conjunto.Trata-se de juntos, como Igreja Família de Deus, elaborar LINHAS PASTORAIS COMUNS, amadurecidas durante todo o caminho de preparação da IVª Assembleia Nacional de Pastoral. Bom trabalho.
jul 12 2021
Viver e testemunhar a Esperança nos momentos difíceis
Pela redacção Os bispos católicos de Moçambique reiteram asua preocupação pelas tribulações que abalam a sociedade moçambicana. Reunidos em sessão ordinária, de 9 a 14 de Novembro, da Assembleia plenária da Conferência Episcopal de Moçambique, os bispos apelam à esperança, face ao recrudescimento da guerra em Cabo Delgado e centro do país e “de outras formas de violência, raptos, criminalidade e violação dos direitos humanos” sem esquecer a pandemia do Coronavírus. Por outro lado, os bispos insistem na necessidade de fortalecer as instituições caritativas da Igreja como forma de direccionarem todo o seu trabalho na mitigação do drama de Cabo Delgado que já soma mais de 2000 mortos e 600.000 deslocados para várias províncias de Moçambique. À luz disso, o Papa Francisco expressou a sua proximidade e solicitude doando para os deslocados um valor de 100.000,00 Euros. Análise da situação social do país Mergulhados em várias crises, a análise da situação social do país é negativa. Por essa razão, para um maior desenvolvimento social, os bispos exigem que se tome como prioridade a educação a todos os níveis, recuperar com urgência a memória histórica de Moçambique como passo indispensável para a reconciliação nacional verdadeira. Com efeito, “é responsabilidade de todos e de cada um trabalhar para sair das actuais crises”. No ponto concernente aos Seminários de formação sacerdotal, o Comunicado da CEM dá destaque a nomeação do Padre Pinto Tene Rabiana, como Reitor do Seminário São Pio X; o reforço das equipas formadoras com mais sacerdotes e a retomada da formação em todos os seminários no ano de 2021 e a conclusão das obras de construção do Seminário Filosófico São Carlos Lwanga. IV Assembleia Nacional de Pastoral O Comunicado que temos vindo a citar aponta que a IV Assembleia Nacional de Pastoral terá como tema: “Reavivar o anúncio e o testemunho da Palavra de Deus hoje”. Assim, o povo de Deus está convidado a viver e participar nesse evento eclesial por meio da oração e do estudo dos lineamenta, que são o ponto de partida para a reflexão e estudo dos temas a vários níveis: comunidades, paróquias, dioceses. Relação Institucional Igreja-Governo A Igreja Católica, em Moçambique, continua aberta paracolaborar na “educação cívica e moral dos jovens, educação para a paz e reconciliação, o combate à pobreza”. Entretanto, os bispos mostram-se preocupados com as situações ligadas à “renovação dos DIREs, à entrada dos novos missionários, a retomada dos cultos e a lei da liberdade religiosa”. O DIA MUNDIAL DOS DIREITOS HUMANOS «Celebrámos no dia 10 de Dezembro, o dia Internacional dos Direitos Humanos. O terrorismo em Cabo Delgado e os ataques na zona centro (Províncias de Manica e Sofala) são actos que atentam contra a dignidade da pessoa humana, colocando em causa os direitos humanos. Perante estes factos, e vários outros cenários de violação dos direitos humanos em todos cantos do nosso País, nós, a Comissão Episcopal de Justiça e Paz juntamente com as Comissões Diocesanas de Justiça e Paz da Igreja Católica em Moçambique, queremos manifestar o nosso apoio e solidariedade a todos aqueles que, tando no mundo como, de modo particular, no nosso país, se esforçam em proteger e promover a dignidade da pessoa humana, como fundamento dos direitos humanos». (Comissão Episcopal de Justiça e Paz)
jun 28 2021
IV ASSEMBLEIA NACIONAL DA PASTORAL
