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Governador de Nampula considera a província, berço do cajú

Essa consideração foi feita durante a primeira reunião nacional de concertação de actores de cadeia de valor de caju, um encontro que juntou sectores públicos e privados nas áreas de produção, comercialização e processamento do cajueiro que a província acolheu pela primeira vez, durante dois dias para uma reflexão. Isso acontece numa altura em que a província está embalada numa crescente consolidação como maior produtora e processadora da castanha de caju no pais e que contribui para a reafirmação de Moçambique no panorama internacional como maior produtora do pseudofruto. Para Manuel Rodrigues Alberto, o caju é uma das fontes fundamentais na renda das comunidades da provincia, tendo em conta que dos vinte e três distritos que compõem, dezanove produzem essa cultura. ̎O cajú é uma das principais fontes de renda para nossa população em Nampula, se tomarmos em conta que cerca de 83%, isto é dos 23 distritos que compõem a nossa província de Nampula, 19 são produtoras desta cultura de rendimento,  envolvendo  mais de 300 Mil produtores de cajú na província de Nampula ̏.- disse o governador da província, Manuel Rodrigues. O dirigente recuou no tempo e disse que no ano de 2021 a província comercializou mais de 67 mil toneladas de castanha de caju contra os 77 mil da última campanha, ao que encoraja a província na reafirmação do quadro nacional como a melhor província produtora do caju. ̋Agrada-nos constatar que tem havido anualmente um emcremento dos volumes de comercialização de castanha de cajú. Em 2021 por exemplo, a nossa província comercializou 67.338 Toneladas de castanha de caju, para os cerca de 77 Mil toneladas comercializadas na campanha passada. Como podemos depreender o volume de castanha de cajú comercializado tem estado a crescer na nossa província e tem estado a nos encorajar que realmente a província de Nampula, ira continuar a reafirmar -se no panorama nacional como sendo a província produtora de castanha de caju ̏ referiu Manuel Rodrigues. Segundo dados divulgados na ocasião, a província de Nampula conta com 37 empresas processadoras e 13 fabricas, exploradas por vinte empresas que exportam o produto. ̏A nossa província de Nampula conta com 37 empresas processadoras e 13 fábricas e quatro fabriquetas exploradas com um número visível de empresas que igualmente fazem a exportação em número de 20. “Deste numero de unidades de processamento, constatarmos que, infelizmente apenas seis estão operacionais, o que significa que temos muitos nossos concidadãos que neste momento estão no desemprego ̎;  Lamentou Manuel Rodrigues Alberto. Entretanto o representante do chefe do estado moçambicano na província de Nampula Jaime Neto, referiu que nos últimos tempos tem-se registado melhorias dos níveis de comercialização da castanha de caju, mas a indústria nacional do processamento, apesar de possuir uma capacidade enorme para absorver a produção em todo país, não é explorado duma forma integral por diversos motivos. Destacou a guerra entre a Rússia e a Ucrânia como um fenómeno que contribuiu para a redução da capacidade das empresas processadoras, e consequentemente condiciona a falta do financiamento. ̎Nos últimos anos temos registado um aumento significativo dos níveis da comercialização da castanha de caju, no entanto a indústria nacional de processamento apesar de registar uma enorme capacidade para absorver a produção nacional não é integralmente explorado por motivos conjunturais e adversos, dos quais se destacam baixo preço no mercado internacional, resultado da retracção da economia mundial e do quadro global de inflação originado pela guerra Rússia-Ucrânia, que resultam em elevados custos de en  ergia, com destaque para os preços do petróleo.” – anotou Jaime Neto, reparando qu “este fenómeno reduz a capacidade de tesouraria das empresas de processamento o que condiciona a capacidade de financiamento. O ministério da agricultura e desenvolvimento rural junto dos seus parceiros, segundo a fonte, tem vindo a evitar esforços para melhorar a capacidade de financiamento das empresas . Jaime Neto referiu que o crescimento é também notório no processamento secundário do pseudofruto que satisfaz o mercado interno de consumo de amêndoas assim como a alimentação de mercados de países vizinhos. ̎ É notório o crescimento do sector do processamento secundário da castanha que tem agregado valor a este produto, satisfazendo o mercado interno no consumo de amêndoas e alimentando os mercados de países vizinhos”. Disse a fonte, acrescentando que “nesta área temos o desafio de organizar melhor este seguimento de produção para que consiga melhores resultados”. ̎O nosso país dispõe de condições  agro-climáticas  para o desenvolvimento do sector do cajú, bem como a disponibilidade de terra e mão-de-obra para o aumento da produção  e processamento da castanha, podendo conduzir o país a competir de forma vantajosa com os países que lideram actualmente esta cultura ̎. Afirmou o Secretário do Estado na Provincia de Nampula. Por Assane Júnior

