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Archive for vidanova

fev 18 2023

Crónica-A RIQUEZA DE SANGUE

África dos nossos antepassados. África dos que lutaram e morreram por nossa libertação. África dos que sonham a igualdade de direitos e oportunidades. África daqueles que diariamente morrem explorados, injustiçados, empobrecidos, aniquilados nos seus sonhos. Esta é a terra que Deus abençoou com muitas riquezas: humanas, naturais, florestais, minerais, marinhas, faunísticas, petrolíferas, etc. Pensa-se, desde muito tempo, que em África não existe riqueza saudável. Os que mais se sacrificam em trabalho, menos prosperam. Mesmo os assalariados não conseguem atingir os níveis de posse daqueles outros que seguem caminhos sinuosos. Enriquece quem serve a magia, quem passa por santuários obscuros, quem percorre caminhos de trevas e sem luz; quem passa de feiticeiro para outro, quem se transforma em cobra. Enriquece quem pratica iniquidade, quem corrompe, quem rouba, quem mata, quem se julga mais esperto, quem vive bajulando, quem se dobra diariamente para lamber chulé, para carregar e adicionar trocos que caem debaixo da mesa do suposto dono. Mas isso tem consequências sociais, religiosas, políticas, económicas, relacionais, existenciais. É por esse motivo que se considera que os ricos de África e de Moçambique não o são como resultado do seu salário mensal. Esta é a história dos que vivem sempre subindo os outros. Assim foi também com o coelho e o camaleão. Por sua natureza, o camaleão tem passos lentos. Porém, quando se encontrou com o coelho exibindo o seu talento de correr rápido, o camaleão respondeu-lhe: – “Sim! Eu sei que não corro muito. Mas eu sou mais esperto do que tu. Força, corramos! Vamos ver quem ganha!” Então o coelho começou a correr. O camaleão, no mesmo momento, subiu para a cauda do coelho, agarrou-se a ela e sentou-se. O coelho não sabia, ou não sentia o peso, porque estava com pressa. Logo que chegou à meta, o camaleão adiantou-se a saltar para o chão e sentou-se. Ora, quando o coelho ia sentar-se, o camaleão disse: – “Não te sentes sobre mim! Eu cheguei há muito tempo e estou à tua espera”. Então o coelho ficou muito aborrecido porque fora vencido pelo camaleão. É da mesma forma como muitas riquezas de sangue trepam a cauda dos menos espertos. Revestidos de hipocrisia aparecem como se fossem os melhores, perfeitos e até se gabam da sua força e poder! E enquanto continuarmos na esteira deste modo de enriquecimento nunca faltará a multidão dos miseráveis cada vez mais remetidos ao abismo; nunca faltará o barulho da guerra, do crime, dos falsos feiticeiros que se aproveitam da vida alheia para prosperar. A riqueza de sangue mostra que o horror da guerra semeado em Moçambique é igualmente uma das faces obscuras do enriquecimento ilegal, indevido, selvagem, ganancioso e abominável. Por causa da riqueza há quem manda matar, manda sequestrar, manda fuzilar, manda expulsar o povo das suas terras, manda explorar os recursos do país exportando-os clandestinamente para fora