A caminho da IV ANP A Igreja Católica, em Moçambique, no seguimento do trabalho de discernimento dos sinais dos tempos e de acompanhamento do povo moçambicano nos seus variados momentos, vai realizar em 2023 a IVª Assembleia Nacional de Pastoral (ANP) sob o lema “Reavivar o Anúncio e o Testemunho da Palavra de Deus Hoje”, cuja preparação estamos a iniciar, insere-se na pegada das anteriores Assembleias Pastorais procurando responder aos desafios pastorais do tempo actual. A Iª ANP realizou-se em 1977 na Beira sobre as comunidades ministeriais; em seguida, em 1991 decorreu a IIª ANP sobre a consolidação da Igreja local, na Matola; e no ano de 2005 realizou-se a IIIª ANP sobre a Evangelização, também na Matola. Como forma de animar as comunidades na preparação e participação activa deste evento da nossa igreja, a Vida Nova vai oferecer, a partir desta edição, os textos dos Lineamenta (Linhas gerais) destacando os vários temas aflorados pelo documento. Participar é fundamental A iniciativa da preparação e celebração da IVª Assembleia Nacional de Pastoral (2021-2023) visa criar uma experiência conjunta de escuta, discernimento e comunhão eclesial que coloque todo o Povo de Deus a exprimir o que as Comunidades Cristãs e os Católicos dispersos vivem em todo Moçambique. A partir daí, inspirados pelas soluções que o Espírito Santo suscitar no meio dos crentes, toda a Igreja Católica em Moçambique traça rumos de acção comum para uma pastoral de conjunto. Trata-se de juntos, como Igreja Família de Deus, elaborar linhas pastorais comuns, amadurecidas durante todo o caminho de preparação da IVª Assembleia Nacional de Pastoral. Qual é o objectivo do documento dos Lineamenta? O objectivo é encorajar e animar todos os agentes de pastoral a participar na reflexão para que se possa discutir, fazer um inventário pastoral e apresentar propostas de actuação. Qual a função do documento dos Lineamenta? -Ajudar a reflexão das Comunidades cristãs, Paróquias e Dioceses sobre os temas da IVa ANP. -Fazer uma análise da situação, no plano da Igreja e da sociedade em geral. -Buscar uma fundamentação teológica que abra pistas às iniciativas a propor à Igreja em Moçambique. Qual o conteúdo dos Lineamenta? Estrutura: -Leitura da realidade -Fundamentação Teológica -Propostas Operativas -Perguntas para a reflexão e partilha Quais são os temas dos Lineamenta? Os temas propostos e desenvolvidos nos Lineamenta são os seguintes: Missão: Ser Igreja em Saída, decididamente Missionária Diálogo entre o Evangelho e a Cultura III. Catequese e formação cristã Pastoral da Família Pastoral Juvenil Os Movimentos Eclesiais e Novas Comunidades VII. O Desafio das Seitas e resposta pastoral VIII. O Cristão e o compromisso social em Moçambique Auto-sustentabilidade da Igreja Local Os desafios do mundo digital para a Igreja e para a evangelização. Qual a metodologia de trabalho? Cada Diocese deve nomear uma Comissão Diocesana de Preparação da IVª ANP a qual é responsável pela animação do trabalho de preparação da Assembleia na Diocese. Como primeiro trabalho, recomenda-se a tradução do texto dos Lineamenta nas principais línguas locais em uso na Diocese para uma melhor compreensão por parte de todos os intervenientes na reflexão e partilha a nível da comunidade cristã e paróquia. Os Lineamenta serão estudados primeiro nas comunidades cristãs e nas zonas pastorais, devendo-se dar resposta às perguntas referentes aos temas. Em seguida, cada Paróquia, numa especial assembleia pastoral, fará a partilha e síntese das propostas apresentadas. A síntese diocesana das respostas aos Lineamenta será realizada pela Comissão Diocesana de Preparação da IVª ANP. O mais importante nesta fase de preparação a nível diocesano é fazer um inventário da situação pastoral local (luzes e sombras) e apresente propostas pastorais pertinentes. Missão: ser uma igreja em saída, decididamente missionária As pequenas comunidades cristãs ministeriais, sobretudo depois da Iª Assembleia Nacional de Pastoral (1977), ajudaram a Igreja em Moçambique a ser uma Igreja de base e de comunhão, “uma Igreja família, de serviços recíprocos, livremente