Síntese do Simpósio de ‘’Diálogo com Lideranças Religiosas’’ Anchilo Junho 2023

O Grupo de Reflexão sobre o Diálogo Intercultural e Inter-religioso de Nampula, realizou nos dias 6-7-8 de Junho 2023, em colaboração com o Centro Sócio-Pastoral São Paulo VI de Anchilo, da Igreja Católica, a Comissão Arquidiocesana para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso, a Plataforma dos Clubes de Paz de Nampula, (Conselho Islâmico de Moçambique – CISLAMO e Conselho Cristão de Moçambique – CCM), em pareceria com o Instituto de Estudos Sociais e Económicos (IESE), um simpósio sobre o tema: “Diálogo com lideranças religiosas”. A seguir vai a síntese dos trabalhos realizados:  O pressuposto para uma coexistência respeitosa e pacífica entre confissões religiosas num determinado País, é que o Estado seja laico. O Estado é chamado a garantir que o espaço público pertença a todos, e que nenhum indivíduo possa impor suas crenças e convicções sobre outros. Nasce então uma sociedade que sabe conviver na diversidade, tendo o Estado como garante desse direito. A laicidade do Estado permite que haja sintonia entre todas as crenças, sem restrições, porém dentro dos limites indicados pela legislação do País. O Estado moçambicano encoraja a presença de diferentes confissões religiosas e garante a todas o respeito pelos mesmos direitos e deveres. O Estado não deve interferir nas atividades das várias religiões, mas vigiar pelo cumprimento das prerrogativas legais vigentes, por parte das religiões, para que elas actuem respeitando a lei do País. A presença das lideranças religiosas nos âmbitos institucionais não é má em si mesma, desde que o sistema não desacredite o nome da religião de pertença, forçando aquele líder a adoptar comportamentos inadequados e contrários aos valores promovidos pela sua religião. É necessário velar para que a religião não seja utilizada para fins políticos ou partidários, pois, a laicidade não deve significar o abandono pelo Estado das instituições religiosas, mas sim um ponto de convergência das diferentes tradições religiosas. Assim, evitar-se-á o uso e abuso do fenómeno religioso, como está acontecendo em várias regiões do País, como é o caso de Cabo Delgado. Para que a sociedade possa conviver com as suas diferenças, é necessário cultivar um certo consenso em torno de determinados valores, proporcionando o que é definido como o mínimo ético. Isso pressupõe a procura daquilo que é justo, do correto e do bom. A justiça deve estar sempre na base do mínimo ético. Uma justiça que procure “costurar” as divisões e as diferenças para que sobressaia o bem comum, para que se enalteça a paz e a harmonia com todos os seres viventes. A vivência comum implica a ideia de que ninguém está sozinho, mas cada um deve algo a um Outro: Deus, os Antepassados, a Comunidade, a Família. Os princípios éticos, só poderão ajudar a reestabelecer a moral e a justiça se descerem do nível da mente para o nível do coração. Isto significa que o mínimo ético deve ser visto e assumido como uma consciência de cidadania e pluralismo cultural e religioso. Acrescenta-se ainda que para atingir os pressupostos do mínimo ético e de um adequado diálogo inter-religioso, é necessário renunciar ao proselitismo e cultivar os valores da amizade e da fraternidade comum. Em tudo isto, o ponto de partida para uma convivência pacífica é o conhecimento dos fundamentos religiosos das várias crenças, como por exemplo do cristianismo e do Islão. O cristianismo nasce do seguimento de Jesus de Nazaré, e se desenvolve como continuação da sua missão para com toda a humanidade. O Islão tem também a consciência de ter uma missão religiosa na história, a de proclamar a unidade e unicidade de Deus a toda a humanidade. Sendo Deus o Criador, o ser humano é chamado a cumprir com a Sua vontade, em todas as esferas da vida pública e privada. O Islão e o cristianismo partilham valores comuns: o mandamento do amor a Deus e ao próximo; a caridade sem fronteiras; a misericórdia; a fraternidade universal; o testemunho de vida; a centralidade da pessoa humana; o perdão e a reconciliação; a missão de anunciar a mensagem contida nos Livros Sagrados e na tradição profética, a justiça e a paz. A partir da vivência destes princípios, é possível chegar a uma convivência baseada no respeito recíproco, cultivando aquilo que é comum a todos. Não há convivência inter-religiosa sem diálogo inter-religioso. Para chegar a um diálogo inter-religioso é necessário assumir a condição de uma sociedade diversa na sua cultura e na religião. O ser religioso num mundo globalizado deve ter uma visão adequada da sua religião e de outras comunidades, com uma consciência positiva da diversidade. Cada comunidade deve estar ciente da existência do seu próprio grupo e de outros grupos, com todas as diferenças que isso comporta. Tal convivência inter-religiosa tem as suas fraquezas e as suas oportunidades também. Entre as fraquezas, sobressaem as seguintes: a exclusão ou autoexclusão de certos grupos da participação na vida social e religiosa, isso devido a certos complexos de inferioridade ou superioridade; o crescimento do radicalismo ou extremismo religioso; a ignorância em relação aos fundamentos religiosos próprios ou de outros; a manipulação política e ideológica do fenómeno religioso, seja a nível local, nacional ou global. Há também oportunidades, como por exemplo: o crescimento em qualidade e quantidade da liderança religiosa com conhecimento teológico; a história de interação multicultural e multirreligiosa da sociedade moçambicana; a partilha dos princípios de paz, igualdade, generosidade, solidariedade, em todas as religiões; os vários espaços de intercâmbio de conhecimento religioso abertos a todos, como é o caso dos Simpósios promovidos pelo Centro Sócio-Pastoral São Paulo VI de Anchilo – Nampula; o projecto do curso de formação e investigação em Ciências da Religião da Universidade Rovuma em Nampula; a vontade expressa por toda a comunidade em desenvolver um ambiente de paz e igualdade entre os seres humanos. Porém, para dar mais um passo em frente no caminho da convivialidade das diferenças, é importante verificar qual é a influência de valores religiosos numa sociedade multicultural, multiétnica e multirreligiosa. O ponto de partida é a consideração do conhecimento da outra religião como uma oportunidade para viver melhor

