jan 14 2026
GIRAPAZ: Iniciativa Inter-Religiosa para a Promoção da Paz, Estabilidade Social e Convivência Harmoniosa
Para a PAZ e a ESTABILIDADE SOCIAL Apresentamos a iniciativa de um grupo de líderes de diferentes confissões religiosas da Província de Nampula, membros de Igrejas do Conselho Cristão de Moçambique, Igrejas Pentecostais, Igreja Católica e do Conselho Islâmico de Moçambique, unidos pelo propósito de fomentar o diálogo inter-religioso e fortalecer o papel das religiões na construção da paz e estabilidade social combatendo a intolerância religiosa e os desafios sociais que impactam a convivência pacífica entre comunidades de distintas crenças. Este grupo surge como resposta aos desafios identificados durante a II Conferência Provincial das confissões religiosas, realizada em Setembro de 2024, onde se destacou a importância da liberdade religiosa e do combate ao terrorismo como pilares fundamentais para uma sociedade estável, aliado a onda de manifestações violentas decorrentes após a realização das eleições gerais em Outubro passado, onde alguns irmãos que professam várias religiões tiveram a sua fé tentada e se envolvendo em comportamentos inadequados à postura religiosa. Programa de acção O objectivo do GIRAPAZ é criar e operacionalizar um grupo inter-religioso de reflexão e acção que promova o diálogo contínuo entre diferentes confissões religiosas e a sociedade civil, fortalecendo as relações entre elas e colaborando para estabilidade social nos distritos da Província. Este projecto será implementado num período de 12 meses, de Setembro de 2025 a Agosto de 2026, com o foco especial na criação de espaços de debate e colaboração inter-religiosa. Os temas de reflexão escolhidos são: Paz e estabilidade social; Liberdade religiosa e Cooperação Inter-religiosa; Combate a intolerância e ao Extremismo; Promoção de valores Comunitários e Respeito pelas Diferenças. Os encontros de reflexão serão apresentados em diferentes Distritos, garantindo que a iniciativa alcance diversas comunidades e estimule a cultura do diálogo como caminho; a colaboração comum como conduta; o conhecimento mútuo como método e critério; para além da tolerância e respeito. Estratégias de trabalho a) Criação e coordenação de grupos para promover a troca de conhecimentos e experiências. b) Diálogo comunitário nos Distritos: Os grupos inter-religiosos realizarão debates periódicos nos Distritos. c) Parcerias institucionais: Será estabelecida colaboração com órgãos governamentais, organizações não-governamentais, organizações da sociedade civil e instituições académicas. d) Capacitação dos líderes religiosos: Oficinas e formações serão promovidas para fortalecer a abordagem de tolerância e resposta entre as confissões religiosas. Reflexões em duas perspectivas, sendo uma cristã e outra islâmica. e) Campanhas de sensibilização: Utilização de meios de comunicação, redes sociais e outros, para o reforço de mensagens de paz e coexistência. f) Monitoramento e avaliação: O projecto será avaliado continuamente para garantir seu impacto e ajustar estratégias conforme necessário ao longo dos 12 meses de implementação. Resultados esperados Dentre vários resultados esperados com a implementação deste projecto há que destacar os seguintes: a) Compreensão mais profunda dos conceitos de paz, estabilidade social e convivência harmoniosa nas comunidades abrangidas; b) Maior compreensão do papel da religião na promoção da paz e mediação de conflitos, assim como o fortalecimento do espírito de tolerância religiosa e respeito pela diversidade cultural, étnica e social; c) Redução de discursos de ódio, preconceitos e práticas discriminatórias entre e dentro das comunidades religiosas; d) Compromisso com a disseminação de mensagem de paz, respeito e solidariedade nas suas comunidades de fé; e) Integração de temas de paz e direitos humanos nos sermões, palestras e actividades religiosas; f) Contribuição dos líderes religiosos para a implementação de políticas locais de inclusão e desenvolvimento sustentável