oferecidos, uma Igreja no coração do povo que a faz sua, inserida nas realidades humanas e fermento da sociedade” (Ia ANP, n.1). As nossas paróquias são uma rede de comunidades, e assim conseguimos passar corajosamente de uma pastoral de manutenção para uma pastoral decididamente missionária. Leitura da realidade A Igreja Católica em Moçambique, fruto da evangelização que remonta há cinco séculos, é por sua natureza missionária. Nos dias de hoje nota-se o enfraquecimento do espírito e dinamismo missionário nos evangelizadores e comunidades cristãs. A Igreja local moçambicana, perante os desafios da sociedade actual, tem a necessidade urgente de ser mais irradiante, apostólica, missionária. Para isso, é necessário organizar no contexto actual todas as nossas forças em vista de uma missão evangelizadora directa, abrangente, incisiva, generosa, audaz e à altura das necessidades. Trata-se do anúncio corajoso da Palavra de Deus que é acompanhado pelo testemunho de uma vida dedicada e de boas obras (Cf. At 4,29). Devemos, pois, aceitar o grande desafio que o Papa Francisco coloca a cada um de nós, na sua visita apostólica a Moçambique, no dia 5 de Setembro de 2019, na Catedral de Maputo: “A vossa vocação é evangelizar; a vocação da Igreja é evangelizar; a identidade da Igreja é evangelizar”. Ele nos convida a todos a sermos ousados e criativos na evangelização. Trata-se de colocar a Missão de Jesus no coração da própria Igreja, transformando-a em critério para medir a eficácia das nossas estruturas, os resultados do nosso trabalho, o nosso empenho de evangelizadores e a alegria que somos capazes de suscitar nos outros, porque sem alegria não se atrai ninguém. Fundamentação teológica O Papa Francisco tem proposto no seu ensinamento a imagem de uma “Igreja em saída”, mobiliza-nos para uma acção comprometida com a evangelização dos povos, insiste em afirmar que a missão fundamental da Igreja é o anúncio do Evangelho (Cf. Evangelii Gaudium, 20-24). De facto, a Igreja Católica é por essência uma comunidade missionária. Continua e prolonga a comunidade apostólica, instituída por Cristo para anunciar a Mensagem (Mc 16, 15). Nascida da Palavra de Deus acha-se a serviço desta Palavra (Cf. 1 Cor 9,
jun 28 2021
CAJUNA continua erguida para apoiar os deslocados de Cabo Delgado
Por Kant de Voronha A Coordenadora da Comissão Arquidiocesana da Juventude, Irmã Francinete Ribeiro, considera que os jovens nunca ficaram parados durante a vigência do Decreto Presidencial que ordenou o encerramento das celebrações e encontros públicos. A fonte falava na margem do término da formação da CAJUNA havida no último Sábado, 26/6, no Centro Catequético Paulo VI de Anchilo. Mesmo a meio de muitos desafios sobretudo as restrições do número de participantes, os jovens abraçam o trabalho com os deslocados apoiando-os na construção de tendas em Corrane, acolhimento, escuta e difusão radiofónica de programas de apelo à solidariedade para com os necessitados. “Foi um desafio, como CAJUNA, durante esse tempo que não podíamos visitar as comunidades nem as regiões, mas abraçamos o trabalho com os deslocados. Procuramos apoiar com aquilo que os jovens podiam e podem: construção de tendas em Corrane, acolhimento, escuta e difusão radiofónica de programas de apelo à solidariedade para com os necessitados”, apontou. Para além de doação de si próprios e seus bens, os jovens da CAJUNA introduziram recentemente o programa de alfabetização para os deslocados em coordenação com o Governo e várias entidades religiosas. A nossa fonte apela aos jovens e deslocados que não se sintam sozinhos e isolados. Que se faça trabalhos de reintegração da juventude nas comunidades e nas paróquias. “Vemos nestes dias que um grande número de jovens abandonou a igreja e estão por aí. Que possa haver esse trabalho de reintegração. Saibamos ir ao encontro e escutar os jovens”.