Jornalistas em Nampula recebem material desportivo

A direcção província da juventude, emprego e desporto respondeu positivamente ao pedido dos jornalistas, feito no mês de Maio deste ano. Num encontro de cortesia, os escribas teriam pedido aquela direção, o fornecimento de material desportivo, como forma de massificarem o desporto. Em resposta a esse pedido, a Direção disponibilizou, no ultimo fim de semana, uma bola e 16 pares de equipamento, a mesma quantidade que foi entregue ao adversário que jogou com a equipa dos jornalistas no último sábado, 03/06. De acordo com a directora provincial da juventude, emprego e desporto, Quinita Mandieate, a oferta do material desportivo aos jornalistas, está inserida na massificação do desporto na província de Nampula. Quinita reconheceu que a iniciativa dos jornalistas de Nampula poderá incentivar  trabalhadores das várias instituições a praticarem o desporto para o bem da saúde. “Pedimos que os trabalhadores de outras instituições segam esse exemplo, porque vai contribuir em grande medida, na vossa saúde”. – Implorou a dirigente. O responsável da equipa dos Jornalistas de Nampula, Júlio Assane, disse que este gesto encoraja aos jornalistas a praticarem o desporto e a não se ocuparem com actividades que prejudicam na vida de cada um no memento livre. Assane está expectante que com este tipo de apoio a equipa dos Jornalistas pode chegar a competir no campeonato Provincial, o Nampulense. “Gostaríamos que a directora provincial da juventude, emprego e desporto, estendesse esses apoios para as várias equipas que estão precisando de material desportivo”. – anotou Júlio. Em resposta, a directora provincial da juventude, emprego e desporto, Quinita Madieate, fez saber que neste momento está em negociação com dirigentes distritais, a reserva de espaços para abertura de campos de futebol em Malema, Nampula, Larde, Muecate. Por Hélio Albano

jun 06 2023

Mártires da Paz e da Democracia em Moçambique?

