fev 06 2023
Caiu o pano, este domingo, do torneio BEBEC na Cidade de Nampula
A equipa “Mais Jovem de Namicopo” é a vencedora do campeonato Infanto Juvenil Bebec, edição 2022-2023 ao bater Academia Militar na final do torneio. Foi neste ultimo domingo em que os Namicopenses sagraram-se campões na maior competição do distrito de Nampula do Infanto-juvenil, ao derrotar a Academia Militar por 5 a 4, na marcação de grandes penalidades, depois de ter terminado o tempo regulamentar, as duas equipas empatadas a uma bola. Os atletas de palmo e meio da equipa vencedora mostraram-se felizes por terem conquistado o campeonato e prometem dar continuidade no desporto. Ainda na mesma competição, desta feita em feminino, Ajax de Namutequelia sagrou-se vencedor ao afastar a equipa do bairro de Muahivire. O presidente da Associação Provincial de Infanto Juvenil – Bebec em Nampula, José Machava, disse que pese embora a competição ter terminado sem sobre saldos lamenta-se o facto de o distrito não dispor de um recinto desportivo com dimensões próprias e material adequado para os petizes. Representando a direcção provincial de desporto e emprego em Nampula, Pedro Leonce, instou a equipa organizadora a dar continuidade, para ocupar as crianças através do desporto, evitando que elas se mergulhem no mundo das drogas e situações que podem minar a sua vida durante as férias. De Salientar que o campeonato teve a participação de 24 equipas, representando igual numero de bairros da cidade de Nampula e teve a duração de quatro (4) meses. Por Hélio Albano
fev 06 2023
O Mundo perdeu seu “sabor”
“Os cristãos católicos são chamados a serem sal e luz do mundo para dar sabor e iluminar a humanidade”. – recorda o arcebispo de Nampula, Dom Inácio Saure alertando que a luz do cristão deve brilhar para o bem da humanidade, procurando ser útil para quem necessita. O mesmo, tem que acontecer quando o cristão for sal, vivendo e praticando actos de amor com todos e para todos. Os cristãos são apelados a evitarem truques enganosos e valorizar sempre o perdão, como uma das ferramentas de manifestação de amor. Para Dom Inácio Saure, Arcebispo de Nampula, o mundo perdeu o seu gosto devido a imoralidade, que se resume no ódio, exploração e a vingança. Dai que, segundo Ele, os cristãos devem dar sabor a este mundo, iluminando-o para a glória de Deus. Lamentou o facto de nos dias que correm, existirem homens que não sabem distinguir tudo o que tocam com suas próprias mãos. “Não sabem dizer se o que estão a tocar é ferro ou ouro”. – frisou Dom Inácio recordando que não é a luz que os homens devem olhar, mas sim as boas e concretas obras de amor do cristão. Por Gelácio Rapieque
fev 06 2023
A Igreja vai continuar firme na Evangelização e construção da Paz no mundo
Terminou este domingo a décima quinta reunião dos Bispos lusófonos que decorreu de 01 a 05 de Fevereiro, na cidade de Nampula. Em homilia da missa de encerramento, havida na Sé-Catedral de Nampula, o Arcebispo de Nampula e Presidente da Conferência Episcopal de Moçambique, assegurou que a Igreja vai continuar firme na evangelização e construção da paz, tal como sugeria o tema da reunião. Os bispos de Portugal, Angola e São Tomé e Príncipe, falam de um encontro produtivo, pois ajudou a refletir sobre os desafios que os países lusófonos têm, que são considerados comuns. Os bispos elogiaram a organização e acolhimento que tiveram. “Foram 5 dias de intenso trabalho vividos nesta bela terra acolhedora, que tem a sua história e dignidade, beleza no mosaico cultural, e com ricas tradições que cultora todos valores que o evangelho inculcou deste os tempos remotos. – disse Dom José Manuel, que vê moçambique como uma terra que precisa de ser mais trabalhada com toda essa riqueza humana, natural, mineral e pluralidade cultural. O bispo de Portugal ficou mesmo encantado com a forma como são animadas as missas em Moçambique, particularmente em Nampula. De referir que Portugal vai acolher a próxima reunião dos bispos, em Fevereiro de 2025. Por Gelácio Rapieque
fev 06 2023
Diante da situação dos deslocados, ninguém está em paz