jun 28 2021
“Nem Covid-19 nem os que matam em Cabo Delgado têm a última palavra”
Por Kant de Voronha O Arcebispo de Nampula, Dom Inácio Saure, considera que a Fé e a Esperança em Deus devem ser os pilares que sustentam os jovens em tempos de incerteza. Pois “Nem Covid-19 nem os que matam em Cabo Delgado têm a última palavra”. O prelado falava na manhã do último sábado em mensagem, áudio, enviada a partir da Itália, por ocasião da formação promovida pela Comissão Arquidiocesana da Juventude (CAJUNA). Dom Inácio encoraja os jovens a não se deixar abalar pelas adversidades da guerra e as incertezas da Covid-19. “Nós temos não só uma esperança, mas também temos uma certeza: Deus! Jovens, Deus está convosco, Deus está connosco. Por isso, nem Covid-19 nem os que matam em Cabo Delgado têm a última palavra. A última palavra pertence a Deus” Dom Inácio referiu ainda que o Dicastério para os leigos, a família e a vida, da Santa Sé anunciou a mudança da celebração da Jornada Mundial da Juventude, nas Arquidioceses e Dioceses, do Domingo de Ramos para o Domingo de Cristo Rei do Universo. É seu desejo que a primeira data a celebrar-se em Novembro próximo seja um verdadeiro momento de festa juvenil e reencontro de quantos almejam construir o Reino de Deus. “Que Cristo seja, na verdade, o vosso Rei, o Rei da juventude e sereis verdadeiramente felizes. Desde já marco um grande encontro convosco para celebrarmos o dia mundial da juventude na solenidade de Cristo Rei do Universo nos dias 20 e 21 de Novembro que vem. Quero que a primeira Jornada Mundial da Juventude seja verdadeiramente uma experiência de encontro, de amizade e de fraternidade universal”, exortou Dom Inácio. De salientar que a formação da CAJUNA teve como tema “ESPERANÇA E FÉ DOS JOVENS EM TEMPO DE INCERTEZA. Jovens lancem as vossas redes para outra margem (Mc,5.35-41)”.
jun 28 2021
Juventude da Arquidiocese de Nampula reflecte sobre o terrorismo que se abate sobre cabo Delgado e a Covid-19
Por Kant de Voronha Terminou no último sábado, 26/6, em Anchilo a formação de 3 dias que juntou cerca de 35 jovens da Comissão Arquidiocesana da Juventude (CAJUNA) oriundos das 5 regiões pastorais de Nampula. Sobre o tema “ESPERANÇA E FÉ DOS JOVENS EM TEMPO DE INCERTEZA. Jovens lancem as vossas redes para outra margem (Mc,5.35-41)” o encontrou serviu para reflectir em torno do terrorismo em Cabo Delgado e a situação de pandemia que assola o mundo e Moçambique em particular. A Coordenadora da CAJUNA, Irmã Francinete Ribeiro, enalteceu a partilha de ideias levada a cabo pelos jovens e espera que haja repercussão disso nas paróquias como forma de revitalizar a pastoral juvenil esmorecida em virtude das incidências da Covid-19. “Saimos daqui com algo novo e diferente. Que os temas abordados possam penetrar na consciência de cada um deixando-se iluminar pela Palavra de Deus. Os jovens partilharam suas experiências e desafios”, referiu a fonte. Francinete mostra-se motivada a redesenhar a pastoral juvenil para adaptar-se ao ritmo do contexto pandémico para oferecer novo vigor a partir da realidade da juventude. “Mesmo que se tenha este tempo de pequenos números, nós queremos voltar o trabalho com as regiões e nas paróquias. E trabalhar os mesmos temas a partir da realidade dos jovens. Abraçar algo