O Reitor do Seminário Filosófico São Carlos Lwanga Padre Avelino Arlindo desafia aos fieis católicos a serem mártires pela Paz e democracia que continuam ameaçadas em Moçambique. Padre Avelino denuncia com nostalgia que, no nosso país, quando alguém quer falar da paz e da democracia, no seu verdadeiro sentido, é morto. “Todos nós temos que fazer esforço, mesmo que para isso tenhamos que ser mártires, porque estamos a servir o nosso povo” – disse, recortando que “nos séculos passados, muitos foram mártires porque estavam a amar à Deus, na pessoa do nosso senhor Jesus Cristo e a seus irmãos”. “Hoje, deveríamos naturalmente, ser mártires por causa da paz que não há e que quando a desejamos, alguém nos mata, o mesmo que acontece quando desejamos a democracia. Vocês deviam ser mártires, porque Mártir, é aquele que testemunha Jesus Cristo nessas circunstancias na sociedade e no mundo inteiro”. Desafiou a fonte, lamentando que “há muita gente que morre em moçambique por causa de um bem que se quer para o povo”. Padre Avelino entende que a igreja enfrenta muitos desafios, numa altura em que os recém formados no sacerdócio, algumas vezes acabam caindo noutras actividades. “A formação que estamos a fazer é desafiante, porque hoje em dia há quem vem para a formação sacerdotal, para depois se ocuparem em outras áreas”.- referiu, dando como exemplo aos que usaram da  formação, no seminário, para mais tarde engrossarem as suas fileiras partidárias neste país, onde na sua opinião, “muitos que estão na Educação e na Política foram seminaristas”. O Padre Avelino não considera isso como um desperdício para a Igreja, porque em qualquer área onde esses dissidentes vão trabalhar, passam a ser bons profissionais e moralmente aceites na sociedade. “Gostaríamos que a pessoa fosse Padre, mas, se não pode, é melhor que saia antes”. – concluiu o prelado que falava a Rádio e Televisão Encontro no sábado, 03/06, à margem da comemoração do dia do Padroeiro do Seminário Filosófico São Carlos Lwanga, onde ele é Magnífico Reitor, tendo afirmado que está satisfeito com o aparecimento de muitas comunidades que ostentam o nome de São Carlos Lwanga, fora e dentro do país. Por Elísio João

Jovens sofrem intimidação em África

Uma celebração eucarística deu o início da comemoração do dia do padroeiro do Seminário Filosófico, São Carlos Lwanga de Nampula. O jovem africano, e seus 21 companheiros, foi mártir em 1886 e em cada 03 de Junho é recordado e apontado como exemplo de jovens que não vacilam no anúncio da palavra de Deus, mesmo com várias ameaças. Na sua homilia, o Arcebispo de Nampula Dom Inácio Saure lamentou o facto de ainda existirem em África, pessoas que intimidam os jovens, quando estes querem jogar o seu papel na sociedade. “A juventude africana, continua a ser desafiada pela pobreza, doenças, Injustiças e opressão, e que não está a conseguir lutar com sucesso devido a várias barreiras que lhe são impostas”. – lamentou Dom Inácio, sublinhando que “os jovens nunca devem cruzar os braços perante essas injustiças e meias verdades impostas ao continente Africano”. O líder da Igreja Católica em Nampula, recordou que os Jovens são chamados a continuarem a escrever novas e belas páginas de mártires do nosso tempo, acrescentando que “os mártires africanos relançam uma nova era de regeneração cristã,” daí que desafiou aos estudantes de filosofia, no Seminário Filosófico São Carlos Lwanga de Nampula, a se deixarem guiar por nobres ideais de uma civilização aberta às formas mais altas da vida social. Os jovens em formação sacerdotal no seminário filosófico São Carlos Lwanga, se identificam com o padroeiro e acham que apesar das várias dificuldades, é possível seguir o exemplo do mártir. Sabemos que estamos perante muitos desafios, mas isso não retira de nós a esperança que temos”. – disse um seminarista que pede aos outros jovens para saberem escolher prioridades na vida. O magnífico reitor do Seminário Filosófico São Carlos Lwanga, o Padre Avelino Arlindo, e da opinião de que apesar das dificuldades, ainda existe espaço para os jovens serem verdadeiros mártires, tomando em conta a mensagem que o mártires africanos quiseram transmitir para a humanidade. “A vida morre, mas a fé vive para sempre”, – segundo palavras de Dom Inácio Saure, Arcebispo de Nampula e Presidente da Conferência Episcopal de Moçambique, durante a celebração eucarística, no ultimo Sábado, por ocasião do dia do padroeiro do Seminário filosófico inter-diocesano, São Carlos Lwanga de Nampula. Por Elísio João