Os Bispos Lusófonos visitaram os deslocados de Cabo Delgado, acolhidos no distrito de Rapale, província de Nampula e concluíram que diante da situação em que vivem, ninguém está em paz. Os Bispos dos países falantes da língua portuguesa que estiveram reunidos em Nampula de 1 a 5 de Fevereiro corrente, foram no último sábado, 04 de Fevereiro, ao distrito de Rapale, para de perto viverem a situação por que passam as mais de 500 famílias deslocadas da vizinha província de Cabo Delgado, fugindo o terrorismo que assola aquele ponto do país, desde 2017. “Em Rapale, os Bispos católicos tocaram com seus próprios dedos o drama de quem não só perdeu bens, mas também seus familiares e lhe roubaram a própria dignidade, agora vivendo sem voz nem vez”.- disse o Arcebispo de Nampula e presidente da Conferencia Episcopal de Moçambique, Dom Inácio Saure. Para o Arcebispo de Saurimo e Presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé e Príncipe, Dom José Manuel Chipamba, viver a experiência daquelas famílias foi comovente. Dom Antunes, Arcebispo de Coimbra e vice-presidente da Conferência Episcopal de Portugal, referiu que a situação em que se encontram os deslocados acolhidos em Rapale é dura. “Procuraremos, como igreja, fazer tudo o que estiver ao nosso alcance em coordenação com outros organismos, para que aquelas pessoas voltem a viver segundo o que tem direito”. – garantiu Dom Antunes, Diante a esta situação, os bispos dos países lusófonos concluem que na verdade, ninguém está em paz, nem os deslocados, nem os acolhedores, e, muitos menos os fazedores da guerra. Por Gelácio Rapieque
fev 06 2023
Bíblia: Palavra de Deus para todos os dias
Para celebrar São Jerónimo que, a pedido do papa Dâmaso traduziu a Sagrada Escritura dos originais hebraico e grego para o latim, língua universal daquela época, foi instituído o Ano da Bíblia. A versão latina da Bíblia ficou conhecida como Vulgata. Vamos responder a algumas perguntas comuns sobre a Bíblia. Quem escreveu a Bíblia? A Bíblia foi escrita por muitas pessoas. Não foi escrita de uma só vez. Ela traz as experiências da caminhada de um povo, o povo do Livro, por isso é a reflexão sobre a vida do homem e a resposta aos problemas existenciais ligando-os a Deus. É a reflexão sobre a vida humana e sobre Deus. O povo escolhido, o povo da Bíblia, discutia suas experiências, obtinha respostas iluminadas pela fé, que depois, ao longo do tempo foram escritas. Deus era sempre a referência, o ponto de partida, o centro da vida desse povo. Por isso, foram muitos os autores que, iluminados por Deus, escreveram a Bíblia com estilos literários diferentes. Quando a lemos, percebemos a acção de Deus na caminhada humana que quer o bem de todos os homens e mulheres. Enfim, foram muitas as pessoas que a escreveram, todas elas iluminadas por Deus, inspiradas por Deus, então, o grande Autor das Sagradas Escrituras é Deus que usou de mãos humanas para escrevê-la. Quando foi escrita? Os estudiosos consideram que a Bíblia começou a ser escrita a partir do século IX antes de Cristo. O último livro a ser escrito foi o Livro da Sabedoria que se estima ter sido redigido por volta de cinquenta anos antes de Cristo. Portanto, não temos uma data com dia, mês e ano, porque sua escrita ocorreu lentamente e muito bem preparada por Deus. Porquê se chama Bíblia? Embora a Bíblia, na concepção de livro que temos hoje, se constitua num único volume, seu nome indica que ela não é apenas um livro, mas uma colecção de livros, alguns mais longos, outros muito curtos. Daí a palavra Bíblia, em grego livros, isto é um conjunto de 73 livrosque trazem diversos temas. Porem tratando sempre do mesmo assunto: a reflexão crítica sobre a vida, a caminhada de Deus com seu povo e a religião deste povo. Porquê dizemos Bíblia Sagrada? Consideramos a Bíblia como sagrada porque ela é a Palavra de Deus. Tudo o que foi criado é obra de Deus, a natureza fala a linguagem de Deus, o universo com suas leis naturais também fala a linguagem de Deus. Ele fala ao ser humano por meio de acontecimentos.A Bíblia nasceu com o próprio homem, pois o homem percebeu, nos fatos e nas experiências da vida, que Deus sempre lhe falou. Em todas as culturas encontramos a religião como forma do homem se relacionar com Deus, de se ligar