jan 09 2026
“Nenhuma fé justifica a guerra”, adverte o cardeal Pietro Parolin em Cabo Delgado
A Igreja Católica, através da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Nampula, manifestou profunda preocupação com as mortes registadas recentemente nas zonas de garimpo de Mogovolas e Moma, na província de Nampula. O caso é marcado por versões contraditórias quanto ao número e à identidade das vítimas. Enquanto a Polícia da República de Moçambique (PRM) afirma que morreram seis civis e um agente da polícia, organizações da sociedade civil e fontes da Igreja no terreno indicam que o número de vítimas poderá ser significativamente superior, envolvendo sobretudo jovens civis que recorriam à exploração artesanal de recursos naturais como meio de sobrevivência. Segundo o padre Benvindo Tapua, coordenador da Comissão de Justiça e Paz, a origem do conflito está ligada à falta de verdade, à exclusão sistemática dos jovens no acesso aos recursos naturais e a práticas de corrupção. O sacerdote sublinha que a Igreja não pode permanecer em silêncio perante a perda de vidas humanas. A Igreja Católica apela, por isso, à realização de investigações sérias, transparentes e independentes, defendendo que apenas com verdade, justiça e respeito pela dignidade humana será possível restaurar a confiança social e construir uma paz duradoura em Moçambique. Se quiser, posso:
jan 06 2026
Crónica: O Orgulho do Sapo Mata
Por: Giovanni Muacua O orgulho é uma erva daninha que nasce sem ser cultivada. Cresce silenciosa, infiltra-se entre relações humanas e, quando menos se espera, já está a corroer amizades, destruindo laços familiares e envenenando ambientes de trabalho e comunidades inteiras. Em Moçambique, onde os desafios sociais exigem hoje mais união do que nunca, o orgulho funciona como um muro invisível que impede diálogos, bloqueia reconciliações e alimenta conflitos evitáveis. É comum ouvir que “quem cumprimenta primeiro perde”, como se o simples gesto de saudar um vizinho fosse uma abdicação da dignidade humana. Este modo de pensar, profundamente enraizado na cultura urbana contemporânea, é um sintoma de um problema maior: a dificuldade de assumir vulnerabilidades, reconhecer erros e valorizar o outro. Paradoxalmente, é precisamente essa recusa de humildade que nos enfraquece enquanto sociedade. Nas cidades moçambicanas, sobretudo nos bairros suburbanos onde as casas estão praticamente coladas umas às outras, a convivência diária deveria facilitar a proximidade. No entanto, muitas vezes acontece o oposto. Vizinhos que não se falam por questões banais, famílias divididas por mal-entendidos, colegas de trabalho que se ignoram por disputas pequenas, condutores que se ofendem na estrada e transportam a raiva como se fosse um troféu. A cultura do “orgulho” tem um preço, e esse preço é o enfraquecimento do tecido social. Em qualquer canto de Maputo, Beira, Nampula ou Pemba, pode-se observar este fenómeno. As pessoas passam umas pelas outras como se fossem invisíveis. Uma saudação, que deveria ser a ponte mais simples entre duas pessoas, torna-se um campo de batalha silencioso. Quem cumprimenta primeiro? Quem se dobra? Quem demonstra “fraqueza”? E assim vamos construindo paredes, tijolo por tijolo, até que se tornam tão altas que ninguém mais vê o outro lado. Mas afinal, o que se perde quando alguém saúda primeiro? Nada. O que se ganha? Mais do que parece. Em tempos de tensão social crescente, marcados por desigualdade económica, conflitos no norte, desemprego e frustração generalizada, a humildade pode ser um instrumento revolucionário. Um chefe pode pedir desculpas ao funcionário; um professor pode