Simpósio: “Diálogo com lideranças religiosas” – Anchilo 6-7-8 de junho 2023

O Grupo de Reflexão sobre o Diálogo Intercultural e Inter-religioso de Nampula, vai realizar, em colaboração com o Centro Sócio-Pastoral São Paulo VI de Anchilo, da Igreja Católica, a Comissão Arquidiocesana para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso, a Plataforma dos Clubes de Paz de Nampula, (Conselho Islâmico de Moçambique – CISLAMO e Conselho Cristão de Moçambique – CCM), em pareceria com o Instituto de Estudos Sociais e Económicos (IESE), um simpósio sobre o tema: “Diálogo com lideranças religiosas”. O objectivo do Simpósio é continuar o caminho iniciado há alguns anos em Nampula, entre as várias confissões religiosas, para promover o diálogo intercultural e inter-religioso como caminho; a colaboração comum como conduta; o conhecimento mútuo como método e critério para defender e consolidar a paz, a justiça, a dignidade humana e o cuidado do ambiente. O evento  decorrerá nos dias 6-7-8 de Junho 2023, no Centro Sócio-Pastoral São Paulo VI de Anchilo. abaixa o programa do simpósio Simpósio Nampula 2023_230605_143500    

Missionários Beneditinos terão primeiro mosteiro em território Moçambicano

O Arcebispo de Nampula Dom Inácio Saure procedeu, na terça feira, 30/05, ao lançamento da primeira pedra, para o arranque das obras de construção do primeiro Mosteiro dos Missionários Beneditinos neste solo pátrio. O primeiro mosteiro dos Beneditinos a nível Nacional, será construído numa área de cerca de 4 quilómetros quadrados, na Localidade de Mecua, Posto Administrativo de Corrane, distrito de Meconta. O espaço vai servir para construção de Uma Escola profissional, Unidade Sanitária, e outras infraestruturas de carril religioso, uma vez que os Beneditinos apostam, principalmente, nessas áreas. O superior dos Missionários Beneditinos em Moçambique, Padre Deivis Josef Massão, fez saber que a intenção é apostar na evangelização, educação e Saúde, com o lema “Oração e trabalho”. “Somos Beneditinos missionários de Santa Otília, o nosso mosteiro está localizado na Tanzânia e somos obrigados a observar o lema principal, que é ‘oração e trabalho’. – disse o superior, anotando que, ‘por sermos missionários, somos diferentes de outros Beneditinos, pois isso nos acrescenta outra aza, com a qual temos que voar.” “O nosso principal foco em Moçambique, é servir o povo de Deus, nas áreas de Evangelização, Saúde e educação. Acreditamos que podemos implementar essas tarefas.” – lê-se na mensagem, na qual referem que a partir dessas perspetivas, os missionários Beneditinos estão ansiosos em construir um hospital de qualidade e de nível regional, Centro de educação vocacional, Escola primária, e, no futuro, uma escola para o ensino médio. O Arcebispo de Nampula agradeceu a iniciativa dos Beneditinos, porque, segundo observou, a congregação é de origem Tanzaniana, mas que preferiu construir o seu mosteiro na Arquidiocese de Nampula, o que poderá ajudar em grande medida, na formação dos fieis desta. “Quero, na verdade, dar graças a Deus, por esta presença que está a começar aqui na nossa Arquidiocese de Nampula dos Monges Beneditinos, que por serem missionários, tiveram azas e voaram ate aqui, o que é muito bom para nos.” – disse Dom Inácio, destacando que “as três áreas de acção dos missionários Beneditinos são muito importantes para o povo de Nampula e filhos de Deus, por se tratar de um povo muito religioso, apesar da diversificação de  crenças.” Pediu a comunidade local para que receba esses missionários de mãos dadas, porque, segundo avançou, “eles vêm para nos evangelizar, cuidar-nos na saúde e nos potenciar na educação, sendo esse o motivo para eu olhar a presença deles aqui, com esperança e confiança.” A liderança comunitária local, também olha a iniciativa dos Missionários Beneditinos com muita espectativa, uma vez que os jovens locais precisam de oportunidades de emprego. ‘Recebemos com muita alegria esta iniciativa dos missionários, porque essas actividades vão decorrer aqui no regulado de Mecua, onde a população carece de muitas necessidades.”- confidenciou o líder de primeiro escalão Carlos Victorino, que promete mobilizar a população para colaborar na implementação das actividades. O governo local, na pessoa da Chefe da Localidade de Mecua, Olga Ussene, deixou apelos no sentido de a comunidade assumir o empreendimento com responsabilidade, olhando como da sua pertença. “Não gostaríamos de ouvir que há desvio de materiais de construção nem sabotagem, porque tudo que for construído aqui, vai beneficiar a população desta localidade”. – Advertiu, destacando que com uma escola de artes e ofícios, os jovens daquela localidade poderão ser formados em diferentes áreas e criarem o seu auto emprego. O primeiro edifício, a ser erguido no espaço, poderá ser concluído nos próximos 10 meses, segundo garantia do representante do empreiteiro. A localidade de Mecua, com 20.445 habitantes, ainda debate-se com a falta de infraestruturas escolares melhoradas e unidades sanitárias, o que preocupa a população local, dai que olha na instalação do mosteiro, como o principio do fim de uma parte do sofrimento. Informações colhidas no local indicam que num futuro breve, a localidade de Mecua poderá ser iluminada com a energia elétrica da rede nacional. Por Elísio João