novo na vida e fazer com que eles se sintam capazes de lançar as redes”, declarou. Alguns jovens que participaram da formação comprometem-se a fazer réplica dos conteúdos recebidos nas suas paróquias e regiões paróquias como forma revitalizar os jovens e motiva-los a trabalhar incansavelmente. Refira-se que o encontro de três dias abordou também alguns temas a saber: Diálogo inter-religioso neste tempo de desafio e esperança. O que fazer como jovem? (Documento do Papa Francisco Fratellituti) O que é a CAJUNA (pastoral juvenil Actividades realizadas neste tempo). Tempo para quem deseja ser escutado Disponível para o serviço de escuta Laudato SI Nova organização da pastoral na Arquidiocese de Nampula Como viver a nossa afectividade e sexualidade neste tempo de provações de maneira integrada
Génese do Coral da Região da cidade marcada por discriminação e incompreensões
Por Kant de Voronha Passados 5 anos desde a constituição e primeira animação litúrgica do Grupo Coral da Região Pastoral da Cidade de Nampula, ficam memórias de discriminação e incompreensões. A informação foi partilhada no último Domingo (20/06) pela respectiva Coordenadora, Felicite Nsipanil Luvuezo, a margem da celebração dos 5 anos de fundação, no Seminário Filosófico São Carlos Lwanga. A fonte referiu que o coral nasce como iniciativa do Arcebispo Emérito de Nampula, Dom Tomé Makhwéliha, com objectivo de animar grandes eventos arquidiocesanos como ordenações e outras cerimónias lirúrgico-pastorais. “O nosso grupo nasce a 19 de Junho de 2016 na ordenação Sacerdotal dos padres Jeremias, Raça e Chuva. Não foi tão fácil permanecer até chegar a comemorar estes 5 anos. As tempestades não faltaram. No início houve discriminação porque diziam que o grupo não podia ser coordenado por uma estrangeira. Mesmo assim não desanimei até este dia” referiu Luvuezo. Como perspectivas para o futuro, o Coral da Cidade pretende gravar um CD e compilar um livro à semelhança de Niwipele Apwiya da Diocese de Nacala. Felicite diz que o grupo carece de uma sede onde os membros se possam reunir, conservar seu material e realizar as suas actividades livremente. “Gostaria que os nossos Bispos junto com os padres ajudassem o grupo a ter um lugar onde possa guardar seu material, realizar seus ensaios e outras actividades”. O Coordenador Arquidiocesano de Liturgia em Nampula, o Pe. Jeremias do Rosário, no seu discurso por ocasião da Missa de 5 anos da sua turma manifestou gratidão pelas orações de quantos acompanham os passos do exercício ministerial do seu grupo presbiteral. Pe clérigo destacou ainda o sofrimento por que passa o Pe Agostinho Chuva que há dois anos sofreu agressão por desconhecidos em sua Paróquia, em Namitória, tendo sido submetido a uma cirurgia na cabeça e encontra-se em convalescença. “Agradecemos aos nossos Bispos que nos acolhem. Ao Pe Alberto Ferreiro que nos acompanhou durante o nosso retiro espiritual. Rezamos insistentemente ao nosso confrade PE Agostinho, estamos em comunhão e oração”. Refira-se que o grupo Coral da Região Pastoral da cidade de Nampula é composto por cristãos oriundos das Paróquias da Sé Catedral, São José, São João Baptista do Marrere, São Pedro de Napipine, Santa Maria, Nossa Senhora da Paz, Santa Isabel, São Francisco Xavier e Santa Cruz.