reconhecer o erro perante o aluno; um marido pode dar o primeiro passo para o diálogo; um vizinho pode desejar um “bom dia” mesmo sabendo que nunca recebe resposta. Gestos pequenos, sim, mas de impacto enorme. A humildade restaura dignidade, aproxima pessoas e desbloqueia relações congeladas. Moçambique é um país multicultural e multilingue, onde a coexistência sempre foi uma riqueza. No meio rural, por exemplo, ainda é comum encontrar comunidades que preservam a tradição da saudação calorosa, onde ninguém passa por alguém sem dizer ao menos “Bom dia, mano/a”. Mas nas cidades, onde a modernidade chegou carregada de pressa, individualismo e comparação social, este valor humano foi ficando para trás. É como se o país vivesse duas realidades paralelas: uma moçambicanidade antiga, profundamente comunitária, e uma modernidade orgulhosa, onde muitos têm medo de parecerem pequenos. O problema é que o orgulho não nos torna grandes, apenas nos afasta. Torna-nos frios, desconfiados, tensos. E, numa sociedade marcada por desafios estruturais, a falta de diálogo é um luxo que não podemos permitir. Nas reuniões de trabalho, muitas vezes o orgulho impede que se reconheça uma má decisão, uma falha de gestão ou a necessidade de colaboração. Nos bairros, impede reconciliações simples que poderiam evitar discussões, rixas e até violência. Nas famílias, o orgulho é responsável por silêncios que duram anos, perpetuando mágoas que poderiam ser resolvidas com uma única conversa. E, no entanto, todos reclamam da falta de união. Todos querem um país mais solidário, mais justo, mais harmonioso. Mas como construir união se cada um se agarra ao orgulho como se fosse um direito inalienável? A humildade, ao contrário do orgulho, não diminui ninguém. Pelo contrário, engrandece. Quem dá o primeiro passo não é fraco — é forte o suficiente para romper o ciclo da indiferença. Num ambiente onde quase ninguém quer ceder, ser o primeiro a cumprimentar é um acto de coragem. Talvez seja necessário reaprender o óbvio: relações humanas não se constroem com braços cruzados. Não se fortalecem com “orgulho do sapo”, aquele orgulho teimoso que impede o gesto mais simples. Não há desenvolvimento social possível onde falte diálogo. E não há diálogo sem humildade. Que mal há em dizer “bom dia” primeiro? Em reconhecer que também erramos? Em ligar para um familiar com quem não falamos há tempo? Em perdoar quando a vida é curta demais para guardar rancores? Moçambique precisa mais do que nunca desta revolução silenciosa. Uma revolução que não começa nas assembleias nem nos gabinetes, mas na porta de cada casa, na estrada, nos transportes, nas escolas, nos mercados, nos locais de trabalho. Afinal, grandes mudanças começam com pequenos passos. E talvez o primeiro passo seja simplesmente baixar a guarda, abrir o coração e cumprimentar alguém. Porque a humildade não custa dinheiro.
jan 06 2026
Diálogo Nacional Inclusivo: o que é?
CEM: Justiça e Paz A Comissão Episcopal de Justiça e Paz da Igreja Católica oferece às comunidades cristãs e a todos os moçambicanos de boa vontade o subsídio “Cartilha Política para o diálogo nacional inclusivo” como forma de se prepararem para participar ativamente do processo de Diálogo Nacional Inclusivo, lançado oficialmente no dia 10 de Setembro em Maputo. O decreto presidencial no 17/2025 de 5 de Maio aprovou o Regulamento da Organização e Funcionamento da Comissão Técnica criada para a materialização do Compromisso Político para um Diálogo Nacional Inclusivo. Este Regulamento, no seu artigo 21o, cria dez Grupos de Trabalho, de acordo com os seguintes dez temas: assuntos constitucionais, assuntos eleitorais, assuntos fiscais, assuntos económicos, administração pública e despartidarização, recursos naturais, defesa e segurança, justiçam, reconciliação e unidade nacional, e descentralização e