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jan 02 2023

Recordando papa Bento XVI o 265º Papa da Igreja Católica

Recordando papa Bento XVI o 265º Papa da Igreja Católica Joseph Aloisius Ratzinger nasceu no dia 16 de Abril de 1927, na Alemanha. Ele foi o grande responsável por apresentar um Catecismo actualizado para toda a Igreja. Foi Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e Presidente da Pontifícia Comissão Bíblica e da Comissão Teológica Internacional desde1982. No dia 19 de Abril de 2005, aos 78 anos, o cardeal Joseph Ratzinger foi eleito Papa, assumindo o nome de Bento XVI. “Depois do grande Papa João Paulo II, os senhores cardeais elegeram-me a mim, um simples e humilde trabalhador da vinha do Senhor”. Depois de oito anos de pontificado, aos 85 anos de idade, no dia 11 de Fevereiro 2013, renunciou por não ter mais forças para exercer seu ministério. “Bem consciente da gravidade deste ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de Abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice” (Bento XVI). Após a renúncia, Bento XVI passou a viver no Mosteiro Mater Ecclesiae no Vaticano. Por causa de sua frágil saúde poucas vezes saiu do Mosteiro para participar em algumas celebrações e manteve-se em silêncio, para que pudesse continuar ao serviço da oração. No dia 31 de Dezembro 2022 foi descansar em Paz. Obrigado Papa Bento XVI!

dez 16 2022

Papa Francisco: “juntos” é o nome da paz em 2023

Na mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2023, o Papa faz um convite a refletir sobre as lições deixadas pela pandemia e pela guerra na Ucrânia e indica o caminho para a paz: “É juntos, na fraternidade e solidariedade, que construímos a paz, garantimos a justiça, superamos os acontecimentos mais dolorosos.” “É hora de pararmos um pouco para nos interrogar, aprender, crescer e deixar transformar”: este é o convite do Papa Francisco contido na mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2023, celebrado em 1º de janeiro. O tema escolhido pelo Pontífice é “Ninguém pode salvar-se sozinho. Juntos, recomecemos a partir da Covid-19 para traçar sendas de paz”. Ouça e compartilhe: Passados três anos, é justamente a experiência da pandemia o fio condutor da mensagem. “A Covid-19 precipitou-nos no coração da noite, desestabilizando a nossa vida quotidiana, transtornando os nossos planos e hábitos, subvertendo a aparente tranquilidade mesmo das sociedades mais privilegiadas, gerando desorientação e sofrimento, causando a morte de tantos irmãos e irmãs.” Os efeitos foram de longa duração: além do luto, o vírus causou um mal-estar generalizado, ameaçou a segurança laboral de muitas pessoas, agravou a solidão em nossas sociedades, fez aflorar contradições e desigualdades e fragilidades. Então vem a pergunta: “O que é que aprendemos com esta situação de pandemia?”. Francisco não tem dúvidas: “A maior lição que Covid-19 nos deixa em herança é a consciência de que todos precisamos uns dos outros, que o nosso maior tesouro, ainda que o mais frágil, é a fraternidade humana, fundada na filiação divina comum, e que ninguém pode salvar-se sozinho”. Por conseguinte, é urgente buscar e promover, juntos, os valores universais que traçam o caminho desta fraternidade humana. A própria pandemia favoreceu atitudes positivas, como um regresso à humildade; uma redução de certas pretensões consumistas; um renovado sentido de solidariedade, bem como um empenho, “em alguns casos verdadeiramente heroico”, de muitas pessoas que se doaram para que todos conseguissem superar do melhor modo possível o drama da emergência. O segredo, aponta o Papa, está na palavra “juntos”. “Com efeito, é juntos, na fraternidade e solidariedade, que construímos a paz, garantimos a justiça, superamos os acontecimentos mais dolorosos. De fato, as respostas mais eficazes à pandemia foram aquelas que viram grupos sociais, instituições públicas e privadas, organizações internacionais unidos para responder ao desafio, deixando de lado interesses particulares.” Mas quando o mundo ainda se recuperava do trauma, eis que outro fato colocou a humanidade à dura prova: a guerra na Ucrânia. Francisco fala de “desgraça”, “flagelo” que, diferentemente da Covid, foi pilotado por “opções humanas culpáveis”. A guerra ceifa vítimas inocentes e suas consequências vão além-fronteiras, como demonstram o aumento do preço do trigo e energia. “Não era esta, sem dúvida, a estação pós-Covid que esperávamos ou por que ansiávamos”, lamenta o Pontífice, definindo a guerra uma “derrota da humanidade” para a qual ainda não há vacina. “Com certeza, o vírus da guerra é mais difícil de derrotar do que aqueles que atingem o organismo humano, porque o primeiro não provem de fora, mas do íntimo do coração humano, corrompido pelo pecado.” E vem a última pergunta: “Que fazer?” Antes de mais nada, deixar que Deus transforme nossos corações. E depois, pensar em termos comunitários. Não existe mais o espaço dos nossos interesses pessoais ou nacionais, mas “é hora de nos comprometermos todos em prol da cura de nossa sociedade e do nosso planeta”. Outra lição deixada pela pandemia é que as crises morais, sociais, políticas e econômicas estão interligadas. “E assim somos chamados a enfrentar, com responsabilidade e compaixão, os desafios do nosso mundo.” E os desafios, infelizmente, não são poucos: guerras, alterações climáticas, desigualdades, desemprego, migração e o “escândalo dos povos famintos”. “Compartilho estas reflexões com a esperança de que, no novo ano, possamos caminhar juntos valorizando tudo o que a história nos pode ensinar”, conclui o Santo Padre, fazendo os melhores votos aos Chefes de Estado e de Governo, aos Responsáveis das Organizações Internacionais, aos líderes das várias religiões. “Desejo a todos os homens e mulheres de boa vontade que possam, como artesãos de paz, construir dia após dia um ano feliz! Maria Imaculada, Mãe de Jesus e Rainha da Paz, interceda por nós e pelo mundo inteiro.” (Vatican News)   Leia a Mensagem do Papa Francisco para o dia Mundial da Paz 1/1/2023 mensagem Paz 2023