do país, manda silenciar os que vêem a luz. A vida de cada dia, as manobras que são produzidas e todas artimanhas dos elefantes cooperam sobremaneira na construção de riquezas de sangue que em nada facilitam o desenvolvimento de África e seus países. Os que se propõem liderar e gerir a coisa de todos, muitas vezes se apoderam de tudo e, em nome do povo, começam a enriquecer esquecendo-se daqueles a quem prometeram vida melhor e desenvolver o país. Utopia eterna. A guerra, as rivalidades, as divisões, as assimetrias, as injustiças, a corrupção e outros males sociais acontecem porque a fome pelo dinheiro e consequente riqueza, coloca os reis e poderosos em conflitos intermináveis. Ora, para manter a sua hegemonia, a sua riqueza, o seu poder, a sua fama, a sua prepotência servem-se das armas para afugentar possíveis pretendentes. O maior interesse em tudo isso é a procura do Reconhecimento. Conta-se que há muito tempo, o elefante é que era reconhecido como rei de todos os animais. Mas, ao mesmo tempo, também o coelho tinha sido feito rei, mas ninguém sabia. Por isso, o elefante e o coelho lutavam entre si por esse mesmo reino. Queriam reinar em simultâneo. E por falta de reconhecimento por parte do povo começaram a lutar fortemente. Acontece, porém, que certo dia, todos os animais se reuniram para saberem ao certo quem era o rei. Com efeito, concordaram ir perguntar a Deus. O coelho mandou o macaco subir àquela árvore onde se ia realizar a reunião, para responder quando perguntassem a Deus: “Quem é, ao certo, o rei?” Entretanto, se porventura perguntassem: “O rei é o elefante?” O macaco não devia responder. Mas quando lhe perguntassem “O rei é o coelho?” devia responder: “Sim! É o coelho”, senhor Deus. Ao responder, devia mostrar maior reverência ao coelho. A garantia disso é que o macaco seria adjunto do rei se o coelho fosse declarado rei de todos os animais. Acontece que o elefante, por falta de esperteza, não conseguiu armar nenhuma cilada para reforçar o seu poderio. E, portanto, no dia em que se reuniram, Deus perguntou: – O rei é o elefante?” Nessa ocasião, ninguém respondeu nada. Todos osanimais permaneceram calados. Deus perguntou por sete vezes se o elefante era o rei. Seguindo as orientações do seu chefe máximo, o macaco também permaneceu totalmente quieto e sem se mexer. Continuava pendurado na árvore em redor da qual estavam sentados os demais animais. Em seguida, Deus voltou a perguntar: – “O rei é o coelho?” E sem esperar a segunda vez, o macaco respondeu: – “Sim, Senhor Deus! O rei é o coelho! Ele é muito respeitado por todos nós e promove o desenvolvimento da nossa aldeia e de todo o grupo”. Naquele instante, depois dos pronunciamentos do macaco, todos os animais souberam que o seu rei era o coelho. O elefante, indefeso, ficou muito zangado e fugiu para o mato. É desta forma como uns são ofuscados e ensombrados por aqueles que têm macacos pendurados em várias árvores para os defender. Os que não têm nada, continuam a gritar sem ser ouvidos e, quando se esgotam, fogem para o mato e