a Deus. Para o povo da Bíblia, ela começou a ser entendida como Palavra de Deus, a voz de Deus cerca de mil e oitocentos anos antes de Cristo, quando nosso pai Abraão experimentou Deus e entendeu que Ele lhe falava pelos acontecimentos. A partir desta experiência de Deus, a vida de Abraão mudou completamente. Ele passou a interpretar os sinais do Senhor nos acontecimentos e a segui-los. Começa então a ter importância as tradições e experiências religiosas que constituirão parte fundamental da Bíblia. Surgiram os Patriarcas do povo de Deus e com eles toda a experiência deste povo compilada bem mais tarde como livro. A Bíblia é Sagrada porque relata toda essa experiência do homem com Deus, relata a caminhada do homem com seu Deus, construindo a história… História da Salvação. Porquê a Bíblia católica é diferente da Bíblia protestante? A Palavra de Deus acolhida pelo homem, a Bíblia católica e a dos nossos irmãos separados, protestantes, é a mesma. A diferença aparece quanto ao número de livros que cada uma possui. A Bíblia católica possui setenta e três livros.A Bíblia evangélica tem sete livros a menos: Judite, Tobias, 1o Macabeus, 2o Macabeus, Baruc, Eclesiástico (ou Sirácides) e Sabedoria. Mais diferenças aparecem nos livros de Ester (10, 4-16, 24) e de Daniel (13-14), onde pequenos trechos destes livros faltam na Bíbliaevangélica. Os sete livros que citamos acima não constam da Bíblia hebraica original, só bem mais tarde é que eles passaram a ser considerados como inspirados por Deus quando da primeira tradução da Bíblia hebraica para o grego, atendendo as necessidades dos judeus da Diáspora. Esses livros são chamados “Deuterocanónicos”, isto é, livros que foram aceite como inspirados bem mais tarde ou em segundo lugar. Apesar desta diferença os cristãos católicos e protestantes reconhecem que na Bíblia Sagrada está presente a Palavra de Deus que nos interpela, que nos convida a segui-lo, que quer o nosso amor de filhos e filhas, que nos ama muito mais do que nós a Ele. A Bíblia, Palavra de Deus para todos os dias, deve ser nosso livro de cabeceira. Não pode ficar fechada numa estante como um simples adorno empoeirando-se. Ela deve ser lida e praticada dia a dia. Por Koinonia livros
fev 05 2023
O Estado de direito, precisa da Oposição
Na nossa jovem democracia, o termo “oposição” muitas vezes é usado de forma pejorativa. Quando se diz que alguém é da oposição, entende-se logo que essa pessoa não gosta do governo ou não ama o seu país. É essa uma compreensão incorrecta É comum entender que pertencer a partidos políticos diferentes é sinonimo de inimizade como acontece nas campanhas eleitorais onde, em lugar de serem ocasiões de discussão e de confrontação de ideias para a construção do País, transformam-se em guerras sangrentas! Na verdade, ser oposição é colocar-se contra qualquer atitude contrária ao normal ou ao que é correcto, por exemplo, os pais podem e devem opor-se ao comportamento errado dos filhos, por isso os repreendem, não porque não os amam, mas pelo contrário, para que eles mudem e orgulhem os seus pais. E assim deveria acontecer na vida politica da nação. Amor a Pátria Portanto, na política ser oposição deveria ser o contraste à corrupção ou contra tudo aquilo que prejudica o desenvolvimento do país e compromete a construção do bem-estar social. Ser oposição resulta, portanto, do amor à pátria e não dum servilismo estéril. Nesta compreensão,ser oposição é cidadania activa e nem sempre precisa necessariamente de pertencer a um partido político, porque um verdadeiro cidadão não deixa que seu país fique parado. Diálogo e Reconciliação Mas como é que chegamos a esta compreensão destorcida do termo oposição? Em cada nação as actividades políticas não devem ser completamente entregues, pelos cidadãos, exclusivamente aos partidos políticos. Os partidos políticos são grupos de interesses que perseguem os objectivos dos seus apoiantes e patrocinadores. Por exemplo no EUA os Republicanos terão dificuldades em limitar a livre venda de armas aos cidadãos, apesar das centenas de vítimas jovens e inocentes, porque as industrias que produzem armas os apoiam. Passamos também a esta má compreensão, do