desconcentração. Como forma de tornar mais perceptíveis todos estes temas, a Cartilha Política da comissão Justiça e Paz da CEM destacou temáticas referentes à revisão constitucional (sobre a reforma do Estado e sobre a reforma do sistema eleitoral) e temáticas referentes à governação (sobre a reforma da política de exploração dos recursos naturais, sobre a adoção de medidas de inclusão económica, sobretudo para mulheres e jovens, e sobre a reconciliação e unidade nacional). Reformas referentes à revisão constitucional Reformas do Estado: aqui são debatidos assuntos li gados ao nosso sistema político, aos poderes do Presidente da República, à questão da despartidarização das instituições do Estado, à questão da descentralização e desconcentração política, económica e financeira. Quais são as propostas concretas da Igreja sobre tais reformas? a) Limitar as competências do Presidente quanto à designação dos titulares dos órgãos dos poderes públicos: Tribunal Supremo e Vice-Presidente; Conselho Constitucional; Tribunal Administrativo. Que estes os titulares sejam eleitos entre os pares que compõem o Conselho Superior das Magistraturas; b) Que a nomeação dos Reitores e Vice-Reitores das Universidades Públicas seja feita entre os pares que compõem os Conselhos Académicos e Científicos. c) Que igualmente seja banida a figura do Secretário do Estado nas Província. Isso evitaria a duplicação de estruturas de governação e pouparia no orçamento do Estado. Reformas do sistema eleitoral O debate gira em torno da definição de um novo modelo do sistema eleitoral, da composição dos órgãos da administração eleitoral, da legislação eleitoral, dos órgãos de justiça eleitoral, entre outros aspetos que contribuam para a integridade de todo o processo eleitoral. Quais são as propostas concretas da Igreja sobre tais reformas? A fonte dos nossos conflitos eleitorais é conhecida. Assim, aproveitando o Diálogo Político Nacional Inclusivo em curso, para resolver definitivamente os problemas que nos induzem a conflitos eleitorais, seria bom: a) Despartidarizar a CNE e o STAE e investir de honestidade e idoneidade as pessoas que os compõem: A ideia de paridade, além de não ter resolvido o problema, multiplicou os conflitos, bem como piorou a exclusão dos partidos extraparlamentares que não são representados. O país possui pessoas que, pertencendo ou não a certos partidos, possuem integridade e idoneidade comprovadas para conduzir processos com honestidade e justiça. Mas isso também pressupõe a honestidade, integridade e idoneidade de quem escolhe tais pessoas. b) Introduzir votação electrónica ou outra forma que não dê espaço de manobras ilícitas: o nosso país é vasto. Compilar dados eleitorais de forma manual e nas etapas estabelecidas por lei pode levar a actos tendenciosos. Uma votação com contagem automática pode reduzir a desconfiança nas pessoas que actualmente manuseiam o processo. Além disso, não existe garantia para um processo eleitoral íntegro que demora dias a ser analisado. Os votos não devem ser analisados, mas apenas contados, para evitar interpretações legais tendenciosas que induzam a resultados enganosos, tal como aconteceultimamente. c) Garantir um apuramento de MMV’s (Membros das mesas de Votos) com honestidade e responsabilidade: o processo eleitoral é um acto patriótico. Por isso, não se deve optar por pessoas cuja conduta e escolaridade não permitem aferir o seu grau de responsabilidade em relação a um exercício de soberania. O processo de recrutamento, selecção, formação e aplicação de MMV’s deve garantir que as pessoas a aplicar sejam cabalmente responsáveis de seus actos. É necessário que a sua transparência, integridade e honestidade sejam objectivamente comprovados. A lei deve ser, objectiva, dura e implacável para casos de viciação de resultados nas mesas de votação. (1-cont.).