fev 18 2023

O que é que trava o desenvolvimento do pais?

Por Dr. Tomas Selemane Começamos o ano novo com uma nova rubrica:  Contraponto. Umas páginas de reflexões políticas, económicas e sociais à luz da Doutrina Social da Igreja (DSI), um convite à acção por uma sociedade mais justa. Ocasião para reflectir o que geralmente se acredita ser verdade e para procurar apelar a mais acção, à mudança de atitude, ao maior engajamento cristão, de modo a sairmos da situação de católicos somente de baptismo e de missas! Começamos a nossa viagem identificando os maiores travões do desenvolvimento de Moçambique. A opinião pública identifica como principais travões do desenvolvimento do nosso país, a pobreza, o desemprego, a insuficiência de escolas e hospitais, de estradas pavimentadas, ou simplesmente transitáveis, a fraca produtividade agrícola, a desnutrição, e por aí a diante. Porém, todos esses problemas são consequências de outros problemas mais profundos.   Intolerância política É a intolerância política o primeiro maior travão do desenvolvimento de Moçambique. Inspirados na última Encíclica do Papa Francisco “Fratelli Tutti” – Somos todos irmãos: Sobre a Fraternidade e a Amizade Social – consideramos como sendo o primeiro maior travão do desenvolvimento de Moçambique a intolerância política no seu sentido mais amplo. Não me refiro à intolerância partidária que produz e reproduz ódio entre membros e simpatizantes dos diferentes partidos políticos, com maior destaque para os três maiores (Frelimo, Renamo e MDM). Refiro-me àquela intolerância que igualmente gera e reproduz ódio entre os membros e simpatizantes do mesmo partido político. A intolerância que está na origem das desavenças que se vivem dentro dos partidos políticos, de forma particular, e dentro da nossa sociedade, de forma geral.   Harmonia nas diversidades Na sua Encíclica “Somos todos irmãos”, o Papa Francisco ensina-nos como podemos construir um mundo melhor a partir da aceitação do Outro, de como a fraternidade e a amizade social podem ajudar-nos a construir um mundo pacífico e com mais justiça. E este é exactamente, do nosso ponto de vista, o primeiro maior problema de Moçambique: como aceitar as diferenças sociais e políticas, dentro e fora dos partidos políticos? Porque é que não vemos uma convivência harmoniosa, salvo raras excepções que confirmam a regra, entre pessoas de partidos políticos diferentes? Mais preocupante ainda: porque é que não vemos harmonia entre os diferentes grupos dentro dos principais partidos políticos?   Intolerância dentro dos partidos políticos Por exemplo, são conhecidas as desavenças que houve dentro do partido Frelimo entre o grupo do Presidente Guebuza e o grupo do seu antecessor, o Presidente Chissano. Foi notória a votação ao esquecimento do segundo grupo pelo primeiro, muitas vezes com pronunciamentos públicos indecentes, incluindo prisão de ex-governantes num claro fingimento de combate à grande corrupção. Com a chegada do Presidente Filipe Nyusi à Presidência do país e da Frelimo, temos visto também o mesmo grau de intolerância entre o seu grupo de apoiantes e o grupo do seu antecessor. Como que a completar a trágica coreografia política, essa intolerância inclui também pronunciamentos públicos de uns contra os outros,incluindo também prisões de ex-governantes: Sempre em nome de um suposto combate à corrupção. Digo suposto porque fora das prisões não vemos nenhumas reformas às causas da grande corrupção no país. Estes são sinais de como a intolerância política no nosso país é mais profunda do que a intolerância partidária.   E na Renamo? Do lado da Renamo, são conhecidos os desentendimentos entre o grupo de apoiantes do Presidente Ossufo Momade com o grupo do seu antecessor, o Presidente Afonso Dhlakama. O surgimento da autoproclamada Junta Militar – com todas as consequências que dela advêm – deve ser entendido no contexto dessa intolerância política, essa falta de capacidade de aceitação do Outro por parte de ambos os grupos. Não vemos tentativas nem esforços de convivência mútua, de aceitação de que “somos todos irmãos” tal como nos ensina o Papa Francisco.   E no MDM? Do lado do MDM também vimos como a falta de aceitação entre irmãos resultou em saídas de membros daquele partido, tendo inclusive chegado ao trágico cúmulo da morte do ex-Presidente do Município de Nampula, MahamudoAmurane. Sem conclusão das investigações das autoridades da justiça sobre as causas e os mandantes daquele assassinato, está assente no plano de análise política a discórdia que existia entre a direcção do MDM e aquele dirigente autárquico.   Você não é dos nossos! É conhecida a discriminação, por exemplo, de pessoas que não sejam do partido no poder quando se trata de nomeações para cargos governativos, a vários níveis. Mas também, nos locais onde os partidos da oposição (Renamo e MDM) governam, não vemos procedimentos de aceitação do Outro. Notamos o mesmo grau de intolerância política, neste caso em miniatura, porque são casos registados a nível municipal. Ao passo que a intolerância política da Frelimo é mais visível porque ocorre a nível nacional e dentro de diferentes territórios do país.   Promover a tolerância politica Podemos afirmar que sem aceitação mútua, sem tolerância e compreensão das nossas diferenças – se não nos tratamos como irmãos – é impossível criarmos desenvolvimento. Podemos ir aumentando o número de escolas e de hospitais, por exemplo, mas se não assumimos que essas escolas e hospitais devem pertencer a todos os moçambicanos, tanto para o seu uso como para a sua gestão, vamos apenas ter mais escolas e mais hospitais com mais exclusão, e por consequência, com maior desigualdade. Por isso, é importante que nós os católicos sejamos “sal da terra e luz do mundo” (Mat. 5: 13, 14) e marquemos diferença nos diferentes sectores da sociedade onde trabalhamos, ao contrário da inércia em que vivemos actualmente!