termo oposição, desde que começamos a olhar como opostos dois partidos com histórico de beligerantes. Em Moçambique bem sabemos que historia da inimizade dos dois maiores partidos nacionais durou 16 anos, a guerra civil, para depoisser transferida a frio para a luta política e processo democrático que fazem hoje para a posse do poder. Dialogo e Reconciliação nacional são as duas verdadeira colunas que sustentam a casa comum. Quando falhar uma delas continuaremos a entender a oposição politica como inimigos do pais em lugar de entender que quem critica também tem amor pátrio e quer viver num pais onde a escuta reciproca traz fruto de bem estar para todos. O que nos espera As últimas eleições vieram provar que nós, cidadãos comuns, nos enganamos da pior forma ao deixar a política apenas para os partidos políticos. Estamos redondamente errados ao confiarmos, apáticos, o futuro do país às lutas partidárias para nos trazerem como fruto as liberdades e a justiça social. Confiar a oposição apenas a partidos políticos é arriscado demais. Estes podem fazer oposição apenas nas questões que lhes interessam como grupo. E quanto aos interesses do povo, quem a favor deles vai fazer oposição? Reparemos que por distracção, incompetência ou por qualquer que seja o motivo, esses partidos políticos da oposição não conseguiram o que se esperava. Se amamos o nossos país e queremos que a democracia sobreviva, nós cidadãos comuns, que ainda não temos opção política, precisamos de ficar atentos para evitar que interesses de um só partido, controlador dos recursos de todos nós,arruínem pela injustiça os nossos sonhos como Nação. Precisamos de ficar atentos desde a base, desde as localidades mais longínquas, para constituirmos uma nova visão política diferente da pregada até agora, onde parece que a função pública sirva como oportunidade para afirmar-se financeira e economicamente à custa das nossas distracções políticas. Isto sim, é ser oposição! Por Deolindo Paúa
fev 04 2023
O Desemprego em Moçambique hoje
Maio é o mês dos trabalhadores. Para acompanhar as comemorações atinentes a essa efeméride trazemos para si o contexto actual do desemprego em Moçambique. O nível de desemprego actual A sociedade moçambicana é banhada por chuvas torrenciais de lágrimas de gente que, dia e noite, gasta as suas energias à procura de emprego,porque o desemprego em Moçambique, hoje, é uma realidade e um problema bastante sério. De acordo com o IV Censo de 2017, Moçambique tem uma população de cerca de 28.861.863 habitantes, sendo que 15.061.006 são mulheres, representando 52%, e 13.800.857 homens, correspondentes a 48%. Deste universo, a Organização dos Trabalhadores de Moçambique (OTM), em 2019, atesta que o índice do desemprego no nosso país é bastante alto, situando-se em cerca de 24% e atingindo principalmente a camada juvenil. No entanto, a dificuldade de acesso ao emprego formal não é motivada apenas pelas exigências do mercado (como fraca qualificação, empregos limitados), mas também pela falta de transparência no processo de absorção da força de trabalho (corrupção: contratos via familiares ou amigos, exigência de pelo menos cinco anos de experiência, língua inglesa, etc). Políticas públicas de Moçambique O facto curioso é que o emprego é uma palavra chave nas políticas públicas de Moçambique. Como se pode constatar, um dos objectivos da Política de emprego em Moçambique consiste na promoção da criação de emprego contribuindo para o desenvolvimento económico e social do país e bem-estar dos moçambicanos . Além disso, o Plano Quinquenal do Governo 2015-2019 enfatiza a prioridade de criar emprego como caminho para redução da pobreza . Outrossim, o primeiro número do artigo 122 da CRM reza que “o trabalho é a força motriz do desenvolvimento e é dignificado e protegido”. Ora, na realidade, vê-se que o emprego é uma palavra frequentemente usada para justificar políticas, estratégias e defender projectos de investimento e quaisquer que sejam as decisões; os mecanismos de criação de emprego decente, mais produtivo e que promove o desenvolvimento da sociedade e das pessoas, permanecem não descutidos. Consequências do desemprego Desta maneira, a