dez 14 2022

1 de Janeiro 2023: 56ª Jornada Mundial da Paz

Proximamente será apresentada a Mensagem do Papa Francisco para a 56ª Jornada Mundial da Paz que será celebrada no dia 1 de Janeiro 2023. Tema: “Ninguém pode salvar-se sozinho. Recomeçar depois da COVID 19 para traçar juntos caminhos de Paz”  

dez 13 2022

Nomeação do Bispo auxiliar da Arquidiocese da Beira

O papa Francisco nomeou como bispo auxiliar da Arquidiocese da Beira o Pe. António Manuel Bogaio Costantino da congregação dos Missionários Combonianos do Coração de Jesus (MCCJ). Até o momento Superior Provincial dos Missionários Combonianos em Moçambique e antigo Director da Revista Vida Nova (2008-2011). Parabéns e tantas orações   Leia o comunicado de nomeação e curriculum vitae do Pe. António Manuel Bogaio Costantino Ofício Nomeação e CV Pe Constantino_221213_135552 Escute a primeira entrevista com o Bispo nomeado

nov 24 2022

Delegações da II Jornada Nacional da Juventude enaltecem a ocorrência do evento em Nampula

As delegações que participaram da segunda Jornada Nacional da juventude já se encontram nas suas respectivas dioceses e paróquias e enaltecem a forma como foi organizado o evento. Falando ontem (23/11) em pleno programa Eco da Jornada, os chefes das delegações da Beira, Gurué e Quelimane disseram ter sido uma boa jornada na qual jovens trocaram várias experiências da vida. A Diocese de Gurué lança elogios sobre como o evento foi organizado. Os jovens de Quelimane na voz da Irmã Esperança, agradecem o carinho e atenção das famílias acolhedoras. Por seu turno, o Diácono Rafael, da Arquidiocese da Beira, diz que a sua juventude saiu de Nampula fortalecida na fé. De recordar que terminou no último domingo (20/11) a grande festa que juntou mais de 1000 jovens vindos das 12 dioceses de Moçambique. Na ocasião, o Arcebispo de Nampula, Dom Inácio Saure, anunciou que a III Jornada Nacional da Juventude terá lugar na cidade de Maputo em 2025. Tendo, de seguida, feito a entrega da Cruz da Juventude ao Arcebispo de Maputo e aos respectivos jovens que receberam com muita alegria. Por: Rádio e Televisão Encontro (RTE)