Mais meios circulantes para garantir fiscalização e combate a corrupção

O governador da Província de Nampula Manuel Rodrigues exige maior fiscalização nos transportes rodoviários. O chefe do executivo provincial Manuel Rodrigues renovou esse desafio na cerimónia de entrega de duas viaturas a direção Provincial dos transportes e Comunicações de Nampula O dirigente referiu que a Direção Provincial de Transportes e Comunicações deve garantir um sistema de comunicação e que as viaturas ora entregues possam resolver o problema da burocracia assim como combate a corrupção. ʺQue a Direção Provincial de Transportes e Comunicações continue a prestar melhores serviços aos nossos cidadãos, o cidadão é nosso padrão, a direção dos transportes é aquela que assume a responsabilidade de fiscalizar os transportes rodoviários de passageiros e de cargas. A direção de transportes e comunicações deve garantir a instalação de sistemas de comunicação em toda província de Nampula até as localidades e tem uma área muito exigente que é de emissão de cartas de condução através da delegação do INATER. Desafiou Manuel Rodrigues, acrescentando que estes meios sejam devidamente usados e sejam exatamente para resolver a questão da burocracia e combate a corrupção, mas também para tornar o sector mais dinâmico na prestação de serviços a toda populaçãoʺ. No que concerne a fiscalização, disse que o sector deve combater o encurtamento das rotas e as especulações na definição de Tarifas ʺVamos combater o encurtamento das rotas a especulação na definição de tarifas para o transporte de passageiros. Disse, para depois afirmar que  “os nossos concidadãos estão a reclamar, por isso usem as viaturas para fazer a fiscalização principalmente nas rotas problemáticas como a rota Nampula-Nacala, Nampula- Angoche, Nampula-Malema e Nampula- Eráti.” Segundo a fonte, “São rotas onde os transportadores infelizmente pela ausência da fiscalização, se aproveitam para especular preços, que prejudicam os nossos concidadão, por aplicarem tarifas muito além daquilo que é o normalʺ. Entretanto o diretor Provincial de Transportes e Comunicações Emiliano Maniquela disse que a responsabilidade de fiscalizar o encurtamento de rotas é do município e não do sector que dirige. ʺO encurtamento de rotas não é da responsabilidade da direção Provincial, mas sim, do município e nós como executivo provincial não entramos na questão das autarquias.” Explicou, anotando que o governo apenas  pode dar assistência, mas, que fique claro de que não tem nenhuma obrigação de marcar fiscalização de rodoviasʺ. Por Assane Júnior