jan 03 2026
Novo Município de Mossuril na mira da Renamo
A presidente Nacional da Liga Feminina da Renamo, Maria Celeste, garantiu esta terça-feira, 13/06, que o Município de Mossuril, em Nampula, está na mira do Partido Renamo. Maria Celeste falava à margem de um seminário sobre as eleições municipais, direcionado as mulheres da Renamo de todos distritos da província de Nampula. Na capacitação que juntou numero considerável de membros da liga feminina da Renamo, a presidente Nacional do órgão, Maria Celeste avançou que o novato Município de Mossuril é motivo de perda de sono para o seu partido. Aliás, a chefe das mulheres da Renamo disse ter sido um seminário que permitiu as mulheres da Renamo saberem o que fazer no dia das eleições. Maria Celeste, apesar de ter considerado Nampula o campo em que houve mais sabotagem do processo de recenseamento eleitoral, certeza não lhe faltou que a cidade é, e será a casa da Renamo. Em Nampula houve registo de muitos ilícitos durante o recenseamento, em comparação com outras províncias.” – referiu a dirigente das mulheres da Renamo no país sublinhando que “o novo município de Mossuril é um alvo atingido”. Por Ernesto Tiago
Mais dois Sacerdotes na Arquidiocese de Nampula
Os Padres Jeremias José da congregação São João Baptista e Xavier Ligório, do clero diocesano, foram ordenados no domingo, 25 de Junho. Com a ordenação desses dois sacerdotes, a arquidiocese de Nampula passa a contar com 50 Sacerdotes, sendo 45 padres diocesanos e 5 da congregação São João Baptista. Os dois novos sacerdotes foram ordenados por Dom Inácio Saure, Arcebispo de Nampula, o qual recordou que aquele que entra nessa missão, não pode nem deve ser orgulhoso e tem a obrigação de cumprir integralmente aquilo que disse na sua consagração, que se resume no bem servir o povo de Deus e fazer chegar a sua palavra a toda a humanidade. “Devem ser coerentes e testemunhos fieis de Deus perante o povo, através do vosso modo de viver e em todas as vossas actividades.” – orientou Dom Inácio, apelando para que “procurem guiar os fieis num único caminho que conduz a Cristo sem os deixar perderem-se”. Recordou que tudo que esteja escondido virá a descoberta. Numa clara alusão de que os padres, devem dar sempre um bom exemplo, para que o seu sacerdócio não seja desacreditado. “Jesus Cristo nos adverte: Não há nada que esteja coberto que não venha descobrir-se nem oculto que não venha conhecer-se”.- disse Dom Inácio, recordando que teria falado isso noutras homilias, mas que infelizmente sabe que ainda há problemas, mas, referiu, “o povo de Deus acabará sabendo tudo, por isso sejam pessoas de uma oração pessoal e intensa com a qual vos alimenteis espiritualmente e organizar belas celebrações com os fieis, que poderão ser de bom proveito para o povo de Deus mas não para vós mesmos, porque a ser assim serão teatros a baixo custo sem nenhum efeito espiritual sobre as vossas vidas”. Naquela homilia, o Arcebispo de Nampula lembrou que o povo quer ver Deus nos seus servos, numa altura em que o número de Padres continua insuficiente, olhando pelo povo que precisa de ser alimentado com a palavra de Deus. A igreja precisa de sacerdotes de qualidade e não em quantidade “Vocês querem ter padres sem qualidade?” – questionou Dom Inácio, que dirigindo-se aos fieis e familiares dos dois novos Padres, pediu apoio incondicional como forma de eles conseguirem fazer o trabalho de Deus sem correrem o risco de caírem em tentação. “Não tenhais medo de vos aproximardes deles, para lhes dizer uma palavra de encorajamento quando eles estão no bom caminho mas também de correção fraterna quando se enganarem”. – Advertiu, pedindo atenção dos familiares, no sentido de as suas casas não servirem de esconderijos de filhos feitos as escondidas, pois, disse, “para quem a vida sacerdotal não serve, deve ir para outra vida, porque ninguém é obrigado a ser sacerdote para toda a vida”. “Não queremos ouvir aquilo que se diz por aí: –Ah, os padres de hoje não prestam”. – disse Dom Inácio pedindo para que todos os fieis orem para os sacerdotes, sem os caluniar. Sejam promotores da paz que continua a ser um bicho de 7 cabeças