nov 24 2022

Maputo acolhe em 2025 a III Jornada Nacional da Juventude Moçambicana

Maputo acolhe em 2025 a III Jornada Nacional da Juventude Moçambicana Com a Celebração eucarística, no último domingo (20/11), solenidade de Cristo Rei do Universo e Dia Mundial da Juventude, encerrou na cidade de Nampula, a II Jornada Nacional da Juventude, e a III terá lugar em Maputo, em 2025. Foi na voz de Dom Inácio Saúre, Arcebispo de Nampula e Presidente da Conferência Episcopal de Moçambique (CEM), que os jovens Católicos participantes na II Jornada Nacional da Juventude (JNJ) em Nampula, receberam a emocionante notícia, especialmente para os jovens da arquidiocese de Maputo, durante a Missa do encerramento e envio dos peregrinos, no domingo, 20 de Novembro, na solenidade de Cristo Rei do Universo e Dia Mundial da Juventude. Depois de saber que a cidade de Maputo será a próxima a colher o maior evento da juventude católica do País, o coordenador da delegação desta arquidiocese, Hamilton Caetano, explicou que a delegação que representa acolhe a notícia com júbilo, acrescentando que a mesma constitui uma grande responsabilidade. Participantes na II Jornada Nacional da Juventude, ouvidos pela equipe da Emissora católica da Beira em Nampula, dizem-se satisfeitos e com os olhos postos para as próximas jornadas. Para além dos jovens peregrinos e os demais fiéis de Nampula, estiveram presentes na Missa de encerramento, membros do Governo local, com destaque para Manuel Rodrigues, Mety Gondola e Paulo Vahanle, este último Presidente da autarquia de Nampula, e uma delegação do Comité Organizador Local da Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023, oriunda de Portugal para convidar os jovens moçambicanos a aderirem ao evento mundial da juventude. (Rogério Maduca – Radio Pax, Moçambique, Vaticanews)