fev 15 2023

Na Arquidiocese de Nampula, todas paróquias terão CCS este ano

A criação e consequente Oficialização da Comissão de Comunicação Social em todas as paróquias constitui prioridade ao nível da Arquidiocese de Nampula. A informação foi dada a conhecer pelo respectivo coordenador a nível da Arquidiocese de Nampula Gelácio Manuel Rapieque, na abertura solene do ano das actividades daquela comissão, evento que teve lugar na Paróquia Santa Maria em Namicopo, arredores da Cidade de Nampula. Rapieque, disse que os desafios sãos enormes para este ano pastoral, visto que, segundo ele, existem comunidades e paróquias que não percebem quando ouvem falar da comissão de comunicação social a nível da Igreja. Aliás para sustentar a sua tese, a fonte realçou que como qualquer ministério ao nível da Igreja, esta comissão também está ao serviço de Evangelização, porque “Comunicar é Evangelizar“. “São comissões que já estão estabelecidas nas paroquias, mas, existem paroquias que constituem um desafio enorme, por isso todos os párocos devem apoiar essa iniciativa para que continuemos a cumprir a nossa missão.” Esclareceu Rapieque, que apelou a todos os párocos e féis, no sentido de darem mão a esta comissão para a concretização  dessa iniciativa em toda a província. Entretanto o padrinho da Comissão de Comunicação Social ao nível da Arquidiocese de Nampula Júlio André, desafiou aos membros da comissão a intensificarem as actividades programadas para o ano pastoral, sobre tudo a importância deste ministério na Igreja. “Há paróquias que dão bom testemunho mas me parece que existem outras que devem dar passos, porque essa comissão é mais um ministério, e pouco se fala dela na igreja”. – referiu Júlio André, que defende a necessidade de se publicitar mais essa actividade em todas as comunidades religiosas. Emocionado e entusiasmado estava o pároco da Santa Maria Padre Ângelo Romano, por se tratar da primeira vez que a paróquia acolhe abertura do ano pastoral das actividades daquela comissão. Constam no rol das actividades da comissão para o ano pastoral corrente, visitas as outras regiões pastorais da diocese de Nampula, retiros espirituais, capacitação dos membros em matérias de jornalismo básico, processo eleitoral entre outras.                                         Por Ofélio Adriano

fev 14 2023

55 turmas estudam ao relento na escola primária completa de Namiteca em Nampula

Essa situação triste, acontece numa altura em que o governo diz estar a envidar esforços para acabar com o fenómeno de lecionação ao ar livre ou por baixo de árvores. A escola primária completa de Namiteca, nesta cidade, é um exemplo das várias, que desde ano passado, enfrentam problemas de falta de salas de aulas, depois dos efeitos dos Ciclones Ana e Gombe. O director daquela instituição Carvalho Evaristo, numa entrevista exclusiva à Rádio Encontro, recuou no tempo e disse que depois das tempestades do ano passado, a escola ficou com apenas 4 salas de aulas, e os alunos estudavam no recinto de uma igreja próxima, oque preocupa bastante. Carvalho Evaristo disse que num universo de 82 turmas, apenas 27 é que recebem aulas dentro da sala, e como forma de mudar o cenário, o conselho da escola adoptou um mecanismo de contribuição obrigatória dos pais e encarregados de educação, para a construção de algumas salas. A fonte referiu que apesar dos esforços que estão sendo feitos pelo conselho da escola, em colaboração com os pais e encarregados de educação, será difícil todos estudantes estarem dentro de uma sala, devido ao elevado número que a escola inscreveu para o presente ano lectivo. O dirigente disse ainda que a insuficiência de salas de aulas naquele estabelecimento de ensino, influencia sobre maneira no fraco aproveitamento pedagógico do aluno, uma vez que o arranque do ano lectivo acontece na época chuvosa. Lopes António, Professor afecto naquela instituição, disse ser um desafio enorme que se associa com a falta de Material didático. Recorde-se que o Governo da província de Nampula apareceu em publico, semana passada, a dizer que este ano, não haverá construção de novas salas de aulas.                                                                           Por Assane Júnior 