Comunidade de Nagonha disputa poços com animais

A Comunidade de Nagonha, em Nacavala, distrito de Meconta está privada de condições básicas para a sua sobrevivência. Falta de furo de água, Unidade sanitária próxima e corrente elétrica, associado com a intransitabilidade da via que dá acesso, são as principais necessidades daquela comunidade. Membros da Comunidade de Nagonha disseram que essas lamentações são antigas e do conhecimento das autoridades governamentais. “Existem comunidades vizinhas que beneficiaram de furos de água, mas nós estamos a sofrer com esse problema há já muitos anos. tiramos água do poço, para beber, onde também bebem animais do mato.” – disse uma anciã, acrescentando que a intransitabilidade da via de acesso àquela comunidade constitui outra preocupação. O líder da Comunidade de Nagonha considera legítimas essas reclamações e disse ter reportado ao governo do distrito. “Fiz chegar este assunto ao governo da localidade e até do distrito mas a resposta que recebo, é de sempre esperar.” – justificou, pedindo calma aos residentes da sua área de jurisdição, numa altura em que assume que esta, é mais uma realidade vivida na comunidade de Nagonha, onde a população consome água dos poços que são partilhados com animais. Por Elísio João

Caravana do contribuinte já está em Nampula

A Caravana Nacional do Contribuinte, que poderá percorrer o país do sul ao norte e do Zumbo ao indico, já está na Província de Nampula desde esta quarta feira. A porta de entrada foi o distrito de Murrupula, na ponte sobre o rio Ligonha, que separa Nampula com a província central da Zambézia, local onde o Delegado da Autoridade Tributária daquela província, fez a entrega da ‘Bandeira’, como símbolo de passagem de testemunho da Chama Tributária, nome com o qual foi batizada a Caravana Nacional do contribuinte. No primeiro dia, 24/05, a Caravana Nacional do contribuinte percorreu os distritos de Murrupula e Rapale antes de escalar a cidade de Nampula. Alias na cidade de Nampula, a caravana percorreu quase todas as principais ruas e Avenidas. Espectativas A Autoridade Tributaria de Moçambique, delegação de Nampula, espera aumentar o seu nível de atendimento ao público, durante a Caravana Nacional do Contribuinte. A espectativa é de Muanjuma Sualé, Delegada Provincial da Autoridade Tributária nesta Província, momentos depois de receber, esta quarta feira, 24/05, a Chama tributária, que está a percorrer o país desde o dia 09 de Janeiro do ano em curso. Muanjuma Sualé fez saber que na componente de atribuição de NUIT, a província conseguiu este ano, atingir uma percentagem considerável, mais de 50 porcento, esperando que durante a caravana, muitas pessoas possam ser alcançadas. “Estamos felizes por Nampula ser a província que abre com a Caravana Nacional do Contribuinte na região norte.” – referiu Muanjuma. A Caravana Nacional do Contribuinte, veio da Província de Zambézia, depois de ter estado em todas províncias do Centro e Sul do Pais. Na Zambézia, segundo o Delegado da Autoridade Tributaria daquela Província, Ambrósio Orrubolo, a Caravana impulsionou bastante os trabalhos da instituição, contribuindo para atribuição de NUITs a mais cidadãos para alem de outros serviços. O delegado da Autoridade Tributaria de Zambézia considera que os 15 dias de permanecia da Chama Tributaria na Província, são de muita responsabilidade, e que Nampula deve ter em Conta. No limite entre Nampula e a província central de Zambézia estava a Administradora do distrito de Murrupula, Regina Paulino, que em nome do Governo Provincial garantiu que tudo será feito para o sucesso da caravana Nacional do Contribuinte. Na província de Nampula, durante 15 dias, a caravana Nacional do Contribuinte poderá escalar os distritos de Angoche, Ilha de Moçambique, Nacala-Porto e Erati, onde sera feita a passagem simbólica de testemunho a Província de Cabo Delgado As cerimónias provinciais da Caravana Nacional do Contribuinte, aconteceram na sede do Posto Administrativo de Namicopo, onde foram disponibilizados vários serviços, com destaque para atribuição de Número Único de Identificação Tributaria- NUIT. Por Elísio João

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