nov 16 2022

beato Pe. Giuseppe Ambrosoli, medico e missionário

Domingo 20 de Novembro será beatificado o Medico Missionário comboniano na Uganda. A missão da Igreja no mundo precisa de homens capazes de tornar inteligível a Boa Nova. Sempre foi assim desde que Nosso Senhor deu aos apóstolos o Mandatum Novum, sob a bandeira da caridade evangélica. Portanto, se depois de dois mil anos podemos continuar a cultivar a virtude da esperança, é sobretudo graças ao espírito de doação que anima, ao longo de dois mil anos de história, um número indescritível de santos e beatos. Entre estes há um que, após dois anos de espera e adiamentos devido à pandemia, será beatificado em 20 de Novembro em sua missão em Kalongo, no norte de Uganda: padre Giuseppe Ambrosoli. É um missionário, médico e sacerdote comboniano que passou a vida ao serviço dos últimos. Nascido em 25 de julho de 1923 em Ronago, na província de Como, era um dos filhos do fundador da empresa de mel homónima. De 1942 a 1950, o jovem Ambrosoli completou sua formação clássica e profissional e lançou as bases de uma sólida espiritualidade que já havia tido a oportunidade de se manifestar no apostolado entre os jovens da Acção Católica. Com muito zelo, matriculou-se na Faculdade de Medicina com o desejo de partir para a missão: “Deus é amor, há um vizinho que sofre e eu sou seu servo”, explicou à família. Em 1949 visitou o superior dos Missionários Combonianos de Rebbio (Como) com a intenção de colocar a sua qualificação de médico ao serviço da missão ad gentes. Tendo recebido a aprovação, pediu um período de reflexão antes de decidir finalmente entrar na Congregação missionária. Depois de concluir a especialização em medicina tropical “Higiene Tropical” em Londres, com entusiasmo e sem arrependimentos, deixou para trás a facilidade das condições familiares e uma carreira médica que prometia ser brilhante em casa. Entrou no noviciado comboniano de Gozzano (Novara) em 18 de Outubro de 1951 e quatro anos depois, em 17 de Dezembro de 1955, foi ordenado sacerdote pelo então arcebispo de Milão e futuro papa Giovanni Battista Montini. Este período marcou propriamente a conclusão da formação teológico-religiosa do Padre Ambrosoli. Em 10 de Fevereiro de 1956 partiu para Uganda, com destino a Gulu (capital do norte do país). Daqui mudou-se para Kalongo em East Acholi, enquanto seguia e terminava os estudos de teologia do último ano no seminário inter-vicarial de Lachor (Gulu). Seu serviço missionário ocorreu naquela porção do povo Acholi que ocupava o extremo leste da atual arquidiocese de Gulu. O norte do Uganda – recorde-se – é uma imensa planície ondulada, com uma extensão de cerca de 50.000 km2, quebrada de vez em quando por alguns matos e montanhas rochosas que se erguem majestosamente e dão uma imagem plástica a uma paisagem em que o equatorial céu parece abraçar tudo o que vigia. A altitude média desta zona ronda os mil metros acima do nível do mar, mas isso não impede que seja uma das zonas mais quentes do Uganda. Ao norte, a planície se eleva ligeiramente em direção às montanhas de Ogoro e Paloga, que servem como fronteira natural com o sul do Sudão; estas são colinas que já foram usadas como refúgio pelos rebeldes. A paisagem é no entanto sedutora aos olhos de qualquer viajante. Existem imensas savanas, na época das chuvas com relva muito alta, com alguns matos onde se pode refrescar quando o sol está no seu apogeu. E é precisamente no sector oriental deste território, a jusante de uma enorme e sugestiva rolha de granito vulcânico com 500 metros de desnível, o monte Oret, que se ergue a pequena e hospitaleira cidade de Kalongo onde o padre Ambrosoli passou o resto da sua vida. Sua vida, exactamente 31 anos, de 19 de Fevereiro de 1956 a 13 de Fevereiro de 1987. Chegando lá, encontrou uma pequena maternidade e um dispensário que transformou, sob sua orientação, em um verdadeiro hospital. Em 1959 fundou, também em Kalongo, a Escola para parteiras e enfermeiras com a colaboração dos missionários combonianos. Em 1972, então, assumiu também a leprosaria de Alito e Morulèm. Os únicos intervalos em que se ausentava do Kalongo eram os curtos períodos representados pelas férias, muitas vezes transformadas em autêntico tour de force para aumentar as suas múltiplas competências no campo cirúrgico e angariar fundos para o complexo hospitalar. A sua fama espalhou-se por quase todo o lado, não só no território acholi, mas também entre outras etnias da região como os Lango, mas também pelos Kuman e Teso. A este respeito, existem inúmeras anedotas que descrevem sua popularidade. O escritor, por exemplo, certa vez recebeu a ordenação diaconal em maio de 1985, um dia foi baptizar um grande grupo de catecúmenos em uma aldeia próxima ao leprosário de Alito. O primeiro deles afirmou ser batizado com o nome de “Doutor Ambrosoli”. À objeção se não era mais conveniente ser chamado de “Giuseppe”, ele se opôs vigorosamente porque foi “Doutor Ambrosoli” quem salvou sua vida em seu hospital. O fato é que naquelas partes há muitos que levam esse nome. O que mais impressionou os pacientes de Kalongo foi a extraordinária capacidade do padre Ambrosoli de infundir esperança. Não se tratava de simples consistência profissional, mas de total transporte e participação no que estava testemunhando, e não por mera aparência externa, mas do fundo de seu próprio ser, a ponto de despertar nas pessoas o respeito religioso. Por outro lado, era um contemplativo de alma e coração. Inicialmente, ele foi apelidado de “Ajwaka Madid”, o “feiticeiro branco” que mais tarde lhe rendeu o título de “doutor da caridade” por seu escritório espiritual. Seu serviço missionário foi marcado por acontecimentos que marcaram positiva e até tragicamente a história de Uganda. De fato, ele viveu a parte final do período colonial britânico, que foi seguido pela independência, a ascensão ao poder de Milton Obote, o advento do ditador Idi Amin Dada, o retorno de Obote e o advento do atual presidente Yoweri Museveni . Os últimos anos de sua

nov 14 2022

“Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundancia” (Jo10,10)