fev 14 2023

AGE é pela retenção da Rapariga na Escola nos próximos 5 anos

Numa altura em que os governos dos vários países desenham suas políticas para tornar a educação mais acessível a todos, dados indicam que mais de metade das raparigas em moçambique, não conseguem concluir o nível secundário. São apontados vários factores que contribuem para esse fenómeno, com destaque para os casamentos prematuros, assédio sexual entre outros. Esses dados foram tornados públicos na cidade de Nampula pelo embaixador dos Estados unidos em Moçambique, a margem da cerimónia de lançamento de um novo programa, denominado AGE, que visa apoiar o avanço da educação das raparigas dos 10 aos 19 anos de idade, para que mais raparigas possam concluir o ensino básico e secundário geral, promovendo a sua retenção, aprendizagem e progressão de ciclos. Piter Hendrick Vrooman, revelou que esse programa, vai abranger 280 mil raparigas e rapazes em oitocentas escolas das províncias de Nampula e Zambézia, durante cinco anos. O Programa AGE é uma iniciativa da Agência dos Estados Unidos para o desenvolvimento Internacional, destinado para o apoio ao ensino básico. Para tal, a USAID selecionou um consórcio de 5 organizações lideradas pelo Centro de aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil – CESC. Com esse programa, espera-se melhorar o acesso a escola para raparigas, e aumentar o apoio comunitário a educação das raparigas, melhorar a retenção e o desempenho das raparigas nas Escolas primarias e secundarias, para alem de melhorar a segurança delas na escola, nas famílias e na comunidade. Por Elísio João

fev 08 2023

O AMOR DE CRISTO DEVE SER ESPELHO ENTRE PESSOAS

Em toda Igreja Católica celebra-se a 07 de Fevereiro, a festa das 5 chagas do Senhor e o arcebispo da Arquidiocese de Nampula, reconhece as chagas que o povo enfrenta. Numa altura em que o país vive situações incontáveis de injustiça, violências, corrupção e uma colonização silenciosa, a Festa das Chagas do Senhor mostra-se oportuna para uma reflexão conjunta para a melhoria da vida do povo. Dom Inácio Saure disse que esta festa mostra como deve ser administrado o amor entre pessoas, onde todos somos chamados a amar e estar dispostos a nos oferecer ao sofrimento para o benefício da maioria e não o contrário. O arcebispo disse ser oportuno que as pessoas busquem a paz não por via de matanças, mas como fez Cristo, perdoar todos que nos fazem mal e depois aprender a servi-los. Por Ernesto Tiago

fev 08 2023

Em Nampula, Insuficiência de Padres limita Celebrações Eucarísticas

A observação foi feita no seminário Propedêutico “Mater Apostolorum” durante a  abertura do ano Académico e formativo 2023. A Cerimónia de Abertura foi antecedida por uma celebração eucarística presidida por Dom Inácio Saure, arcebispo da Arquidiocese de Nampula a quem competia essa missão nesta instituição religiosa. Durante a homilia, no percurso da santa missa, o bispo metropolitano de Nampula mostrou aos jovens que há escassez de padres, situação que deixa algumas comunidades e paróquias sem celebrações da eucaristia, dando-lhes a ver o quão é fulcral a sua formação para o bem de muitos cristãos. Dom Inácio tomou da ocasião como oportunidade de chamar aos jovens seminaristas a necessidade de amarem-se uns aos outros, amor que se deve demonstrar na partilha de vários elementos formativos e extra formativos no processo continuo de dar resposta ao chamado de Deus. Por sua vez, o magnifico reitor do Seminário Propedêutico “Mater Apostolorum” de Nampula, Padre Simone Adriano, mostrou-se satisfeito pelo fato de o número dos seminaristas para este ano, ser muito significativo. Falou de cerca de 78 seminaristas internos, vindos das dioceses de Nampula e Lichinga e outros 46 vindos de várias casas religiosas. Por Ernesto Tiago

fev 08 2023

8 de Fevereiro – 9º Dia Mundial de reflexão e oração contra o Tráfico de Pessoas

8 de Fevereiro Santa JOSEFINA BAKHITA 9º Dia Mundial de reflexão e oração contra o Tráfico de Pessoas   Descarrega a Romaria da Dignidade Humana contra o tráfico de Pessoas romaria dia 8 fev s. bakita   Descarrega a oração do 9º Dia Mundial de Reflexão e Oração contra o tráfico de Pessoas oraçao s. bakita  