Através de várias mensagens apresentadas na ocasião, as comunidades assumiram o compromisso de dar o seu apoio aos novos sacerdotes, para que sejam, na verdade, promotores da paz, que continua a ser muito necessária, numa altura em que a província de Cabo Delgado está a sofrer ações terroristas. A Mensagem do Clero Diocesano, por exemplo, apresentada pelo respetivo Secretário, Padre Serafim Muacua, refere que a ordenação dos dois padres, representa um presente que Deus concede ao povo de Nampula, numa altura em que o país, celebrava a sua independência. Dirigimo-nos a vos irmãos em cristo para desejar as nossas notas de boas vindas no ministério sacerdotal e de modo particular ao Padre Xavier Ligório do clero diocesano de Nampula, um clero que apesar dos vários desafios da vida busca viver e se manter na alegria do evangelho, no empenho pastoral com vista a salvação das almas do rebanho que lhe foi confiado”. – lê-se na mensagem, a qual sublinha que “em virtude da vossa ordenação, senhores padres, o espirito do senhor está sobre voz, porque vos ungiu para pregar o evangelho aos pobres”. “Ele vos enviou para proclamar a libertação dos aprisionados e a recuperação de vista aos cegos, para restituir a liberdade aos oprimidos”. – sublinha ainda a mensagem, destacando que “proclamar a libertação dos aprisionados, a recuperação a vista aos cegos e restituir a liberdade aos oprimidos no mundo, sobre tudo no país em que estamos, continua sendo um bicho de sete cabeças”. Recordando a mensagem de Jesus, segundo a qual “deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz”, os padres diocesanos apontam que “por a paz ser um bem necessário, os novos Sacerdotes não podem pensar que seja um trabalho fácil semear a paz através do evangelho, quando ainda aqueles que simulam ser promotores dela, apenas se limitam a cantar – “Paz, paz, paz, paz, com mãos erguidas para o céu, mas com os pés pisando os outros”. O Sacerdote Diocesano Xavier Ligório foi ordenado com o lema: – “Eis-me aqui, senhor, envia-me a mim”. Enquanto que o Padre Jeremias José, da congregação São João Baptista escolheu o lema –“ Como retribuirei ao senhor por tudo que ele me deu, elevarei o cálice da salvação invocando o nome do senhor”. Padre Xavier Ligório nasceu no distrito de Moma em 1992 e o padre Jeremias José, nasceu em 1983 no distrito de Pebane, na Província de Zambézia. Por Elísio João
jun 13 2023
Reduzem no país casos de descriminação
Em pleno dia Internacional da Conscientização sobre o Albinismo, fala-se da redução dos crimes contra pessoas com albinismo nos últimos tempos. Falando por ocasião do 13 de Junho, dia da Conscientização sobre o Albinismo, a classe em Nampula diz que nos últimos dias há redução de crimes contra ela. Redução de casos de raptos, sequestros, discriminação e tráficos de pessoas com albinismo caracterizam os momentos actuais. Apos uma marcha havida esta terça-feira, 13/06, no âmbito da celebração da data, esta classe social assumiu que a diferença torna uma sociedade única. Membros da Associação Amor a Vida, por nós entrevistados, caracterizam o momento actualmente vivido, como sendo seguro se comparado aos anos anteriores. “Provas de que há, na verdade, uma percepção diferente nas famílias moçambicanas em relação a esta classe social”, – sublinharam os mesmos, observando que hoje em dia crianças com albinismo estudam e brincam com as outras sem descriminação. Outros factos, que de alguma forma tornam-se uma preocupação e ao mesmo tempo desafio para pessoas com problemas de pigmentação da pele é a sua saúde, que exige um investimento para a proteção da pele. As nossas fontes garantiram que através da Associação “Amor a Vida”, um e outro parceiro tem aparecido para prestar o devido apoio. Por Ernesto Tiago
jun 13 2023
Novo Município de Mossuril na mira da Renamo