Síntese pontual da NOTA PASTORAL CEM  “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundancia” (Jo10,10) Cabo Delgado … A continuação deste desumano sofrimento é inaceitável e frustra o sonho de sermos uma nação de paz, concórdia e independente, justa e solidaria. Por isso, devemos juntar todos os esforços para encontrar os caminhos de solução a esta desgraça, não confiando unicamente no uso da força militar. A todos os envolvidos nesta guerra queremos recordar as palavras do Papa Francisco: “O Deus da paz nunca conduz à guerra, nunca incita ao ódio, nunca apoia a violência. E nós, que cremos nele, somos chamados a promover a paz através de instrumentos de paz, como o encontro, pacientes negociações e o diálogo, que é o oxigénio da convivência comum”. (Discurso na visita ao Reino do Bahrein, Outubro 2022) Jovens moçambicanos … Sem garantir aos jovens a realização dos seus sonhos, a própria nação verá comprometida o seu sonho de ser protagonista do seu futuro. Custo de vida … No nosso País, apesar de sermos uma única família, as desigualdades sociais e económicas estão a criar uma brecha profunda. Por um lado, uma minoria endinheirada que se pode permitir todo tipo de luxo e, por outro, uma maioria empobrecida que nem o básico tem para sobreviver. São necessárias políticas corajosas que eliminem o crescente abismo existente entre irmãos. A mesma Tabela Salarial Única (TSU) que expressa o desejo de uma maior equidade, se não for bem gerida pode levar a convulsões sociais a exasperar o sentimento de desigualdade e injustiça. Sem a distribuição equitativa e justa de recursos e oportunidades, sem uma real inclusão social, a nossa paz e coesão social serão sempre ameaçadas. Nenhuma paz sobrevive a exclusões e a injustiças sociais. A Corrupção … No país instaurou-se uma cultura de corrupção chegando a pensar-se que é normal, que é assim que as coisas funcionam, que só pode ser assim. Faz-se descaradamente um uso privado dos recursos do país e de património publico, pondo os interesses pessoais ou de grupo acima do bem comum. A corrupção manifesta-se nas constantes “propinas” (“refrescos”) que se devem pagar aos servidores públicos para receber um serviço que é seu dever oferecer, no desvio de fundos públicos para fins e interesses privados, no nepotismo e clientelismo. A corrupção está na origem da dilapidação e destruição da riqueza e de todo o tecido social, mas o aspecto mais grave é que infiltrando-se nas instituições e no exercício do poder do estado compromete estruturalmente o projecto de um país livre, justo e solidário. A avidez … de que a corrupção é filha, por vezes leva a favorecer grandes projetos económicos de capitais estrangeiros, implantados para extrair recursos naturais sem um real e transparente envolvimento das populações interessadas. Milhares de famílias continuam a ser retiradas de suas terras férteis para dar lugar a esses investimentos, dos quais praticamente não tiram qualquer benefício. Enfim …. Convidamos todos a comprometermo-nos à conversão, à mudança de atitudes, a rejeitar qualquer forma de radicalismo, a superar a intolerância entre os grupos sociais, tribais, políticos, económicos, religiosos e raciais que nos dividem. Acolhendo o Príncipe da Paz que se faz criança frágil no Natal, empenhemo-nos a nos aceitar-nos como irmãos, filhos do mesmo Pai o Criador. Que Deus abençoe Moçambique Pelos Bispos Católicos de Moçambique Dom Inácio Saúre, IMC   Leia a Nota Pastoral na integra Nota Pastoral Bispos Católicos de Moçambique Novem_221112_061228   UM REGRESSO PARA UM NOVO FUTURO OU UM REGRESSO AO PASSADO? – O RETORNO POPULACIONAL PARA O NORDESTE DE CABO DELGADO por Dr. João Feijó do Observatório do Meio Rural (OMR) Destaque Rural Nº 195 1 de Novembro de 2022 INTRODUÇÃO Nas últimas semanas assiste-se à reabilitação de infra-estruturas e reabertura de serviços públicos, assim como ao regresso de dezenas de milhares de indivíduos para vários distritos do Nordeste de Cabo Delgado. Paralelamente, decretam-se amnistias e mediatiza-se a apresentação de desertores e arrependidos às populações locais, para posterior integração. Não obstante esta imagem de maior estabilização do território, persistem diversos ataques em vastas áreas do Norte da província, alastrando-se pequenas incursões para a zona Sul, ameaçando interesses mineiros em Montepuez. Movimentos de retorno das populações aos locais de origem coexistem com a chegada de novos deslocados aos centros de reassentamento do Sul da província. Depois de descrever a situação de segurança em Cabo Delgado, o presente texto pretende analisar os movimentos populacionais e de reintegração socioeconómica nos locais de origem. Por fim, reflecte-se sobre o tipo de sociedade que se pretende reconstruir no Norte da província, e respectiva viabilidade para a estabilização do território. A reflexão resulta de entrevistas realizadas a professores, técnicos da saúde, de organizações não-governamentais, chefes de localidade, assim como indivíduos deslocados, residentes nos distritos de Palma, Mocímboa da Praia, Macomia, Quissanga, Pemba, Nangade, Mueda, Muidumbe, Montepuez e Chiúre, realizadas em Outubro de 2022 na cidade de Pemba. Na análise foram também considerados dados da Organização Internacional para as Migrações (OIM) e do Programa Mundial de Alimentação (PMA)… Leia na integra o texto do Dr. João Feijó DR-195-Um-regresso-para-um-novo-futuro-ou-um-regresso-ao-passado  