falta de emprego propicia o aumento de criminalidade, o consumo de álcool e drogas, o aumento de marginalidade, a prostituição e os casamentos prematuros . Estudos feitos comprovam também que o desemprego aumenta os problemas relacionados com a saúde física e mental do trabalhador; impulsiona a radicalização política, tanto à direita como à esquerda, bem como a desorganização familiar e social; faz aumentar os divórcios, etc . O que fazer? Portanto, como via de minimização dessa praga, é preciso que haja incentivo ao investimento privado, implementação de políticas fiscais e monetárias adequadas, aumento das despesas públicas, flexibilização do mercado de trabalho, trabalho compartilhado, treinamento e requalificação de recursos humanos, além de outras possibilidades. BOX A cultura do trabalho “O camponês é preguiçoso, o produtor tradicional é sinal de subsistência e favorece uma mentalidadede dependência!”, são estas algumas falsas afirmações que geralmenteindicam que os trabalhadores agrícolas moçambicanos, e africanos em geral, não têm uma cultura do trabalho. Mas isto não é teoricamente defensível em termos de ciências sociais. Todos têm uma cultura do trabalho; ou seja, a maneira como as pessoas trabalham reflecte as normas e as representações culturais relativamente ao trabalho. Quando se afirma que os camponeses moçambicanos não têm uma cultura do trabalho, usa-se geralmente a expressão de modo pejorativo e muitas vezes relacionadas com formas de pensar “tradicionais”, mas a proposição cobre um leque ambíguo de significados. Há quem afirme que muitos moçambicanos, particularmente os das zonas rurais, não gostam de trabalho árduo, que são preguiçosos ou indisciplinados no modo como trabalham e que não estão habituados às condições do trabalho assalariado. Se têm emprego, chegam tarde, quando chegam, e saem cedo. Como tem sido observado por críticos, a proposição de que “os africanos não têm uma cultura do trabalho” é uma reminiscência de velhos estereótipos amplamente utilizados no mundo colonial, e não apenas em Moçambique, para explicar conflitos de trabalho nas plantações. A ausência de uma cultura do trabalho continua, de facto, a ser usada para explicar conflitos laborais actuais. (Bridget O’Laughlin, IESE 2017). Por Isac Velica
fev 04 2023
A Dignidade da pessoa humana e direitos fundamentais
A dignidade da pessoa humana é um conjunto de princípios e valores que têm a função de garantir que cada cidadão tenha os seus direitos respeitados pelo Estado. O principal objectivo é garantir o bem-estar de todos os cidadãos. O princípio está ligado a direitos e deveres e envolve as condições necessárias para que uma pessoa tenha uma vida digna, com respeito a esses direitos e deveres. Também se relaciona com os valores morais porque tem por objectivo garantir que o cidadão seja respeitado em suas questões e valores pessoais. A dignidade da pessoa humana e os direitos fundamentais Muitos direitos básicos do cidadão (direitos fundamentais) estão relacionados como princípio da dignidade da pessoa humana, principalmente osindividuais e colectivos e os direitos sociais. O respeito aos direitos fundamentais é essencial para garantir a existência da dignidade. E é justamente por esse motivo que a dignidade da pessoa humana é reconhecida como fundamental pela Constituição da República de Moçambique.Os Artigos 35; 36 e 44 (CR) atestam isso de forma conjunta. Osdireitos individuais e colectivossão os direitos básicos que garantem a igualdade a todos os cidadãos. Os mais importantes são:direito à vida,direito à segurança,igualdade de direitos e obrigações entre homens e mulheres,liberdade de manifestação do pensamento,liberdade de crença em sua religião; protecção da intimidade, liberdade para o trabalho, liberdade de locomoção e liberdade de exercer actividades artísticas ou intelectuais. Já osdireitos sociaissão os direitos relacionados com o bem-estar do cidadão. Alguns exemplos:direito à educação e ao trabalho,garantia de acesso à saúde, transporte, moradia, segurança, previdência social,protecção às crianças, à maternidade e aos mais necessitados. A dignidade da pessoa humana e o Estado Democrático de Direito