A presidente Nacional da Liga Feminina da Renamo, Maria Celeste, garantiu esta terça-feira, 13/06, que o Município de Mossuril, em Nampula, está na mira do Partido Renamo. Maria Celeste falava à margem de um seminário sobre as eleições municipais, direcionado as mulheres da Renamo de todos distritos da província de Nampula. Na capacitação que juntou numero considerável de membros da liga feminina da Renamo, a presidente Nacional do órgão, Maria Celeste avançou que o novato Município de Mossuril é motivo de perda de sono para o seu partido. Aliás, a chefe das mulheres da Renamo disse ter sido um seminário que permitiu as mulheres da Renamo saberem o que fazer no dia das eleições. Maria Celeste, apesar de ter considerado Nampula o campo em que houve mais sabotagem do processo de recenseamento eleitoral, certeza não lhe faltou que a cidade é, e será a casa da Renamo. Em Nampula houve registo de muitos ilícitos durante o recenseamento, em comparação com outras províncias.” – referiu a dirigente das mulheres da Renamo no país sublinhando que “o novo município de Mossuril é um alvo atingido”. Por Ernesto Tiago
jun 13 2023
Cidade de Nampula adquire Duas Ambulâncias Municipais
De Modo a garantir a saúde dos munícipes desta urbe, o presidente do Conselho Autárquico da Cidade de Nampula Paulo Vahanle adquiriu para os seus munícipes, duas ambulâncias. Depois de várias tentativas sem sucesso, para construção de centros de saúde na cidade de Nampula, o Conselho Municipal mudou de estratégia adquirindo duas ambulâncias para servir os munícipes desta urbe. Falando na tarde desta segunda-feira, na apresentação publica das duas ambulâncias, Paulo Vahanle referiu que o objetivo é socorrer os munícipes com mais brevidade possível quando enfrentarem problemas de saúde. “No nosso plano de governação municipal, havíamos enquadrado a componente de construção de centros de Saúde, mas que não estamos a ser permitidos, daí que optamos em falar com nossos parceiros de cooperação para nos disponibilizar ambulâncias para ajudar os nossos munícipes em caso de doença”. – explicou a jornalistas o edil de Nampula, acrescentou que “estes meios são produto de uma doação dos parceiros de cooperação, com destaque para o município de Amarante em Portugal”. Disse que “Para Estas duas ambulâncias devidamente equipadas, chegarem até a cidade de Nampula, foram necessários 2 milhões de Meticais, que serviram para alfandegamento e outros documentos, uma vez que o estado moçambicano não aceitou a isenção de alguns impostos.” Entretanto os munícipes desta urbe louvaram o gesto, do conselho Municipal, uma vez que as viaturas poderão trazer benefícios, facilitando a movimentação de doentes de casa para uma unidade Sanitária, ou de lá para um hospital de referência em tempo aceitável. Por Assane Júnior
jun 13 2023
Sacramento da Eucaristia é o Centro da fé cristã
A Vida da Igreja católica continua a ser resumida na eucaristia. Essa realidade foi recordada pelo Padre Isac Jacinto Velica, durante a celebração eucarística no último domingo, 11/06, no infantário- Aldeia Esperança, de Momola. Padre Isac observou que “a melhor maneira de o cristão católico participar na ceia do senhor, é recebendo o maior sacramento da eucaristia, que é o resumo de todos os sacramentos”. “Hoje celebramos a festa do corpo e Sangue do nosso Senhor Jesus Cristo, um grande mistério e símbolo da nossa fé.” – recordou o prelado, sublinhando que por meio do corpo e sangue de Jesus Cristo, o cristão comtempla o grande sacramento que é o cume de todos os sacramentos. “A vida pascal, quaresmal e quase toda a vida da igreja, pode estar resumida no sacramento da eucaristia, e, por isso, Ela tem muitos significados”. Anotou, lembrando que a vida do cristão deve se resumir no amor, porque Jesus disse “amai ao próximo como a si mesmo e a Deus sobre todas as coisas”. Nessa homilia, o Padre Isac destacou a necessidade de os cristãos expandirem o amor para o mundo, respeitando a natureza e ao seu irmão segundo as escrituras, o que suscita a paz e tranquilidade no mundo. Hoje o nosso mundo está a ir cada vez mais a abaixo por falta de amor com a natureza, e para com o nosso irmão. – lamentou, implorando que “o nosso amor, deve ser aquele que contemplamos no rosto do nosso senhor Jesus Cristo, que suscita a paz e tranquilidade para todos”. Esta celebração eucarística, aconteceu a margem de uma visita efectuada pelos Peregrinos do Papa Francisco ao Infantário – Aldeia Esperança de Momola. Por Elísio João