nov 14 2022

Comunicado da CEM para as Comunidades

  Leia o comunicado na integra Comunicado CEM Novembro 2022_221113_193859

nov 12 2022

Igreja católica no  mundo: Estatísticas

*Igreja católica no  mundo: Estatísticas* Por ocasião do 96º Dia Mundial das Missões, celebrado em Outubro desse ano, a Agência Fides apresentou, como costuma fazer, alguns dados sobre a Igreja no mundo. O relatório revela que a população mundial, em 31 de Dezembro de 2020, era de 7.667.136.000 pessoas, devido ao incremento de quase 90 milhões de pessoas em relação ao ano anterior. O aumento global refere-se a todos os continentes: o aumento maior deu-se na Ásia (quase 40 milhões) e África (quase 38 milhões), seguidos pela América (8.560.000), Europa (2.657.000) e Oceânia (628.000). Em 31 de Dezembro de 2020, a população mundial era de 7.667.136.000 pessoas, com um aumento de 89.359.000 unidades em relação ao ano anterior. O aumento global diz respeito, também neste ano, a todos os continentes. Na mesma data, o número de católicos ascendeu a 1.359.612.000 pessoas com um aumento global de 15.209.000 unidades em relação ao ano anterior. O aumento ocorreu em quatro continentes, exceto na Oceânia. O estudo aponta que o número total de bispos no mundo diminuiu apenas 1 unidade e é igual a 5.363. Aumenta o número de bispos diocesanos enquanto diminui o número de bispos religiosos. No total, os bispos diocesanos são 4.156, enquanto são 1.207 os bispos religiosos. O número de sacerdotes no mundo diminuiu, chegando a 410.219 (-4.117). A marcar uma diminuição substancial, mais uma vez, está a Europa, à qual se somam a América e a Oceânia. Aumentos de sacerdotes são registrados na África e na Ásia. Os diáconos permanentes continuam a aumentar globalmente, este ano em 397 unidades, atingindo o número de 48.635. Os aumentos ocorreram na América e Oceânia, há diminuições na Europa, Ásia e África. Os religiosos não sacerdotes aumentaram 274 unidades, atingindo o número de 50.569. As diminuições foram registradas na América e Oceânia. Eles estão em aumento na Europa, Ásia e África. Confirma-se a tendência dos últimos anos para a diminuição global de religiosas, este ano em 10.553 unidades. Há um total de 619.546. Os aumentos são, mais uma vez, na África e na Ásia, os decréscimos na Europa, América e Oceânia. Os seminaristas maiores, diocesanos e religiosos, este ano diminuíram, no total, 2.203 unidades, chegando assim a 111.855. Os aumentos são registrados apenas na África, enquanto diminuem nos outros continentes. O número total de seminaristas menores, diocesanos e religiosos, também diminuiu em 1.592, chegando a 95.398. Eles diminuíram na América, Ásia e Europa, enquanto há aumentos na África e Oceânia. No campo da educação e formação, a Igreja administra 72.785 creches em todo o mundo com 7.510.632 alunos; 99.668 escolas primárias para 34.614.488 alunos; 49.437 escolas secundárias para 19.252.704 alunos. Também acompanha 2.403.787 alunos do ensino médio e 3.771.946 universitários. As instituições de saúde, caridade e assistência administradas pela Igreja em todo o mundo incluem: 5.322 hospitais, 14.415 dispensários, 534 hospitais para leprosos, 15.204 lares para idosos, doentes crónicos e deficientes, 9.230 orfanatos, 10.441 jardins-de-infância, 10.362 centros de aconselhamento matrimonial, 3.137 centros de educação ou reeducação social e 34.291 outras instituições. As circunscrições eclesiásticas dependentes do Dicastério para a Evangelização totalizam 1.118, segundo a última variação registrada. As maiorias das circunscrições eclesiásticas confiadas ao Dicastério encontram-se na África (518) e na Ásia (483); América (71) e Oceânia (46).  

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