fev 07 2023

PRM neutraliza supostos ladrões de Carteiras Escolares em Nampula

Os envolvidos no roubo de Carteiras Escolares na Escola Primária de Namicopo, já estão sob custódia policial na cidade de Nampula. Os indiciados foram neutralizados depois de denúncias populares, que davam conta de que as carteiras roubadas naquela Escola, estavam a ser matéria prima para o fabrico de mobiliário numa carpintaria, naquele Bairro. Feitas as diligências, foi identificada a carpintaria e o respetivo proprietário, assim como outros elementos que constituíam o grupo. O porta voz da PRM no Comando Provincial de Nampula, Zacarias Nacute disse à imprensa que no grupo dos indiciados nesse crime, faz parte um guarda da Escola Secundaria de Muatala. O carpinteiro, de 31 anos de idade, confirma ter recebido 9 peças de madeira para fazer portas em Junho do ano passado, mas que acabou comprando por mil meticais. O Guarda da Escola Secundaria de Muatala assume ter desviado carteiras na instituição onde trabalha, alegadamente por se tratar de madeira estragada e nega que tenha roubado na Escola Primária de Namicopo. O segundo caso apresentado à imprensa pela polícia, é sobre um individuo que foi neutralizado na via pública mascarado e na posse de uma catana, o que criou suspeitas por parte da Polícia, tendo sido recolhido as celas. Aquele individuo foi interpelado pelas Forças de Lei e Ordem, no bairro de Muhala Expansão, quando transportava consigo uma quantidade de roupa. Não é primeira vez que este indiciado é encarcerado nas celas da PRM, pois ele mesmo recorda que certa vez ficou preso acusado de crime de violação de menor e roubo de telemóveis. Ainda na Segunda Feira, 06 de Fevereiro,, a Polícia apresentou à imprensa um individuo que se fazia de um técnico de saúde numa Unidade sanitária, mas que foi denunciado pelos profissionais ali afectos. O indiciado neste crime, conta que sofre de uma perturbação mental, e que não sabe como foi parar naquela Unidade Sanitária, para se fazer de técnico de saúde. Durante a semana finda, a PRM em Nampula neutralizou igualmente um grupo de meliantes e compradores de diversos bens de proveniência duvidosa e que já se encontram nas celas. A Polícia da República de Moçambique em Nampula diz ter registado uma redução em 40 porcento da onda de criminalidade, mas mesmo assim pede a colaboração da população, no combate ao crime. Por Eva Bento

fev 07 2023

Lisboa prepara-se para receber Jovens de todo Mundo este ano

Portugal está a afinar os preparativos para acolher a Jornada Mundial da Juventude com dignidade. A decorrer em Agosto próximo em Lisboa, o evento vai reunir milhares de jovens de todo o mundo, com a presença do Papa Francisco. O Arcebispo de Coimbra que também é Vice-Presidente da Conferência Episcopal de Portugal, Dom Virgílio Antunes, garantiu a nossa reportagem que Portugal está a aprimorar os preparativos para acolher da melhor forma aquele que é o maior encontro juvenil do mundo. “ Esse vai ser um momento único na vida de Portugal, mas, também penso na vida de todos países falantes da língua portuguesa, porque na verdade vai ser um momento de graça e de fortalecimento da Paz e solidariedade, uma vez que vamos receber muitos jovens de todo mundo falantes da língua portuguesa, incluído da Africa, os quais têm capacidades para serem construtores da paz e que querem desenvolvimento e bem estar de todos “. – anotou Dom Virgílio Antunes, convidando a participação de todos os jovens, particularmente dos países lusófonos, como é o caso da juventude do nosso país. Dom Virgílio Antunes, Arcebispo de Coimbra e Vice-presidente da Conferencia Episcopal de Portugal pediu para que todos fieis católicos estejam em oração, para o sucesso da Jornada Mundial da Juventude, Lisboa 2023. Por Gelácio Rapieque

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