A dignidade da pessoa humana é um princípio do Estado Democrático de Direito, que é o Estado que respeita e garante os direitos humanos e os direitos fundamentais dos seus cidadãos. Assim, ela pode ser entendida como um princípio que coloca limites às acções do Estado. Dessa forma, a dignidade da pessoa humana deve ser usada para basear decisões tomadas pelo Estado, sempre considerando os interesses e o bem-estar dos cidadãos. Isso significa que, além de garantir às pessoas o exercício dos seus direitos fundamentais, o Estado também deve agir com cuidado suficiente para que esses direitos não sejam desrespeitados. É uma obrigação do Estado, através do governo, tomar medidas para garantir osdireitos e obem-estar dos cidadãos. Da mesma maneira, também é tarefa do Estado cuidar que osdireitos fundamentais não sejam violada. Pe Redacção
fev 03 2023
Combatentes em Nampula estão satisfeitos pelo reconhecimento
Em reconhecimento pelo seu envolvimento na construção de um moçambique unido e entrega pela causa da maioria, mais de 200 combatentes de Luta de Libertação Nacional foram condecorados esta sexta feira, 3 de Fevereiro na Província de Nampula. A cerimónia de condecoração, que foi presidida pelo secretário de Estado na província de Nampula, Jaime Beca Augusto Neto, ficou marcada pela exibição dos símbolos identificadores dos veteranos de luta de libertação nacional, como é o caso, das medalhas. Na ocasião, Jaime Neto disse ser fruto de unidade dos moçambicanos na luta contra o jugo colonial que esta cerimónia se realizou e ainda, mostrou ser sinal de reconhecimento dos feitos dos combatentes da luta de libertação nacional, desde o processo de unificação dos moçambicanos, sem no entanto, deixar de lado a figura de Eduardo Chivambo Mondlane e seus ensinamentos memoráveis. No entanto, Manuel Rodrigues, governador da província de Nampula disse ser um momento ímpar para todos, sobretudo os combatentes, uma vez que é reconhecido o seu papel, de lutadores para um Moçambique livre, igual e unido. Manuel Rodrigues, chamou a atenção aos jovens para a necessidade de continuarem a combater, no sentido de libertar o país de várias amarras que impedem o seu progresso. Os combatentes condecorados olham o acto de reconhecimento como um momento de grande alegria. Os veteranos de luta de libertação nacional exortaram os jovens a serem homens de paz e que sonham com um Moçambique melhor, tendo sentimento de pertença, onde a felicidade de todos seja a prioridade de cada um. Por Ernesto Tiago
fev 03 2023
Combatentes em Nampula estão alegres pelo reconhecimento
Em reconhecimento pelo seu envolvimento na construção de um moçambique unido e entrega pela causa da maioria, mais de 200 combatentes de Luta de Libertação Nacional foram condecorados esta sexta feira, 3 de Fevereiro na Província de Nampula. A cerimónia de condecoração, que foi presidida pelo secretário de Estado na província de Nampula, Jaime Beca Augusto Neto, ficou marcada pela exibição dos símbolos identificadores dos veteranos de luta de libertação nacional, como é o caso, das medalhas. Na ocasião, Jaime Neto disse ser fruto de unidade dos moçambicanos na luta contra o jugo colonial que esta cerimónia se realizou e ainda, mostrou ser sinal de reconhecimento dos feitos dos combatentes da luta de libertação nacional, desde o processo de unificação dos moçambicanos, sem no entanto, deixar de lado a figura de Eduardo Chivambo Mondlane e seus ensinamentos memoráveis. No entanto, Manuel Rodrigues, governador da província de Nampula disse ser um momento ímpar para todos, sobretudo os combatentes, uma vez que é reconhecido o seu papel, de lutadores para um Moçambique livre, igual e unido. Manuel Rodrigues, chamou a atenção aos jovens para a necessidade de continuarem a combater, no sentido de libertar o país de várias amarras que impedem o seu progresso. Os combatentes condecorados olham o acto de reconhecimento como um momento de grande alegria. Os veteranos de luta de libertação nacional exortaram os jovens a serem homens de paz e que sonham com um Moçambique melhor, tendo sentimento de pertença, onde a felicidade de todos seja a prioridade de cada um. Por Ernesto Tiago


